na cultura contemporânea parece que sofrer saiu de moda qual é o espaço que o mundo atual da aparador talvez muito pouco como se fosse possível eliminar esse sentimento e ficar só com o seu oposto alegria o prazer mas dor e alegria dor e prazer andam de mãos dadas a arte de leonardo da vinci e representa prazer e dor com os traços gêmeos unidos mas um de costas para o outro ligados mas um senhor ganha outro a dor pode ser uma experiência transformadora de alargamento dos horizontes mas para isso e antes disso é preciso sentar que
ela existe será que ao negar o sofrimento não estamos também anestesiando a nossa capacidade de sentir a vida com tudo o que ela oferece o primeiro ponto nessa idéia um pouco tópica do título um pouco provocativo né transformando a dor em alegria um primeiro ponto seria é a idéia de que não há como separar a dor da alegria o sofrimento da alegria esses dois caminham juntos ea idéia de que é poder fazer essas duas regiões psíquicas esses dois afectos esses dois sentimentos caminharem juntos requer um acolhimento a dor uma espécie de aceitação aceitação e não
é resignação aceitação é ativa a resignação é passiva aceitar a dor é poder acolher a vida com dor alegria com prazer com tristeza com que a vida oferece não se trata tão pouco isso é importante frisar de fazer uma apologia da dor né eu acho que seria bastante errôneo é promover uma obrigação do sofrimento né tem que sofrer para crescer nem vão então fazer uma certa sesi nelma uma proposta espartana de que né promover as nossas crianças o sofrimento pra elas crescerem não se trata de uma patologia da dor não se trata disso né se
trata sim de um acolhimento e um acolhimento ativo e não resignado né não é passivo e desvitalizados do mesmo modo que abrisse a alegria abert agora o sofrimento que é fruto dela e seu avesso ardente do mesmo modo que dá alegria foste ao fundo de perdeste nela que achaste nessa perda deixa que a dor se exerça agora sem mentiras sem desculpas em tua carne em favores i toda a ilusão que a vida só consome o que alimenta na verdade essa copa presença então né de dor e de alegria isso que eu tô querendo um pouco
desdobrar aqui o que seria essa copa presença essa possibilidade de coabitação entre a dor e alegria eu queria falar pra vocês em dois pensadores que enfim que eu gosto muito que eu me dedico que eu me identifico né na minha nas minhas leituras que são o freud e unity né eu faço esses dois autores já logarem porque em ambos o tema do sofrimento psíquico é um tema central e cédric mente um pensador alemão do século 19 propõe é propõe no livro que se chama a gaia ciência 15 a gente tenta diminuir a capacidade dos homens
de sentir a dor psíquica nós vamos também diminuir a sua capacidade de se jubilar do jubileu ou seja ele propõe essa essa relação de é não diz potencializar a capacidade dos homens de sentir dor para também não enfraquecer sua capacidade do júbilo notem bem que o termo que o unite usa que é o termo também que eu tô usando aqui é alegria e não o termo felicidade a felicidade ela está muito mais ligada a essa obrigação de ser feliz a felicidade é hedonista a felicidade está ligada de alguma forma a gente pode fazer essa relação
a uma corrente do século 19 que se chamava utilitarismo a felicidade se associa à útil a gente pode ver isso por exemplo um pensador do utilitarismo da ciência econômica do século 19 geremi benthan 90 falava é o princípio econômico do útil princípio econômico do utilitarismo precisa propor que o útil faça né traga a maior felicidade possível promai orno número de pessoas essa era a proposta utópica é do utilitarismo do bentão né nit faz justamente uma crítica à útil uma crítica à utilitarismo porque a alegria emite é uma alegria trágica não é a felicidade do utilitarismo
não é a felicidade que o bentão propunha nenhuma sociedade racional que promover e produziria necessariamente a felicidade dos seus cidadãos o unite faz uma crítica a esse utilitarismo ao afirmar justamente uma alegria que é trágica é uma alegria que vai afirmar a dor em cópia esencia e caminhando junto com a própria alegria o mundo acabou de atingir a perfeição à meia noite também meio dia a dor é também um prazer a maldição é também uma bênção a noite também um sol de 75 algum dia um prazer a meu amigo então dissesses também a todo o
