[música] Lá eles vão morrer na nossa mão. Todos morreram até agora. >> Você realmente acha que o Daniel Vorcaro é o centro do caso Master? Mas é óbvio que não. Ele é só mais um playboy que tentou aproveitar de uma situação para ficar muito muito rico. Não é nem o gênio do crime, é um bod expiatório e muito conveniente. Um escândalo como do master não envolve só bancos, não nessa Escala. Para investigar isso, você precisa tratar conexões muito além do óbvio. Quem encontrou com os envolvidos, quem teve no passado deles? Quem trabalhou para quem? Não
adianta nada olhar pro quadro isolado. E por que a mídia tradicional ainda tá martelando na mesma tecla? Vai saber. Tá faltando investigadores que prestam nesse país. Eu vou te mostrar a teia por completo, sem nenhuma lacuna e todos que estão conectados. E já um aviso, isso aqui vai Ser bem longo. Então, como sempre, pega um café e me acompanha. E lembra de compartilhar, porque o algoritmo odeia vídeos longos e isso precisa ter o alcance devido. Existe um ditado popular de que Belo Horizonte é um ovo, a cidade em que todo mundo se conhece. E você
realmente acha que um Playboy rico ia se envolver sozinho com um cunhado pastor numa coisa desse porte? Não. E não é só sobre bancos e nem sobre o Vorcaro. Vem comigo. Primeiro, o Cunhado. Existe um nome que aparece duas vezes investigações completamente distintas. Duas operações diferentes, dois estados, dois esquemas com natureza jurídica separada, dois conjuntos de réus que em teoria nunca deviam se cruzar. No entanto, ali no meio, o mesmo nome, Fabiano Campos Zetel. Se você acompanhou o caso do Banco Master, você conhece Zetel pelo cargo oficial, CEO da Morah Set Management, a gestora que
Administrava os fundos da família Vorcaro. Fabiano Zetel é cunhado de Daniel Vorcaro, casado com Natália Vorcaro, irmã do controlador do máster, família, e ao mesmo tempo pastor na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte, uma das maiores igrejas evangélicas do Brasil. O Zetel foi preso em 4 de março de 2026. A acusação principal nessa prisão era outra. a superendimentos. É uma empresa que ele dirigia entre 2021 e 2024. Teria Recebido R$ 180 milhões deais proveniente do fundo Gold Style FIDC. Ele também teria comprado uma mansão de R$ 36 milhõesais no Lago sul de Brasília. No
mesmo dia da prisão de Zetel, um homem chamado Luís Felipe Machado de Moraes Mourão, apelidado sicário, braço direito de Daniel Vorcaro e líder da milícia privada, conhecido como a turma, foi detido na superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte e Cometeu suicídio ainda nas dependências do órgão, sendo declarado em morte cerebral dois dias depois. Uma testemunha chave eliminada no primeiro dia. Mas o que esse roteiro vai te mostrar é uma terceira camada que passou quase sem cobertura. O Fabiano Zetel aparece no diagrama investigativo da Polícia Federal sobre a operação rejeito, o esquema de mineração ilegal
na Serra do Curral e Minas Gerais. O mesmo diagrama, o mesmo nó. Isso não é especulação. É o que consta no arquivo que a Polícia Federal produziu internamente catalogado como Orc do Curral. É a partir desse arquivo cruzado com investigações da operação carbono oculto, da operação compliance zero, operação parours e dos relatórios do COAF enviados a CPI do crime organizado que esse roteiro foi construído. Mas antes de entrar na mineração, a gente precisa entender de onde veio o dinheiro que tava dentro do Fundo que pagou o Zel, porque esse dinheiro tem dono, dono tem um
nome. Dois, a máquina de fazer dinheiro do nada. Daniel Vorcaro comprou controle do Banco Máximo em 2017. Ele rebatizou como Banco Master em 2021. Em 2014, declararam a Receita Federal um patrimônio de R$ 2,8 bilhões. Em 2024, esse número tinha chegado em 2,6 bilhões. Em 10 anos, o crescimento total foi de 900 vezes. Como que um banco cresce 900 Vezes em uma década? A resposta tá no modelo. O master captava dinheiro de brasileiros oferecendo certificados de depósito bancário com rendimento de 140% do CDI, enquanto a concorrência pagava 100%. uma rentabilidade mais alta trazia mais dinheiro.
Mais dinheiro precisa de mais ativos para sustentar o balanço. E os ativos do master, segundo o Banco Central, eram grande parte fictícios. O mecanismo que o Banco Central reconstruiu e comunicou ao Ministério Público em novembro de 2025 é o seguinte: o banco concedia empréstimos a 36 empresas, a maioria delas com capital social inferior a R$ 1.000. Empresas não tinham funcionários, não tinham receita, não tinham operação real. Uma delas, a Brain Reality, tinha capital de R$ 100 até dezembro de 2023. e recebeu um empréstimo de R$ 459 milhõesais em abril de 2024. Esse dinheiro não ficava
nas empresas. Em questão de horas, ele seguia para Fundos de investimento administrados pela Reag Investimentos, lembra desse nome? A maior gestora independente do Brasil com R1 bilhões deais sobre gestão em julho de 2025. E dentro dos fundos da REAG, o dinheiro fazia uma coisa extraordinária. Ele multiplicava. O fundo Brain Cash foi criado em 5 de abril de 2024 com patrimônio inicial de R$ 15.000. 20 dias depois recebeu 45 milhões do Empréstimo concedido a Brain Reality. 1 hora e meia depois de receber esse dinheiro, repassou tudo pro fundo D+ também da RAG. 3 minutos depois, 3
minutos, o fundo Demas transferiu o valor integral pro FDC High Tower. High Tower. Então, comprava cátulas do Xinto Banco do Estado de Santa Catarina, o BESC, que foi incorporado pelo Banco do Brasil em 2008. Quando a fusão aconteceu, os acionistas receberam ações do bebê em formato eletrônico, mas o Banco do Brasil nunca exigiu a devolução de certificados físicos antigos. Esses papéis continuaram circulando no mercado informal, sem valor real, sem liquidez e sem câmara de compensação. O próprio Tesouro Nacional publicou o cartilha em 2025 alertando que as cátulas do BSC t valor apenas histórico e que
fraudadores vendiam por valores absurdos. O High Tower comprou esses papéis por R$ 850 milhões deais, pois lançou em seu balanço que eles valiam R$ 10,8 Bilhõesais a rentabilidade registrada R.502.205% em 2024. Pra comparação, o Bitcoin rendeu cerca de 120% em dólares no mesmo período. O ouro rendeu 61% em reais. Esse lucro artificial retornava ao master com compra CDBs em nome de laranja, simulando aumento de captação e robustecendo artificialmente o balanço. O balanço estava na prática criando dinheiro do nada e registrando esse dinheiro fictício como ativo e depois Vendendo títulos garantidos pelo FGC para investidores reais.
