do assunto ou quando é um assunto novo. Aí quer >> eu tenho interesse restrito, então é preferência, eu gosto de falar sobre isso. >> Uhum.
>> Vamos nessa. >> Olá, pessoal. Nessa aula vamos falar de um conteúdo que dificilmente vocês vão ter em outras pós-graduações por conta do meu domínio desse conteúdo que muitos outros profissionais, a maioria dos profissionais não domina.
Lembram que eu falei das 28 práticas baseadas em evidência para intervenção com Teia? Bom, pode ser que daqui algum ano, alguns meses, sai uma nova revisão, mas hoje, atualmente nós temos nessa última revisão do INCAPE o exercício e movimento, que é uma prática, uma das 28 práticas baseadas em evidências paraa intervenção com Teia. E ela vai ter uma mesmo procedimento, efeitos diferentes, a dependendo de como você ajusta essa ferramenta.
Nas primeiras revisões de literatura, quando saiu lá pro NPDC, o NSP, aquelas siglas todas em inglês, a gente tinha essa prática baseada em evidência com outro nome. Ela se chamava exercício apenas. É isso mesmo?
Pera aí, deixa eu lembrar. Ela se chamava exercício. E a nomenclatura era exercício porque ela envolvia estratégias de movimentos mais dinâmicos e atualmente ah se e atualmente se combinaram outros artigos que usam ah movimentos menos dinâmicos do sentido de mindful, de relaxamento, de ah a deixa eu lembrar aqui.
Mindful. Pronto. E hoje e atualmente o exercício em movimento compõe artigos que contemplam exercícios que são dinâmicos, mas outros também que são movimentos de relaxamento, de alongamento, que a gente chama mente corpo ou mindful.
E eh essas exercícios dessa desse formato também em alguma circunstância também vão trazer os efeitos de outros exercícios dinâmicos. Então, a nomenclatura para contemplar esses outros formatos de exercício mudou de exercício para exercício e movimento. Se fosse a nomenclatura que a gente trata aqui no Brasil, tudo isso é exercício.
No caso dos Estados Unidos, a nomenclatura é um pouco diferente, por isso eles ampliaram esse período. Vale a pena dizer para vocês também que ao longo do tempo, na primeira revisão, a gente tinha lá o nome de exercício, tinha um conjunto de artigos que foram base para eh tornar o exercício como uma prática baseada em evidência para o TEA. Na segunda revisão, ah, surgiram novos artigos, mas os resultados foram discrepantes os resultados dos primeiros artigos.
E nesse caso, então, na segunda revisão, o exercício se tornou não uma prática baseada em evidência, mas ela foi rebaixada para um nível chamado de prática emergente. Ou seja, tem alguns estudos que mostram resultados positivos, mas eles não são conclusivos, eles não são coesos, eles não apresentam resultados que corroboram entre a maioria deles. Já nos estudos mais recentes, na última revisão, nós tivemos não somente e pesquisas que mostraram resultados bastante robustos, bastante coesos, né, ampliação, mas também a quantidade de estudos aumentou bastante.
Pronto. Você lembra que vocês podem fazer esse curso exercício e movimento, que ele ainda está com o nome de exercício, lá naquela plataforma que eu falei para vocês estudarem sobre ela, que é o exercício lá da Firme, tá? tem os módulos e vocês quiserem fazer e gerarem o certificado, isso não capacita vocês para atenderem nessa área, tá?
Porque um curso ali que vai levar 2 horas não deveria ser uma capacitação para alguém eh que eh vai atender uma pessoa com autismo, um conhecimento muito específico, mas é importante para qualquer pessoa ter noções daquilo que acontece, daquilo que pode acontecer, né, que pode ser feito. Então, se você é um supervisor de casa, você é um coordenador, poxa, como é que eu preciso orientar o profissional de educação física, da fisioterapia ou da terapia ocupacional para utilizar essa prática? Poxa, eu sou profissional de de psoterapia, psicoterap eh a psicomotricidade ou então da da da terapia ocupacional.
Poxa, eu acho que essa aqui pode ser um nicho de trabalho bacana. Então, deixa eu conhecer um pouquinho sobre ele e depois eu vou buscar uma formação um pouco mais sólida sobre isso. Mas se eu fizer esse curso já não gostar, não achar que é muito a minha praia, pô, já não precisei ter feito o curso mais caro sobre isso.
