E aí, bem-vindo, bem-vinda. Tudo bem? Que legal que vocês estão aqui nessa semana. Tô muito felizão. Eu e o César estamos muito honrado assim de ter vocês. A gente teve mais de 4.000, quase 5.000 pessoas dentro desses grupos que se propuseram a passear por essa semana. A gente tem feito isso já há vários há vários anos, né? um momento durante o ano que a gente consegue ter eh um momento que é gratuito, que a gente tente que é importante financiar a educação no país. A gente obviamente eh entende que muita gente tá num momento de
transição, seja transição de carreira já, seja porque acabou de sair da faculdade e tá perdido e entender justamente, né, o que a gente tá querendo discutir essa semana, que é o mapa do trauma. Vai ser importante para você. Eh, essa semana tem um dos objetivos de promover para vocês qual é a rota que a gente tem também no Intensivet Play, no Intensivete Educação, como que a gente consegue te ajudar a também aprofundar os seus estudos. Então, além de oferecer esse conteúdo gratuito durante esses dias que a gente vai ter pela frente, tanto segunda quanto terça,
quanto quarta, e você aí que vai assistir depois em qualquer outro momento, é também entender que isso é óbvio, que não representa a completude do que a medicina de paciente crítico traz, né? E para isso você vai ter opções. E a gente já na quarta-feira vai trazer isso para vocês com casos práticos, casos clínicos Que a gente vai ver que eh todo o conhecimento é pouco. E se você quiser aprofundar isso um pouco mais, essa sequência da trilha do trauma que vai vir pela frente vai te ajudar demais, tá? Ela também pode mais à frente
eh aprofundar no evento prático. Você ainda tem outras opções intensive play eh de cursos que a gente tem de 250 horas, 2 anos, vivências práticas conosco nas unidades que a gente tem, tanto em Brasília quanto em São Paulo, eh, que você pode ficar até 3ês meses conosco. Então assim, isso aqui é uma é uma revisão e uma apresentação para aqueles que não nos conhecem aqui no Intensivet, para que você saiba que os objetivos que a gente tem aqui são sempre foram o de melhorar a medicina de emergência no país. a gente pode participar da criação
da especialidade 23, 24 anos atrás, eh, de todo o movimento político que envolveu resoluções que traziam especialidade pro Brasil, eh, um trabalho muito forte dentro do Conselho Federal, toda a parte que envolveu telemedicina, a parte que hoje envolve também medicina de de desastre de pacientes graves. Então, a gente fica muito feliz de ter visto isso acontecer ao longo desses 30 anos praticamente da minha carreira e da carreira do César Ribeiro também e ter vocês aqui conosco nessa semana do trauma para poder apresentar um pouquinho desses conceitos que envolvem principalmente o mapa do trauma. Então, queria
saber se você tá pronto aí pra gente poder começar e a gente arrancar isso aí. Beleza, pura. Aê, Jacaré, meu senhor, minha senhora, tudo bem? Bem-vindos aí. Muito bem. Então, essa é a ideia, né? Essa é a ideia. Eh, poder falar um pouquinho do que eu considero o mapa do trauma. Mas lembrando que, gente, o trauma nada mais é do que uma proxi, né? um grande espelho do que qualquer emergência vai representar. A gente sempre falou para vocês que eh o mapa da mina, na verdade, ele tá envolvendo você trabalhar uma sequência que vai valer
pro paciente clínico também, paciente que não tem alterações eh cirúrgicas, por exemplo, vai valer para trauma, vai lembrar que trauma não é só atropelamento e queda, né? Você tem os traumas ambientais, então você tem desde afogamento, choque elétrico, queimaduras, né? Tudo isso é trauma, trauma cirúrgico. Então, lembra que para poder trabalhar esse tipo de de situação, eu acho que convém a gente entender também como que o mundo enxerga isso, né? como é que os protocolos estão desenvolvidos, o que que a gente vem percebendo ao longo desse caminho para que, pô, fica mais fácil aí para
você que precisa desse conteúdo mais rápido e antes de iniciar um aprofundamento aí dos seus estudos, eh, que você entenda como que a gente estabelece prioridades. É claro que eu sei que todo mundo gosta, putz, eu queria pegar a mão na massa e fazer o procedimento, etc. Só que para decidir fazer um procedimento, isso leva mais tempo do que aprender a fazer, como diria o Dr. March, né, no aquele livro clássico, né, sobre a habilidade médica, né, ele diz que Levou pouquíssimo tempo para aprender a fazer as coisas, né, um tempo médio para aprender a
fazer quando fazer as coisas. E na verdade que ele ainda leva a carreira toda para descobrir quando não fazer, né? Então isso para emergência é crucial porque nós estamos falando de reduzir a sua carreira aqueles primeiros 30 segundos de abordagem que todo mundo aí já falou e já comentou com a gente que tem dificuldade de se posicionar nos primeiros segundos de emergência. Então, acho que a ideia da gente discutir isso aqui é perceber que o mercado hoje ele tá exigindo, não é? Hoje sempre exigiu excelência, só que agora você tem um problema de hierarquia judiciária
sobre a autonomia profissional. Você tem um problema eh de comportamento das pessoas, de documentação por conta dessas maquininhas aqui, né, que as pessoas aprenderam a ter. Tudo hoje caiu na internet, a internet não perdoa. Então assim, e o processo médico, eh, eu depois que a gente trocou do scalpe para o catéter, para aqueles que acham a gente meio jurássico, mas isso aconteceu ali pelos anos de 1997 para 2000, quando a falecida professora Douglas Minire trouxe pro Brasil essa informação tão novedosa para todo mundo, né? Nossa, eu consigo colocar um catéter de plástico eh na veia
de um animal, de uma pessoa e não aquele de aço. Pois é, Mas vamos colocar que há pelo menos 30 anos a gente tá usando, né? Mudou ali um materialzinho daqui, um de lá. Mas gente, a colocação de catéter é colocação de catéter. Quer dizer, mas o processo de colocar o doente na mesa, fazer uma contenção química adequada, pré-oxigenar, conversar com a família, fazer a tricotomia, que até isso hoje tá dando complicação. Quer dizer, como é que são esses processos? Como é que é a padronização? Será que o tempo inteiro no seu time as coisas
são feitas da mesma forma, né? De novo, se um paciente grave chega para você 3 horas da manhã de domingo, além de se posicionar, você tá fazendo exatamente como os protocolos sugere. A gente usa muito essa questão do velocímetro de risco, né? Porque matemática de risco, ela não perdoa o seu ego e o seu excesso de confiança. E vale para todo mundo que também tem muita experiência, tá? Não acha que você vai ganhar todas. Eu tô aprendendo todo dia com um cliente novo. Tem tipo de gente diferente, com histórico diferente, que vem indicado de maneiras
diferentes. E assim tudo na vida nossa médica tá esperando aquele fatídico dia do Murphy acontecer para que os os buraquinhos do queijo de Rey, né, aquele queijo de risco, para quem já viu as nossas aulas de gestão de risco e de e de linma, vai lembrar que o alinhamento desses erros, desses incidentes, vai provocar um desastre que hoje em dia isso pode, inclusive, inclusive sem ameaça, tá? Mas é o país que a gente vive hoje, inclusive hoje, gerando risco até de cadeia eh para profissionais da saúde, como a gente já viu acontecer na medicina humana
várias vezes, e agora Isso chegou finalmente aí na medicina veterinária. Então, eh, eu criei um pouco esse modelo, essa calculadora aí que envolve você saber quanto tempo você tem, que espaço e que recurso você tem, o nível de complexidade humana e de doença que você tem, como é que você tá preparado para atender, né? E isso tudo vai manejando o que vai acontecer naquele momento ali. E por isso é importante você entender o que mais acontece para você tentar se preparar melhor. Você nunca sabe como é que a campanha vai tocar, mas é isso. E
o mundo às vezes pode te enganar porque a gente lê muito paper e muito estudo e vai pra palestra, vem um estudo da Espanha, vem um estudo da Rússia, vem um estudo da China, vem um estudo americano. Será que é a mesma coisa por aqui? Então é importante a gente entender como traduzir isso para você para tentar te deixar num nível de tranquilidade um pouco melhor, né? E saber comparar essas realidades epidemiológicas, entender os desafios de infraestrutura que a gente tem no Brasil, que são eh, olha, são brutais, ele eles não são humanos, né? o
