Vamos lá. A gente vai receber nesse momento aqui no nosso news é uma iraniana que mora no Brasil, né, que está no Brasil. A gente vai saber mais detalhes agora.
É a Mona Isad, e para nos trazer aqui também, eh, né, o sentimento dos iranianos. A gente tem aí uma comunidade iraniana que vive aqui no Brasil, imagino a dor, né, a acompanhar, né, as informações, acompanhar o noticiário eh do país, ser alvo de uma guerra, ser alvo de ataques. A Mona já está conosco aqui.
Olá, muito boa tarde, seja bem-vinda. Primeiro lugar, muito obrigada por aceitar conversar conosco ao vivo, conversar com o nosso público do Wall, toda a nossa solidariedade a vocês, né, que estão vivendo, acompanhando eh uma guerra e isso, é claro, sempre muito triste. >> Sim.
Eh, boa tarde a todos. Aqui é Mona, eh, iraniana. Eu estou vivendo no Brasil há 8 anos aqui, casado com brasileiro.
E hoje a vocês podem perceber, meus olhos tá eh muito eh desde ontem, né, que não teve contato com a minha família. A minha família todos estão em terão, em capital. E o governo eh de novo, né, cortou a internet.
Nós não temos contato com nossos familiares e o terrão tá debaixo de de fogo. Tá debaixo de fogo. E nós estamos vendo cenas que não dá para acreditar, não dá para acreditar que é a minha cidade tá sendo bombardeada.
Ai, Mona, eh, fico até arrepiada aqui te ouvindo. Imagina o teu sentimento nesse momento, sem informações da sua família. Eh, que que você tá pensando a respeito de tudo isso?
Como é que tá aí a sua, o seu sentimento? O que que você tem vontade de dizer eh, ao povo brasileiro que tá acompanhando isso? >> Ah, em janeiro aconteceu um massacre no Irã, né?
Vocês estavam falando sobre isso e o mundo ficou quieto. O mundo não viu, inclusive presidente Lula que apoiou o governo maligno do regime do Irã, né? E eu vejo hoje, se o mundo não tivesse fechado seus olhos nesse massacre, eles mataram muitas, muitas pessoas, muito.
Nós só temos registrado 46. 000 1. Mas isso, muito mais do que isso.
E o mundo fechou seus olhos. Hoje estamos vendo uma guerra. >> Vai lá, Josias.
O Josias vai fazer uma pergunta para você, Mor. Eh, é muito, é muito, eh, exasperante a posição dos iranianos que estão lá eh sofrendo esse os efeitos desse bombardeio, né? Porque mesmo o pedaço da sociedade iraniana que gostaria de uma mudança, que gostaria de uma uma oxigenação do regime, eh, olha, bom, mas vamos nos livrar de um regime opressor que mata os seus próprios compatriotas para nos sujeitarmos a um ao Donald Trump que tá bombardeando o Irã.
Essa contradição, esses sentimentos contraditórios, eh, levam você a que tipo de conclusão? O que seria ideal hoje a sociedade iraniana, essa esse pedaço da sociedade que gostaria de modificar o regime, tem ainda disposição, diante da repressão que ocorreu agora em janeiro para sair às ruas para aproveitar esse bombardeio, se assim pode, se pode utilizar essa palavra para promover uma mudança ou a sua impressão é de que vai ficar tudo mais ou menos como está? >> Não, não vai ficar mais ou menos.
não vai ficar, porque eh eu recebi agora, né, antes de falar com vocês, uma amiga da minha sobrinha que pelo Starlink ela tem internet e ela tava falando: "Mona, estamos debaixo do fogo, mas nós não queremos mais esse governo. O povo tá cansado, o povo não quer mais esse governo. E a eles estão aguentando bombas.
para não ter mais esse governo. Eles estão falando, nós não queremos mais esse governo. E e o povo está 47 anos está debaixo desse perção.
E nós hoje temos um líder, o Prince Resopar Lavi, King Resoparlavi é o nosso representante, povo querer ele de volta. E por isso que eles saíram em janeiro, fizeram protestos e morreram. Porque o povo que o king, o rei, né, o filho do nosso rei que tinha que deixar o país 47 anos atrás, hoje o povo quer o filho dele de volta.
E estão esperando, né? estão esperando porque ele falou, a assim que situação eh estabelecer, eu vou falar para vocês saírem nas ruas e tome esse poder e tipo esse regime cair. Só que hoje estamos debaixo de umas guerras, estamos enfrentando coisas que a gente, né, a gente não esperava desse nível, né?
Esse nível ninguém esperava. A Mariana Sanchez, ela tá em Washington, Mona, ela também vai fazer uma pergunta a você. Vai lá, Mari.
>> Mona, primeiro minha solidariedade a você, a sua família aí diante dessa situação tão difícil que vocês estão vivendo. Eh, e a minha pergunta é a seguinte, né? Você diz que a população de fato já não tolera, já não suporta mais a República Islâmica, esse governo que tá instalado há décadas no Irã, né?
Mas você vê a possibilidade de que os iranianos consigam nesse momento se levantar organizadamente e tirar os Aatolás do poder sem a ajuda adicional de tropas estrangeiras, de eh enfim, dos Estados Unidos ah com soldados no terreno, Mona. E eu te pergunto isso porque a análise aqui de especialistas no assunto em troca de regime diz que é muito improvável que os iranianos consigam sozinhos lutar contra a Guarda Revolucionária, contra os paramilitares da Bassige. Como é que você vê?
