Olá, estamos aqui para mais uma aula de história três. Essa é a nossa aula de número sete. A gente vai falar hoje um pouquinho sobre o catolicismo romano na Europa e na América Latina no século XIX.
Enquanto estão acontecendo todas essas mudanças, essas transformações, essas esses movimentos de reavivamento eh ao redor do mundo, né? Como é que tá a Igreja Católica? né?
Qual é a resposta ou quais são os impulsos, o que que acaba acontecendo com essa igreja durante esse tempo? Bom, no geral, a Igreja Católica vai acabar perdendo muito da sua influência na Europa por causa de um evento que vai acontecer, um fato muito importante que divide o tempo histórico, que é a Revolução Francesa. A gente tem aqui uma perda de prestígio do papado, eh, principalmente pelo por causa do governo mesmo, né?
é uma imposição do governo. Ele, a igreja acaba perdendo muito do seu poder por conta do deísmo, que vai ser a religião que vai substituir aí o catolicismo nesse nesse tempo. Mas vamos com calma, vamos aos poucos.
Primeiro slide que a gente tem aí é um eh uma imagem muito famosa, né, sobre a Revolução Francesa, que é todo o ideal de liberdade, né? a ideia de libertação de um tempo onde o povo é oprimido, o povo, os camponeses aqui no caso são oprimidos, são eh isentos, não são tem alguns direitos eh que não são não são associados, não são datos a eles, né? Então eles querem esses direitos e foi uma espécie, né?
na Revolução Francesa foi uma espécie de basta da população contra o regime, o regime político da época, que era o absolutismo, principalmente ali com a figura do rei Luís X. Então, eh, o que que acontece com a Igreja Católica durante a Revolução Francesa? Só pra gente entender um pouquinho de como a França dividida nessa época, a gente tinha três três eh grupos na sociedade que a gente chama de três estados.
Então, o primeiro estado era o clero e se ele tá no topo da pirâmide, ele sempre terá todos os benefícios, né? Quanto mais acima na pirâmide social, mais poder ele tem. Então, a gente tem o clero no primeiro estado, depois a gente tem o segundo estado composto pelos nobres e o terceiro estado composto pelos burgues e pelos camponeses.
Então, a gente tem aqui uma divisão de sociedade desigual, onde o clero tinha todos os benefícios possíveis, eh, não pagava impostos e tudo isso acabava ficando na conta principalmente do terceiro estado. Eh, a gente tem uma influência iluminista de pensadores que estão contrários ao regime absolutista, né, ao regime monárquico do rei, eh, não só na França, mas em todo o mundo. Então, todos eles estão falando sobre isso.
Então, um momento de efervescência contra esse antigo regime, contra esse regime absolutista no mundo todo, não só na França, mas mas é na França que ele acaba encontrando maior. Então, essa essa questão iluminista passava também pela pela igreja. a gente tinha pensadores como Rousseau, como Montesquier, que acabavam indo de encontro diretamente ao pensamento político, né, fazendo uma objeção política.
Mas a gente tinha, por exemplo, o Volta, né, que criticava também a igreja de Roma, via na igreja um instrumento de eh ser de de cercear a liberdade na igreja. cerceava a liberdade das pessoas. Ela tinha terras, tinha posses ali, principalmente na França, que serviam como fonte de renda pro clero, que ajudavam o clero a a ser cada vez mais rico.
Eh, e enquanto a população estava em uma estava passando fome, passando necessidade, né, a pagando impostos altíssimos, né? Então, já havia essa crítica e por isso ele defendia inclusive uma religião da razão, né, que vai acabar sendo o deísmo, no lugar de uma religião de líderes corruptos, como os líderes da Igreja Católica estavam se mostrando ser. Então, a gente tem eh as ideias iluministas, a gente tem o exemplo dos Estados Unidos, que tinha acabado de se tornar independente, né, de virar uma nação.
A a revolução americana influencia vários movimentos de independência espalhados no mundo todo. Eh, a gente tem uma crise econômica onde o terceiro estado está insatisfeito com a com o aumento dos impostos, né, que bancava os luxos do primeiro e do segundo estado. E tudo isso acaba culminando na queda da baxilha em 14 de julho de 89, né, de 1789, que é quando ir rompe mesmo a revolução, quando os o terceiro estado, né, os burgues e os camponeses vão até a prisão política da França, que era baixilha, e libertam todos os presos e roubam todas as armas e começam esse movimento de revolução eh na França que vai abalar as estruturas Brasil não vai mais voltar a ser como era antes, né?
