Oi eu gostaria de começar a falando falando brevemente sobre a A Liga de psiquiatria é a liga de psiquiatria da eu tô aqui representando a eu não me apresentei perdão gente meu nome é Ana Cecília Eu Sou aluna do 3º ano do curso de medicina que na Unicamp e este ano é o sou uma das coordenadoras da liga de Psiquiatria e saúde mental da Unicamp e a respeito da liga a gente reforça Isso na maioria das aulas que um dos nossos propósitos é que é de acordo comum de toda a coordenação atual é que nós
achamos importante trazer para esses espaços de discussão que são promovidos pelas ligas acadêmicas assuntos que são e de extrema importância para nossa formação tanto formação acadêmica quanto à formação de caráter até porque isso também vai influenciar na nossa capacidade de atuação os médicos no futuro É assuntos que por vezes não tem tanto espaço como eu comentei com as professoras mais cedo eu não tenho espaço na nossa grade física mas que a gente tenta encaixar porque a gente reconhece que nem tudo pode ser abordado em sala de uma sala de aula tradicional é eu queria saber
se o Guilherme quer apresentar agora falar um pouquinho sobre o coletivo Pode ficar à vontade Guilherme ainda vai ser assim para o Resto Oi Ana Cecília Muito obrigado pela propriedade agradeço a você e Ayumi e fizeram essa provocação muita dia ao coletivo autista da Unicamp a gente tem a participação de muitas mulheres de docentes com autismo de alunos alunas na hora de graduação e da pós-graduação com autismo Então realmente é erro encontro de pessoas muito plurais muito diverso e nesse sentido a gente buscando Alimentos e buscando informações né enquanto coletivo a gente percebe que realmente
há uma falta de informações sólidas e reflexões de estúdios quando o tema é o transtorno do espectro do autismo e a mulher eu acho que hoje a gente vai poder falar um pouquinho mais das razões disso e com o contornar isso mas agradeço em nome do coletivo eu acho que a questão mais válida hoje eu gostaria De compartilhar aquilo uma mensagem que eu recebi de uma mulher né que traz assim várias questões que são muito importantes para a gente aqui tá E ela autorizou não vou identificá-la né mas Ele autorizou que eu li essa mensagem
é produzir essa mensagem dela e ela diz assim Oi pessoal vocês viram que a fcm irá inaugurar a plateia que é um uma Um prédio não é voltado mais para atendimento de pessoas no no espectro autista né mas eu entendo que seja voltado mais para o atendimento e talvez Ayumi minha na sicília possa parecer isso depois daí ela vem trazer assim não sei se apenas para crianças Mas de repente ele é legal coletivo entrar em contato ele sabe pode ajudar eu sei bem dessas dificuldades é da questão do diagnóstico para pessoa adulta depois do diagnóstico
de ideia do Meu caçula e hsd do meu mais velho comecei a estudar entender que muitas coisas que acontecem comigo e meu esposo podem ter explicação entretanto não temos dinheiro para pagar a a avaliação neuropsicológica porque ainda estamos dando conta de pagar as que fizemos nas crianças tava conversando com a Gabriela já hoje à tarde sobre como isso não bastasse todas as restrições culturais a falta de especialização de preparo e muitos Profissionais da gente encontrar o profissional o quadro né muitas vezes o valor para ter acesso a um diagnóstico impeditivo é porque Até onde eu
sei o SUS não oferece esse tipo de serviço para avaliação tipo diagnóstica de adultos né então a uma demanda muito grande para isso daí ela diz aqui vocês vejam a curiosidade e da me parece uma questão também datelli violência não ela disse a dois meses entrar em contato com o serviço de psiquiatria do Cecon Não acredito que seja o saco né que voltado para esse atendimento na Unicamp estava passando por um momento difícil a ponto de largar minha após né então é uma das funções do coletivo a gente trabalhar permanente aqui né ele ia tentar
ajuda um direcionamento e quem me atendeu disse claramente é o que é autista são aqueles gêmeos das exatas O que é mais uma página daptação curricular que se faz e que não era o Meu caso me senti envergonhada até desistir de procurar ajuda enfim se vocês conseguirem ajuda né uma parceria Então os casos assim você repete de mulheres pedindo ajuda de mulheres tentando se encontrar né E quando vão procurar uma ajuda que deveria ser especializada né o sem o SAP é o Centro de Atendimento psiquiátrico e psicológico ao aluno encontra Respostas como essa então é
eu acho que essa parte da fala de vocês Também é fundamental para a gente essa conscientização né das falas que os profissionais da saúde tem e como isso repercute na vida das pessoas de uma forma sem com Oi gente tudo bom mas eu vou deixar a palavra se na fala dos reflexões para vocês nós estamos muito bem acompanhados agradeço profundamente a Gabriela por ter aceitado nosso convite a doutora Ana por ter aceite o nosso convite e é uma Cecília devolvo a palavra para Você ajeita essas pequenas considerações iniciais nessas pequenas provocações para o que virar
aí e para para deixar muito registrado a importância do tema que é abordada dos tios agradeço a oportunidade por favor Ana Cecília devolvo a palavra você obrigada Guilherme eu acho só ou cortando aproveitando o seu comentário esclarecer para quem aqui ainda não tem o conhecimento a respeito de isso até Porque nem teria é uma coisa nova o quê que é o plateia é o plateia o programa de atenção aos transtornos do espectro do autismo é um programa que vem sendo desenvolvido nos últimos meses começou este ano por alguns professores do departamento de psiquiatria da Unicamp
entre eles a a pegar a minha colinha aqui gente entre eles a professora Heloísa valiceli e o professor Paulo da Gama mundo e a professora Renata Cruz Soares E o objetivo do plateia entre muitas outras coisas é se é um programa é fundamentalmente de capacitação para profissionais da área da saúde e da área da Educação para tentar promover a integração de pessoas autistas e facilitar essa vivência de pessoas neuro diversas E é em ambiente tanto no ambiente escolar quanto quando elas vão procurar auxílio no sentido da saúde né É É um programa relativamente novo e
Conhecendo esses professores que são alguns dos meus professores da graduação sabendo do perfil comprometido que eles têm eu acho que é um programa com bastante potencial e eu não sei afirmar Agora se ele tá mais voltado especificamente para quais faixas etárias Mas eu posso a gente pode trazer procurar algumas informações da mais conversar com os professores e aí é fazer alguns posts no Instagram para explicar melhor para vocês como é que Isso vai funcionar assim agora é passando para a apresentação das nossas para estudantes temos aqui a outras duas vai o perdão ou vocês não
define posso começar eu gosto da vontade é também tem um primeiro eu vou falar um pouquinho sobre a Gabriela e a Gabriela nelber é psicóloga mestre em em neurociência e comportamento pela Universidade Federal do Pará é ela tem especialização em neuropsicologia é Autista e idealizadora do perfil espectando consciente no Instagram no YouTube A e atua como psicóloga Clínica a 17 anos Gabriela a palavra é subir obrigada gente muito bons aqui falando para vocês e falar sim que bom que tá sendo gravado Que isso fique gravada né registro histórico aqui dessa iniciativa de vocês né então
tema de extrema importância aqui a ciência Ela vai caminhar minhas Coisas na vida vão acontecendo indeterminado mo é um assunto ele explode na e hoje a gente tem o acesso as pessoas né população sendo acesso mais fácil a informação Então as próprias pessoas vão se identificando nas características enfim vai buscando e é isso é muito interessante porque muitas pessoas estão mais atualizadas O que os médicos então assim eu acho que quem tá que hoje são concepcionais muito Diferenciados é a medicina hoje carece de uma questão de humanização do profissional nada de trabalhar relação com os
pacientes em especial a psiquiatria na especial psiquiatria então trazendo a minha contribuição aqui para vocês eu acho que é preciso falar um pouquinho da minha história rapidamente como eu me identifiquei no esperto como eu identifiquei autista né ah porque auto-identificação e aqui já uma Informação bem importante para vocês auto-identificação ela precisa ser levada em consideração quando o paciente chegar para vocês e falar estou me identificando como autista ninguém se identifica com a má notícia que acha legal acha bonito é um status ou quer tirar vantagem disso que aquela pessoa em algum momento viu uma informação
e ela meu Deus né aquilo teve um significado para ela é é porque ela sabe do que ela tá falando então eu falo para As pessoas ninguém pode saber mais de você do que você mesma só você sabe como você vivenciam mundo como você se coloca no mundo né então a é de autoidentificação ele é muito comum no diagnóstico tardio de homens e mulheres e o profissional precisa estar aberto para isso eu tava falando né Mas aquele gente começar de vários relatos de pessoas que falam a que foi nessa identificar o foram atrás do profissional
e o psiquiatra neurologista E o do paciente na imagina tanta coisa é autista você olha nos olhos você conversa você é casado você é formado você né e e é o que comentou de nada né Essa desvalidação profissional da autoidentificação o que o paciente está contando seja de sintomas ou é uma violência né porque aquela pessoa não tá se identificando à toa e eu falo para pessoa né que os profissionais Ok você pode não entender do assunto é mas pelo menos fiquei Curioso O Curioso curiosa para saber gente interessante que que essa pessoa que você
esteja achando a pessoa louca mas fiquei curiosa você não fica curiosa para saber por quê que a pessoa tá achando que elas identificar autismo se coloque na curiosidade para deixar aquilo acontecer falar aqui tudo bem eu não tenho experiência nisso mas boa investigar com você ou vou-te encaminhar um colega né então eu acho que a base a relação terapêutica em qualquer Tratamento em qualquer área da saúde é amar a E aí por que que eu tô falando da alta identificação eu me descobri é autista dando diagnóstico de um paciente né eu era da Marinha era
concursada já era Capitão Tenente e desoneração pedir baixo já com três anos capitão-tenente que a carreira militar uma carreira administrativa e o meu hiperfoco é É mano é psicologia e eu não abro mão da minha pressão na Mariana vai poder Exercer mas aí vai estava eu dando diagnóstico para um paciente explicando para ele que quer diagnóstico tardio e cada característica do autismo como que isso apresentavam no comportamento como vivenciava e determinado momento caiu a ficha que eu estava dando para ele exemplos meus da minha rotina do que era dificuldade social do que era cansaço depois
de uma vivência social e que era de cuidar de contar com rotina de rotina é comportamentos repetitivos e tudo eu Me eu tava exemplos meus para isso é E aí caiu a ficha né quando aquele frio na espinha mas a gente fala um frio na barriga Ok terminei a sessão lá com ele Achei nas coisas foi para casa esse dia liguei para uma amiga que era na psicóloga curiosa de autismo e perguntei para ela está querendo um diagnóstico diferencial né Essa essa conversa inclusive tá pintada e postado no meu Instagram e eu pergunto para ela
como eu sei que eu não Estou no esperto Eu já queria uma negativa e a resposta dela foi eu fico feliz que você tenha percebido que tem um tempão que eu tento te contar que eu tenho que mostrar que você só me dá patada e sai pela tangente e ali começou uma chuva de informações de retrospectiva assim ó é uma é uma loucura a sua vida passa na sua frente assim igual filme mesmo bom filme é um negócio muito doido situações que você passou desde a infância na Adolescência e dificuldades mas não é impactante é
