[Música] Ja flix foi o RDI. Se no LDI, que é o livro digital interativo, eu escolho ou a versão completa ou a versão mais resumida. E sem contar que o o que para mim mais pesou foi que o fórum de dúvidas é ilimitado, enquanto nos outros cursinhos a maioria podia enviar, por exemplo, três perguntas do mês. >> Eu comecei a estudar pela estratégia por causa dos vídeos no YouTube que eu vi e Lá eu percebi que o estratégio era muito bem organizado e o material de excelência. Então, com isso eu comprei o curso e nele
consegui passar na melhor Universidade da América Latina utilizando estratégias vestibulares. [Música] G [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] A didática do estratégia vestibulares, ela ela é mais completa, não te dá apenas o material teórico as aulas, mas te dá todo o apoio, suporte com os professores no fórum de dúvidas. As correções são muito detalhadas e você Pode mandar correções ilimitadas sobre qualquer tema. Isso me cativou muito, sabe? Pesquisei bastante vários outros cursos e eu vi que o Estratégia tinha das melhores recomendações. Eu achei muito dinâmico a forma de estudar, porque sou
eu que escolho literalmente tudo. Se eu quero estudar por podcast, pelos mapas mentais, por aulas completas, por resumos no Coruja Flix, pela RDI, se no RDI, que é o livro digital interativo, eu escolho ou a Versão completa ou a versão mais resumida. E sem contar que o o que para mim mais pesou foi que o fórum de dúvidas é ilimitado, enquanto nos outros cursinhos a maioria podia enviar, por exemplo, três perguntas do mês. >> Eu comecei a estudar pela estratégia por causa dos vídeos no YouTube que eu vi e lá eu percebi que o estratégio
era muito bem organizado e o material de excelência. Então, com isso eu comprei o curso e nele consegui passar na melhor Universidade da América Latina utilizando estratégias vestibulares. [Música] G [Música] Olá, olá, bom dia, bom dia. Bem-vindos, bem-vindas à nossa maratona de questões aqui no canal da Estratégia Vestibulares e vamos resolver as questões de filosofia aqui nessa sexta que começou já. Então, pensativa, reflexiva. Hoje vamos resolver questões de filosofia com Os conteúdos que são mais recorrentes aí nos vestibulares. A gente resolve questões de vários vestibulares e hoje a gente vai começar resolvendo uma questão que
faz um tempo que a gente não resolve por aqui, que é sobre a ideia da filosofia estética no período clássico. Então, a nossa primeira questão aqui de hoje vai ser sobre o que que é arte, o que que é imitação, o que que é a mímese para Aristóteles. Então, sempre aproveito para pegar o gancho das Questões, o tema da questão, pra gente poder explorar ali não só o que a questão trata, mas poder revisar o conteúdo que a questão apresenta, retomar conceitos e com isso e preparando vocês aí para as provas que já estão chegando,
pois estamos naquele momento já a reta final, outubro tá aí, a gente sabe que agora falta menos de 30 dias paraa prova do Enem, que vai ser, né, aquela que todo mundo faz. Então, vamos trabalhar questões relembrando aí Os conceitos e assuntos mais tratados. Lembrando que, por exemplo, quando se trata do Enem é muito comum filosofia clássica tá presente, o Aristóteles é muito comum. Confesso que falar de mimes e o mimeses e o papel da arte paraa filosofia clássica não é tão recorrente. acaba que o Enem gosta mais de falar ali de indústria cultural, escola
de Frankfurt, pegar essa questão da estética já no século, a partir do século XX, mas como eh já caíram Questões de arte, né, a respeito do que é o belo, do que a imitação, do que a arte no período clássico e faz tempo que ela não aparece, vamos resolver alguma questão aqui para retomar esse conteúdo que é cobrado em outras provas também. Bom dia, Gustavo, bem-vindo aí à nossa maratona. E lembro que convido vocês sempre para colocar aí as alternativas. No caso aqui temos seis, quatro afirmativas, cinco afirmativas, não, quatro afirmativas e assim a gente
vai Analisar quais delas estão corretas para colocar lá o gabarito correto, beleza? Então, convido vocês aí colocando, acho que a um tá certo, acho que a dois tá errada, três eu concordo, discordo. E assim a gente vai melhorando aí o nosso desempenho, revisando os conteúdos. Então, a gente vai começar com filosofia do Aristóteles em relação à arte, depois a gente já vai passar para umas questões de filosofia moderna, beleza? Então vamos dar início aqui, começando com a Nossa primeira questão. Então pega o seu café e vem resolver comigo. E vamos de questão. Aqui temos uma
questão que trata sobre a mímes em Aristóteles. Quando se trata de mímeses, a gente tá falando de imitação. E imitação é o que vai se discutir quando o assunto é filosofia estética ali no período clássico com Platão e com Aristóteles. Os dois têm visões diferentes a respeito do papel da arte, papel da imitação. E essa questão aqui Trata a respeito do Aristóteles quanto ao que ele pensa da arte. Então vamos ler aqui o que a introdução nos traz, o que a questão pede. Ela vai pedir pra gente analisar os quatro itens apresentado, ver quais deles
estão corretos aí de acordo com o que o Aristóteles entende por arte. Então vamos começar na leitura aqui do nosso texto. O texto diz assim: "Sobre a concepção aristotélica de Mímeses, leia o texto abaixo e considere as Afirmativas propostas logo a seguir. E o texto diz assim: "Interpretando-se, pois, a mimeses num sentido mais profundo, compatível com a ideia aristotélica das relações íntimas entre arte e natureza, podemos dizer que o artista não imita o que é individual e contingente, mas o que étencial e necessário. Não imita as coisas tais como elas são, mas tais como devem
ser, de acordo com os fins que a natureza se propõe a alcançar. Então a gente percebe Aqui que o Aristóteles está trazendo a ideia de que a mímes, no seu sentido mais profundo, mímes, então é imitação. Por isso que a gente usa o termo mímica quando tá ali, né, representando, imitando alguma coisa. Então, quando a gente pensa no termo mimeses para o Aristóteles, ele tá deixando claro aqui que o artista não emita o que é individual e contingente, mas o que é essencial e necessário. Então aqui já fica evidente, por exemplo, que a arte Entendida
como imitação, ela não imita aquilo que é banal, ela não imita condições específicas, ela sempre tem uma manifestação por meio da sua imitação que busca então representar o que é essencial e o que é necessário. E ainda coloca aqui no final que ele ela imita, né, não como as coisas são, mas como elas devem ser, ou seja, com os fins que a natureza propõe alcançar. Então isso é uma valorização da arte. Em qual sentido? A arte, além de trazer a Essência, a arte, além de trazer o que é necessário, ela também não nos coloca necessariamente
aquilo como é, mas aquilo como poderia ou deveria ser. Então ele vê na arte algo extremamente relevante. Por que que isso é importante a gente dizer? Porque antes do Aristóteles, a gente teve o Platão, que quando escreve sua obra república e fala de como a sociedade deveria ser organizada, uma das coisas que o Platão vai falar é que os artistas devem ser Excluídos da sociedade, porque o artista ele é um imitador. E essa imitação, essa mímese da arte para o Platão, só representa o quê? Aquilo que os sentidos podem captar. Por isso a arte é
uma cópia da cópia. Por quê? O Platão acreditava que existe um mundo das formas perfeitas, onde todas as ideias originais estão. Quando a gente tá aqui, nós estamos já fazendo, reproduzindo uma cópia de ideias perfeitas. Por isso que esse mundo material ele é imperfeito, Por isso que ele não é fonte de conhecimento. E por isso que quando o artista imita algo desse mundo que já não é onde a verdade pode est, o artista ele tá fazendo a cópia da cópia, então ele tá muito distante da verdade, da essência das coisas. Portanto, a arte é algo
que não tem utilidade do ponto de vista do Platão. O Aristóteles vai discordar disso de uma forma tão interessante que ele escreve inclusive uma obra que chama Poética, onde ele vai Estruturar como deve ser a manifestação do artista, como deve ser a arte. Ele vai criar tipo um mecanismo ali, um materialzinho informativo dizendo como deveria ter. E o Aristóteles valoriza muito a arte, tanto a tragédia grega quanto a comédia grega. ele vai falar que a tragédia é superior à comédia, mas as duas vão trazer paraa gente eh situações que ele chama de velha semelhança, que
são não são idênticas ao que acontece no cotidiano de uma Sociedade, mas elas representam coisas que acontecem no cotidiano de uma sociedade de uma forma que é semelhante, que pode até extrapolar aquilo que acontece, mas ainda assim podendo ter a possibilidade daquilo acontecer, que é o caso das tragédias, onde as pessoas estão ali bem bem felizes e de repente do nada tudo desaba. E nesse momento Aristóteles percebe que existe um momento catártico, uma purificação. Ou seja, observando a imitação, a encenação Num teatro, a gente consegue viver experiências que não vivemos, mas que a gente consegue
ali aprender com elas. Então, a arte para o Aristóteles, ela é pedagógica. E uma das coisas que ele vai falar da imitação, que é bem interessante, é o seguinte. A imitação, ela é meio que uma condição da existência humana. Por quê? Porque quando a gente aprende a falar, aprende a andar, aprende a se comunicar, aprende a se relacionar, tudo isso a gente faz Porque a gente imita. Então, a criança nas suas primeiras fases de vida, nos primeiros estágios da sua existência, tudo que ela faz é uma cópia daquilo que ela vê as pessoas fazendo. Então,
a gente aprende por meio da observação e da imitação. Então, ele valoriza a arte de uma forma que traz uma visão que vai se manifestar aí ao longo do tempo e da história. Então, para o Aristóteles, a imitação que se faz, né, a arte, ela é extremamente relevante, porque ela sim Traz a essência e o necessário aí para o mundo. Então, pensando nisso tudo, a gente tem quatro assertivas afirmativas pra gente assinalar qual é correta. E a primeira diz que a mimes artística é é o prolongamento de uma tendência natural dos homens e animais. a
tendência de imitar, exatamente corretíssimo, que foi o que eu acabei de explicar aqui, quando ele fala que por meio da imitação, que é uma condição, ó, tendência natural, uma condição da natureza humana, nós então Imitamos, assim como ele coloca aos homens e animais, a tendência é imitar. Então, a gente vê fazendo e a gente reproduz e assim vamos aprendendo, vamos, né, eh, lapidando e melhorando e evoluindo os nossos comportamentos. Então ele vê a imitação artística como o prolongamento daquilo que faz parte já da natureza humana. Por isso que a arte é valiosa. Então a primeira
tá corretíssimo. Colocar um certinho aqui, ó. A segunda Diz que Aristóteles valoriza a obra de arte em função de sua semelhança com o real. Ela não é nem complemento real, verdadeira, nem cabal ilusal. Completamente real, nem verdadeira, nem cabal ilusal. Ou seja, o que que ilusão? O que que significa isso? Significa que a arte ela tem sim a função de semelhança com o real, por mais que não seja idêntico. E ela não é somente nem completamente real e verdadeira, mas também ela não é uma ilusão. Então, a Arte ela tá nesse momento como se fosse
uma intermediação. Existe uma realidade, a realidade tá dada. Quando o artista imita essa realidade, quando ele vai inclusive além da que a realidade mostra, colocando situações que podem ser inusitadas, mas ainda assim podem acontecer, a velha semelhança, ele tá, então sim, não é completamente real, mas é possível de acontecer, mas é longe de ser uma ilusão de acordo com Aristóteles. Então, a segunda afirmativa Também está corretíssima, tá? A terceira afirmativa diz que a pintura e a escultura não imitam a ideia. Não imitam a ideia, a forma essencial, que é a verdadeira realidade, mas a aparência
sensível. Essa afirmativa não tá correta, tá? A pintura e a escultura também de alguma forma imitam a ideia, né? Então, eh, a gente precisa entender que qualquer manifestação artística é uma imitação e qualquer imitação, ela tem um sentido, um objetivo. Por isso Que ela meio que vai além do que eh aquilo que é visível, né? Então, ela tem um intuito, ela tem um interesse, ou seja, foi pensado, foi planejado, foi propositalmente construído. Então, ela não é algo que não imita a ideia, ela imita a ideia e ela tá próxima sim da realidade e mas e
não somente da aparência sensível, porque ele disse lá no texto que a arte então ela tem essa característica de ser essencial e necessária. Então ela se aproxima sim do Que a natureza gostaria que a gente alcançasse por intermédio do artista que não faz aquilo por fazer, mas existe ali todo, né, um conceito por trás. Então a afirmativa três não condiz com o que o Aristóteles pensa a respeito da arte. Então esta errada. E a quatro diz que para Aristóteles, diferentemente de Platão, a mímises artísticas não produz a aparência das coisas, ela representa a realidade. Perfeito,
que foi o que eu disse ali, né, como explicação no Começo, separando o que é o conceito de arte pro Platão, que é somente uma representação do mundo sensível, que é um mundo que é uma cópia do mundo inteligível, que seria perfeito, e não eh traz consigo uma essência. E o Aristóteles discorda ali de seu mestre nesse contexto e vai falar que a arte representa sim a realidade dentro da proximidade que ela pode ter e sempre colocando uma projeção que seja mais próxima de alcançar o que a natureza Propõe. Então a afirmativa 1, 2 e
4 são as únicas corretas, tá? O gabarito é a letra e que traz essa sequência aí, OK? Se ficou com alguma dúvida, não fique na dúvida, pode perguntar. Tá bom. Começamos aqui com uma questão interessante, né? Eh, o que eu falei nas últimas semanas aí que a gente vem resolvendo várias questões, a gente sempre resolve questões na nossa maratona, mas fazia muito tempo que eu não colocava uma questão aqui sobre Filosofia estética que começa falando da arte do belo lá do Sócrates, Platão. Aí vem a ideia e o conceito da arte do Aristóteles que revoluciona.