nível de problemática que é colocado em frente a um a um médico veterinário eh com pouco tempo de experiência, com treinamento insuficiente, com uma graduação insuficiente e que necessita um um posto de trabalho adequado, eh, pô, minimamente adequado, né? E a gente hoje vê essas cobranças eh que são justas de todos os lados. o empresário precisando De condição melhor para poder oferecer condições melhores pro seu colaborador. Mas existe desafios e num país onde você divide as estruturas de consultório até hospitais, é, com regras que são difíceis de interpretar muitas vezes, porque você tem multidisciplinariedade de
órgãos e autarquias para te fiscalizar, né, sejam as vigilâncias sanitárias e aí tem a municipal, é estadual, é órgãos federais, é o Conselho Federal com as regras e as resoluções que eu tenho que seguir, torna realmente a nossa vida aqui, a nossa jabuticaba brasileira bem desafiadora para apresentações clínicas de emergência. E aí você tem que ter realmente essa bússola para poder entender como aplicar um protocolo que a gente conhece como ABC e era o o sempre o ABC do trauma, né? Mas o ABC do trauma quer dizer assim, é o protocolo para atender bicho grave
a qualquer momento, entendeu? E a verdade é essa, que a literatura, os estudos, na maioria das vezes, não tá refletindo o que acontece dentro da sua realidade, que tem particularidades bastante interessantes. Quando a gente vê, eh, por exemplo, o hoje o que tem de mais novo é você acompanhar o comitê de trauma da as do Colégio Americano de Emergência e Cuidados Intensivos, né, o Vetcot, que vem trazendo novidades aí pra gente. Ah, tenho um carinho gigante por boa parte das pessoas que estão envolvidas ali. conheço o professor Mac RF, o professor Manuel Boller, mas especialmente
a Dra. Melissa Edwards, que toca esse comitê também, que eu tive o prazer de trabalhar com ela enquanto ela era residente de cirurgia eh no Wester Nevada Veterinary Specials, na época que meu, né, meu querido pai da emergência, né, a pessoa que me treinou há há 20 anos atrás, Dr. Denis Crow, também era o mentor da residência dela de cirurgia de emergência. Uma pessoa espetacular na área hoje de APH, de trauma, de medicina, de emergência, de desastre. eh, querida Dra. Melissa Edwardos, que a gente se encontra aí, graças a Deus, uma vez ao ano lá
no no na conferência mundial de emergência. Então, um grupo muito forte e que tem conseguido reunir dados impressionantes. Para vocês terem uma ideia, só de 2022, 2023 foram 8.130 130 cães, 1690 gatos que foram arrolados dentro da do registro de trauma de hospitais americanos, canadenses e ingleses. 22 hospitais, né? Então, assim, sendo que desses 22, 15 eh desses hospitais ah eram hospitais privados, né? Então, assim, sete universidades, 15 hospitais. Então você tem que entender que o que vem do vetcot, né, mostrando pra gente um pouco de quais são as principais fatalidades do trauma no mundo,
acaba regendo até as nossas aulas de trauma para vocês aí, para vocês entenderem. Putz, olha só o que acontece. Então, cachorro mordido, recebe um monte de laceração, trauma penetrante contuso e atropelado, né? Agora, gato cai de altura, recebe trauma contuso e penetrante também, mais ou menos 50. Agora, olha só que Interessante, cachorro parece ter mais trauma penetrante do que gato. Gato tem mais trauma escondido, contuso. Gato cai de altura, cachorro cai menos, né? Agora, será que é assim aqui no Brasil também? Como que as coisas funcionam, né? Então, quando você pega Estados Unidos, Europa e
Brasil, e eu pego inclusive os dados do meu doutorado, né, que a gente trabalhou com 520 emergências na época, ainda o maior estudo de emergência eh do mundo até hoje, em número de pacientes eh atendidos para fazer o score de 24 horas e 28 dias, que era o rico score. Então, que a gente pegava aqueles dados e a gente bate hoje com os dados brasileiros, a gente consegue ver que interessante que é. Bom, parece que quando você pega o Brasil, né, você vê uma distribuição de sistema orgânico, né, e de trauma, aqui o olho grosso,
assim, você pegando aqui os dados, parece que tá mais ou menos, né? A Europa parece mostrar um pouquinho mais de trauma de cães do que eh a gente tem aqui no Brasil. E assim, gato parece que tá mais ou menos eh por ali, né? O que a gente notava é quando você pegava o trauma puro, né? cachorro tava tinha menos trauma do que gato, né? A gente encontrou 20% dos pacientes de emergência entrando pra gente com trauma puro e 10% dos cães ah com trauma. Ou seja, ainda, tá? Como a gente pode avaliar pelo mundo
afora, eh o trauma chama muita atenção. Ah, meu gato caiu do sétimo andar, todo mundo vai querer lá ver agora. Meu gato tá vomitando, meu gato não tá comendo. Hum. Não chama tanta atenção lá no consultório. É ou não é? Então, só para vocês terem essa Ideia, que o trauma não é percer, né, a maior alteração que a gente tem, mas realmente é que chama mais atenção e produz mais recurso, né? E isso também eh mostra pra gente esse espelho, né, do abismo que existe eh entre os Estados Unidos Europa e o Brasil do ponto
de vista de de foco de doença. Aqui realmente a gente tem traumas mais graves, eventos que são agudos, mas se tornam crônicos de alguma forma e muita doença infecciosa pegando as emergências ainda. E o que complica os nossos traumas é que você tem muito paciente, por exemplo, com líquia, ah, ou outras hemoparasitoses ativas, né, já com queda de plaqueta, hematócto de 27, 28 e puf, doente atropelado ou se joga lá do sétimo andar. Então, a literatura importada, ela não vai refletir essa rotina da forma mais correta. Então, para vocês verem que no Brasil a nossa
maior urgência ainda é doença infecciosa, pô. E olha quem tá batendo aí, herlíquia, parv porotrix, né? assim, vou colocar nesse processo porque é descompensação da doença que obviamente gera as maiores complicações. Então a gente tem um volume de pacientes, se ainda pegar as retroviroses em gato que sofrem trauma, a abundância de paciente felino que cai ou que é atropelado ou passa por uma briga, entra e ele é positivo para fiv felicta aí, jacaré porque senão você esquece que porque ele caiu do sétimo andar, ele pode ter uma retrovirose, você não tá sabendo. Então tem que
testar todo mundo porque senão isso afeta totalmente a cadeia de prognóstico lá na frente. Então não se esqueça, paciente de trauma no Brasil não tem passaporte para liberar ele de doença. Ou seja, você não trata a herlíquia batendo ela no chão, caindo do sétimo andar. Ela não morre não, viu? O gato que voa, o cachorro atropelado continua com hemoparasita ali. Aliás, no Brasil ele continua diabético, ele continua epiléptico, ele continua qualquer outra coisa. O tumor dele não vai embora também, viu? Não tem como você matar a célula do câncer ali, porque o carro passou em
cima do paciente. Então, lembra, Brasil é jabuticaba pura, você tem que ter muita atenção. Além disso, outros tipos de trauma estão envolvidos nesse processo. Você tem que ficar atento. E entre o Brasil e a literatura de fora, algumas coisas mudam também. O mais frequente é você perceber aqui nos Estados Unidos muita intoxicação ainda com alimentos e plantas. Aqui medicação mal usada. Então, quando tem um pequeno trauma, meu paciente, meu animal tava mancando, aí ele vai lá e soca 1 kg de anti-inflamatório humano naquele paciente. Aí eu tenho pancreatites e perforações digestivas, meus pacientes, sangramento digestivo
alto e baixo. Então assim, o Brasil de novo tem uma uma forma de receber emergências que envolvem o trauma, que é diferente lá de fora, onde a gente tem uma cultura um pouquinho eh diferente. Então, a cultura vai fazer com que a literatura possa alterar um pouco a sua percepção do que que é mais importante. Então isso impacta na sua maneira de perceber, putz, tô com um paciente que chega para Mim, isso já aconteceu pra gente recentemente, lembro desse caso perfeitamente, inclusive porque esse paciente mordeu eh um dos residentes do hospital que eu trabalhava nessa
