E aí o olá todos vocês que acompanha o mundo posso pandemia eu e as minhas colegas lia bock thais herédia e luciana barreto damos as boas-vindas e te convidamos para mergulhar com a gente nessa conversa que é uma jornada de conhecimento a nossa convidada de hoje é uma super atriz e eu vou além de um adjetivo só ela tem muita sensibilidade para narrar experiência humana de uma Maneira bem particular tanto na comédia como no drama ela é do palco da tv do cinema da literatura e onde mais tiver espaço para fazer arte em cada projeto
um mergulho sem medo na arte e na transformação sobre a pandemia é uma vez disse o seguinte a complexidade destes tempos traz a oportunidade do encontro e tenham sido uma boa conselheira de mim mesma fam é que o meu otimismo seja maior do que a minha ansiedade eu quero essa receita Seja muitíssimo bem-vindo ao mundo posso pandemia denise fraga que prazer ter você aqui com a gente muito bem-vinda trazer o meu dani obrigada por essa apresentação muito obrigada mais livro acertar aqui com vocês eu vi alguns programas parabéns viu a alegria muito nossa eu disse
que para as meninas que ia lançar direta pergunta para ali ah mas agora eu quero muito saber a ansiedade é um tema que eu tenho abordado sempre aqui no mundo posso Pandemia em especial porque sou um pouco ansiosa louco reorganizaram eu achei interessante esse esse raciocínio que você construiu que a gente citou aqui na abertura como é que você lida com a ansiedade e sim algum momento nessa pandemia essa é que às vezes pode motivar mas também pode jogar a gente muito para baixo ela que atingiu mais em cheio como é que você lida com
ela eu acho que a ansiedade é a palavra do momento né dani Eu acho que sempre eu sempre falo a respeito da angústia o quanto que é a angústia é um combustível né o quanto que é a nossa conta que as crises geram né a crise dessa vez foi bem violenta eu acho que no início quando eu tô na minha casa quatro meses direto sem pôr o pé na rua eu tenho a sorte de ter uma casa que tem sol jardim mas é uma uma experiência forte digamos assim no início eu vim para cá como
um parte de um todo ea minha ansiedade não foi o grande eu tava Sentindo que eu fazia parte de um grande exército de a todos nós estava me sentindo completamente linkada ao coletivo é agora a maneira com que todo o aconteceu nesses 4 meses que vamos combinar foi uma montanha russa de emoções e e dúvidas e confusões então eu acho que é ansiedade agora está no momento crescente eu acho que quando a gente está no momento adverso eu sempre fico rezando para mim manter atenta porque eu Acho que quando você tá sofrendo e você não
presta atenção você só sofre quando você sofre o prestando atenção você tem a chance de aprender eu acho que a gente vive um momento hoje que a gente não tem mais como não prestar atenção eu sempre gostei muito de uma frase do lenise que distraídos venceremos mas não dá para ficar distraído hoje porque eu acho que você sem querer você acaba colaborando com coisa e não quer colaborar eu acho que a gente Vivi um tempo onde a lume são nunca foi tanto ação então eu acho que é importante a gente é pegar a nossa ansiedade
e e reconhecer nela um combustível né pegar a nossa angústia e procurar caminhos para canalizar né isso e aí eu sempre digo claro o som da brasa para mim a sardinha mas não só para minha a leitura a arte né a produção artística para quem o faz mas para quem precisa de palavras ver coisas ler coisas está em conexão com o poético com A arte é algo que de alguma maneira te ajuda a compreender eu acho que a arte é um grande instrumento de compreensão humana tanto para quem faz como para quem usa belíssimo começo
vai lá ali e eu queria falar um pouco a série que você tá fazendo horas em casa né ela apesar de você tá sozinho em cena ela conta a história de uma família né e esse casal está se separando e morando no mesmo teto muita gente tem passado por essa questão durante a pandemia Essas crises de casal e se fala muito sobre a quantidade de tempo junto mas você com seu marido luiz vocês trabalham muito juntos você chegaram a ficar seis anos com quadro na televisão trabalhando juntos né eu queria que você comentasse um pouco
se é a quantidade de tempo ou se a qualidade desse tempo que você contasse um pouco também essa experiência de fazer a série em família se tem a ver com salvar esse tempo para criar uma qualidade assim queria que Você comentasse as histórias olá boa lia então a série na verdade é é assim ela ela é uma ela conta a história de uma família mas de várias pessoas em casa né surgiu dessa nossa inquietude durante a quarentena vem um pouco vindo da peça que eu tava fazendo que chama eu de você que essa é uma
colcha de retalhos de pequenas pequenos histórias a gente recebeu 300 histórias para fazer essa peça as histórias do horas em casa não são exatamente histórias colhidas Reais mas são experiências reais que a gente escuta que a gente vê a gente tem uma turma de roteiristas ótimos que é o rafael gomes da silva gomes acácia conte e tem a produção da café royal que a produtora que o luiz villaça que somos casados temos essa parceria enorme aí de de vida e de arte estão os lados há muito tempo ele é sócio da café royal a gente
nessa nessas horas em casa nós escutando todas essas histórias a gente resolveu filmar entre nós meu Filho pedro faz cinema também ele faz a câmera ele tá com a gente nas ideias também o luiz dirija e eu aqui em uma atriz e o plantão é com a ousadia de tentar representar vivências mais do que personagens eu acho que são vivências porque não tenho caracterização nenhuma né uma é uma cara limpa ali e jazz a tentativa de percorrer vivências em casa nessa quarentena você a gente trabalha realmente há muito tempo junto e a gente está casado
há 25 anos eu acho E a gente tem uma uma coisa parecida dessa angústia de querer dizer de do que o cotidiano nos provoca isso dá um programa isso dá uma cena esse dá um programa a gente fez muitas coisas dessa comédia cotidiana desse terreno entre o humor eo drama e o meu terreno preferido esse terreno porque ele a vida não vem dividida e eu acho que esse lugar com onde você ficava com humor uma trilha para o pensamento né eu gosto muito dos autores que que usam o humor como um o Ingrediente não só
para comunicação seria pouco dizer mas para chamar a razão eu acho que você só só rir da piada que você entende por isso que eu acho que o humor o funcionário porque quando você catura alguém de forma bem-humorada você tá com quase recebendo ali um o recibo de que ela está entendendo né você ver a reação dela você vê e e você transitando com humor e ironia e pela emoção aí você junta eu tenho Impressão que você junta a captura do seu interlocutor pela razão e pelo coração e eu acho que esse terreno muito fértil
eu acho que que tem lá acho que talvez a coisa que a gente mais gosta de fazer seja falar com leveza da tragédia cotidiana porque a vida não é bolinho para ninguém mesmo né e os tempos são duros os tempos estão duros mas já estavam duros antes e eu acho que é uma maneira da gente conseguir clareza é é através do amor aí a gente aqui vão Fazer vamos fazer vamos fazer do jeito que der vamos fazer colocamos no youtube horas em casa abrimos esse canal que chama eu de você que é o nome da
peça que eu tava em torneio quando tudo parou a proposta da peça um pouco diferente da proposta do que horas em casa porque ela trança com poesia e música essas vivências cotidianas as vendas ideia de estar no lugar do outro olhar pelo olhar do outro calçar os sapatos alheios tinham essas Descrições do vídeo que do texto que eu escrevi para pedir as histórias quando tudo começou lá atrás e é esse convite essa palavra tá tão gasta né empatia eu fico até com medo de se arrepender empatia pela palavra me bate mas é isso né é
