Se você pesquisa nas redes sociais, no Youtube, nos vários canais de informação por aí, não vão faltar informações sobre onde colocar o seu dinheiro, que tipo de investimento escolher. Mas e na hora de tirar o dinheiro, você sabe onde encontrar informações? Olha a pergunta que foi enviada pela Giane, com a #cerbasiresponde em algum comentário de algum post que eu coloquei em alguma das redes sociais, a Giane pergunta o seguinte: Ou seja, para aposentadoria.
Eu vou aproveitar uma outra dúvida que foi enviada pela Adriana Almeida, também com a #cerbasiresponde, onde ela coloca o seguinte: São perguntas diferentes, mas têm a ver com a preocupação de saber a hora de resgatar e de aproveitar benefícios fiscais que é a menor alíquota possível do Imposto de Renda e não desperdiçar oportunidades de multiplicar o dinheiro ao longo do tempo: Quanto mais você resgata, mesmo que pagando Imposto de Renda, mais você está tirando uma parte do capital que estava se multiplicando em um certo ritmo e você diminui esse capital com pagamentos de impostos, ao escolher outra modalidade. Enquanto você não tem a retenção, você tem, sim, uma multiplicação maior e desse ganho extra que você terá, apenas uma parte será retida em impostos. Quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, melhor porque você tem um efeito tributário menor.
A pergunta da Adriana é muito pertinente, como saber a hora de trocar? Primeiro ponto, Adriana, é o acompanhamento regular que é o que a Giane comenta na pergunta dela, é a melhor maneira de saber se o seu investimento é a melhor modalidade que você tem à disposição no mercado, modalidade de investimento. O ideal é que você monte a sua carteira segundo os preceitos para se montar uma boa carteira, se não tem um acompanhamento frequente do mercado, você não tem muito conhecimento de investimentos, que você faça uma avaliação do seu perfil de investidor, no caso, de investidora, são duas mulheres perguntando, e com essa avaliação do perfil, você monte uma carteira adequada ao seu perfil: parte em renda fixa, parte em renda variável.
Agora, não é porque você fez uma boa avaliação, não é porque um assessor de investimentos, seguindo as diretrizes de um economista chefe de uma corretora, de um banco de investimentos, não é porque essa pessoa indicou para você um bom investimento que ele continuará sendo um bom investimento. Naquele momento, foi a melhor opção à sua disposição. O ideal é que, de tempos em tempos, as corretoras, os bancos, pedem pelo menos a cada 6 meses, eu indico que, pelo menos, se você puder dedicar 10, 15 minutos do seu mês a revisar sua carteira, será um exercício muito saudável, para comparar se o produto de renda fixa que você tem continua sendo o melhor do mercado, a melhor opção à sua disposição.
Se as modalidades de renda variável continuam sendo as melhores à sua disposição. Certamente, com as mudanças de cenário, um produto, por exemplo, atrelado à inflação pode deixar de ser interessante e ser substituído por um pré-fixado ou, de repente, por um pós fixado, alguma coisa atrelada ao câmbio, digamos. De repente, um determinado fundo que apostava no crescimento da infraestrutura do país, começa a não performar muito bem, um outro fundo que aposta em uma importação de produtos, segmentos mais importadores, se torna um produto mais interessante.
Quando você identifica que existe algo melhor no mercado, não significa que você vai migrar seus investimentos, porque a gente fica na dúvida da Giane: tomar cuidado para não ter uma ineficiência fiscal. Você tem que fazer algumas contas, identificar se ao resgatar aquele produto, naquele momento, com aquela alíquota tributária, que na renda fixa é decrescente, começa nos 22,5% e vai caindo até os 15%, esse resgate vai lhe permitir acessar algum produto que traga alguma compensação, um exemplo muito simples, já fiz vários vídeos, tanto Cerbasi Responde quanto Drps de Inteligência Financeira, sobre marcação à mercado. Marcação à mercado é: digamos que você adquiriu um produto: Um pré-fixado, um Tesouro IPCA, por exemplo, que tinha uma expectativa de ganho regular ao longo de vários anos por 7 ou 8 anos.
Mas no meio do caminho, uma virada de cenário, uma mudança na curva de juros, fez com que aquele título que você tem se tornasse muito valorizado, e você percebe que ia ganhar 8% ou 9% ao ano, mas em um período muito curto, você fez 50%. Mesmo que você pague uma tributação em cima do lucro: 20%, 17,5%, ao realizar o lucro naquele momento e migrar o seu investimento para um outro título que garante ganhos na casa de, digamos, 7,5%, 8% ao ano, nesse mesmo período remanescente, passa a ser um bom negócio porque, pela marcação à mercado, um título que iria render, nominalmente, uma certa rentabilidade conhecida, segura durante um certo período, teve um pico de ganhos pela marcação à mercado e esse pico vai ser compensado em algum momento, haverá alguma perda em algum momento para que te entregue, no final do prazo, o resultado previsto. Uma vez que você reconheceu que o ganho é substancial, que há uma tendência de esgotarem esse ganho, é hora de realizar esse lucro e pegar um outro título que, mesmo que renda um pouco menos, será um pouco menos do que aquilo que você tinha previsto no prazo total, mas muito acima do que a perda que você terá nos meses seguintes para compensar a marcação à mercado.