época. Eh, e eu falei: "Toma cuidado, toma cuidado, toma cuidado." Ah, não, mas parece que ele foi atropelado. É, no fim era a leptospirose. Tá bom. Então assim, ninguém diz que um cachorro que tá lateralizado ali na esquina e ele sofre um trauma, que ele não pode ter uma doença infecciosa, inclusive a zonosa e grave. Então assim, tem que ficar muito atento que nesse caso específico, inclusive o proprietário havia administrado antiinflamatório no estereodal para ele em grandes doses e esse paciente tinha sangramento gastrointestinal, mais uma doença infecciosa zonótica importante e um trauma, né? Então assim,
esse é o Brasil, bem-vindos, né? Então, ficar atento para esses perfis de intoxicação. E o que acontece? Outra coisa que muda bastante e esse Brasilzão também tá ficando assim, né? Lugares que dependendo da época do ano a gente tá pegando aí 2, 3, 4º, né? E outros lugares que vivem aí 40º. O problema não é só esse, são aqueles pacientes que vivem diferenças de 15, 20º de temperatura no mesmo dia e de repente não estão preparados para isso, dependendo da raça. E a gente sabe que o Brasil é um campeão de heat stroke, de intermação.
E isso associado também ao trauma é um problema. Quantas vezes os pacientes estão no parque, estão andando, escapam da coleira, sofrem um trauma de atropelamento, só que antes eles já estavam com a temperatura elevadíssima, fazendo um exercício de alto impacto e Ainda recebem um trauma por uma briga com outro cão ou então por um atropelamento. E aí isso muda totalmente o nosso jogo, porque você vai olhar para uma coagulopatia, achando que a coagulopatia do trauma e ela é só que é do trauma térmico e às vezes não é do trauma da pancada que o paciente
levou. Então essa variação no Brasil ela é muito louca, eu tenho que ficar bastante atento o tempo inteiro. Então toda essa questão da da verticalização e esse acesso e eu diria até a gente tem tido essa discussão bem aí a gente vê isso de forma acalorada na internet, as pessoas confundem, né? essa questão do daqui a pouco o caramelo brasileiro vai ser ministro do meio ambiente, né, de alguma forma, porque o cão pode tudo e ninguém tem que ter responsabilidade com nada. Então o cão tá solto na rua, o cão tá solto no parque, eu
não posso me defender. O cachorro ataca uma criança, ataca outro cachorro que tá na guia, que tá na coleira, mas o outro cão tem que estar de focinheiro, dos outros não precisam. Esse é o mundo que a gente vive aqui todos os dias que eu recebo paciente com trauma, tá? Briga de família, gente que soltou o cachorro, você tem que pagar minha conta. O vizinho jogou o veneno. Então, a o relacionamento das pessoas está afetando diretamente o tipo de trauma que a gente tá recebendo nas nossas clínicas todos os dias. E isso não é igual,
tá? é diferente. Então assim, eu converso com meus colegas, né, lá fora, seja eh brasileiros, né, professor Eltran, grande professor Eltran, professor André Xi, o professor Leandro Fadel, que tá em Oklahoma com a professora Andressa e tudo mais, a falam: "Nossa, aqui a gente teve 10 ataques de coyote essa semana". Fala: "Porra, cara, ataque de coyote, cara. Pois é, muito comum em determinados locais, o ataque por urso, outros animais. Aqui no Brasil não é isso já não vai acontecer de uma outra forma. Então, cuidado com o estabelecimento de protocolos no seu serviço que estão somente
baseados na literatura humana. E além disso, o desfecho disso tudo não depende só da epidemiologia, né? É muito difícil gerar estatística nesse Brasil. As pessoas ainda não se acostumaram a entender que o setor privado deveria ser o maior produtor de dados pra gente poder melhorar a nossa medicina, né? é muito heterogêneo. Então, se você pegar aí nesse gráfico que a gente montou usando esses últimos estudos, dá uma olhada na disponibilidade de tecnologia ao longo dos países. Se você pegar ultrassom, estima-se que 60% das instituições clínicas, 24 horas hospitais, principalmente aqui aqui no Brasil, tenham disponibilidade.
Ou seja, complicado, porque de cada 10 casos, quatro não vão ter acesso à imagem durante o trauma, o que é um problemaço, né? não ter acesso a ultrassom na hora que chega um paciente com trauma hoje. Aa mais você é clínica 24 horas hospital, onde exige aí um grau de obrigação da gente ter isso à disposição o tempo todo. Radiologia tá mais ou menos por ali. Laboratório completo quase 40%, cirurgia 24 horas, menos de quatro em cada 10 pacientes tem acesso à cirurgia rápida. Terapia intensiva não tá regulamentado ainda, mas vamos chamar aqui de UTI
especializada. internações que conseguem ventilar, fazer exame complementar, ter imagem disponível e, claro, gente no mínimo especializada Em pacientes graves, não necessariamente especialistas titulados, mas que tenham disponibilidade e até mesmo aí, ó, chocante, né? Hemerapia disponível o tempo todo, né? Então, assim, quanto tempo demora para uma bolsa de sangue chegar para um paciente aqui no Brasil? Se é que ela chega, né? Nós estamos falando de menos de dois pacientes em cada 10 no Brasil tem acesso a isso. Então, se você que tá aí trabalhando, por exemplo, eh num numa localidade como é o Distrito Federal, onde
eu onde eu resido, onde as leis inclusive são mais pesadas para esse tipo de sentido, hoje em dia a gente pode ser punido inclusive até por maltrato, caso eu não ofereça a condição cirúrgica para um doente cirúrgico de maneira imediata. é um negócio absurdo, mas que você aí tem que estar ciente desse tipo de situação que tá acontecendo com a gente eh nesse dia a dia e ficar atento que assim, se eu demoro a dar diagnóstico, eu limito a minha ação contra aquele evento emergencial que mata. Então, a limitação terapêutica que vem da limitação diagnóstica,
ela obviamente reflete em desfecho e normalmente com alto custo. Esse é o problema. pega aquele caso clássico da torção gástrica que você não opera com com imediatez, né? Se e se eu posso falar dessa forma. Então você sabe que assim, esse doente vai ficar se arrastando, a necrose vai evoluindo e aí você vai perder um doente R$ 10, R$ 15.000 lá na frente que você poderia ter resolvido antes. Então isso vale para tudo dentro da emergência e a gente tem Que ter um um cuidado gigante para não desperdiçar os momentos corretos. Entenda de uma vez
por todas que pra emergência o que vale a pena é gastar 80% do seu recurso nos 20% dos do tempo inicial. Que eu quero dizer? Se eu tenho uma previsão de três a 5 dias para resolver um certo tipo de problema, por exemplo, uma fratura, tá? Eu deveria dedicar 80% do meu recurso logo no primeiro dia com todos os exames diagnósticos, todos os controles necessários de dor, de conforto, de estabilização daquela fratura, por exemplo, para depois pensar na última parte, que é a correção definitiva que o cirurgião da ortopedia vai realizar. Então, isso também tem
diferenciado muito os desfechos no Brasil e fora daqui. A gente intervém tarde demais. Isso tá custando caro pras famílias. Vocês t que entender de uma vez por todos que o recurso tem que chegar rápido, parar de ficar com aquela história de segurar paciente. Ah, deixa eu ver se amanhã eu vou resolver. Se você não tem, chama quem tem. Se você não consegue, chama alguém para te apoiar. Você tá numa cidade menor, com uma clínica menor, com menos recurso, não tem essa de segura até ver o que vai acontecer. Tem que mostrar pra família que você
está ofertando a melhor condição possível. Infelizmente a saúde hoje ela é dependente de dinheiro. Não tem o que dizer. Vale para humana, vale para veterinária. Não sou eu que tô dizendo. A torção gástrica de novo, é um dos maiores exemplos. E esse estudo que Eu sempre mostro nas aulas lá de torantes. Algo que você abre os livros de cirurgia dos anos 2000, de repente ainda vai ver, nossa, alta mortalidade, nove pacientes morrem. Gente, hoje só morre de torso financeiro. Esse estudo é clássico. Se você tem seguro nos Estados Unidos hoje, seu paciente não morre, não.