sofrimento à noite é também um sol a alegria é trágica ele vai indicar então dois modos de se lidar com o sofrimento psíquico o modo judaico cristão eo modo trágico o modo judaico cristão então vai ser forjado pela culpa o sofrimento associado a culpa seja na forma da má consciência que diz eu sou o culpado pelo sofrimento ou seja na forma do ressentimento ressentido vai dizer você é o culpado pelo sofrimento né então é um modo de sofrimento associado a culpa ea causalidade ou seja se há sofrimento tem que deu ter causa e esta causa
vai ter que ter um culpado é essa é a lógica vamos é assim que se forjou na forma do desenvolvimento do sofrimento judaico cristão tentar tentar encontrar uma causa um culpado para o sofrimento então bastante presente né bastante freqüente a culpa foi do médico pela morte de um ente querido a culpa pela separação foi do marido do que largou a mulher é ou seja temos que encontrar uma causa né pra por um sucedâneo é dador né tiê a causa vai ser a culpa para dar um sentido né a questão que o nit propõe é que
a dor possa deixar de ser um mau para se tornar uma força unit é um pensador da força do poder da potência e da força como é isso a dor deixar de ser um mau pra se tornar uma força vai ser justamente esse modo trágico de olhar a dor olhar a dor sem dramatizar a dor olhar a dor sem se vitimizar nem culpar os outros por causa do dessa dor é uma forma de olhar a dor onde ela deixa de se tornarem tão mal né e passa a ser uma força força no sentido de que
o dnit trabalha a questão da força do jogo das forças a força ativa ea força relativa força como resultante de uma multiplicidade de forças a força nunca está sozinha a força anda junto com outras forças e ela é sempre uma resultante de um combate entre as forças ativas e as forças reativas nesse contexto é que se propõe né deixa de ser um mau para se tornar uma força dor e alegria com habitam dentro de nós querer viver a alegria também significa aprender a acolher a dor a psicanálise nos mostra onde em nós pode se dar
essa com presença de dor e prazer bom eu acho que não é preciso dizer o quanto o tema do sofrimento psíquico é um tema caro à psicanálise a teoria psicanalítica ea clínica psicanalítica a psicanálise trata da dor trata da dor mas ao mesmo tempo ela não oferece uma cura o parador freud diz que a psicanálise retirou o sujeito do sofrimento neurótico e insere num sofrimento humano não há cura para a dor face à dor você pode ter destinos possíveis destinos psíquicos possíveis para a dor alguns podem ser mais mortíferos mais negativos há experiências nem mais
duras mais desvitalização antes e outros modos né outros destinos podem ser destinos mais criativos mas vitais né pra usar um term sheet ano também os destinos - desvitalizados e mais vitais a obra foi a diana ela indica na verdade vários lugares onde a gente pode vários lugares teórico que correspondem a lugares psíquicos onde a gente pode encontrar essa copa presença da dor e do prazer que eu é o puxando esse fio aqui pra falar pra vocês o prazer é uma noção central na obra freudiano o princípio do prazer ele rege o psiquismo humano então prazer
é uma é um é uma noção que perpassa né o pensamento da psicanálise de uma forma muito central muito importante porque é o psiquismo busca a satisfação é o alvo a finalidade do psiquismo é de alguma forma buscar a frustração e encontrar na realidade é frustração na realidade nem sempre proporciona exatamente a frustração então tem um jogo necessário entre o princípio do prazer e o princípio da realidade o princípio do prazer é exigente ele é peremptório ele quer a satisfação não é uma criança que quer o sorvete que quer a democracia de mandela seja atendida
