a política externa ou a política comercial ela o interesse dela o objetivo era não tá no esteiro né o interesse está no com relação à sociedade brasileira sobre brasília precisa ganhar com a política externa com a política comercial [Música] [Música] olá o canal 1 brasil em parceria com o ibmec são paulo e com a fecomércio são paulo realiza hoje mais uma importante conversa sobre os rumos do nosso país vamos conversar sobre o brasil eo mundo desafio nas relações internacionais mais especificamente sobre o campo econômico e contamos com o privilégio da presença de dois especialistas no
assunto o professor alberto fire coordenador geral do grupo de análise de conjuntura internacional da usp e o professor josé luiz niemeyer coordenador de graduação de relações internacionais do ibmec rio de janeiro queria inicialmente agradecer a presença dos dois é e por questões absolutamente em ordem alfabética alberto que imagina que na chamada você era o primeiro né número um sempre número 1 sem a chamada senhora chamada bom isso é mais polêmico mas ouvir a tua opinião e depois o do josé luis sobre qual deve ser a agenda do brasil o plano externo e com ênfase na
economia para o próximo governo bom nossa agenda deve ser uma agenda de continuidade e de aprofundamento explicou rapidamente do que eu quero falar continuidade no sentido de que é a nossa dinâmica de exportações calcada hoje em commodities é uma vantagem é uma vantagem comparativa e competitiva do brasil há quem diga que commodity são uma coisa ruim porque elas representam produtos de baixo valor agregado uma relação de dependência com economias mais desenvolvidas o modelo strat vista não é bem assim o valor agregado da soja e da cana de açúcar no minério de ferro do petróleo é
o valor agregado a montante ea jusante do processo produtivo é tecnologia embarcada na semente de soja é a tecnologia do pré sal é a tecnologia das minas da vale do rio doce então nestes campos nesses setores em que nós temos essas vantagens comparativas e competitivas temos que continuar investindo em ciência e tecnologia como fizemos ao longo de décadas então aí os exemplos dos parques tecnológicos da petrobras a embrapa todo o sistema de pesquisa e inovação no agronegócio brasileiro igualmente na capacidade corporativa empresarial brasileira e aí eu quero sublinhar algo que nós perdemos no passado recente
e que era um elemento da nossa expansão externa e que nós podemos e devemos recuperar hoje que é exatamente essa projeção do empresariado brasileiro infelizmente devido a problemas de gestão corporativa de corrupção falando termos francos nós perdemos muito dessa capacidade que desenvolvemos por duas décadas eu diria com as construtoras brasileiras é que fizeram todo um processo de expansão externa com apurou a petrobrás então a recuperação dessa nossa capacidade de penetração no mundo por meio do empresariado é algo que nós agora precisamos realizar e aí eu acho que o agronegócio volta a ter um papel fundamental
no agronegócio que é hoje um setor completamente privado eu diria é é capital privado é livre liv negócio enfim é um empreendimento livre que faz com que nós temos essa união de milhares centenas de milhares milhões de produtores rurais brasileiros e que entregam para nós essa enorme pauta exportadora que nos rendeu um superávit uma boa parte do agronegócio de 67 bilhões de dólares no ano passado e continua a ser um fator da nossa inserção estratégica no mundo segurança alimentar segurança hídrica segurança mental para o mundo então continuar a rota da expansão desses produtos mas aumentar
o papel corporativo do brasil no mundo zé luís eu repetiria pergunta para você mas morrendo de curiosidade de ouvir sua opinião sobre o tema das commodities até porque falar em continuidade é hoje uma certa realidade no cenário brasileiro alguém que defende é a continuidade de algo embora eu acho que a posição do alberto parece absolutamente é lógica e sustentável mas continuidade é uma palavra que frequenta com pouca intensidade o debate político de hoje por favor da luz para começar já me queria primeiro agradecer o convite de um brasil que aliás um nome muito interessante esse
nome em brasília pois gostaria até de trabalhar com vocês aqui mas esse número foi muito bacana o nome um brasil é que agradecer o ibmec rio a condenação do bebê que me convidou para sonhar e queria te agradecer também e principalmente agradecer aqui eu podia estar conversando com alberto fayfi meu colega de universidade de são paulo e eu sou um migrante né a 14 anos eu saí de são paulo e fui morar no rio de janeiro pra poder organizar o curso de relações internacionais no rio de janeiro então me considero um migrante cheguei hoje aqui
e estou muito feliz aqui com vocês poder inclusive encontrar o fire o brasil é um país com muitas contradições essas contradições vão permanecer por muito tempo é claro que o agronegócio é uma área que eu tenho uma proximidade muito grande agronegócio é muito importante até porque não sei se você sabe nós usamos em torno de 8% das nossas terras agriculturáveis 8% só do território não acreditava na década de 70 para cá o brasil se transformou em um grande produtor com relação a produtos de origem agrícola e animal de todos os produtos até mel hoje produzido
por exemplo anunciará o brasil é um grande produtor mas sim um grande porto já d frango de soja de milho e de algodão algodão chegando inclusive às fronteiras agrícolas onde antes não chegava de carne bovina suína no brasil é um grande produtor de tudo agora as contradições existem porque o brasil também é um grande produtor de automóveis exportador de automóveis no brasil um grande produtores e poderia melhorar mas é um produto importante linha branca e os estados unidos por exemplo foi mencionado no último na última conversa com o professor zhang sanear as quais são os
novos os outros mercados que o brasil deveria manter aprofundar brasil tem que retomar sua linha de importação dos estados unidos principalmente de produtos semi-industrializados então eu acho que as contradições são essas aí os brasileiros aqui presença mas então não dá pra fazer tudo né não dá pra fazer tudo mas a gente também não pode esquecer mesmo pensando em vantagens comparativas com relação ao negócio e mesmo a exportar para sua exportação de minério e outros a gente não pode esquecer que já atingimos nos últimos 60 anos também uma uma capacidade importante no setor industrial no setor
