o lipidosis são acúmulos intracelulares de outros lipídios que não triglicérides em geral eles são representados por depósitos de colesterol e seus ésteres sendo raros alguns acúmulo de lipídeos complexos como esfingolipídeos se gangliosídeos que se forma em algumas doenças metabólicas então com base nisso as lipidosis elas foram classificadas em localizada sistêmicas sendo que fazem parte dos idosos localizadas aterosclerose arteriosclerose e sintomas e dentro aqui das lipidosis sistêmicas nós temos doenças genéticas causadas por um defeito enzimático que está aqui é incluído nesse grupo as esfingolipidoses a esclerose que é um exemplo de lipidose localizada que é caracterizada
por depósitos de colesterol então é uma deposição de colesterol na íntima de artérias de médio e grande calibre e essa doença é multifatorial né com a participação de vários fatores tanto genéticos quanto ambientais sendo que eu dislipidemia com aumento de triglicérides e colesterol no plasma é o principal fator de risco envolvido a hipertensão arterial tabagismo sedentarismo estresse assim como diabetes médicos também são outros fatores que estão envolvidos aí no desencadeamento da aterosclerose os componentes genéticos eles são também importantes porque envolve polimorfismo em genes que estão relacionados com o metabolismo lipídico ou mesmo cabelo longe do
tecido adiposo e com a resposta inflamatória esses depósitos lipídicos nas artérias embora eles possam ser encontrados em jazz primeiros e eles tornam-se mais frequentes e com maior potencial para evoluir com complicações após a quinta década de vida então é uma lipidose que é observado em indivíduos mais velhos né que ela se torna mais Evidente após essa quinta década de vida a conta patogênese aterosclerose ela é considerada uma doença inflamatória cujo o evento inicial para esse agressão ao endotélio que pode ocorrer por diversas causas pode ser a gente físicos químicos biológicos até mesmo a própria hipercolesterolemia
pode ser causa de agressão no endotélio e essa lesão endotelial resulta em um aumento dos espaços entre os materiais que favorece a entrada de lipídios na íntima Além disso também resulta em uma adesão e agregação plaquetária e uma maior expressão de moléculas de adesão nem do terry consequentemente possibilitando a captura EA infiltração de monócitos circulantes parece que a LDL oxidada é responsável por essa ação induzindo aqui a síntese de tnf e il-1 pelas células endoteliais Então essas citocinas né Por ação autócrina elas ativam as células endoteliais da esposa que moléculas de visão e a produzir
outras citocinas e quimiocinas que são e ativar a diapedese dos monócitos aí para a camada íntima o acúmulo dessa LDL ela precede a captura EA migração dos leucócitos para íntimo o ambiente da íntima favorece a oxidação progressiva da série então vejam que é uma L modificada que tá aqui porque esse ambiente da índia é um ambiente pobre antes antes em antioxidante E além disso né Por acumular macrófagos aqui ou seja que vão se diferenciar a partir dos nossos que vem da circulação esses macrófagos aqui na íntima eles têm efeitos pró-oxidantes ou seja Eles produzem radicais-livres
que possibilitam essa oxidação do LDL na íntima esses na krokus eles capturam essa LDL oxidada por meio desses receptores estados e eles vão capturando né Essa LDL sem o controle de incorporação desses desses lipídios que faz com que eles os estados é cheios de lipídios e isso confere a esses macrófagos um aspecto que é denominado de células espumosa sou células xantomatosos inglês né tem esse nome aqui de fulano céus e esses macrófagos ativados Eles produzem várias substâncias é produzem mais citocinas espécies reativas de oxigênio e isso favorece cada vez mais né ativação endotelial e a
estudar são demais e mais uma nossos aqui para íntima esses macrófagos ativados eles também possuem um número maior de receptores de remoção aumentando a capacidade deles de endocitar cada vez mais LDL oxidada mas esses macrófagos eles também expressam mais proteínas de uma família que a denominada família ABC e essa família ela está associada com a excreção do colesterol para matriz extracelular fazendo com que haja então o início da fôrma e me chama de núcleo lipídico e também fazendo com que com essa excreção de colesterol aqui para a matriz extracelular eu tenha a deposição de colesterol
nessa matriz extracelular e eu vou ver isso lá na lâmina de citologia Como cristais de colesterol esses macrófagos eles começam a morrer né Por apoptose ou por necrose E aí os seus restos eles vão se misturando aos depósitos lipídicos aqui extracelulares estudo vai contribuir para a formação desse núcleo lipídico e para a formação da chamada placa de aterosclerose e os linfócitos T eles também chegam aqui na camada íntima e começa a liberar as toxinas as quais vão contribuir para ativar cada vez mais esses macrófagos lendo citar LDL e liberar alguns fatores de crescimento como por