Quando o Banco Central decretou a liquidação do master em novembro de 2025, um banco com R0 bilhões deais e ativos declarados tinha 4 milhõesais em caixa. Três, o dinheiro do PCC. Para entender quem é Fabiano Zetel, além de cunhado, você precisa entender o que é a REAG investimentos. E para entender a REAG, você precisa entender a operação carbono oculto. Em agosto de 2025, a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo plagaram a maior operação contra o crime organizado da história do Brasil em termos de abrangência. Cerca de 1000 postos de combustível em 10
estados movimentaram R$ 52 bilhõesais entre 2022 e 2024, a maioria para lavagem de dinheiro. A operação carbono oculto revelou que o primeiro comando da capital tinha infiltrado toda a cadeia produtiva de combustíveis no país, de importação de de metanol até fundos de Investimento da Faria Lima. O mecanismo era em camadas. O PCC controlava sete distribuidoras de combustível, a Aster Petróleo, Copap, Doale, Arca, Rodopetro, Rede Sol Fio e Porte Brasil. e cerca de 1000 postos em oito estados. A gasolina era adulterada até até 50% do metanol com limite legal de 05%. Os recursos ilícitos eram canalizados
por fintex que funcionavam como bancos paralelos, especialmente a BKBank, que movimentou R6 bilhões deais não rastreáveis usando Contas Bolsão, um mecanismo que concentra depósitos de múltiplos clientes em uma única conta, dificultando qualquer radistramento. A BAB chegou a ignorar determinações judiciais de quebra de sigilo, recusandoose enviar dados à Polícia Federal. E no centro desse esquema financeiro, como gestora de fundos usados pelo PCC para dar aparência lista bilhões, se tinha reagimentos. O fundo de investimento em direitos creditórios Gold Style, administrado, gerido, custodiado e distribuído integralmente pela REAG, recebeu cerca de R 1 bilhão deais de três empresas
apontadas pela PF como integrantes do esquema de lavagem do PCC. a Aser Petróleo com R59 milhões deais em transferências, a BKBank com 258 milhões e a Inovil com 175 milhões. Na outra ponta do mesmo fundo, o Gold Style enviou R$ 180 milhõesais para superempreendimentos, a empresa que tinha Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro, Como diretora entre 2021 e 2024 e enviou R11 milhõesais de volta para Aster Petróleo, uma das empresas de fachada do PCC. De acordo com o relatório do COAF, o Fundo Gold Style realizou repasses entre 2021 e 2025, usando desdobramentos complexos para ocultar os
controladores finais dos recursos. Eag chegou a comunicar o COAF em setembro de 2025, uma semana depois da deflagração da carbono oculto, a transferência a Superempreendimentos. Para onde foi esse dinheiro depois que chegou a superempreendimentos? Os recursos saíram do caixa da empresa e eram destinados a empresas de fachada ligadas ao próprio sicário, o Luís Felipe Machado Morais Mourão, que recebia cerca de R 1 milhãoais por mês para coordenar ameaças a jornalistas, monitorar esses funcionários, acessar ilegalmente sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público, do FBI e da Interpol e planejar agressões físicas a pessoas que contrariavam
Vorcário. No total, o SIAR acumulou R milhõesa. Ele era pago pelo dinheiro do PCC, filtrado pela REAG, recebido pela Super de Zetel. Os seis fundos que o Banco Central identificou como peças centrais do esquema do master, Astral 95, Rag Growth 95, Hans 95, Maia 95, Olaf 95 e ANA são os mesmos fundos que aparecem nas investigações do PCC na operação carbono oculto. O patrimônio combinado desses Seis fundos era de R 102, bilhões deais. O PCC lavou dinheiro através da RAG. A REG administrava fundos do mást. O cunhado de Vorcar receber dinheiro de um fundo alimentado
pelo PCC e esse mesmo cunhado aparece no diagrama da Polícia Federal sobre a mineração ilegal na Serra do Curral. Vamos lá. Quatro. A montanha [música] que virou dinheiro. A Serra do Curral fica menos de 20 km do centro de Belo Horizonte. É o cartão postal da cidade, aparece em todo o Folder turístico, em toda a foto aérea. Os moradores BH crescem olhando para ela e é tombada pelo patrimônio histórico e ambiental. Entre 2018 e 2024, uma rede criminosa movimentou R$ 4,3 bilhõesais explorando minérios de ferro extraído ilegalmente dali. O nome central dessa rede é Alan
Cavalcante de Nascimento. Não é um nome que aparece em coluna social, não dá entrevista, é um cara super discreto, mas ele é arquiteto financeiro de um esquema que durante 6 Anos funcionou praticamente sem qualquer intervenção do Estado, apesar de 17 autações ambientais, apesar de caminhões trafegando na frequência de 100 unidades por dia em períodos de operação intensa, apesar de licenças que simplesmente não existiam. A empresa central desse esquema se chama Flurs Global Mineração Limitada, sede em Raposos, Minas Gerais. Faturamento real estimado era de R 4,3 bilhõesais ao longo de 6 anos de operação ilegal. Para
efeito de Comparação, esse valor é superior ao orçamento anual de 22 municípios mineiros somados. A Floras não operava sozinho, sozinha. Ela era a ponta visível de uma estrutura em camadas projetada para impossibilitar o rastreamento financeiro. A Lan Cavalcante controlava diretamente mais de 40 empresas, algumas com nomes que revelam a lógica do esquema. A NSHD participações, NS participações, NA participações. Essa última registrada no Nome de uma mulher chamada Noêmia dos Santos, cuja relação com a mineração é inexistente. JNJN Participações registrada no nome da filha de 18 anos de um operador identificado nos autos como Zé Newton,
com movimentação de R$ 3,8 milhõesais. Uma menina de 18 anos, participação societária em empresas de mineração. Esse lote de participações foi criado em massa entre de 2018 e 2021. Imediatamente depois da operação poeira Vermelha, que tinha sido a primeira tentativa da PF de desmontar o esquema, a resposta do grupo Operação Policial foi criar duas dezenas de novas empresas em participação em menos de 12 meses. A mensagem era direta: "Se vocês fecham uma porta, a gente abre 20. Cinco, os três amigos. Presta atenção nesses nomes. Alan Cavalcante não trabalhava sozinho no núcleo da organização. O diagrama
da PF identifica que dois outros integrantes do que Internamente foi chamado de grupo três amigos da mineração. O nome do grupo de WhatsApp que servia de canal de comunicação entre os três. João Alberto Paixão Lages, ex-deputado federal pelo MDB de Minas Gerais, presidente de uma entidade chamada Associação das Mineradoras de Ferro do Brasil, AMF, e o articulador político da rede. Era ele quem fazia a ponte entre o dinheiro da mineração e o sistema político e usava seu escritório Castro e Laj Sociedade de Advogados, tanto para dar aparência de legitimidade à operações quanto para cobrar honorários