É muito difícil perder um paciente de torção gástica se ele tem recurso financeiro. Agora, o volume de eutanásia é absurdo. Absurdo. Então, a medicina hoje, principalmente lá fora, tá caminhando totalmente para esse processo onde as doenças voltaram a matar muito, porque as pessoas não têm como bancar esse tipo de processo. E aqui no Brasil é pior, porque essa responsabilidade tá caindo em cima de você, médico veterinário. Ah, seu mercenário, você não cuida dos animais, você não ama os animais. te falar, tem que saber comunicar com as famílias esse tipo de situação, que as nossas margens
para trabalhar com paciente grave são extremamente menores que de uma clínica geral que faz medicina preventiva ou mesmo uma loja, por exemplo, com consultório. É diferente. Então, você trabalhar com margens pequenas, mesmo faturando muito, gera um risco administrativo gigante para todo mundo. E você que tá aí na ponta atendendo trauma e as suas emergências tem que est cooperando com a administração do seu serviço, com seu gestor, para que essas informações alcancem as famílias, não para taxar o Empresário, dono do hospital e da clínica de com o famoso capitalista malvadão. A responsabilidade. Não tô isentando aqui
ninguém, que eu não sou assim. Vocês sabem disso, que a grande questão desse processo todo é que eu tô pegando a nossa média, a média de vocês, milhares de veterinários que estão assistindo esse essa aula aqui agora. Vocês sabem, vocês estão aqui assistindo que vocês querem melhorar. Vocês sabem que vocês estão aqui porque vocês também têm medo do que tá acontecendo no mundo hoje e de toda vez que tocam a campainha, seu pelo fica de ponta aqui no braço, se eu esfria a sua espinha atrás, aí você fica louco da vida. Por quê? Porque você
não sabe o que vai acontecer. Se vai entrar alguém violento, alguém que não tem recurso, alguém que vai dizer que eu sou mercenário, que vai me culpar por tudo e você acaba pensando: "Nossa, será que eu ganho para isso?" Então esse é todo o evento que a gente tá vivendo. Por isso que eu estou dando esse mapa para vocês. Vocês t que ter consciência política, geopolítica, social, epidemiológica, preventiva. Por isso que eu consigo trabalhar tão tranquilamente com casos cada vez mais complexos, gente cada vez mais ansiosa, com mais pressa, querendo pagar menos e com a
melhor qualidade. E como é que eu consigo trabalhar cada vez mais tranquilo? Graças a Deus, eu tive a oportunidade de trabalhar no meu doutorado com medicina prognóstica. Eu trabalho com modelo prognóstico já há mais de 20 anos, podendo começar não é adivinhar, é entender como que eu guia as minhas decisões naquele segundo, olhando 28 dias paraa frente, entendendo a importância de um diagnóstico diferencial, como que certos parâmetros não podem deixar de ser vistos naquele Momento para que eu possa determinar com recurso do meu cliente se ele tem condição de seguir até o final. Um orçamento
não é o valor da cirurgiazinha da piometra, não. É da hora que ela pisou na sua porta até a hora que ela volta para casa sem a sutura lá bonitinha. Já tirou os pontos, já tomou todas as medicações. Quanto custou? Então, quanto custa uma peometra? Quanto custa um atropelamento? Quanto custa uma hemoparasitose? Então, é integrar o seu olho clínico e parar de ser um mero encaminhador de especialidades. Eu escutei um sopro. Manda pro cárdio. Ah, ele tá roncando, manda pro pneumo. Ah, porque o hematócito é 10, manda pro hemato. Para com isso. A emergência terapia
intensiva, você é médico geral de coisas que matam rápido. Então, a especialidade mais legal que tem. E se você não gosta muito dela, porque você tá nela de obrigação, daqui a pouco você vai fazer uma coisa, vamos dizer, um pouco mais calma, né? Mas eu tenho certeza que não tem jeito. Seus primeiros anos de médico veterinário sempre virão com esse tipo de situação. Então, quando a gente trabalhou o modelo da árvore de decisão ah do rico score, a gente separou bem isso. Então, existem parâmetros que vão eh determinar muito o que acontece logo na chegada,
você tem que medir, que a gente diz aí que é o T0 e outros que você já tem que fazer inclusive a repetição, porque o que vale realmente ali é o delta. eh como foi a migração do momento grave depois do que eu fiz terapeuticamente para poder eh resolver esse problema lá na frente. Então, hoje a gente sabe que existem uma gama de exames complementares gigante, tá? Cuidado só esses valores que estão Na tela são simplesmente e educativos aí para você perceber um pouco de para onde que a gente corre. Mas olhando para esse paciente
da tela aqui com 80 de frequência cardíaca, 16 de respiratória, um lactato de 2,5 com a mucosa ainda um pouquinho rosada, uma create de um, moré de 35, um glesgow de 14, uma temperatura de 378. Para você aí, como é que ele tá? Parou para pensar aí? Dois minutinhos. Parece de longe assim, ó, olhando bem daqui assim, tá até que tá mais ou menos, né? Faltou te dar pressão arterial de 80 de sistólica. Agora 14 de gllesgatura baixa, pode explicar um lactato que não tá tão alto, pode explicar uma vas dilatação quem tá dando uma
uma mucosa um pouco mais rosadinha, pode explicar a bradicardia, né? Tem que juntar essa tela com o que aconteceu, de onde ele veio, quanto dinheiro ele tem, quanto tempo ele vai ficar, se essa família tem condição e acesso às medicações que eu vou precisar depois, se eu tenho condição de operar esse cachorro agora, ele precisa de sangue agora. Então não adianta sair fazendo exame. Pega lá o disquinho do laboratório, faz 17 exames, que que eu vou fazer com uma fosfatase e alcalina e com a LT, com não sei agora, né? Adianta você você tem alguma
dúvida que um gato que voa do sétimo andar vai chegar com 1200 de fosfatais? Que que muda isso, Jacar da sua vida? Nada, né? Agora amanhã, amanhã muda, depois de amanhã também muda. Ele não pode estar com 1200 de fosfatado daqui três dias de internação com 20.000 plaquetas, certo? Então você tem que trabalhar com essa integração, ó, o tempo inteiro. Então quem continua mandando no Tzero é o lactato. E eu conheço isso aí desde 1993, entendeu? E eu tive a honra e a chance de poder ter visto ali o primeiro paper maior, né, de Lactata
em 96, professor Yan. Tem minha foto aqui com ele aqui que um grande mentor daqueles inícios de terapia intensiva, o ele depois Dr. Glen Hernandes, né, os dois homens lactato aí do mundo praticamente. Então assim, cara, lactato é rápido, uma gotinha, bota lá, bateu. A questão é a seguinte, anota aí que isso é truque, tá? Qualquer parâmetro normal, físico, clínico, laboratorial de imagem, não diz nada em paciente grave, nada. Nenhum hematócto de 30 te autoriza a dizer que ele tá ótimo, tá? Nenhuma frequência normal te agora toda a alteração é extremamente grave. Parece idiota que
eu tô dizendo, mas onde eu quero chegar? Se um paciente é atropelado e chega com com lactato de um, não é compatível. Concorda? Então, tudo é sobre enquadramento clínico mais o laboratório e a imagem que eu tenho. Agora, se eu recebo um paciente com 4,5 de lactato após um atropelamento, faz total sentido. Total sentido, né? Total sentido. O que que eu preciso agora? Trabalhar meus diferenciais de por ele está hiperlactatêmico ou hipotenso ou anêmico, ou respirando mal, ou caindo Consciência, ou com a mucosa pálida, ou com TPC maior que três. Por quê? E aí entra