um convite a empatia né assim a gente a vestir a pele do outro entender nesse tempo esse denominador comum que passou uma régua em todos nós o vírus é por causa dessa régua ele fez a gente vê todas as diferenças aliás nossa Diferença não sabe mesmo de diferença social e depois campo arado né então as diferenças das casas é um negócio que nos interessam muito que me interessa muito saber como cada um lida com seus problemas e eu acho que a gente aprende muito com a vivência do outro eu sou fascinado pelas histórias por causa
que as histórias contam muito mais do que as opiniões né eu acho que a gente vive um tempo onde a gente tá importando muito opinião sem vivência na internet um show Disso discursos compartilhadas que não tem aquela vivência então você fica aqueles discursos construídos com pilares falsos e eu acho que as histórias a vivência do outro é ela te diz muito ela vira uma vivência sua quando você escuta de peito aberto uma narrativa então as histórias íntimas a história íntima da humanidade ou nos conta muito mais essas histórias íntimas acontecendo em cada casa foi diz
que a gente quis falar No horas em casa e tamos aí já vai para o oitavo episódio essa semana no youtube no canal eu de você tá dica para quem tá em casa então para buscar assim que terminar o mundo posso pandemia né então a gente está aqui você fica com a gente claro é muito boa inclusive denise eu queria que você me dissesse se isso tem a ver com o que você chama de se reinventar muitas pessoas têm vindo aqui a gente tem entrevistado muitos artistas falando sobre essa reinvenção no Confinamento mas confinamento ele
não é uma coisa tão glamourosa como a gente acha né a gente tem até o li um relato de uma italiana que diz que no primeiro momento do confinamento lá na itália achou que estava de férias um segundo momento foi aquele momento de otimismo onde foram para janelas cantar todos cantando juntos mas com tô tentando o número de mortos aí vem aquele terceiro momento que é você repensar sua vida repensar o seu mundo Repensar o seu entorno então que reinvenção é essa que tanta gente fala denise qual foi a sua reinvenção é eu tô aqui
em processo né você tô tentando cada dia eu eu te confesso que eu nunca tive tanto a sensação do futuro como um breu né desse futuro nebuloso principalmente para nós a nossa profissão exige aglomeração né tanto no teatro quanto nas gravações faz parte da gente aglomeração e você pensar como é que como é que a gente vai voltar quando Eu entrei nessa casa eu achei que eu ia ficar assim um mês um mês e meio dois talvez mas que uma hora alguém gritar oi e a gente ia se abraçar chorando e a gente a sair
pelas ruas da cisão devia ter um carnaval fora de ó eu sou romântica mas assim eu não esperava todo esse tempo e toda essas fases desses quatro meses que a gente tá aqui em eu fico pensando mesmo eu já fiz uma coisa que realmente me abriu para outro pensamento que eu fiz uma peça de teatro Online eu fiz aquele excesso aqui em casa aliás o trabalho do sesc tem servir incrível nessa pandemia que tem essa em casa com sesc que são pequenas peças de 50 minutos 40 a 50 minutos para quem frequentava o teatro do
sesc não ficar órfão então vários atores estão fazendo solos né e eu fiz o galileu e eu quero eu queria fazer há muito tempo que era uma coisa que eu queria dizer como essa peça foi importante a minha vida porque eu fiz a vida de galileu do berço preste Eu fazia o galileu eu essa pessoa que nos fala resolveu fazer como personagem o galileu e eu sei isso já uma receita de fracasso e no início ea peça foi um sucesso foi muito bacana é porque eu acho que a minha vontade de dizer o que aquele
texto diz era muito grande e fazendo essa peça agora nesse galileu e eu eu vi eu me mesclei ali com o galileu com bresser eu escrevi as pontes porque eu queria dizer com a peça e eu vi que vira uma peça é que as pessoas viram e Aí aquilo realmente no início a gente não muitos velho do meu deus nos gente vai fazer teatro por uma câmera e o teatro sempre foi para mim um contato físico muito grande eu recebo o público na porta já há dez anos desde o alma boa de setsuan porque eu
acho muito importante se as pessoas perceberem que teatro é um pacto entre nós ali naquele tempo naquele lugar é um impacto de foco comum um pacto de um ritual de reflexão através De uma história cada um sai dali que pensar mas é um lugar de ideias e eu sempre que às vezes as pessoas vão ao teatro no despretensiosamente como se visse acostumada as suas telas e esquecem que a gente está ali então recebeu o público na porta e como receber o público na minha casa e dizer olha eu estou aqui daqui a pouco a gente
vai subir ali e vocês a gente junto vai fazer um negócio que se chama teatro né a gente junto esse pacto de silêncio Também entre o público ea gente né celulares desligados alguns não né mas enfim assim sabe se acostumou com a dependência mas as pessoas ainda desligam celulares e mergulho eu acho que o teatro dá essa chance de se mergulho e quando me vi na frente de uma câmera fazendo um teatro para que eu não sabia quantas pessoas estavam vivendo qual era o tamanho daquilo eu duvidei muito que aconteceu uma coisa que isso eu
acho que talvez seja realmente uma Reinvenção que é esse esse novo formato que talvez surja dando possibilidade de pessoas que estão no brasil inteiro poderem ver e a uma experiência cênica não dá mais para o chamado teatro mas eu eu tentei com a lente fazer uma experiência cênica porque cada vez que eu tentava fazer teatro me afastava da lente aqui nos casa ridículo ficava inexpressivo porque era longe não era cinema tão pouco mas essa experiência cênica nesse metro com A câmera ali dentro você tentando teatralidade foi uma experiência de reinvenção muito rica para mim é
uma coisa que eu quero pesquisar eu vou continuar a fazer essa pesquisa o problema é que a gente não consegue monetizar isso né como é que você vai e a gente não sabe como se ganha né e já é tão difícil você fechar as contas com teatro com toda estrutura que precisa eu não sei que essa esse esse grito a mesma coisa horas em casa que foi uma Reinvenção vamos fazer do jeito que der mas não tem dinheiro nenhum tá todo mundo trabalhando ali na vontade e a gente tá agora procurando até um patrocínio alguma
coisa para a gente poder continuar com o projeto porque é um projeto que tomou um corpo e uma vida que ele pode até virar um projeto fora da pandemia e do isolamento porque ele é um esse mosaico de vivências da semana né dispensações de vivências de histórias pequenas histórias E enfim eu falei muito não sei se eu te responde super muito sou a rainha do aposto contemplada aqui no mundo possa academia a gente apoia o aposto é ele é um aliado do mundo possa academia porque quando a gente tira o melhor de vocês desde quero
voltar na tua primeira resposta que você falou sobre a omissão que a omissão é hoje mais que tudo uma um posicionamento e misturar a necessidade do posicionamento com outro fenômeno deste momento da pandemia que Ao cansaço então vivemos a euforia vivemos a ansiedade a angústia e a minha percepção quatro meses depois é que tá todo mundo esgotado fisicamente mentalmente emocionalmente e o posicionamento ele demanda para a gente se posicionar sobre qualquer coisa ele demanda uma certa altivez né a gente tem que estar se sentindo forte para se funcionar até para e para aquilo ter um
significado né as pessoas conseguirem captar aquilo como é Que tá como é que como é que tá o seu cansaço eu a gente pergunta muito sobre a vivência de vocês nossos entrevistados por que são referências no mundo todo mundo ali assistir é porque todo mundo é têm ouvidos para sua interpretação tão preciso de pergunta da sua experiência pessoal ou de histórias que você vem contando eu gostaria de contar sobre esse estágio do cansaço como se posicionar com o cansaço como fazer humor com cansaço com contar histórias Com esse cansaço ai faz muito boa só pergunta
