tinha de ser era bem nova 17 18 anos ela foi convidada para assistir a uma cerimônia de xambá que é o show do estilo que é o candomblé do recife né é é um problema da água fria que é ligado ao sítio de pai adão que é uma casa muito famosa do recife ea minha foi assistir o pai dela era tarde sistema tinha um pouco de pânico né dessas matérias todas mas ao mesmo tempo tinha aquela pelo espírito aquele negócio todo ela foi o que aconteceu com a minha fé que ela b o santo como
a gente costuma dizer ela sentiu o impacto né da presença da entidade minha volta aos iniciou aliviar a minha forma branca sede cima como eu sou e acabou se iniciando na água fria foi feita por mais esta dos olhos de wilson que por sua vez é f padrão então a minha avó faz o seguinte em 1963 indo para o rio de janeiro com a minha família a minha voz o som da trilha eo terreiro axé ela recebeu a determinação do jogo de chamar que é o show do exercício da baixada fluminense no jardim nova era
na rua bastos onde eu cresci então ela era maioria chalar uma mãe de santo eu acabei fazendo a minha iniciação do tinha dois anos de idade como um lugar lá b aquele negócio todo e quando a minha mãe carnal minha mãe que tem um nome muito curioso minha mãe chama se nery g1 porque a minha avó era vizinha no recife de uma família de ciganos russos então essa homenagem dos ciganos botando o nome desse ganho todo mundo da minha mãe chama se mede quando a minha mãe tinha 12 para 13 anos e ela ia fazer
a iniciação dela no chão duro xambá o candomblé é o oráculo determinou que ela fizesse outra coisa dizendo que o caminho da minha mãe seria o caminho encantaria então a minha mãe acaba é indo pra casa de um sacerdote da infantaria do pará que é uma figura importantíssima na história do rio de janeiro da encantaria chamado santo criou o pai criou o que foi e que iniciou a minha mãe crouch a casa aberta não foi a espécie de produtor é dodô jitsu encantar e no rio de janeiro minha mãe se hoje na casa de seu
criou e seguiu pela encantaria e por causa da minha mãe a casa da minha avó que era de xambá que era de xangô né do do candomblé do recife acabou também pressionam muito pra encantaria então a minha avó começou a trabalhar na casa com uma senhora chamada dona raimunda de deus e ao donna música paraense e uma senhora chamada dona luzia que era a maranhense e eu cresci nisso né crescia dentro da infantaria que se do candomblé cresci né eu estava até falando na aula que eu dei aqui duas horas da tarde que de vez
em quando com deus muito sobre isso as pessoas me perguntam você acredita né não olha aí e aí a pergunta mais freqüente que é feito é a seguinte olha você cresceu no terreiro você cresceu na itália você acredita ea minha resposta é sempre a mesma isso tem uma importância dessa questão da fé daí foi uma invenção maluca do ocidente tom não me diz respeito realmente essas situações que envolvem a questão do ritual mas enfim a partir daí eu sempre tive uma visão o creci é eu vivi eu enxerguei mundo eu estudei eu comi alguns 6
jantei dormir muito vinculado ao fato de ter sido o que a gente chama de criança de terreiro eu não imagino uma circunstância da minha vida que eu não tivesse ligado ao ter dinheiro e eu não tivesse ligado à sua unidade com deus né eu cresci achando que a coisa mais natural do mundo você tomar esposa de um caboco né coisa mais natural do mundo no cabo de dar um esporro eu cresci achando que a coisa mais natural do mundo a ver por exemplo um curupira lançando porque no terreno da infantaria de seu havia uma senhora
chamada dona dos anjos que trabalhava com o curupira curupira vi nela né é eu cresci conversando com a boca mariana cresci com bonatto a jarina cresci com uma porção de gente é isso pra mim era o cotidiano isso era normal eu estava comentando aqui e aí eu chego a esse livro por conta do seguinte é contra eu penso nisso quando eu penso em cantaria e inclusive quando eu penso em cantaria como uma chave para a gente refletir um pouco sobre o brasil é eu penso necessariamente na figura do caboclo eu acho que esse livro tem
muito do caboclo as coisas que eu escrevo tem muito do cabo e quando lhe perguntam quem é o caboclo que estava aqui falando do ano há pouco a pouco por exemplo do do walter benjamin como caboclo vou falar poucas voltas mesmo acabou que ela disse que o primeiro texto dela aquele que mesmo que ela era um texto que falava do walter benjamin como caboclo é um pensador caboco porque o cabelo tudo é muito curioso ao contrário do que a maioria dos seus como imagina o tabu não é o espírito do índio na maioria dos cultos
