[Música] povos é uma articulação pra Construção dessa grande aliança índia Negra e popular [Aplausos] afro indígen significa que você se transforma não num ser humano eu não sou mais um ser humano eu sou uma entidade e a entidade não anda [Aplausos] só uma unidade grandiosa dos povos será capaz de derrotar os nossos inimigos principal Ch de um a um chama e [Aplausos] chama isso aqui foi um uma região de muito Coronel de muito jagunço de muita morte e de muita escravidão aqui quando eu me dei conta de como minhas duas vó perdeu a terra para
os Coronel do cacau eu me dei conta que era necessário entrar num movimento porque eu sozinho não tinha Como retomar a terra ali entrei no MST para vingar minhas duas horas foi isso que me fez tá aqui se nós não vingar nossos ancestrais eles vão abandonar a gente então tudo isso me deu acúmulo para mim hoje entender que sem os povos originários sem o povo preto sem o povo da periferia não tem saída pra gente fazer e construir uma revolução no Brasil e quando a gente começa a entender que faz só anos de luta de
independência contra os portugueses que foi 2 de julho nós precisamos andar mais nesses locais para entender esse processo de luta dessa aliança dos povos índia Negra e popular e uma aliança Vitoriosa é uma guerra que nós precisamos tirar lição dessa guerra tau Tchau minha querida te amo eu também te amo Bora por isso é necessário andar a conhecer ouvir Os relatos desse processo pegar o fio dessa história e começar a descobrir nós mesmos né e a importância da [Música] gente nós Vamos retomar o 2 de Julho e a história do povo que lutou na guerra
de 2 de julho [Música] [Música] [Música] Cacique Ramon tá por aí Cacique Ramon E aí meu vé tudo bem meu irmão como é que tá você Tudo na paz Ramon eu queria saber se nessa luta de 2 de julho se saiu alguns indígenas daqui para ir lutar lá em Salvador Uhum é Até onde eu sei não mas assim o que de fato é o 2 de julho até chegar Esse período aí desse enfrentamento como é que era antes Quais territórios existiam quem tá falando ali na região do reconcavo baiano e tudo mais que C nos
tupin tava ali também n por de fato o povo foi PR essa luta porque algo que não tem uma identidade aí fala em nome de algumas pessoas não sei quem Mas será que era só esse povo isso aí que nós estamos aí nessa Quem eram as lideranças que estavam fazendo processo né a gente tá indo pra Ilha de Taparica quando se fala da luta pela independência Itaparica foi extremamente importante [Música] [Música] Então pessoal Bom dia seja bem-vindo aqui à Praia do Forte Itaparica os itaparicavila ela traía os soldad com as mulheres tirando a roupa quando
os soldad via aquelas mulheres nuas eles iia para cima aí elas pegava cansanção e batia nos soldados os soldados se coçava caía no chão os homens saíam do buraco das matas e matava os soldados portugueses assim nessa estratégia de luta os itapicu iram expulsar os portugueses daqui da Ilha Itaparica em seguida quando ele foi expulso daqui de itapari que eles foram para Salvador e os soteropolitanos conseguiram expulsar eles de vez daqui da baia do Brasil na data de 2 de julho de 1823 e essa é a verdadeira independência independência não 7 de setembro de 1922
Mas a verdadeira independência do Brasil que poucos sabem é 2 de julho de 1823 a gente tá acostumado a ouvir falar da Independência sendo como uma ação só dos de cima né hum Uhum E quando a gente vem na Bahia descobre que aqui houve uma uma Participação Popular importante aí me chamou a atenção visitando o quilombo que vocês datam de 300 anos Então significa que o quilombo participou desse processo de independência sim o Recôncavo a ilha é uma um grande Quilombo articulado e Sem nenhuma dúvida eh as mulheres marisqueiras de Salinas do Quilombo Conceição de
Salinas também fizeram parte dessa luta e dessa resistência mas existe um grande apagamento da história eu fui conhecer Maria Felipa eu já tinha mais de 30 anos a História de Maria Felipa ela era uma mulher negra pescadora e capoeirista e E aí como Maria Felipa Eu sou uma mulher pescadora quilombola né ela inspira a mim e a tantas outras mulheres e precisa inspirar o Brasil e essa luta também se configurou uma luta pelo alimento aqui era o o porto de de abastecer Salvador então isso teve uma importância também que foi a questão de impedir que