porque aí quando quando amigos não é assim que tem recebido umas mensagens assim como é que você tá aí né e assim eu falo dias e dias é porque são dias e dias é uma estação muito nova e a gente está cansado sim e a gente está cansado inclusive porque uma das coisas que eu tenho sentido antes é antes da parada eu tava muito interessada nos banalt que eu acho que enfim eu acho que a gente já vivia antes Uma epidemia talvez mas o que quer uma epidemia de doenças de ansiedade eu nunca tive tantas
notícias de pessoas que eu conhecia tomando remédio por que teve algum piripaque algum tipo de base náutica enfim eu acho que isso já tava existindo né e era uma coisa na nossa peça eu de você a gente fala tem uma das histórias é uma mulher em quase em bananal inclusive ela ela escreveu uma carta para a gente ela é uma pessoa que trabalha muito muito e ela A quarta pirâmide e ela escreveu uma carta dizendo que ela finalmente se pediu demissão ela escreveu uma carta depois para gente depois que a gente já tinha feito a
peça ela adorou ver a história dela na tela pediu demissão ela se demitiu mas ela se demitiu e foi plantada em casa depois e eu fico pensando muito ela querendo viajar ela com um planejamento de viagem e ficou em casa eu penso muito nela na câmera porque ela é uma pessoa que tem dentro Desse esse trabalho 12 horas por dia no mundo corporativo enfim e eu sinto que que o que tá dentro da gente essa voltagem isso que eu fiquei muito impressionada comigo mesmo como quando eu entrei em casa foi assim eu vou sossegar eu
vou pensar a gente tem que ter cuidado e como a gente a nossa capacidade de aguentar e é uma coisa assustadora é assustadora para mim ao mesmo tempo que tem um lado positivo adaptação mas Meu deus tem coisas que não são para se adaptar eu acho que a gente a gente enfim a gente vai perdendo a capacidade de olhar absurdos eu até escrevi uma oração da fúria porque eu acho que a gente é se não cuidar a gente deixa aplacar em e faz parte um pouco dessa letargia que tem um namoro com esse cansaço o
cansaço a gente está muito cansado de trabalhar em casa eu fico assim toda a minha admiração pelas mães que têm filhos pequenos e que estão Lidando com homeschooling em junto com seu home office que estão fazendo lições e tendo que trabalhar em casa uma amiga minha me contou no outro dia que ela tá trabalhando é muito mais em casa porque ela é a pior patroa para si mesma a pior chefe de si mesma e eu acho que uma das coisas que a gente precisa avaliar e tem efeito avaliar é que vida que a gente quer
ter o jackson pessoas falado novo normal vamos voltar ao normal que normal é esse Né eu acho que eu tenho muita coisa uma um acontecimento terrível é só quando é minha no mundo mais um acontecimento muito rico nesse sentido de parado eu não sou do tipo de pessoa que falar isso veio para que a gente mas o aí eu ailton krenak krenak né que é renata krenak e ele ele tem aí eu adoro a coisa do que ele escreve e ele falou uma coisa que eu sempre penso que é uma quer começar a terra fosse
uma mãe amorosa nessa hora falando das falando assim cala a boca Os seus filhos essa parada né tanta gente já falou isso é um enfim muito essa parada que o mundo precisava da gente veio fechar buraco na camada de ozônio fala assim meu deus ver passarinhos que você nunca viu eu tô vendo passarinhos que eu nunca vi na casa tem passarinhos mas eu tô vendo passarinhos que eu nunca vi a gente prestar atenção nesse mundo sem nós né uma coisa muito a gente tem que prestar atenção que é uma doença que pega em Humanos bom
e que faz de repente todos os humanos depois dela só se olharem nos olhos eu acho que tem várias coisas que que faz a gente pensar mas eu tô saindo do cansaço porque como vocês viram eu adoro eu já tá mas assim o cansaço eu eu estou cansada de pensar mas ao mesmo tempo não vejo saída nesse momento tem dias que eu falo se para denise não faz nada e eu quero ler eu quero fazer alguma coisa eu quero aproveitar o é Engraçado que mesmo não fazer nada virou fazer alguma coisa que é botar na
fazenda que esse dia você não vai fazer nada então está dentro de nós dentro de mim essa voltagem que nos exaure essa esse cansaço aí você me fala uma palavra que eu amo que é altivez e esse zé gilmar altivez para estar em dia com a nossa não omissão né e eu acho que não tem jeito tá isso a gente precisa a gente precisa levantar hoje a gente está cansado mas todas as Vezes na minha vida que eu tentei o passar por cima da minha letargia ou de me sentir acomodada ou de me sentir em
botada que a outra palavra que eu adoro que se a gente deixar a gente é embotado diariamente porque o mundo está de uma maneira que nos em bota que tira o nosso a nossa faísca adoro o italo calvino fala das centelhas né da centelha dos encontros de quanto tem encontro a centelha essas centelhas elas se você não não cultivá-las elas estão sendo Tiradas então eu acho que não tem quando você ficar cansado descansa um pouco e volta volta porque eu sinto que não tem mais saída para gente porque senão o rio tá caudaloso demais e
como é a letargia ou você se distrair eu dormi lembrar uma frase do braço que eu adoro que assim todo mundo reclama do rio caudaloso mas ninguém reclama da de quem estreitou as margens a gente precisa ficar de olho em quem tá estreitando as margens para esse rio Caudaloso que a gente fica nadando contra a corrente e acaba exausto um se você abre muitas janelas aqui na minha cabeça mas eu quero o esgotar um pouco a questão da nova experiência e aí depois partir para outras portas aqui que você me fez bater mas quando você
falou citou a experiência tanto da série como da peça que a data teatralidade filmada vamos tentar para tá assim já que você disse aí que não é exatamente teatro pensei no alcance do trabalho Porque é isso o país inteiro no youtube consegue acessar e assistir talvez do trabalho de uma grande atriz que muitas dessas pessoas talvez não tivessem jamais a oportunidade de pagar um ingresso do teatro para ver uma peça sua então de certa forma a pandemia ajudou a democratizar para ficar aí nas palavras repisadas a gente já usou alguma algumas delas aqui mas que
são importantes para day a utilizar o seu trabalho né um criou aí O alcance facilitou o acesso ao seu trabalho em um momento especialmente criativo tá fazendo uma coisa que é muito nova para todo mundo de todo por outro lado isso também ampliou aí talvez o seu contato direto com um público que não seja muito o seu ali o que você tava acostumada a ter contato o ódio a classe artística vem sofrendo muita perseguição é tem sempre um discurso meio ali de condenação ou de um discurso mal formado e mal informado a respeito de como
Funciona o financiamento à cultura o óleo ele chegou mais forte para você nessa pandemia se não se talvez você já tinha tido algum contato com ele antes você sentiu essa coisa vindo e como é que você reage a ela bom então dani ótimo vocês fazem ótimas aí eu falo para caramba mas assim é quando quando a gente veio para cá há muitos pensamentos né alguma atriz tem pensamentos bem criativos nesse ensinando a todos a gente quer todos Podia ter um big brother e tu já tem um grande irmão assim big brother no sentido de 1984