chocante por que que eu acho importante contar esse fenômeno para vocês porque vocês vão ouvir isso e quando alguém se identifica com autismo e tem uma descarga de adrenalina tem um impacto emocional porque aquilo faz muito sentido muito sentido e Edis organizante é e depois disso veio uma cascata de eventos de fenômenos de um processo de luto é um processo todo o processo de luto de Raiva momentos mais depressivo momento tudo na então a gente só que isso isso não está escrito e livro nenhuma esses fenômenos não estão descritos para contar para vocês que quando
uma pessoa chegar para te contar essa vivência dela aquilo ali tá trazendo uma informação muito importante do funcionamento daquela pessoa daí isso é muito curioso né quando a gente vê então o profissional o médico e aqui falando psiquiatras né É hoje a a Base que a gente tem a mais e eles são só uma Uma pincelada do que é um transtorno os manuais de transtorno mental eles são uma tentativa muito pobre muito pobre de tentar dar um Norte para facilitar o trabalho do profissional de Despertar uma suspeita vamos investigar mais aquilo ele não ele não
não não fica tudo continuar né mas a gente tem aí a CID10 vai vir a segunda a 11ª edição e a gente tem o dsm-5 que trouxe as alterações mais recentes né Sobre o autismo então é a base hoje E aí muito me espanta hoje quando um profissional então nega essa percepção do paciente o mínimo que eu posso pensar é que esse profissional ele nem se deu o trabalho de ler o da o tempo todo o capítulo sobre eu tiro Ele não estudou aquilo ali porque se ele tivesse estudado um mínimo tem algumas informações lá
a então tem alguns trechinhos aqui que eu coloquei para falar para vocês tá lá O que vamos deixa eu falar primeiro essa parte do 1052 aqui fica mais gritante então tem algumas coisas que acontecem 50 os sintomas eles têm que estar precoce Tá mas nem sempre eles vão conhecer podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais e serão a capacidade limitada então a demanda social veio mais forte e os meus recursos não foram suficientes Daí né esses sintomas eles podem ter sido mascarados por estratégias apreendidas mais tarde na vida e esse é
o critério ser do dsm-5 sobre autismo Ok o critério de você tem que os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no Funcionamento social profissional aí eu gripo profissional por que que a gente aqui tá falando diagnóstico tarde então não é para ser dois ponto de um profissional existe no diagnóstico tardio porque crianças não Têm vivência profissional então tá implícito na a gente está falando de adultos Ok E aí tem uma uma parte também que fala é um Minio que o dsm-5 trás sobre mulheres meninas sem comprometimento intelectual como comitante ou atraso de linguagem podem não ter
o transtorno identificado talvez devido à manifestação mais útil das dificuldades sociais de comunicação está no dsm-5 Oi Eita uma observação profissionais boa Espera aí então é Possível tá adultos aí eu coloco né adultos é que tá escrito no dsm sim aí eu coloquei aqui de graça os homens e mulheres porque eu descendo cinco não falou homens adultos e desenvolveram estratégias compensatórias para alguns desafios sociais ainda enfrentam dificuldades em situações novas ou sem apoio é o mesmo que eu tenho todos os recursos desenvolvidos eu ainda tem situações que me geram dificuldades e aí ele ainda Fala
sofrendo com o esforço EA ansiedade para de forma consciente essa expressão está no nordeste M5 calcular o que é socialmente intuitivo para a maioria dos indivíduos me lembre na sua expressão cálculo o autista a estrutura autista a cognição autista calcula o social cálculo onde se fosse cálculo matemático raciocínio constante não é surdo não é intuitivo mas vai gerar um desgaste Importante né E aí tem essas informações no dsm-5 traz um alerta opa pera aí então a menina se ela não tiver um uma deficiência intelectual um prejuízo de linguagem talvez Passa despercebida então o que que
a literatura hoje traz na Estamos bem recente 2020 2019/2021 e agora está sendo uma literatura que você sente né a as mulheres são menos propensas a receber um diagnóstico de autismo do que os Homens elas são diagnosticadas mais tarde do que os É sim requerem maior expressão de sintomas para receberem o diagnóstico ou seja para uma menina recebeu um diagnóstico ela tem que estar no nível de comprometimento bem maior se for um comprometimento é nível 1 por exemplo ela pode passar despercebido maior probabilidade de terem sido previamente mal diagnosticadas com outras condições saúde mental e
mulheres Contestam mais propensas a problemas internalizantes né então aquele sofrimento interno subjetiva sociedade depressão enfim eu vou falar que dia de algumas comorbidades e menos externalizantes do que os homens como por exemplo interatividade problemas de Conduta a gente significa que mulher não pode ser sintomas internalizantes não não significa isso aqui depois quem tem rigidez Kong o artista não né gente tem Que flexibilizar mulheres também pode ter é sintomas e analisar de idade problema de comer então eu recebi uma mensagem pelo YouTube uma uma pessoa é escreveu lá sim era muito ruim ela era muito ruim
sempre ouvir as pessoas falando que a mulher autista uma menina autista ela apresenta características das imagens uma menina mais quieta mais preguiçosa mais tímida mas não sei que isso é só mais um estereótipo Porque a menina autista ela pode ter o comportamento mais intensos de fertilidade de questões eu não gosto muito dessa expressão é problema de Conduta acham péssima né problema de Conduta para que enfim é E aí eu achei aquilo muito pertinente e falei para ela Nossa muito obrigada pelos observação porque senão a gente vai criar uma estereótipo do autismo feminino tá então por
que que essas coisas acontecerem eu acho importantíssimo falar sobre isso né Porque com autismo então ele vai ser mais diagnosticado em nome do que o melhor que que aconteceu nessa jornada na torre esquecido dessa forma é a Cecília é você tá calculando o tempo aí eu esqueci de marcar aqui oi oi é eu tô marcando mas eu tô dando liberdade para que vocês falem o quanto que vocês consideram necessário assim não falei isso Não é uma ideia nós começamos aí por volta das 15 6:45 agora são sete e cinco Então já tem uns 20 minutinhos
de palestra Como assim OK tá então é fica acontece né que aconteceu na ciência para gente chegar nesse contexto né é houve um viés científico na estudos mostram isso não viesse científico assim que que acontece critério diagnóstico para o autismo Eles foram estabelecidos é a população Masculina já previamente identificada como autista E aí a pesquisas até hoje conversei isso falar né quando eu pego um artigo novo primeira coisa que eu olho é o n lá né A partir ou quem são os participantes né quando eu vejo discrepância entre homem e mulher aquilo ali já fez
um pouquinho o meu gostar do artigo mas eu vou ler ou estudar enfim mas hoje é inaceitável que não tenha que não coloque a mulher na Pesquisa então ouve esse viés científico que o autismo ele foi a priori né mapeado dentro do comportamento masculino numa época gente assim numa época né em que a mulher e nada é a mesma coisa e não se tinha interesse em estudar mulheres Oi e aí isso vai vai cruzar muito com a história da saúde mental né a mulher com todo a coisa da histeria ali mulher histérica por natureza então
quantas foram hospitalizadas Corinthians Institucionalizadas dessa pesquisa na menina e a menina quem que era menina autista então daí essa coisa menina mais que era se ela é quietinha não apresenta né muitas tá lá brincando no mundinho dela então socialmente aquela quieto di ou Aquela introspecção aquele não falar aquilo não era visto como um problema era esperado socialmente não chamava atenção né É já as meninas pergunta comportamentos mais internalizantes elas Vão receber vários o diagnósticos elas vão receber diagnóstico de bipolaridade elas vão receber diagnóstico de toc elas vão receber the border vai vir trocentos mil pacotes
ali de toque de sim o transtorno alimentar isso é muito interessante é um grupo de pesquisa da Inglaterra e para mim eu considero hoje o principal núcleo de pesquisa em autismo em adultos e eles têm alguns artigos muito curiosos E hoje na Inglaterra se uma pessoa é é diagnosticada com algum transtorno alimentar a próxima investigação é se ela é opcional porque encontraram uma correlação absurda a entre características autistas e os transtornos alimentares então numa clínica de pacientes com transtornos ambientar alimentares é mais de cinquenta por cento apresentavam características autistas Oi e aí quando vai fazendo
a correlação né do da seletividade alimentar ou então do padrão alimentar determinado tipo de comida ou da distorção corporal é de querer atingir uma certa simetria corporal gente são como você vai lentos Caramba como não pensei nisso antes é muitas né então quantas meninas ali estão sendo assim foram diagnosticadas quando eu ia com o Lumia Na expressão corporal etc mas aquilo ali também é uma comorbidade Não era é a base A então decidi essa em tipo que a gente também tem uma outra coisa na ciência que é o fenótipo do autismo feminino na E aí
essa coisa do fenótipo a gente tem que tomar cuidado porque existe um autismo diferente não é o o autismo autismo. Só que um autismo não mulher vai ser uma pessoa autista vivenciando o mundo feminino curto tudo que já é complexidade do mundo feminino desde a puberdade na mudança cor então Muito comum as meninas autistas terem uma dificuldade muito grande no período da puberdade Talvez os primeiros os primeiros compensações ou dificuldades já comecem a aparecer aí porque elas falam um relato muito como não eu não quero crescer eu não quero que meu corpo mude e isso
vai aparecer depois lá nos 45 e 50 anos quando o corpo começa a mudar de novo e na velhice Porque com Principalmente para o cérebro autista cognição autista direcionada para detalhes então cada detalhe do meu corpo eu vou observar né A então quando faz um fenótipo do autismo feminino eu já tinha feito umas largas sobre isso depois que a gente vai aprimorando estudo é não é um outro autismo é a mulher vivenciando a complexidade do mundo da mulher né com toda sua complexidade vamos passar aqui então o a TPM né no período pré-menstrual em que
a Mulher já fica sensível e já é uma funcionamento se na imagina uma menina autista e não sabe que é autista com uma questão sensorial importante e na TPM e se intensifica na Então vai vir as alterações de humor vai vir a sensibilidade do sensor o nível de estresse que ela não sabe explicar fala para ginecologista que você é autista não sabe nem por onde a gente passa zero emoção então é o que a mana vem discutindo bastante né E aí quando essa Menina cresce aí vai ter vai começar as Primeiras Experiências sexuais que é
algo completamente sensorial E aí a gente vai ter perfis diferentes porque a contei as hipersensíveis e o toque vai ser de confortável as áreas erógenas não vão ser necessariamente as comumente são apresentadas Então se a gente for pensar em educação sexual ela pode ser outras áreas mais sensíveis e que que trazer nela é mais a gente vai ter a se pôr sensível e vão precisar de estilos muito Fortes e intensos para poder ter sentir alguma estimulação Tem algum tipo de fazer então como isso vai aparecer em algumas Nações têm interesse sexual então é é tudo
muito complexo Só quando só cada pena que eu tô falando aqui né daria uma um dia de conversa e gente aí essa mulher vai chegar essa parte quando eu vou deixar para Ana fala mais chega na gestação é o mudança né Total enfim é E aí essa coisa do fenótipo feminino Já para encerrar aqui a minha sala há uma coisa que tem tem Aparecido muito na literatura é que as mulheres elas apresentam uma característica a mais é têm mais facilidade em camuflar os sintomas autistas Esperei a camuflagem é e o que vem começa o estudo