de clientes que de forma não coincidente eram os mesmos que a Flur Global precisava manter protegidos. O terceiro integrante do núcleo era Adriano de Freitas, operador técnico, diretor operacional da organização criminosa. Conhecimento profundo do processo de mineração, capacidade de prospectar novas áreas de exploração, Coordenação direta dos laranjas que figuravam como sócios nas dezenas de participações. Élder recebeu R$ 15 milhõesais da C adustrativa, a empresa ligada ao outro braço da rede. Os três foram presos na operação rejeito deflagrada em setembro de 2025. O valor de R 1.5 bilhão deais foi bloqueado e todos os R$ 22
réus presos na operação foram depois liberados por decisão do STF. Seis, o eixo secreto. Éer Freitas na Embrapa. Aqui tá o dado que junta os dois esquemas de uma maneira que nenhum relatório oficial ainda formulou com clareza. Um nome, um único nome que aparece nas duas operações com funções operacionais em ambas. Élder Adriano de Freitas, o terceiro dos três amigos, o diretor operacional da Orcen Serra do Curral, o homem que coordenava a logística de extração ilegal da Flores Global, aparece nos depoimentos coletados pela PF na Operação parcours com uma qualificação diferente. Ele era responsável porpectar
novos negócios com Lucas Calas, lembra desse nome? Dentro do grupo Biogold na Green Metal Soluções Ambientais. Isso tudo tá documentado no depoimento de Bruno Luciano Henrique APF. Em junho de 2025. Élder trabalhava com CAS. Depois Élder trabalhou com Alan Cavalcante, a mesma pessoa com expertise técnica e mineração, a mesma metodologia de extração, a mesma região geográfica. O Grupo Biogold de Carlos e a Orcen de Cavalcantes compartilhavam o mesmo operador técnico. Mas tem mais. O transportador Alaércio Marcins da Silva, proprietário da ALG Transportes, prestou serviços paraa entre 2012 e 2024. Pf, ele descreveu o que aconteceu
entre 2021 e 2023. A Flurs Global, a empresa de Alan Cavalcante, bloqueou fisicamente o acesso à mina Korumi, propriedade da Imbrapa de Francisquim. Ele impediu o escoamento de minério durante cerca de 6 Meses como forma de pressionar a negociação. Depois, quando ele conseguiu o que queria, ele passou a explorar diretamente o minério estocado dentro da mina Granja Corumi com máquinas, escavadeiras, carregadeiras, operadores e funcionários próprios, inclusive com uniformes da Flurs. Os dois grupos não eram eram só paralelos que coincidiam em infraestrutura financeira. Em determinado momento, eles se Confrontaram fisicamente pela posse do mesmo minério e
depois, aparentemente, chegaram a um acordo de divisão. A Serra do Corral era grande o suficiente pros dois, um patrimônio natural tombado. [música] Sete, o servidor que serviu a dois senhores. Existe um segundo elo físico e documental entre as operações Parcurso e rejeito. Um nome, um funcionário público que aparece 43 vezes no despacho de deflagração da operação rejeito e meses antes já havia sido Exonerado por sua atuação em favor do grupo de calas. Leandro César Ferreira de Carvalho, gerente nacional da Agência Nacional de Mineração em Minas Gerais. Na operação parkour, deflagrada em março de 2025, a
PF identificou que Leandro César emitiu pareceres favoráveis à Embrapa. empresa de mineração de calas, omitindo irregularidades graves, aceitando documentos com dados falsos elaborados por geólogos contratados pela empresa e facilitando a continuidade de Uma operação de extração ilegal que já havia gerado R32 milhõesais em danos ambientais na Serra do Curral. O COAF identificou que a esposa de Leandro César recebeu R$ 2 milhões deais em espécie entre dezembro de 2020 e janeiro de 2025. O Leandro foi exonerado do cargo em março de 2025. Ele foi exonerado e não preso. Ele não tinha acesso formal ao cargo, mas
também não ficou sem influência. Porque quando a operação Rejeito foi deflagrada seis Meses depois, mirando o grupo de Alan Cavalcante, Lajes e Hélder Freitas, o Leandro reapareceu novamente, dessa vez citado 43 vezes. Segundo a PF, ele havia assumido o papel estratégico como agente público corrompido em esquema complexo e sofisticado, fecha aspas, com atuação simultânea em múltiplos empreendimentos do grupo. O projeto Taquaril, o projeto Rancho do Boi avaliado em R 1 bilhãoais, projeto HG Mineração, AIGA Mineração, com rejeitos da Vale avaliados em 200 Milhões. E o e o projeto Patrimônio e Mineração. Em dezembro de 2024,
Leandro César estava internado na UTI, doente, afastado do cargo e sob investigação. E mesmo assim ele enviava mensagens a João Alberto Lajes pelo WhatsApp, mandava minutas de notas técnicas para aprovação prévia, orientações sobre processos na ANM, articulações para nomear servidores simpáticos ao grupo nos cargos que ele próprio não podia mais ocupar. Um único servidor serviu simultaneamente ao Esquema de calas na parcurs e ao esquema de cavalcante na Rejeito. Ele era o elo físico, institucional e documental entre as duas partes. O empresário que Lula elogiou. Em 21 de fevereiro de 2025, o presidente Lula subiu num
palco no porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, para celebrar a assinatura de um contrato de concessão terminal. O terminal ITG02 tinha sido arrematado pela Cedro Participações de Lucas Calas por R$ 1 milhãoais. com investimento projetado de 3,6 bilhões. O Lula disse que havia descoberto que estava conversando com um empresário sério, com uma visão nacional muito interessante, um empresário que antes de tudo ama o Brasil. 35 dias depois, a PF deflagrou operação parcurs revelando R$ 832 milhões deais em danos ambientais atribuídos ao grupo de Calas. Lucas Prado Calas é fundador do grupo Ceddro, Mineração e
Móveis. Café. Faturamento de R$ 2,5 bilhões deais por ano. Membro do conselhão de Lula indicado por conexões ligadas ao ministro Alexandre Silveira. A empresa de CAS, investigada na Parcur se chama Empresa de Mineração Pau Branco, a Embrapa. A história começa em 2012. Lucas Cas, Luís Fernando Francesquini de Rosa e Bruno Luciano Henriques formavam o chamado grupo Biogold. Mediante a empresa Green Metal Soluções Ambientais, entraram na mina Corumi sobre texto de um plano de recuperação de áreas degradadas, o Prad, que autorizava a Retirada do minério já extraído em troca da recuperação ambiental com prazo original de
4 anos. O prazo de 4 anos durou 16. O que os depoimentos escolhidos pela PF revelam é a divisão de funções dentro do grupo. Lucas Carlos era responsável pela gestão completa do negócio e pela parte comercial. Era ele quem negociava a venda dos finos de minérios diretamente com a Vale, a Gerdal e a Trafigura. Francisquini cuidava da articulação com Parceiros e bancos, buscando novos investidores. E Bruno Luciano era o investidor. Élder Freitas era o homem que prospectava novos negócios com Carlos. O mesmo é que depois ia aparecer como diretor operacional da OCIN de Alan Cavalcantes.