na encantaria por exemplo qualquer um pode ser o cabo e também cantaria dom sebastião de portugal é um cabo na encantaria do manoel com o rei dos reis é o caboclo rei dos méxico a bucco na encantaria dom joão de ver sarabia o dinheiro né um caboco na encantaria princesa mariana é uma cabocla não apoia jarina é uma cabocla e tal quem é o cabo cu a grande questão da encantaria que eu acho o negócio fascinante é que o encantado não teve morte física o encantado foi aquele que ri por diante da circunstância da morte
física ele passa por uma uma situação de arrebatamento e ele acaba se encantando então a morte física não existe o exemplo que eu dei a minha fé a minha voz é essa a minha avó que era ialorixá ela trabalhava na linha de cabos com a entidade chamada cabouco perigo mas essa entidade a minha voz não era encantado porque o cabo peri ele teve morte física o cabo teria viveu esse cabo pinheiro índio ele viveu ele teve a morte física e baixa os terreiros para interagir com as pessoas à minha mãe que se iniciou em cantar
e ela trabalha com o cabo chamado cabo já pt clara do cabo já pt para não teve morte física o cabelo já te clara lutou na guerra do paraguai e quando ele ia morrer na guerra do paraguai né ele rejeita a experiência do arrebatado ele se encantou no tronco de sucupira um tronco de árvore e morreu tanto que encantaria diz o seguinte o encantado do português da filosofia da ontologia o encantado na voz fascinante porque o encantado e três em um o encantado é ele mesmo o encantado o elemento da natureza no qual ele se
encantou e o encantado é o corpo que ele usa para interagir com as outras pessoas então acabou já pt agora se encantou um tronco de sucupira e o que se diz na em cantaria que quando a sucupira floresce quando a sucupira da flor é porque em algum lugar da pt para cá na terra é que o canto dele até cantando a 2 canto dele fala disso quando fora sucupira quando o fórum guerreiro quando fora sucupira é quando o fórum guerreiro quando fora sucupira acabou com o velho flash duro o cabo velho da barra do aririú
lagoa grande seco todos morreram morri ele não teve morte chapecó para o encantado acabou com a mariana da turquia não morreu o navio que 12 onde bessarábia vinha do brasil com mariana onde n toya jarina né naufraga na região próxima ao parcial de manoel luiz mas eles se encantam e eles acabam formando uma família de encantar os que a família lançou toy a jarina encantou se numa flor de laranjeira por isso cantasse pátria jarina toya janet flor josélio sim eis o grande enigma eis o grande mistério é porque eu não encontro nenhuma referência dessas escolas
terem chegado que não estejam vinculadas à oralidade dos terreiros mas aí você encontra isso por exemplo o bom sebastião encantado a indiscutível agora essas personagens do naufrágio você tem a referência de um dom joão de bessarábia dom joão liberada participar daquele processo das cruzadas e tal existe referência a referência histórica que ele teria sumido com as filhas no contexto das cruzadas e surpreendentemente o que se diz no maranhão não é que eles formaram uma família de encantado na pedra do sol agora você imagine isso né do relatório a jarina é a flor de laranjeira toya
janet flor é flor do mar é flor de laranjeira é a flor do mar mariana é tudo maria não tenho registro ela aparecendo como arara mariana aparece como coxinha de maria mariana aparece como marinheira da marinha brasileira neca negócio impactante lutando pra variar na guerra do paraguai porque o que tem encantado que lutou na guerra do paraguai lá fora tem dois navios na praia tem um farol é a esquadra da marinha brasileira e mariana lá na praia do lençol ela é marina era ela é marinheira é encantada da marinha brasileira encantou-se né então você tem
uma cultura da oralidade que fala disso desses encantadas todos nem estava falando antes por exemplo como é presente nas encantarias é respeitar o fortaleza na guerra do paraguai você tem vários relatos da oralidade de humaitá como um espaço de encantamento e arrebatamento de dezenas e dezenas de brasileiros que lutaram no paraguai a ponte nas bandas até o bumbum aparecer combater no humaitá o google para zé bandeira branca de ogum que foi içada no humaitá ano enfrentando general da umbanda ou convenceu demanda em qualquer lugar né a terra fria da guerra do paraguai então esses fenômenos
da encantaria eles são muito surpreendentes né a encantaria nesse sentido ela me fascina profundamente por exemplo você quer ver uma coisa curiosa é o livro por exemplo fala muito do catimbó de jurema o catimbó que é fundamentalmente um conjunto de ritos baseado na bebida da jurema da jurema sagrado o cachimbo é complicado porque o cachimbo e tapuia você não tem registro de tupi bebê cujo lema é quem bebe jurema é a jurema era cultivada entre os tapuias existe um mito de anunciação do futebol que o cachimbo teria sido anunciado na paraíba na na cidade de