Então, esses são algumas dessas utilidades. Vou aproveitar já vou colocar outro. Sembora.
Só vou abaixar aqui. Aí, >> alô. Alô.
>> Ótimo. >> Essa é uma imagem trazida nas últimas revisões em que exemplifica para vocês as a prática baseada em evidência exercício e movimento, que aí no caso antigamente era de exercício. Para que que serve e se foi testada e tem evidência para qual faixa etária?
Lembra que às vezes você vai pensar numa prática baseada em evidência para um certo público, mas se você trabalhar com um público tem características diferentes, não necessariamente vai trazer o mesmo efeito, tá? Ou os mesmos ganhos. Então, eu preciso conduzir essa variável independente para aquelas ocasiões em que você tem mais chance de sucesso, certo?
Então, esse gráfico ele ele lista, né, todas as práticas baseadas em evidência e eu fiz um recorte para vocês facilitarem questões didáticas. para entender para que que serve, né, a variável, a ferramenta exercício e movimento vai ter granjos para qual variável, para qual valência, né? Então, o exercício movimento com uma o exercício movimento então como uma variável independente e a variável dependente seria o que vai ser modificado a partir da introdução dessa prática baseada em evidência, tá?
Então aqui ela tá listada em vermelho para vocês acompanharem. E a literatura diz, os estudos dizem que a o uso do exercício movimento, ele tem ganhos para desenvolvimento motor de uma faixa etária de zer de 6 a 14 anos. Ah, professor, quer dizer que o exercício então ele não tem efeito para para a outra faixa etária?
Não necessariamente. Quer dizer que os estudos que t publicados pesquisaram nessa faixa etária. Então não se pode dizer que vai ter efeito para uma outra faixa etária.
Não tem estudos ainda, não tiveram nessa época ainda, nessa época da revisão para essa faixa etária. também se tem efeitos para aumento de prontidão e para aumento de habilidades acadêmicas, ou seja, fazer exercício físico para melhorar habilidades acadêmicas de leitura, escrita ou habilidades matemáticas e também para aumento de prontidão. O que que é prontidão?
Estar disposto, né? O aluno que permanece mais atento, permanece mais tempo sentado, segue instruções e tem ali, no caso da habilidades acadêmicas, foram testados para faixa etária de 0 a 5 anos. E no caso de prontidão para aprendizagem de cinco, de zero até 14 anos.
Ah, mas aí para adultos não tem ou para adolescentes as pesquisas não mostraram ou quando foi pesquisado os resultados não foram tão claros, certo? Isso aí é ausência de evidência, diferente de algumas outras estratégias que são feitas ah pela comunidade brasileira que tem evidência do não sucesso, tá certo? E aí existe um último que seria para redução de comportamentos interferentes, que é o termo que se utiliza melhor para comportamentos inadequados ou comportamentos problemas que a literatura traz também algumas terminologias que mudam.
Em termos técnicos, hoje a gente chamaria isso de comportamento interferente. O termo comportamento problema seria o mais adequado, mas as pessoas interpretam e chamam isso de problema de comportamento. Quando você fala problema de comportamento, dá impressão que o aluno tem um tem um defeito e na perspectiva da análise de comportamento, ninguém tem defeito.
Se comporta da melhor maneira possível. comportamento problema em vez de problema de comportamento, comportamento problema sendo adequado, seria então adequado que é um comportamento alvo de intervenção como um problema matemático de solução e não um julgamento de bom ou ruim. Como o termo é adequado comportamento, problema, mas muitas pessoas chamaram isso de problema de comportamento, acabou que a sociedade eh não gosta muito dessa terminologia.
Então, se atualmente se utiliza mais socialmente comportamento interferente, embora ao longo do tempo também tenha sido utilizado o comportamento inadequado, que é o o nome que tá trazido aqui na literatura, mas que a gente atualmente já não usa mais. Bom, esses são os artigos, né, que são listados para cada faixa etária utilizando o exercício de movimento. Vocês percebam ali que não há nenhum estudo naquela época, né, eh, usando exercício para a faixa etária de 15 a 22 anos.
Bom, agora eu vou mostrar um pouco das revisões mais recentes, eh, que é no caso do eh eh Nicape que eu mostrei e ela é uma das 28 práticas. Essa é uma outra tabela semelhante àquela anterior, só que agora ela organiza aqui na coluna esquerda as áreas de desenvolvimento, para que que serve na área de comprometimento do autismo. E a a em cada coluna você tem a faixa etária.
