[Música] gente é um prazer enorme tá aqui obrigado por vocês estarem presentes também acho que esse GT assim marca um momento muito importante na produção de pesquisa né história na filosofia no nosso país Então eu fico muito feliz com as discussões que a gente tem mantido aqui e eu tinha interesse em mostrar para vocês umas imagens porque a minha pesquisa ela é muito fundada em Fontes primárias né em manuscritos de cartas em primeiras edições de textos a maior parte desses textos que eu estudo aqui Nísia Floresta foram primeiramente publicados como folhetins né foram publicados em
periódicos da Imprensa Imperial né ela publica a maior parte dos seus textos em jornais do Rio de Janeiro durante o Brasil Império e quando a gente fala de resgate das obras das mulheres filósofas na história é importante a gente atentar também para figura que a gente está construindo ou seja para imagem que a gente está construindo não só em termos teóricos mas também em termos literais quando você coloca o nome de Nísia Floresta na Wikipédia agora não por conta do nosso esforço de verdade ela aparecia figura de uma outra pessoa que era considerada Nísia Floresta
Isabel a Isabel Gondim que era uma interlocutora de Floresta mas era era extratora de famava Nísia Floresta e essa pessoa parece hoje para gente como sendo Nísia Floresta Então eu queria enfim mostrar para vocês eu faço todo um trabalho na minha pesquisa de imagem de como ela foi representada ao longo da vida dela também bom esse meu projeto ele tá ligado a uma reflexão que eu faço mais eu digo profunda porque tem a ver com essa discussão que a gente estava tendo sobre interdisciplinaridade multidisciplinaridade transdisciplinaridade e o espaço realmente da sala de aula né então
uma reflexão profunda sobre os nossos currículos né E como a sala de aula é um espaço privilegiado de descoberta Michelle falou do método da descoberta né é um espaço privilegiado de descoberta e aí eu tenho feito isso é um tempo e a minha a minha pequena revolução foi colocar obras de mulheres no centro da minha pesquisa e do meu ensino né e da minha prática de ensino e tentar trazer o currículo comigo e não fazer o contrário né de colocar Refém de um currículo para estabelecido de um cano de pré-estabelecido E aí como eu falei
antes é um certo exercício cartesiano de modo irônico porque envolve esse abandonar né dessas dessas rédeas dessas limitações que a tradição o Canon e a nossa formação nos impõem né então é quando eu comecei a pensar o resgate das obras das mulheres filósofas eu comecei por um lugar que eu me sentia confortável de começar como a gente estava falando a gente tem a Virtudes no método estruturalista e nós conhecemos nós sabemos fazer história da filosofia e comentário muito bem faz parte da nossa tradição a partir dos anos 50 construção da figura do comentador de textos
a gente sabe fazer isso muito bem então é por isso que eu penso também o resgate sobre a chave da teoria da recepção né então assim é um problema gera um problema de metodologia é um pouco mais complexo a gente precisa debater ele também mas eu como por exemplo pesquisadora do século que fiz né iniciação científica mestrado doutorado pesquisa pós-doutoral em Espinosa eu me sinto numa posição confortável de falar sobre Margarete Carmem de chiane coney ele comem no quinto no quinto capítulo do princípio de filosofia mais antiga e moderna Ela diz que a metafísica dela
é uma contribuição aos erros cometidos por Hobbes Descartes Espinosa como eu não tenho capacidade de ler quando eu tenho eu estou no melhor lugar para ler Nicole né eu conheço vocabulário eu conheço discussão e aí eu consigo compreender que a teoria da recepção de Espinosa também é né os efeitos o impacto dos finais também sofre das mesmas enfim da mesma misoginia que o próprio cânone né mas é a partir daí que eu resolvi começar mas aí chegou um momento que isso para mim é tá bom gostei do que eu fiz mas e as mulheres filósofas
no Brasil isso era uma é a chave de gênero né leva a gente ela ela é Ela é como se fosse assim um exemplo né de opressões diversas né Então a partir da chave de gênero na análise como acontece com a história da filosofia quando você olha para ela A partir dessa categoria de análise outras categorias surgem também E aí surgiu para mim é não que eu já não pensasse isso antes do meu projeto de resgate né é a chave geográfica né a geopolítica da história da filosofia a transmissão de ideias transatlânticas né os efeitos