aí né A partir disso vai gerando outros a mulher não camufla mais do que os homens a tomar cuidado com ele ok homens também tomou muito que quando a gente fala que isso é uma característica da mulher a Nossa tendência desconsiderar isso no homem e não é verdade a camuflagem ela faz parte do funcionamento humano tá ela é um mecanismo natural de sobrevivência o que se estuda hoje a camuflagem ela está presente em vários transtornos mentais é uma necessidade de ser aceito pelo grupo e isso é intrínseco do ser humano né O que se vem
estudando que é importante a gente estudar hoje o impacto da camuflagem É e alguns estudos também mostram que a camuflagem por si só ela não é negativa só camuflar é ruim a camuflagem quando ela é eficiente quando ela dá um bom resultado é protetora Ah é Então a gente tem que tomar muito cuidado nos estudos e isso porque os próprios autistas hoje eles vão estudando Eles vão tendo acesso à informação aí não camuflo é muito ruim Não camuflar necessariamente participar não é ruim ela tem uma autoridade mas o quanto isso vai ser eu entendo o
que tá acontecendo eu estou usando isso de forma consciente eu sei o a consequência disso E aí eu tenho possibilidade de minha de quase arrumar é Soluções e eu vou fazer isso de uma forma muito mais efetiva para mim porque para gente tomar cuidado assim já pensando em processo de intervenção de que a camuflagem não é negativa e eu Não tenho que eliminar a camuflagem eu tenho que entender esse funcionamento em mim ah quando eu aprender a identificar quando ela está acontecendo aprender os resultados as consequências me ao regular enfim eh e para encerrar aqui
a essa coisa do Norte confiado muitas vezes parece que nós confiados fenótipo feminino muitas vezes Parece que a menina tem uma motivação social maior mas não necessariamente isso pode ser nada mais nada menos que um processo de Camuflagem tá é e socialmente uma característica da menina são os interesses restritos né e são socialmente aceitos e interesse numa banda de rock o meu hiperfoco na minha adolescência era em videoclipe musical passava a tarde inteira na sentar de bem Goiânia que agora é assistindo ele teve Multishow gravando clipes todos os clipes é como se fala em listas
a fita sete o sabia frequência a fita três a sequência dos vídeos Na Aquilo era socialmente aceita a música Gostava daquilo e era tudo muito organizado enfim aí eu lembro das coisas que eu falo para minha mãe como é que vocês vão da chave isso não mas enfim gente assim eu não quero tomar muito tempo e um assunto eu tenho tanto prazer em falar então fica aqui quem quiser convidar aí para os momentos eu estou à disposição tens adoro compartilhar conhecimento Espero ter trazido algum algumas contribuições para vocês aqui aí eu vi que tem algumas
perguntinhas aí eu vou deixar na Cecília mediar isso depois obrigada tá eu acho que a gente pode passar agora para falar da Dra Ana né E aí depois a gente faz as perguntas para ambas as pernas até o final e vamos agora a apresentação Então agora eu chamo para falar a Ana Aguiar Ela é graduado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro é fez residência em clínica médica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e residência em Psiquiatria pela também pela UFRJ é Ana seja muito bem-vinda e a palavra é
sua é muito obrigada a gente muito obrigada pelo convite eu acho de suma importância delicadeza assim pela o parte da liga de psiquiatria da Unicamp aí representada por vocês muito obrigada obrigada Guilherme também representando o coletivo é um prazer estar ao lado da Gabriela Gabriela que roubou toda a minha sala não é complementar Ana Estou brincando que deixou um cantinho mas eu fico assim muito orgulhosa já tá falando por uma liga que que vai representar né é a frente médica mais adiante como eu comecei a falar no comecinho quando não estavam todos aqui Eu tenho
uma trajetória médica depois atenção mini currículo aí na sua frente Você deve ver a loucura que foi mais uma trajetória médica é que era toda a focar a consulta e psiquiatria de ligação e ela mais ou menos dez anos atrás eu iniciei o atendimento à paciente do espectro autista adultos né E quando iniciei esses atendimentos eu comecei um Aposta que qualquer intervenção médica que qualquer presença e qualquer atenção que A gente pudesse dar naquele momento promoveria uma diferença na vida daqueles pacientes daquelas famílias especialmente se fosse feita de uma forma diferenciada né porque no início
tudo era feito dentro de um consultório o paciente EA família tá totalmente diferente do que imaginei falar mas a Gabriela também mudou ótima Rose e é eu fiz uma forma diferente né nós começamos a atender dentro de um grupo e em que eu ficava de fato em ação com aqueles Pacientes e isso para mim foi o modificador porque aí eu conseguia entender exatamente como era está vivendo o ser autista na e não ler um livro com a Gabriela falou né não existe um livro que eu consigo a ler e consiga conceber o que me falado
numa consulta Não existe um artigo que consiga resumir exatamente o que eu aprendi ao longo desse tempo então para mim aquilo foi modificador e aquilo me despertou o interesse e eu fui Chamada de louca muitas vezes tá louca mesmo o que você está propondo não vai fazer diferença nenhuma a gente tem que fazer uma internação precoce né Isso se repetiu muito muito muito e Eu segui adiante estudando e fazendo o acompanhamento estudando e fazendo acompanhamento hoje meu consultório ele é modificado do modo que eu acho possível obviamente né porque tudo é difícil gente do mais
simples que vocês imaginarem eu quero Colocar um UFF sabe eu só tenho para criança é só tem para criança então hoje o que que eu quero Clamar para quem tá aqui tá especialmente para o pessoal da liga se vocês puderem sensibilizar um médico a mais sabe um médico e se ele for de outra especialidade Eu agradeço muito e se for ginecologista e obstetra assim eu vou dar um abraço e um beijo em cada uma de vocês porque é só sensibilizar eu só preciso que essa pessoa faça uma coisa que ela pergunte Para essa mulher adulta
dentro do espectro quando ela se sentiria confortável de ser atendida a pessoa não precisa saber do tela talvez sejam muito eu pedi isso nesse momento nós vamos ter representatividade porque assim eu sou muito teimosa e eu não vou parar vou perturbar o Guilherme eu vou perturbar Gabriela vou perturbar o Mike e assim eu vou continuar a gente tem que aparecer tem que falar mas na isso tem que ser realmente difundido é mas é reuniões com S e falar disso de modo médico através de um médico através de outras pessoas que estão no espectro então aí
pesquisando porque se você pergunta para uma mulher como ela pode ser tocada tá como ela não se sente desconfortável isso é completamente diferencial a Gabriela falou uma coisa muito importante é essa mulher se vocês lerem 10m e vocês vão ver os critérios se vocês perguntarem com uma mulher com conforto que ela sente a cada mês e Vocês pensarem que essa mulher se não for muito sortuda pode ter uma endometriose pode ter uma síndrome do ovário policístico ela pode ter uma enxaqueca e Qualquer dor que essa mulher tem a qualquer sindrome álgica que seja somado a
vida dessa mulher ela vai provavelmente deixar essa mulher mais propensa a uma sobrecarga sensorial o que que essa mulher e todo ano ao ginecologista e todo ano radiologia todo ano passar por um exame de ultrassom e Essas pessoas não terem a menor sensibilidade ao colocar um ultrassom transvaginal nessa mulher e ela vai se sentir invadida e como é a sensação profunda para ela daquele exame então sensibilizar um médico a mais simplesmente para perguntar como isso vai ser menos incômodo eu já vou tá muito feliz e a Gabi falou de uma coisa muito bacana né ela
falou da autoidentificação o Chef famoso auto-diagnóstico né E aí eu tinha Pensado em falar com vocês como que essas mulheres chegam né os adultos autistas de modo geral como ele chegou mas essas mulheres chegam um pouquinho diferente seu eu sinto até um psiquiatra O bom de modo geral que que acontece na minha clínica eu falo na minha clínica Porque são poucos psiquiatras que atendem adultos autistas ir mulheres Então a gente vai contando né porque realmente vai ficando mais complicado mas vamos vamos falar sobre isso essas Mulheres chegam depois de se debater em vários atendimentos em
que elas são inválidas porque ela já tem a percepção de que elas vem se sentindo inadequadas ao longo da vida ou desajustados ao longo da vida por algum motivo algumas a pesquisar um muito sobre o tema Então as trazem para você o que seria o auto-diagnóstico auto diagnóstico não está retirando o médico não está tirando o médico do local dele Então não é para ninguém se sentir mal com essa palavra é simplesmente a percepção dessa mulher de que e o errado com ela ela já pesquisou e ela compreende que pode ser do espectro autista E
aí a a Gabi ela tava falando e ela disse uma coisa muito interessante ao menos fiquem curiosos e eu lembro que quando eu tava na graduação e especialmente da psiquiatria eu vim aqui todo mundo era muito curioso equipamento tudo isso se perde Né e eu lembro de um professor que falou para mim uma coisa numa prova que era muito interessante ele fez uma pergunta um aluno não sabia como responder é professor Péricles Maranhão neurologista lavar RJ é e ele falou pesquise pesquise os sinais e sintomas clínicos é aquele que se inclina então se você não
sabe o que é cin line e pesquise sinais e sintomas faça sua recepção do paciente e não diga não é isso isso ao bobagem seja médico Olá seja médico acima de tudo o e compreenda que todos os encaminhamentos que você vai fazer daqui daquele momento por diante né idealmente terão que ter um contato seu pelo menos eu trabalho assim tá eu falo com os médicos eu sei que isso é praticamente O tópico é sabe porque eu falo o que eu sei que essas pessoas não têm no hall e a e entender que aquele paciente que
vai chegar lá é tem que ser tocado de Tal forma tem que ser percebido de tal forma isso é uma delicadeza que eu faço questão de fazer mas eu peço a vocês vamos passar isso adiante bom esses essas pacientes chegam para mim normalmente numa idade é adulto jovem tá até um 40 por aí muitas vezes em algumas outras vezes no final da adolescência Acompanhada pela mãe E aí a mãe já com a percepção de que alguma coisa acontecendo né é e não outro Percentual na outra ponta como a Gabriela falou é justamente batendo no climatério
e é isso acontece bastante essas mulheres elas chegam comumente com mórbidas Então já chegam trazendo consigo o resultado desse sofrimento todo o resultado é de tanto tempo né vivendo sob um gasto de energia porque tudo isso que a Gabi colocou aqui né esse mascaramento que nem sempre causa esse desgaste né mas e muitas mulheres Causas esse esse essa necessidade de se acoplar ao mundo né digitally perfumando então ela chegam já muito cansadas inclusive por todo esse essa invalidação com isso as vezes o pior e elas chegam assim disparado síndrome de depressivo ansiosa e tudo que
vocês possam pensar e no meio disso tá dessa de atenção hiperatividade vem com muita frequência é toque Bastante frequência os traumas a Gabi não falou de trauma eu fiquei até assustada aqui que ela não falou de trauma trauma Agudo ou no caso o teto também aparece bastante né os traumas comparecem como mais gosta de falar é e trazem essas questões é para consulta e a cada ciclo que essas mulheres sofrem né seja menstruação seja o a TPM que é uma coisa que altera Por demais é a cada ciclo que essa mulher sofre ela também sofre
a sua sobre Cargas muitas trazem a questão do Mel dedão né já sofreram isso E aí confundem as vezes com crise de pânico e como isso é difícil para elas tá como é constrangedor para a maioria alguma já tiveram chant Down acho que você já estão habituados né com isso e uma questão que tem assim Aparecido mais no meu consultório agora eu tenho conversado bastante com a Gabi para fazer uma proposta diferenciada e que eu compreendo que a melhor forma de Atendimento para essas mulheres nessa nessa questão específica montar uma equipe multidisciplinar é a gravidez