Os números reais da extração devastadores. De julho de 2012 a julho de 2018, 8,7 milhões de toneladas minérios traídas com receita bruta de R$ 533 milhões. A autorização do Prad era de 4 milhões de toneladas. Em 2018, apenas no último ano, antes da ruptura societária entre Car entre Carlas e Francesquini, a empresa extraiu mais do que o dobro do volume autorizado, ultrapassando em mais de 200.000 toneladas o limite estabelecido no TAC com a SEMAD. Mas o dado mais grave não é o volume extraído, é o que não foi feito com dinheiro que deveria ir paraa
recuperação ambiental. De acordo com o Ministério Público, 15% do faturamento da empresa seria destinado à Recuperação ambiental, depositado mensalmente numa conta específica no Bradesco. Os relatórios mensais protocolados perante o Ministério Público assinados pelos responsáveis com laudos técnicos de prestação de contas eram falsificados. Os valores ostensivamente destinados à recuperação ambiental eram desviados para outras contas do grupo econômico. No período mencionado, segundo o depoimento de Leonardo Almeida Ferreira, o Administrador que depois assumiu a empresa como laranja, absolutamente nada foi realizado em prol da recomposição do ecossistema. R milhões de reais que deviam ter ido para uma conta
do Bradesco para recuperação ambiental tinham sido migrados para outra conta em nome de Claudini após serem extintos pelo não pagamento de um empréstimo interno. Em 2018, com a eminência da fiscalização do Ministério Público e da PF, Francesquini Precisava blindar a empresa. A solução foi um administrador de fachada. Nove, o laranja. Em 2018, Luís Fernando Francesquini da Rosa convocou um funcionário chamado Leonardo Almeida Ferreira para uma proposta. Leonardo trabalhava como tesoureiro do grupo Biogold desde 2014 com carteira assinada. Ele ganhava R$ 3.500 por mês. A proposta era a seguinte: o Leonardo ia passar a constar como
diretor estatutário da Embrapa. Ele ia assumir Formalmente toda a responsabilidade civil, penal e tributária da empresa e em troca ele ia receber R$ 5.000 por mês. Se ele recusasse, ele seria demitido. O Leonardo aceitou. No contrato social assinado em 15 de janeiro de 2019, Leonardo Almeida Ferreira figura como administrador único da empresa. A Green Metals tinha transferido 100% das cotas da Ela Azul Investimentos para Embrapa, consolidando a estrutura. O endereço profissional Declarado é a rua Desembargador Jorge Fontana, número 50, sala 807, no Belvedere, Belo Horizonte. o mesmo endereço onde funcionava a sede operacional do grupo.
O que Leonardo não sabia com clareza ou que tentou não saber, a empresa que ele passava a representar formalmente tinha um passivo fiscal de R$ 3 milhõesais em CFEM não pago, relatórios falsos protocolados perante o NP, uma extração que excedia em mais do dobro autorizado E tava sob em iminente investigação policial. Na prática, o Leonardo era um preposto operacional, era subordinado a gerente Ken Rocha e ao diretor Caik Neiva e em última instância ao próprio Francesquini. Ele recebia ordem sobre quais insumos comprar, quais passagens aéreas reservar pro executivo de outras empresas do grupo, como reportar
as atividades da mina. Era basicamente o responsável formalmente por uma empresa de faturamento anual estimado em R$ 537 Milhõesais e ganhava R$ 5.000 por mês. Em dezembro de 2022, Francisquini convocou Leonardo para uma reunião. Estavam presentes outro diretor, o corpo jurídico da empresa e três policiais armados. Eles comunicaram de extrato imediato. Hoje o Leonardo Almeida Ferreira, acadêmico de direito pela PUC Minas, figura como cobrigado num processo de execução fiscal de R$ 3 milhõesais. Seu nome permaneceu Vinculado às contas da empresa junto ao Bradesco de 2022 a 2026 e ele tá negativado desde 2019. Leonardo não
é o único caso. A estrutura societária documentada na operação parcurs nos mostra uma engenharia sistemática de interposição de pessoas vulneráveis com escudos jurídicos. Antes Leonardo tinha Ismael Leal que recebia também R$ 5.000 por mês só para assinar documentos. Antes você também tinha Eduardo Ferreira, residente de São Paulo, que Recebia 15.000 por mês em espécie depositado no Bradesco, sem nunca ter participado da gestão. Todos os laranjas em cadeia, cada um absorvendo uma camada de responsabilidade que devia recair sobre os controladores reais. O esquema não era improvisado, era metodológico. 10. A rede de casas de biogold. política.
Lucas Prado Calas não operava sozinho. O grupo Biogold era formado por Lucas Calas, Luiz Fernando Francesquini e Bruno Luciano Henriques, com estrutura Societária espelhada por múltiplas empresas. A Green Metal Soluções Ambientais, Embrapa, Elazu Investimentos, Corumi Participações, Mineralus Participações. Vem a conexão. Todas tinham o mesmo advogado. Felipe Mesquita Santana, OAB do Distrito Federal 28105. Sócio de Francesquini e Oliveira, advogados associados. guarda esse nome. As empresas eram constituídas preferencialmente na rua Alagoas, número 772, em Belo Horizonte, depois transferidas para outros estados. Em 2018, Carlos e Francisquini romperam. O Carlos transferiu suas cotas da Green Metal para um
intermediário chamado Fernando Magalhães Castro, que os autos identificam pelo apelido Bolinha. Esse intermediário transferiu as cotas pro Francesquini e o Francesquini, para blindar a empresa de consequências dessa ruptura e das investigações iminentes, recorreu ao esquema de laranjas descrito No capítulo anterior. As conexões políticas de Caras extrapolam Minas Gerais. Francine Prado Cas, a irmã de Lucas e cofundadora da Xedro Participações, foi a segunda maior doadora individual de campanhas eleitorais do Brasil em 2024. em R 1 milhãoais ao diretório estadual do PSD em São Paulo, controlado por Gilberto Cassabe, secretário de relações institucionais do governo Tarcísio de