e aí que são frutos né do efeito da construção do Brasil como nação do modo como a gente entende hoje né que sofre reflexos da colonização então eu resolvi me debruçar sobre o século XIX no Brasil as obras das mulheres filósofas no século 19 no Brasil que é justamente o período que eu tenho chamado nos meus escrito pós Colonial pode no sentido estritamente temporal Nísia Floresta nasce em 1810 durante um tempo em que Brasil ainda é a colônia Então ela testemunha a independência e ela morre antes da Proclamação da República em 1885 antes da abolição
e antes da Proclamação da República Então ela é uma escritora ela é uma filósofa uma filósofa educação da educação uma filosofia política do período imperial né desse desse momento da construção de uma ideia de Brasil e aí bom eu queria eu queria ler para vocês e eu peço desculpa se sair um pouco gaguejado a coisa porque é um texto que eu escrevi em inglês e eu vou aqui traduzir Porque ele é o meu melhor esforço de sintetização dessa pesquisa eu vou ler para vocês o resumo que orienta assim o meu argumento todo na minha pesquisa
em Nísia Floresta né então o que o que eu pretendo fazer com a obra de Nísia Floresta é entender suas mapear né as suas contribuições filosóficas e pensando ela como a filósofa da educação feminista no século XIX no início desse Brasil pós Colonial né que defendeu né a abolição e os direitos de terra e de hipertecimento à cultura dos povos originários né dos indígenas e eu centro em cinco obras centrais dela direitos das mulheres desde injustiças dos homens que é uma tradução da anônima Sophia Lágrima de um Caeté que é uma obra sobre a Revolução
Praieira e o debate entre índios liberais e coroa portuguesa opúsculo humanitário né que é esse conjunto de panfletos que ela publica mas que é o Projeto Educacional de Nísia Floresta Nísia Floresta foi uma diretora de um colégio para meninas no Rio de Janeiro chamado Colégio Augusto e ela atuou diretamente na no debate né dos currículos né sobre os currículos aquilo que deveria ser ensinado nas escolas para as meninas e meninos no Brasil Imperial vou falar sobre isso no final se der tempo e finalmente a página de uma vida obscura que tá ali com Maria Firmino
dos Reis como um dos primeiros romances sobre né que tem como personagem principal o personagem negro né ela fala de um de um negro com goleiros que foi escravizado e trazido para o Brasil né o escravo domingos e então página de uma vida obscura e o ensaio chamado escrito Originalmente italiano chamado la Dona que foi traduzido pela filha dela enquanto ela tava Viva como um presente para mãe no seu aniversário para o inglês é a única obra da Nísia Floresta produzida enquanto ela tava viva em inglês né woman a tradução da Lívia é e é
um enfim é tudo muito rico né então eu vou dar para vocês só assim um gostinho do que é do que tá sendo essa pesquisa e aí eu mostro que esses essas obras estão conectadas através de através de uma crítica ou colonialismo que é fundada fundamentada e princípios feministas tá então a crítica colonialismo como como como como uma implicação né de levar princípios feministas a sério na análise da sociedade da cultura etc e aí aí que tá quicando ele não é simples falar de cano e a gente não pode nunca aquela expressão horrorosa né jogar
o bebê com a água do banho fora E aí eu vou me permitir dizer isso aqui para vocês porque acho que né a gente tá nessa posição de também ver as as contradições as dificuldades a complexidade de se falar de Cândido Nísia Floresta e influenciada pelo cartesianismo prático de François apolando la Barros Leia onísia Floresta com uma cartela através dos panfletos Sofia eu vou explicar depois o que é ela aplica as estruturas sociais o princípio feminista de que a razão não tem gênero né argumentando que o grau de civilização de uma nação ela usa esse