alhandra e mexe malunguinho teria anunciado o culto da jurema sagrada e tal mas o caboclo do catimbó onu não é o da infantaria os cachimbos e os chamam de caboclos aí sim acabou com o cachimbo índio tapuia na o cabo do catimbó teve morte física ele não chega semestre do catimbó catimbó trabalha com a idéia é que você tem os mestres curadores da jurema entre os mestres e nós existem os caboclos da jurema os caboca futebol mas esses são índios mestre do catimbó por exemplo estava comentando antes mesmo do catimbó zé pilintra um mês do
catimbó zé pilintra existem relatos sobre a vida dele com isso vários relatos sobre os apelidos os relatos dizem até que zé pilintra foi um sujeito que viveu nascido em afogados da ingazeira e que foi iniciado no rio do cachimbo com 11 índio né o enjôo ligado à al giros da jurema entre o pessoal no caso dos cariris e etc e tal e rápida foi o méxico de jurema há relatos sobre a morte dele muito desencontradas há quem diga que ele morre por mal de amor né é na bahia há quem diga que ele morre furado
com uma má cambira em pernambuco e há quem diga que na verdade é pilantra sair pro rio de janeiro e aí é muito curioso porque quando zé pilintra vem para o rio de janeiro ele deixa de ser o mestre da jurema e ele passa a ser um balão banda né porque vai muito no destino rio de janeiro cultivo cultuava o seu cep lindo entanto que a roupa desabilita na jurema é uma roupa exibida nas bandas é outra zé pilintra júri mineiro ele usa a calça de algodão é é dobrada é uma camisa muito simples de
algodão chapeuzinho de palha um lencinho e descalço o zé pilintra malandro no rio de janeiro é usa sapato bicolor termos liu é 120 gravata grená neve no estácio de sá conhece aquela turma turma do estácio getúlio marinha amor ismael silva todos conhecido existe até uma das histórias mais famosos da cultura oral do samba do estado sueco é a história em que se repita uma vez chegou numa roda de batucada e derrubou todo mundo e por causa disso seu getúlio o amor marinho fez um samba e reverenciando zé pereira que moreira da silva agravo era meia
noite quando o malvado chegou era meia noite quando o malvado chegou quando o malvado chegou acabou batucada desceu a pernada e todo mundo todo mundo dançou né que é um dos segredos do penúltimo livro do meu amigo alberto moça que começa com esse ponto e zé pilintra mec fala disso de seu getúlio amorim mas o que acontece é sempre nessa dimensão e aí pra chegar o livro é me parece que a chave desse negócio todo desse complexo que eu chamo de complexo das macumbas né é um complexo muito cruzado é um complexo de encruzilhada dadas
ele inclui diversas manifestações inclui as bandas inclui ator é inclui babaçu encantaria inclui o cachorro bodhi jurema nem com muita coisa mas fundamentalmente é e até fato estava firmando essa idéia se pergunta qual é a chave para a gente tentar entender qual é o fio que liga esse complexo todo eu tenho a impressão que existem duas coisas que são fundamentais uma delas é a seguinte é todas essas sapiências todos esses saberes todos esses cultos enfim todas essas culturas de tambor quando eu costumo dizer todas elas trabalha com uma perspectiva que é igual em um determinado
ponto é é a grande oposição que existiam entre vida e morte essa posição vida morte não é oposição que fundamentos escuros a grande oposição que existe oposição entre o encantamento e o desencanto porque todos esses saberes todos eles a jurema fala muito disso encantaria falar disso as bandas falam disso todos esses saberes trabalha com uma perspectiva que a perspectiva de alargamento do ser muito instigante muito sofisticada né o de carnes por exemplo kojic 11 dispensou existo a encantaria diria dança logo existo canto logo existo bater o tambor logo existo e o mais surpreendente novo o
êxito porque a morte pode ser uma condição imprescindível para você chegar o esplendor da tua existência né morrer nesse sentido pode ser fundamental é uma frase clássica dos mestres de encantaria existem vivos que estão mais mortos que os mortos existem mortos que estão bem mais vivos que os livros né porque a dimensão que você citou a vida ea morte a dimensão do encanto à morte pra todas essas culturas aí entra o candomblé candomblé de quito candomblé de angola em cantaria a morte não é conceito é uma espiritualidade em todos esses saberes a morte é uma
espiritualidade e como uma espiritualidade ela pode perfeitamente a coçar enquanto você tá biologicamente ativo você pode estar biologicamente vivo e fundamentalmente marcado pela espiritualidade da morte enquanto você pode começar a viver plenamente a partir do momento que biologicamente você morreu um exemplo que eu dei na aula que estava falando mais cedo que me parece surpreender esse livro é um pouquinho sobre a história desses caboclo aí tem coisa sobre pelo fundação do rio de janeiro os personagens inusitados mas vou dar um exemplo aqui que eu acho muito instigante eu gosto de dar é o padroeiro das