Freitas. Em 2022 tinha doado R$ 990.000 Pro PSD no ciclo eleitoral em que Alexandre Silveira, o ministro que depois indicou servidores corrompidos paraa MM, disputava o Senado pelo PSD de Minas Gerais. Lucas Carlos integrava desde 2023 o conselhão de Lula, indicado por conexões ligadas ao ministro Alexandre de Moraes. Em agosto de 2025, por decreto presidencial não foi reconduzido ao conselho, embora continuasse listado no cargo no LinkedIn. Em 21 de fevereiro de 2025, o Lula elogiou ele publicamente. Em 31 de março de 2025, a operação Parkour foi deflagrada. E o organograma manuscrito encontrado no celular do
delegado Rodrigo Teixeira. O mapa que colocava Rodrigo Pacheco no topo trazia o nome Lucas Calas, ligado a João Alberto Lages, na mesma cadeia estrutural da organização criminosa da Serra do Curral. 11. O preço de uma licença. [música] O esquema precisava de dentro para funcionar. Não bastava ter dinheiro para pagar propina. Você precisava saber quem receber, quanto oferecer, quanto entregar e como disfarçar. A investigação reconstruiu essa metodologia com uma precisão cirúrgica. Rodrigo Gonçalves Franco era presidente da FEAN, a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais, sobre o governo Romeu Zema. Em fevereiro de 2025, cobrou
por WhatsApp R$ 500.000 de João Alberto Lajes para assinar uma licença referente à mina patrimônio. A licença foi assinada na mesma semana. Em janeiro do mesmo ano, tinha recebido R$ 100.000 R para caçar uma licença da Vale prejudicava os projetos do grupo. No dia da operação, Zema já tinha exonerado Fran quatro dias antes com a justificativa oficial de burburinho e fofocas. Caio Mário Trivelato se abra Filho, era diretor da NM indicado pelo ministro Alexandre Silveira. Em novembro De 2024, ele alterou uma resolução da agência em reunião plenária que beneficiava a Aiga Mineração, empresa de Alan
Cavalcante. Uma hora antes da sessão, Alan tinha enviado pro WhatsApp o trecho exato do voto que Mário deveria apresentar. A propina pela aprovação era de R$ 3 milhõesais com 2,7 milhões condicionados ao resultado. A procuração foi assinada somente depois da aprovação da norma. Outro diretor da NM era Guilherme Santana Lopes Gomes. Ele Aprovava licença a Gutshite em tempo recorde de feriados. Em agosto de 2024, recebeu de João Alberto o ofício que a deputada Duda Salabest enviado a NM pedindo fiscalização na Serra do Curral e perguntou ao Leres se ele tinha conseguido resolver a situação. Artur
Ferreira, Rezende Delfim, era servidor da Fian. Ele recebeu R$ 50.000 para se dar uma licença com efeitos imediatos. Vittor Salum Tavares, diretor da FEAN, comprou uma BMW avaliada em R$ 274.000 Com o dinheiro do esquema, enquanto um servidor público estadual ganha em média R$ 13.000 R000 por mês. Felipe Lombarde Martins era o homem da mala, o operador financeiro responsável pela triangulação de valores, pelos saques em espécie, pela entrega física de propinas. Antes de integrar o esquema, ele trabalhou no gabinete do senador Rodrigo Pacheco, no Senado de 2019 a 2021. Pacheco disse que o conheceu por
intermediário de João Alberto Lages. 12. o advogado do presidente do Senado. [música] Em 2014, durante a campanha que elegeu João Alberto Lajes, deputado federal, o maior doador individual de Lajes foi Rodrigo Pacheco, R$ 67.000. Pacheco, então, era deputado federal pelo PSD de Minas Gerais e os dois fizeram uma dobradinha eleitoral, uma parceria declarada. O escritório de advocacia Grimald e Rodrigues, Sociedade De Advogados, foi fundado como fusão entre o escritório de Pacheco, focado em direito penal empresarial, e o escritório de Valério Rodrigues e Rabelo, focado em direito ambiental e mineração. Aparece no ranking análise advocacia 500
na área de siderurgia e mineração. Guilherme Ribeiro Grimalde é o sócioadministrador. Então, o escritório teve como cliente confirmada mineradora Goodides de Alan Cavalcantes, prestando serviço em matéria criminal Entre 2022 e 2024. defendeu Alan Cavalcante pessoalmente nos processos criminais, representou João Alberto Les em procedimentos criminais até 2024, declaração do próprio Pacheco. O Pacheco se licenciou da advocacia, assumiu a presidência do Senado em 2021 e o escritório continua operando. E foi exatamente esse escritório que durante os anos em que Pacheco presidia o Senado representava o líder da organização criminosa da Serra do Curral. Anotação No diagrama da
PF direta. Grimalde, advogado de Guti, é sócioadministrador do escritório de Pacheco. O celular do delegado Rodrigo Teixeira tinha um organograma manuscrito enviado pela esposa via WhatsApp. Lá você tinha o nome de Pacheco no topo da hierarquia ligado a João Alberto Lajes com referências à atuação no TJMG e TRF. Lucas Cas e Alan Cavalcante também apareceu no diagrama. A Polícia Federal considerou as menções superficiais, mas Remeteu o inquérito ao STF como medida processual preventiva para evitar futuras nulidades por conta do foro privilegiado. O caso, ao chegar no STF, caiu nas mãos de Dias Tofol por prevenção.
O nome de Pacheco é citado 108 vezes no conjunto dos documentos investigativos. Pablo César de Souza Pablito foi assessor parlamentar de Pacheco no Senado de 2019 a 2023. Anteriormente ele tinha comandado a ANM em Minas Gerais no governo Temer e é Citado nas interceptações como vendedor de facilidades em órgãos ambientais. E ele aparece em conversa sobre o destombamento da Serra da Piedade. É casado com a deputada federal Gace Elias, relatora do grupo de trabalho do novo código de mineração no Congresso. Rodrigo Pacheco, em março de 2026 é candidata à vaga no STF que será aberta
com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 13. o ministro e o delegado. Alexandre Silveira é o ministro de minas e energia do governo Lula, senador licenciado pelo PSD de Minas Gerais. Em 2022, ele recebeu R$ 100.000 em doação de campanha de João Alberto Lajes, o mesmo Lajes, que em 2025 seria preso como chefe da organização criminosa de Mineração Iegal. Em abril de 2023, Silveira teve presente na solenidade de posse da diretoria da AMF, Associação das Mineradoras de Ferro do Brasil, presidida por Lajes. A data é relevante. Lajes já era réu quando a cerimônia aconteceu.