Vai demorar muito ainda a França eh experimentar uma uma ter uma experiência monárquica novamente. Então, a gente tem uma Assembleia Nacional que foi o primeiro momento da revolução, que declarou que as terras da igreja agora pós revolução seriam públicas. os mosteiros tinham sido fechados, o número de bispos foi reduzido e passou a ser escolhido eh pelo terceiro estado, né, quem era clérigo e quem não era clérigo.
Então, o poder do Papa, que antigamente tinha muita influência na política do país, passou a ser eh passou a ser só para o a questão doutrinária da Igreja Católica. Então, o Papa se preocupava em só com a doutrina, né? Então, essas foram algumas medidas tomadas pelo governo revolucionário.
Primeiro, esse primeiro governo aí eh da revolução e foi estabelecido no tempo mais forte, né, no tempo de maior repressão da revolução, foi instaurado o deísmo como religião ofpicial. O líder dessa parte do período do período do governo jacubino, período do terror, que foi o período da guilhotina, onde a maioria dos opositores políticos do governo revolucionário eram guilhotinados, o Roberpierre, que era o líder desse tempo, dessa parte da revolução, ele eh optou por essa religião deísta. E aí a algumas questões eh começam a ser implantadas, aquelas que a gente viu na aula lá atrás.
Se você tem alguma dúvida ainda sobre o deísmo, quer relembrar os principais pontos do deísmo, dá uma olhadinha na aula três, se não me engano, que fala um pouquinho sobre a essa religião que acaba se tornando a religião eh eh desse tempo de racionalismo, desse tempo de luminismo, que é uma religião de razão, tenta tirar os elementos sobrenaturais da fé e acaba se tornando a religião ão eh seguida pela maioria das pessoas. Aí no slide tem dois eh são é um fragmento de um texto que fala um pouquinho de como fica essa questão religiosa na França nesse tempo. Diz assim: "Foi cortada a comunicação entre os católicos franceses e o Papa, cujas cartas e documentos não podiam ser divulgados no país sem a aprovação prévia dos órgãos legislativos.
A Igreja Católica sofreu uma das piores perseguições da história. As crianças não podiam receber batismo, nem a comunidade podia celebrar eucaristia, só se conseguia oficiar algum sacramento na clandestinidade. Enquanto isso, as autoridades revolucionárias determinavam por decreto, sob os impulsos de Robespierre, a existência do ser supremo e a imortalidade da alma, instaurando a celebração de festivais do ser supremo a partir de 1794.
Antes disso, já tinham sido criados templos a deusa razão, usando-se para tantas igrejas e sinagogas. Em todo momento o povo era induzido a ligar a sua consciência a uma série de normas políticas e morais ao gosto do poder. Então a gente tem aqui essa esse esse círculo que se fecha paraa Igreja Católica de algum momento por por esse nesse momento.
E essa esse culto a razão, né? É um tempo de racionalismo, é um tempo de iluminismo, onde o Deus, né, e a religião acabam saindo do centro do pensamento humano e a razão acaba sendo o principal meio de conseguir respostas. Então, por isso eles precisavam de uma religião de razão, excluindo todas as questões eh sobrenaturais, né?
Aqui tem uma expressão que inclusive a gente viu quando estudamos o deísmo, que era a ideia da existência do ser supremo, né? E não que não necessariamente era o Deus do do cristão, né? O Deus dos cristãos, né?
E o culto a Deus a razão também, né? que é essa a divindade que acaba tomando o espaço de um Deus cristão nesse período, nesse tempo de revolução. Então, eh, depois desse período revolucionário, quando Napoleão assume o poder, né, quando Napoleão assume o trono, as coisas começam a mudar um pouco, né?
Depois que a revolução passa, esses períodos mais eh puxados pra igreja passam, Napoleão tenta uma conciliação, ele cria um acordo, ele faz uma aliança com essa igreja. A gente tem um documento chamado Concordata de 1801, que vai colocar o catolicismo não como a religião oficial da França, mas vai ser o Napoleão vai reconhecer que a o catolicismo era religião da maioria dos franceses, mas não vai colocar como religião oficial porque ele entende que tinham outras, inclusive o protestantismo, né, já estava ali de alguma maneira sendo influente na França nesse tempo também. Então ele ainda assim está deixando o Papa ficar a cargos apenas de questões eh doutrinárias, né?
A igreja não tem mais jurisdição política na França. Eh, inclusive a escolha desses bispos seria feita pelo Napoleão, né, que era o imperador da época. Mas se esse papa ele notasse alguma questão, alguma dificuldade doutrinária ou alguma divergência doutrinária nesses bispos, eles eles tinham o poder de expulsá-los, né?