grande irmão olhando todos nós e falando assim vocês não entenderam não é para conviver será que eu tenho que mandar uma epidemia para vocês usar e todas as ferramentas de não conviver que eu estudei eu fiquei pensando nisso como a gente ia ter que ser empurrado como eu tenho muita resistência ao mundo virtual eu vi as redes sociais uma maneira geral é eu Falei agora você vai ter que usar esse negócio e aí o tempo foi passando e eu comecei a renovar esse pensamento pensando assim gente não é o contrário eles estão lá falando vocês
não entenderam será que eu vou ter vocês estão usando tudo errado eu vou ter que mandar uma epidemia para vocês sentirem a falta de abraçar uns aos outros tanta falta do encontro para vocês usarem esse negócio só quando vocês precisem que eu acho que é de alguma maneira a gente Começou a usar eu pelo menos comecei a usar as ferramentas tecnológicas de uma maneira mais afetuosa e mais mais humana mesmo eu fiquei muito impressionada com as ligações de vídeo porque eu não fazer ligações de vídeo quando eu falo com a minha mãe no telefone minha
mãe mora no rio e em são paulo e e quando eu vejo a minha mãe agora eu faço assim uma coisa esquenta você quando você vê a imagem da pessoa né eu acho que que muitas muitas coisas desse pensamento criativo da e aí Me e jogou na rede a rede que é o lugar do ódio assim voltando à sua pergunta e eu desses tempos eu tenho tentado ser mais presente na no instagram e fazer fazendo agora a série no youtube e eu fico nunca sei muito bem como lidar porque eu acho que é uma trabalheira
enlouquecedora o tanto que a gente tem que ter de trabalho com a gente mesmo né é um trabalho esse negócio minha falaram que esse negócio ia fazer evitar nossa vida Mas é uma um tempo ou a linhaça que você precisa tallis dedicando você dedicando a isso eu tive graças a deus assim eu tenho poucas manifestações dos haters eu tenho muita vontade de conversar com skaters quando eles aparecem eu tenho muita vontade de reais eu eu faço uma coisa que eu sigo de volta olá tudo bem como os livros não vai me encher de vídeo não
eu agora não vou mais seguir a parte e falado isso na cnn eu não vou mais seguir a E mais alguns eu fiz isso eu segui de volta porque eu tenho vontade de mandar uma mensagem particular para um para pessoa e falar assim porque que você falou isso eu queria saber por que que você acha isso né porque eu sinto que um ingrediente básico da internet que eu são os corajosos teclado dores é covardia se você tivesse ali tete a tete com uma pessoa ela provavelmente não falaria ou se você ligasse para ela tentar eu
queria entender porque que Você tava tão raivoso comigo o que que realmente incomoda porque eu quero mudar eu quero melhorar eu tô falando assim parece um só uma ironia não é só ironia não porque eu acho curioso eu não sou boazinha não tá no celular legal né isso é que eu acho curioso por onde a gente está caminhando como a gente tá perdendo dentro da e esse ódio de repente que a classe artística né e um governo que tem uma inimizade com a classe artística como Isso é vem com discurso sem fundamento as pessoas falando
da lei rouanet sem conhecer tem um site sem entra lá se vê as contas mas as pessoas e quando você vê assim o seu tio-avô numa mesa de domingo falando para você que ironicamente da rua nenê não fosse a cor e eu não tinha dado emprego para as peças que a gente faz a gente não tinha feito tudo uma trajetória de dez anos aí usando a rua z conseguindo fazer turnê com a rua né dando emprego para um monte De gente gerando empregos indiretos em cada cidade que vem basta ver os números os números de
do quanto que a cultura gera a cada real que a rua né da é um vírgulas há algo de volta então é os números da cultura são paulo essa cidade é de interesse da pluralidade cultural que é inegável o quanto que isso atrás de gente o quanto que fizeram de emprego enfim não vou ficar aqui chovendo no molhado mas eu acho que a pessoa precisa Se informar e eu acho que a gente precisa se a gente quiser caminhar fazer realmente um exercício de escuta ver bem que eu falo isso vagar denise você eu quero ver
se você faz isso mesmo eu sou boazinha não mas eu acho que a gente precisa provocar tem uma uma expressão que eu sempre eu uso que a gentileza firme eu acho que você precisa falar assim porque que você falou isso e a pessoa você vê a pessoa aliás eu vou contar uma historinha após ponta é assim Nesse sentido eu estava no aeroporto e eu precisava falar com luís a gente tinha se desencontrado a gente ia sair do em voos diferentes enfim eu precisava falar com luiz o meu celular tinha ficado na outra bolsa eu tava
sem celular eu precisava falar com luiz não ia me encontrar dele eu falei procure um orelhão não tinha orelhão nem do aeroporto não tem mais por ele ontem em aeroportos eu falei vou pedir o telefone emprestado de alguém e ligo a cobrar Tinha um rapaz sentado numa mesa de 30 poucos anos uma barra assim ele tava no celular e eu virei e falei assim oi desculpa posso te pedir um favor ele falou assim não juro e quando eu vi vir aquilo posso te pedir um favor uma pessoa fala não se você não está disposto e
eu tenho feito isso realmente com um exercício você fala nossa e sai eu você também se envenena com aquele não e eu virei para ele falei vou te falar sério me deu quase um Prazer porque eu falei assim ah não pera aí que sentiu preciso resgatar aí eu olhei para ele falei assim é mas você nem sabe o que que eu vou pedir o que é que você quer eu contei para ele que eu tinha me desencontrado meu marido aí ele falou assim qual o telefone do seu marido aí eu dei ele discou ele estendeu
o telefone quando ele viu o luiz não atende acho que eu vi um número diferente quando o e ele viu a minha angústia E como que eu tava devendo ele pode também ter me reconhecido da tv talvez não sei mas eu vi na cara desse homem uma transformação parecia um filme de ficção científica te juro a cara dele derreteu assim o olho brilhou foi um negócio muito visível e aí o conhecer chamar essas criaturas de humano online offline que é o cara que ele tá tão acostumado até uma tela na frente e a clicar o
dia inteiro deseja compartilhar sua localização sim não que ele tá tão Acostumada não demonstrar empatia que é o caso dos haters né ele não ele não tem quem o veja ele não tem isso aqui e aí eu vi ele se transformar a cara dele voltar o grau a presença aumentar e eu acho que se a gente não fizesse real exercícios de captura de letárgicos de tentar acordar o outro dia de ter ouvidos atentos porque a gente escuta alguém realmente não é escutar o que a pessoa tá falando é principalmente escutar o que a pessoa Não
falou né eu acho que quando você ouve a gente tá muito acostumado as letras é o que a gente lê mas se a gente não ouvi o que o que a pessoa não falou a gente não ouviu completamente o que ela disse eu acho que a gente precisa fazer esse exercício de escuta aberta real porque a gente está sofrendo uma desumanização é muito causada pela tecnologia e por dias 11 dizer o que acha manifestar ódio manifestar é a natureza se com quase admirável por Alguns eu queria falar um pouco do boca-a-boca no seriado do sme
filho que estreou recentemente na netflix e que foi filmado na verdade no meio do ano passado mas ele trata de um vírus que passa pela saliva né pelos fluidos e eu queria entender como é que foi ver a vida imita a arte aquela cena da sua personagem passando álcool gel ela é quase com uma premonição né muita louca né então é muito olha você sabe que quando começou a pandemia lia eu fiquei Com esse gente o boca-a-boca eu falei que loucura a gente tem uma série para estrear que fala de uma de uma epidemia e
eu fiquei agora o lançamento da série eu falei assim que ótimo e a gente fazer uma série nesse momento porque a série ela tem uma que de fábula e ela é uma fábula do afeto assim ela você vai acabando você vai aqueles aquela cidade onde as pessoas buscam suas liberdades né a onde preconceitos Caem onde você vai buscando relações e eu acho que eu fiquei feliz ao mesmo tempo é assustador eu que tenha tido essa eu essa palavra sincronicidade eu acho que assim que minha cidade é ser uma fábula do afeto eu acho que é