e a gravidez é uma coisa que muitas mulheres até pensam né Gabi e como fazer nesse caso né bastante Vale correr esse esse risco de ter tantas vivências no corpo né porque os gelados que eu escuto são relatos é um surpreendente né de alteração de propriocepção de alteração de sensibilidade profunda tem sinestesia e para gente da psiquiatria é um machado Que a gente vê muitas vezes na Psicose E essas mulheres estão perfeitamente conscientes que isso tá acontecendo no corpo dela estão com crítica vivendo a gravidez amando os seus filhos né E se chama invadidas e
aí a gente tem que pensar o seguinte pessoal o parto e eu não sei se vocês pararam para pensar no quarto se a gente pensa que dor dor tem que ser tratada de forma assim sem perdão o que gera uma sobrecarga sensorial nessa mulher fora Tudo que ela tem que viver ao redor é como que será o parto dessa mulher se ela desejar um parto transvaginal como muitas vezes a gente escuta eu quero um parto transvaginal e essa mulher estiver com 10 cm de dilatação e um trem certidão parou eu pergunto as as doutoras presentes
aqui da liga como que vai ser Oi tá comando é um trouxa então não entra mais em contato com o mundo o que que vai ser feito O que a gente pode pensar em passar um força que a gente tem que pensar em alguém com muito divertido vai passando força vocês sabem que não faço o que a gente vai fazer qual vai ser o trauma pélvico dessa mulher bom então a minha compreensão é que o momento do parto e não sou o parto mas o acompanhamento ele precisa ser acompanhado é né ele precisa estar alinhado
com a saúde mental e o parto tem que ter Acompanhamento Por que no momento em que a equipe de saúde mental compreende que essa mulher está perto de chegar no seu limite analgesia tem que entrar mesmo que a mulher não tem essa compreensão o que ela pode entrar no melt Down ou ela pode entrar no certidão e a gente tem como antecipar um pouco esse momento e iniciar o analgesia a equipe tem que estar integrada e eu e a Gabi a gente vem conversando sobre isso de conseguir iniciar esse trabalho em conjunto E Acreditem isso
é difícil né eu tenho uma colega aqui no Rio de Janeiro que desde que a gente começou a ventilar lá né Essa coisa da gestação é essa coisa do analgesia atrapalha o parto natural temos divergências quanto a isso tá temos divergências não tem E aí Olá tudo bem cada um pode ter a Sua percepção mas temos divergências Inclusive acadêmicas eu tenho uma colega aqui no Rio de Janeiro que inclusive comprou Isso mede fazer partos em conjunto com a equipe e a gente quer começar a pensar um pouco mais nesse atendimento conjunto né e de sensibilizar
mas outras especialidades é e quanto ao climatério o que eu tenho percebido muita frequência é que quando as mulheres chegam nesse ponto ela já chegam tão mais rígidas é tão mais difícil atendimento é tão mais sofrido eu não sei como é que a Grade percebe isso até queria perguntar para ela mas é bem mais complicado né você conseguir é uma estrutura já muito muito né dura ali naquele momento e o momento do climatério é um momento muito complicado muito complicado para gente conseguir lidar com aquela situação de modo geral boa grande proposta que eu fico
aqui na minha mente é que a gente tenha é uma maior capacidade interdisciplinar o que eu Acho que a única forma respeitosa de abordar um especto de abordar mulheres Afinal as mulheres vão mais vezes ao médico têm mais acesso né a a saúde de modo geral é os médicos não estão preparados para isso de modo geral a Gabi e cirúrgica nesse tema é os e a prisão estão e não fazem o básico né que é investigar e são taxativos bom então era essa mensagem que eu queria deixar no final das contas né ser Interdisciplinar né
que a gente possa investigar o que a gente não conhece e principalmente isso gente obrigado Oi eu gostaria de agradecer Então as falas pelas falas da Professora Gabriela e da professora Helena Aguiar é agora eu vou fazer algumas das perguntas aqui do chat eu não sei se você estiver um tempo de de ler agora durante a apresentação mas eu vou está lendo em voz alta e aí sintam-se à vontade é tanta Gabriela Canta a Anna para responderem as suas perspectivas a respeito das questões são minutinhos e aqui a primeira pergunta foi enviada pela Giovanna Romaro
E ela diz assim existe algumas tudo que Cruze dados de mulheres autistas e incidência de vaginismo é hoje dor sexual seria possível estar relacionada essas incidências eu te conheço se você tem E não é então eu também te conheço e aí que que acontece eu achei ele é pergunta sim caramba muito bacana Aí que é isso é assim ó cada paciente que chega é um mundo de pesquisa que se abre Esse é um paciente chega eu vou mergulhar no estudo para entender ele o funcionamento né É só que essa paciente ela né ela vai levar
isso para quem a ginecologista dela a gente tá aqui falando para o like aqui ó o que já tá né ficar três já tá meio atrasado na evolução do que se Entende pelo teu autismo hoje o que dizer e ginecologia Mas vamos passar né o quando eu quando eu vi aqui a Cadê é da Giovana né E aí de novo para mim ou até ele de novo que eu perdi aqui na net do consumismo dor sexual seria possível ter relação eu nunca vi sobre mas a primeira coisa que me vem é que seria algo possível
sim só que você vai ter que investigar esse nas o paciente no sentido de o perfil sensorial dela Você vai ter que investigar o perfil sensorial fala que o perfil sensorial é a base para você conhecer muitas das reações emocionais de cuidados da mulher autista tá então pode ter Pode sim né o que você vai ter uma paciente com a hipersensibilidade você também pode tomar paciente com aí por sensibilidade e que aí ela não vai ter aquela informação sensorial entrando nela também mas a gente pensar é numa hipersensibilidade isso pode causar dor Sexual sim que
na hipersensibilidade a sobrecarga sensorial ela coloca o seu organismo no estado de stress a surdo tá eu dou um exemplo né eu tenho uma sensibilidade auditiva bem importante é Teve um dia que eu tava se eu tiver com meu organismo mais inflamado como eu estou essas últimas duas semanas a minha sensibilidade triplica Então teve um dia que eu tava muito hipersensível e aí resolvi colocar meu fone De ouvido com abafador de som às vezes eu coloco o é o de silicone e e depois do abafador de som e aprendi isso com uma paciente minha que
tá aqui é a Alessandra que entrou recentemente para Medicina na história da lei é o máximo e ela falou para mim eu aprendo com os meus pacientes né e os pacientes foram gente não pensei nisso mesmo Vou testar também olha aí o passeio da isso E aí hoje em dia a gente consegue fazer Monitoramento né os nossos finais em uma das técnicas que eu trabalho é o Bill que tiver a minha frequência cardíaca é tava altíssima altíssima tá recuperando tem ali eu fazendo nada eu sentada Ok eu coloquei o fone de ouvido abafador de som
a minha frequência cardíaca foi pro 60 bom então é neste aspecto que a gente tem que pensar a potência que é o expresso sensorial Agora imagina Isso numa relação enfim eu poderia ficar Horas aqui falando sobre isso mas a ideia é investigar se tem um sintoma que que está por trás daquilo né o e comunidade também né É você falou de berço de beck também é uma ótima opção nesses casos né quando a gente fala de vaginismo e e assim como dei o exemplo aqui eu falei de alteração de próprio excepção de receptor de profundos
eu realmente nunca vi artigo Tá eu vou estar mentindo só falar que eu tinha Artigo mas faz todo sentido é que se a gente precisar da gente se encontre que tem realmente uma associação maior Tá mas fica uma dica que você falou de biofeedback É bem interessante e ver alguma comorbidade associada também tá bom aí não sei se a Giovana é da liga que a temas ela fica com esse dever de casa então se for jogos caiu os artigos é um tô indo agora para a segunda pergunta eu Sem querer pulei uma pergunta é peço
perder uma Pamela que tinha enviado uma pergunta antes é a Pâmela Suellen Gama da Cruz pergunta o seguinte é quero perguntar para os participantes da mesa o que elas pensam sobre a perspectiva do modelo social da deficiência e as possíveis contribuições para neurodiversidade E aí e quer falar Ana pode falar pode falar Pode falar então eu sempre estou a mediadora né Eu sempre foi ali mediando consegui então é é oi para mim todos os modelos sejam o modelo social de deficiência o modelo médico ou bio-psico-social na eu acho que a ideia Sempre buscar contribuições a
gente não pode negar que existe sim as limitações as deficiências na então eu posso falar de mim eu não tenho só uma uma deficiência é Entendida pela deficiência do Meio Ok se o meio se o social me de condições eu posso exercer meu potencial todo meu potencial cognitivo e emocional com muito mais é a liberdade e expressão tá é mais muitas vezes mesmo eu tendo todo o ambiente preparado para mim eu ainda posso ter as minhas limitações A então eu acho que é e quando a gente pensa nas brigas ai hoje a gente tem uma
briga um Ativismo a gente tem três ônibus né a gente tem os pais que buscam a cura do autismo nós temos o modelo médico que também muitas vezes busca a cura do autismo né então já que falou não existe sai do espectro você fazer estimulação precoce e te passado no nível 3 por 2 x 1 e chegar no fenótipo criado nudismo isso não existe é mais uma piada é uma coisa ser autista outra E então existe essa essa coisa da busca da cura do autismo e da coisa da medicalização não é abominar as buscas por
melhorias e medicações que facilitam mas também não é entender que é só um meio também não se o meio oferece né que aí o modelito deficiência modelo social vai ser importantíssimo a gente estudar sobre eu não sei se vocês viram quem acompanha a comunidade Autista é a teve a conversa com Bial com a Carol Souza né que que é uma autista comentar convido vocês a pesquisar aí e aí tem uma parte da entrevista dela que é sensacional ela tá falando com o auxílio de um de um dispositivo né porque ela tem um comprometimento verbal e
é fantástica colocação dela ela falando que ela na sexta tentativa ela conseguiu se formar então e pedagogia Quanto foi possibilitado para ela os recursos para que ela pudesse expressar então é mais do que eu buscar cura eu buscar Canario um transtorno retas é eu se eu entender que ele movimento eu também posso buscar Tecnologias para me ajudar a navegar e eu gosto muito da abordagem biopsicossocial eu acho que a gente eu eu sou super fã da Medicina integrativa e eu acho que na verdade tinha seu comum e não a Especialista o diferencial na aí a
gente paga caro praia atrás disso e se eu for no médico hoje que ele não me entende como um todo para mim não serve né então a a contribuição para nervos diversidade existe existe umas discussões muito Profundas sobre a gente entender anel que diversidade é e eu falo e isso preciso estar nas escolas como a Ana falou seus sentimentos os pacientes Não Só nos médicos Os Dentistas Fisio fono na eu tive uma feliz experiência de ir no dentista que atende a crianças notícias ele era professor disso e ele me atendeu uma sensibilidade que eu me
emocionei as lágrimas corriam à medida que ele me me tratava respeitam na minha condição né então isso precisa tar em todos os meios a discussões da diversidade precisam ser entendidas e profissionais precisam ser Sensibilizados professores educadores pais os pais são um ponto muito frágil dessa dessa equação e a função EA responsabilidade dos médicos em relação a isso a cuidar dos Pais orientar os pais dessa neurodiversidade de colocar isso de uma forma mais e eu não vou falar positiva mas não traz tica não ai meu deus do céu Seu filho é autista agora perspectiva de vida