E aí também temos a filosofia estética moderna, que tem o Kant falando de arte, tem uma galera que vai falar de arte, mas o que é mais cobrado e os conceitos mais comuns é quando a gente chega ali em Walter Benijam, mais ou menos, que é no final do século XIX e já começo do século XX, onde ele vai falar como a Arte vem perdendo as suas características a partir do momento que o sistema, né, de do capitalismo entra e transforma a arte em mercadoria. E é nesse momento que daí vai surgir a escola de
Frank, porque já existia, mas é aí que ela vai ganhar força falando do papel da arte, da música, do cinema, da fotografia e aí consequentemente das das mídias, né, que vão agora entrar na casa das pessoas e acabar não só criando desejos, vontade, comportamento, mas Também um consumo muitas vezes alienado, que é feito tudo por meio da estética. Então, a filosofia estética ela é interessante, ela começa nesse contexto que eu falei da filosofia clássica e quando a gente discute hoje o papel da arte, a gente tá falando de filosofia estética. Então essa questão aqui, filosofia
clássica, deu para fazer essa comparação entre o que pensa Platão e o que pensa Aristóteles a respeito da arte. E eles têm visões totalmente Diferentes a respeito do papel da arte na sociedade, tá? Então o Aristóteles, ele vai ser um dos primeiros filósofos a valorizar a poesia, a o teatro, a comédia. E é muito interessante assim, porque a comédia grega ela não era uma encenação só para fazer a galera rir. Em regra, naquele contexto, esse essas pessoas, né, os comediantes daquele contexto e que podiam inclusive estar fazendo paródias ali, né, com aqueles instiumentos de corda,
eles se Manifestavam em meio ao público. Eles faziam intervenções assim que não eram programadas, né? Então, numa intervenção, eles ali e tiravam onda, por exemplo, de um contexto político que tava acontecendo, de um general do exército que tava por ali. E isso é uma crítica social. E o Aristóteles vê isso como algo didático, tá? Então, ele valoriza a arte em todos os quesitos, trazendo a tragédia como mais importante, porque ela purifica a nossa Alma, que é o que ele chama de catarse, tá? Se tiver alguma dúvida a respeito desse termos, se quiser que explore mais,
fique à vontade aí para falar, beleza? Então, espero que tenha entendido. Duda, bem-vinda aí. Bom dia. E Samuelson também chegou aí paraa nossa maratona. Então, bem-vindos, bem-vindas e todos que estão aí quietinhos, bem-vindos e bem-vindas à nossa maratona. Essa foi a nossa primeira questão. Agora nós vamos tratar de Filosofia eh moderna e vamos falar de política aqui, né, a respeito da sociedade civil, surgimento e o nosso foco aqui vai ser LOC. Aqui a gente tem no texto já lock, a gente tem Rousseau. Então é importante a gente ter conhecimento e isso sim é um tema
extremamente recorrente nos vestibulares, que é os filósofos ou são os filósofos contratualistas. Então, o contrato social é uma questão que sempre se apresenta nas provas. Eu sei que Muitos de vocês não fazem só uma prova, então é bom tá preparado para vários tipos de questões. Se você me perguntar, mas o Enem, o Enem cobra eh questões de contrato social, hobbs lock sou? Sim. E o que ele mais gosta normalmente é o Hobbs, porque o Hobbs vai falar daquela condição de estado de natureza, onde a ausência do estado permitia um estado de guerra. E se a
e as questões como a gente sabe que o Enem vem trazendo situações do cotidiano paraa gente Colocar, aplicar a filosofia aí de outros períodos, né, de vários contextos da história da filosofia, pensar, por exemplo, numa sociedade que é desorganizada em relação à segurança, a um governo que não é estabilizado, ou mesmo dentro de uma própria sociedade, assim, um município que tem ali, né, um município bem organizado, tem uma estrutura, mas tem um bairro ali na perif periferia que não chega, o saneamento básico que não chega e ali se Desenvolve uma sociedade um pouco mais caótica,
propensa mais a um estado, né, de guerra. E esse estado de guerra não é necessariamente você pegar uma arma na mão e sair em luta, mas quando se luta pela sobrevivência, quando não se tem as condições mínimas, que é paz e segurança para existir, o estado de deturpação da sociedade pode acontecer. Então, mesmo vivendo numa sociedade contemporânea, onde temos a democracia estabelecida, ainda assim onde o Estado não consegue Chegar eh um um momento de caos, de guerra ou uma guerra civil ou tráfico ou n coisas podem acontecer. Então, a gente precisa ter essa visão de
que os contratualistas, apesar de estarem lá no século X7, XI, o que eles pensaram a gente pode colocar e encaixar no nosso mundo contemporâneo assim facilmente. Esta questão aqui vai trazer uma visão mais ampla aí do contexto do contrato social mesmo. Uma boa questão pra gente revisar esse conteúdo. Então vamos lá Resolver essa questão. Vamos de questão. Aqui temos uma questão que vai tratar do contrato social para formação da sociedade civil aqui. Eh, e observamos isso só de olhar os nomes que aparecem no texto. Então, primeira coisa que a gente vai ler é o comando
da questão. O que que ela tá falando aqui pra gente, ó? De acordo com o referido filósofo, o surgimento da sociedade civil se deve a quê? Então, a gente vai ter que identificar qual é o motivo do Surgimento da sociedade civil para um filósofo específico, que pelo jeito vai ser aqui o John Lock, né? Então aqui é um textinho da Maria Lucia Rudaranha, né? Introdução à filosofia. Então, não é uma referência que vai nos dizer alguma coisa, é o texto que a gente tem que ler. Então, considere as concepções de Lock expressas no texto abaixo.