os alimentos chegassem em Salvador para derrotar o exército português será que dá paraar a lição disso Isso me lembra uma outra coisa assim que os condutores dessas embarcações transportava alimento Mas eles eram portadores das notícias de que uma determinada comunidade um determinado grupo estava se articulando e precisava do apoio dos outros grupos né fizeram um trabalho extraordinário os Jangadeiros os os pescadores as pescadoras de informação contra informação e quem de fato conduziu a Vitória foi nosso [Música] povo glorioso S que sua compa ele é que nos acompanha [Música] Me diga uma coisa o 2 de
julho qual foi as principais lideranças que o pessoal conta eh mestre Joelson o povo tem dificuldade de afirmar as lideranças reais né a gente sabe [Música] disso O que vem à memória o que os nossos antepassados falam é que o o dor de Júlio foi uma retomada do Povo preto por ser uma comunidade Pesqueira e quilombola a gente tem as rotas né tanto de fuga como que facilitou esse acesso que era as Canoas aí aeroporto Maré quando ela sobe a gente vende de Canô até aí ali aquilo ali é ruína de Engenho que era casa
grande aqui era azala então esse combate só foi possível porque teve a influência do povo do Rec côncavo que facilitou essa Chegada para dar esse suporte tão necessário que foi para essa retomada do 2 de julho eu acredito que a gente teve aqui muitos homens e mulheres que está aqui nesse Território que é inviabilizado para dar a vitória ao povo branco mas você acha importante rememorar essa história toda pra gente ter ela na ponta da língua a gente ter ela na oralidade e ter ela escrita é importante pra gente eu não acho importante eu acho
[Música] necessário a memória da guerra da Independência ela só vai começar a falar forte pra gente e fazer algum sentido no tempo presente quando formos nós os poos tradicionais as pessoas que estão nos lugares é que começarem a contar e decifrar essa história de novo a gente podia ir lá né ver o ver a Bahia de Todos os Santos vamos lá quem foi as pessoas mais importante nessa guerra de independência Maria Felipe é uma delas os povos que lutou Então você pudesse já pudesse contar para nós eu encontrei esse documento na Biblioteca Nacional isso é
um documento inédito durante muito tempo eu acreditei na na narrativa de que não existiam documentos sobre nós existe sim hum eles que não procuraram Mas qual é a singularidade desse documento a tal da lista 30 nomes de pessoas indígenas que viviam aldeados e que lutaram na guerra da Independência no funil na Sabara em Taparica e ninguém nunca citou o nome desses caras não foi por falta de documentação foi por falta de interesse deles de honrar a nossa memória Ou seja a mesma história de Maria Felipa nos ensina o que é que a gente tem que
fazer não deixe o outro contar sua história o que a gente tem sobre a Maria Felipa nua na beira da praia os portugueses Tiraram a roupa parou parou parou parou parou parou Maria Felipa não quic seduziu ninguém não irmão capoeirista capoeirista capoeirista precisa seduzir Ninguém para dar porrada mas ela armou foi arapuca acavou o buraco no chão botou estaca a narrativa que tem que Maria Felipa corria atrás do português entre os becos de Taparica com a baioneta na mão mas aí a galera não vai fazer um desenho de uma Muler preta com baion na mão
por Maria felip tinha que ser seduzindo quando pintar Maria felip não bot um vestido decaído assim né a gente não pode permitir que as pessoas contem a nossa história se nós vamos contar nossa história da forma quees convé sem os povos indígenas negros e as pessoas pobres de maneira geral da Bahia nunca teria ocorrido a guerra da Independência se fosse essas revolta eles não tinham feito o grito do Ipiranga eles só fizeram que foi para maquiar é E durante muitos anos ninguém falava do 7 de Setembro o 7 de setembro é uma fabricação tardia que