coincidência é a epidemia e a fera incrível esse mira incrível juliana ruas também um elenco maravilhoso jovem incrível em uma coisa estética meio fantasiosamente meio meio em uma cidade fictícia e que você vai Vendo tantas coisas que te dizem respeito assim que onde a gente pode assim se questionar tanto a partir do que acontece série a gente nunca pode falar oi porque a gente vai boy pois é eu queria pegar um pouco então denise o que você falou aí agora eu queria fazer uma viagem aqui na minha pergunta porque queria falar sobre o livro que
você citou o ailton krenak que a ideias para de ao fim do mundo e aí ele fala um pouco sobre essa sociedade esse sistema Que já não nos acode aí ele fala que você precisa de uma conexão ancestral porque o sistema já não cabe mais essa série boca-a-boca ela também fala de uma sociedade em conflito né juventude conservadorismo pessoas querendo as suas liberdades o conservadorismo li também que você recentemente tem pensado muito sobre isso li um texto do seu falando sobre ser anti-racista é preciso ser me conta uma história que eu não sei se é
ficção não você pode contar para gente Que é uma criança uma única criança negra no colégio então misturando tudo isso eu queria que você já falasse sobre esse teu pensamento essa sociedade que não nos cabe como o krenak nos aponta pois é ai que bom luciana é e é assim eu acho que por isso a gente tem que estar muito atento né tá vendo não dá para ficar distraído se né a coisa do essa expressão que vem nos ficando na nossa boca ser anti-racista não basta falar que você não é racista Você precisa ser anti-racista
porque você tem um racismo estrutural a gente tem uma dívida a gente aliás eu ver aqui a lilian sua ela fala um negócio uma palavra aqui a gente tem que falar de ressarcimento na nossa história né isso é uma saga e a gente precisa ser anti-racista e esse texto que você citou luciana eu escrevi ele escreveu ainda até hoje na revista crescer já há 20 anos que estão com a quase 20 anos meus filhos estão com 22 e 21 E continua escrevendo na revista crescer que é o público de zero a seis mas eu enfim
as uma mãe nunca para de ser uma filosofia de boteco né mas eu conto essa história porque tinha na escola dos meus filhos que era uma escola de elite e tinha um menino negro na classe do meu filho pedro e ele era muito amigo desse menino e eu senti aqui como uma escola bacana construtivista e tinha uma coisa quase uma uma pequena e velada disputa por ser amigo do menino negro né quem Que levava o menino negro em casa e ele dormiu em casa mas eu também percebia que na hora de levar o menino na
casa dele na periferia havia um corpo mole e nem então é eu acho que a gente tem que te batalhar e assim e na hora de deixar os nossos filhos dormirem na casa do menino era também outra questão então a gente tem que realmente esticar esse elástico com força para o outro lado a gente tem que ter um compromisso com esse ressarcimento usando a palavra da Líbia é com essa dívida a gente tem que batalhar e a gente entender entender em passar adiante a importância das cotas a importância do que a gente tem conseguido de
crescimento mas a gente tem ainda léguas e léguas a percorrer aí atrás e a gente tem que se comprometer e de certa maneira a gente precisa com a nossa na nossa branquitude ter o compromisso anti-racista oi denise ouvindo um pouco essa resposta agora para luciana eu comecei a me Perguntar assim que personagens você gostaria de contar que histórias você gostaria de contar que situações você gostaria de contar depois de assistir a tudo que aconteceu na pandemia é o discurso anti-racista por exemplo ele ganhou muito agora durante a pandemia por causa da questão do floyd tal
nos estados unidos a a luciana nos lembra bastante mas parece que é um tema que veio para ficar esse é um tema que você vai que você pode ir trabalhar nele a Arte você acha que a arte vai capturar esse tema de alguma forma aproveitar essa força que esse tema ganhou nesse período para abraçar isso com mais força de transformar isso e produto artístico você sabe tais que a peça eu de você que a gente tava em cartaz ela tem uma das horas que eu mais gosto a história de uma moça negra que nos mandou
uma carta contando de um relacionamento abusivo é eu tô com saudade dela e eu acho assim a gente Prestou atenção nisso em colocar uma história de alguém a gente precisa estar com atenção para contar todas as histórias é porque a gente se a gente já entendi que a um lugar privilegiado aqui eu pertenço né você pertence a gente precisa falar de quem está se sentindo excluído quando a gente fala ah eu odeio passar quando alguém vem fala assim mimi eu acho que é muito triste o que a gente está vivendo porque as pessoas o Comprometimento
com o todo tá muito adulterado né e de repente você falar uma questão importante dessa vira mimi agora tem que ser sempre falar disso tem e tem tem a gente tem agora que falar a gente tem uma missão de alargamento a gente tem uma missão de ampliar antes de mais nada um ator um filme uma novela um livro ele é um veículo de comunicação em primeira instância então você não pode mais deixar que a sua comunicação não colabora você tem que perceber com o que Que você tá colaborando aliás se há coisa que eu tenho
pensado nessa pandemia é isso tudo bem e que você não esteja fazendo mas com quem que você tá colaborando uma das coisas que eu acho que eu quero que não mais colaborar é com empresas que não tenham um compromisso ambiental um compromisso de humanização de suas relações de trabalho então é de voto o voto não é de quatro em quatro anos pega lá seu cartão de Crédito você é quem tem um mas pega lá suas despesas do mês na caderneta e ver para quem você tá dando o seu rico dinheirinho e se você às vezes
vai economizar um pouco só porque aquela empresa que oferece um preço o gaste um pouquinho mais mas não colabore com relações só as hordas não colabore com aquilo que você não quer colaborar o que a gente escolhe é voto diário isso também tá na nossa mão eu queria entrar aqui numa bem na sua seara Nessa questão você fez humor numa época tv pirata e também o trair e coçar a onde não se tinha uma percepção de privilégio preconceito eram diferentes as coisas muita gente diz que é uma preocupação com o politicamente correto né que hoje
a gente considera como é que você vê essa evolução no humor você acha que essas preocupações né olhar para isso atrapalha a confecção do humor ou não isso é importante dentro do humor também E eu acho que a gente construiu um programa de humor e vários várias peças e filmes e programas de tv em cima de relações horrorosas em cima de pilares sólidos eu eu fiz muita coisa que eu hoje não faria eu fiz no trair e coçar por exemplo eu fazia uma empregada um texto incrível do marcos caruso mas hoje eu teria restrições a
vivem faz parte a gente está caminhando a passos de formiga mas está caminhando então não me venha dizer que em nome do riso ai parar Com esse politicamente correto eu acho que você não deve ficar uma chata de plantão é né eu eu acho que todo mundo que todo mundo eu eu uso uma hashtag somos todos os professores porque eu acho que você tem obrigação de passar as boas ideias que você acha que você pode passar você tem obrigação com com a com controle ferar boas coisas se é que você acha que são boas coisas