Assim como Hobbes e posteriormente Russ loque parte da concepção segundo a qual os indivíduos isolados no estado de Natureza se unem mediante contrato social para construir a sociedade civil. Diferentemente de Robs, Lock não descreve o estado de natureza como um ambiente de guerra de e egoísmo. O que então levaria os indivíduos a abandonarem essa situação, delegando o poder ao Trem de acordo com Lock? Então, pro Hobbes, o homem no estado de natureza é o lobo do homem, vive num estado de guerra constante. E esse estado de guerra constante então acaba Fazendo com que os homens
abram mão das suas liberdades individuais para se unirem num grupo, num corpo social, elegendo ali, né, um um representante soberano que deve garantir paz e segurança para aquela população. Pro John Lock, isso não aconteceu, não. A gente não vivia necessariamente num estado de guerra de todos contra todos o tempo todo, era um conflito. E aí a gente reivindicou ali uma formação de sociedade para garantir país de Segurança. O John Lock tem uma visão diferente, porque ele acredita que o homem no estado de natureza ele já tem eh uma consciência, ele é um ser racional. E
aí ele vai dizer o seguinte, que o homem no estado de natureza, ele não entra em conflito à toa, mas existem motivos e momentos em que isso pode sim acontecer. E qual é o motivo e o momento que acontece, que faz com que o John Lock fale? É nessa hora que o homem fundou a sociedade civil. O Lock Acredita que no estado de natureza o homem vive em paz. Aí tá tranquilo, tá? Ele vive de acordo com as suas condições da natureza. Esse homem no estado de natureza, ele é livre para ele poder caçar, para
ele poder coletar, para ele poder andar de um lugar pro outro. Pensa lá nos povos primitivos. Não é nem povos primitivos. a gente tem que pensar tipo nos pré-históricos, esses homens das cavernas que eram nômades, que andavam de um lugar pro outro buscando alimento E preservação. Em determinado momento, quando os grupos humanos começam a ser uma quantidade maior, o que vai acontecer é que a natureza vai começar a ficar escassa. E esse momento de escassez da natureza vai fazer com que aqueles que estão, todo mundo tá querendo sobreviver, você tem um grupo aqui querendo sobreviver
e o outro aqui. De repente, vamos supor que esse grupo aqui conseguiu uma caça muito boa e eles estão bem de alimento aí pelos próximos Dias. E aí um grupo de humanos ali nômades chega nesse lugar e vê essa galera com essa caça. E eles estão famintos, desnutridos, quase morrendo de fome. Quando o pessoal ali dá uma vacilada, esse grupo vai e rouba a carne deles. Por exemplo, roubou a caça. Nessa hora o que que vai acontecer? Opa, enquanto você tava aí, eu tava aqui, tá tudo bem. A partir do momento que você invadiu aquilo
que é meu, porque a partir do momento que eu fui, castei e Peguei essa caça aqui pro meu pequeno grupo de humanos, ninguém pode tirar, porque essa propriedade é nossa, é a garantia que a gente tem da nossa existência. Logo, quando a propriedade privada do outro é invadida, isso sim vai fazer com que o conflito ocorra. Então vai existir também um estado de guerra para o John Lock, mas esse estado de guerra ele vai acontecer numa condição específica, que é quando os homens vão invadir a propriedade privada De outros homens. O que ele entende como
propriedade privada? a vida, a condição da existência, a liberdade poder ir e vir e continuar se alimentando. E tudo que ele pega na natureza, tudo que ele constrói com as suas próprias mãos, tudo que ele coleta, caça ou ferramenta que ele faz, é propriedade dele. Então, para o Lock, o homem no estado de natureza, ele nasce com o direito natural da propriedade privada. Então, ele tem o direito da vida, ele tem o direito à Liberdade, ele tem direito de que aquilo que ele constrói, que ele casta, que ele produz, é dele, é a condição que
ele tem para se para continuar vivo. Então, quando isso é ferido, quando isso de alguma forma é lesado, esse homem ele não vai ficar quieto, ele vai então entrar em conflito. Então, no momento onde as populações humanas começam a se proliferar e a natureza fica escassa, os conflitos vão começar a surgir e a propriedade privada vai começar a ser Invadida com maior frequência, logo eles vão parar em determinado momento falar: "Calma aí, vamos organizar isso aqui, né, e vamos tentar fazer com que todos consigam viver da mesma forma, garantindo a todo mundo a mesma condição
de existência, ou seja, garantido a todos o direito natural da propriedade privada. Por isso que a função do estado pro John Lock é garantir a propriedade privada. O estado, quem governa, tem que garantir ao povo o quê? Condições de Existência. Tem que garantir ao povo a condição de se manter vivo, alimentar, trabalhar, produzir as coisas e ter aquilo para ele. A condição de ser livre, de poder ir e vir respeitando os limites do que se tem que se respeitar. Então, a condição do Estado, do surgimento da sociedade civil pro John Lock é justamente garantir um
direito que a natureza já, na natureza já existia, mas que quando começa a se dividir, né, um espaço menor ou mais Gente dividir no mesmo espaço, os conflitos podem existir. Por isso, é preciso uma organização, um estado que consiga manter essa propriedade privada a todos. Então, de acordo com o John Lock, o surgimento da sociedade civil se dá por quê? Por onde? Como a letra A diz que seria o medo e o desejo da Deixa eu pegar diz que eh que se deve então ao medo e ao desejo de pais dos indivíduos, mesmo abdicando dos
seus direitos em favor de um poder soberano, absoluto e Indivisível. Isso aqui é o hobbs. Nossa, gente, pessoa tem, vocês já tão, já me conhece. Quem me conhece já sabe que eu tenho dificuldade de escrever bonito, né? Então aqui a letra A não é porque isso aqui diz respeito à formação da sociedade para o HS. A letra B diz que a contração de um pacto, ou seja, né, as pessoas compactuam algo a fim de formar a sociedade civil, porque isso se deve à contração de um pacto produto da vontade geral que colocou fim à Desigualdade
social. Aqui seria uma ideia mais do Rousseau, mas ainda assim eh, a vontade geral e a formação do pacto do contrato social não necessariamente colocou fim na desigualdade social. né? Mas o o Joh John Jaques Rousseau, ele propõe exatamente isso. Se a gente forma uma sociedade civil por meio de um contrato, a gente garante para todo mundo educação, ou seja, instruir as pessoas da cultura, da filosofia e promover Nessas pessoas a vontade geral, todo mundo querendo uma mesma coisa, um bem comum, uma vontade geral, a gente caminharia para uma sociedade mais justa, igualitária, pondo fim
aí na na desigualdade social, mas não é eh o que o John Lock representa. Então, a letra B não é a nossa alternativa aqui também. Então, letra B errada. A letra C diz que o desejo de preservação de direitos naturais, em particular o direito de propriedade. Opa, essa aqui já tem tudo a ver com o que o Lock pensa. Vamos deixar ela aqui. D. Apaziguando os conflitos entre os direitos do mais forte e os direitos do primeiro ocupante da Terra. tem nada a ver aqui com o primeiro ocupante da Terra. E a ideia do Lock
é garantir propriedade privada para todos e não somente para alguns ou mais forte. Não teria essa distinção. Aí na visão do John Lock, a letra E diz que o fato do homem ser naturalmente cruel é e a Necessidade de ter um poder político para dominar a sua natureza perversa. Isso aqui também se aproxima muito da visão do Hobbs, tá? e não do lope. Então, a e também não tá correta. Porque essa ideia do homem ser naturalmente cruel, quando o Robs fala que o homem é o lobo do homem e que ele está propenso à guerra
e não à associação, ele tá colocando uma natureza mais selvagem, mais cruel aí do ser humano. E por isso o poder político deveria o quê? Dominar Essa natureza perversa. O que que significa isso? Presta atenção num termo que é interessante aqui, só pra gente resgatar a teoria do Hobbs. O Hobbs vai falar que o homem no estado de natureza, ele tem sim alguns direitos que são naturais, como a liberdade. E essa liberdade, onde ele pode fazer o que ele quiser e as consequências vão resvalar, né, de acordo com a situação, ou seja, não existe uma
punição extra, faz com que ele lute pela própria vida e veja Todos como inimigo, um potencial, né, eh, que pode acabar com ele. Então, antes que isso aconteça, ele já parte pra briga e isso é muito ruim. Então, a sociedade civil, de acordo com o Hobbs, seria garantir paz e segurança. Como? Limitando o direito natural. Então, tem que limitar a liberdade humana. Por isso que ele vai falar que o homem sai da condição de um homem natural para criar a condição do homem artificial que que se faz dentro da sociedade civil. Os Artifícios usados vão
ser leis, vão ser normas, vão ser a rigidez do soberano para garantir paz e segurança para todos. Ou seja, o direito natural não é algo que deve ser preservado, é algo que deve ser limitado, que deve ser então cerceado para que haja harmonia na sociedade. Então, a natureza perversa desse lobo, do que é o lobo do próprio homem, eh, vai ser feita pela sociedade civil com poder soberano acima de todos. Para o John Lock, o objetivo da Sociedade civil está justamente em preservar os direitos naturais. E esse direito natural é a propriedade privada, vida, liberdade
e bens que ele constrói. Então a nossa alternativa correta aqui é a letra C, tá? Então espero que tenha entendido aí. Se ficou com alguma dúvida, não fique na dúvida, tá? Pode perguntar que estou aqui para ajudar. E aí, eu vi aí, Kelvin, bom dia, bem-vindo. Kelvin colocou a letra E eu entendi que vocês podem mesmo confundir, Porque a gente sempre trabalha Robs Block Rousseau, meio que juntos, né? a gente coloca ali o contrato social num pacote, mas é somente para o hobbies que o homem pode ser cruel, perverso, porque ele, na verdade, ele nem
usa o termo como se fosse assim, eh, uma maldade pensada. O homem lutando pela sobrevivência, ele vai sempre agir de forma instintiva. Então, isso vai acabar com fazendo com que ele seja egoísta, né, lutando pela sobrevivência. E a Sociedade então civil é que deve limitar essa liberdade que ele tem total na natureza, transformando ele, deixando ele que era um animal, né, da natureza, ele passa a ser agora um animal artificial que é construído, que tem direitos e deveres e que tem limitações paraas suas práticas. Então é isso que iria garantir a sociedade civil eh harmoniosa,
garantindo país e segurança. Bem-vinda, Irinda. Bom dia também para você aí. Então a letra C é a única Correta. Robslock Roussea tem ideias diferentes do homem no estado de natureza e do que levou o homem a formar a sociedade civil, tá? Então aqui a gente pode falar um pouquinho de cada um e o nosso foco foi John Lock. Então, mas perceba que duas das alternativas traz o Hobbs e eu falo, o Hobbs é o mais cobrado, em regra, ele é o que mais aparece quando se trata de contrato social, tá? Talvez exatamente por ele ter
ainda essa essa esse respaldo na Nossa sociedade contemporânea, porque é assim que a gente entende ainda, né? onde o governo não consegue alcançar as condições necessárias paraa existência humana, que é garantir uma boa educação, garantir saúde, garantir uma casa, garantir umas condições para que ele possa trabalhar. Ele vai acabar então indo para caminhos que não são justos e honestos muitas vezes ou que são extremamente, né, eh, ou uma posição de subjulgado e ali o conflito pode Acontecer com maior frequência, tá? Então, a letra C é a única correta aqui. OK? Então, ótimo. Vamos aqui paraa
nossa próxima questão clássico. Olha, quando vocês encontrarem uma questão de Decarte na frente de vocês, vocês vão ter que gabaritar essa questão, porque toda semana eu trago uma questão do Decart e é proposital porque ele é figurinha carimbada. Falou de Decart, nós estamos falando eh de provas atuais. Inclusive hoje na nossa maratona, eu espero que eu Consiga chegar até lá, que eu sou a pessoa que fala bastante, eu trouxe uma questão que não é uma questão, posso até resolver depois dessa paraa gente eh poder entender, é uma questão discursiva que caiu na UFPR, vestibular de
2024, que tratava da dúvida cartesiana e de uma dúvida mais atual aí para você fazer uma comparação. é uma questão discursiva de segunda fase, mas que a quantidade de gente que interpretou errado o enunciado e errou na resposta é muito grande. E Estamos falando de Decarte, o que aparentemente é simples. Porém, quando coloca outra coisa no meio e pede para comparar, muitas vezes existe uma confusão. Não é o caso dessa questão. Então, vamos nos limitar a essa por enquanto. Vamos resolver essa questão. Todas as alternativas estão aqui para vocês poderem colocar para mim o gabarito
que fica mais interessante. Inclusive errar é parte do processo porque você pode errar agora. E quando Você erra e eu consigo perceber que você tinha ido por aquele caminho, eu explico melhor e eu tenho certeza que isso fica gravadinho aí e aí o mesmo erro você não vai cometer. Então vamos lá paraa nossa próxima questão de questão aqui, questão de Decart. sabemos que é de Decart, que já começa falando Decarte em sua obra de discurso do método. Então vamos ver aqui o que essa introdução da questão já traz pra gente. Ele começa aqui assim, ó.