o princípio da realidade ele vai dizer calma não agora o princípio da realidade vai poder adiar vai poder entrar com o fator tempo a criança vai dizer eu quero sorvete agora a mãe vai dizer depois do almoço né então é um jogo dia prazer frustração adiamento da satisfação né pra de alguma forma e tentar encontrar na realidade satisfações efetivas que requerem o fator tempo ou seja requerem um trabalho um projeto um esforço mas o que é interessante é que o princípio do prado da realidade ele não se opõe ao princípio do prazer ele não é
uma oposição na verdade ele vai junto da mesma finalidade do princípio do prazer que é o alcance da satisfação só que o princípio da realidade tem a possibilidade do adiamento ele tem a favor dele essa possibilidade nem eu quero alcançar a satisfação também mas eu também posso tolerar a frustração da realidade não está proporcionando aquilo que eu desejo aquilo que eu quero na verdade a gente tem vários possibilidades de entrada na obra floridiana onde essa junção não é esse laço esse entrelaçamento entre a dor eo prazer estão presentes então eu queria numerar três figuras teóricas
importantes é que onde a gente pode ver essa coabitação essa copa presença a noção de corpo erógeno a idéia também é onde a gente pode encontrar isso a experiência estética a experiência do prazer estético e a noção de masoquismo que é uma noção também bastante cara a teoria psicanalítica é como é que essa idéia de corpo erógeno o corpo erógena em froid ele não é um corpo unificado ele não é exatamente o corpo de uma imagem que unifica e que dá uma unidade corporal nessa imagem ela também é importante ela também existe né a gente
busca essa unidade mas na hora de pensar no corpo erógeno o fred pensa um corpo é em partes o que ele chama de zonas erógenas núcleos de prazer que são é núcleos de receptividade corporais da excitação o feroz e ele não tem um mapeamento uma cartografia pré-determinada essa cartografia será singular né o lóbulo da orelha um pedaço enfim do corpo depende um pouco da da escolha do freguês né mas de qualquer forma não tenho uma predeterminação operoso ele tem essa cartografia de um certo mapeamento né e é essa idéia de que o prazer do corpo
erógeno não é um prazer totalizante né não é um prazer é de olhar para o espelho e ver por exemplo uma imagem total do corpo buscar a unidade do corpo porque que o freud quis tanto marcar essa idéia de um corpo como partes porque essa idéia de corpo como partes de alguma forma que brava uma proposta é do século 19 e do início do século 19 que a sexualidade visava única e exclusivamente à reprodução ele quis mostrar que não que a sexualidade além de visar a reprodução ela visa também o prazer né isso pra gente
não é uma coisa né isso é evidente mas ali né em 1905 em 1903 isso precisava ser é falado e precisava ser evidenciado por que não era evidente net é tudo uma proposta lhe que a sexualidade se acopla vá ao amor necessariamente a reprodução então essa idéia da parcialidade do das partes ela tinha uma um projeto é importante em relação a mostrar também o estatuto da sexualidade ali néon como é que é a sexualidade humana é funcionava e o importante é essa idéia de que o erotismo quando a gente fala gerou otimismo de zonas erógenas
ou de corpo erógeno khel um termo enfim cunhado por um psicanalista francês serge leclerc tem inclusive um livro que se chama o corpo erógeno o corpo erógeno eo erotismo inclui necessariamente o campo da dor porque porque são núcleos de prazer que recebem a excitação e ao receber aumenta a tensão né faz com que a tensão é aumente em não caminha no sentido de um alívio de um rebaixamento da atenção de uma diminuição da excitação tão são núcleos que suportam ali né o prazer e excitação a dor nessas regiões receptoras e aí cada um tem as
suas regiões perceptor é é receptoras não é exatamente um modelo é uma cartografia uma anatomia né o fred não desenhou uma anatomia do prazer muito pelo contrário né ele quebra com a anatomia é da medicina moderna é o corpo esse corpo é um corpo mapeado por outros padrões que não os padrões da medicina que não os padrões ali da anatomia cunhada pela pela medicina é do século 19 freud fez uma nova cartografia do corpo humano trazendo a noção de corpo erógeno um corpo mapeado por uma anatomia do prazer prazer e dor coabitando numa experiência erótica