vai surgir já no império de Dom Pedro I quando ele quer reconstruir a memória do pai e essa coisa da invenção do Brasil para dar sentido a essa parada toda a independência do Brasil foi dada pelo Norte e Nordeste a batalha de itapari é o maior conflito bélico que ocorreu em todo o território nacional pela independência do Brasil qualquer país no mundo morreria de orgulho do 7 de Janeiro todo mundo aprenderia na escola e tudo mais mas por o 7 de janeiro não é celebrado porque o 7 de janeiro é a vitória genuína de um
povo contra soldados profissionais é uma vitória genuína porque tem comandante militar E tem Maria Felipa todo mundo na mesma trincheira de a z que aconteceu nesse meio termo em em São Paulo no Rio de Janeiro nada Dom Pedro é coroado em dezembro de 1822 ele tava sendo Coroado no Rio de Janeiro clima de festa e a Bahia em guerra pegando fogo a gente lutando né acontece em janeiro a batalha de Itaparica que é o último golpe contra os portugueses e no 2 de julho a gente expulsa os portugueses daqui por isso que o in assim
ó nasce o sol a 2 de julho [Música] no só que isso não interessa um país como Brasil como nosso país foi construído agora sobre essa narrativa eugenista elitista onde quem é o herói os políticos são os heris tudo no nosso país foi planejado manutenção do Poder [Música] brir min [Música] jurado des [Música] nossas [Música] açõ não brasileiros Bras tem muita gente hoje que vai para Celebrar o 2 de julho mas nós Preto indígena quilombola sem terra pescadores marisqueira todos esses povos que lutaram não tem o que [Música] celebrar nós depois fomos traídos a gente
lutou pela nossa liberdade mas quando vê a gente ficou sem terra sem casa e sem pão nesse sentido a gente tem um dever de rememorar essas lutas aprender com elas para aprender com os nossos erros e acima de tudo é um processo de reorganizar a luta não cabe mais a luta individual E aí a gente tem uma referência que é a Maria Felipa mas a gente temos muitas milhares de Maria felipes eu tô aqui porque eu tenho um compromisso comas gravidade se a gente não compreender isso como uma calidade a gente cai no caelis smo
Cai nesse discurso de tem que buscar é uma pessoa um sujeito que é nosso povo nunca se organizou assim Ah então não me importa Maria Felipe é exatamente uma foto TR por4 dela entendeu Mas o que importa é as Maria fipas ali que vão ficando e se uma cai outra assume e levanta no final não derrubaram temos que juntar um grupo que quer vingar os nossos ancestrais fazer isso acontecer Porque caso contrário ninguém vai vir fazer com nós e vingar os ancestrais é a terra Porque nossos ancestrais estavam na Terra a primeira reflexão é quando
a gente coloca 2 de julho como a independência né do Brasil e da Bahia porque quando a gente pensa do português colonizador que tava aqui no Brasil ocupando esse espaço o que é Independência para ele dependência para ele é tirar essa dependência de Portugal principalmente nas cobranças de impostos e Todas aquelas coisas que a gente sabia que existiam vamos olhar agora pro povo africano escravizado aqui na Bahia o que era lutar pela independência para ele a gente tá falando de 1822 e a gente sabe que a abolição da da da escravatura ela vai acontecer quando
88 para que ainda eram escravizado O que significa você ir lutar ganhar sua [Música] liberdade terceiro povo os indígena o que leva o indígena a lutar por local que já é dele né mas que tá sendo tomado porque ele acreditava que a partir daquele momento isso ia separado e eles iam permanecer nos seus territórios Então essa luta da Independência quando se coloca de que os três povos é uma fantasia colonialista para manter esse espírito de que se a gente luta junto vai ser compartilhado o fruto dessa essa Independência não foi para todos 200 anos depois
eu pessoalmente eu não acho que mudou muita coisa [Música] né Nós estamos aqui numa num conflito no conflito ontem a estrada foi fechada porque alguém assassinou elou é cai sinal Alô mataram uma pessoa da comunidade Tá certo agora as razões da morte não tá interessando a gente tá interessando que o povo tá partindo para um suicídio a gente tá indo no confronto para pedir uma ação pior a gente vai fazer é dar apoio as famílias que estão aí em lutadas contra a ação da polícia que tá a favor do criminoso e não dos parentes sentidos