exemplo que o o pdgf ufgf vegf esses fatores de crescimento que estão sendo liberados pelos macrófagos eles induzem a formação de vasos e também induzem a migração de células musculares lisas e que da camada média dessa artéria para a íntima favorecendo então a multiplicação dessas células musculares lisas essas células musculares elas também começam a indo citar esse Adele como vocês podem observar aquelas estão cheios de lipídio e elas vão originar também células espumosas Além disso essas células musculares lisas elas se transformam em miofibroblastos o espaço a sintetizar Matriz extracelular que vai contribuir depois para formar
uma capa fibrosa que vai envolver aqui esse núcleo lipídico Então como vocês puderam perceber no processo de desenvolvimento da aterosclerose nós temos várias etapas né ou fases nas quais ocorre uma evolução desse núcleo lipídico e também dessa placa formado então espessamento sair na camada íntima por acumulei desse colesterol já são observados lá na primeira década de vida provavelmente como um processo de adaptação do vaso condições hemodinâmicas os depósitos lipídicos vistos nesses primeiros anos de vida eles são representados por acúmulo de macrófagos né vaporizados outono colesterol e macrófagos sem vacuolização então no inicinho a gente só
tem os macróbios como passar dos anos em sobretudo lá a partir da quinta década de vida vão surgindo as lesões típicas da do e são denominadas ateromas ou placas ateromatosas que essa assim apresentam aspectos morfológicos diferentes conforme a sua evolução ou nós temos placa mole placa fibrosado a placa complicada por trombose hemorragia e placa calcificada o ateroma ou a placa mole seria uma lesão na camada íntima do vaso excêntrica né que é e que vai ter uma forma de placa fazendo saliência aí na luz arterial vai apresentar uma região central um grande quantidade de lipídios
agora também extracelulares já Associados a restos celulares tendem voltas células espumosas né células macrófagos cheios de lipídio essas placas moles elas são também chamadas de placas e instáveis porque elas têm maior risco de sofrer complicação as complicações das placas né é de ateroma elas são particularmente a fazer orações elas parecem relacionar com uma maior intensidade desse processo inflamatório aqui na camada íntima então quanto maior o número de leucócitos que vai estar aqui maior vai ser a produção das metaloproteases que estão envolvidos pela degradação aí de componentes e com essa Cultura né fissuras e erosões dessa
placa a placa fibra usada ou dura por sua vez ela já é caracterizada por uma grande quantidade de células musculares lisas né dos fibroblastos e o fibroblasto então quando eu já tiver numa fase que eu já tive recrutamento dessas células musculares lisas e transformação deles em miofibroblastos eu já tô na formação de uma placa que é considerada durou fibrosado porque essas células musculares lisas aí na região subendotelial as Vão depositar matriz extracelular e uma maior quantidade de fibras colágenas que vão formar aquela capa fibrosa e o núcleo dessas placas elas vão conter as células escamosas
colesterol e restos celulares E aí nas suas margens né vão existir vasos neoformados e poucas células inflamatórias por essa razão essas placas elas são também chamadas de portas estáveis porque embora elas possam reduzir a luz arterial Elas têm menos risco de sofrer complicações especialmente nessa fissuras ou erosões E com isso hemorragia e também trombose já as placas chamadas de placas complicadas são aquelas e vão sofrer dura né erosões fissuras rachaduras nas superfícies e volta aparecer e agregação de plaquetas e trombose e hemorragias focais nessa placa podem resultar na ruptura dos vasos neoformados aqui na margem
né da da placa e fissuras ou rupturas na placa ou são provocadas Como eu disse antes né principalmente pelas metaloproteases que estão sendo liberadas aqui pelas células inflamatórias especialmente pelos macrófagos ativados vamos complicações na placa elas são responsáveis principalmente pelos quadros de isquemia que ocorrem órgãos com aterosclerose especialmente lá no coração nem século então uma placa complicada ela é um problema porque ela pode resultar em uma situação de isquemia e possivelmente winfar lá no coração ou ela pode resultar em um acidente vascular isquêmico lá no cérebro ou mesmo né pode favorecer o desenvolvimento de aneurismas
se você se recordarem lá das aulas de distúrbios circulatórios vocês vão ver que eu vou ter uma altura o fluxo sanguíneo em decorrência da presença dessa placa de aterosclerose aqui o que favorece a trombose e o que favorece também a formação de aneurismas e se eu tiver uma alteração de pressão por exemplo hipertensão arterial que é um fator muito associado para transfer Ozzy eu posso ter algum primeiro desse neurismo esse esse vaso que contém esse aneurisma ele se localiza lá no século com isso né eu vou ter uma acidente vascular encefálico hemorrágico aí nessa região