nos diferenciais e eu tenho que mudar essa apresentação da entrada para saída. É isso. A vida nossa médica é sobre quais são as possibilidades porque eu tenho na minha frente e como que eu faço para que isso esteja melhor amanhã, quanto isso vai custar e se eu tenho recurso para poder fazer isso acontecer. Simples assim. Transformem o que é a nossa. É, porque gente, o caos é a nossa normalidade, tá? A expectativa de uma emergência é sempre ter poucas informações com pouco recurso e pessoas com pressa desesperadas querendo resolver as coisas na hora. Você tem
que pegar esse monte de limão e fazer uma bela de uma limonada e enfiar na sua cabeça que é você. Sim, você é o filtro desse caço. Ah, mas não é para mim. Então, troca de profissão, neg, entendeu? Não dá. Não acha que fazer pão vai ser mais calmo não, porque também pode ser complicado, hein? Tem tem lá seus percalços. Então assim, para de ficar se comparando com outras profissões. Agora dentro da veterinária, se você está se propondo a fazer um plantão dentro de uma clínica, atende uma internação, faz uma emergência, vê que esse papo
de que, ah, eu não queria, deixa eu te falar, você tem mais de 18 anos, não tem, você tem mais de 45 kg, não tem. Então você é Responsável pelo que você faz. Aliás, você não tem uma carteirinha aí do CRMV na sua mão. Então, acabou. Para com essa história de que a faculdade não te ajudou. Para com essa história de que ah, porque onde eu trabalho que não sei o quê. Você escolheu o trabalho que você tem. Ninguém te obrigou a ir trabalhar num lugar ruim, que paga mal, que o banheiro não é adequado,
que não tem lugar para você descansar, que não tem lugar para você guardar sua comida. Você escolheu. Então vamos, vamos lá, vamos parar com isso, gente. Tem mais de 40.000 estabelecimentos no Brasil hoje disponíveis para você trabalhar. Não é possível que você tá obrigado a trabalhar nesse lugar aí sujo, que não se adequa, que tem medicamento vencido, que as pessoas te tratam mal. que você recebe violência psicológica para trabalhar. Então, entendam, convertam esse caos com calma. Vai lá, visita, conversa, faz seus cursos de especialização. Gostou de uma especialidade, mais para frente faz a especialidade, cobre
mais caro por isso, tá? E vai buscar um lugar. Às vezes você vai ter que até que mudar de cidade, pode ser que tem que mudar de país, mas eu tenho certeza que você consegue ser feliz e consegue ter eh rentabilidade adequada. estar bem financeiramente, construir uma família nessa bagunça aí, nesse caos aí. Isso é totalmente viável. Estamos comigo. Então, olha só, eu vejo todo santo dia, principalmente com os mais jovens, não é a geração, os mais jovens de emergência, quem tá começando. A gente aprendeu na escola, não tem jeito. Isso é o jeito que
a que a graduação ensina a gente. Ah, vamos hoje aprender sobre pneumonia. A pneumonia se apresenta dessa forma. Os exames que eu faço são esses aqui. E é assim que o paciente, gente, tentar Diagnosticar doença antes de de ter um doente vivo é o maior erro da emergência. Eu não quero saber o que ele tem, eu quero saber o que mata ele. E o que mata em pouquíssimos segundos é hemorragia massiva. O que mata em pouquíssimos minutos é distúrbio de via aérea e ventilatório. E o que mata em horas para dias é a parte circulatória.
Depois o que mata de dias para semanas são as questões neurológicas principalmente. E aí vem as disfunções orgânicas. Não é dia de falar de sepse aqui, mas essa é a ordem para morrer. Portanto, eu não preciso saber se ele se é pneumonia bacteriana, se é fúnga, se é por aspiração. Eu quero saber se ele tá saturando 70 com 90 mm de CO2. É isso que eu tenho que corrigir. Daqui a pouco nós vamos descobrir que bicho que é, onde que foi, como é que eu faço. Então não gaste dinheiro nos primeiros 30 segundos com diagnóstico.
Você tem que gastar dinheiro com coisas que matam rápido. Então você vai perder tempo com isso, não resolve. Depois você abre o leque do diagnóstico diferencial. A ordem envolve justamente o que nós estamos fazendo aqui. Caramba, tem que certificar. Você não tem carteirinha de motorista para dirigir um carro. Se você quiser dirigir um ônibus, é outra carteira de motorista para pilotar avião, é outra carteira de piloto de avião. Aqui na internação é igual a Sociedade Brasileira de Medicina de Emergência, que está ligada ao Conselho Federal, é responsável pela especialidade junto em conjunto com a sociedade
latino-americana, que tem as conexões com a sociedade norte-americana. Existe uma certificação. Hoje existe uma americana também que é a do Vetcot pro ATLS Trauma. existe o recover para RCP, ou seja, hoje existe pelo menos quatro certificações para você veterinário de emergência fazer. Não tô falando de especialidade, não, de de título de especialista, não. Tô falando de carteirinhas de motorista para detectar as suas habilidades de fazer emergência. Então, no Brasil, gente, é ABC Trum, ABC cuidados intensivos. Aí vocês têm que tocar. Cada dois anos você repete, faz lá a provinha, repete as práticas, escuta as informações
novas que chegaram, as trocas de protocolo. Mas hoje, principalmente aqui o que a gente tem que se atentar essa primeira faixa da linha da OBC trauma. Para isso que a gente tá fazendo isso aqui, tá? Para que você faça a certificação correta depois, tem a sua linha do trauma bem determinada. Essa é a sequência. Estabiliza e classifica o risco. Tá vivo, parte para diagnóstico diferencial, terapêutica definitiva. Assim de simples, ó. chegou no consultório. Ah, mas ele nem se queixou. Ué, mas eu tenho que medir tudo em toda a consulta. Eu tenho que estabelecer linha da
vida, sempre iniciar pelo protocolo das coisas que matam, uma boa namnese, o que aconteceu, qual é a alergia, qual é o passado, última comida, medicações e andamento. Se tiver com alguma alteração de gravidade, já chama o pessoal da emergência para resolver. E para isso que a gente usa alguns scores. Não tem como não usar coisas simples. Quando a gente criou esses números dentro dos nossos modelos prognósticos, isso aí seja a pressão sistólica menor que 100 em gatos e o truque aí, né? Menor que 90 em cães, tá? Mas respiração, pressão e consciência, eh, respiração, consciência
e pressão, respiração, consciência e perfusão, clássico da emergência. Ah, mas esse negócio era um negócio da sepse, já foi um dia, esquece a história. Quick que falou hoje serve pra gente o quê? Pro consultório determinar se eu tenho que internar ou não e quantas pessoas eu vou precisar para me ajudar. Respirou rápido demais ou lento demais? Não tá totalmente alerta ao ambiente e a pressão já tá baixa, é grave. Toca o pau, inicia a classificação o mais rápido possível. Tem gente que gosta de usar o Manchester, né, com aquele laranja, azul, cinco cor, seis cor.