dos industrializados mesmo setor serviços que o brasil deveria ser também acho que uma agenda do próximo governo brasil deveria cada vez mais pensar mas seria muito difícil de mensurar a exportação de serviços o brasil deveria aquilo que ele produz aquele serviço começar cada vez mais a colocar isso como na sua pauta como elemento estratégico da pauta de importação mas o meu amigo vai tem toda a razão o agronegócio é impressionante a continuidade é importante a gente ter continuidade principalmente quando se fala de política externa de política comercial está se falando deveria estar falando de política
do estado então é normal que haja continuidade os governos deveriam assim assim perceber agora a questão já é que se você analisar todos inclusive e inclusive posicionar que às vezes tem um discurso confuso com relação a sua agenda liberal todos os candidatos têm fora o candidato do novo amuleto todos os outros têm o estado comum como elemento central da sua agenda o seu programa de governo mas por que vocês estejam sendo feitos agora mas o estado será ainda o grande agente o grande agente logístico do desenvolvimento no próximo governo e como o bessa luís eu
falo isso é muito bacana porque no agronegócio nós não precisamos do estado lançou tanque mencionou que falta saída para o pacífico a chegar à paz está sendo construída pela corporação corporação andina de fomento uma entidade que junto de 10 estão construindo bota só 150km de uma estradinha que passa pelo peru vai pelo rio madeira envolve uma logística complicada multimodal mas logo logo nós vamos conseguir chegar no pacífico exportar também pelo pacífico principalmente na nossa produção do centro oeste e do nordeste que ela não exportar a produção agrícola e pecuário nordeste tem crescido muito por exemplo
em alagoas uma barbaridade que tem crescido e quando a gente conseguir chegar no pacífico nós vamos é não pode ser quebrado e cultura norte americana mas o dado não ter problemas que nunca agricultura e subsidiado do papel do estado é muito forte então brasil eu concordo com o fato a gente tem do ponto de vista econômico focar a agenda do agronegócio mas aí tem uma outra contradição que é o nosso mercado interno nosso mercado interno é muito poderoso qualquer aumento de renda per capta no brasil esse quadro é conseguir viabilizar a exportação você tem que
direcionar grande parte da produção para o mercado interno então outra questão que a gente vai ter que pensar isso tem a ver muito com preços internacionais para onde vai o mercado mas é o agronegócio é uma agenda interessante principalmente que não vai precisar tanto da ação do estado que hoje tem problemas de caixa agendas no agronegócio bacanas e alberto se a gente ampliar um pouco a percepção e falar sobre como aumentar o fluxo do comércio exterior brasileiro indo além do agronegócio quais medidas o brasil deveria precisaria tomar para que a gente pudesse ter uma participação
mais relevante nesse cenário internacional a gente olha só pelos dados de comércio brasil hoje deve ser responsável por algo como 1,3 1,4 por cento do comércio global nessa humanos exportações e importações que correspondem a mais ou menos 25 por cento do nosso pib é mais ou menos o que ocorre nos estados unidos neodi grau de abertura da economia americana que a economia muito aberta mas é aberta em termos de volume termo judá relação com o pib é com o produto interno americano não é tão grande assim o grande problema é que os estados unidos têm
a vantagem de contar com uma rede de corporações transnacionais que faz é justamente a exportação do que neymar indicou e que é o que nós talvez devêssemos focar hoje a exportação de serviços de normal de capital corporativo de gestão e é essa conta essa conta das transações comprova corporativa dessa conta financeira do balanço de serviços é que corresponde ao déficit comercial americano de mercadorias na de bens é que é um pouco uma visão que donald trump que é mudar hoje né donald trump uma abordagem muito mercantilista a clássica olha a relação bilateral de comércio de
um país com outro falou de um défice com você eu não quero ter um déficit com você mas esquece que o superávit ea vantagem comparativa vem exatamente da presença da rede de capital transnacional americana né as idéias no raul a inovação é aí que está a riqueza e aí que está o futuro nesse sentido o brasil tem algo sim a contribuir na sua expansão e acho que não é só pela via comercial a gente pode expandir o comércio de commodities muito por nossa responsabilidade aumentando a nossa produção ea nossa produtividade sem precisar derrubar uma árvore
sequer a gente não tem muita terra que hoje está pouco utilizado que está em pastagens com baixo grau de utilização mas o que a gente pode é expandir para o exterior a nossa capacidade de produção do agronegócio tropical temos toda a américa latina temos toda a áfrica temos faixas da ásia que podem ser beneficiárias desta tecnologia e aí eu acho que a gente encontra no mapa do mundo o interesse desse grande parceiro nosso que é o responsável em boa medida pela nossa pujança exportadora que a china yang explicou rapidamente a china dp ind dessa produção
para sua segurança interna pessoa segurança alimentar indica social um país sem fome é um país pacificado os chineses tem o máximo interesse em terem acesso a alimentos a fibras a energia renovável que tem um problema de poluição também a preços baixos e com um fluxo constante o brasil tem a tecnologia para se tornar esse do ta dor de produtos e de capacidade de entrega que não seja no brasil mas seja na áfrica na américa latina e aí eu acho que a gente se encontra com um grande projeto de inserção estratégica da china no mundo que