mas eu acho que também é muito chato uma pessoa que nesse tom Professoral tempo inteiro o politicamente correto ele pode virar a gente tem que ter cuidado porque ele pode virar uma escola de juízes aliás eu acho que nós vivemos uma escola de juízes muita gente julgando o tempo inteiro eu acho que a gente fala muito do que é justo e muito pouco do que a generoso para mim a história a coisa do politicamente correto ela é necessária e ela precisa estar e ao afeto então o que é justo e muitas Vezes não é generoso
então a gente precisa entender essa abertura para os defeitos abertura para quem que não [Música] depende né porque vai também colaborar com que mas eu acho que você tem que ter mais afeto gente eu eu fico muito impressionada é a pouco não foi há pouco tempo mas vamos dez anos atrás eu descobri que a frase original da bandeira do brasil é uma frase positivista do augusto e conta eu falo Até isso na peça eu de você é uma frase positivista chamada e a frase original é amor por princípio a ordem por base o progresso por
fim o ou seja você ama você quer você deseja ordem você se organiza para aquilo progredir para aquilo acontecer tiraram o amor nossa peça meia hora alguém achou que tudo bem ficar sem amor é e eu acho um ato falho muito louco bom então a gente tem que me fazer exercício de afeto fazer exercício Daquele que a gente acha que não precisa exercício que é empatia afeto alegria criatividade e criativo usar a criatividade para as coisas que a gente já abandona à própria sorte né a gente acha que o amor é o amor tem um
tem alegria alegre tô triste mas aqui a nossa criatividade o nosso empenho também ajudam aos sentimentos de empatia exercícios de impacto exercícios de acerto pois é então pegando essa história aí do afeto que a gente sabe Que é revolucionário e você vai achar falou ainda um pouco para gente eu fiquei com isso na cabeça de que você não gosta das redes sociais mas que você gostaria de dizer alugar com o rei ter olha isso e aí eu fico pensando eu acho que reter não quer diálogo acho que aí foi que a derrotar a pessoa mas
enfim quero falar sobre diálogo você tem dito muito que tá faltando e na sociedade a gente tá vivendo agora um momento não só polarizado uma existe Uma coisa chamada política de cancelamento que que você acha disso do cancelamento das pessoas que o oposto do diálogo é aquela fábrica de juízes que tem que eu tava falando eu acho que tá todo mundo se julgando no direito de né com a espada na mão isso não isso sim eu acho que toda a polarização ela ela perde em fronteiras né eu adoro essa ideia de habitar fronteiras eu não
livro recentemente a consciência uma desabilidade é um ensaio do roberto Parmeggiani é fininho 47 páginas mas é uma bíblia para os nossos tempos porque ele fala da ressignificação da palavra e do quanto que a gente precisa habitar as fronteiras né eu acho que que você falou dos rappers eu e assim já está com receitas porque eu desconfio daquele ser que se chama e se dá o nome de renda porque eu acho que ali deve ter umas coisas as pessoas com ela é porque eu quero conversar não quer quer quer convencer mas me dá uma vontade
de botar Um banquinho no muro desse vizinho e olhava por cima o que eu sinto é que quando você não olha pelo muro e você vai estar afastando cada vez mais de irá taram até um muro e você perde dentro do seu território esse espaço do muro até você você vai ficando cada vez mais naquele centro da questão a internet virou um grande lugar onde você lida com iguais né você escreve para iguais você coleciona iguais que pensa em como você eu acho que tem coisas incríveis aí que A gente pessoas que nos e dão
voz para nossa angústia mais ao mesmo tempo eu acho que a gente vai perdendo em amplitude de raciocínio de ter uma conversa né sei lá fazer um advogado do diabo hoje perigoso isso porque você pode ganhar dois inimigos então eu quero estabelecer bem de que lado eu tô mas eu também gosto de chegar perto dessa pessoa que tão duramente se coloca com o nome derreter e que me odeia e que só aponta defeitos e ao juiz O cancelamento é a sentença né ele tanto de um lado como o outro eu acho que meu aliás tem
uma palavra da internet que eu ia me dar muito nervoso que é o tal do lacrou porque eu acho que você a gente tá falando disse tudo lacrou lacrou lacrou lacrou não vou mais para lugar nenhum a minha caixa tá dito aquilo não manda eu tenho eu sou libriana libriana uai tem a velho problema da balança libriana adora ponderar eu adoro a ponderação a Ponderação e estica para os lados né e eu sinto que esse lacrou a senha sabe aqueles discursos imensos no grupo e as pessoas vão compartilhando embaixo tem muitas palminhas todo mundo falando
de novo falando de novo falando de novo para se eu falo que a gente tem tem vivido uma tribo de iguais e o cinto que para gente caminhar tá muitos dos lugares que a gente quer a gente precisa achar uma brecha para furar inclusive porque a gente está falando muitas vezes O que a gente quer é encontro opressor é uma pessoa geralmente não é nosso igual mas é ele que tá com ocupando um espaço o que a gente quer atingir que a gente questiona então a gente precisa de alguma maneira eu sei que que eu
tô falando é difícil não é fácil mas eu sinto que a gente precisa ampliar os nossos pacientes quando eu falo do rei ter que eu tenho vontade de telefonar é porque eu quero achar alguma coisa ali quero falar sobre consumo de arte denise Com você a partir da tua experiência aí do teatro com a lente é toda todo nosso questionamento que passa porque vamos vou queremos voltar a fazer quando quando tudo voltar ao normal né será que as pessoas vão se contentar em assistir parte de uma peça de teatro pelo pelo youtube parte de volta
ao teatro como é que você tá enxergando o consumo da arte não posso pandemia bom então taís assim esse esse futuro da áfrica bem nebuloso né porque verdade Por aquilo que a gente até já falou da coisa presidencial do teatro do cinema né eu fico pensando como é que eu vou anunciar uma festa quando que eu vou falar vem me ver e ter esse descanso de conseguir falar pra alguém vem me ver vem um se aglomerar aqui no teatro por mim eu fico é um bem nebuloso essas novas plataformas que surgiram e essas lives né
live da tereza cristina sem ter um sucesso no na fã de mim ela fez uma coisa linda uma mulher cantando Ali a capela porque tem que tal dar atrás as pessoas não conseguem ela cantando e recebendo as pessoas e é lindo eu fico pensando vai ser uma coisa só dá quando é minha não as pessoas vão querer tereza cristina desse módulo quando acabar o isolamento eu acho não vai nada substituir nada substitui a presença mas eu acho que a gente achou brechas interessantes para serem cultivadas né essa história do teatro online a teatralidade por uma
lente como Eu tava falando eu acho que a gente precisa prestar atenção nisso que surgiu nesses tempos duros agora e eu não sei quando eu vou entrar no cinema eu não sei eu ter a coragem dele eu não sei quando as pessoas vão ter a coragem de ir ao teatro a gente eu fico torcendo por essa vacina e mesmo assim torcendo para que que essa vacina tem um caminho rápido porque a gente e que isto passe mas é um futuro muito nebuloso a gente teve um primeiro secretário de Cultura que sugeriu uma arte nacionalista e
imperativa depois a gente teve uma secretária de cultura que não se abalou com as mortes e disse que não ia transformar o site da secretaria no âmbito are you e agora a gente tem um novo secretário que não com se comunica muito com os representantes do seu setor e se vangloria de estar acabando com a mamata da lei rouanet eu queria saber de você o que que e aqui esse tipo de gestão vai causar na Arte nos próximos anos e olha a lilian bom a gente teve um retrocesso muito grande né a gente tem eu
