[Música] parti partiu partiu pensar partiu pensar por instantes de Plenitude potência e [Música] Luz senhoras e senhores estamos no conosco #partiu pensar hoje é terça-feira dia de darmos as mãos e pensarmos juntos sobre as coisas da vida com o intuito de pensarmos melhor pois muito bem estava eu com um amigo no cinema e isso já faz bastante tempo porque por conta das coisas da vida faz muito tempo que eu não vou ao cinema não sei a última vez não lembro da última vez que estive no cinema para você ver como a coisa é grave o
filme Era medonho medonho então eu falei para esse meu amigo escuta vamos bora hein a ele falou ah agora a gente já veio até aqui vamos até o final o argumento é que se a gente fosse embora ali na metade teríamos de fato jogado no lixo o dinheiro das dos ingressos E também o tempo investido até então isso já me aconteceu com o livro também você começa o livro você se dá conta que o livro é chato mas você já leu 1/3 do livro agora vamos embora né Isso também me aconteceu na faculdade de direito
eu percebi no meio do curso que não era minha praia mas eu já tinha feito metade do curso então eu resolvi até o final Às vezes você tem relações afetivas com essas características né você passa por um momento ruim da relação mas você hesita em interromper porque já investiu tanto ali então é uma é uma situação curiosa da vida porque em nome de não abrir mão do que já foi investido e seria perdido admite-se com muita chance perder ainda mais aí você fica no filme até o final e ao invés de ter perdido só uma
hora da vida com filme chato você perdeu duas Mas você foi até o final você leu o livro até o final por porque como você já tinha lido a metade ao invés de jogar no lixo só a metade Você joga no lixo todo o tempo de leitura assim eu também com o direito gastei dois anos e meio para perceber que não era aquela a minha praia e fiz questão de gastar cinco então aí temos um problema Por que será que relutamos tanto em corrigir a rota Por que será que relutamos tanto em incorporar equívocos como
parte integrante da vida e com isso redirecionar para minimizar o estrago o que é que será que nos nos motiva a permanecer mesmo quando até ali tudo mostra que a escolha feita foi equivocada aparentemente há uma dificuldade de aceitar o erro da Escolha Inicial e há uma espécie de esperança a esperança de que o final do filme devolva o acerto da Escolha inicial a esperança de que o final do livro mostre o acerto da escolha da leitura a esperança de que o final do curso de direito mostre o acerto de ter estudado direito a esperança
de que o futuro da relação afetiva mostre o acerto daquela decisão matrimonial do relacionamento feita em algum instante e essa Esperança muitas vezes ela é escorada em evidências nulas ou quase nulas isso nos mostra com clareza o o quanto temos dificuldade de admitir os nossos equívocos mesmo para nós mesmos porque se fosse mais fácil admitir um equívoco não aguentar mais até chegar no fim com a esperança de que algo aconteça e por milagre nos dê razão existe então aí uma espécie de falácia na indecisão e na insegurança que caracteriza toda escolha somos racionalmente levados a
ponderar cada passo o problema é que as decisões tomadas no passado elas acabam assumindo um peso na equação gigantesco muito maior do que deveriam ter quando já investimos muito tempo quando já investimos muito dinheiro quando já investimos muita energia quando já investimos muito afeto quando já investimos muita dedicação tudo isso que foi investido no passado é apresentado como argumento mesmo quando objetivamente não há nenhum indício de que o fracasso de até então possa ser revertido e quanto mais tivermos investido em outras palavras quanto mais grave tiver sido o nosso equívoco maior será a pressão maior
será a Tend para que continuemos errando em outras palavras o erro acumulado é o motivo maior do erro continuado do erro que prossegue do erro que se estende os investidores muitas vezes são vítimas desse tipo de desvio psicológico e eu não tô nem falando naqueles que o seu tempo num Cassino E aí você encontra coisas do tipo não alguém diz vamos embora porque hoje não é seu dia de sorte O que é um argumento alucinado como se houvesse dias de dias como se isso não fosse fruto da nossa interpretação enviesada das coisas que acontecem no
mundo né como se a sorte se distribuísse por dias pares e dias ímpares ou meses pares ou ímpares ou Enfim então vamos embora e aí o argumento que vem de volta é ainda mais bizarro mais pitoresco mais supersticioso o argumento que vem de volta é justamente porque eu só perdi até agora e perdi muito é que é chegada a hora de ganhar existe portanto aqui alguma coisa que tá Por Trás uma espécie de crença num equilíbrio da fortuna com a desfortuna uma espécie de Equilíbrio entre vacas gordas e vacas magras uma espécie de Equilíbrio é