Eu gosto de pegar a classificação que a gente já usa há 20 e poucos anos porque é uma mescla. Eu adoro a classificação start porque ela é feita para durar 15 a 20 segundos, mas ela é para uso extrahospitalar. Manchester é muito bom, mas é muita cor e muita coisa que se cruza. E VTL é uma conjunção do Manchester, na verdade, com as classificações veterinárias padrão. Não interessa como é que você vai usar, mas determina, né? Eh, se o paciente tá em parada, a carta respiratória precisa de atenção em segundos, se ele vai morrer em
minutos, se ele vai morrer em horas ou se ele vai morrer em dias. 1 2 3 e 4. No caso específico do trauma, tem que usar o ATT. Gente, esse score foi criado em 1994. Quanto de vocês estão usando? Aliás, quantos de vocês sabiam que ele existe? É besta demais. Seis tipos de lesão, três tipos de pontuação, quatro Tipos de pontuação, incluindo zero. Hoje os sistemas copiloto, por exemplo, como vetias, já fazem o cálculo do ATT automático para você e calcula o prognóstico para você. Ele fala: "Ó, ATT de seis, tá tudo em ordem, ATT
de 12, bicho tá muito problemático. Isso vai te ajudar demais hoje em prontuário, comunicação com a família. Tem que usar score de trauma em todos os pacientes que você atender, correto? foi paraa internação, vai precisar de Apple score. Scores que tem que ser medidos uma vez ao dia. No mínimo full, o fest, perdão, que é o score rápido, e idealmente o o full, que é o completo, cães e gatos, uma vez por dia, a gente tem que ter isso. Então, quando você pega esses essas informações que vocês t que aprender na profundidade, para isso vocês
tem que continuar seguindo aí a gente e e buscando para vocês as melhores opções de trilha que vocês têm aí e a do trauma, que é a nossa e discussão aí de hoje, que se um paciente chega para você com três pontos de quica, gente, três pontos de quicksofa é gravíssimo, ele tá respirando rápido demais, não tá alerta suficiente, a pressão sistólica já tem 85, isso é suficiente. para em prontuário, você já tá à frente. Olha só que coisa idiota. É besta, é clínico, mas é responsabilidade sua. Não é ficar procurando, ah, mas é só
uma feridinha, não é nada demais. É só que agora você ainda tem que completar essas funções orgânicas, ver se ele tem resposta inflamatória sistêmica, sim ou não, que agora eu já tô pegando um paciente que tá taque cárdico, que tá respirando mal, já tem dois critérios de Quatro de sears. Então ele tems, resposta inflamatória sistêmica, ele tem quicopofa máximo e eu já pedi pro laboratório a completude das disfunções orgânicas. Aí eu medi o ATT, vocês viram ali a TT acima de oito. É problema. É problema. Deixa de ser tonto. O negócio é simples demais. Quanto
de dinheiro você gastou até aqui? Quase nada. Para poder solicitar recurso financeiro. Fala: "Meu amigo, sem lactato, creat rubina, plaqueta que eu não vou muito longe, mas já vou te avisando. Seu cão tem uma lesão muito grave, deve ter alguma coisa escondido aí que a gente ainda não conseguiu ver. Então o Applecore não saiu porque tá faltando albumina, tá faltando cretinina, tá faltando bilir rubina, tá faltando outras coisas mais, não tem problema. É mazão, pô. Ou ele é um, ou ele é dois. Ou ele vai parar ou tá parando já. Agora, se você já tivesse
nove de lactato na mão, uma gotinha tinha substituído tudo isso aí que tá na tela. Você vai esperar abrir para ver o que tá acontecendo. Será que você quer ver? Você é santo agora para você tem que ver para crer. Não precisa. Você já consegue prever o desastre. E quando a gente coloca isso na nossa fichinha ali, ó, com os números de chegada, é isso que eu vejo. Eu vejo a chegada, eu desenho a linha da vida na minha cabeça, falo: "Caralho, isso vai dar merda". Opa, desculpa aí, bota um pi aí, o pessoal da
edição aí que no posto também já foi. Então, olha só, falei que você tinha maior, você era maior de 18 anos, né, para poder assistir essa aula aqui. Então, tá bom, segue o jogo, tá? O que você não pode, minha gente, é ficar. Você finge que é muito bom, você é super especialista do final de semana, o cliente finge que tá entendendo, finge que te paga também, né? Finge que gosta. Agora, quem não finge é a hemodinâmica do seu doente, quem não finge é a parte ventilatória do seu paciente, quem não finge é aquele paciente,
você deu alta para ele, fala: "Ó, se ele piorar, você traz ele de volta". Gente, não para de ter síndrome de cachorro pobre aí, entendeu? Cal da mudança. Quanto menos recurso você tiver, quanto menor a cidade que você trabalhar, quanto pior você achar que é o cenário que você tá, mais medicina, prognóstica e triagem você tem que fazer. Mais você tem que usar esses recursos que eu acabei de ensinar aqui para vocês. Extremamente necessário. Por quê? Porque você blinda o caminho para onde você vai trabalhar os seus doentes. Então não é sobre saber todas as
doenças, saber tudo, não precisa. Você tem que saber o que vem antes. O que é que mata com segundos, o que que mata com minutos, o que que mata com horas e o que que mata com dias. Com mais tempo. E para quem quiser é só pedir eh a nossa tese de doutorado tá disponível lá no site da Universidade Complutente de Madrid. Aí até hoje é só Fazer o download. Eu então mando o PDF para vocês, mas dá só uma olhada, cães basicamente, né? E na nossa tese, a gente trabalhou com cães espanhóis, cães e
gatos espanhóis, portugueses, mas a maior parte da nossa população era brasileira. Por isso que o nosso estudo é muito adequado a nosso tipo de população, né? Então, do ponto de vista do dia a dia, 10 a 15% dos cães aí vão entrar com algum tipo de trauma. Lembrando que nem tudo é atropelamento e queda. Lembra que queimadura, intermação, hit stroke, afogamento, choque elétrico, traumas ambientais também contam, tá? Eu gosto até de inserir acidenteofídico, peçonhas nessa parte aqui também, quem sabe até intoxicação merece esse tipo de de cuidado, tá? Mas é interessante perceber assim, 10 a
15% dos cães vão ter trauma, 20, 25% dos gatos de repente também, o resto é clínico. E de qualquer forma a gente tem que ter atenção aos abdômens, diferente da medicina humana, cão é muito provável que você vai encontrar alguma coisa em gasto e gato genito urinário, tá? E olha só, olha só a resolução dessas emergências, a maioria absoluta é resolução clínica. E a gente acompanhou de novo, esse é o maior estudo do mundo hoje, até hoje, que acompanhou emergências classe 1, 2 e3 por 30 dias depois do atendimento inicial. Dá só uma olhada na
mortalidade de 24 horas dessas emergências. 2% em gato, 5,5% em cão. Que eu quero dizer o seguinte aí para você, jacaré, bota culpa na doença, não. Matar um cão e um gato nas primeiras 24 horas, você tem que ser genial. Ou vai ter que provar que a doença era maior que você, que você triou da forma correta, que você entregou o recurso correto. Mortalidade, ela vai disparando ao longo da primeira paraa segunda semana. Olha lá o que acontece. Quase, quase 100% da mortalidade ocorre duas a três semanas depois do atendimento inicial, depois de muito dinheiro