fico pensando a gente vai ter um prejuízo mas eu fico muito impressionada com a força criativa das pessoas a gente antes dessa dessa inimizade desse governo com os artistas e ter acabado com leite que de editais que que ajudavam grupos e enfim é é e a gente tava devendo uma uma proliferação uma coisa um tem um momento Assim realmente grande de você ir nos teatros todos com público ver as peças desde o teatrinho até um teatrão são paulo eu moro em são paulo é uma cidade que tem uma o turismo cultural imenso né eu acho
uma pena o retrocesso que a gente que tá acontecendo eu acho um terrível o que a gente tem sofrido essa represália conta com outros artistas e tá e porque eu mando as coisas que eu fico vendo né tem às artes só vou tanta gente na pandemia né eu fico vendo como É atividade essencial você falou falou tanto dessas atividades essenciais arte uma atividade essencial está mais do que provado a arte não é a mamata dos artistas procure saber vai se informar a rua né deve ter coisas para serem reavaliados e errei organizadas todas as leis
devem ter suas brechas que deixa acontecer isso aquilo mais procure saber né é escola de juízes é uma tristeza que a gente está vivendo é uma tristeza o Descuido descuido descaso com o que é seu com seu país tão lindo a gente não merece a gente não é isso e eu sempre me lembro denise se lembre eles não são os presidentes secretários ministros eles estão ministros secretários né pode causar um prejuízo imenso que a gente vai ter que correr atrás mas e aí a gente vai sempre fazer arte a gente vai achar brecha para fazer
porque a gente tem artista e não só por precisar mas porque a arte surge como Surgiu aqui em casa da crise e a gente faz de graça como a gente tava fazendo agora e de alguma maneira por enquanto mas tem muita gente passando necessidade tem muita gente passando muita necessidade os técnicos em volta a gente tá esperando fazer valer a lei aldir blanc e começar tem fundo marlene coletem a ptr vários fundos sendo criados para atender aos técnicos ao e mesmo assim atores que vivem fazendo uma peça aqui uma peça ali gente que tá Passando
muita necessidade que tá vivendo dessas organizações de ajuda então é a vá falta amor a uma ordem e progresso pare de falar dessa bandeira desse é feita sabe me respeita eu sou eu me sinto um trajada com toda a trajetória que a gente tem a gente tem que ficar o vendo essas bobagens não é verdade está provada vá ver o que que tá a nossa história o que que a gente fez eu me sinto atrasada não gosto nem mais de Falar vê se governo porque me sinto desrespeitada diz ima e olha não precisa se você
não tivesse concluído o seu olhar concluiu para você denise eu vou voltar aqui um pouco falar aí da do posso pandemia tentar juntar um pouco que ali eu trouxe com que a taís trouxe com que ela o trouxe pensando aqui e no que você falou que me chamou bastante atenção se disse eu vou quando eu vou ter coragem de pedir para as pessoas aglomeram-se para me ver ok Vamos pensar aqui que até uma vacina tudo é muito certo e nós já perdemos milhares dezenas de milhares de vidas então a gente precisa torcer para as coisas
darem certo mais rápido possível ano que vem é um é um prazo o otimista para chegada de uma vacina para convide 19 a dito isto a gente tem essa janela de tempo aí para organizar alguma forma de monetizar as atividades que estão sendo é essencialmente na internet como é o Caminho desse processo você já vê um horizonte e principalmente para conseguir nutrir pessoas que a bilheteira do teatro que agora não está podendo trabalhar e também tá nessa cadeia de empregos que a gerada pela cultura você já vê um caminho para conseguir remunerar primeiro claro quem
tá em cena mas toda incluir talvez toda essa cadeia que faz parte da produção da arte nesse processo de rede descoberta do financiamento da actividade artística Não não vejo mais assim a gente está com a lei ao de blanquet que é o auxílio emergencial da classe artística assim sendo tá achando os caminhos de existir já foi aprovado mas assim é e é engraçado porque eu fiz muita comédia na minha vida não me lembro que aqui que por muito tempo sem no início carreira as pessoas me chamavam de atriz que ela vai ela é tão engraçada
a essa menina engraçada eu achava curioso como as pessoas achavam que um comediante Nasce engraçado ou faz graça e com uma comédia para mim sempre foi uma matemática na verdade eu não sou uma pessoa engraçada na vida é eu eu falava as pessoas não têm ideia de como a gente trabalha e eu acho mesmo que tem um mito assim as pessoas não entendem direito o nosso ofício e acho um pouco que é só ser às vezes não entende e também não entendi tudo que está por trás por exemplo eu faço eu de você que é
uma peça solo mas tem uma banda em cena com Três menina e maravilhosas só que tem uma equipe a equipe inteira somos nove pessoas é o quando você põe isso na ponta do lápis eu sinto que as pessoas não tem ideia do que que precisa de tudo para funcionar o quanto que é essas outras pessoas que não eu como ela se como elas ganham como elas se mantêm né nesses tempos eu acho que que assim o dane é uma coisa louca porque eu quando começou a tudo isso eu te Confesso eu sou otimista eu estou
esperançosa a gente vive uma desigualdade onde uma parcela muito pequena da população mundial ganha o que aqueles outros sessenta por cento e um número que é louco 200 eu vi no outro dia 200 não sei quantas pessoas ganham setenta por cento da humanidade é um negócio de maluco a diferença começa as pessoas fizeram seus dinheiros as grandes fortunas elas foram feitas pelo trabalho daqueles você achar que nessa Hora eu te confesso aliás eu vi o leandro karnal falando isso aqui que eu fiquei feliz para ele falar disso eu esperei e acontecer um um grande plano
marshall dos grandes empresários das grandes fortunas com o governo pra que ativar esse economia não são só esses r$600 não é só esse dinheiro e não a gente precisa agora ajudar cuidar está em contato com o coletivo com quem somos todos e ver com o tem pessoas que mesmo em dias normais vivem Com perto da miséria e vivem de forma indigna então eu acho que essa essa luta pela mínima dignidade passando deve ser sem colocada muito nas costas de pessoas que ganharam muito dinheiro com pessoas fazendo trabalhos indignos a gente precisa dessa volta isso eu
acho eu acredito no início eu achei que a gente ia chegar talvez a isso não vamos chegar né você vê lá lista dos milionários que falou no está sem no mundo não tem um milionário brasileiro é E eu acho que a gente precisa caçar as grandes fortunas eu acho que a gente precisa ajudar os nossos irmãos a gente fizesse fraterno denise e a gente já falou aqui você trouxe uma mensagem para mim super estrutural com palavras muito importantes e aí eu queria que a gente fizesse uma análise também e pessoal dos artistas sabe nesse momento
que a gente estou sim estou aqui no início do programa do jorge floyd a gente viu muita gente ir para rua e naquele Momento a gente viu que não era só umas pessoas indo para rua numa luta só anti-racista alguns especialistas dizem que aquelas pessoas eram basta chega a gente vive numa sociedade muito desigual como você acabou de dizer e essas pessoas iam para as duas dizer basta chega muitos artistas iam para as duas também no mundo não é muito e se engajaram nos estados unidos a gente vê na luta anti-racista muitos artistas se engajam
dando não acontece tanto aqui no Brasil a gente não os cantores a gente não vê tanto a classe artística se engajado em causas importantes talvez não passado mas não nesse momento a gente vê isso tão presente e aí você tem essa sala potente você acha que essa fala é a mobilizadora ou é algo pessoal você qual é a avaliação que você faz desse engajamento da classe artística e olha eu eu vejo muitos colegas meus luciana com com essa preocupação e Engajados e de e esses tempos de crueldade explicita que a gente tem vivido mais ainda