termo tá civilização construção da civilização tem um debate positivista acontecendo mas o que ela quer dizer no final das contas é o grau de Justiça né o grau porque ela tá pensando civilização como esse a partir desse paradigma Iluminista né da Igualdade da Fraternidade da Liberdade né então grau de o grau de civilização de uma de uma nação Depende de si a igualdade natural é essa né entre as almas entre as mentes a igualdade natural Expressa em termos de direitos sociais um espelho né eu posso analisar a sociedade as leis as regras os costumes A
partir dessa chave e aí então ela descrevendo o sofrimento experimentado pelas mulheres pela população indígena pelos povos indígenas e pela população escravizada Negra ela defende que a educação é uma estratégia contra o projeto colonizador e como tal a educação deve direcionar né Deve ter como objetivo a emancipação física e intelectual das pessoas né É procurando isso é muito bonito restaurar a dignidade perdida de cada uma delas a floresta Então ela ela transforma a nossa narrativa sobre os filosofia moderna porque ela coloca no centro da filosofia moderna como crítica ao projeto Iluminista europeu né ela coloca
como centro da narrativa moderna a instituição né Econômica da escravidão e o processo colonizador né e a colonização bom é isso o que eu argumento ao longo desse trabalho e eu queria que primeiro saber quanto tempo tem uns 10 minutos só comecei Ótimo então assim é esse esse é o argumento Central né entender a Nísia Floresta a partir das suas obras entender a Nísia Floresta a partir de um debate Transatlântico né a partir de um debate aqui que tá Para Além da circulação de ideias como ela acontece no Brasil colônia né e entender a Nísia
Floresta como como parte de um movimento que é a chamada que a really E aí assim preciso pontuar isso né a Maria Lúcia Palhares burk professora Marita aposentada da faculdade de educação da USP né que agora tá em Cambridge ela ela argumenta argumentou no vozes né no terceiro voto na Estrada da filosofia que existiu uma mini no Brasil eu não sei sobre o mini mas que existiu uma guerra de fome no Brasil existiu e essa que a califorme ela ela ela tá mais viva nesse momento pós Independência e ela se instaura num espírito Republicano né
ela ela culmina na proclamação da república proclamação da república que é também exigida pelas mulheres pensadoras filósofos escritoras do Brasil Imperial que dizem se a república foi proclamada é preciso agora que a gente proclame a república das mulheres a própria elas estão elas estão fazendo esse tipo de reflexão a própria Proclamação da República no Brasil para que seja um projeto né não contraditório precisa garantir os direitos das mulheres no Brasil e então eu queria reconstruir para vocês aqui mas como um princípio didático assim o arco o arco histórico da que a realidade né porque a
pesquisa emíza floresta é muito interessante para diversas para diversos interesses né inclusive para a gente ensinar para os nossos alunos o cuidado que a gente precisa ter com análise de bibliografia secundária como é fundamental quando se faz a história da filosofia ir na fonte e na fonte mesmo é um trabalho é um trabalho difícil é um trabalho lento mas assim porque é isso né porque Nísia Floresta durante quase 200 anos foi conhecida como sendo a tradutora de Mary Wolf Nísia Floresta também pode ser lida como parte da recepção de Mary wollston craques no Brasil as
estudiosas de Washington por exemplo contribuíram para o resgate de Nísia Floresta pelo seu interesse nos efeitos da filosofia Wilson Craft Ana para além da Inglaterra para além da Europa mas eu não tinha muitos minutos [Risadas] tudo bem bom o arco histórico né então o que que eu vou eu vou finalizar esse pensamento Nísia Floresta a Nísia Floresta como tradutora de woston craft esse essa descrição de Nísia Floresta é errada ela é fruto de um erro histórico Nísia Floresta é tradutora de uma obra que é um panfleto radical feminista inglês que é escrito durante um período
que é chamada guerra de panfletos na Inglaterra e é escrito por uma autora anônima essa autora anônima se se autodenomina Sofia uma pessoa de qualidade então a chamada anônima Sophia que eu tenho até Um textinho sobre a Sofia de Rousseau e a anônima Sophia são sofias completamente diferentes anônima Sophia ela ela bom não sabemos de quem ela é tá ligada ao círculo da das precursoras da OAS do BlueStacks mas esse panfleto é um panfleto Central naquela fama no no século 18 porque ele é durante muito tempo foi considerado como um plágio da obra da igualdade