gasto, muito recurso gasto, muita paciência gasta e muita ansiedade crescendo. Se eu fosse você, eu pensava sempre nisso. Tudo como o Dr. Nicken fala, né? Acho que a gente vai terminar essa aula falando dele de novo, né? O destino de quem eu atendi tá na mão do primeiro que botou a mão nele. Então assim, vocês têm que estar apostos o tempo inteiro. Todo mundo é grave até que se prove o contrário. Foi fazer uma vacina, eu tô de olho. Será que o palo tá alongado? Será que a larinja é boa? Será que ele tem reação
alérgica na história? Não me interessa. Eu quero saber de onde ele veio, o que ele faz, como ele come, como ele se reproduz, de onde que que aconteceu. Eu tenho que ter consciência situacional. Não me interessa o que vai acontecer daqui para frente. Sim, montar o meu quebra-cabeça com anterioridade. Então, se eu vou fazer uma vacina, ele é B2 de cárdio, ele é íris 2, vai fazer uma vacina, gente, tem risco aqui. É bracéfalo. Então fica, fica esperto. Você tem que juntar essas peças na sua cabeça o tempo inteiro. Por isso que a gente usa
o nosso algoritmo. Então, a ideia desse mapa é você entender que a inserção do X veio da medicina militar e veio da medicina pré-hospitalar. Só que hoje ela acontece na nossa rotina. Sim. Quantas vezes eu tô vendo ainda até hoje há 30 anos eu vejo pedículos de castração soltando em pó operatório na internação e paciente morrendo de hemorragia de madrugada porque ninguém percebeu. Ah, mas eu não vi a barriga dele nem ficou grande. Deixa eu te falar, jacaré, começa com taquicardia, [ __ ] A mucosa fica palha, o tempo do TPC começa a esticar. Você
vai esperar a pressão cair para tomar atitude, [ __ ] Pega o trassom, bota naquela barriga, mas checa frequência e consciência. É, é, é quicksofa. Olhou consciência, olhou como que ele respira, alterou, tira do leito e coloca na mesa, examina, viu que tem três pontos de sangramento, corre com ele pra mesa. Acabou de sair da cirurgia à tarde, tem três pontos de de líquido livre no transtorno você acha que é o quê? Entendeu? Pega as pecinhas do quebra-cabeça e junta. Deu para entender? E segue a sequência até o final. Óbvio, não tem como ficar aqui
3 horas aqui falando com vocês hoje para isso, mas essa é a sequência. Tá na mão, tá mastigado, pô. É só você continuar com a gente aqui, aprofundar os seus conhecimentos e a gente vai te dar o restante. Ah, mas você não vai me passar isso tudo hoje. Deixa eu te de falar. Não tem limite também, né? Tem. Hoje, hoje é dia de eu passar as coisas para vocês aqui um pouquinho mais rápido para que você que chegou aí de última hora entenda em que confusão que você tá se metendo. Mas basicamente, pô, já entreguei
suficiente para qu, ó, para que você possa tocar seus atendimentos. Agora tem as manobras para conter hemorragia. Você tem que saber quando, em que momento você vai usar uma bandagem de relência, quando em que momento você vai usar um torniquete, qual torniquete você vai usar, que momento você vai usar uma gas de preenchimento, isso é mais importante, que momento você coloca um selo de tórax. Na via aérea eu tenho que saber se eu entubo, sim ou não, que que é um cormac, se eu faço crico, quando é que eu penso em fazer track, se eu
posso usar dispositivo supraótico, sim ou não. Na boa respiração, basicamente aqui nós estamos falando de tóraxese, tubo torácico, né? E a contenção básica de danos na parte circulatória é toda a linha da vida. Como e quando eu começo fluído? De que jeito? E trol, tipo de fluido, regime de fluido, objetivos da minha fluidoterapia e os limites de segurança de cada fluido que eu tô utilizando. Controle de dor, obviamente, analgesia e bem-estar do meu paciente. de neurológico, eu vou buscar o glazgente, o exame completo neurológico, se for possível, e, claro, observar na parte ambiental o exposure,
a exposição, olhar a temperatura, olhar se tem algum tipo de lesão, buscar pequenas linhas de fratura ou fissura em ossos que de repente você não chamou muita atenção, pô, é um dedinho que é um dedinho que fraturou, uma unha que tá solta, é um ouvido que tá com problema, é examinar ele de fora a fora o tempo Inteiro. Então, de forma geral, entender que dependendo da região do país que você trabalha, as coisas vão andar de maneira diferente, que hoje seu radar tem que tá adaptado a o bairro que você trabalha, a comunidade que você
tá inserido, mais violência, menos violência, tipo de comunicação, tipo de cliente, quem que se atende, quem que tá em volta, qual grau de segurança você tem para trabalhar, entender que o mundo tá mudando mesmo. A tecnologia vio de um jeito que eu não estava lá na Revolução Industrial e nem quando o Thomas Edson lá começou a ver o negócio da lâmpada, etc. Não estava lá não. Mas eu eu passei por poucas e boas nesses 30 anos. Eu vi o Google chegar, eu vi o Fax, eu vi o Telex, eu vi o e-mail, eu vi o
SMS, eu vi o Pager, eu vi o Nexttel. Se você não viu nada disso, pega essas palavras que eu falei e joga no Google aí para saber o que aconteceu. Mas quem tava lá para ver consegue receber agora inteligência artificial de uma maneira diferente. Não é para assustar. Quando saiu esse primeiro paper de acurácia diagnóstica em equinos, ainda com o modelo do GPT4, eh, cara, um diagnóstico, a ferramenta acertando 90% dos casos. Isso tá acontecendo direto, né? O, ah, o chat é PT, o Cloud ou quem quer que seja, tá passando em prova de medicina,
tá passando em prova da OAB. Gente, o ambiente controlado é diferente do ambiente real. E hoje quando você pega o o os laboratórios remotos reais, ou seja, você tentar usar eh certos tipos de modelo na vida real, tenta aplicar a inteligência artificial Solta nesse ambiente aqui para você ver, você vai cair do cavalo. Toma cuidado com quem tá usando sistemas abertos o tempo inteiro. toma cuidado com confidencialidade de dados, compliance, porque pra emergência hoje eu não vivo sem inteligência artificial. Ah, mas você vai falar do Vetas, gente, fui eu que desenhei. Como é que eu
não vou falar? Ah, mas você confia tanto? Gente, eu confio no que eu fiz porque é o que eu uso no meu dia a dia. Essa ideia veio de uma forma tão simples, né? A gente pegou uma a minha pastinha de documentos que eu usei, o que eu uso para tratar pacientes, resolver dúvidas dos meus colegas no mundo inteiro. Falei: "Cara, se eu uso isso aqui todo dia e eu tenho que ficar abrindo documento, procurar, pô, tem um documento lá, o Recover tem lá centenas de páginas, o Consciência de CP tem dezenas de páginas, centenas
de referências, como é que eu vou fazer isso rápido?" Usa a inteligência artificial para isso. Então, quando a gente coloca, por exemplo, eu tô fazendo o meu papel de emergência, né? E ali, por exemplo, eu tenho um paciente felino que caiu e tal. Se eu coloco o cabeçalho da forma correta, paciente felino, tantos quilos, macho, não castrado, caiu do sétimo andar e chegou parará, parará, parará, tá? Então você vê que a inteligência artificial tá ali para te ajudar. O vetias ele usa uma base de conhecimento fechada. Então, todos esses documentos, todas essas informações que eu
