Medo é um sentimento natural que ocorre na gente. O que que te faz pensar que você faria melhor em condições melhores se você não faz o seu melhor nas condições que você tem hoje? E se você não tem um medo real, você cria seus medos. A gente vai falar aqui sobre como ter uma mente forte e corpo forte também. E pra gente falar um pouco sobre esse assunto, estamos aqui com Paulo Mus, que é médico traumatologista e Especialista em medicina esportiva. Se você não percebeu que as suas atitudes elas não estão condizendo com a sua
identidade ou com a sua personalidade, é porque você tá muito mal. Pela primeira vez, estamos aqui com o Guilherme Batilani, que ele é professor, escritor e palestrante, estudioso do comportamento humano. Se existe uma uma coisa em comum em todas as pessoas de sucesso, é que ninguém faz a menor ideia do que tá fazendo. O o Mus inclusive ele vai tá precisando da sua ajuda aí para investir, cara. Ai, cara. Então, a gente precisa trocar umas ajudas aí, cara. Problema maior é quando você não sabe que você precisa de ajuda. Eu sempre digo que é saúde
e felicidade a gente só lembra quando não tem, né? Vocês Vocês estão bem? Vocês estão bem? Saúde mental, físico. [Música] Eu queria já começar perguntando para eles se vocês se consideram ter cabeças E um corpo forte, sabe? Vocês estão vocês, vocês estão bem? Vocês estão bem? saúde mental, física, sairam essa atingiram o ápice do da maestria da saúde. Quer começar, Guilherme? Po, por favor. Olha, eu queria começar com uma frase que você falou, que você falou: "Ah, às vezes a gente não tá tão bem de cabeça assim". Você sabe que a o maior sintoma de
você não estar bem da cabeça não é você sentir que você não tá bem, é você Não notar aquilo que a gente olha em relação a a comportamento. E aí o Guilherme vai explicar isso melhor para nós. Pelo menos na minha visão é se você não percebeu que as suas atitudes elas não estão condizendo com a sua identidade ou com a sua personalidade, é porque você tá muito mal. Quando você é capaz de identificar que as atitudes que você tem tomado, que as decisões que você tem feito, que as coisas ao seu redor estão Fora
de controle de uma forma em que não é o seu normal, não é a norma, aí aí você tá mal. Se você consegue perceber é porque você tá bem, só você só precisa de ajuda para organizar sua vida. A gente tem um problema comportamental, a gente tem um problema organizacional. a gente vive, né, normalmente em situações a gente tem problemas organizacionais. Esses problemas organizacionais você pede ajuda e a coisa resolve. Agora, o problema maior é quando você não sabe Que você precisa de ajuda. Eu sempre digo que é saúde e felicidade a gente só lembra
quando não tem, né? Quando a gente fica infeliz, aí a gente lembra que a felicidade existe. E quando a gente fica doente, aí a gente lembra que a saúde existia. E aí a gente finalmente começa a dar atenção. Mas o que me chama atenção nessa coisa de, ah, você se você está bem, você não está bem, eu acho que existe uma zona cinzenta entre esses dois mundos de Estar bem ou não, porque a tanto a felicidade quanto a autorrealização, quanto a questão física, ela é uma luta diária. Se você se o Paulo parar de treinar
hoje, daqui um mês, ele ele não vai est como ele tá hoje, sem dúvida nenhuma. E a questão da da felicidade, a questão da autorrealização, ela é uma luta diária também. Se você encontra uma profissão que você se sente realizado, por exemplo, você tem que procurar outros desafios, outras formas de chegar À aquela aquela profissão para você continuar se sentindo desafiado e feliz na Então, ele é um processo que vai do primeiro dia ao último dia da sua vida. Se você não tá pensando sobre felicidade, provavelmente você tá muito bem hoje. Eh, mas você tem
que ter plena consciência de que isso vai ser eterno. Você vai ter que cuidar da sua saúde eternamente, vai ter que cuidar da tua família eternamente, vai ter que procurar desafios eternamente para você Eh viver dentro desse ciclo de felicidade e questão física, né? Eu quero falar uma coisa, um favor do que você tá falando, porque as pessoas elas confundem muito como a gente tá na era da informação sem ah nenhum tipo de curadoria, né? Quando a gente fala de felicidade, sou uma coisa meio messiânica, meio, né? Às vezes até hipócrita, né? Você tem que
ser feliz. Mas você sabe que eu eu dou algumas Palestras para empresários pelo Senac, a convite de alguns ah grandes mentores e num momento me deu um estalo e eu fui estudar sobre aquilo que é uma das coisas que pessoa que as pessoas mais perguntam, né? Disciplina, motivação. E o que que eu percebi? Ninguém fazia uma análise científica de disciplina e motivação. E o pessoal falou: "Ah, porque consistência porque e cara, eu sentei um dia, eu falei assim: "Você quer saber? Eu vou estudar esse negócio. Eu fiquei 16 horas na frente do computador levantando um
artigo para procurar o que que era razões ligadas ao nosso comportamento e que dão vazão ao que a gente chama de motivação. E é principalmente entender o que que é consistência e o que que é compromisso. Porque normalmente o que as pessoas falam fal: "Olha, você precisa de motivação para você fazer, você precisa de compromisso para você continuar, você Precisa de consistência para você realizar". E na verdade, nesse dia, eu cheguei a a sei lá, da pobre metanálise, né, das minhas 16 horas de estudo, que parece muita coisa, mas isso não é nada perto de
pessoas como Guilherme que estuda sua vida inteira, né? Mas eu olhei e falei assim: "Cara, tá tudo errado o que existe é você precisa de motivação para você começar alguma coisa e você precisa de compromisso para você terminar isso. O uso da motivação adequada com o compromisso certo", ela gera consistência, que é você fazer assim que você faz, por exemplo, uma faculdade de medicina de 6 anos, né? Você tem a motivação que pode estar ligado ao seu propósito e você tem o seu compromisso que pode estar ligado à sua força interior e a sua necessidade
de determinar as coisas que você fez. Isso gera uma consistência de 6 anos que vai te transformar num aluno de medicina ou Um pós-vestibulando num médico. Pois bem, quando eu tava satisfeito, eu bati com o trabalho de um cara que ele falava assim: "Na verdade, você precisa de felicidade, felicidade tá ligado ao sucesso. Ela é mais importante que a disciplina." E aí, cara, aquilo me pegou e me deu um nó porque eu falei: "Não, pera lá, a coisa realmente não é assim". Qual o argumento dele? O argumento dele era o seguinte, que o sucesso ele
vem para pessoas felizes, porque as pessoas Felizes elas transformam a consistência numa execução satisfatória de suas vidas, enquanto que as pessoas infelizes elas transformam a consistência numa punição. Vou te dar um exemplo. Se você perguntar para um grande campeão do Mis Olímpias, perguntar pro Christian Bumstead, se você olhar a entrevista de caras com esse tipo de mindsetting, ele faz as coisas felizes. Tô treinando, eu tô treinando na minha academia. Ele montou uma academia para ele, ele faz as Coisas dele, ele tá feliz. Se você olhar alguns atletas que tem um físico tão bom quanto dele,
mas não viraram Mister Olímpio, né, eles vão reclamar: "Ai, eu não aguento mais a dieta. Ai, eu tô cansado, ai dói isso." Provavelmente o Crisb Sted, o último Mister Olímpia, né? Mais o último campeão, né? Ele sentiu tudo isso. Ele sentiu dor, ele sentiu fome, ele sentiu cansaço, ele sentiu solidão, mas ele não deixou de ser feliz. Então a busca dele pelo sucesso Tá atrelado, a felicidade que ele tem, que é capaz de manter sua consistência. E aí eu lanço um, talvez pro Guilherme discutir com a gente, né? Será que as pessoas que têm tudo
isso, tem o físico, tem a força, tem as condições financeiras para se manter no esporte, será que elas não conseguiram ser campeões? Porque justamente o que faltou foi felicidade, apesar da consistência que elas tinham? Eu acho que elas encontraram o que o que a gente chama de Flow, né, de fruição pura. Tem um livro muito bom chamado Flow, inclusive fala sobre a psicologia do autodesempenho, onde o autor explica que no momento em que você encontra uma atividade em que ela te gera que te gera desafio e ao mesmo tempo você é capaz de fazer ou
ela não é fácil demais de modo que te geredio. Então, tipo, é o meio campo ali, é o meio termo. Eu sou, eu, eu, eu nasci, eu tenho uma genética privilegiada para pro físicoturismo, eu Tô num num lugar onde as pessoas e praticam esse esporte, eu sou bom e é possível que eu que eu chegue no no topo da colina, né? Eh, a pessoa olhar para esse contexto e falar: "Cara, eh, dá para mim?" Eu acho que aí ela encontra o flow e o processo da felicidade. Porque qual um dos problemas que a gente tem