do sexo ficam Só pulando ela barba sua planta da Barra escreveu uma obra chamada a igualdade entre os sexos delegado 17 é fruto de uma análise cartesiana que o plano dela vai é um padre cartesiano né e ele explicitamente diz isso que ele vai aplicar o método cartesiano e os princípios metafísicos de Descartes há um problema prático é chamado cartesianismo prático de carta ele mesmo não fez uma moral e tal não importa o que importa é a potência da obra do Descartes na história da filosofia né então cartenserismo prática essa tradição iniciada de aplicar princípios
metafísicos a questão das mulheres então ele argumenta pela igualdade dos Sexos fazendo uma transformação naquela rádio de fome Inicial né eu vou retomar esse arco e vai ser a última coisa que eu vou falar e vou deixar vocês com interesse eu espero Na continuidade da pesquisa mas assim então a anônima Sophia escreve um panfleto chamado o e Menor as mulheres não são inferiores aos homens esse panfleto foi considerado durante muito tempo um plágio de dele como se ela como se ela é uma guerra de conflitos a gente não pode esquecer o contexto do texto né
ela ela copia argumentos de pulando ela bar e aí tem um debate né sobre o que que ela faz como ela contribui né atualmente a gente entende que a Sofia ela aperfeiçoa ela radicaliza ela tem um Como diz um feminismo mais estridente do que o de funcionar a pulando elabar Por exemplo quando sua pula do momento social né do lugar social das mulheres ele é chama de subserviente né de submissas a Sofia vai apresentar esse mesmo argumento mas vai chamar elas de escravas Nísia Floresta usa escravas mas depois quando ela faz a tradução do panfleto
sofria para o português né então a gente tem uma tradução para o português ensino nas suas aulas ensinam panfleto Sofia que tá em português traduzido no ano de 1832 por Nísia Floresta e ela então se apropria dessa desse vocabulário escrava mas quando ela vai fazer suas próprias reivindicações que é como eu chamo a obra da Nísia Floresta né fruto de suas próprias reivindicações ela não aplica escrava a condição da mulher brasileira porque o objeto de estudo dela o foco as interlocutoras delas são as mulheres burguesas da aristocracia Colonial né E ela não pode chamar ela
de escravas porque elas têm escravas Então ela faz uma torção e uma contribuição para esse debate daquela deforme né que é o lugar social das mulheres bom aí para finalizar eu queria só pontuar isso porque acho que é pedagógico não é importante a Cristina de prisão lá no século 13 ela ela é considerada como grande marco inicial da guerra de famil na modernidade né Eu não sei para trás a gente pode ir mas a Cristina de pisar nesse momento é um Marco histórico né é para que é e o que ela faz é E aí
ia ser muito interessante continuar isso em pisando assim ela pensa a diferença biológica é como justificando a diferença entre os papéis sociais mas ela não ela ela não ela não Cristina de pisanistas presentes sobre o que eu tô falando mas assim ela ela é a diferença ela continua usando esse tipo de argumento no qual a diferença biológica justifica uma diferença de papel social tá para falar do modo mais mais simples né pulando ela bar vai mostrar que existe uma dissociação ele dizia diferença biológica do da justificativa ele não usa mais a diferença biológica como justificativa
para desigualdade social porque porque usando esse princípio cartesiano da Separação mente corpo a as diferenças corporais mas a mente é imune essas diferenças Então as mentes são iguais né assim a mente é uma só o sujeito é um só a mente ela não tem gênero e isso faz com que as diferenças sociais tenham que ser justificadas através de outra chave que não as diferenças biológicas e aí a chave Qual é a educação né a cultura a educação e aí então por isso que esse momento também pura né esse primeiro movimento reivindicatório das mulheres que é