Então, se tiver um cheque para aquela faixa etária naquele comprometimento, quer dizer que o exercício e movimento, essa nova prática, esse novo nomenclatura, tem efeito para aquilo naquela faixa etária. Vocês percebam que recém-nascidos de zer a do não tem efeito nenhum, ou seja, não teve pesquisas que buscaram investigar nessa faixa etária. Quer dizer que não tem efeito?
Não sabemos. Quer dizer que não. O que quer mesmo dizer?
O que quer mesmo dizer é que não houve pesquisas que buscaram investigar os efeitos desse exercício para essa faixa etária. No caso de 3 a 5 anos, vocês podem perceber ali que a gente tem o uso do exercício e movimento para ganho de comunicação, para habilidades sociais, para ensino de brincar, habilidades intelectuais cognitivas, para habilidades de leitura, exercício e movimento para contribuir na aumento de leitura para os aprendizes, habilidades acadêmicas e pré-acêmicas para redução de comportamentos interferentes, comportamentos agressivos e também para ganhos motores. E aí vocês aplicam a lógica para ver as outras etapas também.
Então ali a gente tem para que que serve, né? Ah, e para qual faixa etária a gente tem evidência, tá certo? Esses são os 21 artigos que atualmente foram base para decisão sobre o exercício movimento como uma prática baseada em evidência no autismo.
Aqui tem uma sinalização, né, em azul ou em vermelho, porque é uma leitura minha que eu faço desses artigos sobre para que que serve e como é que é utilizado o exercício. Pronto, professor. Como por como eh utilizado esse exercício?
Pois bem, às vezes o exercício ele é aplicado para ensinar uma habilidade direto. Então eu posso ensinar o exercício para ensinar o meu aluno a pular, mas eu também posso usar o exercício físico para ensinar ele a fazer leitura, ajudar na leitura. Mas como que é isso?
Como ele vai ter que ler na hora do exercício? Não, o efeito não é na hora, o efeito é a posterior, é logo após você acabar o exercício. Vocês já perceberam que algumas vezes a gente faz exercício e logo na sequência, às vezes, se não foi um exercício muito intenso, também não foi um exercício muito leve, às vezes a gente torna mais disposto a mais ligado em algumas coisas.
E às vezes se a gente tá muito agitado, às vezes o exercício quando a gente faz a gente se sente um pouco mais relaxado. Esse é meio que um senso comum. alunos muitas vezes estudaram, foram estudados nas escolas, o a funcionamento intelectual dos alunos melhora quando eles voltavam do recreio e faziam exercício físico.
Então essa é uma avaliação meio que assistemática, mas é mais ou menos isso como que funciona para ganho de leitura e para redução de comportamentos interferentes que eu vou trazer para vocês. Então aqui tá um uma lista de alguns artigos que utilizaram exercício, né, como uma prática baseada em evidência, a avaliação do exercício antecedente para eh redução de comportamento problema, né? eh, reforçamento por reforçamento mantido por reforçamento automático, eh exercício para reduzir autoestimulação, a efeitos da dosagem para reduzir estereotipia, quando essa estereotipia ela é prejudicial pro aluno, nem toda estereotipia deve ser alvo de intervenção, tá?
o tipo de exercício mais vigoroso ou mais aeróbico, né, o de menos intensidade para eh interferir em habilidades eh de ah comportamentos interferentes para esse aluno com alunos com autismo e com atraso com deficiência intelectual. A o exercício físico, né, para ampliação de várias habilidades, inclusive motoras, esportivas também. E ele faz parte, então, o exercício com função antecedente é uma das maneiras que o meu modelo de intervenção de manipular o exercício físico como uma ferramenta para atender uma pessoa com autismo, das quatro que eu criei e que eu apresento na literatura, que não faz muito sentido explicar todas elas aqui, porque o foco não é atuação de profissionais de educação física.
Então eu proponho, isso foi uma ampliação da literatura, usar o exercício hora com antecedente, hora consequente, hora de generalização e hora pro treino direto. Basicamente é antecedente. Uso o exercício agora para um efeito que eu quero logo aqui acabar.
Eu vou usar o exercício consequente que é ele fez alguma coisa, eu dou exercício físico para reforçar o que ele acabou de fazer. E aí o exercício pode ser de mais ou de menor interesse. Eu vou gerar, usar o exercício físico para ele fazer alguma coisa que ele aprendeu em outro contexto.