é o tal do beltone android que essa rede de infraestrutura física que hoje basicamente se ramifica pela eurásia pelo sudeste asiático mas que já se aproxima da áfrica e fatalmente vai se aproximar da américa latina é completando essa equação e nós é entregando o produto e eles facilitando a logística eu acho que a gente tem um controle de interesses e de lógica econômica que pode nos ajudar a participarmos com mais presença do comércio das transações econômicas globais aproveitando o gancho do alberto zé luís a china eu me lembro eu morei em pequim com o correspondente
da folha de são paulo de 94 97 naquela época a palavra-chave da relação bilateral era parceria estratégica no entanto me parece que essa parceria estratégica nunca saiu do papel sobretudo no que se refere a nós ou seja os chineses olham para nós com uma visão de médio e longo prazo como alberto falou por exemplo a importância da questão alimentar mas será que nós olhamos para a china com a mesma relevância ou com o mesmo grau de atenção que merece essa relação bilateral e sobretudo no campo econômico acho muito desigual a relação brasil china nós importamos
um produto que é soja óleo de soja farelo de soja e ele pode parar de comprar o comércio é importante deixar isso claro conceitualmente comércio é uma ação que começo nem fim roberto faz se começou a falar que já o que é mais importante que comércio e cooperação econômica é muito mais importante o frágil fazendeiro chinês ou fazer o industrial de óleo de soja chinês chegar no brasil aportará investimentos aqui tá pra melhorar nosso a nossa quanta capital nos pagamentos investir aqui e de repente produzir o óleo de soja e o farelo ou produtos na
cadeia alimentar aqui no brasil depois talvez por ter os lugares o que a gente faz por exemplo como eu falei com qual tomov eu acho que está na hora do brasil também não ficar tão dependente com relação à china do seu comércio exterior que o comércio gerou para ele tem ele tem uma agenda mais limitada acho que o brasil tem que melhorar sua agenda de cooperação econômica e isso envolve não só a cadeia por exemplo do agronegócio mas todas as outras cadeias da área industrial da área de serviços que estão ligadas à área do agronegócio
é muito melhor para o brasil em vez de ivete vender soja para a china que a china tivessem do industrializado e exportado a partir do brasil ea partir das nossas fazendas e aí o fai colocou isso envolve logística e esse é um problema e é voltamos à questão do estatuto e da idade do próximo governo mesmo sendo a política é comercial a política é uma política de estado porque o estado o estado como nós conhecemos muito burocratizado ele ele é aquele agente que consegue deveria conseguir minimamente sistematizar a informação pode por exemplo criar um parque
industrial com alguma logística eficiente é acoplada mas aí o problema que envolve ineficiência do estado falta de recurso então é e começa a perceber o brasil muito estático do ponto de vista econômico internacional porque é um país que poderia estar fazendo mais que uma agenda mais complexa e aprofundada mas faz pouco além de fazer pouco comércio 1.2 1.1 do brasil faz só comércio com o brasil poderia também recebendo muito mais investimento direto como eu disse para financiar o balanço de pagamentos e poder melhorar aqui não só no agronegócio mas melhorar as condições de vida não
aumentar consumo gerar emprego e renda para o brasileiro a política externa ou a política comercial ela o interesse dela objetivo ela não está não inteiro né o interesse está no relação à sociedade brasileira será brasília precisa ganhar com a política externa com a política comercial e porque somos estáticos muito estáticos mas por que qual é a origem como explicar e como sair dessa inércia grande de mais uma uma regiões muito muito desenvolvidas e vazios e econômicos sociais e muita desigualdade econômica desigual a desigualdade econômica é uma 11 uma bola de aço nos nossos pés que
impede que o brasil consiga gerar é não só emprego e renda mas consiga gerar também uma sociedade que o que observo o o ambiente internacional de uma outra maneira somos muito autárquicos muito fechados e nós próprios que é ver com o nosso passado escravocrata tem a ver com curso com os regimes autoritários do brasil não só de 64 também o governo getúlio quer ver com alguma postura nacionalista responsável e muito irresponsável teve com muita coisa que eu acho que ficaria até um outro painel que o fire mas eu queria colocar o dedo numa ferida e
ouvir também a opinião de alberto sobre isso nós temos setores do empresariado que temem a abertura ao exterior por conta de uma posição de conforto de comodismo e que temem um ambiente de negócios mais competitivo mais aberto temos mas isso também colocar a culpa no empresariado é muito fácil e nem colocar nem ocupa de neurose dos filhos dos pais os filhos também são culpados próprio neuroses né na verdade não é só do empresariado de tomar uma um contexto interno e dia participação do estado de governo cig eficientes de algumas parcerias estranhas entre o setor privado
eo setor público acho que seja só do empresariado empresariado está pronto pra fazer negócio como no outro painel já estava discutindo agora você precisa travar essa é a saga essa agenda de negócio é e é preciso travar é complexo porque há muitas contradições que eu estou assistindo desde o início muitas contradições que a gente precisa precisa resolver que também dá pra na democracia se resolve tudo devagar nos regimes autoritários e tirânico tenta resolver de uma hora pra outra das democracias à noite zezé democracia e é um é um regime sem clímax né não tem clima
que tem democracia regime um pouco um pouco é ela caminha devagar ela é estranha democracia mas é o que a gente deve continuar vivendo é para a utilizar uma analogia esportivo é o campeonato de pontos corridos e não o campeonato matamá com muitos turnos não entendi qual tenho muito mata-mata democracia nem fim mas alberto porque somos estáticos e como saímos da armadilha é uma questão eu vou pôr outra hipótese na outra linha de interpretação nos um pouco os casos exemplares no mundo pra gente ir cotejá com que o brasil é um pouco decisão de liderança