no rio de janeiro da cidade que eu nascer são sebastião e é muito curiosa história sobre como surgiu a paixão virou padroeiro ele rolou para o meio porque ele matou índio pra dedéu oficialmente o milagre de são sebastião foi ter lutado ao lado dos portugueses na batalha de uruçu mirim no dia 20 de janeiro de 1565 então há um milagre da aparição de onças baixam dom sebastião é visto por combatentes portugueses com espada pro alto passando a lâmina índio tupinambá né foi consagrado padroeiro do rio e curiosamente nas encruzilhadas do complexo das macumbas é é
um encontro que se estabeleceu na encruzilhada foi entre são sebastião e oxossi o orixá né e urbano ou no rio de janeiro tal ambo o inc se bush congo isso é extremamente curioso pelos seguintes são sebastião acaba sendo amalgamado acaba sendo sincretizado acaba sendo um corporal dutta aos ritos já só se nenhuma surpresa tanto para o banco com o píor ba como com sujeito que a gema ri você pode acumular força vital você acumula deuses coisa mais comum o jeito então era especialista mesmo que pegar uma divindade colocar no panteão dele entre os urbanos você
tem divindades que são do jejum e que hoje são cultuados em câmbio é de que tudo isso é a coisa mais comum do mundo o banco então um copo para tudo quanto à divindade que aparece já está cultivando né mas como acréscimo de força vital né e nessa história do acréscimo das forças vitais são sebastião acabou sendo sincretizado no rio com a chance e são sebastião que a rigor virou padroeiro porque matou caboco matou idioma tupinambá ele é sincretizado com o orixá que protege o índio e no dia 20 de janeiro os terreiros do rio
de janeiro tocam taboco que quem baixa para gritar a mandar flecha para tudo quanto é lado é um tupinambá que se bobear foi morto são sebastião uma praia carioca [Música] os caboclos não não não conheço nenhuma história de redenção ligada a isso o que é mais surpreendente porque se tivesse algum mito redentor nessa história né faria até digamos pra gente um certo sentido mais preciso mantém rigorosamente não tem você tem por exemplo um grande cabo da macumba carioca que é o cabo josé tupinambá né ou não dele é josé tupinambá esse mesmo senhor josé tupinambá
morrer na batalha do sul mirim e ele desce do cabouco araribóia massari borja tem uma coisa muito curiosa o cabouco araribóia não é hora de botar terminou que é interessante esse acabou com um tabu complicadíssimo porque ele não é esse acabou com um caboco interessantes acabou acabou curioso mas então o que acontece na isso tudo está numa dimensão realmente o encanto isso tudo na dimensão surpreendente isso tudo é de metade está na dimensão dessas culturas o cambuur nessas culturas que propõe um alargamento da odontologia que é absolutamente admirável né é absolutamente admirável e que pra
gente nós que somos em certa medida viciados pelas cpis temas do ocidente encapsuladas né pupo por um pensamento muito marcado pelas luzes e etcétera essa dimensão é uma dimensão muito complexa ao mesmo tempo a dimensão muito sofisticada é você imaginar esse tipo de coisa o que eu estou falando sobre o walter benjamin e tem tudo a ver com esse livro tudo tem muito a ver com livros que me chamaram até 2000 dias e tem muito a ver com esse a perspectiva foi a seguinte do ponto de vista da história é um trabalho inclusive que agora
eu tô fazendo muito próximo do leandro vieira o carnavalesco da mangueira no enredo da mangueira para o ano que vem em que nós discutimos esse enredo uma mesa de um botequim do rio de janeiro bope cheiroso e a idéia do enredo é exatamente pensar a partir dessas pedrinhas miudinhos de contágio histórias que a a história não conta né então na terceira cerveja a gente falou eu falei para o leandro médio porque as escolas de samba existem cinco temas que foram os mais cantados pelas escolas de samba até hoje na história do brasil o descumprimento à
lei áurea é a independência os bandeirantes aparece toda hora ea proclamação da república e qual é a ideia pega esses cinco temas e conta escovando a história contra pelo que é uma coisa que walter benjamin faz nas teses sobre a história por exemplo a independência vem com os caboclos do 2 de julho tal é o samba da mangueira da universal vi os caboclos de julho quem foi de aço nos anos de chumbo o início da escola é todo com a população baiana na abolição é contada a partir de chico da matilde o dragão do mar
de aracati né não veio do céu nem das mãos de isabel a liberdade é o da golo mann gerará a touch o samba também dos amigos nossos e tal esse tipo de coisa mas essa perspectiva do benjamin quando ele fala quando eu li a primeira vez benjamin é você não apesar do seu nome em homenagem a ele mas essa perspectiva do do benjamim o falter não ele essa perspectiva de benjamin é uma perspectiva muito curiosa e tem tudo a ver com esse trabalho também porque o de jamie fala de escovar história contra pelo e aí
