Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje na Segunda Guerra Mundial. Hoje falaremos sobre os países que efetivamente combateram na guerra. Quantos países enviaram soldados para a frente de combate?
E quais deles combateram pelos aliados? E quais deles combateram pelo eixo? [Música] A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito militar da história e envolveu praticamente todos os países do mundo entre os anos 30 e os anos 40.
Mas apesar das suas proporções, não foram todos que enviaram tropas para a frente de combate. De fato, a maioria limitou-se apenas a enviar suprimentos ou simplesmente facilitar o trânsito de militares e equipamentos pelo seu território. Mas quais países realmente lutaram na guerra?
O conflito foi dividido em dois grandes grupos. De um lado, as forças do eixo, lideradas pela Alemanha, Itália e Japão. E do outro lado, os aliados liderados pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pela União Soviética.
Foi um autêntico duelo de titãs envolvendo as maiores potências militares e industriais do mundo. Vamos então começar analisando as forças do eixo, mas como referi, apenas serão citados os países que efetivamente enviaram soldados para a frente de combate. Ao contrário do que muita gente parece acreditar, a Alemanha, a Itália e o Japão não lutaram sozinhos contra o mundo.
De fato, no seu auge, o eixo chegou a ser formado por 26 países. Só em termos de comparação, os aliados, sobre os quais falaremos mais adiante eram formados por apenas 22 países. Ou seja, no ponto alto da guerra havia mais países do lado do eixo do que do lado dos aliados, o que deita por terra aquela velha argumentação de que a Alemanha, a Itália e o Japão lutaram sozinhos contra o resto do mundo.
Para além dos três países principais já referidos, outros membros importantes das forças do eixo foram a Bulgária, a Hungria, a Romênia, a Tailândia, a Finlândia. a Albânia, a Croácia, a Grécia e a França de Vichi, um governo francês fantoshi e colaboracionista liderado pelo marechal Felipe Patã, cujas forças deram muitas dores de cabeça aos aliados durante os desembarques na África do Norte em 1942. Até junho de 1941, antes do início da operação Barbarossa, a própria União Soviética era um estado aliado das forças do eixo, fornecendo suprimentos e matérias primas em abundância para a Alemanha.
Após a invasão alemã da União Soviética em junho de 41, a população combinada de todos os países ligados ao eixo era de mais de 350 milhões de pessoas. contando os 75 milhões de alemães, 72 milhões de japoneses e 44 milhões de italianos. Em termos de soldados, o número máximo envolvido em combates girou à volta dos 35 milhões, contando os mais de 20 milhões de alemães.
E agora, do lado dos aliados, a balança começou a pender muito a favor após dezembro de 1941, quando o Japão atacou Pier Harbor e catapultou os Estados Unidos diretamente para a guerra. Como já referi no seu auge, 22 países enviaram efetivamente soldados para combaterem do lado aliado, menos do que os 26 países do lado do eixo, mas eram países demograficamente muito maiores e com um poder industrial ibélico sem igual, com destaque, obviamente para os Estados Unidos e para a União Soviética. A população de todos os países aliados ultrapassava os 800 milhões, mais do que o dobro da população combinada das forças do eixo.
E apenas o PIB dos Estados Unidos era maior do que o PIB de todos os países do eixo combinados. Isso tudo mostra como a entrada dos Estados Unidos na guerra em dezembro de 1941 serviu para definir claramente qual lado seria o vencedor. Como é óbvio, não podemos nos esquecer da tremenda contribuição soviética para o esforço de guerra, que graças à bravura e ao heroísmo de dezenas de milhões de soldados, foram capazes de deterável avanço da formidável máquina de guerra.
alemã. Para além dos três países principais, podemos destacar do lado dos aliados o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia, a África do Sul e, é claro, o Brasil. O Canadá foi um dos primeiros países a entrar na guerra logo após o Reino Unido e a França em setembro de 1939 e contribuiu com o envio de milhões de soldados para diversas frentes de combate.
A Austrália e a Nova Zelândia também se destacaram principalmente em combates no Pacífico e na África do Norte. O Brasil, apesar de militarmente pequeno e sem expressão, recebeu uma forte ajuda norte-americana e conseguiu formar um grupamento de caças e uma divisão de infantaria, totalizando mais de 25. 000 militares que combateram na Itália, tendo sido o único país sul-americano a enviar soldados para o combate.
Participou também ativamente em operações de vigilância e guerra anti submarina no Atlântico Sul. O outro único país latino-americano que enviou soldados foi o México, que despachou para o Pacífico um pequeno grupo de pilotos de caça. Em termos de soldados, ao longo da guerra passaram pelas diversas frentes de combate cerca de 50 milhões de militares aliados, a maioria dos quais pertencentes ao exército vermelho.
O maior conflito da história foi travado no campo de batalha por soldados oriundos de quase 50 nacionalidades diferentes, cada um deles lutando por aquilo que acreditava. Mas no fim, o esmagador poderio industrial e ibélico aliado acabaria por definir o resultado da guerra.