hoje em dia é que a gente pega a o o ponto de vista do outro e traz pra gente. Então a pessoa o o professor usa muito a expressão do vestibular. Eu fui Professor de cursinho também e, cara, existem pessoas que t uma facilidade eh de memória que é uma coisa realmente impressionante. Eh, eu tive um colega de faculdade, fez fez medicina também e ele aprendeu quatro idiomas sem nunca pisar numa escola de inglês. Ele fez a vida inteira em colégio público e estudando em casa, ele bateu o recorde histórico do vestibular e da Wayen,
que foi a universidade que eu estudei, e não era uma pessoa comum. E eu não posso, como Ser humano, falar: "Vou tentar fazer o que o Bruno fez, porque não não tá dentro da da minha realidade." E então eu peço para as pessoas eh às vezes até saírem um pouco do mundo da internet e procurarem a sua realidade, sabe? O que que você é bom, o que que você sabe fazer, o que que quando você faz você faria de graça. É uma pergunta que eu faço pro meu público, sabe? Eu eu eu Se dinheiro não
fosse problema, o que você faria? [ __ ] pergunta boa. Eu eu fiquei Meses dando aula de graça num colégio público no começo da minha carreira. Isso foi, sei lá, foram pelo menos 800 horas da aula de graça em que eu cheguei à conclusão de que eu faria aquilo o resto da minha vida de graça. E por um acaso, se o dinheiro caísse, estava tudo bem, se não caísse, tava tudo bem também. Então, eh, ao invés da gente se comparar e procurar o que as pessoas são talentosas ou a realidade, o contexto completamente diferente do
delas, olha Para você e fala: "Cara, quais são as minhas facilidades? Qual é o meu contexto? Qual é a minha realidade? o que que eu faria de graça, independente de dinheiro? E aí, querendo ou não, você vai encontrar uma utilidade pública para isso, porque as pessoas precisam de pessoas e às vezes, sei lá, a aula que você pode dar sobre educação física, uma galera vai gostar e você pode ser muito bom nisso, só que você tá procurando para questão de direito, porque o seu Pai era um bom advogado e aí alguém te empurrou que você
deveria fazer direito. Então, acho que encontrar o flow e a felicidade e aí o sucesso é essa proposta. O que que eu sou bom, o que que me desafia, mas eu consigo entregar também, porque você não pode ir longe demais. E aí o tempo, né, professor? Aí não ser imediatista e esperar o tempo fazer parte dele também, né? Vamos botar os caras no sal. Vocês, Lucas Caí, que vocês entrevistaram muita gente aqui, Que obteram muito sucesso na vida. Sim. E eu imagino que vocês ficam prestando atenção em coisas que vão além daquilo que tá no
script. E aí eu pergunto para vocês, vocês acreditam que o sucesso das pessoas que vocês entrevistaram aqui, eles está diretamente ligado a capacidade deles criarem expectativas que estão adequadas à suas possibilidades? Existe alguém que vocês entrevistaram que vocês falam: "Esse cara tá viajando, né? E quem foi o cara Que falou assim: "Puta, esse cara é perfeito, ele tá extremamente alinhado". Ah, é difícil o cara, os caras grandes que deram realmente certo, a gente falar que ele tava viajando. Até quando ele ele fala que, tipo assim, não imaginava, olhando pro story, fala assim: "Cara, era extremamente
factível realmente ele ter esse sucesso." Uma coisa que que a gente até conversa muito em off aqui é parece que a internet é um pouco inimiga da felicidade, porque abrange tanto e e O palco de um parece tão distante do da realidade do outro que só é tipo assim, cara, não é irreal, realmente eu ten eu consegui fazer isso, é irreal, eu consegui minha liberdade financeira, é irreal, eu consegui ter o corpo que o Mzi tem, porque a minha realidade é muito distante. Então, geralmente o cara que senta aí, ele fala da da condição dele,
do sucesso dele e tudo mais, ele não tá viajando mesmo. É tipo assim, é realmente extremamente Factível. Isso que o Hug falou, é tipo dentro da possibilidade ou ao redor dele era era uma realidade aquilo acontecer. Claro que tem um ou outro que tinham feito ou aconteceu um, tava no momento certo, na hora certa, teve um investidor certo no momento certo para conseguir fazer, mas tipo tava tudo tangível dentro da realidade. Não foi um sonho de tipo, o cara tava tinha R$ 1 no bolso e falou assim: "Cara, vou ser bilionário amanhã". Tipo, não, não,
não existe essa História, nunca aceitou esse cara aqui, entendeu? É, eu vejo muito alguns caras que vieram aqui, eh, geralmente são os mais ricos, tá? São os caras de bilhão assim, os caras gostam muito do jogo. Ah, eles amam trabal, entendeu? Eles gostam de viver o negócio. É o que você falou, não é que eles, não é o M Olímpia que, né, assim, o cara tá feliz, entendeu? Não é o cara que é fisiculturista e tá reclamando e tal, Não sei que, pô, é, tá [ __ ] não. O cara gosta muito, ele não, ele
podia estar fora desse jogo há muito tempo, podia estar em casa tomando caipirinha, marguerita o dia inteiro, entendeu? e assistindo TV. Até até um quadro que a gente que tá gravando que é 24 horas que a gente vê muito disso. É, sim. Mas você vê que o que o cara gosta muito, entendeu? Porque não é o jogo do dinheiro, né? Não é só isso, entendeu? Pros caras, dá para ver que o cara Respira esse negócio. Então é dificilmente esse cara não vai ser bem-sucedido nisso, porque na verdade eu acho que se o cara parar, essa
força vital dele some, entendeu? Eu vou eu vou provocar um pouco, trazer uma provocação paraa mesa. Eh, porque eu eu sou do interior do Paraná, eu rodei o Brasil inteiro quando criança, meu pai era caminhoneiro. Então eu conheci de tudo que vocês podem imaginar no Brasil, assim, eu tive um contato, estudei em Colégio Agrícola, então realidade, você dirigiu o caminão do seu pai. Dirigi camião do peg até hoje, cara, precisava manorar, eu vou lá, eu vou lá. Que legal pr caramba. E aí cara eh quando eu vim pra internet, a internet ela é muito recente
na minha vida. Eu tenho três, três, qu anos de internet. Então, tá aqui dentro, para mim é um baita acontecimento na minha vida. Enfim, eh, eu li três livros que mudaram Completamente a minha percepção sobre essa que esse olhar da dos eventos raros, que são as pessoas de sucesso. Eu chamo de evento raro porque esse é o nome, evento raro. Sim. Eh, um chama eh rápido devagar, o outro chama a lógica do cisney negro e o outro chama o andar do bêbado. Já lebeman começou bem. É, já mandamos bem. Muito bem. do acaso, né, que
falamos sobre o acaso. Exatamente. Os três livros, inclusive a a introdução do Andar do Bêbado, tá Muito claro que ele baseou o livro dele em rápido devagar. Tá muito claro. Inclusive o Kenon também escreveu ruído, que também falava dessas análises que a gente tem. Enfim, e o o a lógica do cisney negro, ele fala exatamente sobre isso também. A gente tem um grande hábito e isso é é uma é importante a gente colocar isso na mesa porque a gente tem muita gente que acompanha a gente é o brasileiro real mesmo, aquele cara que levanta, vai
servir café, vai Trabalhar, vai atender as pessoas, enfim. Sim, as pessoas que dão certo em determinados níveis, o peso da sorte ele é mais forte do que o peso do da insistência, da disciplina ou para aí vai, porque existem certos níveis de sucesso que sem sorte é impossível acontecer. Sim. Hum. E em a lógica do sis negro, o o autor explica basicamente que a gente tem o hábito de pegar o futuro, pegar o presente aqui agora e olhar pro passado e construir uma Narrativa linear sobre aquele acontecimento. Aí a gente fala: "Putz, mas o que
que aquela pessoa teve? Disciplina, insistência, tal, tal, tal, tal, tal". Tá, mas boa parte das pessoas até tem um pouquinho de disciplina, insistência. Isso aí não é um padrão clássico do que é sucesso. Só que como a gente é incapaz de ver o que a gente não olha, a gente não olha pro fator sorte. Por exemplo, eu escrevi recentemente um negócio que falava sobre aviação e sobre Eh as nossas vidas. Eh, o Brasil ele é um país muito bom na aviação comercial, princialmente burocrático, mas vocês percebem que aqui praticamente não cai avião. O último avião
que tinha caído foi em 2007 da Tan em Congonhas, que não conseguiu freiar. Uhum. E aí depois agora o avião de cascavel que saiu os nossos. Tudo bem? Que legal. Entra ent aqui. Pode entrar. E aí ó eu já te esc E aí, como você tá bom? Tudo bem? Tudo Bem? Tranquilo. Vem, Thaago. Vai. E aí? E aí? E aí? Como? O M inclusive ele vai est precisando da sua ajuda aí para investir, cara. Ai, cara. Então, a gente precisa trocar umas ajudas aí, cara. Quer quer? Eu tô precisando de umas ajudas também. Não sei