dei para vocês agora nesses primeiros 50 minutinhos aqui, tudo volta para você em poucos segundos. Então, como é que eu não vou usar? Então, eu tomo as decisões, mas às vezes eu tô cansado, às Vezes eu esqueço, às vezes é muita informação, às vezes ele é diabético, às vezes ele tem um tumor, às vezes ele tem alguma coisa. Então eu jogo lá para poder discutir de novo, melhorar o meu leque de diagnóstico diferencial, calcular, né, orçamento, quanto vai ficar o custo disso tudo, tá? Para eu poder acelerar o processo. Se eu tô sentindo uma pressão
diferente, a família tá com uma linguagem complicada, eu mostro pro meu sistema, falo: "Olha, a família tá reagindo assim, como é que eu faço? Que termo que eu tenho que abrir para ele?" Porque o cada tipo de alteração clínica e de comorbidade vai exigir um termo jurídico diferente, né? E aí eu posso colocar os PDFs dos exames. Coloquei, já chegou meu primeiro hemograma, beleza pura, vou colocar lá. E aí a inteligência artificial tem a magia de integrar números e palavras, mas você é o clínico, ele é o seu copiloto. Nada mais do que isso. Claro
que isso é um exemplo, tá? Porque hoje é praticamente o único sistema clínico aí que você tem à disposição para fazer esse tipo de situação que consegue te ajudar na parte financeira, administrativa, psicossocial e, claro, como um multiesecialista, de acordo com a tarefa que você dá para ele a hora que você quiser. O que a gente fez, gente, foi simplesmente isso aqui, ó, tentar tirar os desperdícios do processo da emergência, porque eu sei que você tem pouco recurso, você tem pouco tempo, às vezes você tem pouca experiência e pouca condição de conversar com aquela família.
Então, quando a gente aplica essas metodologias inxutas no processo, Inserindo eh inteligência artificial, tecnologia, eh estudo, é justamente para você ir cortando o desperdício e fazer uma redução absurda do tempo que você gasta para fazer as coisas, o que te ajuda a melhorar aí a sua saúde mental, o seu dia a dia. Você não precisa ser intensivista titulado, gente. E para de querer chamar o plantonista de intensivista, gente. Intensivista de hospital não fica na UTI. Se a sua clínica não tem UTI, como é que você chama quem cuida daqueles pacientes de intensivista? Para com essas
coisas. Lembra aí, para quem já me segue há mais tempo, deve ter visto a minha campanha aí de redução da autoestima, né? Baixa autoestima, gente. É o plantonista. Então é o médico veterinário que está de plantão. Ah, ele tem pós-graduação em hematologia, ele tem pós-graduação em pneumologia, ele é uma ótima pessoa, tem 30 anos de experiência, ótimo. O que você precisa ser uma pessoa estruturada, que domina a sequência, que conversa bem com as famílias, que consiga entender a diferença de ser rápido e ter pressa para fazer as coisas e que tenha consistência, repetição o tempo
todo. Porque olha só, quando a gente olha e essa sequência da chest sobre considerações éticas, ela é muito boa. Quem quiser eu posso mandar esse PDF aí para vocês. Eh, hoje em dia, e cada vez mais essa questão do maltrato, do bem-estar, tá sendo muito confundido e com emergência é um problemaço, porque envolve dor, envolve prognóstico de longo prazo. Não tem diferença, gente, entre você não iniciar um tratamento, ou seja, omitir um cuidado, interromper um tratamento que você já Começou, ou seja, retirar cuidado porque você precisa de relocar recurso, porque acabou o dinheiro. Eticamente você
tá cometendo o mesmo erro, tirando o cuidado de alguém lá na frente ou não dando cuidado nenhum no início. É melhor saber que não tem condição de seguir o mais rápido possível. É menos recurso, é menos dinheiro que nós vamos gastar. Então, se você usa só sua experiência, é um problema pro inexperiente e é um liability, é um risco grande pro mais experiente. O bom mesmo é usar sistema, score, prognóstico, tecnologia, mais a sua experiência, porque aí sua opinião vai ficar mágica. E o cenário prático, você imagina um hospital que tem um ventilador disponível e
tem dois pacientes grave precisando de ventilação. Vamos lá. Um paciente é um idoso, tá? Você tá aí com cão idoso de 40 kg, 17 anos de idade, com lesão renal, cardiopata dilatado, tomando um monte de remédio, fazendo arritmia e tomando anticoagulante. E ele foi atropelado e precisa do ventilador. O outro é um cãozinho de 3 anos de idade que tomou um chute no tórax, tá com uma contusão importante, mas não tem nenhum tipo de comorbidade. Expectativa de vida dele é tranquila, não tem condição crônica nenhuma avançada. Quem que você coloca no ventilador? Então assim, embora
obviamente essa decisão sua tem que ser objetiva, tem que ser justa, tem que ser transparente, Ela tem que maximizar recurso, né? Então assim, será que negar recurso para alguém? Como é que você faz isso no seu dia a dia? Porque na emergência é isso que acontece com a gente no dia a dia. Então assim, importante porque você vai ter que aprender a tirar recurso de alguém para melhorar o prognóstico de outro. Você vai ter que aprender a não gastar recurso demais em alguém. você vai ter que entender o que que é uma ordem de não
reanimar, o que que é ser ético de verdade. E isso é todo esse processo que a gente tá vivendo aqui. Porque se você não aceita isso, infelizmente eu tenho que te dizer que não serve para você eh esse ponto. Então se você chegou aqui e entendeu que você não tem a capacidade para isso, você tem duas opções. Continua estudando, treina, peça apoio, procura um mentor, vai para cima, que eu tenho certeza que todo mundo é capaz de fazer. Mas se no fundo aí você acha que isso machuca, que te deixa com a saúde mental alterada,
que você não quer isso para você, realmente você tem que ser retirado da função. Não serve para você essa função de tá eh tocando um plantão, você com auxiliar, você com recepcionista, você com equipe, eh resolvendo, tomando decisões no meio do caos. Eu acredito que essas habilidades são treináveis e para isso que nós estamos aqui, tá? Então, de verdade que eu espero que vocês consigam entender que protocolos são ótimos, tá? Mas para usar em casa exige, vai exigir de você tomada de decisão, não tem para onde correr. E a responsabilidade, meu amigo, é sua de
mais ninguém, como já dizia o Dr. Nixen. Muito obrigado. Meu contato, pessoal, estão aí, vocês podem seguir essa trilha aí pra frente. Desejo ótimas aulas aí pela frente aí para vocês. Vocês tenham curtido, aproveitado. Vocês possam conhecer um pouquinho mais dos nossos projetos. Entra aí no Intensivet para poder conhecer todas as trilhas que a gente tem disponíveis, que vocês tenham aproveitado bastante essa semana aí também. Fiquem com Deus, um grande abraço. Foi um prazer falar com vocês aí. Até mais.