o que eu sinto e é que eu acho que é uma síndrome dos nossos tempos a existe o ativismo de sofá que assim que como disse a taís altivez né altivez de ir para rua requer altivez e você paga as antes de tudo isso acontecer você sempre paga muito censuras econômicas né a gente tem muito medo aqui eu sinto de claro de você não consegui fazer a gente vive uma uma uma A gente tem uma estrutura social onde a gente tem exatamente os donos do dinheiro então eu acho que é muito tempo se vive no
mundo uma outra um outro regime autoritário que o regime do senhor mercado o senhor mercado que que é o que te ser feia né mas eu acho que o tecido muita gente botando a cara aí e eu fico feliz de estar acompanhada de pessoas que eu respeito muito e que estão dispostas a esse vamos ver é eu acho que faz que eu acho que a gente tem Sentido uma hora de mudança uma hora de mudança que a gente precisa sim chamar quem quem não está satisfeito quem não está satisfeito não só com o governo é
isso mas com essa vida tão desigual tão e justa e eu acho que vai começar eu fico pensando a minha como diz a minha a minha grosseira te visse eu acho que vai muito nas pequenas atitudes tipo isso que eu falei de você escolher as empresas que você de quem você quer comprar de você não não contribuir com Relações de trabalho sórdidas você não e você ia aos poucos viram fazendo a sua como diz a sua luta em atitudes diárias e atitudes montando aquela peça que você quer fazer para dizer aquilo que você quer dizer
né então você indo grão a grão não numa luta diária porque eu sinto um pouco que as postagens elas às vezes nos me não nos falando que eu gostei olha que eu postei nós sabemos onix olha que que eu não olha só que eu postei eu postei aqui no de alguma Maneira se a gente não cuidar tia placa se dá uma cartãozinho de que você fez alguma coisa você fez e eu acho legítimo mas não basta não basta o mundo de postagens e de ideias é preciso ir além né é preciso chegar né eu fico
vendo eu eu nunca fui um conselho participativo por exemplo eu falo a gente pode ir ao conselho participativo você pode pedir coisas você pode tentar dar ideias eu quero falar sobre memória tem um ditado que Diz que o brasileiro tem memória curta essa pandemia abriu várias chagas qual que é a tua esperança de como vai ficar a nossa memória para a gente não esquecer dessa luta que você nos demanda a todos que a luta por esse engajamento contra a desigualdade oi thaís eu você sabe que todo todo fim de ano quando eu mando mensagem para
os meus amigos eu falo uma frase que eu falo eu acredito em janeiros janeiro para mim é o tem uma renovação tem uma Falar agora eu vou fazer aqui eu vou meditar agora eu vou fazer aquilo que eu nunca fiz agora eu vou botar em dia o meu armário sei lá agora eu vou fazer aquela louça que eu e às vezes não tem outra vez para fazer mas eu depois esse poste com anemia eu espero que não seja um janeiro porque o meu janeiro nunca sobrevive ao meu mar o que eu sinto é que foi
uma parada muito grande uma riqueza muito grande para ser jogada fora que eu acho que a gente Todos nós já temos um selinho que eu vivi 2020 se deus quiser um outro selinho do lado eu sobrevivi a 2020 mas a gente já nós vai entramos para os livros de história eu fico me perguntando se a gente vai ter alguma dúvida assim nesses foi antes da pandemia ou esse foi depois da pandemia eu espero que não eu espero que o que esteja depois da academia traga dentro de nós de tal forma a pandemia que a gente
saiba que aquilo foi depois da Academia eu quebrei o braço antes ou depois da pandemia que eu saber porque eu sinto que e as oportunidades são dadas para essa renovação mas como você bem disse a a gente o brasileiro não tem memória não tem mesmo quando eu vejo que aconteceu aquele dia no leblon quando eu vejo agora essa confusão das pessoas na rua falando se não eu falo gente eu não tô entendendo nada e eu tenho a sensação as vezes que tudo vai voltar só ao normal Aquele normal que já não não era normal para
mim né eu eu eu acho foi isso porque a gente estragou muito numa sociedade muito pautada pelo que rende o mundo de dinheiro justifica tudo tudo né às vezes um amigo fala para mim assim mas era uma promoção que eu não podia negar e ele tá infeliz se ele era mais feliz antes e eu falo você não podia não podia negar a gente tem que aprender a perder senão a gente não ganha a gente tem que entender que existem outras Riquezas né e isso eu acho que é um tem que ser um movimento pessoal mas
parece movimento chegar ao grande o coletivo nessa vida inventada que a gente fez onde tudo se justifica por dinheiro onde ter um filho é uma escolha muitas vezes monetária eu acho muito difícil que a gente que a gente tem uma memória tal desses tempos que faça a gente realmente se renovar mas eu acredito muito nas pequenas mudanças então eu acho que alguma coisa vai acontecer como eu tenho Uma memória muito boa não mentira eu pesquisei eu quero resgatar uma fala sua de 2007 numa entrevista que você deu para o cpf e me para o paulo
lima você disse lá que tava estranhando muito a ver que as pessoas na televisão naquele momento não mexeu uma testa e os olhos por causa da toxina botulínica eu queria saber isso faz 13 anos você tinha 42 anos nesse tempo você acostumou a ver as pessoas não mexendo até essa na televisão e o que você como você acha Que evoluiu essa cobrança sobre as mulheres de sobre a estética ea nossa resposta em atender a isso olha eu tô tentando resistir eu já me acostumei um pouco com o fato de ver que isso virou um padrão
e eu fico com medo às vezes de estar fora do padrão e não é fácil envelhecer para ninguém né mas eu fico com medo de sei lá será que uma hora eu vou fazer não sei eu acho que talvez você seja menos julgadora porque eu acho que na televisão principalmente virou um Padrão e muitas amigas muitas mulheres se sentem melhor assim as coisas estão ficando e nas expressões limpas eu fico às vezes achando que eu sei que talvez eu fique fora do padrão eu tenho medo disso mas como eu acho o personagem os personagens mãe
barriga do tanque assim os personagens mais sofridos em que talvez eu não tenho dinheiro para tudo isso muito bom esse talvez sejam eles que me sobra felizes e que a encerrar para Gente com uma você fez várias situações ao longo da nossa conversa com um trechinho de um poema de uma peça de um escritor enfim o escritora claro que você admire se apresenta aí a gente com isso bem curtinho pode ser uma frase como você quiser nossa aí será que então eu faço eu vou fazer minha oração da fúria passa é sim porque que que
alguma coisa que eu escrevi um pouco tempo motivada pelo brest claro mas que é é meu deus não É que a minha fúria proteja a minha indignação dos dias iguais dos dias banais renove a minha perplexidade diante do absurdo deus meu pai mantém aceso o fogo que incendeia a minha alma para que eu possa forjar o magma da minha fúria em assertividade e paixão canalize o jorro da minha indignação furiosa em gotas de luz ideias implacável para minha luta diária a caminho da verdade e da liberdade amém amém muitíssimo obrigada muito forte a Sua oração
é forte a sua reza e a gente vai aqui aderir a ela foi um prazer enorme receber você no mundo posso pandemia denise de verdade foi uma aula trazer o meu obrigado a dani obrigada tais obrigada luciana obrigada ali vão bom com vocês muito obrigado poxa vida com esse olhar apaixonado a gente se despede mas lembrando a você que o esse programa com a atriz denise fraga já está disponível na íntegra no nosso site cnn brasil.com.br também no nosso canal No youtube se você curte podcast você nos encontra em todas as plataformas de áudio esta
é a cnn inconfundível e [Música]