que eu tô querendo saber que remedinhos que eu posso tomar, cara. Falaremos sobre isso. É, não, remédios natural. Coisa, coisa tranquila. Paciente é o médico paciente. Quando Passa na consulta ali, passe flora. E mas vamos falar mesmo depois. Vamos, vamos também. Tá bom. Então é isso, cara. Parabéns aí pelo episódio. Cara, esses caras são muito melhores que eu, cara. Vocês superaram o mestre. Não, não vem, não vem com agora. Sou não vem com essa. O Thaago, ele fica fazendo isso pra gente ficar tomando conta dos conteúdos e aí ele ficar mais tranquilo. Você é bom
para caramba, vai lá melhor que nem fazer uma gravação lá em Goiânia. Meu, mas você é muito melhor que eu. Vai lá, cara. Você pega muito bem no gol. Podia ser o goleiro do time, né? Vai, vai indo. Valeu, galera. Vou gravar agora. Boa noite. Como vai? Eh, sobre a Ah, tá. Sobre a aviação. E aí eu fiz um cálculo meio por cima assim. Eh, a probabilidade da de você ganhar na loteria, a a probabilidade de você estar num avião que que cai no Brasil é 30 32 vezes mais difícil do que você ganha na
loteria. Caramba. Entendeu? É, é pelo menos é muito mais é 32 vezes mais difícil você ganhar, você cair no avião no Brasil do que você ganhar na loteria. E quando a gente pega a caixa preta, a gente pega o contexto de um avião que caiu, a gente tem o hábito de fazer traçar uma linearidade, né? Ah, o piloto dormiu pouco naquele dia, choveu, ah, e o bico de de sensor de gelo da ASA não tava funcionando tão bem. Então a gente traça aquela linha de raciocínio e fala: "Pronto, o acidente Poderia ter sido evitado, pô,
isso aqui é clássico." Só que se a gente pegar esses casos, esses eventos eh errados, né, esses problemas e isolar eles, a gente não decola nenhum avião no Brasil mais. Porque se não subir um avião porque o piloto dormiu pouco, então a gente não sobe avião mais no Brasil. Uhum. Se não subir o avião, porque o o bico do sensor de gelo não tá funcionando tão bem, cara, quantos quantos voos esse avião fez com o bico Do sensor de gelo funcionando mais ou menos. E na aviação eh aviação é privada é pior ainda. O cara
pega a peça do Fusca ali, vai, vamos embora, encaixa ali, se encaixou, sobe. Vamos subir, vamos subir, entendeu? reunião. Vamos fazer aí que tá quando aí a gente faz essa linearidade, fala o o acidente poderia ter sido evitado. Não podia, porque esses erros isolados são erros comuns do dia a dia, entendeu? Se a gente ser e extremamente cético, não, Não decola avião no Brasil mais. Se tiver qualquer problema, então não sobe nenhum avião mais, não tem como. E que conclusão que eu cheguei em relação a isso? Às vezes o mega sucesso, a gente tem o
hábito de traçar a linearidade, falar: "Ah, foi por isso, por isso, por isso, por essa estratégia, por essa estratégia e tal, tal, tal". Só que se a gente pegar as estratégias e isolar elas também são estratégias triviais. É complicado falar isso no Primocast, Né? Tipo, porque aqui a gente tá aqui para falar de estratégias de sucesso, mas às vezes são estratégias triviais. Como um avião se alinha para cair, erros triviais se alinharam para gerar uma tragédia. Acertos triviais se alinharam para gerar um grande sucesso. Tava viajando com com Elô vindo para cá e aí eu
falei para ela, falei: "Amor, 50 milhões de seguidores é um nível de patamar que você precisa de mais sorte do que e talento. Mais agressividade do Que talento. Uhum. 9 milhões de seguidores, você precisa de muita agressividade e talento e muita sorte. As pessoas que têm 10.000 seguidores, se você postar todo dia por 3 anos, você chega a 10.000 seguidores. Mas para você chegar a 1 milhão de seguidores, como eu cheguei, eu falei a média, né? Eu eu tenho pouquíssimas publicações no meu Instagram, eu tenho 1000 publicações e eu tenho 1.200.000 seguidores, ou seja, tenho
quase 9.000. É isso aí. Você tem 9.000. É porque eu e eu é que eu tenho Instagram desde 2012, né? Uhum. Uhum. São 13 anos de Instagram. É. É, o meu Instagram é um adolescente, por isso que às vezes ele é chato. Não, mas também tem a pô, você tá fazendo live diário ainda de na esteira, na na na bicicleta lá, né? Eu faço pelo menos eu faço. Então, é porque toda live que eu faço, eu faço TikTok, YouTube e Instagram ao mesmo tempo. Ah, legal. Ah, entendi. Eu colho o material do pessoal, Pergunta deles
e eu vou respondendo as perguntas deles e eu já não consigo mais fazer diária porque o trabalho apertou muito, muito mesmo. Então, hoje, por exemplo, 6:30 da manhã, eu tava admitindo o paciente no centro cirúrgico para, né? Aí eu dei um tchauzinho pro pessoal, mandei um story, ó, tô aqui operando, por isso que não tem live. final de semana eu tenho viajado para trabalhar e ou então, né, para competir agora automobilismo. Então assim, eu eu Já não tenho mais essa disponibilidade deste horário para para fazer. Hum. Mas para mim nunca foi uma estratégia, para mim
sempre foi uma devolução social do que a minha profissão me demanda, né? Eu entendo que muito daquilo que é a angústia do do da do ser humano é ele desconhecer aquilo que acontece com ele. Uhum. E medicina, cara, é uma coisa que a gente tem que ter pelo menos o acesso a um conhecimento de boa qualidade pras pessoas, porque sabe, é muito difícil Falar isso, mas empreender em medicina não é vender sua sua consulta, né? Eh, tem um termo que eu detesto chamar de paciente de high ticket, né? Por quê? Porque eu sou paciente. Quer
dizer que se eu for passar com o médico, ele vai olhar para mim, vai me chamar de high ticket, eu vou embora na mesma hora. Então o que que ele tá olhando? Não é meu problema, é quanto de dinheiro ele pode tirar de mim. Para mim, essa coisa mais cretina que você pode fazer com o Ser humano é chamar ele de high ticket. Uhum. E isso me dá uma verdadeira ogeriza, porque o que o médico vende, Lucas, é confiança. Como é que você vai confiar num cara que tá querendo tirar o máximo de dinheiro possível
de você? Sim, cara. Sabia que eu nunca tive essa visão do médico, cara. E e no último ano, algumas pessoas já falou isso e hoje eu tenho dificuldade de confiar num médico, Porque eu nunca tive a visão que o médico ele ganhava o dinheiro quando ele, sei lá, você pode, o cara te manda fazer uma cirurgia que você nem precisa, eu já fiz, eu já, eu já fiz uma cirurgia uma vez porque um médico me indicou e eu só confiei 100% que precisava. Até hoje eu não sei se precisava ou não precisava, mas eu nunca
tive muito essa essa visão de tipo assim, cara, eh se um dentista falasse que eu tenho que fazer se lá coisa, eu vou lá e faço. O médico Falou assim: "Não, cara, você precisa fazer esse tratamento". Não, beleza. Ele falou que eu tenho que fazer, vou fazer porque ele tecnicamente conhece muito mais do que eu. Era confiança que a comunidade transmite, né? Tipo, é, mas é tipo assim, nos últimos anos, eu acho que eu vi uma outra pessoa falando nesse jeito que você tá falando e me causou um pouco de, tipo assim, cara, será que
eu posso confiar nesse cara? É, você tem que fazer uns, tem que passar uns três. Acho que se entrar num caso cirúrgico, cara, vou passar uns três, quatro caras, velho. Ou então você, ou então você vai num cara que você realmente confia. Sabe que assim, eu sou médico dos meus pacientes. Bom, eu tenho duas formações, ortopedista, traumatologista e e médico do esporte. Claro que o consultório de clínica da da medicina esportiva, ele acaba tendo um volume maior do que ortopedia. Ninguém se machuca tanto quanto as pessoas são Acompanhadas para cuidar da saúde delas, né, ou
do do que é a eficácia delas, que é um termo que eu uso na clínica, porque desempenho significa que você vai sacrificar alguma coisa. Um atleta tem desempenho, ele sacrifica. Uhum. Ele sacrifica conforto, ele sacrifica horas com a família, ele sacrifica às vezes não ter a formação acadêmica que ele gostaria de ter, ele sacrifica saúde, lógico, sacrifica. Ele tem muito mais lesão. Um atleta tem muito mais lesão do Que uma pessoa que não é atleta. Eu tenho um amigo que é Iron Man e fala que esse nível ele é mais prejudicial do que bom, né?
Cara, a gente a gente gravou dentro do Iron Man e todos os Iron Man falou: "O que eu faço não é saudável". Porque o at porque o nível de desempenho no ser humano realmente não é saudável. Mas vamos voltar para onde a gente tá conversando, né? E desses pacientes, cara, todos os meus pacientes eles me pedem o que é recomendação pros médicos Dele. Então, quando eu envio um paciente para um colega meu em quem eu confio muito, o que que eu tô fazendo, doutor? Transferindo a confiança que esse paciente tem em mim para esse colega.