Decarte, em sua obra, o discurso do método, prescreve quatro regras do método que não devem ser esquecidas na busca do conhecimento verdadeiro. Essas quatro regras, então, são evidência, análise, síntese e enumeração. Ao enunciar a primeira regra, à evidência, Decart nos recomenda o quê? Então, a primeira coisa, o que são essas quatro regras? evidência, análise, síntese e enumeração. Então, a primeira coisa é a regra da evidência. Se você Recebeu uma informação, leu uma notícia, viu algum acontecimento na sua frente, presenciou alguma coisa, ou seja, os seus sentidos foram que perceberam esse mundo, né, de imediato, o
que você tá vendo, que você tá lendo, o que você tá ouvindo, tudo isso que chegou até você é evidente que é verdadeiro? Aquilo que te disseram é evidente que não pode ser o contrário? aquilo que você leu. É evidente que é irrefutável, indubitável, que você Jamais poderia discordar daquilo se não é evidente, claro, distinto aquilo que você olha e fala. É lógico, não podia ser outra coisa. Se você não chegou nessa conclusão, então não é evidente. Se não é evidente, que que você tem que fazer? Duvidar. Então, a partir do momento que você não
encontrou a evidência, você duvida. duvidando o que que você vai fazer na sequência. Primeiro você duvida, aí depois você vai analisar. Essa parte da análise. É Interessante que a primeira coisa diante de algo que você não tem certeza vai ser olhar para aquele algo como um todo. Se ele é muito complexo, você vai dividir aquele problema em várias partes, analisar cada parte, resolver cada etapa do problema. Assim que você resolver cada etapa do problema, você vai paraa síntese. Ou seja, ó, tinha tudo isso aqui apresentado para mim. Isso aqui é verdadeiro. Isso aqui não é.
Isso aqui a gente pode garantir. Isso aqui já não Sei. Isso aqui a gente descarta. Pronto. O que que sobrou? Sobrou isso aqui. Agora eu tenho aqui uma síntese. Que que eu vou fazer com essa síntese, com esse resultado, com essa verdade que eu encontrei? A enumeração. O que que é enumerar? é fazer o caminho de novo. Eu vou fazer isso de novo ou vou repetir para ver se esse resultado que eu alcancei vai acontecer novamente para garantir que aquilo que sinteticamente se mostrou para mim, aquela conclusão Que eu consegui fechar, ainda prevalece se eu
voltar e fizer um processo novamente. Então ele era matemático, né? Pensa na numa expressão lá numérica que você tem que resolver. Ela é gigantona. Você resolve primeiro o que tá dentro do parente, você resolve primeiro, né, o que é subtriação, adição, depois você vai, isso tudo é o que o Decart propõe pra gente resolver um problema. E quando você chega lá no resultado, não é importante você verificar se tudo que Você fez no seu processo é de fato tá certo, se a vírgula tava no lugar certo, vírgula não, se o sinal tava no lugar certo,
se o parêntese tava no lugar certo, se a conta que você fez tava certa. E aí você fala: "Não, é isso mesmo, resultado é esse." Agora você chegou então numa verdade, numa certeza, em algo que não dá mais para duvidar, tornou-se evidente aquilo que não era. Então esse é o processo que a dúvida metódica propõe. Então, o método da Dúvida metódica, que é as regras, que segue essas quatro regras, é, se não é evidente, você vai analisar primeiro as partes para chegar no todo, sintetizar e depois voltar e enumerar para ver se não ficou nada
para trás. Então, ele usa a matemática pra gente chegar num conhecimento mais seguro. Decart, então ele nos recomenda a partir dessa regra da evidência, que foi a que eu expliquei aqui, o que, qual é a alternativa correta. A primeira alternativa aqui diz Pra gente que cada, vamos pegar aqui, ó, que a cada conhecimento novo obtido, passamos a revisão completa dos passos dados, dos resultados parciais e dos encadeamentos que nos permitiram chegar a ele para evitarmos a prevenção, para evitarmos a prevenção e precipitação que nos induzem a conhecimento. falsos. Quando ele fala que a cada conhecimento
novo obtido a gente deve revisar, ele já tá falando do processo onde a gente chegou na síntese e a gente vai fazer o Processo da enumeração. Então a letra A não tá falando da primeira regra, que é a regra da evidência, porque ele já disse que existe um conhecimento novo que foi obtido, entendeu? Então não pode ser a letra A porque ele tá falando de outro momento, ele tá falando do processo ali, já que é o processo sequencial, que seria, né, a regra da enumeração, que é quando ele fala que a gente tem que fazer
uma revisão completa dos dados, né? Isso aí é a enumeração Que se faz depois da síntese. Então, a letra A corresponde a outra etapa e não a etapa que a gente tá querendo, que é a primeira regra, a regra da evidência. B, que para conhecermos as realidades complexas, precisamos proceder passo a passo, dividir as dificuldades em partes mais simples e examinar cada uma delas de modo a evitar o erro. Isso aqui também tá dentro da regra da enumeração. Então aqui na letra A gente tá mais dentro da regra da síntese, porque eu já Tenho o
conhecimento obtido. Cheguei em algum lugar. A letra B não tá correta porque ela tá trazendo pra gente a regra da enumeração. Isso aqui tá escrito enumeração para quem não tá enxergando. Então enumeração é a letra B. A letra C diz que acolher como verdadeiro apenas o que se apresenta ao espírito de forma clara e distinta, sem nenhuma dúvida. O que é evidente é o que é indubitável, que foi o que eu comecei falando na explicação. Então assim, olhei a Informação, veio, se ela é clara e evidente, ótimo, já tomei como verdade aquilo. Agora eu não
tenho que fazer análise, eu não tenho que fazer síntese, eu não tenho que fazer numeração, tá? Por quê? Porque não é só um novo conhecimento obtido, é uma verdade que eu cheguei. Aquilo lá não tem como. Olhei, olha essa conta aqui, ó. 2 + 2 + 1, deu 5. Ah, será que é cinco? Calma aí, deixa eu ver se é Não, é evidente que é cinco. Tá ali, ó. Tá ali. Não tem Como contrariar. Então isso é, a gente vai considerar como verdadeiro. Tudo que não for claro e distinto e indubitável, logo a gente vai
duvidar e aí sim a gente vai partir paraas outras etapas aí do processo. Se é evidente, beleza, toma para você como verdade e vai lá, que é o que ele vai fazer com a matemática. O Descart, ele duvida de absolutamente tudo, inclusive das verdades matemáticas. ele vai falar assim: "E se existe um Deus enganador que cria em nós Ilusões coletivas a ponto de fazer até com que aquilo que a gente entende da matemática, né, eh, não seja real e que tudo é irreal". Aí ele vai pensar assim: "Bom, mas quando eu penso que 2 +
2 são 4 e se eu tô dormindo, 2 mais 2 continua sendo 4 e se eu tô alucinando e decido fazer uma conta e dois dois continua sendo quatro, então é muito evidente que a matemática ela é eficiente, mesmo que a gente possa cometer paralogismos, que é quando a gente erra sem querer, né, Achando que tava certo, mas foi um erro seu e não da construção. são que a matemática propõe. Então, a matemática daí torna-se evidente, né, uma verdade clara, distinta e indubitável. Então ele traz isso para ele como uma verdade e inclusive a possibilidade
de um Deus enganador, né, que faria a gente viver nesse mundo de forma coletiva, sendo enganada até pela verdade que parece, né, óbvia, que é a matemática, ele vai falar assim: "Se existe um Deus, né, e a Gente vive nesse mundo e busca o perfeito, a gente melhora, a gente evolui, a gente cria métodos, a gente, né, vai melhorando a cada tempo." Então assim, essa busca por perfeição que o ser humano tem que ter vindo de um ser que é perfeito e a gente não conhece ninguém que esteja. Então a ideia de perfeição veio para
nós, né? A partir desse Deus aí de um ser perfeito. Ele fala: "Eu dou o nome de Deus, você dá o nome que você quiser." Então, um Deus Enganador talvez não tenha. Mas aí ele vai falar da possibilidade de um gênio maligno que cria ilusões coletivas, mas não necessariamente universal, mas em grupos aí que faz a gente acreditar, né, que aquilo lá é uma verdade, porque várias pessoas concordam, mas a gente não duvida, não questiona, mesmo não sendo evidente, e a gente é conduzido à ilusão, tá? Só para fazer um um adendo aqui. Então, a
letra C é correta porque ela tá trazendo pra gente, opa, Exatamente essa questão aí da regra. da evidência. Beleza? Letra D. A letra Dzvidar de todos os conhecimentos vindos dos sentidos, pois apesar desse de esse tipo de conhecimento parecer o mais verdadeiro e seguro, é preciso considerar que os sentidos nos enganam. Isso aqui é muito verdade, é super de acordo com o que o Descart fala, mas não tá falando da regra da evidência. Isso aqui é a dúvida metódica. Tá? É o método Da dúvida, doar nos sentidos, porque de fato eles não são seguros. Então
é uma afirmativa, todas elas estão trazendo informações verdadeiras, mas a gente só precisava encontrar uma que estivesse de acordo com a regra da evidência, que é a letra C. E a letra E diz pra gente que conduzir o pensamento por ordem, partindo dos objetos mais simples, né, e mais fáceis de conhecer para os mais complexos, de modo a podermos chegar a verdades indubitáveis. Então este é o Processo também da enumeração. Aqui de novo, ele repete o que ele já tinha dito ali na letra B. Então temos aqui justamente eh as etapas, as quatro etapas sendo
aqui descritas. Além de tudo, aqui tem o método da dúvida, que é a forma como a gente chega para eh destrinchar essas quatro regras aí, ela ser efetiva e chegar a um conhecimento. Somente a letra C fala de fato do que é a evidência para Decarte, é a clareza e distinção daquilo que chega até nós. Então é quando se apresenta pro espírito de forma que você não pode duvidar. Então a letra C é a única correta. OK? Espero que tenha entendido. Se ficou com alguma dúvida, não fique na dúvida. Pode perguntar, tá bom? Aí, pessoal,
deixa eu ver aqui. A Arlinda tinha colocado a bele. Nossa, não teve aqui várias. Olha o que eu tô vendo aqui. Ah, meu Jesus. Ó, eh, tinha colocado, eu não tinha Visto o chat aqui, não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo. Se eu tô explicando, eu fico aqui envolvida. Aí às vezes eu olho e vejo ali, mas não deu. Então, entre a a e a e você não tinha pensado na c, Arlinda? Vou explicar aqui o gênio maligno que eu vi que você colocou aqui essa dúvida, tá? Então, não pode porque todas são corretas.