Então hoje em dia essa determinação se essa placa é uma placa é uma placa instável ou estável Ela é uma informação De grande valia né Principalmente no sentido de que se os exames de mais ou qualquer outro tipo de exame ele possa identificar em que estágio essa placa de aterosclerose ela se encontra uma vez que isso se relaciona de diretamente com os desfechos que aquela Ford apresentado em Divino o tanque do ponto de vista macroscópico nós temos uma artéria né em corte transversal e ou servem como que a luz dessa artéria ela tá bastante reduzida
devido a esse pensamento aqui da sua parede ou seja um espessamento da camada íntima das artérias e decorrência da presença de uma placa de ateroma né inclusive com um ponto de ruptura aqui então Observe Como que essa placa nessa região né esses pensamentos que nós região ele é maior do que quando a gente observa em outros locais e demonstrando então que essa região era uma região que eu tinha um grande acúmulo de lipídios células inflamatórias o que propiciou provavelmente a ruptura aqui dessa placa e o que novamente nós temos imagens né que representam esses depósitos
de colesterol em diferentes fases tô nessa primeira imagem nós temos um segmento da aorta abdominal como a gente pode perceber que nós temos a bifurcação das ilíacas certo e ao longo desse segmento aórtico que nós podemos perceber a presença de algumas rádios ou estrias amareladas né que são denominadas de estrias lipídicas e e se refere aí os depósitos de colesterol lipídios que são vistos no primeiro os primeiros anos de vida é esses essas estrias lipídicas elas são representadas principalmente por um acúmulo de macrófago o atualizado contendo colesterol seja acúmulo de células xantomatosos né ou espumosos
é isso aqui pessoal provavelmente Todos nós temos todos nós apresentamos esse tipo de depósito de colesterol nas nossas artérias mas como passar do tempo EA depender e aqueles processos lá que eu comentei com vocês todos aqueles fatores lá que eu comentei com vocês nós podemos ter a evolução é dessas estrias lipídicas para as chamadas placas de ateroma ou ateroma né que são aí surgem principalmente a parte lá da quinta década de vida e são lesões bem típicas da aterosclerose e que vão apresentar 10 diferentes aspectos morfológicos de acordo com o tipo de placa né então
se ela for placa mole fibrosado complicado nós vamos ter apresentações diferentes mas Observe aqui nessas duas imagens eu o que chama atenção é justamente que essa região de placas de ateroma ela faz uma saliência aí na luz deste vaso tornando essa luz vascular completamente regular logo nós temos várias consequências hemodinâmicas associadas com isso né alteração do fluxo sanguíneo maior dificuldade de adaptação ao fluxo seja as artérias e de certa forma perde a sua elasticidade ela não encontrará dificuldades em se adaptar a modificações no fluxo sanguíneo e é por isso mesmo que essa esse depósito de
colesterol ele é sério esse nome de aterosclerosis termo esclerose ele significa rigidez estão as artérias elas apresentam a maior de 10 e perdem elasticidade devido a esse depósito a gente colesterol certo no ponto de vista microscópico é possível observar um espessamento da camada íntima então aqui nessa imagem nós temos uma artéria né não conseguimos ver toda a extensão dessa artéria que e a gente consegue ver que a camada íntima dessa artéria ela tá maior do que deveria todos vocês se recordarem a camada íntima das artérias e também das vezes é a camada mais fininha quando
eu comparo com as outras camadas né com a camada média e com a camada adventícia e a situação de aterosclerose Eu tenho um espessamento dessa camada íntima e apesar de em situações normais a camada média se a camada mais espessa das artérias na aterosclerose a íntima ela pode ficar tão espessa que ela pode ficar mais espessa inclusive do que a camada média certo quando a gente vai olhar o que que tem aqui nessa camada né fazer com que ela fique tão espessa nós então vamos encontrar um acúmulo de macrófagos vacuolizados contendo colesterol Então são aqueles
macrófagos xantomatosos ou Expo mosos né que indo citaram LDL oxidado daí a gente vê esses vacúolos de gordura representado preciso espaços vazios dentro do citoplasma dessas células não vejo são células grandes e apresentam vacúolos de gordura ou às vezes também uma denominação que é chamada de citoplasma rendado né que se associa aí com esse conteúdo lipídico além da presença desses macrófagos a todos nós vamos encontrar também os cristais de colesterol são vistos aí na camada íntima Como cristais em forma de grão de arroz tá parece que em vista aqui né falou que parecia grãos de
Arroz então todas essas estruturas aqui são depósitos na matriz extracelular de colesterol e se vocês Recordar em quando expliquei lá né das etapas lá da patogênese da aterosclerose existe uma fase em que esses macrofos ele começa a endocitar tanto que chega o momento que começam é isso que ele tá esse colesterol aqui para o meio extra-celular e é isso com história é visto na forma de depósitos em forma de cristais de colesterol e forma né de grão de arroz aqui novamente Não era um aumento Observe os macrófagos espumosos vejo como são células grandes nego Bose