Uhum. Mas eu confio absolutamente quando eu tive a crise de hérnia na cervical e assim é aqueles é o viés do esporte, né? A gente tá tão acostumado a sentir dor que chega uma hora que você tem uma coisa grave e você não acha que é grave. Eu via meus pacientes com, obviamente, Comérne cervical, né, todos de cama, hospital, liga no meu telefone, Paulo, pelo amor de Deus. E eu tava com três héras cervicais dando aula. Ah, é um torcicolo. Foi por causa do avião que tava ruim. a cadeirinha, né? Não, eu tava com uma
baita compressão gigantesca em três raízes de nervosos, tanto que no dia seguinte eu perdi o movimento da mão, do ombro e do braço. Acabou, eu não consegui escovar o dente. Aí eu liguei pro Vinícius Benites, que é meu meu Amigo, meu neurocirurgião, foi meu colega de residência, né? Ele fez neurocirurgia, eu fiz ortopedia. Beleza? E aí eu falei assim: "Vini, que sai fazer hoje à tarde?" Ele ah, tudo no consultório. Mas é, dá para você me pôr na mesa, cara, porque eu perdi C5, C6 e C7. Eu não tô mexendo o braço, o bíceps, o
tríceps, meu ombro morreu e não tô praticamente escovando o dente. Aí ele, E você tá me falando assim, sossegado, eu falei: "Cara, se eu Ficar apavorado eu tenho dois problemas, zérvor. Não vou ver agora". E assim, só de material, minha cirurgia ficou R$ 96.000. Nossa, só que absolutamente eu confio no Vinícius e cara, de verdade, eu acordei da cirurgia, eu tava tão bem e ele vai detestar que eu vou falar isso. [ __ ] Vinícius, eu vou falar. Eu acordei da cirurgia na terça-feira à tarde, tive Alta, quarta-feira eu descansei, quinta-feira eu atendi, sexta-feira eu
tava operando. De tão bem que eu fiquei, cara. Se eu pegar a minha situação na segunda-feira de manhã, que eu não era capaz de escovar o dente e comparar comigo feliz com quinta-feira no consultório atendendo como se nada tivesse acontecido, eu pagava, eu me endividaria. Eu não vou falar valores, mas eu me endividaria. É isso que custa. Por quê? O sofrimento humano não tem Dinheiro que pague. Por isso que eu acho um crime que acontece na saúde brasileira. É por isso que eu acho um crime quando a gente começa a lidar com coisas que têm
valor de forma a ter preço. Por isso que eu acho um crime o que fazem hoje com os médicos, tirando o prestígio da profissão e por culpa até de alguns médicos transformando isso numa coisa de mercado. E não é, e eu te falo isso porque não sou nem eu que tô falando, né? Em 1963, um cara chamado Kennet falou isso. Ele perguntou para todos os médicos. Ele nem era médico, ele era economista. E aí o Kenet perguntou pros médicos, falou assim: "Que que você vende? Pergunta simples, né? Que que os médicos falaram? Um médico ou
um grupo de médicos falou que vendia o que era a formação dele. Ken no meio falou: "Não, como é que você vai cobrar numa pessoa? Formação médica é mais longa e mais cara que existe e não acaba. Não faz Sentido." Aí um outro falou, aí um outro grupo falava que era: "Ah, a gente vende saúde". Aí ele virava para eles, falou assim: "Ah, é commodity. Agora eu compro 100 saúdes no mercado. Se eu tiver uma gripe, eu uso 20. Se eu tiver, sei lá, uma hepatite, eu uso 90, né? E eu guardo o resto que
sobrar. Aí ele falou assim: "Não, é um estudo de mercado". Ele falou: "Ótimo, então vamos analisar o que que é a profissão de alguns médicos". Então, alguns médicos, né, Eles cobram, sei lá, R$ 10.000 a consulta porque eles estão no hospital X, né? Só que esse mesmo médico, quando ele chega na casa dele, a senhorinha que trabalha para ele como governanta, ela pede, fala para ele que ele tá com dor de cabeça e ele atende por R$ 0, inclusive ele paga. Então o que que você vai fazer? Somar, tirar pela metade, vai cobrar isso da
sua consulta. E aí todos os médicos olharam que que a gente vende? E aí ele falou: "O que você Vende é a confiança. O que torna o seu horário caro não é o tempo que você fica com sua paciente, não é aquilo que você estudou para montar seu consultório, não é a beleza da sua sala ou a obra de arte que você tem na sua clínica. Tão pouco é a sua capacidade de achar que você é capaz de vender saúde para uma pessoa. O que o médico vende é confiança. Então, quando você sai da esfera
da confiança, você não vale nada. E é isso que a gente tem de preservar. A única coisa que o Médico tem é a reputação dele. Então, a forma que a gente lida com isso e como que a gente lida com a nossa profissão e consegue fazer as coisas, né? O que que é o empreendedorismo do médico, por exemplo? É o conhecimento que ele acumula, a experiência que ele desenvolve. Para quê? Para quando alguém tiver uma dúvida assim, ah, eu vou perguntar pro fulano então no caso da rede social, o que que eu queria entregar, né?
Porque todo grande poder Vem uma grande responsabilidade, né? Não é do nome aranha, é Niet, né? Só pra gente contemporizar, né? Fal, eu vi esse nome aranha, né? Famoso Ben, né? Não, não é n, né? Mas e eu acho que eh como eu fiz a minha carreira é uma coisa no meu coração. Lucas Caik, Guilherme, vocês me perdoam a sinceridade, mas eu acordo de manhã, cara, eu falo: "Eu sou foda". Eu não falo para ninguém, eu falo para mim. E eu saio da cama como se eu tivesse dormido 300 horas. Eu posso ter Tido insônio,
eu posso ter dormido 1 hora e meia, posso ter arrebentado, mas pensar aquilo faz bem para mim, porque isso tá na minha alma e eu vou fazer o meu trabalho. E se eu tenho isso, como que você divide isso? Ou como que você exerce isso? Você não consegue eh se exercer plenamente somente com as pessoas que você vê no seu consultório. E aí você tem que ter algum tipo de divisão social. Então eu sempre que posso eu abro minha live e Falo com as pessoas, vamos pôr um custo nisso, né? Se eu fizesse 20 lives
por mês, por exemplo, né? Se somasse hora de consultório, é um investimento de R$ 90.000 que eu faço na minha no meu Instagram, é quanto custa o meu tempo aquilo na naquela situação, sabe? E eh eh é alguma coisa que você põe eh preço, né? Assim, é aquilo que a gente tá falando de preço e valor. Eu faço porque eu dou valor, não porque eu ponho preço. Porque se eu fosse colocar Preço, você tem 90.000 para doar para para sei lá, para quem tá te vendo, para quem muitas vezes tá te ofendendo ou para quem
tá usando o material que você cria para fazer um pedaço, um fragmento do seu vídeo e e fazer um vídeo prejudicando, te prejudicando, né, ou, sei lá, usando sua imagem para fazer alguma coisa que crie uma controversa para ela conseguir escalar a popularidade em cima de você. Óbvio que não. Não vou gastar R$ 90.000 pr alguém Ficar me xingando na internet ou sabe, me ofendendo. Não tem porquê. Mas quando a gente olha o valor, cara, e sabe o que é mais legal, Guilherme? O mais legal é quem mais às vezes eu acho que precisa, chega
a mensagem. Então é o cara do táxi que me trouxe até aqui. Dr. Paul Music, que legal, sabe? é eu chegar no meu prédio e todo o pessoal da da limpeza me conhece, eles me cumprimentam. São as primeiras pessoas que me dão bom dia no meu dia, Sabe? É a galera que você olha, é improvável que essa pessoa cuidaria da própria saúde porque ela não tem realmente os meios econômicos para fazer isso de maneira plena no Brasil. É uma pessoa que não tem condição às vezes de ter um plano de saúde, cara, ela tem um
telefone celular, ela te assiste e leva em conta que você fala. [ __ ] você é referência dessa pessoa, que mais que você quer ser na vida? Eu acho que eu eu também penso muito isso. A, a confiança E o prestígio social são as coisas mais valiosas que tem, cara. E a a gente que tá nesse mundo de internet, principalmente com a questão do dos jogos de de azar, que virou pauta gigantesca, que bom que virou pauta e que bom que acabe logo. É, as pessoas de fato estão tão é se vendendo, vendendo toda a
confiança que às vezes você levou muito tempo para construir, vendendo todo o teu prestígio que você levou muito tempo para construir também por Causa de um dinheiro que, cara, meu, isso aí é sabedoria de avô, dinheiro que vem fácil, vai fácil e você todo, todo aquele trabalho que você teve para conquistar o teu público vai por água baixa no momento em que você divulga um tigrinho. E eu falei isso no na internet recentemente. Falei, cara, quando uma pessoa clica em seguir ali na minha cabeça, ela tá apertando a minha mão e falando: "Eu confio em
você, cara". Perfeitamente. Então você toma muito Cuidado com o que você fala, porque o dado estatístico que você me trazer, eu vou levar pra minha família. O que você falar para eu fazer, eu vou fazer. Então eu não enxergo a com brilho nos olhos de que legal que tem muita gente me acompanhando. Eu enxergo com peso de responsabilidade de responsabilidade gigante de eu tenho que ler mais, trabalhar mais, porque tem muita gente que apertou a minha mão e confiou em mim. Você não acha, Guilherme, que é assim, eu eu raciocínio de uma como se fosse