Por exemplo, ele pediu a me dá em algum lugar e aí eu gero brincadeiras, exercício físico para ele falar me dá em várias outras ocasiões. Um aluno tá aprendendo a fazer contato visual com alguns algumas alguns contextos. Então eu vou criar exercícios ou brincadeiras para ele ampliar, repetir, fazer com fluência esse contato visual em outros contextos e às vezes é para usar o exercício físico para ensinar diretamente mando, tato, intraverbal, tolerância, frustração, imitação, qual que seja, são mais ou menos aí os formatos e eu vou tratar agora na sequência sobre o exercício com função antecedente, que é um formato de manipulação do exercício da prática baseada em evidência, exercício e movimento, certo?
Bom, importante que vocês entendam o que essa exercício com função antecedente, ele tá descrito no principal livro de análise do comportamento, que a gente chama Bíblia Branca da análise do comportamento. Então, esse livro ele descreve na no capítulo de estratégias antecedentes algumas estratégias como enriquecimento ambiental, como ah eh reforçamento, tal como tal como enriquecimento ambiental, reforçamento não contingente, que seria o NCR, e o exercício como alguns tipos de estratégias antecedentes. entes que independem do comportamento, a função do comportamento que seja alvo de ensinar.
Então, por exemplo, se eu vou ensinar a redução de um comportamento de autolesão, que é mantido para acesso a itens, que eu vou reduzir reduzir um comportamento de autolesão que é mantido por fuga de demanda ou para acesso à tensão ou por reforçamento automático. Independente da função desse comportamento autolesivo, se eu colocar, sabendo os momentos em que esse aluno mais se machuca e eu pegar e colocar exercício antes, e eu tenho esses momentos de pico de autolesão cada vez menos intensos e menos frequentes. Vou explicar um pouquinho mais para vocês, tá?
Aqui pensando na lógica de uma contingência antecedente, resposta e consequência. Vocês tiveram muito isso ao longo do curso, já que essa disciplina é a 15ª disciplina para vocês dentro desse curso. Ah, situações em que, por exemplo, o aluno ouve um não, ele se machuca e aí alguma pessoa dá atenção.
Numa outra ocasião em que, por exemplo, dado uma tarefa de matemática, ah, o indivíduo se bate e as pessoas tiram a tarefa. Numa outra ocasião em que o aluno ele tá vendo um joguinho e perde o jogo, ele dá um soco, não puxa o cabelo de alguém ou dá um soco e as pessoas tendem se aproximar ou então dá o controle na mão dele, tá? E ou deixam ele ganhar na sequência.
A gente chama isso, né, das ocasiões antecedentes que geram o própria resposta do comportamento agressivo e a consequência. Mas também há outras possibilidades em que, por exemplo, o aluno tá com baixa prontidão. Ao passado 15 minutos, o aluno não se interessa mais por aquela atividade e a consequência é a professora tirar a atividade.
Numa outra ocasião em que, por exemplo, o aluno tem uma tarefa de matemática e ele fala: "Ah, eu não quero fazer". ou então ele bate as mãos nas mesas e a pessoa não deixa mais ele ou troca atividade para ele. Ou seja, tá com baixa prontidão diante de situações que são mais eh exigem um pouco mais de atenção daquele aluno, um pouco mais de esforço do aluno.
Então o exercício ele vai funcionar como uma operação motivacional que você sabendo que já há essas ocasiões, você vai colocar o exercício antes. Eu chamo esse exercício de uma forma carinhosa, como um remedinho que eu dou antes para o indivíduo para ele enfrentar melhores situações de pouca motivação ou de pouca prontidão, ou eu dou um remedinho para que minimize logo na sequência a intensidade ou frequência de comportamentos interferentes. Eu lembro que ele não pode ser uma estratégia consequente.
Ou seja, ele tá exibindo o comportamento agressivo, eu entro com exercício, porque temporalmente esse seria exercício consequente. Eu tenho que saber que hora, que ocasião que vai gerar esse comportamento agressivo ou que vai gerar baixa prontidão. Então, sabendo disso, na rotina, eu coloco o exercício antes.