no estado na concepção moderna é um propositor é um organizador das dos fatores de produção das riquezas da sociedade e é um indicador de rumo é um condutor um condutor democrático não contou despótico não condutor autoritário mas é um condutor o que falta aqui no brasil é essa condução ao mundo é nós assumirmos esse nosso protagonismo que é um protagonismo que eu diria em graus variados nosso protagonismo na bacia do prata é um pouco maior do que o protagonismo na américa do sul por sua vez um pouco mais do que o protagonismo na américa latina
mas é relativamente importante no entanto a nossa capacidade ou não diria nossa capacidade da nossa assertividade nesses planos todos é reduzida em relação ao nosso peso relativo netão falta essa decisão e essa com penetração de assumir mais responsabilidades dentro de uma visão estratégica que incorpora a partir de se assumir as responsabilidades o retorno desses processos né ou a lucratividade desses processos mais adiante explicou mercosul hoje senhores e as senhoras sabe está sendo realizada a cúpula do mercosul é por isso que estamos todos preocupados com o mercosul é o fato que passa à margem da nossa
atenção talvez fosse o caso de se tivéssemos uma liderança um pouco mais assertiva que o brasil sendo responsável por mais de 70% do pib do mercosul soubesse utilizar essa plataforma esse mecanismo de integração regional do tipo aberto no regionalismo aberto foi concebido atrás dos anos 80 e que conseguiu normalizar nossa relação que era razoavelmente intensa com a argentina e que não tínhamos bem equacionado aproveitamento de energético logístico dos rios da região mas não desenvolvemos agendas contemporâneas por mercosul a quem compete a responsabilidade de o fazer é de propor agendas contemporâneas acho que relativamente a mais
o brasil do que esperar que o paraguai mas o paraguai tem um pouco mais talvez contemporânea exato do que o brasil né pouco mais inserido em cadeias regionais e globais de valor abrindo mais a sua economia assim como o uruguai que hoje é um grande participante grande relativamente para um país pequeno mas de cadeias de serviço globais né quem já visitou em montevidéu uma região chamada só na américa sabe do que estou falando tem ali escritório de grandes corporações serviços globais tata sabre diversas outras e nós continuamos com uma postura autárquica em si mesmo nada
a meu juízo e mari porque falta essa determinação de liderança aí sim o estado deveria ter um papel mais assertivo e outra coisa só complementando eu acho que a questão da relação estado empresariado é uma relação que tem que ser um pouco também é qualificada estamos em tratativas para um acordo de cooperação econômica para não utilizar livre comércio que viram um tempo um termo amaldiçoado no jargão internacional com a união européia mercosul união europeia né então se fala que há um problema é no agronegócio o agronegócio mercosulina é mais competitivo que europeus europeus colocando barreiras
engano a grande problemática deste acordo é o regime automotivo e vou dizer os nomes você identificaram quem são os grandes produtores de automóveis no mercosul no brasil volkswagen renovou pejô citroen fiat sua empresa de que países europeus porque essas empresas não são as líderes não levanta a bandeira do livre comércio e falam vamos reduzir a zero a tarifa automotiva de peças de carros entre mercosul e união européia nos integrarmos porque que tem uma lógica que é diferente entre a matriz ea filial pro gerente da filial no brasil da fiat faz muito mais sentido ter uma
proteção com relação à concorrência de automóveis da fiat que venha da itália de qualquer lugar do mundo e ele manter a lucratividade alta que ele tem aqui do que entrar num livre comércio intra corporativo mas falando de mercosul e europeia é uma saída importante para o brasil esse acordo ou a gente está superestimando essa possibilidade de um acordo cuja negociação se arrasta há anos o mercosul até ter uma importância do ponto de vista do comércio mercosul é muito mais um acordo já o político num acordo que foi firmado entre governos amigos e 91 se para
amenizar as tensões da década de 70 e 80 entre brasil e argentina ainda no governo militar na consulta união união bem perfeita na tarifa externa comum do mercosul ele está em negociação a argentina sempre se sempre em tempo o brasil como o brasil quer exportar um determinado produto açúcar por exemplo se um grande produtor tem preço da argentina também disse que a produzir agora é a união europeia por exemplo no agronegócio nosso grande importador mas o o faz sempre razão é é um a um certo desfasamento na jaime além das relações internacionais vocês acham que
gostam desta área do constructo sempre muito indefinido e quase fantasmagórico das relações internacionais mas as relações internacionais ela tem algo é aqui que é que assim muito dela é que nada parece como é as negociações diplomáticas os acordos aquilo que a demanda de um país não é aquela demanda que ele está querendo colocar uma outra demanda isso é muito importante para aqueles que estão pensando a área de relações internacionais do ibmec são paulo agora não dá para a gente fugir do livre comércio não dá para a gente fugir das necessidades que o brasil tem no
livro começa a não dá também para ficar preso com acordos de integração regional que são acordos no mínimo contraditórios brasil hoje o mercosul é mais uma contradição o brasil tem hoje é algo que o prende o prédio aqui na américa do sul que não é a região mais rica do mundo pra se fazer comércio brasil tinha de alguma maneira manter o mercosul e o fato um especialista nesta área e talvez recompor junto com os membros do mercosul uma outra agenda do mercosul para que a gente possa ficar pudesse ficar mais livre para poder melhorar a
usual não por exemplo elas bilaterais que eu também não acho que as relações bilaterais elas adiantam para alguma coisa no mundo como nós estamos vivendo hoje mas deveríamos ter maneiras de negociar e ouvir a mercosul sozinho se isso fosse possível se se desfizesse uma recomposição de 12.1 jurídica do mercosul para a gente tentar ganhar mais eficiência por exemplo com relação a estádios que eu venho aqui afirma estados unidos é um país complicado para nós não tivemos um acordo militar e estranhíssimo nós temos 52 uma projeção de poder norte americano no brasil sim mas do ponto