dele é péssima gente os pais restaurante agnósticos é Uma Sentença de Morte diagnóstico Sombrio já que nossa missão dele é assim feito né E hoje o meu trabalho com autista é o yin poder amento autista o quanto mais você conhece o seu autismo Mas você consegue se posicionar mais limitante do que o próprio autismo é alto É a autoconfiança EA autoestima fragilizada na isso vai vir das famílias Enfim você falou uma coisa maravilhosa Gabi Hoje eu tive uma experiência que eu fiquei assim muito contente ouvir sabe porque eu tenho alguma coisa que é muito legal
de vocês ouvirem é a Gabi tava falando sobre a coisa de você dá o diagnóstico um paciente adulto né e o que que você causa na vida dele né é vocês não podem entender com palavras o quanto isso é Tranquilizador e modificador de vida sabe a pessoa sente um alívio e parece que todas as peças se encaixam e é claro que e se encaixando depois da consulta também né Parece que tudo vai caindo assim aos pouquinhos e fazendo sentido também de uma forma é para trás né tudo vai vai ficando mais certinho e eu tive
a experiência hoje de uma coisa muito bacana que foi uma mãe do lado do filho né dizendo assim Doutora eu não vejo esse diagnóstico é o que ele entender Como é que foi que caiu aquela aquela ficha depois na segunda consulta né vejo se diagnóstico de uma forma ruim ou de uma forma é da sim negativa eu vejo que depois que ele escutou esse diagnóstico ele tá muito mais tranquilo né eu pude conversar com meu marido e meu marido perceber nele algumas características também ele até que entendesse ele não tem alguns traços e a gente
como família pode-se entender melhor é e o que eu Quero agora que ele seja feliz né e eu pude conversar é uma coisa que eu acho que a grade vai poder falar melhor do que eu obviamente que é o capacitismo né que a gente fala tanto eu falei para ele o seguinte não vou falar o nome dele obviamente eu sempre vou querer saber o que é a sua necessidade a sua demanda o que você precisa trabalhar o que você quer o que você precisa e não porque o mundo diz para você tá isso é muito
importante e E aí ele falou tá eu tenho Uma lista aqui de coisas ele já tinha lista dele de coisinhas que ele se incomodava na Abrir isso é importante de você falar e um outro ponto é que vocês estavam falando que eu acho muito legal é de todo mundo que tá aqui reparem onde vocês encontram uma plaquinha com preferência para atendimento de deficiência com símbolo do autismo e eu encontro em pouquíssimos lugares e o local obviamente adaptado isso tem que estar lá isso tem que tá lá os ambientes Que a gente tem que estar adaptado
O que é uma deficiência invisível invisível mas não menos dolorosa né então o ambiente tá alto por exemplo consultório médico aumenta lá o som da televisão entendendo a novela seja o que for que o paciente está incomodado e as horas de consulta passando ele tem prioridade Ah entendi então isso é uma questão de respeito que tem que ser colocada e a gente tem que estar sempre buscando representatividade para se Colocar né isso é uma coisa que me incomoda muito e que eu batalhei para ter inclusive na minha frente do da minha porta daqui qualquer pessoa
que se sente-se incomodada pudesse ter ali um refúgio não sei se é uma ideia meio maluca sou maluca mesmo pelo que falaram aqui Mas foi como eu pensei né Fala aí o que você sobre capacitismo eu achei empurrando-a Então eu fui esses dias no restaurante e tinha lá uma área reservada para Né não tinha um símbolo do autismo E aí eu pensei eu vou eu vou chamar o gerente dificilmente eu tomo esse tipo de iniciativa eu sou muito E aí eu sou muito eu tenho ideias mas eu não levo né Aí eu penso as coisas
eu resolvo as coisas eu mesmo tecido mas eu não Expresso do mundo e aí eu falei caramba eu vou falar para eles Olha eu coloco cinco aqui do autismo também mas quando eu analisei o ambiente onde eles Tinham separado para as pessoas com deficiência eu falei mas isso não seria o lugar porque ele tava perto da entrada né com espaço maior então para um cadeirante por exemplo você é muito bacana lugar mas Protista não porque eu o ventilador batia-lhe direto era mais próximo da Rua e quando eu entro no ambiente a primeira coisa que eu
faço Eu escaneio né eu falo com meu cérebro é é é hiper treinado para identificar todas as Ameaças possíveis né E hoje de entender isso então isso é muito importante o a fazer essa contribuição aqui quando a gente pensa nas alterações de humor e por que que a gente é muito diferente né de polaridade então eu posso estar no ambiente chegar toda feliz e Saltitante meu irmão Sempre falava isso é muito de lua você tava super bem agora você já tá emburrada né é a gente chega feliz e Saltitante no supermercado Isso é uma cena
real EA em Questão de cinco minutos já estou de cara fechada com pressa prestando ele Bora Sem paciência E aí chega na fila já não tem paciência e a mulher do caixa e rolar e tudo parece que conspira contra para ser mais a E aí ele falava caramba mas você tava de boa agora você já tá assim e aí já tô calada já quero chegar em casa chego em casa mas não frente poucos anos eu cheguei em casa batendo porta vai direto tipo assim nossa que ninguém e quando essas coisas aconteciam Eu me sentia muito
mal comigo mesmo que eu quero eu cresci ouvindo que eu era uma pessoa intolerante eu cresci ouvindo que eu era uma pessoa impulsiva raivosa e eu não queria ser essa pessoa então esforçava muito para ser uma pessoa boa e quando essas coisas aconteciam eu me senti uma pessoa ruim eu sentia que eu era o espírito das Trevas eu tinha um negócio ruim dentro de mim eu senti isso que eu tinha um natureza muito grande né E aí eu queria Estar de bom humor mas eu não conseguia fazer aqui para quando eu descobri essa coisa do
sensorial e que isso faz sentido na então é daí tudo miserável a irritabilidade o meu indicador é se eu chego no lugar de boa tô feliz da vida e de repente meu humor muda na hora me acende a luz vermelha eu escaneio todo o ambiente e onde é que tá o estímulo tá atacando e pode ser gente assim ó a pessoa sentada há três meses de mim no restaurante Conversando o brinco balançando e a luz batendo a luz refletor refletindo ali e aquele brilhinho começa a me gerar não sei que é isso eu só tô
aqui conversando aquele estímulo tá chegando sempre eu tenho noção consciente daquilo eu vou começar a Cíntia no meu organismo quando é luz Geralmente eu sinto enjoo né a brilho e movimento de mijar enjoo aí eu identifico Então eu preciso tirar aquilo de mim claro que depois da 2ª taça de vinho a sensibilidade já foi aquele pode Colocar o canto tá então assim adequação né Eu acho quando a gente pensa nas observações dos ambientes auditorias é mais aí o que a Pâmela então né contribuindo formas No entanto quando ela não é só o ambiente Eu também
preciso instrumentalizar o meu paciente para que ele consiga identificar os indicadores de sobrecarga nele de forma que antes de eu chegar no escalonamento máximo que Vai gerar uma crise seja ela que irritação de enjoo ou de Chantal o meu esteja eu identificar isso quando tá de pequenininho para o promover a uma regulação para o meu organismo porque isso vai ser a prevenção Claro que tem estímulos que eles não são eles não vão escola não Claro que tem sobrecarga que elas são agudas o estímulo usei e já era um estrago nessa hora eu tenho que ter
o meu ambiente de suporte né Eu não sei se a le ainda tá aqui mas eu vou me Permitir falar da Lei aqui porque ela criou uma é o canal para ela né ela compartilhar essas experiências lá alertei de Sacadas muito bacanas ela aprendeu muito rápido a identificar os indicadores é escanear o ambiente lá então tem uma cena que ela relata aquela foi na médica dela que ela foi o psiquiatra começou a entrar em desligamento ela tem muita gratidão e ela inclusive fez a tatuagem do símbolo Do autismo no punho Porque como ela perde função
cognitiva muito rápida a ponto de não conseguir falar e isso porque ela é de altas habilidades tá tão tem muito recurso mas quando vem a sobrecarga sensorial não tem ela só mostra tatuagem que as pessoas para pedir ajuda Então foi uma sacada muito bacana né então quando ela viaja ela tem no celular todos os vídeos delas viagens que elas que ela fez e como ela foi auxiliado nos aeroportos ao mostrar ali Né A médica dela começou a se sentir mal skane ou era luzinha da impressora da médica atrás no instante piscando a luzinha tava gerando
da carga nela Então é igual com essa coisa da do do modelo de deficiência social só ele não é suficiente para abarcar a a necessidade ou a gente tem que instrumentalizar a gente tem que levar em consideração sim as deficiências né aí do capacitismo né Isso é tão assim estrutural tá tão na base de hoje a gente teve uma discussão bem importante na comunidade despertando lá nas pessoas que já participaram do programa e em relação a isso né então falas do tipo foram fazer uma entrevista como o filho da Carla do autismo legal né E
aí teve um profissional que conversando com o rapaz ir lá com o menininho Ela falou o nome dele agora Gabriel aí é Profissional falou para ele né que tava infestando aí já é mesmo você sendo autista isso isso isso e aquilo' isso foi um isso é uma espécie de que o Budismo isso era desnecessário celebrado apesar do seu autismo então isso não não não é isso aí então a eu recebi uma missão um convite na verdade bem importante que eu tô pior nervosa em relação a isso nem me convidaram para fazer uma palestra para falar
sobre capacitismo Numa uma escola para crianças na e eu tô quebrando a cabeça para desenvolver coisas eu achei tão importante aquilo e eu quis que fosse presencial não queria que fosse online Então vou me dirigir até Uberaba para fazer esse trabalho então vai ser de 3º 4º 5º ano 6º a 9º e depois ensino ensino médio para a gente conversar sobre positivismo porque não é porque o sol pista que não preso uma não preso umas coisas pa é o Que a Ana falou me pergunte Não me pergunte não é o que você acha que é
o autismo é como eu venci o meu autismo EA forma como eu que vence o autismo não é como a ler e vence o dela eu posso aprender muita coisa com ela e ela comigo mas tem particularidades que a lei tem que eu não tenho Tem coisas que geram capacidade nela e não gera em mim então é muito individual é muito individual né enfim a eu vou falando gente eu entro em Flor aqui daqui a pouco eu já tô indo aí e vai não sei se me responde aí o que tinha sido proposto acho que
respondeu respondeu sim é nós temos mais algumas perguntas aqui é a próxima é uma pergunta que eu tinha enviado é durante a sua fala Gabriela é porque eu já tinha ouvido falar um pouco sobre esse a questão da camuflagem ser mais acentuada em menina e meninas do que nos meninos e a minha dúvida era em relação a qual o papel da diferença de Socialização entre meninas e meninos para que a camuflagem seja maior nas meninas assim se isso é realmente isso a socialização tem um peso nessa diferença E aí a gente vai vai encontrar uma
questão muito social mesmo né é eu conversei isso com a né quando a gente vai ler digo é o seguinte você vai achar artigos que falam que comprovam que existe que tem alteração estrutural né neurológica entre homens e Mulheres em questão de socialização evolutivamente como é que isso se deu Então tudo é muito complexo aí eu falei para Ana Ana quando eu leio um artigo Eu leio eu quero absorver aquela informação ela fica como uma pecinha de quebra-cabeça essa aqui que tá falando que existe comprovações de diferenças é entre o cérebro masculino e feminino inclusive
na secretaria relacionada ao comportamento social existem pesquisas que não comprovam isso Você acredita em qual Oi Lê tudo do tempo Store e aí você vai ver como isso funciona no seu dia a dia na clínica com seu paciente aqui então quando a gente fala isso é assim o menino está sério eu quero ver como funciona o meu paciente eu tenho pacientes o que que acontece a com os homens né não é que eles não camuflam eles estão Mas se for uma mulher uma autismo menos acentuado os menino vai ficar mais Evidente não é Que a