Eu não tenho uma uma bola de cristal para saber que hora que vai ter baixa prontidão ou vai ter comportamento agressivo. Eu preciso investigar na rotina quais são as ocasiões e que isso vai acontecer, seja de déficites comportamentais de prontidão ou de excessos comportamentais de comportamentos interferentes. Eu preciso entender isso e aí eu dou o remedinho antes dela.
Ora o exercício vai funcionar como aumento de prontidão e hora esse exercício vai funcionar como uma função de operação abolidora, que é reduzir ah diante dessa ocasião, né? Quem vai continuar falando não para ele, mas se eu colocar o exercício antes de eu falar não, a probabilidade de ser aluno apresentar comportamentos agressivos é menor e é muito bacana isso. Eu vou trazer exemplos para vocês, tá?
Então é mais ou menos isso. Ele vai funcionar o exercício físico antecedente dessas ocasiões. Que hora ele funciona como estabelecedora, motivadora, estabelecedora para ganho de prontidão.
Hora ele funciona como operação abolidora para reduzir comportamentos eh interferentes, agressivos, autolesivos ou destrutivos, tá? Alguns estudos vão trazer, né, a pesquisa sobre a intensidade do exercício, quanto tempo deve durar o exercício, após o exercício, quanto tempo dura, né, os efeitos, né, que a gente tá querendo. Bom, e os estudos eh que foram feitos, eles não foram feitos por profissionais de educação física, às vezes são por analistas do comportamento, por pessoas que não dominam muito de exer de esforço físico.
Então, muitos estudos eles levam uma tendência da gente entender que o exercício ele precisa durar mais ou menos de 10 a 15 minutos ininterruptos, mantendo uma frequência cardíaca de vigorosa para vigorosa intensa durante o período de 10 a 15 minutos. Não é um exercício em que ele vai lá e eu vou ficar corrigindo e a frequência cardíaca sobe, desce, sobe, desce. os efeitos não vão ser dessa dessa uso dessa medicação, vamos chamar assim, tá?
Dessa pírlula, né? Não vão trazer os efeitos. Ah, eu posso de fazer de 5 minutos?
Pode ser que tenha efeito, mas a literatura vai dizer que o que a gente teve de soluções entre 10 e 15 minutos ininterruptos, uma atividade de alta de média ou alta preferência do indivíduo para que você não precise ficar corrigindo e que ele já tenha uma certa prontidão. Se ele não tiver, você vai precisar ensinar isso, né, para esse indivíduo. e que após a aplicação do exercício, esses efeitos, né, seja na sala de aula, seja na em casa ou seja numa outra terapia, eles podem durar até no máximo 40 minutos.
Ô professor, mas aí se eu quiser outro resultado, o que que eu vou fazer? Toma de novo a medicação, toma, insere de novo o exercício. E esse exercício ele vai ter então podendo ser aplicado até cinco vezes ao longo do dia, tá?
É claro que a intensidade desse exercício do dia, eu vou fazer, >> tá? E esse exercício pode ser aplicado até cinco vezes ao longo do dia. É claro que a intensidade vai variar de indivíduo para indivíduo.
Um indivíduo que é muito ativo para você levar a vigoroso para ele é um exercício mais intenso do que um outro aluno que é sedentário, que às vezes só fazer uma caminhada já vai levar a frequência cardíaca dele para isso. Os estudos não são muito claros, mas toda a minha leitura cuidadosa vai entender que é mais ou menos ali entre 60 e 80% da frequência cardíaca máxima em relação a a à frequência basal desse próprio indivíduo, tá certo? E aí eu vou mostrar para vocês então mais ou menos uma ordem que a gente orienta esses profissionais.
Primeira coisa, eu tenho orientar os profissionais a avaliar as condições de saúde desse aluno. Depois, eh, avaliar o que que é prioritário, o que que eu vou precisar priorizar. É a redução de comportamento interferente, é o ensino de comunicação, é ensino de contato visual, é ensino de tolerância à presença de pessoas, né?
O que que eu vou priorizar? E aí a entrevista vai ajudar, as avaliações comportamentais, aquela avaliação de participação inclusive vai te ajudar o que que é prioridade para aquele aluno. E olha como é que a gente tá tendo aqui a aproximação de um profissional junto com outros profissionais.