mas e quando o próprio floyd vivencia função de prazer e dor a partir de uma experiência estética uma obra de arte o retira do pedestal de mestre o outro exemplo que o que estava querendo trazer que eu propus pra vocês é a ideia então da experiência estética porque né porque o prazer da experiência estética ele é um prazer de fruição ele é um prazer que atinge diretamente a nossa sensibilidade né o nosso os nossos é mecanismo sensoriais é o prazer estético ele é frio ele é para ser fruído do cc a gente pode falar assim
ele é prazer experimentado ele é pra ser provado quase que num sentido mesmo de provar uma comida é provado no sentido sensorial desse termo essa é a ideia da da fruição estética tem um texto que o floyd é fala que se chama moisés miguel ângelo que é um texto bastante eloqüente bastante ilustrativo dessa experiência do prazer estético incluindo a dor ele dá essa descrição é da experiência que ele teve quando ele foi visitar a estátua é de moisés em roma na itália na igreja santo e tron em veículo ele e do impacto o poder nem
o o dhomini atração que essa estátua exerceu sobre ele o impacto foi tão forte que o fred ficava ali sentado num banquinho olhando o miguel moisés de michelangelo e e começou a retornar ele voltava assim ele fala várias vezes eu tive que subir aquela escada íngreme e enfim ele continuam indo lá durante uns sete dias assisti olhar e tentar de alguma forma viver aquela experiência que o moisés estava exercendo sobre ele uma inclinação mental henin racionalista ou talvez analítica revolta se contra o fato de como mover me com uma coisa sem saber porque sou assim
afetado e o que é que me afeta isso me levou a reconhecer o ato de que precisamente algumas das maiores e mais poderosas criações da arte constituem enigmas ainda não resolvidos pela nossa compreensão sentimo-nos cheios de admiração reverente por elas e admiramos mas somos incapazes de dizer o que representam para nós a estátua de mármore de moisés da autoria de michelangelo situada na igreja de san pietro em coma nunca uma peça de estatuária me causa uma impressão mais forte do que ela quantas vezes tem suportar o irado desprezo do olhar do herói às vezes sai
tímida e cuidadosamente da semes qualidade do interior como se o próprio pertence à turma sobre a qual seus olhos estão voltados à turba que não pode prender sem nenhuma convicção que não tem nem fé nem paciência e que se resumiu ao reconquistar seus ilusórios ídolos o que é interessante é que ele vai narrando nesta visita que ele busca primeiro a posição que ele se coloca floyd um cientista um pesquisador um homem é que de alguma forma explica os fenômenos psíquicos um homem que escreveu um livro a interpretação dos sonhos para buscar os significados dos sonhos
ele se coloca diante dessa estátua ele diz sinto-me desarmado não sei dizer porque ela está exercendo sobre mim esse domínio é essa atração ele se sente totalmente dominado rendido pela obra que retira ele dê uma posição de mestria de mestre de conhecedor que ele era uma posição habitual essa experiência de fascínio de sedução que a obra de arte pode promover ela só é possível com que uma psicanalista francesa que eu gosto muito enfim se chama monique na ideia ela chama é que pra no front ter narrado essa experiência estética desta forma é porque há na
experimentação o que a monique snyder chama de um com um sentimento a dor ou seja a fruição têm como contrapartida necessária uma atitude de consentimento a dor ou seja trata-se de uma experiência de dor porque a estatal passa a ser um objeto vivo uma alteridade um outro que provoca que incita que a coça retirando então o sujeito de um suposto domínio que ele tem ali sobre o seu eu ou de uma suposta relação que né se pode estabelecer com a obra de arte como se fosse uma relação entre um sujeito e um objeto - uma