mulher camufla mais a expressão qualitativa daquilo é diferente tá então meninas vão ter rigidez motora não mas para essa menina tem 10 motoras ela tem alguns outros comprometimentos com as vezes fiquem mais visíveis ali do que outras que não têm Então quem a sua mãe não sei não sei vai ser como seu paciente vivência aquilo ai tem algumas pesquisas que mostram sim que as meninas se elas comparado comparadas com meninas não autistas Elas vão socializar menos do que os bares náuticas quando elas comparadas são comparadas meninas autistas um meninos autistas ela socializam mais Elas têm
uma questão dos ela se você for pensar é esse elas são comparadas com meninos não autistas elas estão ali para o aparelho O que que a gente vê então o que a gente entende de comportamento social feminino e a menina tá mais na rodinha a menina tá alí quietinho observando tá tendo Zíper Fox dela tá o menino a ação masculina social ela é mais das não é jogar o futebol é o macho alfa né Gabi o que eu ia falar disso agora né que essas brincadeiras aqui bem lá no comecinho né que as meninas têm
uma coisa de gerar negociar muito desde cedo já tá muito na troca na conversa mas isso vem mudando né eu tenho uma filha de 4 anos inclusive está se passando por mim aqui e E ela joga futebol entendeu quer fazer outras coisas mas essa troca Ela ocorre muito cedo ali e logo assim a percepção em um grupo em outro grupo em outro grupo de que ela não tá se enquadrando por algum motivo ela vai ocorrendo né e assim E aí gostaste que estás aqui estás aqui e ela já vai sacando bom aqui eu não me
enquadrei porque eu não me enquadrei né vai para lá porque o que deve ser aqui o que deve ser ali e ela vai juntando também essas pecinhas do quebra-cabeças nem vai conseguindo construir quase a construir Uma Persona né É Agora nós estamos mudando nós estamos mudando bastante as brincadeiras estão mudando Eu tô percebendo isso com a minha filha talvez a gente também tenha uma apresentação que vai mudar que vai mudar é daqui por diante se se a resposta for essa se for o desenvolvimento da Criança e as brincadeiras precoce como ela interage entre si a
gente vai ter uma mudança daqui para frente tá se eu posso dizer isso porque eu já percebo um pouquinho Disso mudando Tá mas de qualquer modo mulheres trocam muito negocinho muito desde cedo e eu acho que isso pode se aí uma das explicações para ela ir construindo já essa a cinética vem na já desde de cedo sim como seria uma das explicações É bem isso mesmo então é uma coisa que eu gosto muito na comunidade autista Pesquisadores uma coisa crescente né pesquisadores descobrindo autistas Então são autistas pesquisando o autismo E aí a gente começa a
ter olhares muito diferentes muito diferente que é a e com a pesquisa participativa né vamos ver vamos consultar a comunidade autista o que que ela quer que seja estudar água e pega deixa eu te contar como é o autismo não você tá vendo de fora me falar o quê que é o meu autismo E aí uma coisa que a comunidade autista pede é assim ok a Gente já sabe que têm diferenças há entre pessoa a mendigar e pessoas autistas eu quero saber como que a sua pesquisa me ajuda no meu dia a dia a melhorar
minha qualidade de vida a gente não quer essas pesquisas para que tu quer saber essa diferença a gente quer saber como essa pesquisa Esse é o resultado trouxe para mim uma melhora na minha qualidade de vida em desenvolver estratégias clínicas de psicoeducação que seja que tem um alcance maior ruim Na e o que que tá tendo hoje de sim um grupo muito bacana que foi o que inspirou o programa expectorar no consciente e aqui o autista fazer parte de uma comunidade em que ele se sinta pertencente e isso faz muita diferença então tudo que entendeu
um dia sobre o autismo que o autista não gosta de socializar ele não tem motivação social que ele não tem a tia os autistas estão falando não é Assim que funciona então hoje eu amo tão lindas as pesquisas qualitativas e tem um relato de autistas né e eu acho que a coisa da camuflagem tem muito disso vai ter sofrimento ter que camuflar ainda que eu saiba né aqui no baile gerar um um desgaste sim mas Tem situações que qualquer ser humano iria gerar uma Persona ali isso é natural então instrumentalize já que eu tenho de
Campo lá que que eu faço depois para me Ajudar me regular Nem sempre eu vou conseguir quitar de camuflar esse essa camuflagem foi estruturada Deus abençoe o que está acontecendo isso me dá mais auto-confiança Então como que eu vou tratar essa camuflagem em atendimento da pessoa Caramba então isso era uma camuflagem tal quem sou eu deixa eu descobrir só que tudo isso vai ser muito particular Tem situações de camuflagem isso assim meu diagnóstico foi Me alta dedicação 2018 o diagnóstico mesmo fechado oficial profissional em 2000 e agora eu não sei se foi no Zap mas
depois disso a gente cada situação que eu vivo eu vivo uma ressignificação a lente do meu autismo agora né então estava eu andando no aeroporto e eu vou coisa para ver um lugar extremamente o seu gêmeo eu não sinto extremamente vulnerável eu tenho uma vivência de auto-referência se eu ando na rua a Sensação que todo mundo tá me olhando e todo mundo tá tá vendo a as os meus trejeitos as minhas coisas enfim é uma coisa que nós para o autismo é dos traumas sociais mesmo né da cognição social apreendido mas só eu andando no
aeroporto e eu precisei de bolsa eu não uso bolsa não gosto nunca usei daí eu tive que levar meu computador não cabia na mochila que a mala Aquela bolsa grande e levando no ombro se ele sentindo uma coisa Desengonçada eu tava me sentindo tão ridícula tão inadequada como se todo mundo olhasse para mim falar assim nossa olha como Aquela menina tá desajeitada com aquela bolsa né então isso passa na minha cabeça e eu endurecido ali mas eu tenho perfil comparativo Nelson uma leitura corporal tipo assim né assegura mas não início passa uma mulher bem rapidinho
assim mesmo tá passando né Toda a elegante nos alto e a entrada aqui no no braço Toda Chique né não ato Assim involuntário tá inconsciente de si a bolsa e sai andando numa cópia de comportamento não consciente Mas como eu já estou mais sensibilizada foi uma duas questões de segundos para falar caramba Olha aí a cópia do comportamento aí eu me peguei camuflando aquilo mas o melhor quando eu assumir a postura dela que no meu julgamento gritam estava adequada e imediatamente eu me regulei eu Relaxei bom então eu saí do Estado de estresse Quando você
ensina o paciente a perceber isso tem muitas vezes aí vai a camuflagem para mim consciente mas se ele conseguir assalto com ciúmes ter ele vai sacar e essa essa consciência traz auto-regulação e autoconfiança e é muito bacana Aí acho que entrou um pouco na resposta de uma blusa outras perguntas é que foi enviada pela Alessandra Silva é em que ela perguntava qual que seria o Limiar entre a camuflagem benéfica EA camuflagem que Vai levar a uma somatização e a um estresse bastante significativo e isso é o que a gente tá falando né Gabi assim não
basta o espectro autista seu me espectro como cada indivíduo cabine se usa tanto aspectos né então sim é muito complicado responder isso de uma forma genérica você tem que entender o seu paciente sentir o seu paciente para você poder responder isso é muito individual muito individual é uma resposta que você vai se sentir E aí eu Queria dizer até uma coisa para quem está começando a se propor a fazer esse atendimento para esse grupo de pacientes em específico não é especialmente dos adultos é muito mais importante do que você é claro que é muito legal
fazer mestrado doutorado mas muito mais importante do que você é ter números é você simplesmente entrar em imersão com esses pacientes Eu acho que o ensino médico ele tem que em Sala de aula o médico tem que sair da sala de atendimento e você tem que se propor a emergir e cumprindo e a clínica profundamente sabe entender essa alteração sensorial quase como fosse em você sabe estar ao lado do paciente entender o que é uma crise sensorial sabe sentir porque enquanto isso não mudar você vai estar só entendendo aquela fala como algo distante e isso
não vai te dar propriedade para falar com o paciente Então fica uma coisa que a Gabi falou né é eu particularmente vou me sentir completa completamente a zona para atender um paciente que está no espectro autista é um adulto e viveu e sofreu todo esse tempo até agora e é preciso imergir então se você deseja fazer esse atendimento se aprofunde faça atendimentos profundos procure realmente grupos que fazem atendimento a pacientes adultos e diz construa propõe o Desconstruir né eu não imagino uma outra forma de aprender e Gabi invadir e você não sei se vai ter
outra forma de responder isso não a sua fala me trouxe uma questão de bem importante para responder né Essa Limiar é só mais que que acontece gente quando quanto mais uma autista se conhece é o seu funcionamento o seu perfil social seu perfil sensorial seu perfil emocional é e ele vai ficando seguro É isso que eu chamo de empoderamento autista né de Equivalência do meu colocar autista ali e quanto mais eu me conheço menos tolerância eu tenho para camuflar só que para eu conseguir não camuflar e colocar os limites e falar não vou para um
determinado evento sem eu me sentir culpada por que vem o conflito interno na coxa né O Coxa de alguém não vou tal como é que fica eu falo que é o conselho que eu vou no Google não vou não é mas quanto mais eu me conheço e sei o resultado que determinada situação Vai Me causar hoje eu Gabriela falo eu não negocio o meu bem-estar eu não negocio o meu composto eu falar que eu não vou por causa da questão sensorial que eu sei que vai ter lá ou de fazer Caras e Bocas no Social
e eu tô com zero disposição e a pessoa achar ruim ficar chateada bem é problema terapêutico do outro a pessoa que lute para trabalhar Ace e ficou lá da minha não presença e se ela não compreende quando eu falo que aquilo me gera Mal-estar ela eu entendo o que ela não está interessada no meu bem estar aqui eu estou te contando o que aquilo me faz muito mal e ainda assim você insiste que eu me submeto a isso mas pronto paciente conseguir colocar isso eu trabalho muito com nossos pacientes Não estabelecer limite até porque o
autista ele é têm uma probabilidade alta de relações abusivas é é muito bacana meu paciente aprendendo A colocar limite ele só vai conseguir fazer isso se ele tiver com a auto-confiança alça de madeira e trabalhar na então a camuflagem Quanto mais a pessoa aprende sobre ela menos ela está disposta camuflas e quando ela for cama com ela vai camuflar ou de uma forma muito adaptada ali ou assim que ela perceber que ela tá a colagem se submeter a uma sobrecarga ela vai interromper e vai buscar novas soluções para ela tem uma coisa que eu acho
muito Interessante quando você começa um atendimento de um uma autista adulto e aí mulher o homem tanto faz na disse que a tria os pacientes eles têm um certo receio vergonha de fazer movimento chegou lá torios tá é e com o passar do tempo né com você deixando claro para ele que são movimento regulatório né que ninguém tem direito de interromper aquilo que aquilo deixa ele mais tranquilo ou você deixando ali A mão dele algumas tintol aí algum algum alguma outra forma dele regulado e fala que fique à vontade sabe essa aqui é a sua
casa então assim deixando ele cada vez mais à vontade ele se ele sabendo que ele não tem que saber e nem um potinho né e tem que estar como está a vontade como esse paciente falou eu tenho de uma lista de coisas que eu desejo fazer e não consigo hoje então isso é o que ele deseja e não o que eu desejo para ele quanto mais a gente Chega perto desse Limiar né é muito bacana quando chega o momento do paciente entrar ele tá fazendo os movimentos dele né E claro quando você trata o paciente