Ele era réu pela operação poeira vermelha de 2019. Silveira e a secretária estadual de meio ambiente de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, pousaram para foto ao lado de Lajes nessa data. Também teve presente um desembargador do TJMG, o ministro federal, a secretária estadual do meio ambiente e o líder de uma organização criminosa, Jar, numa única cerimônia em 2023. Silveira indicou pra diretoria da NM Caio Mário Trivelato Seabra Filho. Ele foi preso na operação rejeito por receber R milhõesais em propina e alterar a resolução da agência, conforme a orientação de Alan Cavalcante. Indicou Rodrigo de
Melo Teixeira para um comitê de segurança da Petrobras. indicou Teixeira para a companhia de pesquisa de recursos minerais, o órgão que faz levantamento de recursos minerais em áreas de interesse estratégico. Rodrigo Teixeira foi preso na operação rejeito. No celular dele, a PF encontrou o grupo de WhatsApp Projeto Ferro, com conversa sobre planejamento de lavra mineral em áreas investigadas. O outro integrante do grupo identificado dos documentos era Gilberto Henrique Horta de Carvalho, um geógrafo preso na mesma operação que recebia R$ 760.000 da Flores Global. e era o grande articulador da organização junto a SEMAD e Assembleia
Legislativa. Detalhe, Horta era cabo eleitoral de Nicolas Ferreira. Acompanho Nicolas na posta do Trump em Washington, em janeiro de 2025. Recebia endosso público de Nicolas para sua candidatura ao CRE, Minas Gerais, com vídeo de apoio também de Eduardo Bolsonaro, Marcos Feliciano e dos senadores Magno Malta e Cleitinho Azevedo. Teixeira e Horta eram cofundadores da G mais ambiental Limitada. Em janeiro de 2025, o assessor jurídico de Nicolas Ferreira, Thiago Rodrigues de Faria, criou um grupo de WhatsApp chamado Projeto Ferro, com investigadores da operação rejeito e assinou um contrato de intermediação com a G+ar lavra de minério
em área em Ouro Preto, envolvendo a barragem Água Fria, uma das sete barragens de maior risco de rompimento no Brasil. A comissão prevista era de 25% sobre um negócio estimado entre 30 e 45 milhões de dólares. O mesmo assessor jurídico de Niícolas também elaborou a denúncia que Nicholas fez contra a deputada Duda Salabert. e acusando ela de uso indevido do fundo eleitoral. Segundo a investigação, essa denúncia foi construída com informações fornecidas por João Alberto Lages e com suporte operacional de Teixeira e Horta, os mesmos investigados do esquema de mineração ilegal. O Nicolas declarou que seu
assessor atua como autonomia de atividade privada. Teixeiro foi solto por stofol, óbvio, sempre é o Justofolle. Em dezembro de 2025, ele usa Tornzeleira eletrônica e a G+ continua ativa. 14. a secretária e a porta giratória. O esquema de mineração ilegal na Serra do curral não funcionava apenas comprando autoridades, ele funcionava também colocando pessoas dentro das estruturas de fiscalização e mantendo-as lá através da articulação política. Ana Carolina da Mota Dalpazolo trabalhou na SEMAD da FING, hoje é diretora na prefeitura de Nova Lima, foi indicada para SEMAD pelo então secretário do meio Ambiente, Betim, por indicação do
prefeito Vitório Medioli. Quando o governo Zema rompeu com Mediol nas eleições de 2022, o deputado estadual Noraldino Lúcio Dias Júnior, presidente da comissão de meio ambiente da ALMG, articulou sua permanência. Noraldino Júnior tá no terceiro mandato como deputado estadual pelo PSB. Ele preside a comissão que em teoria devia fiscalizar o que acontece da Serra do Corral. Segundo diagrama da articulou Ativamente a manutenção de servidores simpáticos ao servidor minerário nos cargos de gestão da SEMAD, independentemente de qual governo tava no poder. Tadeu da Lariva Rocha é ex-superintendente da Supran, a estrutura regional do SEMAD, responsável pelo
licenciamento ambiental na região da Serra do Curral, que fiscalizou a Tamisa durante seu período como servidor. Depois ele deixou o cargo e se tornou sócio do escritório que Representava a mesma Tamisa nos processos administrativos. Ridel Branco Canabrava Rodrigues Neto, ex-superintendente da Supran CM, é identificado no mapa manuscrito como Leonardo, um apelido operacional usado dentro do esquema. É vice-prefeito de Taúna. As interferências políticas nos processos de regularização ambiental de empreendimentos minerários têm ocorrido desde o início do governo Zema e se aprofundaram com a alteração dos Dirigentes de altos cargos conduzidos pela secretária Marília. 15. O dano.
A Serra do Curral tem uma área total de aproximadamente 60 km², cobertura vegetal relevante pro equilíbrio hídrico da região metropolitana de Belo Horizonte. O minério de ferro, extraído de forma irregular pela first global e pelas mineradoras associadas operou durante 6 anos sem licença de operação válida. 17 autuações ambientais foram Lavradas nesse período. Nenhuma resultou em interrupção efetiva das atividades. Mina corumida em Brapa, o esquema de Calas, ficou uma cratera de 70 m de profundidade e 66 haar com a pilha de rejeitos em instabilidade geotécnica. O laudo pericial aponta dano ambiental estimado em R$ 832 milhões
deais só nessa área. Os moradores relataram convívio forçado com explosões, poeira de minério e presença constante de caminhões pesados que atuavam sem Licença ambiental. [roncando] O prejuízo do potencial total do esquema combinado é estimado em mais de R bilhões deais e o lucro líquido projetado pro grupo, cerca de R 9,54 bilhões deais. Na operação foram bloqueados bens avaliados em 1,5 bilhão deais. Só que o dano não é só ambiental. O minério extraído ilegalmente foi vendido dentro da cadeia regular do aço. Ele entrou na sideroggia, pagou a nota fiscal, gerou o crédito tributário e o Estado
brasileiro tributou o produto do crime como se fosse produção legítima e depois usou parte dessa arrecadação para financiar os mesmos órgãos de fiscalização que foram capturados para não fiscalizar. O crime foi subsidiado pelo contribuinte e o dinheiro que devia ir paraa recuperação da Serra do Curral, 15% de faturamento, por acordo judicial com o Ministério Público, depositado mensalmente numa conta específica, era desviado para outras contas do grupo Econômico. Os relatórios de cumprimento do acordo eram falsificados. Absolutamente nada foi realizado em prol da recomposição do ecossistema. Vamos lá. 16. O grupo Cedro e a conexão Lula. Lembra
do Lucas Prado Caras? Ele é CEO do grupo Cedro e é cossócio de Daniel Vorcaro na Beyond SA. Essa é a linha que conecta tudo. É a única empresa biofarmacêutica listada na B3 com contratos de R$ 303 milhõesais com o Ministério da Saúde em 2025. O fundo Cartago do Banco Master detém 25,86% da bioma. Piane Barid de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes, tinha contrato de R$ 129 milhões deais com Banco Master. Escuta essa. Em fevereiro de 2026, assumiu formalmente a defesa de Lucas Carlos no STF, a esposa do Alexandre de