de vista comercial importantes os efeitos são muito importantes e união europeia acho que vai faltar para o próximo governo é como diz o professor zhang essa discussão se é que mencionou também já de política externa de política comercial até porque vivemos hoje é um pouco triste dizer isso um pouco talvez depressivo mas vivemos tempos de muita concentração e muita competição e muita fragmentação do sistema seja o sistema internacional e se me permite já no sistema interno também vivemos hoje espero que as famílias estejam vivendo isso mas que as empresas as organizações o brasil alguns países
vizinhos e o sistema internacional vive esse tripé nefasto de competição fragmentação e muita contratação nós estamos vivendo então é mais um motivo para o próximo presidente da república discutir muitas questões de comércio porque talvez não tenha nem muito contexto para se aprimorar o fire é trabalha diretamente nessa área na área da cooperação econômica do comércio internacional da aproximação entre os países e faz isso é muito tempo com muita com muita maestria mas é é pessimista é pensar na nossa agenda é econômico internacional seja comércio ea cooperação econômica para o próximo para o próximo governo até
porque as questões internas muito contraídas muito competitivas e muito fragmentada saíra deve pelo menos os dois primeiros anos do próximo manda o próximo governo é serem questões mais hegemônica que as questões internacionais agora olhando do ponto de vista macro e geoeconômico falamos de união europeia os vamos agora falar de américa do sul e américa latina que aliás você trabalha no conselho empresarial trabalhei trabalho no céu é qual é a relevância para nós sobretudo da aliança do pacífico o que ela pode representar o brasil do ponto de vista de um parceiro não só para o brasil
mas para o mercosul a ilha do pacífico um acordo de nova geração não é um acordo de regionalismo super aberto por assim dizer que trabalha com temas que vão além de livre-comércio e acesso a mercados é trabalhar com o tema magia investimentos serviço fluxo de pessoas cooperação tecnológica e é basicamente uma plataforma da inserção desses quatro parceiro chile colômbia peru e méxico qualificada no mundo são países já com rede de acordos bilaterais do modelo anterior é do modelo nos anos 90 2000 bastante espalhados por várias regiões geográficas do chile eo méxico notadamente mas que entenderam
capturaram que o eixo da dinâmica global se transfere do atlântico para o pacífico então usaram esse nome da aliança do pacífico tem se um valor simbólico mas acho que mais importante que tudo é que há criança ensino gerou grande comércio porque geram para países com fluxos comerciais é bem explorados entre si o que ela gerou foi um uma cooperação corporativo mas que tudo né empresas desses países que geram fez o mercado do chile vamos dar um exemplo se um país campeão da abertura vem lá do começo dos anos 80 né com a ditadura de pinochet
com o chicago boys contudo uma abertura do chile ao mundo uma constatação de que o chile não poderia se industrializar porque não tinha mercado interno suficiente é um país de hoje de 17 milhões de pessoas aliás o presidente é um grande empresário bilionário eu acho ele falou que eu vou reduzir tarifa para bem industrializado e vou me especializar em alguns produtos além do cobre que a minha minha exportação natural e assim o chile fez né especializou em vinhos especializado em frutos do mar mais ainda em frutas etc e hoje estamos aí nós por exemplo o
brasil é um grande consumidor de maio falava aqui do mercado doméstico da sociedade tão são paulo talvez seja a cidade no mundo que mais consome sashimi de salmão sashimi e no chile então quer dizer as coisas porém interligadas mas o chile entendeu estrategicamente as possibilidades né da mesma maneira o méxico o peru hoje pelo olhares hoje tem um lado muito interessante ligadas à astronomia há toda uma qualificação nos seus produtos agrícolas né já como produtos preparados já como redes de serviço ea colômbia é um país de 44 milhões de pessoas um país que tem uma
continuidade econômica muito exemplar e que passou por processo de pacificação que se consuma agora mais importante tudo é que esses quatro países se juntam aumentam a escala para as suas corporações locais se internacionalizarem nesses mercados e hoje passam a ser sócios do que se chama do cpp que o cpb a parceria trans pacífico que incorporava estados unidos que era uma frente de resistência ou alternativa à china na bacia do pacífico tranque fala não vou assinar esse acordo o quanto era negociado pronto para entrar em vigor né fala não entro bem os outros 11 netos e
19 couto pt pb - 1 tp 11 hoje cptp falaram vamos continuar são esses quatro japão austrália nova zelândia é ajudar neymar que mais está a tailândia singapura enfim eu esqueço os nomes da finança enfim eles se posicionaram no pacífico brasil não é participante e poderia ser membro observador da aliança do pacífico achou a sugestão que nós fizemos ao governo brasileiro quando estávamos lá na presidência para se tornar um observador da aliança do pacífico e tentar se tornar o observador do cpp hoje é onde está a dinâmica da economia global uma economia que reitero do
ponto de vista do fornecimento de bens primários ainda é baseada em território em dotação de recursos naturais e o brasil tem uma vantagem aí você propôs o governo vocês propuseram ao governo e qual foi a reação dele eu diria que o governo federal tem prioridades contextualizadas e contextualiza weiss durante 2017 governo federal participou a partir de maio de um processo de sobrevivência mas de um processo de proposição e de liderança da nação então essas ambos é e sistemas que são um pouco mais descolados da realidade do curto prazo ficaram relevados a segundo plano né então