as apresentando aí e citoplasma com material foi gostado sejam plasma dito como um citoplasma rendado né Cheio de lipídios e aqui novamente podemos ver os macrófagos xantomatosos os famosos vejam células grandes com citoplasma repleto de lipídio né de uma coloração mais acidófila certo Observe também que eu vejo que a presença dos cristais de colesterol então tenho tanto um depósito extracelular como acúmulo intracelular desse vídeo aqui essa placa Muito provavelmente já é uma porta complicada vejo como que eu tenho áreas de hemorragia associada com esse filtrado inflamatório E além disso eu tenho também calcificação algumas placas
de ateroma elas podem se calcificar né que é representado por esse achado morfológica aqui nesse material basofílico altamente quebradiço Então essa região da placa de ateroma ela é uma região muito propensa a classificação por exposição daqueles núcleos primários lembra quando a gente tudo classificação EA presença de lipídios é um fator importante para a depor um desses cristais de carros informação desse processo patológico aqui classificação que pode estar associado encontrado em placas de ateroma importante ressaltar que nem todas as placas de ateroma vão apresentar classificação mas é algo que pode ser observado a arteriosclerose também é
um outro exemplo de lipidose localizada em que nós temos um depósito de colesterol e seus ésteres e outros lipídios mais proteínas plasmáticas na íntima de pequenas artérias e arteríolas especialmente no rim e encéfalo de indivíduos que apresentam hipertensão arterial esse processo Ele é bem diferente da aterosclerose porque os lipídios depositados originados lado plasma eles se associam com proteínas formando o que se denomina de lipo-hialinose da íntima e Pode ser observado justamente pela deposição desse material róseo aqui né dessa substância e Alina na camada íntima dessas pequenas artérias e arteríolas esses depósitos lipo e alunos eles
se associam a outras alterações que irão acontecer em nessa íntima principalmente decorrência do processo de hipertensão arterial com por exemplo maior lactose vascular a esse conjunto de lesões vai receber essa denominação de arteriosclerose então não confundir a arteriosclerose e aterosclerose são processos diferentes os sintomas também são exemplos de lipidosis localizadas e são lesões encontradas em na pele sobre a forma de nódulos ou placas e quando elas são superficiais apresentou-se a coloração amarelada como a gente pode ver aqui ao redor né dos olhos desse dessa pessoa microscopicamente eles são formados por aglomerados de macrófagos cheios de
colesterol que apresentam aspecto Espumoso os sintomas ele surgem geralmente em pessoas que têm aumento do colesterol sérico porém né já foi observado que eles podem ser encontrados sem essa característica de hipercolesterolemia e as esfingolipidoses faz fazem parte daquele grupo de lipidose sistêmicas não são doenças genéticas caracterizados pelo armazenamento de esfingolipídios e seus produtos e esse armazenamento de esfingolipídios de seus produtos decorre né da falta ou mesmo da deficiência de enzimas lisossômicas que estão encarregados da demolição de gangliosídeos e cerebrosídeos atrás folgosinha ácidos graxos ou seja estão carregadas de fazer a demolição desses esfingolipídeos não existe
uma grande uma lista né de de doenças genéticas que estão associadas com esse quadro e uma delas é a doença de gaucher como nós estamos observando aqui nessa imagem nós temos macrófagos em que nós podemos observar que eles estão cheios de cerebrosídeos uma vez que a doença de gaucher é e também por isso não deve ser enzimática que impede essa degradação demolição desses cerebrosídeos logo esse acúmulo aí no interior desses macros e aqui nesse quadro nós temos as principais doenças por armazenamento de glicose frango lipídios Observe que para cada doença eu tenho distúrbio enzimático em
particular associaram o que implica diretamente né não lá com um específico e de lipídios e que também vai afetar algumas estruturas em particular o que chama atenção aí dessas esfingolipidoses né de cada uma dessas doenças é que são doenças graves e que levam à morte e nos primeiros anos de vida esse quadro pessoal ele foi colocado aqui a título de ilustração e também para que vocês comecem a ganhar uma familiaridade com esses nomes e com essas doenças seja para ilustrar as esfingolipidoses mas não é necessário nesse nesse momento que vocês saibam nome de cada doença
dessa que tá no estado aqui nesse quadro e a sua se encontra Turbo esimatico o mesmo com o lipídio acumulado e agora eu é necessário que vocês tenham conhecimento geral do que é uma esfingolipidose mas não necessariamente de cada tipo especificamente certo então é isso é esse era essa era a nossa vídeo aula sobre lipidosis agora nós vamos para a próxima vídeo aula em que serão que nós vamos conversar sobre os outros tipos de degeneração que estão faltando vamos lá então