esse texto que o que você leu um texto em que eu digo que poderão lhe walter benjamin eu tive um impacto de gostar muito daquilo mas ao mesmo tempo dizer uma pedra eu já li isso onde aí eu lembrei subitamente de um descalabro lembrei cabouco da pedra preta seu pedra preta se apega preta no cabouco trabalhava com o pai joãozinho da goméia foi amigo da minha avó era pai de santo em caxias e são josé e trabalhava com o seu pedra preta um cabo boiadeiro boiadeiro portanto que era um caboco e seu pé da pt
tinha como seu ponto de anunciação pedrinha de aruanda eu estava até comentando aqui que foi gravado pela maria betânia e pelo cordel do fogo encantado mas eles não gravaram a encrenca do ponto porque cada povo tem o fundamento existe uma coisa nos pontos de um bando de cantaria e tal do jogo a gente chama de amarração amarração é a seguinte pode falar de coisa pra caramba tem uma frase uma palavra que a amarração ponto é e aquela que você se quiser por tentar desvendar se não quiser não desvenda a versão do cordel e da bethânia
pedrinha meu dia foi pedrinha mil tinha de aruanda e lagido tão grande tão grande na luanda e pedindo lado pedrinha do outro pedrinha de aruanda é quem sabe mais o deus do céu jesus maria josé é a gravação dele mas amarração de ponta a outra massa não se importa quando chega a ser pedra preta que ele cantasse uma maior outra menor amil dinha que nos aluno 61 maior outra menor a mil dinheiro que nos alumínio depois que seu pedra preta canta isso é que o coro encantando se começo com ele uma maior outra menor amil
dia que não usá-lo meio a ver o corpo pedrinha mil dinha amarração do ponta à outra e aí você pensa numa maior outra menor a miudinha que nos amou meia e seu livro história e semana história isso é escovar história contrapelo né aí não tem dúvida que está ali é essa pedra preta conversando com walter benjamin walter benjamin contou o cabo da pedra preta numa encruzilhada não tenha dúvida sobre isso o que acontece esse trabalho é rigorosamente o encontro do seu pedra preta com walter benjamim porque esse o que benjamin tá bom vou fingir vou
falar de seu time então tá mas olha só da forma o que acontece é esse é um maná que foi pensado em quatro partes e eu vou dar uma chave de leitura dele enfim pra falar a verdade uma mistura e ele começa da seguinte maneira eu vinha é recolhendo muita coisa tem 16 cadernos de anotações sobre cultura popular brasileira aí é conversar com michelly pra gente fazer o almanaque uma ideia boa que ela teve disso a minha família gostava muito de almanaque sobretudo minha avó que trazia aquelas experiências do nordeste e tinha questão do mário
perpétuo desses jornais todos e tal e eu que por incrível que pareça haver responde se achar que estava de sacanagem mas não se tem um livro que marcou a minha infância despertou em mim o gosto pela leitura foi manual de escoteiro mirim da disney que ensinava como é que dá mote marinheiro como é fazer uma fogueira na floresta tem aquele negócio todo e aí o que acontece é de certa maneira essas pedras miudinhos de certa forma essa história a contrapelo de certa forma esse encontro do benjamin com seu pedra preta anecy almanaque na forma do
almanaque é um desafio porque o amanhã é que aparentemente é muito simples né o mandato pode ter tudo eu estava conversando com um grande poeta um grande compositor bráulio tavares ele falou pra mim lançamento que eu fui no rio foi o porto com inveja de você ter uma idéia de negócio que é o max possui qualquer coisa que entra tudo ali mas isso é uma marca tem uma lógica está dividido em quatro partes ele teve uma primeira parte que é 6 festa então eu falo de congada eu falo de reisado eu falo de festa da
penha eu falo decidir nazaré ao mesmo tempo eu falo de chile eu falo de culinária de terreiros de macumba né eu falo de são cosme e são damião eu falo de caro goodyear e eu fugi de um enfarte isso né esse sarapatel encruzilhada da festa como experiência de ferro eu faço isso né tá ali a segunda parte dele é uma parte que fala sobre agentes do brasil e aí é tudo pedrinha mil dia já não anda então são os personagens da história tem arthur bispo do rosário é tem dona lia de itamaracá é é tem
sabiam das queimadas tem nascimento grande que foi um grande capoeirista né tem essa turma toda ali uma outra maneira de você enxergar o personagem histórico era intenção uma terceira parte terras do brasil porque nós somos um país extremamente violento também está dentro da nossa formação hino ao amor anac para celebrar é uma idéia de identidade que nem coisa nenhuma e aí o corpo - ea última parte fala de mitos fantasmas e assombrações e ela vai do curupira visto por josé de anchieta na visto não teve medo que os índios estavam depositando os negócios a curupira