ele demanda é de um suporte de farmacologia que a gente reduz por exemplo a ansiedade desse paciente vamos dizer um paciente que começa com ansiedade 58 na verdade né gente passa ele para 53 né isso paciente talvez nem balão se Tanto né mas ele se sente confortável para fazer isso aqui é importante né então reduz também a questão do mestre né Eu acho bem bacana então eu vou mencionar e dá-lhe ela teve uma experiência muito interessante é para fazer a prova do Enem foi ela passou agora para ver né a lei já tem 42 anos
é funcionária pública e pin E aí estudava para diplomacia E aí foi atrás esse sonho dela agora e deu certo então ela colocou para fazer a Prova do ENEM como perceber né E ela já muito trabalhada lá nas identificações dos indicadores dela de sobrecarga e Já conhecendo o seu perfil de estereotipias enfim Nossa Sim ela foi muito feliz nessa experiência dela quando ela chegou para fazer a prova tinha lá o suporte que ela tinha solicitado E aí eu que eu falo para o paciente as pessoas não tem que saber como te tratar como autista Porque
as pessoas não te conhece mas você é autista quanto mais você conhece Conhece você ensina as pessoas o que você e conte para elas e aí foi o que que a levei ela chegou instruiu as pessoas sobre o que ia acontecer olha durante a prova Talvez eu tenha necessidade de dormir não me acorde talvez eu preciso levantar para mim auto-regular e nessa hora eu vou ficar passando a mão na parede tá tudo bem não é crise é porque aquilo me ajuda me regular tem que terminar os estímulos que me Causa sobre a carga então uma
das coisas é vibração e barulho de motor quando ela começou com sobrecarga Ela avisou tem como desligar então ela tem todas as instruções para as pessoas e as pessoas puderam auxiliá-la exatamente deixar acontecer a quilos Cara isso foi muito bacana né mas se você perguntar para um autista não é isso acontece muito ai vamos ver adequações funcionar os negros ao aí a instituição pergunta o que você precisa Ele não conhece o Autismo dele ele precisa estudar o perfil sensorial dele a gente precisa trabalhar isso para saber que tipo de adequação e ele vai formar o
profissional médico psiquiatra ou psicólogo vai redigir lá um alto falando do perfil dele o que ele precisa para ser levar mas isso vai ser feito e conjunto não é porque agora ele é autista que ele já sabe como autismo dele funciona não aqui com autismo dele funciona ele não consegue pedir ajuda Que ele precisa não é muito bem eu vou dar continuidade aqui é que não tiver aí eu gostaria de agradecer as nossas palestrantes eu vou ter que me retirar da chamada por um outro compromisso que eu já tinha marcado mas eu agradeço a presença
de vocês nós temos mais algumas perguntas e aí o me vai assumir daqui para frente com na mediação o a noite vai legal Ana foi legal Foi ótimo foi ótimo tá ótimo de Verdade boa noite gente um beijo boa noite bom então vamos continuar aqui Gabi perguntaram Em que área da a sua abordagem da psicologia Olá eu sou sem raça definida gente a pergunta de responder viu o meu Deus do céu eu sou psicóloga sua resposta Sou psicóloga né então assim mas eu tenho minhas informações mas abordagem que eu entendo hoje é eu Quero saber
se tem um sintoma tem uma explicação e explicação tá no corpo tá no cérebro então a neurociência me dá a base hoje para eu entender então mais do que um diagnóstico de um rótulo eu quero saber como Sério dessa pessoa está funcionando tá E aí a isso é uma questão que eu deixo aqui né pros tudo psiquiatras hoje nós temos tecnologias bem mais acessíveis para os profissionais e a gente vê como tá funcionado esse Paciente O interessante é que aí aqui eu tô falando neurofeedback então hoje a gente tem um equipamento mais acessível profissional para
você fazer uma peamento ali na sua na sua sala né com base em eletroencefalografia e você aprender analisar aquilo não só para saber se tem presença não indicadores de epilepsia mas como é que eles deve tá funcionando bom Então a minha base hoje do do funcionamento é entendeu o cérebro entender o sistema autônomo né o assentamento toda essa integração entendeu o comportamento como expressão disso o comportamento observado é só a ponta do iceberg na então quando eu vejo um sintoma a primeira coisa que eu percebo que eu penso é que que tá acontecendo com esse
sério Iara que tá mais ativada que que tá acontecendo deixou entender isso como eu posso Ajudar a regulagem E aí eu vou trabalhar com essa pessoa a base do meu trabalho hoje é a autorregulação a partir do corpo na principalmente se tratando autista e a base é um sensorial sensorial é o corpo e Terapia verbal não vai fazer cócega e até porque a demanda que o que eu autista vai trazer não são os conflitos dos neuróticos simples e o neurótico simples aí não são mesmo Convidada e manda é outra é tão primário aquilo ali a
minha relação com meu esposo eu vou de coisas muito mais primárias do estar confortável não no meu próprio corpo Então se o deves paciente recurso para ele se auto-regular se sente confortável no próprio corpo naturalmente comportamento dele vai estar regular Então hoje a base é a neurociência ela tem um hiperfoco profundo em neurociência Eu consumo isso Intensamente vem o Joaquim aqui que eu adoro Joaquim e eu ensino os meus pacientes mas como usar o texto com sono a mais soneuro psicóloga é minha base Clínica é a questão de terapia uma abordagem bem uma única entre
o nome é na loja eu quero te dar o teu número Oi e aí eu gosto muito do trabalho da Gisela fa para dar né sobre acho que é também gosto muito do trabalho dela muito bonito tese de doutorado dela é uma poesia é fantástica Não impedimento fenomenológico né não tô da estrutura autista E aí é importante a gente entender pelo amor de Deus gente terapia cognitivo-comportamental não dá conta da complexidade do ser humano não então é preciso oferecer para os pacientes mais abordagens do psicoterapia cognitiva mais do que aba né então a gente tem
recursos hoje tecnológicos como o biofeedback como Neurofeedback é ou a estimulação bi-lateral para processamento de informação De traumas isso tem um impacto no autista absurd e na é e que não é apresentado para as pessoas e muito obrigada Gabriel Alessandra tava falando sobre alguns transtornos disfóricos pré-menstruais e eu acho que a questão é como que a mulher do transtorno do espectro autista deve abordar isso com os médicos né Eu acho que aqui mais Voltado para ginecologistas como elas devem colocar isso para o ginecologista a fim de serem bem atendidos eu espero e é essa é
a questão que a gente tava aqui conversando né e falando eu acho que quem tem que ser posicionado são os ginecologistas né e não as mulheres no espectro eu eu sinto eu sinto muito por essa pergunta porque a minha resposta é muito burra A assistir envergonhada de ter que responder isso né porque Na minha percepção você tem que dizer que você tá sentindo né E esse médico eu acho que a gente vai ter que voltar um pouquinho sabe porque a gente perdeu a clínica a gente perdeu a clínica é eu tava aqui ouvindo um pouco
a Gabriela falando e eu compreendi que o que antes a gente fazia sempre na uma boa semiologia uma boa anamnese e ouvir o paciente resolveria essa situação a Gente está diante de um paciente extremamente complexo se você não sabe bem Clínica se você não sabe muito bem como abordaria de uma forma integral né como psiquiatra você não sabe nem Como encaminhar esse paciente bom então se você quer ser um psiquiatra para atender paciente dentro do espectro autista só se prepare para isso olha eu não sei como te instruir a falar com uma pessoa que não
tem a capacidade de ouvir é sobre pode escolher honestamente eu Não sei assim eu acho que essa pessoa tem que ser destruída eu realmente não sei eu me sinto como você falaria me conte por favor como você falaria o que eu não tenho resposta para isso é a mesma coisa né Ana de igual aquele paralelo que a gente tava fazendo antes da aula começar como que a gente ensina um sono a conversar com o médico né como que a gente ensina que ele não vai usar a linguagem dele que ele não ele vai ter Que
usar o tradutor ele vai ser que escrever sabe é o caminho inverso né ensinar o médico a conversar com o surdo e não surdo a se desdobrar para falar com o médico né isso sabe eu me sinto assim eu tô muito triste de ouvir essa pergunta sabe não não não pela pessoa que perguntou mas o compreender que é profissão que eu escolhi ela tá deformada os pontos sabe eu sou uma apaixonada pela Clínica apaixonada sabe e quando eu escuto que a pessoa Precisa perguntar como se expressar como dizer que ela ela tá sentindo desconforto a
pele menstrual meu Deus que tanta gente chegou sabe é muito doloroso é muito difícil de fato Por isso que eu digo que a gente tem que ter representatividade E no meio médico o que o meio médico isso é uma coisa que a gente não fala muito ele não reconhece muito bem o autismo em adultos quando a gente conversa sobre isso com os médicos é eles têm uma resistência em Ouvir isso parece um pouco ridículo né a gente falando isso aqui mas isso é verdade quem sabe tanto que quando um paciente meu vai para algum médico
que não foi indicado que eu não fiz esse contato prévio ele tem a infeliz experiência de falar Olha eu tô no espectro autista e eu tenho tal como a Gabriela bem falou aqui né ele meio que passa um manual de como ele se sente como ele gostaria que fosse atendido e o médico olha para ele Com uma cara de vai mudar nada na minha boca se sacudia muda nada para mim eu não compreendo Não comprei ainda não viu que você seja autista Ah entendi então tem que ter muita sensibilização a gente tem que falar muito
mais em congresso a gente tem que abrir muito mais uma frente aí de fala é dentro da medicina para que a gente seja ouvido e Tem muita área de Interesse na Gabi tem muito receptor para a gente falar né Tem muito de neurociência para a gente falar tem muito de clínica para a gente falar eu tenho certeza que a gente pode fazer isso Oi desculpa não sei como me comunicar com uma pessoa que não tem sensibilidade a e agora uma perguntinha um pouco uma pessoal minha também eu coloquei aqui no chat é que acho que
não sei Gabriela não Se você sentir o isso durante a faculdade aquela assim do meu um pouco de aluno Cada vez que a gente vai vendo uma doença a gente falar meu Deus eu tenho né o r como que a gente diferencia um pouco essa essa síndrome assim de algum diária de saúde com um real espectro com Real diagnóstico né porque eu acho que a Gabi começou a tipo que o auto diagnóstico já é um praticamente meio caminho andado né É então eu gosto da perspectiva de autoidentificação eu não gosto de Alpinópolis né É que
oriento as pessoas eu recebo muitas mensagens na ah eu tô identificando Qual o processo entre o já deve ter respondido são 300 mil mensagens sobre isso é aí eu até falei que eu vou começar combinei com a Matilde que é uma outra psicóloga autista quem não conhece trabalho da Matilde também Recomendo um ser humano Fantástico sim e eu falei Matilde a gente tem que fazer uma live falando sobre esse processo né A partir do momento que começa a identificar Como faz tá que oriento as pessoas Você está se identificando você não está se identificando à
toa então começa a fazer um doce e você viu uma live de algum autista você se identificou com algumas características registro aquilo a nossa aquilo aquilo ali trouxe Que tipo de memória da sua Infância Nossa tinha isso E aí tu vai ouvir outro você vai ver outro post salva aquilo vai fazendo o seu dossiê a E aí você vai procurar um profissional que tem experiência nisso e eu falo Dá Um Tiro Certeiro não perca tempo o profissional que não tem experiência e se você já faz acompanhamento hoje recebi uma mensagem de uma moça falando Ah