Olha que questão mais eh específica, né? No nosso material, no LDI, a gente tem Isso tudo bem detalhado, tá assim, ah, mas isso aí eu nunca tinha ouvido falar ou já ouvi falar, mas eu não sabia definir cada um. No LDI de filosofia, eu coloco as quatro regras, inclusive é um um um não é desenho, como que chama? Esses formato assim que são tipo um negócio, né? Fica bonitinho cada uma das regras e daí eu explico o que é cada uma delas e cada etapa que deve ser percorrida. Então é importante ter um material completo,
porque pode cair uma Questão dessa aí num vestibular. No Enem cairia uma questão dessa? Não cairia uma questão dessa, tá? O Enem ele não cobra esse conteúdo assim de forma, ele não é uma prova conteudista, ele quer de você habilidades e competências. Então, como que isso poderia cair numa questão do Enem? Por exemplo, aqui poderia cair um texto, né? uma situação onde alguém chegou em algum lugar, descreve ali uma cena que tava acontecendo e assim o que que se você fosse o Decart faria Partindo da regra da evidência ou partindo das quatro regras ou partindo
do método cartesiano. Aí sim você teria alternativas que ia definir cada uma dessas etapas para você assinalar de acordo com aquela situação real ali. pode nem ser real, pode ser fictícia, mas com aquela situação problema que o texto vai apresentar. Então é assim que o Enem poderia cobrar. Então lembra, evidente, né? Que que é evidência de um crime? É aquilo que vai fazer a gente Concluir, né? É aquilo que vai dar a ferramenta para chegar à verdade. Então a evidência no caso do Decart é a própria verdade, é a clareza, é a distinção, é aquilo
que eu não posso duvidar. Então assim, por exemplo, né, o Decart, ele fala assim, eh, ele duvida da própria existência, né? Ele fala: "Eu não sei nem se eu existo, se eu sou um sonho, se eu sou uma máquina, um programa, se eu sou eh uma ilusão, né?" E aí ele fala assim: "Eu eu duvido da Minha existência". Aí ele questiona, calma aí, né? Mas se eu duvido, eh, eu não posso duvidar que eu tô duvidando. Então, a dúvida é uma certeza. Então, se eu duvido, eu penso. Se eu penso, eu existo. Então, penso, logo,
existo. Esta é a primeira verdade evidente que ninguém pode discordar, pensar a existir. Então, essa é a condição aí de, então, aí agora é evidente, beleza? Então, eu sei que eu penso, por isso eu existo. Então, se eu existo, aí eu posso Ir investigando outras coisas. E aí essas são as etapas. Bem interessante. Deixa eu explicar aqui eh essa questão do jeito do gênio maligno. Então, o gênio maligno de Decart é um ser que serve só para enganar as pessoas, confundir a realidade com o sonho, não só com o sonho necessariamente. Eu gosto de tratar
a ideia do gênio maligno e existe distinção entre Deus enganador, que é o primeiro momento, quando ele tá duvidando de tudo, ele Duvida até de Deus. Aí ele vai concluir que se existe esse Deus, ele não vai me enganar, né? Porque ele colocou em mim essa ideia da perfeição. Ele vai resgatar lá a teoria do Tomás de Aquino, que tem as cinco vias. Uma das vias da prova da existência de Deus é a perfeição, que é um papel ontológico, né? Se eu não sou perfeito e eu busco perfeito, e, por exemplo, o Descart que vai
duvidar de tudo buscando uma verdade que fosse segura, por que que ele quer Buscar essa verdade? de onde vem esse desejo, essa vontade de de melhorar, de saber mais. Então, isso deve est dentro dele. Então, isso só pode ter sido colocado por alguma coisa, uma pessoa, um ser que é bom, que quer que eu seja perfeito e que ele deve ser perfeito para ele colocar um pouquinho disso dentro de mim. Então, Deus tá descartado como enganador. E aí ele vai falar: "Mas deve existir então um gênio maligno?" Esse gênio maligno, ele vai criar Ilusões coletivas.
Então, a gente pode ser enganado no nosso dia a dia, mas a gente pode ser enganado de uma forma muito mais ampla na nossa existência. Então, o gênio maligno, por exemplo, não sei se você já assistiu, eh, tem muitos filmes que retratam dessa questão de uma ilusão que, no caso não é necessariamente coletiva só, mas que coloca a pessoa numa situação que ela acredita. Show de Truma. Show de Truma. Já assistiu o Show de Truma? Show da vida, né? Esse filme ele retrata muito esse dualismo do cartesiano. Por o Truma, ele vive uma vida que
ele é um programa televisivo, só ele não sabe que ele é um programa televisivo. Então, mesmo que a realidade toda coletiva eh exista em volta dele, todo mundo trabalha em prol de manter ele na ignorância para que ele continue sendo um programa de televisão que é filmado desde o momento que ele nasce até a hora que a gente assiste o filme. Então é um filme bem interessante, mas um gênio maligno, por exemplo, ele que seria essa ideia de que cria ilusões. Vamos pensar numa situação super real que aconteceu no Brasil, que foi o ca caso
de João de Deus. Vocês conhecem? Já ouviram falar de João de Deus? João de Deus era um homem que trabalhava com a ideia de cura espiritual, cirurgias espirituais. Então ele tinha o dom que vinha de outras coisas, de seres celestiais e espirituais, ele curava as Pessoas. E nisso, assim, foram anos e anos e anos numa cidadezinha lá, pessoas faziam excursões gigantescas de todo lugar do Brasil e do mundo para se curar, para se tratar com João de Deus. Então, era uma galera que acreditava no poder de cura que ele tinha. até que se descobre que
ele era um cara extremamente eh mentiroso, enganador, que as pessoas iam lá, ele abusou de várias mulheres, estuprou várias mulheres, crianças e que ele era tipo Assim um gênio maligno, né? Então, em nome de Deus, em nome do bem, em nome da cura, ele conseguiu por muitos anos fazer com que a galera vivesse essa ilusão de que ele era essa pessoa capaz de curar doenças e não era e nunca foi. Então, essa seria a ideia aí de um gênio maligno produzindo uma ilusão coletiva, que não precisa ser um sonho pensando assim, né? É isto tudo
é é tipo um sonho acordado, né? Tipo essa história de João de Deus que foi preso e acho que morreu Na prisão. Então é importante a gente ter essa visão, tá? Eh, você pensou que era para Pensei que era do jeito qual era correta. Tá, então beleza, deu para entender, Arlinda, espero ter ajudado, contribuído. A, a origem também é Decart puro. Sim, a origem também são vários, né, gente? Ixe, o que não falta é filme evidência. Por isso que eu falo o Descart, ele é um cara que ele foi muito, muito, muito peculiar no momento
que ele viveu, o que Ele construiu de conhecimento, de teoria, é válida ainda até hoje. É inspirado totalmente na filosofia do Platão, mas muito mais requintado e elaborado do que o Platão fez lá, até porque ele traz mais, né? Então é importante. Então o Decart ele tá presente na nossa vida. Inclusive, gente, o Descart ele pensa na possibilidade Unicamp 2025, esse ano, né, para ingresso desse ano, segunda fase, um texto em inglês sem Tradução, que falava sobre Decarte, dizendo da importância do pensamento, né, que é separado, né, que ele vai falar que existe corpo e
mente. A mente é muito superior ao corpo, a ponto de que o corpo, né, e os sentidos que o corpo sofre, sente, é inferior aquilo que a mente pode produzir e criar, porque a mente é livre, independente, e o processamento da linguagem que a mente é capaz de fazer é algo surreal que vai além do próprio corpo. OK? Se ele fala, Se a gente conseguisse tirar a mente humana e transferir para uma máquina e essa máquina conseguisse não só trabalhar com conceitos, mas processar linguagem e ter um pensamento independente, a gente teria um ser que
existe sem o corpo. inteligência artificial do século X7, Decart pensando sobre isso, só para vocês entenderem a relevância, questões que vem caindo, que eu já falei, trabalhar a ideia da inteligência artificial e a ideia do Penso logo existo, com o Decart, tá? E essa separação que ele faz entre corpo e mente, valorizando muito mais a razão do que o corpo. Logo, uma máquina que pensa como um ser humano, ela existe tanto quanto um ser humano. Então é interessante a gente ter esse essas observações, tá? Nossa, esse caso do João de Deus foi puro gênio maligno
em todos os sentidos. É isso, tá? Então eh eh seria esse o conceito aí de gênio maligno. A gente pensa no João de Deus Que você vai meu meu slide sempre faz isso, né, gente? sempre acontece um negócio de de dar uma falhada na minha caneta na hora de apagar os negócios que aparecem no outro negócio. Mas tudo bem, dá pra gente resolver a questão aqui. Então, deu para entender? Gente, vocês precisam muito dominar Decarte, que eu tenho certeza que ele vai estar numa prova, ele vai est em algum lugar ou esse ano e você
vai olhar para ele e vai lembrar da prova. Então vamos aqui paraa Nossa próxima questão. Questão aqui que traz um texto. E aí nós temos aqui eh cinco afirmativas também paraa gente avaliar qual tá correta. Ela vai tratar de uma questão de revolução científica, ciências, século X7. Então a gente continua ali no mesmo lugar da história da filosofia. Então vamos lá. E vamos de questão aqui. Aqui a gente tem um texto, né? Ignore os risquinhos aqui que ficou gravado do do da outra questão. O que que a gente tem? A gente Tem um texto que
chama Do mundo fechado ao universo infinito. Olha a referência, um texto grande desse pra leitura. É importante a gente saber o que que ele diz mais ou menos antes da gente começar a nossa leitura. E ele diz aqui, então, né, ó, é do coiré que diz do mundo fechado ao universo infinito. OK? A pergunta não tá aqui, ela no fim, ela tá aqui no começo, ó. Considere o que diz Coiré no texto abaixo sobre os Traços característicos da revolução científica moderna e em seguida, a respeito desta revolução, avalia as afirmativas que seguem. Então, a gente
vai ler um texto e vamos ver, entender as características daí da revolução científica e a pergunta vai ser sobre revolução científica. Então, o Coiré diz assim: "Admite-se de maneira geral que o século X7 sofreu e realizou uma radicalíssima revolução espiritual de que a ciência Moderna é ao mesmo tempo, a raiz e o fruto. Esta revolução pode ser descrita e caracterizada de várias maneiras diferentes. Então aqui ele vai caracterizar a revolução científica, né? fundamental em resultado do qual em resultado do qual o homem, como às vezes se diz, perdeu seu lugar no mundo, ou dito talvez
mais corretamente, perdeu o próprio mundo em que vivia e sobre o qual pensava, e teve que transformar e Substituir não só os seus conceitos e atributos fundamentais, mas até mesmo o quadro de referência do seu pensamento. Então aqui a gente tem evidência da transformação, da virada de chave que o século X7 trouxe com a revolução científica. Que que é revolução científica? A revolução científica, ela vai começar no final do século X e vai se formalizar ali bem no século X7. Por que que isso acontece? A gente teve ali, ó, no meio do caminho, no século
X, Entrando no século X7, o Copérnico falando que a Terra não era o centro do universo, mas que o centro do universo era o Sol. E aí ele vai desenvolver a teoria do heliocentrismo. Só que o Copérnico, ele fez isso por meio da observação do sol, do céu, das estrelas. vendo isso acontecendo vários e vários dias, ele vai perceber por meio de estombra, de como as coisas se comportam, que não, talvez a Terra não seja necessariamente o centro do Universo. E aí por meio de alguns cálculos, ele fala: "Olha, a Terra não é o centro
do universo." Na sequência, pouquinho depois, o Galileu Galilei, ele vai aprimorar um instrumento que já era meio precário, mas existia, que era telescópio. E aí ele faz um telescópio bem feito, elaborado e consegue observar a lua. E observando a lua, as estrelas e o movimento dos ácios de forma perto, assim, ele viu, por exemplo, que a lua não era um negócio que de vez em quando Diminuía e aumentava. O que acontecia é que a lua era tomada por uma sombra e essa sombra ia e voltava. E o que fazia essa sombra na lua? Só pode
ser alguma coisa que tá entre a Lua e o Sol, é a Terra. Então ele vai conseguir comprovar pela observação, pelos cálculos do Copérnico, que a Terra era redonda e que ela não era o centro do universo. E aí vem o movimento da rotação e translação da Terra que o Copérnico já sugeriu e que o Galileu conseguiu de forma mais Evidente mostrar que era real. Então isso mudou o quê? tudo. Primeiro, a Terra não é o centro. E a ideia é Deus criou o mundo, que era a Terra, e criou o homem. E o homem,
ele vem para se servir desse mundo. Então é como se a humanidade fosse uma criação exclusiva, que Deus criou a humanidade para prosperar e deu a terra para ele. Então tudo centralizava-se. A terra e o homem foi criado por Deus. Então a gente tem que agradecer a esse Deus, a nossa vida, a nossa existência e que a Terra então ela serve para isso, para alimentar o homem, porque Deus fez isso. Ele proporcionou isso ao ser humano. Quando vem a ideia de que a Terra não é o centro, que existe inclusive outros planetas e não somente
a Terra, que o centro é o Sol e que ele é muito maior que a Terra. Opa, calma aí. A exclusividade que Deus fez. E ainda vem e fala assim: "Mas a Terra não é plana?" Não, ela é redonda. Opa, mas Calma aí que tudo que a gente disse até agora não pode ser desdito dessa forma. Tanto que o Galileu tive que teve que ir à praça pública para falar que o que ele descobriu era mentira para ele não ser morto. E aí ele é exilado e continua produzindo seus trabalhos com maestria. Então a revolução
científica, que foi essa virada do geocentrismo pro heliocentrismo, tirou o poder da Igreja Católica, Apostólica Romana de ser a única que podia explicar e justificar Tudo que existia no mundo. Então agora a gente vai usar a ciência, a observação, a experimentação, os métodos para chegar a verdades e explicar o mundo no qual a gente vive. E conhecendo o mundo que a gente vive, entendendo como a natureza funciona, você vai perceber que as folhas da árvore caem e Deus não tem nada a ver com isso. Lembra daquela frase? Nemhuma folha de uma árvore cai se Deus
não permitir. Daí vem a biologia e fala: "Não, você tem um negócio que é Aceiva e fotossíntese e e nutriente. Se não tiver, ela morre, vai cair, né? Então, inclusive ela não vai perpetuar, porque chega uma hora que ela vai cair. É uma condição da natureza. Ou seja, Deus não tem nada a ver com isso. Isso vai transformar a vida da humanidade, que é o que vai deixar os seres humanos ali sem chão, que é o que ele coloca ali no na segunda metade, mais ou menos, quando ele tá explicando as características da revolução científica.