uma ferramenta, né? O mundo digital trouxe pra gente, por exemplo, possibilidade inescotável de estudo. Cara, hoje eu uso inteligência artificial para estudar e [ __ ] foi uma coisa que eu eu faço um levantamento bibliográfico usando aquele menos que é de lascar. Eu sento para estudar, parece que eu faço uma tese de doutorado assim, fica um negócio fal que que é isso, né? Eu tô fazendo meu doutorado esse ano e Vai ser em e ele é em terapia hormonal no câncer, né? Então, homens, câncer de próstata, terapia com testoron ou não. E a minha professora,
né, que a minha coentadora, às vezes a gente tá falando de algum assunto e e foge, né, porque cara, reunião acadêmica você fala de tudo, né? Aí eu pego, levanto, eu mando para ela, falou: "Paulo, você não mandou uma pesquisa sobre desidratação? Você mandou uma tese de desidratação. Eu, yes, manos, foda." Quer dizer, eh, o Digital é impressionante, mas tá falando para você, eu acho que o digital ele trouxe uma modalidade de amizade que é muito bem estabelecida, né? Como se fosse uma amizade digital. Ele é um amigo digital seu. Quer dizer, aquilo não tem
a pretensão de se realizar e aquele meio é válido, né? Você não acha que é meio que como se fosse a responsabilidade? Você tem com um amigo? Perfeitamente. Acho que até mais, porque o amigo a gente geralmente coloca ele no Grupo do santo de casa não faz milagre. Agora quando ele te vê como referência, para mim eu me sinto ainda mais pesado, porque o cara vai tratar como verdade o que a gente tá falando. Nossa, excelente. É, então para mim eu fico ainda mais pesado, porque de fato com amigo às vezes você dá uma opinião
que eu foi meio tirada da tua cabeça rápido, agora ali não, cara. Ali. Mas eu eu vejo isso com brilho nos olhos porque de fato eh a gente tem hoje a a a Possibilidade de ter amigos que a gente não teria no nosso dia a dia. E como tem muita gente mais periférica que não tem acesso a a esse tipo de conhecimento e a esse tipo de amizade, você ir lá seguir o Paulo Mus e o Gui, os meninos aqui, te aproxima de gente de uma maneira muito melhor, né? Então você pode perfeitamente eh selecionar
um grupo de pessoas que vão falar aquilo que vão te agregar e você seguir isso. Só que ao mesmo tempo eu tenho muito medo dessa Realidade porque e professor por favor vamos aprofundar nisso, porque eu acho que esse dado é muito importante. A gente que tá falando de saúde mental, nunca antes na história da humanidade a gente se comparou tanto. Uhum. Porque a gente nunca teve acesso a essas telas. Perfeito. Então, os meus avós, a comparação que eles tinha com dinheiro era com o os três vizinhos que eles tinham ali no sítio. Perfeito. As comparações
que meu pai tinha na vida Dele era com os três vizinhos e mais dois amigos caminhoneiros. Eh, a gente tá se comparando a realidades bizarras de pessoas que a gente não faz ideia. E como a gente consome aquele conteúdo o dia inteiro, a gente perde a noção do que que é a nossa verdadeira realidade. E é uma coisa que a gente vê muito, cara, principalmente no nosso mercado, porque eu acho que hoje, até mesmo no segmento que vocês estão, o médico que vem da saúde, o Comportamento humano, é uma coisa muito mais inspiradora do que
prejudicial. Por exemplo, pô, a minha terapeuta eu achei lá na internet, vi uns conteúdos dela na internet, mandei mensagem para ela, hoje ela me atende, atende minha mulher e tudo mais. Ela é a última pessoa que você seguiu na internet ultimamente, cara. Ela não, eu só fui impactado, achei interessante o conteúdo, comecei a assistir, mandei mensagem, ela tinha agenda, marquei uma Consulta, foi maravilhoso. Quem foi a última pessoa que você seguiu? A última pessoa que eu segui meu Instagram que tava procurando o nome, cara, foi o Lázaro que a gente vai gravar com ele 24
horas e tem um cortes do Golias, da do professor Raimundo daquela época lá. Eu gosto, eu gostava lembranças do meu pai, lembranças com o meu pai que eu assistia essa série Paulo de Cintura. E aí, i é, mas é é era uma coisa que, tipo assim, a área da saúde Geralmente, por exemplo, eu a Laura, ela nasceu há seis meses atrás, nasceu com PLV, muita cólica e tudo mais. E a gente pesquisando muito sobre o assunto, a gente achou um médico chamado José, especialista em gastro e tudo mais, a gente descobriu que ela tinha pele,
que era só minha mulher parar de consumir lactose de de vác e tudo mais. Bebê ficou bem. Então a área da saúde eu acho que ela vem mais, tipo assim, cara, é ajuda, é mensagem. Agora um pouco da Lado, lado de lifestyle, finanças e tudo mais, eu acho que é o lado que mais ferra com a galera, porque é o lado comparativo das coisas. Não, só não, não. O educador financeiro, o educador financeiro, eu acho que ele tenta, tipo assim, calma gente, não é tudo isso, mas tem um tem um nicho e um lado da
internet que fica muito no comparativo. É um menino de 22 anos que tá lançando o curso e tá com uma Ferrari e tá falando que, tipo assim, dá para ficar Milionário, é o cara que tá com com carro importado, viajando numa lancha, é o cara que tá morando na comunidade, mas tá esbanjando dinheiro, bebendo, todo mundo com uma vida muito mais legal do que a sua, né? Lucas, você vai tomar, você vai tomar a palavra agora. Eu quero que você analise também um caso, porque quando você falou de lifestyle, aproveita e responde isso para mim.
Eu vi hoje um corte falando do Cristiano Ronaldo, que ele é um comportamento que Virou lifestyle e um lifestyle que virou influencer. Quer dizer, ele não é influencer, ele tem um lifestyle que influencia e que ele desbloqueou um mercado de 24 trilhões de dólares. Então você vai me falar se você concorda ou não junto com aquilo que você for falar. Nossa, eu concordo demais, cara, porque ele, eu acho que ele é o o modelo eh é assim, né? Não é não é uma coisa, o Cristiano Ronaldo é aquela coisa, pô, eu acho que ele é
bom, não só por causa do Talento dele, mas por causa da disciplina dele, pelo estilo de vida dele. Pô, o cara o cara tem filho, o cara não não é um cara de noitada, você só vê vídeo dele treinando, você só vê vídeo dele se alimentando bem, você só vê o vídeo dele educando os filhos, você fala assim: "Pô, não tem como esse cara dar errado". Eu acho que o estilo de vida deles, sim, é desbloqueou o mercado gigantesco. Acho virou um lifestyle você fazer academia, não é? E e você seu Modelo, né? Acho que
é um é um sinônimo, né? Se você falar, cara, é igual tipo o Cristiano Ronaldo, entendeu? Para mim é muito mais eh ostentação você ter um uma um abdômen trincado e uma pele bonitona do que você aparecer com um carro hoje. Então você tá falando que é o raciocínio dos dos últimas capas da Forbes. Eu cuido de um cara que saiu na Forbes recentemente e ele virou para mim e cara, um cara muito querido, né? E eu acho que eu não posso falar o nome Dele porque senão ele vai ficar com vergonha. Tá bom. Ele
me falou uma frase que realmente eu não deveria falar o nome dele. Falou assim: "Paulo, eu do meu grupo de empresário, eu sou o único que tem o abdômen trincado." E você sabe o que que os caras falam quando a gente tá nas festas? Que a gente compra o maior? Que prédio a gente constrói o mais alto? Que empresa a gente compra e monta e desmonta e faz o que quer. Mas o abdômen, meu irmão, você tem que fazer Sozinho e o dinheiro não faz para você. Não dá para comprar, né? E que aí a
competição entre os caras é ver o cara que hoje fica mais em forma, né? Estamos falando dos bilionários da Forbes, irmão, né? Os caras que faz mais em forma e que vive mais tempo. Porque o que que um cara que é trilhar ele quer? Ele quer aproveitar isso mais. Como que ele faz isso? Vivendo mais. E como que vive mais? Porque não tem essa essa lojinha para você comprar, né? Sim. Uhum. Exato. Eu ia falar sobre a questão da comparação. Eu vou dar eh o nome aqui. Eu vou dar, como diz o Perini, né? De
César. É o que o que é de César. O Felipe Penoni do que ele é criador de conteúdo em cima. coisa de Instagram. Ele fez um post esses dias que eu achei muito interessante. Ele falou, ele falou muito e e até assim, passando um pouco de e passando um pouco de pano assim, né? A gente às vezes eh vilaniza muito, só o cara que tá mostrando que é Milionário, que tá mostrando poste, não sei o que lá. Mas ele falou assim alguma coisa no sentido de, pô, a gente vai rolando feed a gente vê aí
vê o cara milionário. Aí você falou assim: "Pô, eu acho que eh a felicidade tá em ter um porte e ter uma casa desse tamanho." Aí você roda mais um pouco, aí tá o cara lá no Iron Man. Aí você fala assim: "Não, acho que a felicidade tá em fazer um triatleta." Eu acho que tem que ser, eu acho que eu tenho que ser um Iron Man. Aí você rola mais um pouco. Aí tem um cara lá fazendo um um café da manhã super simples no interior com galo cantando e e a casa super simples.