eu já tenho minha já faz acompanhamento psicológico psiquiatra Mas Eu mencionei com meu psicólogo ou psiquiatra Ele pirou na minha cara não certeza Caramba isso assim ó é uma coisa muito de um ano né devia que você você não precisa saber da especializado especialidade não tem experiência mas que eu falo que curioso então é o paciente ele e ele escuta esses relatos de outros autistas a gente já vai muito armado com medo o que não acredito em você né O que fala mas eu não sei cara de Autista if a então se a pessoa tá
se alta identificando que ela busque na E aí a comunidade autista na rede social têm compartilhado ruim né tem o Pedro do falam autista falando de autismo é Vira e Mexe ele coloca nos Stories dele é bem indicações de profissionais que tem experiência autismo no Rio de Janeiro em Belém Eu não sei que então você buscar lá no Instagram dele a galera vai colocando profissionais que ele já passaram e que foram muito bem Atendidos ali e aí a Anna o Mike Sabe sim né eu conversei um pouquinho Guilherme hoje para desesperadores a demanda e o
negócio absurdo e Crescente e eu me sinto tão impotente eu tenho tão pouca energia no meu organismo eu deixasse eu ia querer atender o dia inteiro eu quero atender todo mundo mas eu não consigo é tão doído para mim falar com o paciente que eu não tenho vaga E aí a Anna né eu cheguei até ano Através de uma paciente minha encontrou a Anna então coisas super feliz assim e a Ana me colocou num grupo que ela tá montando de angariar profissionais que têm interesse autismo e uma caramba e eu falei eu já conversar com
decentemente para outra colega quando a gente precisa aumentar a rede de suporte profissional é entre profissionais Por que me procura eu preciso ser alguém não posso atender eu tenho que ter alguém para ir caminhar paciente só que eu vou encaminhar para a Anna a Anna já tá lotado e encaminhar para Evelyn que é uma amiga minha psiquiatra de Belém não tem vaga tá todo mundo desesperado assim né então a gente é melhorar muito isso porque nós preciso sensibilizar a Gisela tem face também um trabalho muito bacana de fazer um curso de formação ensinando para você
Córregos E aí caberia em psiquiatras Navegar interessante é que os médicos não buscam Não não gosto não só buscam não não só não buscam atualização Como faz um de serviço quando falam que determinadas técnicas que eles não conhecem que não são técnicas medicamentose fala que não funciona Caramba sem sabe é quase terminou às vezes né enfim mas se a pessoa está se identificando vai atrás Tiro Certeiro a questão é o que o Guilherme trouxe no início O que é o valor né é a maioria sim tem Uma condição social na financeira é um dificuldade então
uma avaliação neuropsicológica é caro eu conheço muito Nossa eu recebi um comentário no YouTube que doeu a alma é uma pessoa escreveu Lar que eu era parece uma profissional porque eu cobrava caríssimo e eu falava que conhecia profissionais que atendem com preços especiais mas que eu só indicavam profissionais e atendem de forma cara né a pessoa não sabe o que que eu vi Trinta por cento das remédio para vários é para atendimento social Sempre trabalhei com ele mas eu não tenho limite relação aí esse uma pessoa me procura eu não sei quem tá me procurando
eu vou passar meu pé e sempre escola negociar comigo se a pessoa fala carta no programa está entrando consciente Metade dos participantes foi bolsa que eu distribuí a Gabi queria muito participar não tenho condição bora não tem problema vamos lá Já está montada a estrutura mesmo né então eu acho que profissional ele ele tem sim essa responsabilidade de abrir um espaço para isso a gente profissional também tem que comprar não posso trabalhar de graça na e a gente tem recebido a Evelyn né Gabi estou com paciente assim situação social de vulnerabilidade Você pode você vai
fazer um favor posso que aquela aquela colega tá em angústia vou dar um jeito que eu não posso deixar mas eu também tenho Limite para fazer isso até mas espera um pouquinho tal né então acho que é juntar esforços para isso mas é muito agoniante essa essa vida é G1 é procurar profissionais especializados sintomas aqui com isso a gente acaba respondendo à pergunta da Sara Ana você quer contar um pouquinho é essa essa coisa da faculdade de medicina é meio louca né porque você acaba tendo tudo mesmo né de Sathya lúpus eu acho que a
coisa que a pessoa mais tem né e assim o que é mais importante é você ver o quanto persiste aqui ó sensação de que você tá se enquadrando naquilo e o que eu falei antes né você tirou começar a sensação de que você está enquadrado naquele transtorno ou naquela doença começa a ficar muito persistente né procure ficar imersão né conhecer um pouco melhor as pessoas que trabalham de fato com Aquele de forma séria né entender aqueles paciente e procurar um profissional especializado é isso A Gabi falou é verdade né Tem pessoa hoje é que se
vendem como especializadas e não são tá isso também é muito importante é importante que você tá ali no meio saber quem é que sabe realmente quem tem prática clínica porque isso muda tudo quando a gente fala de autismo diferente do autismo da criança né que é Uma clínica totalmente diferente quando a gente fala do adulto a gente está falando de outra percepção outra para gente quer médico então é outra forma de medicar cara que eu não abordei aqui o que seria um outro cenário Mas é uma outra situação é isso é muito importante porque isso
é uma diferença que vai assim é abreviar o sofrimento né no caso do autismo abrevie e ao sofrimento alterar o curso da vida dessa pessoa e realmente Colocar ela é um caminho e aqui estou no posto eu concordo com a Gabriela é um custo muito alto a gente não consegue isso pelo SUS é o que deveria dar conta disso Eu já conversei muito com Mike a gente já fez uma live a invenção eu e o Mike a gente já fez varias tentativas aí de fazer vai aparecer para concientizar mesmo sabe tá meio que no Instagram
dele ele no 6 ou no adulto te espero a gente está Sempre tentando né só que eu posto ele é alto né eu também tenho uma cota social enorme né quando teve a pandemia eu abri para atendimento de todo mundo e não consegui até agora enxugar porque a gente segue com anemia tá então atende toda linha de frente assim eu não sei quanto steps eu tenho e eu não consigo dar conta não consigo dar conta chega a mesma situação que você a Gabi é um comentário na internet assim horrível eu fiquei super triste quem Sabe
porque o meu trabalho assim minha consulta para autista qualquer paciente no espectro não tem menos de duas horas não tem menos duas horas tá então assim eu fiquei muito triste mas é super complicado mesmo aí o que eu recomendo é não abre a mão de atendimento especializado especializado para mim em termos de medicina é quilômetros rodados tá isso é muito importante é muito bem muito obrigada não não é para Aqui para passar não é ela eu não sei se foi a Sarah mas alguém perguntou mas e aí se eu não achar um profissional acessível tal
e mas se eu achar um profissional que não é especialista mas que tem abertura né às vezes alguns psicólogos me procurou falar tô com paciência assim assim assado e falo sua relação terapêutica conheço sua vinculação é boa se for ele não precisa de um especialista que a base Ali vai Junto com ele descobrindo junto com ele o fenômeno não é nem todo mundo eu não era especialista né eu fico pensando a gente assim ó quando eu lembro eu fico lembrando de pacientes antigo autista que hoje eu sei que eram autistas mas que antes eu não
sabia que era tá é a vontade de recuperar ele de contar calma e sim tá É mas se tiver abertura vai para o profissional faça uma jornada de descoberta porque Esse você vai vai ser um aprendizado vai ser caminho rodado aí vai ter quilômetros para ele e os assistentes novamente a gente precisa de mais profissionais para isso né então se você tem as um bom profissional e tem uma boa vinculação com seu psicólogo ou psiquiatra ele tá tocando essa jornada com você vai ele porque um dia ele também vai ter um especialista porque você chegou
até aí deixa tem validade desde que não farei exatamente um É perfeito queria dizer pessoal nem para a gente não se prolongar muito é que se ficou alguma dúvida ainda que a gente que acabou não dando tempo de responder manda para gente que a gente encaminha para elas vídeo né tem que dar um jeito a gente vai colocar no Instagram ou depois conversar com o Gui conversar com a Lili divulgar um Instagram delas novamente para todo mundo né o pessoal foi perguntando aqui e a gente divulga tudo Certinho A gente também vai fazer a divulgação
que a gente gravou a aula e depois a gente vai deixar isso salvo para você compartilhar com quem vocês quiserem então para encerrar eu gostaria de agradecer de novo imensamente Gabriel e a Ana muito obrigada foi sensacional eu queria agradecer também muito Observe do coletivo autista por ter feito a indicação de vocês Que a gente não liga acabou o e a gente até procura professores né é professor você pode dar de autismo lá não sei o que não sei se eu sei então alcançar o coletivo e eles indicarem vocês foi fundamental para que a sala
tivesse ocorrido hoje e ter sido Espetacular do jeito que foi meus agradecimentos muito obrigada obrigado a todo mundo compareceu eo me eu vou encerrar aqui minha fala também mas deixa eu só dá uma resposta Aqui para Giovana que ela perguntou sobre os terapêutico de cannabis plateia né então a minha psiquiatra Murielle e seu sobrenome dela agora mas depois compartilhar aí para vocês hoje eu faço uso não é tudo se perder o e fez muita diferença para mim muita muita muita diferença né então ele trouxe um bem estar me trouxe um conforto muito importante e a
Muriele é uma grande referência hoje sobre a recomendo conhecer aí o perfil dela na Outra pessoal mente humana também excelente profissional tem até um vídeo no Instagram falando sobre essa questão do cbd e as atualizações mais recentes Aqui no Brasil é a gente não tem uma assim o martelo batido tá você vender com certeza é assim o melhor e o que vai resolver o que vai deixar todo mundo conta é bem tá a gente tem isso bem definido inclusive com dose aumento de dose Progressão de dose é muito bem Definido para epilepsia e agora é
para ansiedade depressão é isso não tá claro dessa forma tá simplesmente citado entretanto para pacientes de forma específica e individual Eu percebo que Os relatos são diferentes tá tem muita gente que fala que seja uma diferença sobre a maneira Tem gente que fala que não teve então é totalmente individualizado E você tem que ver para cada paciente ta no caso por exemplo da Gabriela fez toda a diferença e muitos outros pacientes têm o mesmo relato então não invalida o servir e de forma nenhuma tá E sempre considere como uma alternativa pode ser pela ação na
comunidade pode ser apelação direto no ideia a gente vai entender cada vez mais com o tempo tá bom obrigada pela oportunidade gente tô disposição de vocês aqui então agora a regular porque meu esposo ir aí hoje vai dormir e depois das duas eu fico muito Empolgada com trocas aí eu falo que a empolgação gente também tem se auto-regular na então adoro poder compartilhar informações e levar informações à disposição de vocês obrigada muito obrigada pelo convite Espero que você já é um começo de uma parceria viu ilumine e que a gente possa trocar bastante Gabriela um
prazer de falar com você eu vou te perturbar muito a gente vai favor meu nome aí aí muitos projetos com Certeza mais compareceu aqui não fez bullying comigo estranho né Patrícia iOS Muito obrigado a todo mundo tá muito obrigada Guilherme muito obrigada gente valeu E aí bom então é isso pessoal tchau tchau tenho que encerra por aqui e depois do nosso Instagram a gente coloca as onde a gente colocou as gravações e o contato delas para vocês tá bom tá bom até gente tchau tchau tchau beijinho