né pessoal Daia dos povos já se envolveu o pessoal da Teia dos povos está indo junto participar em solidariedade do pessoal eu vou dizer uma coisa a vocês o menino tem que vir aqui ser enterrado porque a mãe tá sofrendo desgraça se fosse filho de um prefeito no instante tá resolvido mas o cara pescador trabalhador é pobre o nosso filho o nosso filho morreu [ __ ] agora esse povo vai vou sair GR vai dar minutos cabça aí 5 minutos vocês o povo unido já será vencido o povo unido jamais será vencido o povo unido
jamais será vencido oo jamais será Vas presente [Aplausos] [Música] uma a dor da família tem que ser a dor Nossa agora o nosso compromisso tem que ser de não deixar mais morrer ninguém porque nós já estamos cansados de tanta morte de tanto sangue e de tanto choro ou nós reagimos ou seremos todos moros valeu valeu vu V Conceição de Salinas um território de mulheres eu sou a sexta geração da raça de Filomena nesse território de mais de 300 anos e o capital tenta nos expropiar cerca de 60% do nosso território mas para o capital a
gente não abr mão desse territó [Aplausos] Essa violência que tira a vida tá muito presente na realidade do recôncavo Especialmente nos últimos anos com a chegada dos grandes Empreendimentos e quando representante do Capital se dá conta que os nossos territórios são territórios favoráveis para eles né a gente percebe que Filomena não morreu sua história Tá viva ainda que oficialmente tentem apagar também somos herdeiras de Maria Felipa Bora mamãe ô Rosa Já encheu Já encheu Sandra a nossa tarefa então é dar continuidade a uma luta histórica e nos últimos anos ela tem se configurado sobretudo no
enfrenta a grandes Empreendimentos E aí como a gente viveu barracas de pesca aqui incendiadas e material de pesca queimado plantações arrancadas assim numa tentativa de nos intimidar pra gente abandonar a área muitas pessoas estão com medo de fazer suas casas de pesca aqui em cima porque tem medo que o fazendeiro empresário venha destruir né A ideia era fazer um resort mas aí a gente tá nesse processo de resistência tentativa de matar um povo não se dá só com arma de fogo ou com arma branca mas também matando a sua história [Música] [Aplausos] [Música] a pergunta
de anos atrás ela veio na minha mente naquele momento qual é a forma de ser impactado daqui um dia vai ser vai ser angustiante não ver mais o mar aonde Foi a nossas maiores batalha aonde o mar virou sangue morreu vários e guerreiras e daqui um dia você só vê prédio prédio prédio prédio prédio prédio como fica essa [Música] [Aplausos] memória e vem cá o tanto de obra que cresceu e a areia tá saindo da onde aqui a metade do Areal né pessoas tirava muita areia daqui de dentro também aí vocês barraram barrou não a
gente não não deixa tirar porque senão vai degradar a natureza toda né Bora cá o projeto disso aqui era para ser um condomínio aí eles não construíram deixaram abandonado por muito tempo foi quando virou lixão né dos hotéis aqui é uma retomada né É um lugar que a ocupou e ficou para ser demarcada aqui essa área toda para ser [Música] demarcada pisa na jurema no reino do mar upin foi um povo muito guerreiro a gente nunca sai do nosso território a gente tem raízes aqui que nunca [Música] saiu a gente não tem mais o território
que a gente tinha antes Vocês tomaram tudo n Então como é que a gente fica também porque a vida dos nossos parentes não volta mais nossos antepassados nos deram o conhecimento poderar nos pelo que eles lutavam também né que é o nosso espaço sagrado quando a gente entendeu de 2000 que havia uma constituição que garantia esse território né então a gente falou opa nós estamos aqui desde sempre e a gente nunca teve direito ao território Nós somos o primeiro povo de contato dentro desse país E aí começou as primeiras retomadas para forçar o governo a