Contas têm que ser feitas. Quando se trata de renda variável, ações, por exemplo, você comprou um papel, incentivado ou não por alguma recomendação, algum relatório de alguma corretora, aquele papel não entregou o resultado que se esperava, você imaginava ganhar 25% em um período, já correu quase todo período, você está perdendo 20%. É hora de realizar?
Não, é hora de você analisar o que se fala sobre esse papel, qual o potencial de ganho que ele tem, pode ser que ele perdeu valor, mas ainda tem um grande potencial com os fatos que estejam mudando e haja uma expectativa de ganho de 25%, 30%, 40% e comparar esse papel com outros que existem no mercado, outros papéis bons estão com o mesmo potencial de ganho? Se o potencial é o mesmo, continua com o que tem, por quê? Você perdeu valor e todo ganho que você terá daqui para frente é isento de Imposto de Renda, até chegar no valor que você investiu, não há tributação sobre lucro porque não há lucro.
Se você realiza a sua perda, se você vende aquele ativo e compra outro que terá um lucro previsto de 25% por exemplo, você terá uma tributação sobre esses 25% de ganho. Contas tem que ser feitas para você evitar pagar imposto quando você pode, realmente evitá-los, para você aproveitar o ganho fiscal que eventualmente uma perda pode ter lhe trazido. A hora de trocar, isso está na pergunta da Giane também, isso não significa, necessariamente, você substituir toda sua carteira.
Quando pensa em uma carteira previdenciária que a Giane está construindo, nós vamos ter uma composição de ativos de renda fixa, os melhores que se pode escolher em um dado momento, mais uma composição de ativos de renda variável, os melhores que se pode escolher em um dado momento, e de tempos em tempos, uma revisão do que está disponível no mercado para que, a cada novo aporte, eu aporte recursos naquilo que há de melhor, não é porque eu escolhi um fundo há 4 anos atrás que eu tenho que continuar naquele fundo, eu posso diversificar minha carteira em fundos melhores e quando chegar, por exemplo, em um fundo de renda fixa em uma alíquota de 15%, eu sei que há uma perda por sacar antes da hora, mas de repente esse fundo já não é tão eficiente, já não é o que há de melhor no mercado, eu posso resgatar esse ativo, pagar os 15% que eu tinha de imposto e migrar aquele capital para um outro fundo mais oportuno. Mas na prática, o que se faz é: avaliando que não há um ganho significativo, eu mantenho o que eu tinha e passo a investir em ativos melhores. O que vai me ajudar bastante nesse processo todo é a técnica de rebalanceamento em que, digamos, minha carteira tenha que ter 70% renda fixa e 30% renda variável, eu, percebendo que a minha parte de renda variável está pouco eficiente, estou perdendo dinheiro, ou a renda fixa está ganhando, na hora de recompor a minha carteira, eu vendo uma parte que está sendo perdida, resgato uma parte da renda fixa para investir naquilo que ficou mais oportuno.
Eu não vou resgatar tudo que eu tenho em renda fixa, eu, digamos, em um valor X que eu tenho lá, tiro 2%, 3% daquela fatia e vou buscar algo mais eficiente. Estamos falando de mudanças de parte da carteira, estamos falando de não migrar completamente um ativo quando eu tenho um potencial de ganho tributário, de aproveitar um prejuízo ao meu favor, estamos falando de entender o mercado como oportunidades que a todo momento, o que foi um ativo bom, pode deixar de ser, um ativo que não se mostrou bom, pode passar a ser uma oportunidade de entregar um ganho isento de imposto de renda. Informações preciosas para que você tenha uma carteia de investimentos eficiente e consiga fazer a condução da construção da sua riqueza, sem a necessidade de mobilizar grandes volumes.
Eu vou mobilizar os efeitos marginais, aquilo que tem de excedente na minha carteira para encontrar um equilíbrio mais interessante. Espero ter ajudado, Adriana e a Giane, a construir um projeto mais eficiente de construção de previdência ou de investimentos isentos de impostos, espero ter ajudado você que está assistindo, a fazer escolhas mais conscientes para os seus investimentos. Sucesso em suas escolhas afinal, enriquecer é uma questão de escolha.