Uma das coisas que torna um vídeo mais cinematográfico é a sua composição, a disposição dos elementos na tela. E para conseguir compor bem uma cena, é importante você ter um vasto repertório sobre planos e ângulos mais usados no cinema. E eu vou te ensinar sobre isso em apenas 5 minutinhos.
Vem comigo. Quando a gente fala de plano, estamos nos referindo à escala do personagem dentro do quadro. O plano geral mostra o cenário inteiro.
Se tiver um personagem em cena, ele aparece de corpo inteiro, só que o foco tá no ambiente. Ele serve para mostrar onde a cena tá acontecendo. O plano médio mostra o personagem da cintura para cima.
Serve para mostrar quem que tá fazendo parte da ação da cena. O primeiro plano ou o plano fechado é onde a gente tem o personagem ocupando quase toda a tela. Ele serve para mostrar o que está acontecendo, o que o personagem tá fazendo, por exemplo.
E no primeiríssimo plano ou plano detalhe, a gente mostra só uma parte do personagem que preenche a tela inteira. Serve para mostrar emoções e subjetividade. Ah, e tem o plano Over the Shoulder, que é muito usado em diálogos.
Aqui a gente segue a regra dos 180º, onde a câmera não pode ser posicionada no eixo oposto dos personagens. Você começou a filmar pelo lado esquerdo, então tem que ficar filmando sempre pelo lado esquerdo. E esses planos ajudam a contar a sua história, mostrando onde a história tá rolando, quem faz parte da história, o que essas pessoas estão fazendo, com quem elas estão conversando e até mesmo o que elas estão sentindo.
Agora, os ângulos tem a ver com o posicionamento da câmera. Quando a gente posiciona a câmera na altura dos olhos da pessoa, a gente tem o ângulo normal, é o ângulo mais neutro. Com esse ângulo, a gente não tá tentando passar nenhuma mensagem, diferente do plongê ou mergulho, onde a câmera tá mais alta do que o personagem e isso caracteriza ele como inferior e passa uma sensação de fragilidade.
Por exemplo, o contraplong é o oposto ao plongê, a câmera tá mais baixa apontando para cima e isso caracteriza o personagem como imponente, pasa uma sensação de poder ou até de ameaça. Já o ângulo subjetivo ou pv de point of view é a visão do personagem que coloca o espectador dentro da história vendo a mesma coisa que o personagem e quem sabe sentindo a mesma coisa que ele também. O top view, também chamado de Gods View ou ângulo zemital, é quando a câmera tá no alto e apontada 90º pro chão.
Parece que é um pássaro vendo do alto, né? A gente vê muito isso com drones e ela pode servir para mostrar o ambiente e a sua relação com o personagem. E temos o ângulo holandês ou Dutch Angle, que parece que a câmera tá torta e ela realmente tá.
A câmera fica inclinada entre 20 a 45º e a cena remete a uma sensação desconfortável de que algo estranho ou fora do comum tá acontecendo. Gera desorientação em quem tá assistindo. Agora você conhece os planos e os ângulos, mas existem alguns recursos importantes que podem te ajudar a compor melhor além desse conhecimento, como por exemplo, a regra dos terços.
Imagina que a sua tela tá dividida em nove espaços iguais, com duas linhas verticais e duas linhas horizontais. A ideia dessa regra é posicionar o personagem ou as coisas mais importantes da sua cena nos pontos de interseção dessas linhas, porque é onde o olhar do espectador vai direto quando ele tá assistindo ao seu vídeo. Isso ajuda a criar equilíbrio e foco no que realmente importa.
Outro recurso é a simetria. Dizemos que uma cena é simétrica quando os elementos dessa cena estão distribuídos igualmente entre o lado esquerdo e o lado direito, ou entre a parte de cima e a parte de baixo do seu quadro. Simetria transmite ordem, perfeição, controle, mas dependendo do contexto também pode indicar e causar uma certa estranheza.
Simetria muito popular com diretores como West Anderson. Um recurso bem legal é a direção do olhar. Você pode usar linhas no seu cenário, como estradas, corredores, trilhos, cercas, para guiar o olhar de quem tá assistindo.
Essas linhas levam o olhar até o personagem, o objeto importante da sua cena, de forma sutil, mais poderosa. Ao compor a cena, você tem que trabalhar em camadas. Pense em ter elementos no primeiro plano, no plano médio e no fundo da sua gravação.
E lembre-se que não é só sobre como as coisas estão posicionadas na cena. A forma como ela tá iluminada também faz toda a diferença. E saber essas técnicas é importante para você compor a sua cena e entender qual sentimento que você quer passar.
Afinal, a técnica trabalha em favor da história e não o contrário. Agora, você quer se aprofundar nesse assunto? Acesse o primeiro link da descrição e assine a Brainstorm Academy para receber seu acesso a mais de 2.
000 aulas sobre todos os aspectos das produções audiovisual. E se gostou desse vídeo, se inscreve aqui no nosso canal, porque tem mais vídeos como esse vindo por aí. Meu nome é Mateus Ferreira, eu vou ficando por aqui, a gente se vê numa próxima.
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