numa encruzilhada o anchieta serviço e vai de anchieta de curupira até o bebê diabo que em 1975 com assustou são bernardo do campo que anunciar que o diabo tinha nascido aqui em são paulo é e faz do rei vai dar vai da onça borges por exemplo né na nossa cabeça eu sinto inclusive meu tio o iauaretê que é um conto de guimarães rosa que tenho certeza que aquele conta em uma encrenca de encantaria meu tio era tentar ia puríssima ness hoje não se alongar muito só para concluir então ele fala desse tipo de coisa mas
é um livro tem a chave de leitura ele começa com o santos fez o primeiro texto desse livro é um terço do dia de reis e ele termina neco a nau catarineta são duas peregrinações o santos fez basicamente são os reis do oriente indo visitar o o menino jesus não é a peregrinação dos reis do oriente ea nau catarineta nal segundo a nau catarineta no fim das contas nós todos inclusive o livro no final concluiu nós somos todos passageiros da nau catarineta né a nau catarineta esta é a história de um naufrágio é a dramaturgia
é o soul guetto de chegança que o naufrágio e que a nau catarineta se perde no mar néné catarinense foi registrada sonoramente a primeira vez pelo mário de andrade na missão mário de andrade aquele negócio todos então fala muito sobre é o brasil né porque a rigor não é um almanaque que busque qualquer identidade brasileira até porque essa questão de uma identidade fixa essa questão de uma identidade né é é um pra mim não é pertinente não é assim que as coisas funcionam a rigor é um almanaque que localiza o brasil como um país de
cruzo com um país de encruzilhada encruzilhada onde por como encruzilhada como conceito mesmo tem um texto a ikea sobre encruzilhada que eu acho que é um um dos textos importantes do rio mas nós somos um país inclusive adu e o país encruzilhada é profundamente marcado por isso né então é o país por exemplo que você tem um duque de caxias mandando rezar uma missa pelos militares é que padeceram na farroupilha é o país que você tem um nascimento grande brigando com uma bengala de 15 quilos no recife matando um sujeito e gentilmente esperando que chegassem
para remover o corpo que ocupe a ficar ali e tal é um país das comidas de santo é um país das profissões é um país de guerra é um país de de em que nós inventamos formas inusitadas de lidar com o precário estudo faz parte é do brasil mas é um país que pode ser pensado a partir desta inflexão e acho que o almanaque da importância nesse contexto para fechar essa explicação sobretudo pelo seguinte porque eu tenho impressão que nós estamos vivendo exatamente uma situação em que a gente está na encruzilhada entre o encanto eo
desencanto é o encanto eo desencanto você tem um brasil hoje um certo brasil que está em processo vigoroso de desencantar mento né ea existe a necessidade de você fazer uma boa né pra levar o brasil descarregou mas não tenha dúvida que sim mas é um carreiro o carro-conceito carrega um conceito fundamental você pensar pô o estado colonial na web stenico tem que fazer um é bom tolói lógico né a política eu acho que no brasil não sobrevive mais se ela não andar de mãos dadas com a poética porque o encantamento exige procedimentos de polesi de
poética né a política assim a poética e desencantada ela é morta ela é o carro colonial né ea poética é uma maneira de você em certo sentido encantar a política eu tava por exemplo falando agora e aí eu vou fechar da maneira como eu fechei a aula que eu dei aqui pra galera que não tava aí né eu estava dizendo o seguinte fundamentalmente quando eu refiz o brasil eu vou contar que já estava o vídeo não mas é bonito e fala muito do livro é essa questão eu pensei muito quando escrevi esse livro nas coisas
que eu faço em dois minutos que eu acho muito interessante um mito que é que tu e um mito que é do congo contarmos candomblé de angola o mito encontrado nos candomblés angola que eu acho muito bonito pra turma do santa que ela o pessoal bacana é um mito que diz que o grande criador exame ea pomba é um belo dia ele foi tomada pelo enfado e eu acho que isso é muito diz muito sobre o brasil hoje ele foi tomado pelo enfado ele foi fadado e ele desistiu da criação e anunciou a criação ea
acabar porque não tinha mais ano no mundo e aí os links das divindades do congo começar a ficar preocupada disse mala com vai acabar criação aqui que isso não sei que tal exame deixou então vocês me convenceu a continuar com a criação que vocês me convencer está ótimo e bom a eagle inc se resolveu inventar o arco íris e lançou um arco-íris pra cima de zâmbia pum zambi o olho achou aquele arco-íris muito bonito mas não esboçou um mísero sorriso não viu aí apareceu da longa e dandalunda criou peixes coloridos mostrou os peixes para zambiapungo