Então ele coloca aqui, ó, que nesse momento da revolução científica, né, o homem perdeu o seu lugar no mundo ou perdeu o próprio mundo em que ele vivia. Por que que ele perdeu o mundo que ele vivia? Porque a referência que ele tinha do que era certo deixou de ser. E agora então novos conceitos, novos atributos fundamentais vão surgir e aqueles que viviam naquele contexto, naquela fé, naquela crença, de repente ficaram perdidos. É isso que o texto tá trazendo A respeito da revolução científica. Aí a gente tem que assinalar quais dessas afirmativas estão de acordo
aí com a a pergunta lá é, né, a respeito desta revolução, qual o quais são as afirmativas corretas? Então, a respeito desta revolução, vamos ver aqui a primeira alternativa afirmativa que diz que esta revolução causou, vou pegar a caneta, esta revolução causou a, ih, já tava com a caneta, a destruição da ideia greco-romana e Cristã de cosmos. Isto é, do mundo como ordem fixa, segundo hierarquias de perfeição. E em seu lugar surgiu um universo infinito, aberto no tempo e no espaço sem fim e sem limite. Essa afirmativa tá correta, tá? É exatamente isso. A ideia
greco-romana, a ideia do cosmos, que tudo foi feito ali, o ser humano girava em torno disso, né? tudo girava em torno do ser humano e de repente o a Terra não é um, tem outros, é infinito que a gente tem a partir do Que, né, olha pro céu e não tem limites. Então essa assim estamos agora sozinhos nesse grande universo, sem uma ordem fixa que nos assegure de tudo ser perfeito. Uma outra coisa, uma que é interessante, quando Galileu vê a lua, ele fala que inclusive a lua não era perfeita e que tinha crateras. Isso
foi um choque, porque as pessoas vem uma lua lisa, linda e perfeita, e ele fala: "Não, ela é toda cheia de buraco". Não. Então, assim, tudo que tinha de ordem, De perfeição, de repente passa a ser desconstruído. Isso vai abalar ali a humanidade nesse contexto, tá? Então, a afirmativa um não está correta, ou melhor, está correta. A gente assinala ela aí como correta. A afirmativa dois diz que o espaço heterogêneo e hierarquizado dos lugares naturais da física aristotélica tomista foi substituído pela ideia de um espaço homogêneo, mensurável, calculável e sem valores. Essa afirmativa não tá
Correta, né? Ó, o espaço heterogêneo diferente, hierarquizado dos lugares naturais da física aristotélica e até existia de alguma forma, mas nem nem tanta heterogeneoridade, tá? Foi substituído pela ideia de um espaço homogêneo. Dá para dizer que a revolução científica trouxe uma coisa onde tudo é igual, que dá para medir, que dá para calcular e que não tem valor, não, né? Então essa afirmativa não está correta. A afirmativa três diz que esta revolução Possibilitou a distinção entre os sensíveis próprios e os sensíveis comuns e a valorização dos sensíveis próprios como qualidades objetivas das coisas a serem
estudadas pela nova ciência. Essa afirmativa já faz mais sentido, ó. O que que seria sensíveis comuns e sensíveis próprios? A gente pode entender aqui que quando ele coloca a valorização dos sensíveis próprios como qualidades objetivas das coisas, eh, sensíveis próprias, que que é sensíveis? Tudo que O sentido pode captar, né? Então, a qualidade das coisas, o fogo é quente, por exemplo, é um sensível próprio. Eh, se a gente pensa no porninho aquecendo, é um sensível comum. a gente us tirou a propriedade do fogo, a gente conseguiu energia elétrica e a gente conseguiu eh reproduzir, né,
por meio de uma mecânica, de um mecanismo, de um instrumento algo. Então, quando a ciência vem, ela revoluciona aquilo que é próprio, nasceu assim, né? Eh, é uma Condição da própria coisa, tipo o fogo, a lua, ela não tem brilho, né? a lua não tem luz própria. E aí a ciência entendeu isso. Então, a valorização disso como qualidade dos objetos das coisas a serem estudadas agora por essa nova ciência, que sempre que tem uma revolução existe o surgimento de uma nova ciência. A revolução científica promove então o surgimento dessa nova ciência que parte agora de
experimentação, de cálculo, de observação, de repetição e assim vai. Então, a afirmativa três tá correta. A afirmativa quatro diz que com a revolução científica moderna é dada maior importância ao papel desempenhado pela observação pura, não controlada. Isso não é verdade. Ela é controlada e pela experiência na construção das teorias científicas. Isso é verdade. A especulação metafísica da ciência aristotélica dá lugar à associação de ideias por meio da experiência sensível sem nenhum norteamento a priori. Isso Também é mentira, não é verdade? Porque é a partir da revolução científica que vai nascer pela primeira vez o método
científico. Então onde as experiências passam a ser controladas. Então existe a observação. Essa observação não é pura. Ela pode usar um telescópio, ela pode usar mecanismos, ferramentas. Ela é acontece em momentos e ambientes controlados. A experiência é fundamental e a especulação metafísica do Aristóteles, ela vai sair de jogo, Porque agora a metafísica é aquilo que busca a essência. E eles não tão buscando essência, eles estão buscando evidência, provas do mundo concreto, né, por meio da experiência sensível com um norteamento a priori, que é, por exemplo, repetição. Então, a gente tem aqui como um dos fundadores
do método científico Francis Bacon. O Francis Bacon, ele vai falar do método indutivo. O que que é o método indutivo? Ele vai dizer só os sentidos e a observação não São suficientes para conhecer. A gente precisa primeiro observar, observei a natureza, vou dar um exemplo ali. Observei a natureza. Aí eu vou perceber nessa natureza o que que se assemelha, aquilo que acontece com a recorrência. Então, por exemplo, eu observo que a folha da árvore cai, que o fruto da árvore cai, que as coisas que estão na natureza, elas tendem a cair, né? E aí caindo,
então, eh, eu vou perceber que isto acontece em todos os lugares. Eu Vou levantar uma hipótese, opa, parece que as coisas tendem a cair quando elas estão suspensas. Então, levantei essa hipótese e o que que eu vou fazer agora? Eu vou verificar como eu vou colocar essa hipótese em experimentação e eu vou experimentar em várias condições. A experiência tem que ser replicada em vários cenários, em várias situações, com vários objetos diferentes, sendo solto e caindo. E aí sim eu vou elaborar agora a minha teoria científica. Depois De observar, criar uma hipótese, experimentar, replicar o experimento
e concluir aquilo que o todo esse processo trouxe. Então o que o Descart fazia lá com o método da dúvida vai ser também fundamental junto com o método do Finances Bacon, que é a indução. Então tudo isso faz parte do contexto da revolução científica. Então, existe um norteamento a partir do século X7. Ele vai começar a ser construído e vai existir controle da experiência para que Ela não fuja daquilo que se busca. Então, a afirmativa quatro não tá correta. A única correta é a um e a do e o nosso gabarito, então, é a letra
A, tá? Um e dois, não, desculpa, a1 e a tr. OK? Espero que tenha entendido aí. Se ficou com alguma dúvida, não fique na dúvida, pode perguntar. Tá bom. E aí, gente, tudo certo? Olha, é uma questão tranquila. Eu acredito, eu espero que tenha sido. Se não foi, já diz aí. Mas eu acho que Mesmo que não tenha sido tranquila num primeiro momento, acho que toda a explicação foi uma boa revisão aí do que é a revolução, do que foi a revolução científica e a relevância que ela tem. Então, a gente pode citar aí nomes
como Copérnico, Galileu, depois vem o Newton e mas nesse tempo ainda a gente tem o Francis Bacon e o Renê Decart. Eles estão todos ali no século X7 falando de que é preciso rigor, é preciso metodologia, é preciso melhorar essas Condições. Então é isso que a gente precisa dizer. Agora, continuando essa linha, eu quero questões que vê sendo muito cobradas, tá? Eh, sobre método, método científico e o que que é dedução, o que que é indução, a lógica. Então eu trouxe agora duas questões. A primeira vai pedir o que que é um raciocínio lógico indutivo
e a segunda vai falar de um raciocínio lógico dedutivo. E eu sempre digo que é muito importante a gente saber diferenciar o que que é Indução do que que é dedução, porque são duas coisas diferentes e eu diria que opostas. Inclusive, o processo eh vai acabar chegando em alguma conclusão, tanto o método do indutivo quanto método dedutivo, mas eles são bem diferentes. Vocês sabem diferença entre indução e dedução? Então, a gente tem que pensar sempre que a dedução ela parte de um ponto particular e a partir de experiências ela vai chegar a uma conclusão geral.