uma crença no equilíbrio entre a sorte e o azar que nos leva a pensar que se o acaso nos brindou de azar até agora é porque a sorte está por chegar uma crença de que se eu só perdi até agora agora é porque justamente agora é a hora que eu vou começar a ganhar é porque se eu tive 10 anos de vacas magras é porque em algum momento a sorte vai virar ora esse tipo de argumento é delirante é supersticioso é bizarro é estranho sabe por quê Porque o acaso sendo acaso ele não tem para
nós nenhuma lógica Porque se o o acaso tivesse para nós lógica ele não se chamaria acaso talvez o acaso tenha lógica de ocorrência para quem tem um olhar de Deus sobre o mundo e vê tudo sabe tudo que vai acontecer olha lá de cima mas para nós que não somos deuses e vemos tudo em perspectiva o acaso é simplesmente assim sem lógica explicativa Ora se o acaso é sem lógica explicativa da onde vem que depois de meia hora de azar haverá meia hora de sorte na verdade o que costuma acontecer é que depois de 10
anos de vacas magras elas morrem O que costuma acontecer é que depois de uma tarde de perdas no cassino o seu dinheiro acaba O que costuma acontecer é que depois de 2 anos e meio percebendo que não é a sua praia num curso qualquer você de tanto ser reprovado é jubilado o que costuma acontecer é que depois de muito erro o que há é o colapso definitivo então da onde será que os investidores permanecem investindo porque simplesmente já investiram muito e só perderam ora isso é completamente irracional [Música] Olá eu sou Cloves de Barros e
venho aqui propor a você nos apoiar a manter vivos os nossos conteúdos de Filosofia na internet para você participar com uma singela colaboração você deve entrar em apoia.se bar inedita pamonha repetindo apoia.se bar inedit pamonha você pode nos ajudar demais a honrar os nossos compromissos pagar nossos editores as nossas plataformas e manter nosso conteúdo vivo para que ele continue impactando as pessoas como tem feito [Música] e a pergunta é por que será que nos comportamos de modo tão irracional e a resposta é para parecer a nós mesmos e ao mundo coerentes se damos sequência estamos
convencidos de parecer e aparecer como gente confiável interlocutor em quem se pode confiar a contradição nos desmoraliza para nós mesmos e ante os demais se decidimos deixar um projeto pela metade construímos em torno de nós uma ideia a nosso respeito incerta insegura fundada na nossa indecisão e é Muito desconfortável para nós ter que interagir com gente que não tem em nós nenhuma confiança desse modo seguimos com as nossas aventuras e assim construímos em torno de nós uma aparente coerência mesmo sabendo que essa aparência de coerência custará um fracasso redobrado das nossas iniciativas quando Nós pensamos
nos grandes projetos deficitários Nós nos damos conta que muito rapidamente se percebeu que aquilo não ia dar certo não fechava a conta não ia rodar e quantos não foram aqueles que foram até o final porque para assegurar a coerência e a firmeza de suas decisões puseram em risco todos os seus recursos assim eu me lembro do projeto de um avião supersônico um projeto Franco inglês ou angl francês como quiser que muito rapidamente deu indícios de algum sucesso técnico mas um um retumbante fracasso comercial ainda assim ingleses e franceses continuaram pondo dinheiro durante muito tempo para
salvaguardar uma espécie de aparência de coerência de confiabilidade quase que uma questão de orgulho Nacional assim também muitas vezes Empreendimentos fadados a resultados temerários desde o seu princípio Como a Guerra do Vietnã ou as cruzadas e que foram paradoxalmente na medida que indicavam o fracasso prematuro angariando mais e mais recursos e levando a ecatombe econômica e financeira os seus animadores em nome do quê em nome de uma aparência de coerência portanto eu devolvo a bola a você você não tem que dar uma de valente não tem que dar uma de coerente não tem que dar
uma de obstinado quando você se der conta com Lucidez e a inteligência que for a sua de que aquilo não vai rodar e quando eu tô falando isso eu tô falando com autoridade de quem talvez tenha percebido no primeiro dia de aula que direito não era a sua praia e fez questão de fazer os 5 anos de faculdade portanto foi preciso muito para depois apostar num curso de Filosofia e começar a encontrar o seu caminho foi preciso muito foi Preciso perder muito foi preciso jogar muito tempo e e e empenho no lixo para se dá
o direito de aceitar o próprio equívoco e começar uma vida [Música] nova Muitíssimo obrigado pelo seu carinho pela sua atenção se você gostou ouve de novo esse foi o nosso # partil pensar eu espero que você tenha adorado e se você realmente gostou convida alguém para se juntar a nós beijo grande valeu [Música] este conteúdo foi trazido até você pelo espaço ética a assessoria oficial do Cloves de Barros para mais informações sobre cursos livros e palestras acesse Cloves debarros pcom.br e siga o professor nas redes [Música] sociais h