direção só quando essa direção é quebrada a gente pode então nessa direção vamos dizer de um sujeito espectador que olharia ali a obra de arte quando essa relação é quebrada é que a gente pode dizer não a experiência estética é também né nessa experiência da fruição do provar do experimentar ela é também um consentimento a dor quando você fala da estátua de moisés com relação à frente é eu gostaria de saber se há uma relação por exemplo o terapeuta esteticamente ele sente prazer ou pela parte emocional pela aquilo que aquela paciente está trazendo o pela
paz física mesmo né e ao mesmo tempo vem a dor porque ele não pode sentir isso se existe uma relação ou não com certeza né acesso à relação que está fazendo é ótima porque justamente isso tudo que eu falei né na experiência estética está presente também na experiência clínica ou seja o terapeuta ele não deve se colocar como um cientista é um explicar a dor um professor um mestre que vai dizer ao outro o que é melhor pra ele que vai desvendar os mistérios da vida do outro essa quebra que eu falei nem na fruição
estética ela também por essa quebra entre um sujeito que conhece um objeto que é conhecido né que seria um padrão típico vamos e da ciência moderna ela também tem que ser quebrada numa relação terapêutica né quem é sujeito quem é o objeto é permeável é transitável da forma que eu falei ali é da experiência estética como ser uma experiência de sensibilidade e não uma experiência de conhecimento racional ou de explicação do que se passa com o outro a relação terapêutica também nela se faz em uma relação que ora um sujeito outro objeto agora outro objeto
e aí já não importa mais quem é que está decifrando quem é que está desvendando os mistérios do inconsciente não analista que seria o grande desvendá dor como se ele fosse ali um explicador do que está acontecendo com o outro né da mesma forma que a obra interpelava inter péla aquele que olha o paciente inter péla o tempo inteiro o analista né ele tem que se permitir essa permeabilidade essa posição de desarmamento né pra receber pra ser interpelado e permitir que o próprio sonhador chegue às suas conclusões porque senão você está ocupando um lugar de
mestre de professor num pé e não permitindo que aquela pessoa cria o seu jeito a sua saiu da ons cada caminho será construído nem ele só pode ser construído pelo próprio sonhador eu estou usando aqui sonhador pra falar do passeio que eu gosto dessa imagem do freud não é quem interpreta o seu sonho é o próprio sonhador mas eu acho que você fez uma relação bastante importante né desse lugar de se deixar né ser é permeado pelo fascínio da obra e se deixar ser permeado pela dor do seu paciente é nesse sentido de que você
pra ter né é fazer uma clínica precisa se colocar desarmado neps chegar e armado aí não acontece nada quando a dor eo prazer se configuram como o masoquismo eles podem revelar diversas facetas da nossa personalidade por exemplo alguém que teme a solidão e desamparo ou mesmo alguém que encontra na posição de vítima uma maneira de chamar a atenção bom a terceira noção que eu propus né pra vocês seria a noção de masoquismo nação central na teoria frade ana uma noção que toca fundo nessas questões que a gente está falando aqui né entre o prazer eu
a dor a noção de masoquismo ela é bastante importante para crime crime porque é importante para a clínica porque muitas vezes a gente observa na na clínica que o paciente não quer melhorar ele tem um apego ao seu sofrimento que aquele sofrimento lhe traz por mais paradoxal que isso possa parecer que aquele sofrimento ele traz uma certa zona de conforto sofrimento pode estar servindo pra que ele seja um mártir por exemplo da que ele possa internamente se sentir um forte é uma certa superioridade que o sofrimento pode trazer no sentido de que eu atravesso isso
tudo eu atravesso essas dores néon uma ideia de que de alguma forma o sofrimento pode trazer o que freud chamou de ganhos secundários e aí é um manejo clínico importante você ter na clínica essa idéia é de quando o paciente está querendo mais se apegar ao sofrimento do que se livrar do sofrimento e sofrimento pode estar sendo por exemplo possível de ganhar mais atenção do outro de fazer queixas para o outro disse colocar numa posição de vítima por exemplo e muitas vezes não querer sair dessa posição porque essa são dali como eu falei uma certa