Ele fala assim: "Não, acho que uma vida simples, cara, é a vida que eu preciso ter." Aí passa mais um outro cara surfando a fala feliz a falar assim: "Não, eu acho que o surf é realmente é o que eu preciso pra minha vida. Esse cara tá muito feliz." Aí você passa um res de um cara que era mega executivo assim, Não, larguei tudo e agora eu cuido de criança na Indonésia. Aí você fala assim, cara, eu acho que a felicidade vai largar tudo mesmo. Isso também aí passa outros cara com família, você fala assim,
não, acho que é família. Aí passou outros cara solteiros, fala assim, não, olha a vida de solteiro, acho que é isso. Ou seja, eh, eu acho que tem tanto essa questão da comparação que a gente vê tanto a vida de todo mundo e e escapou dessa coisa da bolha Do vizinho, do amigo da escola, do cara do trabalho, que você perde a sua referência do que é felicidade para você, né? Posso aproveitar a sua fala? E eu me sinto perdido também nisso, tá? Não tô falando que eu sei a resposta, não. Eu sou um cara
pirata. Eu achei eu achei seu discurso sensacional. E eu quero aproveitar ele para perguntar uma coisa pro Guilherme, porque eu tenho uma sensação quando você falou assim, a gente vilaniza o cara que tira foto do Porsche e da riqueza. Eu tenho a sensação que a rede social ela meio que abriu a porta das casas das pessoas. Então vamos imaginar numa vizinhança, onde o vizinho da primeira casa ele é rasta, então ele dá a festa dele, escuta o reg. O cara da casa do lado, ele já é um cara clássico. Ele gosta de música clássica, minimalista.
O terceiro, nem uma coisa, nem outra. Ele é um marombeiro, gosta de puxar ferro e beleza. Agora imagina que uma Determinada situação todas as portas dessas casas estivessem abertas e que em um determinado momento um cataclismo acontece e cada um tem que correr para um canto e a própria casa tá longe e ele de repente entra na casa dessa pessoa por engano. E ele entra dentro da casa dessa pessoa por engano. E o que que aflora? flora o que é a humanidade dele. O que que é o ser humano? Pelo menos na minha visão, eu
acho que o ser humano ele tem um viés De moralidade aonde ele acha que aquilo que ele pensa, quase como se fosse uma fantasia, é o mais certo e que ele não pode estar errado. Uhum. E que em um determinado momento ele possui a virtude necessária para ele dizer quem está certo, quem tá errado, se isso é de valor ou isso não é. Quando a gente entra naquilo que você falou, pô, o cara que mostra o porche, tá, mas se ele é de uma comunidade, pessoas que fazem isso, qual o problema? Assim como do pessoal
Que é do Rasta, qual o problema? Assim dos marombeiros, qual é o problema, né? E aí a pergunta aí que eu quero trazer para você, Gui, será que a gente abriu a porta de casa de um monte de gente ao mesmo tempo sem tá preparado para ter o discernimento de saber que você vai olhar uma coisa diferente? E será que isso é um processo de amadurecimento ou será que isso não vai acontecer? É eterno, né? É do primeiro ao último dia da sua vida também. A gente tem a Impressão de que autoconhecimento é uma coisa
que você passa lá no psicólogo, faz umas três sessões e fala: "Agora tô pronto", entendeu? Agora, agora tá resolvido, tá? Já sei, já eu tenho, eu tenho que eu preciso, né? É, mas não é, cara, o processo de autoconhecimento. Eu fiz uma, não tem, não tem uma hora que a terapeuta fala assim: "Pronto, você não precisa mais, não precisa voltar. O treinamento está concluído." Eu não tenho mais nada para ensinar para você. Então ou então falou assim, não. Então na realidade assim seu problema você é [ __ ] mesmo. Sim, você é muito chato, cara.
Quando você tá aqui, cara, quando é a sua vez de virar aqui, [ __ ] merda, vai embora, eu te pago. E uma coisa que eu sempre falo, todo mundo acha que tem mais bom senso do que a galera. [Música] Todo mundo acha ninguém fala que não, eu Não tenho bom senso. Eu sou uma pessoa desconexada da realidade. Ninguém acha isso, entendeu? Todo mundo acha que é o dono da virtude e o dono do bom senso. Então isso é um isso é um a gente pode falar que isso no geral é um comportamento humano. Padrão,
padrão. Eu nunca vou conversar com uma pessoa que geralmente a gente se acha mais inteligente do que a gente é, né? As pessoas que estudam muito se acham mais burras do que do que são. Aham. Dan Puro. É show. Esse cara muito bom. Adoro essa. Mas esses dias você fiz um post no meu inst. Ó, o Cloves veio aqui, ele falou que ele era o mais burro da mesa e com certeza ele não era não. O que eles falaram de do Krueger aqui, o que o que mais tem nos nossos comentários é o Krueger falando
que a gente tá p você vocês não sabem nada, mas olha que é eu que sei. Tipo, amigo, a mesa é minha, né? E você que eu achei que era burro, eu casei, eu fiquei com certeza. Fi daqui a pouco vai trazer o FAF, só janta. Eu eu fiz uma pesquisa no meu Insta completamente aleatória assim recentemente. Isso, né? Lá eu tava eu tava pensando quais eram os sons que eu mais gostava de ouvir na vida. Uhum. Olha que curioso. Aí eu lembrei do relcho de cavalo. Eu escuto um relente de cavalo. Eu fico tipo,
ah, a pomba. Eu escuto árvore soprando. Quando eu escuto a minha mãe me chamando para almoçar ou A minha avó pedindo para lavar o pé antes de entrar dentro de casa, quando eu escuto meu avô. E eu comecei a a eu escrevi 15 assim, o o motor de um Scania 11286, que foi o que eu viajei quando eu era criança, e o motor de Harley, enfim, todos esses barulhos foram sons que eu falei: "Tá, o que que eu amo escutar é que remete ao Guilherme da infância ou o Guilherme ser humano de verdade." E a
conclusão que eu cheguei é que nenhum Deles tá associado a dinheiro, velho. Tipo, nenhum deles tá associado a dinheiro. E às vezes a gente entra numa corrida de rato tão grande, achando que a felicidade vai ser o sucesso, achando que a felicidade vai ser a hora que que o que a gente verdadeiramente valoriza, a gente nem sabe. A gente esquece a gente esquece. Isso, cara. Vai lá 10 sons que você mais gosta de ouvir na vida. Ah, eu vou ter que parar e refletir muito pr a car é que Tá. Para mim é óbvio que
pr as pessoas que não trabalham com isso. O primeiro é som de peido, cara. Eu nunca ouvi. Olha, eu só falo o nome, você dá risada, cara. Porque eu Isso nunca aconteceu na minha frente alguma vez e ninguém, tipo, ninguém riu, todo mundo riu. Todo mundo riu. O peo traz felicidade, car. É impressionante. É porque tem uma coisa mesmo trazendo pro lado e mesmo pelo lado financeiro, cara, era aquela coisa de, eu lembro muito disso, o Caik de de 20 anos de idade, eu tenho 30 hoje, tinha um sonho de ganhar R$ 10.000 R por
mês e achou que isso ia zerar a vida dele. Aí corta pro Caik de 28 anos, meio depressivo, triste em casa, com tudo que já sonhou, TV a maior que tinha, videogame, lançamento, ganhando muito mais do que R$ 10.000 e triste, entendeu? Então, tipo assim, para mim é difícil eu eu entender. E tipo assim, cara, o que que é? Eu sempre, eu sempre fico numa busca às vezes, é, hoje eu sou Casado, tenho dois filhos e eu acho que eu tô tô mudando agora, fazendo uma reforma, eu falo assim, cara, não vejo a hora de
mudar porque tudo vai se aquiietar e eu vou sentar no meu sofá com minha Então eu tenho essa é a sensação hoje. Vai acontecer, C, então, mas eu tô nessa minha enganação própria que no apartamento que eu tô morando hoje tá muito apertado e eu tô ansioso para mudar porque preciso de mais espaço, todo mundo vai ficar mais Confortável, todo mundo vai ter um canto e tudo. Então, deixa eu resolver isso em 5 segundos para você. Tem uma frase dessa que tá nessa palestra que eu dou para empresários que fala que quando a gente fala
de felicidade, a felicidade é você deixar de procurar o que gosta para gostar daquilo que você encontrou. Hum. Foi eu posso dar um exemplo recente, por favor, professor. Recentemente eu tava eu tava eh inclusive um amigo meu veio pr para São Paulo fazer uma um fellow em Urologia. Tá terminando. 15 anos de medicina, cara. Começou lá em Maringá. Depois cirurgia, depois urologia e agora fela. O cara não aguenta mais. Aí a gente dividi no apartamento assim, ele falou para mim, ele falou: "Gui, o meu sonho é morar na cidade dos meus pais, porque se eu
morar na cidade dos meus pais, eu vou almoçar com eles todo dia, porra". E eu fiquei com aquilo na cabeça e falei: "IV, você liga pros seus pais todos os dias?" Aí ele: "Não, mano, não Ligo." Eu falei: "Cara, mas o que que te faz pensar que você faria melhor em condições melhores se você não faz o seu melhor nas condições que você tem hoje?" Nossa, sensacional. Se você não liga para seus pais todos os dias com a condição que você tem, tu não vai almoçar com eles todo dia. Você tá criando a ideia da