e tal zambi olhou não sorriu 0 aí apareceu fugir que começou a fazer palhaçada na frente do exame conhece o nome ela sabe o que queremos de fato começou a dar cambalhota subir em cima de árvore a maior confusão que ele sabe olhavam nada né do robô mas assim vai ficar complicado na capital aí sobrou na lendária anda por exemplo trouxe um cortejo de caramujos os caramujos vinham todos e serve quase 2 mil além de criticar a buzina baranga o negócio até que chega zazi isasi que possuía o segredo do fogo ter uma idéia ele
falou sou aguarda o momento só pode cinco minutos antes do senhor desistido é da criação que eu vou ali e já volto e as asas e chega e com fogo derruba uma árvore na floresta derrubou uma árvore e com o mesmo fogo ele fez um louco no tronco daquela árvore e pegou o barco no o carneiro e manoel carneiro matou carneiro distribuiu a carne mas disse que ficaria com a pele de carneiro com a pele do carneiro ele cobriu o erro do tronco esticou o couro com fogo e criou engloba o primeiro tambor do mundo
e apareceu na frente de pizzas de de exame aponte zambi batendo em gobatto tacutacu tato com como de o topo tacu tacu tacu tacu tacu tacu tacu tacu dodô quando ele começou a tocar a lu vai a havan buchudo os caminhos de tal começou a dançar ea eb1/ji viu que ela vai avançava hoje começou a dançar e ainda tava bom ouvir o que ela vai à dançava e tava todo mundo dançando e começou a dançar e aí matando a vivo começou a dançar e todo mundo começou a dançar e aí quando zambi viu que estava
todo mundo dançando o sangue sorriu exame enfim resolveu criar o mundo contanto que esta é a condição para se falar com ele né o emissário fosse o tambor fosse a festa né fosse a dança fosse o corpo que baila então a primeira festa do mundo salvou a humanidade é isso que dizem os congos e aí esse mito se cruza com o mito fascinante do do que tu que é um mito de kiko a morte um dia resolveu devastar um povoado inteiro tabaco e povoado e como estava transtornado disse que saiu querendo criar uma confusão de
vai estar todo mundo os habitantes do povoado perceber que abriga todo mundo ia sobrar nada e aí procuraram um sábio ouve lá praquele consultasse o oráculo e fato que dissesse como conter a fúria da morte aniquiladora de culpa e aí o meu a consulta o ifas vira se diz e faz está dizendo que só os ibejis são capazes de expulsar com os mais velhos como um susto e falam o nome lula e ibge aquele gênios infernizando essas crianças não param que ficam pulando sob grita pega o celular vai né e aí olha mas é o
que está sendo dito aqui então vamos lá aí foram atrás dos beijos falar o ibge olha só o ouro disse que só vocês vão qualquer com a morte mas é fácil com o que faço como eu contei com uma pedra e que a gente ganha se a gente conseguir contei com a gente que acabo a gente quer que vocês parem de reclamar quando a gente pula grita assusta as pessoas nós queremos tudo isso tá bom então de um jeito os ibge tinham criado um favorzinho khenin primeiro tambor tucum enfeitiçaram aquele tambor para que os corpos
não conseguissem de forma nenhuma ficar alheios a ele então que fizeram exibições sabia por onde a morte passava e ficaram esperando a morte na estrada quando veio vindo eles começaram a bater o tambor zinho e ea um cookie a devastar o povoado começou a dançar e começou a ficar será por que dançava dançava dançava e não parava ecured eu não quero dançar mas o meu corpo está dançando que vou fazer e os ibge ativo e aí eles foram dando um suador o único né e aí daqui a pouco já está quase caindo e vir disse
que desde parem de bater tambor ibge sinal vão continuar batendo a ficar dançando e até não faço isso comigo não aguento mais isso então vou fazer um acordo você vai embora ea gente pára de bater o tambor mas eu não posso eu quero devotar toda muita gente continua tocando tem problema nenhum ea morte dançava dançava avançava até que a morte virou e disse tá bom ou aceitável embora eu não passo pelo povoado eu não levo ninguém antes da hora o acordo foi feito ea exibir hoje entre o povoado bater o tambor zinho batendo taboãozinho e
todo mundo no povoado começa a dançar né e os ancestrais começam a ser cultuados e os de beiji ganham caro 1 a 1 e quando viu que tinha festa passou longe porque cool quando vê que tem festa passa longe porque tem medo do tambor de beijo e aí está um grande secreto né do que a gente conhece como o guru fim eu estava até comentando sobre o seguro fica em uma encrenca secretíssima que a seguir o grupo fiel que ele velório que você canta dança e tal mas o guru fim não tem nada a ver