A indução é isso. A Dedução, ela vai partir dessa conclusão geral aqui para poder chegar num ponto particular, tá? Então a indução cria a teoria e lei científica. Ela descria não, ela descobre a teoria e a lei científica, a lei da natureza, enquanto que a partir da descoberta dessa lei da natureza, a gente agora pode prever os acontecimentos partindo daquela regra geral. Então essas duas questões é só pra gente dar uma treinadinha. O Enem o ano passado colocou questões sobre Método indutivo na na primeira prova que é regular para todo mundo, também colocou no Enem
PPL, ou seja, a segunda aplicação do Enem que teve para outras pessoas também incluiu questões do método indutivo e tinha mais de uma questão na primeira prova que trabalhava a epistemologia dentro dessa questão do processo científico. Então, o método indutivo é um método que a ciência, né, usa ou usou por muito tempo e que foi colocado Como prática ali a partir do Francis Bacon, da revolução científica. Então, vamos resolver aqui essa questão. E a questão é simples, você tem que apontar o que que é um raciocínio lógico indutivo entre as cinco alternativas. Então, vamos lá.
Vamos de questão. Aqui temos uma questão que trata do método indutivo, ou seja, a gente tem que ler as cinco afirmativas e encontrar qual delas está falando ou caracteriza o raciocínio lógico Indutivo. Aqui você precisa dominar o que que é indução. Vamos lendo as alternativas e assim eu já vou esclarecendo. Então, presta atenção aqui nessa alternativa. Deixa eu pegar aqui. Não, a caneta. Vamos ficar com a caneta porque já tá tudo, não tem texto para grifal. Identifique o contexto abaixo que caracteriza o raciocínio lógico indutivo. Primeiro diz que a juíza Mara Celeste da Cruz defende
a realização de Um seminário, pois acredita que será a melhor forma de envolver todos. B. Após ter almoçado todos os dias no decorrer de um ano no restaurante Bom Gosto SA, o motorista Mário Gomes afirma que esse estabelecimento não é de boa qualidade. C. Estela conheceu a escola Paulo de Jesus e ficou apaixonada por ela no mesmo dia. D. Célia não votou na não votou nas eleições, afirmando que todos os candidatos calçam 40, ou seja, são todos iguais. E letra E diz que estes alunos votaram no presidente, já que pertencem a ao seu partido. E
aí, qual afirmativa tem uma conclusão, né, chega num resultado que vem de um raciocínio indutivo? na letra A, quando ele fala que a juíza defende a realização de um seminário, eu defendo o seminário porque eu acho que ele é bom eh para todo mundo. Aqui não existe uma relação de indução. Porque o que que é indução? O método indutivo ou o método da indução é aquele onde a Partir de experiências particulares, eu vou perceber que existe uma repetição e com isso eu vou chegar a uma conclusão geral. Então, a letra B diz que apó ter
almoçado todos os dias no decorrer de um ano no restaurante Bom Gosto, ele concluiu que não é de boa qualidade. Então o fulano, ele almoçou no restaurante Bom Gosto todos os dias durante um ano para concluir que a comida não era boa. Ou seja, ele comeu uma vez, achou ruim, mas ele foi de novo E não achou boa. Achou de novo e de novo e de novo e de novo. Depois de um ano, ele falou: "Não, ela não é boa nunca, ela não é de boa qualidade". Ponto. Então, não foi uma vez, não foram duas
vezes, foram várias vezes, foi um ano almoçando no mesmo lugar para chegar no resultado. A ciência era assim, ela precisa, então assim, eu tenho uma hipótese, eu acho que boldo ajuda na no no estômago. Você tá com dor de estômago, você vai tomar chá de boldo. Ótimo. Aí eu tomei chá de boldo e fiquei boa. Nossa, é verdade. Isso aqui é milagre. Não, eu vou tomar chá de boldo hoje que eu tô com dor de estômago. Aí eu tive 10 dores de estômago ao longo de um mês. Eu tomei 10 vezes, funcionou 10 vezes. Aí
eu vou dar pra vizinha que tá com dor de estômago, ela tomou 10 vezes e ficou bem. Então aí depois de muitas pessoas experimentando chá de boldo diante de circunstâncias, pessoas diferentes, circunstâncias diferentes, Vai se concluir então que o boldo de fato é bom para quando a gente tá com desconforto no estômago. Então eu preciso dessa experimentação, dessa repetição a longo prazo da replicação para poder concluir algo que esteja verdadeiro usando o raciocínio lógico indutivo, porque eu ainda não tenho uma verdade para buscar e encontrar. Eu vou ser. Então, por isso que eu sou induzido
a acreditar. Depois de um ano, eu levo, eu sou levado a crer que aquilo vai se Repetir sempre. Então, a letra B é a nossa alternativa lógica indutiva aqui, tá? A letra C eh, vai falar que a Estela conheceu a escola e ficou apaixonada, ou seja, uma única experiência, um único dia conheceu uma escola e falou: "Nossa, é a melhor escola do mundo". Isso é analogia. Não dá para concluir que porque eu conheci e gostei, aquilo necessariamente vai ser bom. A letra D fala que eh o fulano não votou nessas a Célia não votou nas
eleições porque todo Mundo é igual, não tem nenhum tipo de indução nisso. Isso inclusive é uma comparação, é uma conclusão generalista, porque ela não conhece todos os candidatos, ela não sabe como eles são. Ah, mas ela pode supor, pode imaginar. Hipótese não é verdade. Hipótese é o que começa pra gente poder caminhar paraa pesquisa. Então, a letra D tá errada e a letra E também seria por uma afinidade, né, e não por um raciocínio lógico assim, ah, ele é do meu partido, então Eu voto nele para presidente. Então, não teve um critério de ele é
bom, ele é justo, a proposta é segura. É uma questão de afinidade, não de lógica. Então, a letra B é a única alternativa correta aqui, OK? Então, o método indutivo se caracteriza por um processo que sai de um apontamento particular, você vai ampliando essa essa replicação e chega numa conclusão ali que vai ser generalista, universal, uma teoria, uma lei científica. Espero que tenha Entendido. Se ficou com dúvida, não fique na dúvida, pode perguntar, tá bom? E aí agora, gente, o contrário, porque se a indução é do particular pro geral, a dedução é do geral pro
particular, ou seja, eu já tenho uma premissa maior, eu já tenho uma afirmação que eu posso confiar, eu já tenho uma lei que eu posso acreditar e aí eu vou concluir alguma coisa, deduzir alguma coisa. A gente só pode deduzir algo particular de uma afirmação Que seja verdadeira, que a gente já tem essa constatação. Então, vamos resolver essa questão. Vamos de questão aqui. A questão fala para identificar qual dos textos abaixos, do contexto abaixo, vai trazer, caracterizar um raciocínio lógico dedutivo. Então, a dedução, ela sempre vai partir de uma premissa maior, de uma afirmação universal,
generalista, de uma lei para concluir alguma coisa particular. Vamos ver qual alternativa Traz essa essa esse ponto de vista aí da lógica, né? Então, a letra A diz que Antônio adquiriu uma geladeira da marca Hoofer. Então, o Antônio adquiriu uma geladeira da marca Hooper, porque sua colega tinha uma geladeira idêntica que era muito resistente, prática e confiável. Isso aqui é analogia e não lógica, né? Porque o Antônio, a fulana tem uma geladeira roofer e ela é boa, eu vou comprar uma geladeira roofer que vai ser boa também. Essa comparação, eh, ela não é um raciocínio
lógico dedutivo, ela vai por afinidade, ela vai por analogia. Então, a letra A não trata da lógica dedutiva aqui, tá? Então, a gente elimina a letra A. A letra B diz que Raimundo escolheu estudar na Universidade S eh, João Del Rei, já que todos os seus colegas estudavam nesta universidade. Essa Maria vai com as outras, critério nenhum, né? Se todo mundo estuda lá, eu também vou, né? Então não é correto isso. Não é não É um raciocínio lógico. Ele não usou aquilo que é bom para ele, aquilo que vai significar um futuro de qualidade. E
a qualidade do ensino daquela universidade, do curso que ele deseja, ele simplesmente foi na onda de todo mundo levado pelo rebanho. Então a letra B também não tá correta porque não teve nenhum tipo de reflexão ou raciocínio para tomar essa decisão. Senão, onde meus parceiros estão, eu estarei. A letra C diz que os torcedores vibraram Com a vitória do Brasil, já que são brasileiros. Aqui a gente já tem uma conclusão, né? Então assim, se eu sou brasileiro, né, quando o Brasil ganho, eu vibro com a vitória do Brasil. Esta já tem um raciocínio mais lógico
aqui, né? Os torcedores vibraram com a vitória do Brasil. Por quê? Porque são brasileiros. Faz sentido? Vamos ver se é essa. Na minha escola, João gosta de cinema e ainda mais André, Pedro, Mário, Wellington, enfim, na minha escola todos Gostam de cinema. Isso é indução, né? Eu quando eu afirmo que todos gostam de cinema, porque o João gosta, o André gosta, o Pedro gosta, o Mário gosta, o Witon gosta, assim, parece que todo mundo gosta de cinema. Aí é uma conclusão por por método indutivo. E a letra E diz que Asa Branca é o título
de uma música do cantor Luiz Gonzaga. Portanto, Asa Branca é sucesso. Eh, essa afirmativa também não dá para garantir. A C é a que vai estar mais Próxima, apesar de não trazer nenhuma conclusão, nenhuma afirmativa generalista. Quando a gente pensa numa lógica, no raciocínio lógico dedutivo, é aquele clássico do Aristóteles que diz assim: "Todo ser humano é mortal". Sócrates é ser humano, logo Sócrates é mortal. Então eu tenho aquela premissa maior, todo ser humano, né? Aí eu tenho uma premissa menor, particular. O Sócrates é um ser humano. E aí eu concluo então que se todo
mundo morre, o Sócrates também vai morrer. Agora, eh, torcedores, os torcedores vibraram com a vitória do Brasil. Por que que eles vibraram? Porque eles são brasileiros. Então, é lógico que eles iam vibrar com a torcida do com a vitória do Brasil. Essa lógica dedutiva é a que tá mais próxima do que se pede a questão. Ainda assim, eu ficaria na dúvida aqui, mas a gente olha para as outras quatro alternativas. elas não são lógica dedutiva. Então não pode, em nenhum Momento concluir que a A, B, D ou E possa est dentro do campo da lógica
dedutiva. Portanto, a C é o que vai te restar. Essa resposta para mim, ela veio muito mais por um critério de eliminação das outras estarem incorretas do que a C está correta, visto que a lógica dedutiva trabalha sempre com uma premissa maior, uma menor e uma conclusão. A premissa maior é que são brasileiros, a premissa menor é vibram então pelo Brasil, né? Aí teria que ter A maior pensando os brasileiros torcem pelo Brasil, o Brasil ganhou, os brasileiros então vibraram, tá? Então seria mais ou menos isso. Então a letra T vai tá a mais próxima
da lógica dedutiva aí. OK? Espero que tenha entendido. Se ficou com alguma dúvida, não fique na dúvida. Pode perguntar, tá bom? E aí, pessoal, tudo bem? Agora essa questão aqui, eu não vou nem colocar vinheta, que essa questão já tem Vídeo no banco de questões aqui do nosso eh do do CATJ de vestibulares aqui do nosso banco de questões. a gente grava que as nossas maratonas de questões são para revisar conteúdo, para, né, ajudar a galera aí a gabaritar as matérias no vestibular e também pra gente ir alimentando o nosso banco de questões com vídeos