o direito à educação o direito à educação de qualidade direito de participar das Universidades deveriam ser doutoras e etc né não é o primeiro a primeira reivindicação não é o sufrágio a primeira reivindicação é o direito à educação e aí então a Sofia nessa guerra de panfletos né ela ela se apropria do vocabulário de pulmão traduz do francês traduz se apropria a palavra correta faz esse panfleto menor em fear que chega no Brasil como uma edição fake de reivindicação dos direitos das mulheres de Mary woston Craft E aí é muito interessante ver como a nossa
ciência funcionou né nesses primórdios que é um momento de censura né da vida dos livros a gente está falando de um Brasil colonial e pós Colonial né E aí chega para Anísia Floresta uma obra de Cesar gardetom em francês Então ela recebe panfleto e Sofia em francês e esse essa obra de ser zagardenton é chamada Ledo the Fame lands essa obra é na verdade então uma tradução direta o próprio César gardetown chama a tradução dele de tradução livre Mas aí isso é um membro conceitual né mas assim é uma tradução Direta do panfleto Sophia o
texto dos seus lagarton é o texto do panfleto Sophia só que ele atribui aquele texto a mistrice godwin que é o nome de casado da Mary Craft Nísia Floresta interessada em debater o currículo das escolas para as meninas e aí aqui eu vou ter eu prometo que eu termino com isso porque eu acho que é muito instigante Nísia Floresta diretora de uma escola no dia e também assim hoje é dia 13 de outubro né daqui a dois dias a gente completa um ano né o aniversário da primeira lei Educacional do Brasil que é a lei
de 15 de outubro de 1827 a lei de 15 de outubro de 1827 promulgada por Dom Pedro I é uma lei que determina define orienta normatiza o currículo das escolas dos meninos e das meninas essa lei a gente vai para as fontes a gente encontra um debate no senado federal E aí tem figuras como Visconde de Cairu Marquês de Santo Amaro e outros né Marquês de Maricá debatendo o currículo das meninas Visconde de Cairu nesse debate no senado diz que não podemos importar as ideias feministas da Europa porque se trouxermos autoras como Mary wollston Craft
O que vai acontecer no Brasil é que daqui a pouco as mulheres vão abandonar os seus passos doméstico né o seu lugar de mães e vão querer entrar na universidade de serem doutoras a floresta Mas é isso mesmo vamos traduzir Mary Wolf E aí ela traduz esse fake que na verdade é um panfleto radical feminista inglês a história é maravilhosa né assim a história como a caso né É incrível porque no final das contas ela traduz uma um debate que influenciou Craft ela não traduziu o rosto ela traduziu anônima Sophia e aí então ela inaugura
no Brasil esse livro direitos das mulheres as injustiças dos homens a Anvisa flash para sua vida inteira ela poderia jurar de pé junto que ela traduzir o rosto no craft mas ela traduziu anônima Sophia É porque ela diz no texto dela que né é uma tradução de Mary Rose e a historiografia gente tem que ir na ponte tem que comparar o texto só em 1996 que a origem do texto que é verdadeira fonte foi descoberta pela Maria Lúcia Palhares então assim tem uma história aí muito interessante para ser investigada Anísia Floresta ela Procura então com
o direito das mulheres e justiça dos homens tradução da filha contribuir para o debate curricular no Brasil qual era o currículo estava escrito lá artigo 6º os homens têm que aprender os meninos têm que aprender aritmética avançada frações decimais prática dos quebrados Constituição Federal história geografia religião cristã artigo 11º as mulheres aprendem tudo isso menos matemática avançada a matemática delas tem que ser reduzida as quatro operações da aritmética e incluir os conhecimentos necessários para as prendas domésticas o currículo o primeiro currículo primeiro documento a primeira orientação curricular brasileira tem viagens de gênero e a gente
nunca fez uma revisão do que é do que são os nossos documentos curriculares e como na verdade fazer escolas mistas né No final das contas a gente incorpora um cânone uma tradição de ensino que não foi ela mesma pensada como enfim sendo como sendo feita a partir de um viés de gênero e é isso também que eu tô fazendo junto com o meu Resgate Nísia Floresta né analisar os documentos curriculares atuais A partir dessa leitura da Equidade de gênero como eles promovem ou não e por isso que mulheres na história da filosofia É também um
GT para pensar educação no Brasil acho que é isso [Aplausos] [Música]