Mas sempre quem eh quem colocava o bispo no poder era o Napoleão, era o imperador. Eh, o Estado voltaria a arcar com todas as despesas eh e necessidades do clero. a igreja obrigatoriamente, né, teria que renunciar aos seus territórios em prol do Estado, né, em prol do governo.
Eh, e foi estabelecido novamente um calendário gregoriano, né, um calendário cristão em detrimento do calendário republicano. Porque uma das coisas que até mudou durante a Revolução Francesa foi essa mudança de calendário, porque se eles estavam querendo um uma um governo laico ou um governo isento de influências do catolicismo, precisava mudar o calendário cristão. Então, os os nomes dos meses mudaram, eh, as festas deixaram de ser celebradas, né?
festas católicas deixaram de ser celebradas nesse período da revolução, nesse período mais eh repressivo, né, de perseguição, período do terror, que a gente chama, ele foi, essas festas cristãs, católicas foram deixadas de lado justamente para eh em prol da laicidade do estado, né? O o a questão na revolução tinha muito a ver com liberdade, não só liberdade política, mas também liberdade religiosa. E a laicidade do estado estava diretamente ligada a essa ideia de liberdade religiosa para os franceses revolucionários nesse tempo.
Quando é que essas coisas vão mudar? Tem algum momento depois na França que a Igreja Católica volta a ter eh poder novamente, que o Papa volta a ter seu poder. Sim.
há o tempo do papado, principalmente de um cara chamado Pio Oio ele eh vê aqui uma uma restauração do poder papal porque ele toma algumas decisões, o pontificado dele é marcado por algumas decisões importantes. Eh, a existe um congresso, né? o Congresso de Viena, que quando acaba o período napoleônico que ele precisa, né, a França precisa devolver as terras que o império napoleônico tinha conquistado, né, quando as monarquias são restabelecidas, né, por exemplo, Napoleão toma ali eh tem grande influência na vinda da família real portuguesa pro Brasil, né, porque o território eh português era importante, né, a política política portuguesa de comércio era importante paraa França e eles queriam barrar o avanço da Inglaterra.
Para barrar o avanço da Inglaterra, Portugal tinha que parar de fazer negócio com a Inglaterra e Portugal não quis. Então, sob a ameaça de invasão napoleônica, o a família real foge, né, no seu ato mais corajoso, né, foge pro Brasil e deixa Portugal lá. E Napoleão inclusive toma toma uma parte, enfim, depois que o Napoleão morre, né, que ele é exilado e seu seu governo acaba de ver, eles precisam, né, essas terras que ele tomou precisam ser devolvidas, inclusive essa de Portugal.
E o Congresso de Viena declara inclusive que as terras que estavam sobre posse da França, que eram da da igreja, deveriam voltar para a igreja. Então, a gente tem aqui a igreja retomando um pouco daquilo que tinha eh que lhe dava poder. A gente tem também um grupo muito importante pro Brasil, né, pra formação do Brasil, que são os jesuítas, a companhia de Jesus que tinha sido proibida de existir.
Eh, eles foram restabelecidos. dos jesuítas têm influência aqui no Brasil porque eles são missionários, eles são professores, né? Na verdade, eles têm uma obra educativa muito forte, então são eles que vem catequisar os índios, né?
Mas isso é matéria de história qu não vou entrar não vou entrar nela. Eh, mas eles voltam a existir, podem voltar a dar a fazer a sua missão, né, nessa perspectiva educativa aqui, jesuítas. A gente tem também algumas eh doutrinas que são são reafirmadas, dogmas que são reafirmados como o da Conceição de Maria, que é forte, né, ou a doutrina existente na Igreja até os dias de hoje, na Igreja Católica, de que eh foi concebida sem pecado original.
A gente tem também o dogma madaim falibilidade papal, que foi decílio do Vaticano Io em 187. Significa significa que o Papa não erra. A infapa é a ideia de que o Papa não erra em nenhuma decisão que ele toma.
O Papa não pode. Esse é um dogma estabelecido, né? Então se o Papa é doido de discordar do Papa, né?
Então, havia também essa questão estabelecido, salvação apenas na Igreja Católica. Todas aquelas outras religiões que os outrora tinham sido aceitas no regime republicano em prol da la agora estão perdendo esse espaço com a proclamação de eh apenas na Igreja Católica. Então, a gente tem uma condenação da tolerância religiosa, algo também sido no governo revolucionário.
Então, eh, com ápice na infalibilidade papal, a gente vê esse período de restauração, esse período de novo do poder do do poder do Papa que e da Igreja Católica, tido eh durante a Revolução Francesa, agora entrando em um alto patamar novamente.