garantir o que a constituição diria que era justamente identificar reconhecer delimitar demarcar e homologar Os territórios ind e a luta cont continua pela garantia desse espaço sagrado deixado pelos nossos antepassados então pensar no Independência que não aconteceu né Nós não somos Independentes foi uma colonização que deu certo e dá certo até a dia de hoje e se você luta contra tudo isso você é perseguido você é preso você é morto [Aplausos] e hoje estamos sepultando Nossa Pajé que foi destruída por fazendeiros Pistoleiros policiais corrupto perverso esperar que é dessa forma que os nossos parentes tem
que ir derramando sangue a pela b p e dizer o pessoal que não chore nega morreu na maior missão dela ela morreu defendendo a terra ela morreu abrindo as portas Apu de uma terra que nós precisamos conquistar com Espírito de negra com o espírito da Pajé nós precisamos nos unificar porque o Reino dividido é um reino destruído nenhuma morte será capaz de impedir nós Porque nós vamos pular por cima e vamos vingar o sangue dos nossos antepassados e a nossa vingança Lembre bem que eu tô falando aqui hoje é com terra é com terra sem
terra nós não temos Poder Sem Terra nós não temos nada sabe a força que você não sabe a força que me [Música] t nós estamos passando pelo momento agora muito difícil essa questão da tomada das terras dos povos originários essa tomada das terras dos povos indígenas então agora não há outro caminho se não for a gente construir uma grande unidade com essa grande raiz que a gente tá falando que é a raiz da ancestralidade e a raiz da espiritualidade e nós precisamos unificar essas essas duas coisas numa grande corrente com os povos Olha a a
importância né dos povos negros indígenas se unir para mim é muito importante mesmo o que foi que aconteceu os povos est tudo na mesma situação o que foi que eles fizeram se uniram nós estamos tudos na mesma qualidade de vida vamos se unir vamos dar a mão vamos se fortalecer que aí nós estamos forte na hora que tomava uma chibata né que a ferida vi o sangue derramava aí o ind ia lá pegava o caroço de avaca ralava passava já sarava ferida E ali a preta velha pegava um mastrui ali e já dava o banho
e aí se fortaleceu junto a forma de Resistir mesmo e por isso que continua firme na luta firme né com pé no chão para e emerger nessas flen uma arrumar eu quero ver a eu quero ver a eu nunca vi filho da folha tem folha por folha lá no mato tema com femba nessa Aldeia tem eu quero ver a eu eu quero ver aí eu tenho aqui meu terreiro do outro lado ten um terreiro aqui dentro de cané Dia 14 vai ter um carinho aí bo T bora [Música] eu sou negro e eu sou Tupinambá
o negro foi arrancado da África brutal e o índio perdeu a sua própria Terra dentro dela são dois povos que resistiu tudo isso e eu não vou ter orgulho aqui é o lugar sagrado da gente né é o nosso cantinho tá errado eu tenho um cané dentro de Aldeia tá errado eu cultuar meu minha ancestralidade indígena na mata tá errado nós somos um povo livre como preto como índio foi a mistura S Elo vem de lá de trás quem botou o preconceito no meio foi o branco que quer dividir índio e preto é o povo
branco é o povo que do capital é o povo do dinheiro não é assim Somos parentes parentes de alma nós somos parente de espírito Nós somos parente da própria luta issoo tudo que é de preto e índio nesse país é muito difícil tem muito preconceito muito preconceito ess dia me perguntaram eh mestre J se eu que o que eu fazer era cois Satanás do diabo eu falei assim mas se eu nem conheço esse homem eu não cultuo ele não conheço nunca vi nunca falou comigo ai Deus eu falei a mesma coisa nunca falou comigo nunca
conheci nunca falei Como que o vou falar mal dos dois e como eu vou falar bem dos dois se eu não conheço eu nunca vi eu conheci Jaci eu conheci Guaraci eu conheci Oxalá eu conheci emanjá eu conheci ogum entendeu coisas dos meus dois povos mas Deus Jesus o diabo Satanás eu não conheço eu não sei se é bom se é ruim nunca foi lá em casa beber um café nunca falou comigo nunca deu risada nunca plantou um PED P comig nada eu eu acredito que essa vinda aqui não foi por acaso foi nada de