a proposta surgida na secretaria de assuntos estratégicos de nós a a pleitear mos a entrada na na aliança do pacífico membro observador ficou relegado a segundo plano mas uma coisa que avançou e acho que pode ser objeto de uma próxima intervenção nossa foi a tentativa de a cessão ao cdr e se podemos falar sobre isso e acho que isso abre toda uma pauta qualificada para o brasil olha só para esclarecer quando é que você trabalhou na secretaria de assuntos estratégicos do governo de maio a janeiro ótimo nem barato a leitura da aliança do pacífico acho
que eu acho que essa também essa essa mania que nós estamos hoje de colocar tudo na conta de trânsito vai estar respondendo a uma ordem internacional contraída fragmentado e competitiva eu muitas vezes horas de aulas são muito mais crítico a obama do que a tramppo acho que toda inferno na terra não estamos vivendo na síria é muito mais culpa da da procura titubeante de obama com relação à síria que necessariamente do do grupo que está no poder hoje na casa branca eu acho que transmitem uma dificuldade essa dificuldade vai ficar muito muito pior e novembro
com as eleições nos estados unidos com os democratas devem imagina vencer tanto tanto na câmara como no senado ela vai se aprofundar essa dificuldade vamos ter uma dificuldade em definir a política interna mercado interno sociedade norte americana e interesses dos estados unidos no ambiente internacional e tem uma dificuldade de perceber isso que eu tinha mencionado antes que só existe política externa política comercial para garantir interesses nacionais ele tem uma grande dificuldade ele vive o sonho de uma noite de verão de achar que o estado pode ser provedor de tudo produtos e serviços processar tudo que
produz e vender para a própria população isso é uma fantasia e deve ter sido vendido a ele inclusive por estrategistas é muito eu vou é muito que teve noção ruim de estados unidos é um país nada moderno país que sempre o senhor se utilizou bem o ambiente externo para poder se desenvolver eu acho que trump ele vai sempre ter essa postura muito de stop go ele vai ele vai administrar algumas questões vai vai vai manter os estados unidos alguns acordos depois as chantagear para tentar mudar outros outros acordos e não vai ter uma postura muito
que tire o uniforme com a nação esses acordos com relação a um acordo pacífico acho que é a mesma coisa ele vai ele vai ele vai tentar negociar conta negociando agora vocês viram na conversa com o líder norte-coreano e vai ver nenhum nenhuma diminuição de de a utilização da produção já jamais um clube que vai fazer ali é uma troca interessante que o preço em área que falou no primeiro bloco é uma troca é dos estados unidos até mais acesso a mercado da coreia do norte mas de uma coreia unificada que está realmente esse é
o cenário esse traçado pelo pelo pentágono e outras agências de março de uma só cor é no futuro isso vai ser fundamental para os estados unidos e países da região então sinto que trump ele faz isso até uma mulher competente porque só que confunde mais as relações internacionais porque a superpotência que pensa essa postura que não é equilíbrio uniforme com relação aos acordos também só para lembrar o que fez o tanque meu colega de bené kila do clio damásio disse que não é que eu não eu tenho uma outra visão é eu tenho impressão que
o tronco percebe o peso do brasil o brasil vai passar agora por mais que a gente não produzia o petróleo que é o mais importante que o petróleo leve nos produtos - leve mais pesado mas o brasil vai ter um papel fundamental apresentando venezuela vai nela não vai se resolver com facilidade o brasil vai ter um papel importante é como fornecedor de energia não é só petróleo o brasil pode ser um grande fornecedor de energia alternativa do mundo eu acho que o vai e vem também pesquisando estudando trabalhando com isso que é o que o
álcool combustível a gente tem que aí sim a gente tem que melhorar nossa capacidade negociação que é muito ruim né é muito ruim porque tem corporativo do mr é do ministério das relações exteriores que interfere nas na disputa nas negociações comerciais privados do brasil intervir de maneira ruim ineficiente mas eu tenho já que pensar que pode ser o grande produtor de energia não é que quando eu vejo um boi quando vejo um um pasto quando vejo um pé de soja pensa energia no personagem o negócio já penso mas a energia que tudo é energia no
brasil pode ser um grande produtor de energia alternativa se nós conseguirmos conseguiram destravar o mercado internacional diante de algo é um absurdo nosso jogo não só que é mais barato comparado norte-americano comparado europeu nós tínhamos que ter uma posição um pouco mais decisiva com relação a isso e aí precisaria de gente de um de um perfil vai negociando porque tem muito corporativismo é muita influência faz sabe disso estava no governo muita influência não vai querer comentar por que estava no governo mas muita influência de mr é da diplomacia brasileira que tenta de alguma maneira manter
quase que um status de ser um dos únicos que podem negociar com relação ao ambiente internacional seja de comércio de política o senhor acha que tem que ser revisto também aliás é uma pergunta pra vocês dois teria sido um dos maiores erros estratégicos do brasil na sua história recente do ponto de vista de e posicionamento internacional abrir mão do potencial brasileiro de ser líder na produção de energia de fogo de energias renováveis fontes de energia alternativas foi mais a maldição do pré sal que nos fez abrir mão dessa opção a maldição não foi só do
pré sal é foi e acho que tem pessoas aí que tomaram decisões equivocadas desenvolveu uma tecnologia que custou para o país é muito dinheiro muito recurso e não soubemos potencializar isso aproveitar isso do ponto de vista externo nem gera econômico já estratégico ainda há tempo de se fazer isso há uns acordos de paris a toda mão é mandatório é que os países adiram à energias renováveis a meta de emissão de carbono normativas internas por exemplo as regulações ambientais da china do méxico de vários países são cada vez mais no sentido de reduzir emissões e o
o o etanol ou enfim os biocombustíveis ajudando muito nesse sentido são também elementos desenvolvimento local geração de emprego tecnologia tetra então sim houve má vamos dizer eu não sei se foi a maldição do pré-sal sã em si na unimar está absolutamente correto o brasil tem uma matriz energética privilegiada mas talvez tenhamos gestores ligados à ao tomar a decisão não tão privilegiada dá pra recuperar o tempo perdido nessa questão energética eu acho que dá mas há uma outra contradição nessa se soubesse que teve petróleo no pré-sal a gente sairia daqui ea cancelar a nossa terra nossa