Moraes. A petição foi assinada por Viviane e pelos dois filhos, Alexandre Barce de Morais e Juliana Barce de Moraes. Os escritórios Grimaldi e Barce De Morais atuam conjuntamente na defesa de Cas desde 2024. Se isso não é conflito de interesses, eu não sei o que é. Cmand de Callas, Francine Prado Calas, douou R 1 milhãoais ao PSD de São Paulo em 2024, ao diretório controlado por Gilberto Cassabe, secretário de relações institucionais do governo Tarcísio de Freitas. Em 2022, dou R$ 990.000 ao PSD no mesmo ciclo em que Alexandre Silveira, ministro que indicou Servidores corrompidos para
ANM, disputava o Senado pelo PSD de Minas Gerais. 17. A Tamisa e o Banco BNG. A Taquaril Mineração SA Tamisa, opera na Serra do Curral com um histórico próprio de atuações ambientais e processos judiciais. É representada pelo escritório Nepoluceno Soares Advogados Associados, o mesmo escritório que tem como cliente o Banco BMG SAA. O Banco BMG pertence à família Pentagna Guimarães, que controla também a Elcal, Indústria de calcinação, maior produtora de cal do Brasil, com operações que dependem diretamente de minério extraído da Serra do Curral e do entorno. Leonardo da Lariva Rocha, o ex-servidor da Supran,
que depois representou a Tamisa, aparece conectado a esse nó no diagrama investigativo. FING, presidida por Flávio Rosco e atuou junto a SEMAD e ao IEF para revisão de planos de manejo dos parques estaduais, especificamente para redução das zonas de amortecimento Do entorno, o que na prática iria aumentar a área disponível paraa mineração. Isso tudo tá registrado textualmente como nota investigativa no diagrama. 18. Toffoli, o [música] padrão que se repete. O ministro Dias Toffoli protagoniza duas das maiores controvérsias judiciais do Brasil recentes e o modos operand é o mesmo nas duas. No caso Master, o Toffol
atuou como relator durante quase 3 meses enquanto mantinha vínculos financeiros Não declarados com Daniel Vorcaro. A empresa Mari Participações, da qual Tofol e seus irmãos são sócios, detinha participação no Resort Tayayá, Ribeirão Claro, no Paraná. Em setembro de 2021, o fundo FP Arlin, o Júico cotista é o fundo Leal controlado por Fabiano Zetel, cunhado Vorcaro, comprou metade dessa participação por R 6,6 milhões. A administradora do fundo era Reag Investimentos. No total, o fundo Arlin movimentou cerca de R5 milhões deais em Operações ligadas ao taiayá. Em 28 de novembro de 2025, o mesmo dia em que
foi sorteado relator do caso master no STF, Tofle embarcou em alto particular do empresário Luís Osvaldo Pastori rumo a Lima no Peru pra final da Copa Libertadores. No mesmo voo estava Augusto de Arruda Botelho, advogado de Luís Antônio Bull, diretor de compliance do Banco Master e também investigado no caso. Como relator do master, Toffol em 2 de dezembro impôs sigilo absoluto Sobre todo o processo. No dia seguinte avocou a investigação inteira pro STF, paralisando as análises periciais da PF. Olha que absurdo. Em 24 de dezembro marcou de ofício uma acareação entre Vorcaro e o ex-presidente
do BRB e o diretor de fiscalização do Banco Central para 30 de dezembro durante o recesso forense. Em janeiro, designou nominalmente os períodos da PF autorizados a analisar as provas. Nos dias 29 e 30 de dezembro, enquanto Depoimentos cruciais da investigação eram colhidos, Tofol estava hospedado no próprio resort Tayá. Em 12 de fevereiro de 2026, depois da reunião de 3 horas convocada pelo presidente do STF, motivada pelo relatório de 200 páginas que o diretor geral da PF entregou pessoalmente ao Supremo, Tofol deixou a relatoria do inquérito principal. André Mendonça foi sorteado novo relator. Suas primeiras
medidas revelaram o contraste. devolveu as provas da responsabilidade Da PF, derrubou as restruções das perícias e em 4 de março de 2026 autorizou a terceira fase da operação compliance zero, determinando a segunda prisão preventiva de Vorcaro, além da prisão de Zetel e dos integrantes da milícia privada. A segunda turma do STF manteve a prisão por unanimidade. No caso rejeito, o padrão se repete. Tofoly assumiu a relatoria por prevenção. Em 2023, a minerador Gutschit de Alan Cavalcante tinha impetrado o mandato de Segurança do STF sorteado para Tofoli. Ele negou o pedido, mas aquele processo estabeleceu a
prevenção. Em 14 de outubro de 2025, assumiu a relatoria e determinou novamente sigilo imediato. Em 19 de novembro, ampliou o sigilo pro grau máximo. Só ele e os assessores de gabinete teriam acesso aos autos. A investigação ficou paralisada por meses. Em 19 e 20 de dezembro de 2025, proferiu decisão monocrática, soltando os quatro investigados mais importantes que a Gente já falou amplamente aqui. Alan Cavalcante, Hélder Freitas, João Alberto Lages e Rodrigo Teixeira, contrariando frontalmente o parecer da Proadoria Geral da República. Em 14 de janeiro de 2026, o TRF6 seguiu a lógica de Tofol [limpando a
garganta] e soltou todos os demais. Em março de 2026, todos os investigados da operação Rejeito estão soltos. O inquérito permanece sob relatoria de Tofol no STF. O sigilo continua elevado. Pesquisa de março de 2026 indica que 47% dos brasileiros acreditam que o STF tá envolvido nas fraudes do má. [suspirando] [roncando] 19. O PCC dentro da TEI. Tá documentado é isso. O PCC usou a REAG para lavar dinheiro. A REAG administrava fundos do master. O master era controlado por Daniel Vorcaro. Fabiano Zetel, cunhados Vorcaro, recebia dinheiro de um fundo alimentado pelo PCC. Os seis fundos Identificados
pelo Banco Central como peças centrais do esquema master aparecem simultaneamente nas investigações da Carbono Oculto. Leandro César, o servidor corrompido que operava pro grupo de Cas, operava também pro grupo de Alan Cavalcante. Élder Freitas trabalhou com Cas no grupo Biogold e depois apareceu como diretor operacional da Orquin de Cavalcante. First global de Cavalcante bloqueou fisicamente e depois explorou diretamente a mina da Empabra De Carlos. Carlos e Vorcaro são sócios na Bion. O que tá documentado sobre a infiltração do PCC na economia brasileira é mais amplo. De postos de gasolina, negócios imobiliários, de fintex, agenciamento de
jogadores de futebol, de empresas de ônibus a mineração. A facção criminosa já tá infiltrada em pelo menos 15 grandes setores da economia formal brasileira e a mineração aparece explicitamente na lista. O que a pesquisa não encontrou Foi documentação direta ligando Alan Cavalcante, Lajes ou Éder ao PC. Especificamente, a Orquin da Serra do Cural é identificada pela PF como organização criminosa autônoma, com sua própria hierarquia, seus próprios laranjas, seus próprios políticos comprados. O PCC não precisava ser o chefe dessa rede para se beneficiar dela. O que as diferencia nos documentos disponíveis é a identidade dos donos.