tua cabeça de um mundo melhor num contexto diferente, porque você é incapaz de fazer o teu melhor no contexto atual. E eu peguei Esse gancho dessa desse dessa narrativa com o Ivan e eu pensei assim: "Cara, se você é incapaz de ser feliz com a realidade que você tá hoje, você também será incapaz de ser de ser feliz numa realidade diferente dessa." Porque às vezes a gente culpa o contexto. Ah, a hora que o apartamento tiver pronto, a hora que tal, cara, se você não consegue ser feliz com o apartamento não pronto, o apartamento pronto
não vai mudar muita coisa. Isso é muito relacionado a físico Também, porque o pessoal fala assim: "Ah, não, quando eu emagrecer, eu vou fazer alguma coisa". para crescer ou então eu vou treinar quando eu der uma secada ou então quando eu tiver maior, eu vou treinar para valer. Não, cara, você não vai. Se você agora não vai. É, sabe? E eu te falo porque eu rompi o manguito, eu rompi 70% do meu manguito e assim tá pendurado, eu não faço supino tem três meses e cara tá tudo certo. Por quê? Porque de alguma forma, em
algum Momento eu aprendi que físico você não treina para você obter, você treina o máximo que você tem com que você tem. Porque se você esperar você obter, não, quando eu chegar não sei o quê. E [ __ ] a hora que eu treinar na Iron, né? Aí eu arrumo, aí vai ficar bom. É a mesma coisa que fala: "Não, quando eu operar eu vou, não, não vou. Se eu não fizer agora com aquilo que eu tenho, não, não vai ser por causa disso que vai que vai mudar". Então, quer dizer, a gente tem Uma
uma visão no no de que lá na frente, né, vai ser vai fazer e e a gente escutava isso no consultório, porque às vezes vinha o paciente e um acompanhante e às vezes o acompanhante não não queria entrar na sala, queria ficar aguardando, tudo bem. E eu lembro que a minha esposa Roberta, ela perguntou uma vez para um para uma para uma moça: "E você, por que que você não aproveita, tá seu marido aí?" "Ah, não, eu vou emagrecer um pouquinho e passar em consulta". Aí a Roberta pensou, mas que sentido tem isso, né? Porque
você tá aqui e você já pode, né? Se você emagrecer, passar em consulta, você vai passar em consulta para quê? Tomar um café, né? Resolvido. Ah, eu eu tô doente e assim, a hora que eu melhorar eu vou no médico, tá tudo certo. Para quê? Para ganhar uma estrelinha, né? Você tá no pré, parabéns. Pode ir pra casa. Exato. Uma bênção, né? alguma coisa do gênero. Olha só, a Logitec é uma grande parceira aqui Do Primocast, tem aparecido em vários episódios e eu sei que você não sabia, mas a Logitec é uma empresa suíça, ou
seja, tem todo um grau de qualidade especial em todos os acessórios, mouse, teclado, fone de ouvido, tem o passe slide, tem também várias soluções pr as empresas, tá? Então você que é empresário, tá assistindo aqui o Primocast, você também pode contratar aí os serviços da Logitec, né, de videoconferência, webcam e tudo mais Para toda a sua empresa, certo? Em resumo, seja para jogar, para trabalhar ou para estudar, os produtos da Logitech são os melhores para você. E eles também prepararam uma condição especial aqui no Primocast, que é o cupom Primocast 15. Você ganha 15% em
todo o site da Logitech Store. É só acessar o QR code ou o link aqui na descrição. Depois me fala se você gostou. Aí você pode também seguir a Logitecinebr para você ficar por dentro de tudo que Tá acontecendo aqui na Logitec Brasil. Tá bom? Mas a o que você falou, eu achei num livro muito bom que eu indico, tipo, todo mundo tem que ler esse livro, cara. Chama Paradoxo da Escolha. Falav senhor? Sim, senhor. Esse cara, esse livro foi escrito em 90 e pouco e aí agora relançado e de novo com mais atualizações, né?
Mais fortos. É, obrigado. Eu não sabia, eu não conseguia falar sobre vontade. O livro falava, ele fala Basicamente que quanto mais, isso aqui vai encaixar muito que você que você tá vendo, Caik, quanto mais opções você tiver, eh, você vai ter uma vida mais confortável, mas esse excesso de opções sempre vai te dar a sensação de que foi insuficiente. Não, para mim ter, quanto mais opção é o pior, hein. Eu agradeço todos os dias por não ter nascido nos Estados Unidos, porque você a única vez que eu precisei no Walmart comprar um Desodorante, eu saí
sem o desodorante, porque tinha tanta marca, graças a Deus, a gente só tem três marcas de ketchup. É, é, você vai, né? Você vai lá na fala assim: "Ah, cara, é óbvio, vou pegar isso aqui, não, você tem 62 fal assim: "Ah, cara, [ __ ] não quero mais nada". Gente comprando café, né? A gente foi comprar café ontem, tinha 17 opções de café. Eu falei, cara, café duplo e café é café, entendeu? Tipo, eu não quero outro café, Cara. Mas no livro do B Schwarz, ele dá uma ele dá um exemplo de um estudo
que foi feito numa numa lojinha de numa quitanda aonde eles colocam geleias. E o que que ele dá? Ele dá um número, ele dá questão de número. Então ele coloca seis geleias, né? E ele dessas seis geleias, né? Você tem uma quantidade limitada de escolha. E aí eles viram que, por exemplo, 30% das pessoas que passavam na na lojinha compravam as geleias, né? mas que esses 30% dessas pessoas que Passavam na lojinha, né, eh, a maioria não via, 70% não via, né? Então eles tiveram a brilhante ideia, vamos colocar 24 geleias. Brilhante ideia, né? Caiu
para 3%. E aí o que que ele analisa? Ele analisa que o paradoxo da escolha, ele tá ligado com o medo do fracasso. E se eu pegar uma que eu não gostar? A sensação de que poderia ter decidido melhor, né? E se eu pegar uma que eu gosto menos do que outra? E se eu gostar mais da outra? E Nessa é exatamente o que você falou do Walmart, você não consegue escolher. Por quê? Porque qual que eu vou escolher? Mas essa daqui pode ser pior que a outra. Quer dizer, caiu a venda de 30 para
3% simplesmente porque você aumentou a quantidade de opção. Se tivesse A e B, ótimo. Quanto tempo você gasta na Netflix para escolher o que você vai assistir? Se alguém assist, né? Mais tempo do que um filme, né, cara? Tem tem tem vez que é eu passo em três Aplicativos até e no final. Ah, vamos assistir aquela série que a gente assistiu 10 vezes. É o que eu faço. Eu tô acho que na 10ma vez que eu assisto Band of Brothers. Faço muito isso. Cara, restaurante tem a mesma coisa. Restaurante tem muito esse erro, né? Restaurante
de cardápio gigante, né? Às vezes é melhor ser um restaurante conhecido pela aquele prato, né? O restaurante que vende a feijoada do do seu melhor ainda, que é o menu do chefe. Você não tem que escolher nada. Men chefe. Isso. Perfeito. Que que mais vende aqui, né? Então é isso que eu quero. É legal que esse livro ele traz uma uma outra análise muito legal também. Que estudo que foi, cara, que que eles fizeram? Tem o estudo da geleia. Ah, tá. Eu eu trago muito isso pro mundo dos relacionamentos hoje em dia, porque de fato
a gente tá vivendo uma patifaria e universalo. Onde o Tinder tá tá na nossa vida, o Instagram Tá o Instagram é o Tinder, né? Vamos chamar o Instagram de Tinder para os solteiros também. E como a gente tem acesso a muitas experiências, ah, lembrei do exemplo, ele dá o exemplo das calças jeans, que ele fala: "Cara, um belo dia eu fui comprar uma calça jeans numa loja e falei: "Moça, eu quero uma calça jeans". Aí a moça falou assim: "Que cor você quer? Qual modelo? Alguma coisa diferente você quer? Que tipo de bolso Ele? Calça
jeans, tipo calça jeans, aquelas que sempre existiram, entendeu? Eu quero uma calça jeans. Aí a moça trouxe umas 20 opções para ele de, de calça. Ele provou as 20 opções e levou uma calça para casa. Cara, a conclusão para mim foi impecável. Eu levei a melhor calça de jeans que eu julguei. Eu tava de fato com uma calça jeans melhor do que a que eu tinha, mas eu me senti mal porque a outra tinha um elastiquinho melhor, a outra tinha um azul um Pouquinho mais escuro que eu gosto, que eu gosto mais, a outra tinha
um elasto. Essa aqui não tem elastano. Quando a gente conhece de tudo e a gente vive emoções de todos os mundos e de todos os lugares, você fica viciado naquelas emoções porque você, o seu paladar não retrocede mais. Então você eh, eu tenho um amigo que brinca com isso, ele fala: "Cara, não conheço a coisa boa. Não conheço a coisa boa". Ou pelo menos seja muito cuidadoso, né? Você entra num Michelã e come o melhor prato de um restaurante, você vai ter problema quando você for comer um dogão. Mas você já chegou a ver, por
