[Música] Pelo que eu pude pescar por aí, é com um quarteto fantástico que o pessoal tá esperando o grande reset da Mil a conferir. Enquanto isso, a gente tem aqui Thunderbols, que entra em cartaz no cinemas nesta quinta-feira, primeiro de maio. E depois daquele Capitão América de umas semanas atrás, para mim pelo menos foi um alívio.
Thunderbolts é um filme sem grande ambição, mas é correto, é simpático e faz uma coisa que para mim, de novo, foi um refresco. Ele pega uma tangente sem todas aquelas 1000 implicações super cansativas para quem não acompanha todos os milhões de filmes e séries desse universo compartilhado tão convoluto da Marvel. De quebra, ele introduz um personagem que eu achei bastante interessante.
Bom, depois de perder a irmã dela, a incomparável viúva negra, a Helena, a personagem da Florencepill, tá se sentindo sem rumo na vida, apática, nada interessa mais ela e ela tá principalmente muito cansada das missões sujas que a Valentina, a Juliel e Drfus, impõe a ela. Ela cansou dessa faxina, não vê mais sentido em nada. E a única maneira que ela consegue imaginar de recuperar um pouco do ânimo dela, da vitalidade dela, é ter missões um pouco mais públicas.
A Valentina diz: "OK, desde que antes disso você cumpra mais uma tarefinha". Todas as tarefinhas que a Valentina tem distribuído aos agentes dela consistem de apagar a trilha de corrupção e de abuso de poder que ela deixou ao longo de todos esses anos dela nascia. E essa nova tarefinha vai colocar Helena numa câmara super secreta no alto de uma montanha junto com o John Walker, o Capitão América que não deu certo e é interpretado pelo Wyatt Russell com o pai dela, o Alexei Shostakov, cardeião vermelho, que anda levando uma vida muito miserável, dirigindo uma limusine e caindo aos pedaços.
E é o papel do David Harbor com a Eva Star, o fantasma, o personagem da Hann John Cayman e com um carinha chamado Bob, que não tem a menor ideia de como foi para lá, nem o que tá fazendo ali, e tá vestindo um pijama que parece um pijama de hospital. Na verdade, o Bob não tem nem muita certeza de onde ele veio. E ao contrário de todos esses superheróis, ele não tem habilidade extraordinária nenhuma.
Pelo contrário, ele não tem a menor ideia do que fazer em situação nenhuma. Ele fica na dependência da caridade da Helena para tirar ele dos apuros. E o apuro é hum vai dar muito ruim para todos eles.
Tanto que apesar das divergências eles têm que se unir. É uma historinha clássica de filme de superherói com um grupo que se forma e em razão das circunstâncias, sem grande afinidade inicial e que a certa altura vai contar também com o apoio do Bucky Barns, o Sebastian Stan, que agora é congressista e tá muito de olho nas tramóias da Valentina. Tanto que ele tá tentando cooptar a assistente pessoal dela, que é interpretado por uma atriz muito legal, a Geraldine Vanathan.
Na verdade, todo o elenco aqui é muito bacana, o que faz uma enorme diferença, mas faz diferença também a direção sem pretensões, mas dedicada e comprometida do Jack Shreer. Um rapaz que fez um filme muito bacaninha há muitos anos atrás, 2012. Frank e o robô dirigiu a maior parte dos episódios da série treta, o que é um belo ponto no currículo.
E aqui mostra algo que tava em grande falta no universo da Marvel nos últimos filmes. Uma certa alegria, um certo prazer em fazer e uma certa organicidade na maneira como ele aborda o material. Tem uma barriga ou outra, não é que o roteiro seja brilhante, mas ele é funcional.
Achei eficiente também a maneira como o filme é dividido quase que em capítulos. Tem o capítulo da Helena, tem o capítulo da Câmara Secreta, depois vai haver outros capítulos. E eu, pelo menos, achei que as cenas de ação são melhores por respeitarem uma escala mais humana.
Tem toda uma parte ali com destruição no centro da cidade que recupera um pouco da ingenuidade, da graça que esses filmes deveriam ter. Às vezes, um feijão com arroz bem temperado, honesto, é a opção que mais satisfaz. E agora eu vou falar de uma coisa que para quem não conhece essa história é spoiler, mas é a última coisa do vídeo, então não se preocupem.
Eu não conheci o personagem sentinela e gostei da pegada que eles dão para ele aqui. O de uma espécie de Homelander ultra poderoso, mas com depressão profunda. Que eu me lembro, pelo menos eles não tinham tentado isso antes, mas deu certo.
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