terapia semanal porque fica todo felizes para sempre impressionante que nós temos de petróleo no pré sal é buscar o petróleo buscamos com a flexibilização agora desde a exploração já estão buscando projeto do senador josé serra não é tão buscando e aí é mais uma contradição é como se fossemos ricos segunda terça quarta quinta e sexta estava nos diversos problemas e voltássemos a gente patina por isso talvez pelas processo de oportunidades pela falta de gestão das oportunidades mas acho que dá eu eu acho que dá para a gente pensar e acho que tem que só são
muitas energias vindas à biomassa mas o o o álcool eu acho que é um projeto interessante pra gente o banco porque ele pode ele pode ser misturado à gasolina ele pode ser um veículo que tem muito a ver com o brasil já que quer fazer cooperação energética energética internacional brasil também não tem que ser o vendedor só ele vender aquilo ou só o produto dele bastard brasil tem que sempre buscar até pela sua fraqueza relativa no sistema o brasil tem sempre buscar essa essa cooperação e na hora que você leva o seu alvo para mistura
na gasolina dos outros e parece muito interessante alberto você levantou a questão do cd recentemente a colômbia se transformou se não me falha a memória no trigésimo sétimo integrante da organização para cooperação e desenvolvimento econômico o terceiro país latino americano depois de chile e méxico o brasil é candidato porque isso é importante é importante considerar é o grande fórum de idéias de políticas públicas de agendas virtuosas do mundo ela congrega é uma organização pouco conhecida mas que foi alçada ao status crescente ao longo das últimas duas décadas e que tem poder de influência tem um
poder normativo do exemplo do contencioso embraer e bombardier em toda a regra de financiamento de exportações foi a regra sedec foi usada como parâmetro para se chegar à decisão que condenou o modelo de financiamento brasileiro mas é cada vez mais a uma organização que reúne governos nacionais mas também outros atores das da sociedade civil e que estabelece pautas que têm influência sobre a nossa vida cotidiana por exemplo corrupção toda a lava jato nasci de uns é um sistema normativo que é concebido no cdr e que pouco a pouco veda a possibilidade de paraísos fiscais floresçam
pelo mundo de que a troca de informações fiscais tributárias bancárias seja mandatório entre os países signatários desses acordos internacionais e que viabilizou no fim das contas a nova jato e vou eu participei do fórum global do cd é semana retrasada em paris e vou dar o exemplo e testemunho perdoe-me esta esta anedota pessoal né mas ali participei de um assistir um painel assim desse tipo com o bosque é o secretário de comércio americano fiquei abismado com a quase que truculência intelectual dele com relação aos europeus dois ou três dias antes de das sobretaxações sobre alumínio
e aço serem implementadas mas assistiu emanuel marcou então se assiste né a dizer a fera e depois o o belo a bela é e marcão falou que atualmente está nos jornais não é segredo pra ninguém de que o sistema multilateral de comércio ameaçado com a debilidade da o mc hoje a organização mundial do comércio precisava da o cd é como um sustentáculo de idéias e proposições para que eles se reestruturasse à luz da lógica econômica comercial atual que é uma lógica produtiva diferente da lógica que fez nascer o mc exeqüente fala de manufatura hoje está
falando mal na futura muito mais tecnologia usada com big data 11 então pra isso eu chamo atenção o papel institucional institucionalista que o cd é passa a adquirir nos últimos tempos e o brasil é um candidato em junho do ano passado apresentou sua carta de candidatura ea candidatura do brasil que é que são seis países candidatos brasil peru e argentina e na europa a romênia bulgária croácia salvo engano mas a candidatura do brasil é barrada hoje pelos estados unidos que temem até com certa fundamentação a presença de um país com o tamanho do brasil né
é um país grande é um país impactante é um país que traz uma densidade própria que pode ser um transformador da dos equilíbrios internos daquela organização se há portanto objeção dos estados unidos dá pra dizer que as nossas chances são nulas de material se der os estados unidos são uma democracia e eventualmente donald trump vai deixar o poder e vai entrar um novo governo ele poderá mudar a sua postura nós teremos como empaer lembrou eleições agora em novembro e evidentemente ele vai querer manter a governabilidade interna e talvez tenha que fazer alguns tipos de ajustes
no entanto na sua agenda doméstica como externa acho que o brasil não subir passar a mensagem não soube vender o seu peixe não soube fazer o trabalho de convencimento em washington do que significa para a governança global e para as oportunidades para as corporações norte americanas o brasil fazer parte do cd é mais culpa do brasil do que nos estados unidos interessante niemayer o protecionismo do governo trama deve tirar o nosso sono acho que não tira o sono não em área também mencionou isso acho que não acho que a gente tem que tocar pra frente
como a gente começou aqui a conversa focando naquilo que a gente tem muita vantagem da polícia de produção processamento e venda que seria o agronegócio e minerais agora vai vai agir numa perspectiva eu tô achando estranho governo trate com relação a alguns países no coração do brasil porque o governo tranqüilo que quebrou uma lógica típica dos republicanos quando estavam no poder os republicanos o poder sempre se preocupam com as relações norte north shopping com relação a alguns países ele tem ele tem buscado intervir em algumas agendas é mais países ao sul na época não necessariamente