em todas as questões que vocês encontram lá. Então aqui é uma questão que muita gente errou, mas muita, muita, Muita, muita, o critério, né, o nível de erro dessa questão foi muito grande por falta de interpretação do enunciado. Tanto que eu nem coloquei o enunciado aqui, eu vou colocar daqui a pouco para que a gente possa fazer uma leitura aqui do texto primeiro. Ah, mas Gabi, vocês tem que falar que primeiro a gente tem que ler o enunciado, o comando da questão para depois ler o texto. Sim, eu sempre falo, mas aqui a gente não
tá para resolver só essa questão. Eu tô Aqui para elucidar e trazer um exemplo do que você precisa prestar atenção quando você tem um comando de questão que talvez não seja tão eh evidente quanto você gostaria e conseguir fazer uma leitura também direcionada, né, eh correta do texto. Então, o que acontece é que essa questão ela vai trazer duas perguntas. Ela vai falar da dúvida metódica do Aristóteles e da dúvida proposta aqui no texto. E você tem que explicar a diferença da dúvida do Decart E da dúvida proposta aqui no texto, tá? Como que essa
questão se apresentou? E é aqui que todo mundo veio com a dúvida. A questão se apresentou dessa forma, em destaque, é o que a gente precisa de fato entender do comando. Ela diz assim, ó, no que diz, não, deixa eu colocar aqui, no que a dúvida metódica de Decarte presente no discurso do método, diferencia-se do método de dúvida caracterizado Por Tatiana Rock no seu texto, que chama O negacionismo no poder e empregado. Então esse esse método de dúvida que ela vai caracterizar, que é empregado pelos negacionistas climáticos. Então presta atenção. Você tem que falar qual
é a diferença da dúvida metódica e qual é a diferença da dúvida que a Tatiana Rock coloca no texto dela, que é usada pelos negacionistas climáticos. Essa é a pergunta. Os negacionistas da Ciência. O que a gente tem aqui é um texto que ela traz a autora e traz o nome do texto. Ó, Tatiana Rock, o negacionismo no poder. Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política? Lembra que é importante ler a fonte? Aqui a gente tem metade da resposta. Presta atenção. Como que a gente pode enfrentar o ceticismo que atinge
a ciência e a política? E aí agora a gente vai ler o texto. Só Que presta atenção que muita gente quando responde essa questão se equivoca onde? Em colocar que a ideia colocada sobre o ceticismo é porque a Tatiana Rock ela traz algumas. Vamos ler o texto para eu explicar melhor aqui o conceito. O texto começa assim, ó. Deixa eu pegar aqui a marca texto. A maior riqueza da ciência não são as certezas produzidas ao fim do processo da investigação, mas o modo qualificado de tratar dúvidas durante esse processo. Então, Tatiana Roque tá falando, a
riqueza da ciência não é somente onde ela chega, ou seja, a certeza que ela produziu, mas é o processo de investigação. E esse processo ele vem a partir da dúvida. Então eu vejo uma coisa, eu levanto uma hipótese, eu suponho, eu imagino que seja assim que ela funciona. Vamos ver se é assim mesmo. Então eu não tenho certeza. A dúvida é o que vai me mover durante esse processo investigativo. Aí ele coloca, Ela vai explicar o que que é ser cético aqui, ó. Ser cético é o que exige de todo cientista. O que que ela
tá entendendo como cético aqui? O cético é aquele que duvida. É, opa, oxe, que isso? É, apertei o botãozinho da caneta. É aquele que duvida, tá? O cético é aquele que duvida, que não acredita. Quando a gente pensa na palavra ceticismo, é aquele que não confia numa verdade absoluta, aquele que não confia numa verdade definitiva, é aquele que Aprecia mais o processo do que o lugar onde ele chegou, porque esse processo de investigação é enriquecedor, traz vários conhecimentos, informações e chegou lá na conclusão. E uma das coisas que a gente sabe hoje é que a
ciência ela não é uma verdade inabalável e absoluta e eterna. A ciência é a explicação que a gente tem pro mundo agora. A partir dos instrumentos e ferramentas que nós temos hoje, nós temos a ciência, né, chegando a conclusões. Essa conclusão é eterna e Nunca ninguém mais vai desconstruir, não. Do mesmo jeito que quando o Newton vai falar da da teoria mecânica do universo e não, o Einstein depois vai descobrir que a relatividade, a física quântica tá ali no meio também, que o que o Newton descobriu é válido, funciona pra nossa órbita terrestre, saiu dela,
é outro, é outra coisa. Então assim, ele não desconstruiu o que Newton disse, eh, totalmente, mas o que o Newton descobriu já não é válido em Outro campo, né? E o Einstein aí ocupou esse lugar. Outra pessoa, outro cientista pode vir e conseguir quebrar um paradigma, romper e trazer uma nova explicação para explicações que já existiam. Então, a dúvida, o processo de não acreditar que aquilo é eterno e para sempre é uma condição de todo cientista. Então, chegamos nessa conclusão, ótimo, é o que a gente tem de pronto agora, né? Daqui a pouco a gente
tem que testar de novo, daqui um tempo a gente tem que Questionar isso. Então, a dúvida é pertence ao processo científico, OK? Por isso, agora observa, ceticismo, entre aspas, é um termo desvirtuado para designar os negacionistas. Então ela tá dizendo que quando olham para quem nega ciência, chamam eles de céticos. Ah, falar assim: "Esse povo é tudo cético, não acredita em nada. Ele é um ceticista". Aí ela vai falar: "A ciência precisa reivindicar esse termo, porque Esteticismo não é uma dúvida do negacionismo aleatória, né? reivindicá-los. Incertezas, perguntas, problemas e questões em aberto são matériapra pra
ciência e podem ser usadas para valorizar o ceticismo. E quando usa o termo que um negacionista é cético, calma aí, você tá tirando o papel do cientista que é cético dentro daquilo que é de fato ser cético. é não confiar de pronto nas informações, mas partir pro processo de investigação, de Elucidação, experimentação para chegar numa conclusão. Então, o seticismo pertence ao campo da ciência. A pergunta então é: no que a dúvida metódica do Decart, e aí eu grifei em azul, o que você tinha que ler essencialmente no que a dúvida metódica do Decart diferencia-se da
dúvida que os negacionistas usam. Ponto. Essa é a pergunta. As respostas são assim, 90% das respostas pro Decarte, o método Da dúvida é explica corretamente, né? Duvidar para chegar num conhecimento que seja seguro. Enquanto Tatiana Roque, ela acredita que a aí explica nada. Aí em regra as pessoas se confundem criticando o ceticismo, ela não é a favor. Um monte de gente coloca que ela fala que o ceticismo ele tá mais preocupado com o caminho do que com o fim. Só que era para falar o que é o ceticismo para os negacionistas. Então essa Questão uma
questão simples, é uma questão de interpretação de texto, só que interpretar o texto e nem o comando da pergunta. Então, não sei o que vocês pensam sobre essa questão, o que que você entendeu na pergunta, o que que você entendeu quando leu o texto, mas eu preciso que vocês fiquem muito atentos, porque é uma questão que pode te colocar lá na frente ou pode te derrubar, tá? Então, a resposta seria mais ou menos essa, né? Só pra gente finalizar. A dúvida metódica do Decart é o quê? É uma estratégia racional, né? Não é uma dúvida
aleatória, é uma estratégia racional provisória. Descart suspende todas as crenças que podem ser que possam ser questionadas para encontrar uma base indubitável do conhecimento, pensamento, cito, ou seja, a dúvida usada como instrumento de investigação para chegar a um fundamento seguro e universal. Por outro lado, os negacionistas climáticos utilizam a Dúvida de forma deturpada e desonesta. Em vez de qualificar a investigação, eles exploram incertezas pontuais para desacreditar consensos científicos que já estão estabelecidos. Então, um terraplanista, por exemplo, que fala que a Terra é plana, sendo que a gente tem 50.000 cientistas comprovando que a Terra não
plana, inclusive redonda, parece que era meio oval, né? E ainda assim com números, dados, com tudo. E tem quem não acredita. Tem quem não Acredita no na crise climática que a gente tá vivendo. Ah, isso aí é o povo inventando para enganar a gente. Aí vão falar de teoria de conspiração, ou seja, vão usar a investigações que são totalmente viajadas para justificar o que a ciência já provou. Então o cético negacionista, ele duvida por duvidar, ele duvida da evidência, ele não tem o mesmo critério e rigor que o Decart tinha quando aplicava o método da
dúvida. Então, a o que a Tatiana tá Dizendo aqui no texto dela, a Tatiana Rock tá falando, a gente precisa resgatar o termo ceticismo que estão usando de forma equivocada. Esse povo doido aí que duvida por duvidar tão falando que é cético, mas não. O cético é uma postura importantíssima e fundamental pro desenvolvimento conhecimento. Então era isso e as pessoas não compreenderam essa pergunta e eu precisava trazer ela paraa gente poder elucidar, tá? Então é sobre isso. Quando você tiver um comando que ficou confuso, um texto que parecia fácil, risca, grifa aquilo que você consegue
ter de evidência que tá perguntando, reformula essa pergunta na sua cabeça para não escrever besteira. Então é assim, a correção dessa questão, todo mundo acerta a parte um com facilidade e todo mundo vai falar o que ela disse aqui no começo, ó. a maior riqueza da ciência. E aí o cético é o que tem que ter todo cientista. Reproduz esta Primeira parte do texto sem ter entendido que não é o que ela pensa sobre a dúvida, é o que ela pensa sobre como o ceticismo usa a dúvida para negar ciência, tá? Então é sobre isso.
Eu queria deixar claro que a quantidade de erros que eu vi nessa questão me chamou atenção e eu quis trazer ela pra gente poder resolver. OK? Eu espero que vocês tenham entendido. Espero que a gente tenha, né, contribuído aí hoje paraa evolução dos seus estudos, para uma Revisão de filosofia. Trabalhamos conceitos e filósofos extremamente relevantes. E na terça-feira estaremos aqui de novo reunidos em nome da filosofia para poder resolver mais questões. Sempre falo para vocês, se tiver algum tema, alguma universidade em específico que gostaria que eu trabalhasse, manda aí para mim no chat. Pode entrar
aqui no Instagram da profilofando.com.gabi e mandar lá. Pode mandar no fórum de Dúvidas que eu atendo vocês, porque eu tô aqui exatamente pra gente poder revisar conteúdo da prova que você vai fazer. Então, se tiver algum vestibular aí em mente, né, eu sempre resolvo questões de vários vestibulares, sempre lembrando aí de como o Enem pode cobrar essas questões, mas nem sempre são só questões do Enem, mas estamos aqui para revisar filosofia de todas as formas. Então, se tiver alguma dica, palpite, pode ficar à vontade que eu tô aqui, tá Bom? Então, ótima semana para vocês.
Fiquem bem. Final de semana, fiquem bem e se precisar de alguma coisa, pode me chamar, tá bom? Um beijinho e até a próxima. [Música] G do [Música]