a vamos celebrar aquele que morreu o gol no fim é uma cerimônia secreta para você espantar a morte o que diz a tradição que onde a morte leva um a morte passa e leva mais gente então quando você faz o gol no fim é muito curioso isso o coro fim é uma saudação o coro fim é uma homenagem àquele que morreu mas o gol no fim é uma maneira de você enganei culpa porque quando o elenco sente o cheiro da morte que pertence a ele e que se aproxima mas quando ouvi o tambor e cuba
embora né passa longe dizendo não aí não pode ter nenhum morto porque eles estão fazendo uma festa e aí com vá embora então de secreto das cerimônias guru fiam secreto de você spanta morte quando você leva os a chez nos candomblés se alguém aqui é iniciado com mais de 7 anos já participou no chez ab disso a gente faz uma cerimônia que chama assistirei com o que eu acho particularmente cerimônia mais bonita do candomblé que mais me incomoda é certamente eu cheguei com o sheik a festa pra morte é quando você louva a morte você
reconhece o poder de co você pede para que aquela pessoa que foi embora seja restituído ao todo primordial mas você adota uma série de procedimentos secretos para kiko não leva ninguém antes da hora então é uma grande celebração é um grande ritual né que não é um ritual de morte um ritual de vida então nesse sentido só para concluir quando a gente fala de encanto e fala de desencanto né é disso que a gente tá falando é disso que este livro trata é disso que a encruzilhada brasil hoje me parece trata é isso que coloca
pra gente né é um canto e um desencanto são os procedimentos políticos e poéticos de encantaria pra que você acabe com essa potência aniquiladora de culpa nessa dimensão a gente tem que lançar um olhar sobre o brasil claro e evidente um olhar que é cotidiana um olhar que valoriza esses saberes das encruzilhadas e eu vou concluir uma maneira como eu não concluí a aula para fechar mesmo eu vou correr porque me lembrei de um ponto curioso que não falei de mais esse ponto talvez sintetize tudo isso é um lindíssimo ponto de caboclo e aí todos
os cabos estão aqui porque todo mundo gente do brasil aqui quando seus dirigentes do bahia todo mundo com a boca aqui né é um ponto que fala o seguinte o segredo dele é o seguinte ponto que só isso atravessei um maranah foi por cima de dois barre só para ver é juremir é e os caboclos do brasil atravessei o maracanã foi por cima de dois barre só para ver a juremir e os cabo plo do brasil recebe quem canta é que esse ponto esse ponto é da linha de a sócia e quem fala nesse ponto
é o sócio e pra mim esse ponto é um tratado sobre as culturas da diáspora no brasil porque a diáspora ela é uma cerimônia que é ela é um fenômeno ela é uma tragédia que aniquila é aniquilado dura qualquer diáspora aniquiladora qualquer diário para a experiência de morte profunda é uma experiência de seqüestro da história é um erro mas se qualquer de as pôr é uma experiência trágica de sequestro da história annique relação do grupo destruição de comunidade quebra de lá sua ancestral qualquer cultura de diáspora é um empreendimento inventivo porque a única chance de
sobrevivência que existe em diáspora é você inventar aquilo que foi tomado aquilo que foi tirado aquilo que fui sequestrado aquilo que foi aniquilado eu estava comentando uma coisa que é uma básica a minha história nunca foi seqüestrado eu sou um brasileiro branco na e não seqüestraram a minha história se eu quiser descobrir quem foi o meu patara vou descobrir mas os povos da diáspora tiveram a sua história sequestrada agora a grande chave da cultura de esporte que é que ela é necessariamente uma cultura de invenção ela é necessariamente uma cultura de coletividade não há nenhuma
experiência de histórica que não seja coletiva porque você parte da ideia da reconstrução do grupo e aí esse canto que eu cantei é o mais macumbeiro que existe se adiar por ela só se saindo da costa africana e dizendo que um fim em cima de dois barril é que é o secreto para ver juremir a 1 enquanto o índio a jurema sagrada por néné a jurema dos tapuias oxóssi saindo da áfrica atravessando kalunga atravessando o oceano da forma mais precária que tem em cima de dois barril brasil ea free os dois grandes barris em quetta
centavos chance né e dizendo que está vindo com a disponibilidade de ver os caboclos do brasil se isso não é encruzilhada isso não é macumba se sua invenção se isso não é potência se isso não é brasilidade como experiência incessante de invenção de modo precário não sei o que é isso é tratada uma fúria atravessei o maranah foi aproximado de 2 barril só para fazer a juremir vieira e os cabul concluir do brasil foi ele e lala seu júri mineiro do catimbó passa trazendo arco ea flecha ea raiz para curar atravessei o maranah foi por
cima de dois barril só para ver a júri miriam e os caboclos do brasil e será maravilhoso este livro a minha homenagem singela o cabo do brasil obrigado bem a pegada já mim [Aplausos] o tema