O Que une elas é a infraestrutura. E a infraestrutura tem um nome que aparece nos dois universos: Reag Investimentos. 20. O circuito fechado. Pensa num circuito completo. Uma organização criminosa de mineração ilegal precisa de três coisas para operar em escala durante 6 anos sem ser desmontada: proteção política, proteção jurídica e proteção institucional. As três estavam presentes. Proteção política veio de parlamentares nos níveis federal Estadual. Rodrigo Pacheco como presidente do Senado com escritório representando os réus. Alexandre Silveira como ministro de Minas Energia com indicação de agentes infiltrados na ANM e CPRM. Noraldino Júnior como presidente da
Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, garantindo que os cargos estratégicos da SEMAD fossem ocupado por pessoas simpáticas ao setor. Grace Elias como relatora do grupo de trabalho do Novo código de mineração no Congresso, casada com o ex-assessor de Pacheco, que foi superintendente da ANM, Luís Fernando Faria, como sócio homem da mala, Felipe Lombarde e de Hélder de Freitas, no mirante da Mantiqueira, cujo foro privilegiado enviou o caso ao STF. Voltando pro círculo, proteção jurídica veio dos escritórios Grimalde Rodrigues pros líderes da OCRIM, Castro Lajes para dar aparência de legitimidade à operações
de Lajes, Nepomoeno Soares Para Tamisa e o escritório de Viviane Barce de Moraes pro segmento Carlos. O mesmo escritório que cobrava R9 milhões deais do banco master. Voltando pro círculo, a proteção institucional veio de dentro dos servidores da SEMAD capturados superintendentes da Supran, que depois viraram advogados das mineradoras que fiscalizaram. o gerente regional da ANM, que vendia suas decisões pros dois grupos criminosos distintos. Dois diretores da NM foram Comprometidos, indicados pelo mesmo ministério. O delegado da PF, colocado na diretoria por indicação do ministro e quando a Polícia Federal mesmo assim conseguiu produzir o suficiente para
deflagrar a operação rejeito e prender 22 réus, o mecanismo de proteção ativou seu último recurso. Dias Toffoli, ministro do STF, relator por prevenção, impôs sigilo máximo e soltou todo mundo. 21. O que que junta tudo afinal? Fabiano Campos Zetel. Ele tá no diagrama da Orcenm da Serra do Curral, tá nos documentos do Banco Master, tá na super Empreendimentos com dinheiro do PCC e tá preso desde 4 de março de 2026. Daniel Vorcar, o seu cunhado, tá no centro do maior esquema de fraude financeira da história do Brasil, com R bilhões deais em ativos declarados e
4 milhões deais em caixa no dia da liquidação. Em 18 de março de 2026, Vorcaro trocou de advogados, contratou criminalista com experiência em acordo de delação. Em 19 De março, foi transferido de helicóptero pra superintendência da PF em Brasília e assinou um termo de confidencialidade com a PGR e a PF. Seu advogado afirmou que Vorcaro está disposto a não poupar ninguém. Lucas Caros, consócio de Vorcaro na Bion, tá no organograma da Orcin da Serra do Curral. O escritório da esposa de Moraes atendia Vorcaro e Cala as competições assinadas pelos filhos do ministro. Toffol soltou os
presos do rejeito com sigilo máximo e Foi afastado do máster depois que os vínculos financeiros com Vorcaro vieram à tona. Éer Freitas trabalhou com Calas, depois trabalhou com Cavalcante, o mesmo operador técnico nos dois esquemas. Leandro César operava para Calas e pro Cavalcante ao mesmo tempo, o mesmo servidor da ANM corrompido nas duas operações. A Flurs Global de Cavalcanteu a mina da Empabra de Carlos. Os dois grupos se confrontaram, depois chegaram num acordo. [suspirando] Leonardo Almeida Ferreira foi recrutado como laranja, ameaçado de demissão, colocado como diretor de fachada de uma empresa com passivo de R$
3 milhõesais em tributos não pagos e relatórios falsificados ao Ministério Público. Ele ganhava R$ 5.000 por mês. Responde pelos atos de quem ele apenas encobria. O PCC lavou dinheiro através da REAG. A REAG girava fundos do master. O master era de Worcaro. O cunhado de Vorcaro tá no diagrama sobre a Orcin da Serra do Curral. A orm da ser do curral destruiu o patrimônio ambiental de Belo Horizonte, enquanto falsificava relatórios ao Ministério Público, pagava políticos, capturava reguladores e tinha seu inquérito trancado no STF por um ministro com relações documentadas com os réus. O dinheiro que
devia ir paraa recuperação da Serra do Curral foi desviado para outras contas do grupo econômico. Absolutamente nada foi realizado em prol da recomposição do Ecossistema. O minério ilegal da Serra do Curral e o dinheiro sujo do PCC percorreram caminhos diferentes, mas cruzaram no mesmo ponto de chegada a Faria Lima. Os mesmos fundos, a mesma gestora, a mesma invisibilidade que o sistema financeiro concede a quem sabe usar ele. A Serra do Curral continua lá, 20 km do centro de Belo Horizonte. O sicário tá morto, os réus estão soltos, o inquérito tá sob sigilo. Vorcaro negocia delação.
O diagrama da Orcin com os elos documentados chegando até o PCC foi produzido por investigadores que sabem exatamente o que que encontraram. Também sabem que o sistema que eles investigam é o mesmo sistema que decide o que acontece com essa investigação. E aqui estamos. Deu para entender? É complexo. Eu sei. Eu vou fazer um vídeo juntando os nomes principais que você precisa saber, porque tem alguns pontos chave. A minha teoria particular é Rodrigo Pacheco. Ele parece tá blindado nessa teia. Ele é conectado, mas tá isolado o suficiente para parecer muito suspeito. Vorcaro me parece bode
expiatório. Zetel me parece cabeça dessa operação. As mineradores e o PCC não parecem ter uma relação direta, mas eles se conectam através do Zetel. O sistema tá todo coptado. Como é que a gente lida com isso? Você enche o saco dos seus parlamentares, manda e-mails para ele perguntando: "Ah, como é que tá a investigação da [ __ ] do Calas? Como é que tá a PF? Manda, se você tem um parente da PF, manda e-mail para ele, enche o saco, liga pra pessoa. E se o seu parlamentar não responder seu e-mail, você manda de novo
até ser bloqueado. E se ele não responder, ainda assim você coloca na internet que o infeliz não te respondeu, porque eles têm que ter comunicação com o público, não só por rede social, fazendo caminhada e gritando abobrinha na rua, porque não é assim que funciona a Comunicação com a população. O seu dever é perturbar o seu parlamentar para [ __ ] Enche o saco dessa gente. Lota o gabinete deles de e-mail. É isso que você tem que fazer. Essa é a única solução que não envolve revolta popular, exercer ativamente o seu direito de atuação como
cidadão. Então vai lá, abre sua caixa de e-mail agora, antes que você esqueça, sai do Instagram e vai. Se você é de direita, manda mensagem pro seu parlamentar do PL. Se você é de Esquerda, manda mensagem pro seu parlamentar do PT. Se você é de mais esquerda ainda, manda mensagem pro seu parlamentar do PSOL. Se você é de centro, você faz parte do problema. Não, eu me estressei um pouquinho aqui, que isso aqui é é é trash. Mas é, conforme surgirem novas atualizações, eu venho aqui conversar com vocês. Meu nome é Yuri Piraje. Espero que
vocês tenham aprendido alguma coisa, se informado, gostado. [música] Não sei que finalidade isso serve. Eu tentei, eu fiz minha parte como comunicador. Essa foi a investigação mais densa que eu vi até agora. Eu assisti os outros documentários sobre o master. Eles são muito ruinzinhos. Com todo respeito aí, as equipes que trabalharam muito nisso, mas é verdade. Ah, só algumas clarificações e umas retratações. Eu enchi um pouquinho o saco de falar sobre Governo. Então, no próximo vídeo a gente vai voltar para sociedades secretas, porque é muito mais interessante que essa treta toda e é muito legal
irritar a maçonaria. Então, um abraço e até a próxima. Outros vídeos eu chamei a Empabra de Embrapa. Embrapa é um órgão público, Abra é a empresa. Então corrija isso. Ã, não é a Embrapa responsável Empabra. Isso é proposital, esse nome muito parecido. Eu li errado [música] no roteiro. Quando o diagrama investigativo Não é da PF, ele foi enviado para a PF por pessoas que investigam amplamente. Enfim, meu nome é Yuri Pirajibe, muito obrigado por assistir. Se você não viu as outras partes, confere no feed. É importante que você veja isso. É, exerça sua cidadania, seu
direito de informação, etc. Se puder, envie isso para alguém, porque o algoritmo detesta vídeos longos.