zona de conforto então é uma questão bastante crime que essa questão do masoquismo e toca fundo é essa essa presença da dor na clínica essa presença da dor e do prazer o masoquismo é a dor eo prazer que acontece sob a forma de violência contra a própria pessoa o sadismo é a dor eo prazer que acontece sob a forma de violência contra uma outra pessoa em ambos você tem presentes entre dor e prazer né tanto no mais o turismo quanto no sadismo termo mas o kiss foi cunhado em no século 19 por um psiquiatra kraft
é bem que escreveu um livro psicopatia sexuales que é um verdadeiro compêndio fim de terminologias e nomes enfim que o kraft é bem é o quadrinho a linha é no livro o fred vai escrever três tipos de masoquismo o masoquismo erógeno um masoquismo feminino eo masoquismo moral mas o kiss me enoja não é um pouco é similar àquele corpo erógeno né com algumas diferenças aquele corpo erótico que eu estava falando para vocês ou seja masoquismo erógena ele é a própria condição da excitação de ter ao mesmo tempo prazer e dor ele fala a dor está
na base da excitação e isso é uma só quis melhor loja o masoquismo feminino seria quando o sujeito qual se coloca no lugar de servidão ou humilhação frente ao outro seria mais um a zoomp cima lá sacher masoch mesmo a gente poderia dizer que seria esse masoquismo feminino né de alguma forma ele é bastante material pesado nas relações com o outro e mais especificamente nas compara a moroso nas relações amorosas onde uma pessoa se oferece a outra para se colocar no lugar de servidão de humilhação e às vezes até enfim de maltrato mesmo de cena
cenários né onde a violência pode acontecer mas não necessariamente né é a posição de humilhação e servidão já é uma posição masoquista o que a gente fala na psicanálise é que esse masoquismo ele tem às vezes uma função de proteger o sujeito é incrível mesmo mas o quis proteger mas é o sujeito se oferece numa posição de servidão por medo do abandono por medo da solidão por medo do próprio desamparo né quer dizer os a servidão como medo da perda de proteção como medo de poder viver a dor do desamparo ou seja uma certa balança
que o psiquismo faz que eu prefiro a dor da humilhação da servidão do que a dor terrível também né da solidão do desamparo o masoquismo moral ele já é um outro modo de masoquismo ele não é encenado nas relações amorosas mas nos grupos sociais esse masoquismo foi chamado de masoquismo social é aquele sujeito que não é que ele não é serviu ao outro exatamente mas ele é servil as regras as condutas sociais ao mundo dá moral aos códigos quer dizer uma posição de servidão fei é face a um outro maior não é o outro ali
do par do parceiro das relações humanas entre as pessoas mas ao outro.é das regras sociais dos códigos sociais é um sujeito então obediente às regras mas torna até por isso desvitalizado perde a sua criatividade acaba ficando empobrecido no campo da criatividade pela enorme obediência ao campo das condutas morais e sociais uma só pista moral ele sofre daquilo que o lacão falou que ele sofre uma pressão de um superego que é muito feroz um superego que ele tem que obedecer ali o tempo todo que fica ali e acossando né e pressionando lhe dando ordens que ele
tem que obedecer quando fred está falando em mas o quinzista moral quer dizer é uma interativo do do superego muito forte se nós podemos pensar naquilo que hannah arendt nesse filme que está sendo tão comentado naná no julgamento do haiti mas lá que deram um burocrata que não era um monstro mas ele obedecia a os procedimentos da ordem e e as ordens que recebia se nós podemos ligar essas duas coisas quer dizer um conceito de banalidade do mal não é não burocratas que aceita ordens e o conceito de mas aquilo moral eu acho que você