muitas outras e a gente precisa se encontrar nós estamos num momento que ao mesmo tempo que a gente tem que traçar o aliança a longo prazo Tem coisas imediatas que nós temos que assumir e resolver o encontro do nosso povo a troca do nosso povo isso o todas as cor de alimento mas nós não tinha lá na aldeia agora que nós chegar aqui nós vamos levar PR nossa religião só muito [Aplausos] bem sou aqui do assentamentos a 31 anos e 92 ocupamos aqui com 3 família foram cinco despejos hoje tem 55 famílias a partir da
ocupação de terra Vista foi possível construir outros movimentos sociais o MST se fortaleceu e a gente Tomou muitas terras aqui na Bahia aí er as casas que tinha na época do fazendeiro aqui a transição agroecológica 2 anos de transição de agroecologia nós garantiu a soberania alimentar Nossa nós não passava mais fome barriga cheia de maxacali cabeça [Música] pensa é possível a gente retomar a terra e é possível a gente reflorestar a terra terra vista e maxacali Unidos diga o povo que avance avançar diga que avance [Música] [Música] Avan vi Comandante Guerreiro ovo en Ferreira Ô
capitão da capitania da minha cabeça Mandai a sorria pro meu coração viva zvir vi os povos originários sozinhos não t condições de reverter essa barbárie que foi feita então nós temos que juntar com o povo Preto que veio da diáspora Africana e nós precisamos entender isso n não se ab cabeça sai daqui vai esse negócio subindo a ladeira vai no lugar cabeça grande você v de que vai ular esse negócio daira essa Ladeira vai [Aplausos] [Música] a meus irmãos e minhas irmã dos quilombos temos tarefas importantes juntar com os povos originários para defesa dos territórios
estamos nesse debate Na Teia dos povos [Aplausos] [Aplausos] a Bahia ter indígena o Brasil é terra indígena o Brasil é quilombola o Brasil é dos pobres hoje está dentro das grandes cidades nós da Teia temos que radicalizar na nossa ação na nossa responsabilidade com nosso [Aplausos] [Música] território pô C chamou todo mundo hein [Música] ah C [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Aplausos] resot militar terra do povo Tupinambá Então vamos fazer aação do Sol Aim de que [Música] quando esse é o território que a gente reivindica então a gente vai demarcar e marcar a presença da Teia
dos povos da União dos povos n [Música] [Aplausos] [Música] Não eu tava preocupado que tem um bocado de gente que me chama de louco eu tava pensando que eu tava louco mas quando eu vi a história daquele povo ali dessa aliança Vitoriosa por objetivo que eles traçaram foi objetivo foi expulsar os portugueses eu agora acredito não tô louco é possível fazer isso e é necessário construir essa grande aliança agora nós temos que ter um entendimento que agora não é só contra os portugueses fora a gente da ter precisa construir Essa aliança estratégica para Além disso
pensar num processo de independência hoje a primeira tarefa Nossa é a questão da Terra e do território é para nós retomar o nosso país para construir uma sociedade Justa e construir aliança latino-americana que é pra gente retomar essa américa latina e retomar o mundo no sentido da gente ser uma referência de coisas boas para guiar o povo que tá perdido numa perspectiva de humanidade [Música] precisamos dizer que quem inventou essas técnicas for os quilombos quem inventou essas técn foi as aldeias Vamos disputar essa narrativa sabe por porque canudo foi na cinga no polígono da seca
e canudo foi autossuficiente então por que que nos pega o modo de vida de Canudo e vamos estudar esse modo de vida vamos estudar Isso gratidão a geração Nea que me acolheu [Música] [Aplausos] abraço o fogo que queima aqui também vai queimar por lá é que o ditado velho não ha Vera de falhar o risco que corre o pau por bem ou por mal e o risco que corre o pau por bem ou por mal também correrá o machado já anda capenga assim a antiga solidez não adianta desfaçatez nesse jogo de empurrar a se sua
intenção mata se sua intenção mata o nosso saber é a [Música] cura L lar lar lar [Música] [Música] quem tem