A comunicação paraa decisão desse objetivo, ela é coletiva, ela é família, é junto com o fisioterapeuta, com o pedagogo, porque às vezes esses comportamentos que acontecem na escola vão ser alvo de intervenção por um profissional de educação física que vai contribuir lá pro aluno permanecer mais tempo na escola. Às vezes é uma atividade de fisioterapia que o aluno precisa fazer uma algum movimento que tem tanto desconforto que ele bate na pessoa e um profissional educação física pode eh usar o exercício físico para o aluno, ao ir paraa fisioterapia ir com mais disposição, com menos chance de agressividade. Então, olha como é que é uma estratégia que ela aproxima efeitos de vários profissionais a tomada de decisão de forma coletiva.
Então você definiu o comportamento. O próximo passo é onde isso acontece. Mais ou menos ao longo da rotina.
Eu vou precisar fazer um levantamento da rotina. Depois então eu vou decidir qual é a intensidade do exercício, qual exercício eu vou fazer. E por fim, eu vou avaliar se a minha intervenção tá gerando o efeito, né, que eu tô sobre qual o comportamento e alvo e se tiver funcionando, dou continuidade ou eu troco o tipo de exercício físico.
Ah, e para exemplificar aqui, eu trago um dado de uma de um de uma intervenção sobre minha supervisão em que a gente tinha um aluno que tinham dois comportamentos muito desconfortáveis no ambiente escolar e ele passava ele, ele era um estudante de segunda a sábado e passava o dia todo na escola com aula de português, de matemática, mas ele tinha um comportamento de cuspir pro alto e era uma estimulação visual e ele tinha um comportamento de bater a mão no queixo. Bom, o que que nós fizemos? Então, envolvemos as professoras da escola para marcar pra gente em termos quantitativos, não a intensidade, não a duração, se acontecia aquilo durante um período de tempo, né?
A gente chama isso de registro por amostragem em tempo. Teve ou não teve? Por oportunidade.
E aí, teve ou não teve? Teve. Quantas vezes teve nesse momento?
Era só colocar um C para quando ele cuspia pro alto e B se ele batia a mão no queixo. E a gente pediu um professor de matemática, de português, geografia, de química e professor de qualificação física anotar ou se acontecia no intervalo. E aqui a gente tem uma linha de base de anotações.
E percebemos que esse comportamento alvo então ele acontecia mais frequentemente no momento final da aula de português e ele tinha mais concentrado esse comportamento de bater ali. Então o que que nós fizemos? Nós introduzimos ali uma estratégia de exercício físico eh no momento antecedente a esse pico.
Na semana que vem, né? Nós não voltamos a a o período a agenda, né? Então, dada uma semana, na semana que vem, antes desse período de pico, nós colocamos o exercício físico.
Primeiro tentamos levar esse aluno para uma cama elástica que tinha, que ele gostava bastante, só que fazia muito barulho a cama elástica, atrapalhava a sala de aula de todo mundo. Nós tentamos levar para não fazer barulho por uma bicicleta ergométrica, a gente conseguiu separar no final da escola, mas esse aluno às vezes não tinha habilidade de de pedalar de forma consistente. Então, a frequência cardíaca não também não ia trazer o efeito.
Também começamos a trabalhar com esse aluno para ele dança, ele gostava de dançar. Aí pensamos: "Poxa, se a gente vai separar esse aluno para dançar, por que a gente não para com a professora e fala: "Professora, vamos parar a aula 10 minutinhos e vamos colocar todo mundo para dançar. " Todo mundo.
A gente separava, pediu pra família levar o fone de ouvido e ligava o som. E no meio da sala a gente e sem arrastar muita coisa, cada um no meu próprio ambiente dançava. Ninguém tava preocupado se tava dançando certo, tava dançando.
A gente tinha que só estimular a galera, movimentar, mas o foco ali era um aluno e aí a gente fazia com que ele se movimentasse durante aquele período. Acabou, todo mundo sentava e voltava pra atividade normal. E aí a gente verificava então os efeitos a posterior do exercício.
Então, se a aula tinha ali então uma hora de duração, nós consumimos 10 minutos e os restantes 50 minutos foram muito mais produtivos do que se não tivesse colocado exercício antes. A professora no mesmo momento falou: "Mas você vai tomar 10 minutos da minha aula? " Falou: "Me dá uma semana de resultados que você vai ver que esses 50 minutos finais que estão sendo improdutivos vão ser muito mais produtivos ainda que você me der 10 minutos.
" E aqui são os dados para vocês acompanharem que na semana seguinte, né, na semana do Aqui são os dados precisa trocar bateria, senão vai descarregar e não salva. Ah.