fez uma ótima relação é onde essa burocracia é promove o masoquismo social para chegar a esse ponto né ele era um burocrata ele não era um monstro isso é que chocou a hannah arendt na verdade né mas acho que você fez uma uma ótima relação que é isso mesmo é o atendimento às ordens acima de qualquer ética né de qualquer projeto de desejo de erotismo o ody de criação hannah arendt acompanhou o julgamento oficial à china acusado de crimes contra a humanidade nos campos de concentração nazistas durante a segunda guerra mundial a constatação de arens
foi que as não comportava se como um burocrata alguém que estava apenas cumprindo ordens sem ter a percepção do mal que praticava no filme a gente vai vendo a hannah arendt ficando perplexa com a cara sem sal vamos dizer assim do ice maneira interessante do filme eles realmente passarem erótica por 11 lote k desvitalizada obedecendo às ordens né e ela vai ficando incomodada com aquilo e achando que aquilo é muito mais um fenômeno social nem do que é um fenômeno mais amplo do que exatamente aquilo que o julgamento estava é promovendo ali né quando é
o promotor pergunta se você descobrisse que o seu pai é um traidor você mataria o seu pai e aí eu ache uma responde se ficasse realmente provado que o meu pai era um traidor eu mataria né ao que o o juiz retruca mas não ficou provado que todos aqueles judeus era traidores então né e aí ele diz mas eu estava recebendo ordens quem gosta de ver feito de errado a china que toda a atividade o elenco paranista é bastante específica pedra é estável administrativa meia lê o blog chamado a hitachi no taf a vantagem envolvem
danos físicos ou em transporte pronta a china espera aí foi ótimo realmente ser o filme do acima porque a gente olhando ele vê né a desvitalização depois pra ela tá descendo a escada que o amigo dela fala ah você está chocada mas não fique não porque eles são todos os monstros e aí ela responde não eu tô chocada porque ele não tem né ele não se apresenta como um monstro isso é que deu o a criação ela ele não é ele não era pensante ele perdeu humanidade né e cid estava ali ele era uma máquina
e não pensar esse e vamos competir vai não vai o interessante nesses vários modos de masoquismo é justamente um dos itens dessa palestra que é pensar e modos diversos de lidar com a dor é todos e de cada um desses modos de masoquismo seriam modos distintos de lidar com a dor a gente pode dizer que o masoquismo erógeno seria um modo mais criativo esse modo ligado ao corpo erógeno um masoquismo feminino eo masoquismo moral a gente pode dizer que são modos mais empobrecidas mais doentes mais desvitalizados néon onde essa questão da servidão e da humilhação
tá muito é colocada de alguma forma numa zona smer ozono essa é apesar do ter no seu mesmo seu termo masoquismo essa essa tensão inerente à excitação essa conjunção da dor do prazer umas hoquistas erógeno ele encena ali o encontro entre eros e tanatos o encontro entre pulsão de vida e pulsão de morte que são outras noções também bastante importantes eros e tanatos são duas funções que estão sempre travando uma luta uma hora uma ganha um pouco outra hora outra ganha mais a pulsão de vida busca união a pulsão de morte ela promove rupturas ela
é romper ela muitas vezes destroem outras vezes não ela ela só romper essa balança esse equilíbrio teno e né esse ritmo vacilante que o fred chama é inerente ao próprio psiquismo é um equilíbrio teno e onde o psiquismo vai então é por um lado encontrar satisfação que busca mas por outro tendo sempre que se deparar então com a dor psíquica encontrar o modo que cada um precisa encontrar o seu cada um terá o seu jeito né de encontrar um modo de lidar com a dor psíquica a dor queira ou não faz parte da vida assim
como a alegria eo prazer é interessante perceber quando e de que forma estes sentimentos coabitam dentro de nós a dor pode se transformar em força que destino queremos dar pra nossa dor até o próximo programa mas sempre que eu falo de princípio do prazer princípio da realidade eu penso na função de educador a pulsão de vida pulsando os mortos estão sempre ali há como que floyd montou esse paradigma na missa aí e ele foi muito científico nisso ele tinha métricas paraíso