só do brasil mas ele tem um olhar meio estranho quero olhar dos democratas também eu acho que vai concordar comigo não adianta muito também do democratas de vencer em novembro o democrata também nos perdoa o perturbou muito com relação a questões de comércio tem uma postura com relação a direitos humanos é preciso específicos é é eles vão eles vão na produção a equipe também nos perturbar um pouco na hora de pedir de importar eu acho que o tranco na verdade ele é não é se preocupar a gente tem é que tentar de algum troco no
campo da política externa só que nem já nem é nossa política externa do governo o governo temer um governo com muito pouca legitimidade é complicado a gente pensar agora o desenvolvimento de uma agenda nova que pude estar no final de mandato mas o governo dilma por exemplo que me perdoem aqui uma via política externa nenhuma política externa venha porque está no palanque era só um palanque interno não havia nem palanque externo para ser desenvolvido o governo no primeiro mandato teve alguma alguma alguma coloração a sua polícia mas depois o segundo também ficou mais do mesmo
ficou muito muito fraquinha política externa acho que discordando também um pouco dos colegas que nos antecederam que é possível sim agora no debate eleitoral se falar um pouco mais de política externa mas falando disso que eu faço aqui estamos discutindo e você já me quer como a política externa seja comercial seja uma política mais aberta nos campos do meio ambiente e cooperação técnica internacional cooperação econômica como a política externa pode trazer pode trazer benefícios à sociedade brasileira assim acho que é possível aliás eu acho que os canais de televisão empresas como como o brasil um
poderia investir mais nisso nem fazer debate sobre isso é claro que não vai buscar o eleitor lá o eleitor mais mas menos informado do ponto de vista de política interna política externa vai buscar um eleitor que na minha opinião vai ser fundamental nas próximas eleições que o eleitor formador de opinião não é esse eleitor vai vai fazer caminhar pra lá pra cá o processo eleitoral porque vai ser uma eleição com mais com o nível de crítica uma visão crítica muito maior então acho que a gente podia ter pensar nisso em discutir mais política externa também
na campanha eleitoral seria interessante e sem dúvida nenhuma o canal 1 brasil contribui para isso nessa parceria com o ibmec e se ele é e com a fecomércio infelizmente a gente se aproxima do final do nosso tempo e eu queria colocar pra vocês pedi uma pequena e rápida reflexão sobre um dos vários aspectos que mobiliza o projeto um brasil que a questão da identidade nossa identidade do brasil a identidade do brasileiro nilmar quem somos nós ainda somos um pouco né gostaria que fôssemos mais misturados eu gostaria sempre falo isso também quando posso conversar com os
meus alunos ou mesmo alguma fala mais formal está na hora da gente é misturar mais o brasil quero ver ou porto alegre o porto o gaúcho mais próximo do mato grossense no destino mais próximo do amazonense o paulista mais próximo só precisa misturar um pouco mais e misturar não só na perspectiva das relações interpessoais que são fundamentais não sabem fazer muito bem isso aqui dentro também fazemos né é um país muito um dia a gente só tem alguma alguma fricção quando a gente joga bola e alguém e alguém faz uma falta mais forte no outro
no outro dia é de outro estado impressionante como o nosso nível de ficção e não acho que as questões de segurança pública são explica por uma outra conversa nossa mas são questões que mostram uma ficção civilizatória não acho que é muito conjuntural e pode ser bem administrado no transcurso de política pública então agora eu gostaria também jaime que nós tivéssemos um homem mais misturado que o brasileiro quase para alguns um homem civilizatório diferente das demais situações também uma uma clivagem de de renda né é importante a gente é diminuir a desigualdade é uma agenda absoluta
pra você que é prevenir porque é muito complicado é sempre você tem que medir desigualdade mas também aproximar mais aqueles que são diferentes talvez eu tenha migrado para o rio de janeiro e 14 anos atrás já porque no rio de janeiro por mais que seja vou falar aqui com muita cor muita delicadeza por mais que tenha uma certa precariedade funcional mas é uma uma cidade decididamente é mais mais é de aproximações e de cortes né e e que projeto aproximações interessantes acho que é só praia não viu ser baixo é só praia acho que o
dia a dia mesmo eu gostaria de ver aqui alberto sua ponderação sobre a nossa identidade a identidade do brasil do ponto de vista internacional naquele onde o ato mas tem um livro do celso lafer com esse título né identidade internacional do brasil que querer competir com o professor celso lafer mas eu creio que uma identidade nossa hoje internacional é identidade ambiental identidade verde o brasil como um grupo power como um fornecedor ao mundo de segurança ambiental segurança hídrica segurança alimentar segurança social que é decorrente destas outras segurança territorial preservando o ecossistema mas enfim eu acho
que isso à luz dos acordos de paris das preocupações internas da china que já são leis na china né de maior rigor ambiental a índia que também começa a ter uma preocupação com isso deixa asiático todos nós temos do ponto de vista estratégico essa identificação é uma identificação de uma potência ambiental que ambiental territorial bem power também uma potência azul ambiental não é com toda a nossa rede fluvial e com a atual amazônia azul que é impressionante plataforma continental marítima que sendo bem explorada é até pré-sal o petróleo é um exemplo que o mundo pelos
estados unidos inclusive de bom manejo de recursos naturais e creio que isso é um legado é uma identidade que nós podemos contribuir para o processo civilizatório global ainda não conseguimos explorar isso acho que o tributo único é uma identidade individualização uma singularidade brasileira não tem país no mundo que reúne esses atributos ambientais esse potencial ambiental amazônia ecossistemas tudo isso começarem a quantificar isso tudo ea sua relação com o mundo nós temos algo a contribuir aí alberto vai ver josé luismar era um privilégio ouvi los muito obrigado pela presença muito obrigado a todos [Aplausos] [Música]