É, é possível ou haveria um novo banho de sangue? Eh, olha, hoje nós estamos vendo que o o Israel e Estados Unidos, né, atacaram todos os bases militares, estão atacando ainda. E nós estamos vendo que, de fato, o nosso povo não poderia tirar esse governo sozinha, né?
Porque um governo que fez base militar debaixo da terra, né, arriscou vida do seu próprio povo para fazer bases terroristas, né? Então a gente tá vendo que governo a gente tá tá falando, né? Eh, então hoje mundo tá vendo se dois exércitos, maiores exércitos no mundo não estão dando conta deles, como que o povo daria conta, né?
O povo saiu, de fato, saiu nas ruas em janeiro, dois noites. E em dois noites eles mataram 46. 000 pessoas, né?
Então, eh, eu não sei. Hoje eles não têm mais lugar para ficar. O, o, os, os policiais, o, eh, guarda revoluciária que que o país tem, eles não têm mais local físico para ficar.
E por isso que eu acredito, como eles são muito malignos, a gente conhece bem esse esse governo, né, eles são capazes de se esconder no meio do povo e eles vão fazer, eles arriscam vida de cada iraniano para fazer tudo que podem fazer para acabar com o mundo. Hoje eu não tenho nem um pouquinho, nem um pouquinho confiança nesse governo, sabe? É muito duro o povo pedir para Estados Unidos, para Israel, vem, ataque a nosso país, ataca para nos libertar.
Isso é muito duro. Vocês não conseguem achar isso em lugar nenhuma. Mas assim, até que ponto a minha família tá no meio do terã.
10 pessoas estão lá da minha família, todos, quase todos. E e até que ponto a gente quer esse esses bombas, né? Até que ponto a gente Eu cheguei no ponto >> que eu acho que só Deus pode fazer alguma coisa.
>> Mona, eh, nossa, queria te dar um abraço nesse momento, de verdade. É muito, é muito doloroso, né, a gente acompanhar isso, ouvir suas declarações. Não dá nem para imaginar o que você tá sentindo, não ter notícias da sua família.
ao ver a sua terra sendo alvo de bombardeios e ao mesmo tempo pedindo socorro, né? Eh, quando se falava agora sobre eh aqueles que pedem que os Estados Unidos e os israelenses salvem, né, os iranianos que sofrem debaixo desse dessa ditadura, né, eh, né, dessa, desse grupo, desse regime, né, qual é o sentimento que você nesse momento tem pelos Estados Unidos nesse nesse momento, né, porque ao mesmo tempo que as pessoas buscam ali um pouco de eh, né, de salvação, você tá dizendo, mas como salvar bombardeando assim, que sentimento que você tem nesse momento, né, eh, pelos Estados Unidos que está fazendo isso com o seu país. >> Eu, né, quando nossos eh iranianos em Estados Unidos, em Austrália, Torrento, né, eh, Munir, vocês viram que muita gente saiu, né, Brasil não tem muito comunidade grande, iranianos, né, mas em outros países tem.
Quando eles saíram nas ruas e pediram ajuda, pediram, né, que Trump act now, eh, você falou que ajuda tá no caminho, então ajuda, eh, hoje eu acredito ajuda chegou, né? Eles realmente atacaram, mataram o líder suprime do país, que todo iraniano celebrou, nós celebramos. E isso foi realmente de fato uma ajuda.
E eu como cristão, né, acredito que Estados Unidos está debaixo de, né, a a palavra de Deus. Eh, eu acredito, né, em Donald Trump, né, mas assim, eh, até que ponto que eu quero acreditar nele, a minha cidade tá sendo destruído, o meu país tá sendo destruído, né? Então eu acho que eles já atacaram lugares suficientes, né?
E de fato não sei se eles querem ajudar. Hoje tava falando com a minha prima que está na Alemanha e ela falou que assim, então eles podem eh levar as armas para povo, né? Eles querem ajudar.
Já bombardearam lugar, já bombardearam todo o país, todos os bases militares, não tem mais o que bombardear. a partir de hoje só vai ser bombardeando o povo inocente, civis, né, que nós não queremos isso, com certeza. Eh, sei que esse governo é muito maligno, sei que eles eles eles eles são muito sanguíneas, eles matam até o última pessoa para ficar, né?
Não sei, de fato, eu não sei. Nós não sabemos mais o que temos que fazer, temos que pedir para o mundo. Nós não sabemos.
>> Ana, eh, um abraço em você. Eh, a gente tá torcendo aqui para que você logo receba notícias da sua família, que eles estejam bem. Eh, vamos continuar em contato pra gente também poder, né, eh, te dar essa força também no que for possível.
Muito obrigada por tá aqui, muito obrigada por você compartilhar eh a dor, né, de ver o seu país sendo alvo de um ataque, eh a dor também de alguém que não tem notícias dos familiares. Eh, e mais uma vez a nossa solidariedade é você. >> Obrigada por me convidar aqui.
Muito obrigada. >> Obrigada. Eh, muito importante a Mona, né?
Porque a gente fala sobre a guerra, a gente fala sobre os números, a gente fala sobre bombardeios, sobre drones, aeronaves. Eh, mas quando a gente ouve, né, eh, quem tá no alvo de tudo isso, é impossível alguém não se tocar, né, com essa história. É impossível alguém não sentir isso.
Não importa de que lado você esteja, é uma pessoa pedindo socorro e falando sobre o sofrimento de um país sendo alvo de ataque, a não ter contato com a família. Então, acho que é muito importante. Parabéns aí a toda a equipe que se movimentou para conseguir conversar com a Mona também aqui do nosso Ane Vamos embora.
Depois dessa, aliás, a nossa diva fez aniversário, minha gente.