exemplo, o trabalho do Dan Gilbert sobre felicidade? Não. Então eu vou te contar. Isso é muito legal. Isso é uma é uma outra análise que eu faço, mas aí meus alunos de pós-graduação, porque cara, médico precisa de cuidado. Ele é um bicho que você precisa pôr no colo, você precisa nutrir de boa informação e Principalmente de comportamento. Ah, o médico, você tem duas coisas importantes na medicina. Você tem os hard skills e os soft skills. Hard skills é pelo que você foi contratado, sua formação, onde você estudou, né, tudo que você estudou. Só que se
você não tiver o soft skills, é a razão pela qual você vai ser demitido, o seu comportamento com seus colegas, com seus pacientes, com a sua equipe. Então tá bom. Então tem esse estudo, tem esse trabalho contratado Pelo seu currículo e demitido pelo seu comportamento, pelo seu comportamento. Exatamente. Total. Então tem esse estudo Dan Gilbert que ele fala sobre a nossa capacidade de criação de felicidade artificial. Uhum. Então o que que ele fez? Ele pegou um grupo de pessoas e ele deu cinco opções de quadro. falou: "Olha, eu tenho esses quadros aqui, né? Você pode
escolher um deles, né? Então, eu quero que você agora escolha o seu quadro, né?" Só que assim, você não pode Trocar. Ah, então tá bom. Então tá. Mas antes de você escolher, eu quero que você ranqueie. Aí o cara coloca primeiro lugar, segundo lugar, terceiro lugar, quarto lugar, quinto lugar. E aí de repente ele escolhe um, ele fala: "Ó, mas esse que você queria, eu não posso te dar. Eu tenho o terceiro e o quarto. Olha a sacanagem. Eu tenho o terceiro e o quarto. Qual você vai querer? Aí o cara, logicamente Escolhi o terceiro,
né? E aí passava o tempo e ele chamava o cara de volta. Ah, olha aqui, eu tenho as quatro. Eu queria que você rerranqueasse para mim o que são as pinturas que você escolheu. Quando o cara ranqueia o primeiro que ele queria, continua o primeiro. Mas sabe o que acontece com o terceiro? ele vira o segundo. Sabe o que acontece com o quarto? ele vira o quinto. Então, a gente também tem uma forma de felicidade artificial, Quase como se fosse uma imunologia do nosso cérebro para nos proteger das atitudes que nós tomamos, fazendo com que
as escolhas que nós fizemos elas pareçam mais certas ao longo do tempo. Então, aquele que eu preferi, que era o terceiro colocado, eu coloco ele na frente do segundo. Ainda que eu tenha gostado mais do segundo na primeira vista, porque eu não pude ter o primeiro. E aquele que eu preteri, eu coloco ele pior do que o Pior de todos, porque eu preteri ele. Então, a gente tem também essa essa essa é essa essa fuga que quando a gente fala: "Ah, eu tô com a cabeça boa, né, ou eu tô com a cabeça ruim". Quando
você não tá com a cabeça boa, esse mecanismo artificial do seu cérebro de proteger daquilo que são os pensamentos intrusivos ou então, né, a a a reverberação dessas ideias na sua cabeça, te incomodando, aquela coisa, aquele turbilhão na tua cabeça antes de Dormir. Cara, se a pessoa não tem isso, isso também é um sintoma de que, né, você nada te satisfaz, alguma coisa tá errada. Eu tenho, puxando o gancho para esse estudo, eu acho que se eu chegasse em qualquer um das pessoas estudadas com um único quadro e falar e falado: "Toma de presente esse
único quadro", a chance dela ser mais feliz e com esse único quadro que ela ganhou do que se ela tivesse opção entre cinco, a chance de Ser mais feliz é maior, porque no momento que você tem outras comparações, você se torna eh existe o risco de você ficar insatisfeito. Não, mas você tá coberto de razão. Ele tem um estudo disso também. Tem também. Então o que que ele fez? Então Dan Gambert ele pegou alunos de Harvard, que são ótimos camundongos, né? E aí ele fez o seguinte: "Olha, a gente vai ter um curso de fotografia,
vocês vão aprender a fazer fotografia". E ele separou em Dois grupos, né? O primeiro grupo, ele falava assim: "Olha, eu preciso de duas fotografias suas e essas duas fotografias, uma você pode ficar com você, a outra ele tem que ficar como documentação do curso, você nunca vai devolver, então você escolhe agora e nunca mais você vai ver." Segundo grupo. Olha, tira duas fotografias. Você vai me dar uma agora, mas eu vou ligar para você e se você quiser trocar, você pode trocar. E o que que ele mediu Depois de um tempo? O nível de satisfação
do sujeito com a fotografia. O grupo que não podia escolher depois de tomada a decisão era muito mais feliz do que o grupo que podia trocar. Então essa é justamente pro relacionamento, cara. Quando você casa sem a opção de divórcio, você fala: "Ou eu aprendo ser feliz com essa pessoa ou eu aprendo ser feliz com essa pessoa". Que é a raiz do relacionamento? Você não casou para brincar? Você casou para você Casou para criar uma coisa, criar uma coisa chamada relacionamento. É exatamente isso. É, se você casa com a opção do divórcio, você não vai
lutar para ser feliz, você vai se divorciar, entendeu? Não, eu eu casei com uma expectativa, minha expectativa era essa. Ele não correspondeu à expectativa, então eu vou pro próximo para ver se o próximo me corresponde a próxima expectativa. Será que é por isso que antigamente a gente via casamentos tão Longevos e hoje não? Com certeza. Meus avós com 63 anos de relacionamento. Eh, meu vô reclama da minha avó até hoje. Eu sou psicólogo do meu vô, mas nunca passou pela cabeça do meu vô largar da minha avó, entendeu? Então o cara falou: "Não, me dá
trabalho, mas é melhor eu ir pro sítio atrás de boi e voltar quando ela tá mais calma do que eu querer largar dela, entendeu? É engraçado, né? Esse pessoal mais antigo, Eles têm um jeito de amar até que é diferente, né? Não é aquela coisa às vezes muito cheia de carinha, é muito mais cara, é um tem um amor ali, né? Que que é diferente cuidado. Nem se os os velos nem se fala mais, mas a mas a a avó tá lá sempre fazendo o almoço dele, dando na na mão dele lá, que ele tá
assistindo o jogo do futebol. não sei o qu e toda vez antes de dormir, ele dá um beijo nela, dá boa noite e dorme. Mas nem conversa direito, vai. Cara, mas o Amor transita. Eu acho que a gente a gente tem a a você sabe, a gente tem que estudar John Lock para saber isso, tá certo? A gente tem que entender o que que é identidade. E nós não somos a mesma pessoa ao longo do tempo, apesar de sermos a mesma pessoa ao longo do tempo. Tem duas duas teorias básicas sobre isso. A teoria do
corpo. Então, se você tá no mesmo corpo, você é a mesma pessoa, né? E a segunda teoria é a teoria da continuidade da memória, né? Então, se você tem uma memória, o grande editor do filme da vida, ele vai lá, faz os cortes para você e você acha que você é a mesma pessoa. Mas sei lá, eu gostava de Spectrin quando eu era moleque. Hoje eu não tenho paciência para assistir 5 minutos, né? É assim como uma série de coisas que eu gostava e eu já não gosto. Quando a gente analisa as coisas por esse
lado, às vezes a gente se obriga a viver determinadas experiências como ah assim tem pedra, né? Tem que ser assim, Porque um grande amigo meu, por exemplo, Gui, ele se ele se martirizava porque ele falou para mim que o sonho da vida dele era fazer psicologia, não porque o meu sonho era fazer psicologia e ele foi para uma outra área e ele foi um cara extremamente bem-sucedido. O cara virou um executivo assim, mas assim de ele entrou no telemarketing de uma empresa multinacional e ele virou tipo vice-presidente, né, cara? De uma empresa multinacional. Uhum. [
__ ] Uhum. Baita, skillful, né? E aí um dia eu perguntei para ele, ele falou assim: "Cara, mas deixa eu te perguntar uma coisa. Quando você tinha 17 anos, que mais que você gostava, né?" "Ah, eu gostava disso, diz: "E você gosta hoje?" Não. "Você gostava de comer coma japonesa?" "Ah, eu detestava e hoje: "Ah, eu adoro." Falei, será que não existe a mínima possibilidade de que você gostaria de ser psicólogo aos 17 e hoje aos 45 você não gostaria? Aí foi meio que um truco assim. Eu não sei se eu devia ter falado isso
para ele, porque ele ficou meio, ele não gostou de ouvir isso, acho que ele era feliz com a com a possibilidade do sofrimento da psicologia. Pois é, ele era feliz com isso. Eu acho que ele tinha esse sofrimento quase como se fosse um animal de estimação, né? Sempre que eu ficar ruim é culpa dessa [ __ ] Mas eu acho, eu eu não sei se isso eu eu chamo de a felicidade da nostalgia que Você acha que você gostava. Exato. É, é tipo, sei lá, tenho duas pequenininhas, né? Fui colocar um desenho que eu adorava
quando eu era criança. Fava: "Nossa, mas que desenho chato, meu Deus do céu". E eu olhava aquilo, eu falei assim: "Caramba, eu amava esse negócio, cara. Pedia pra minha mãe colocar para mim que horas que passava e tudo mais. E hoje é um saco assistir esse negócio. Então, tipo assim, é um pouco dessa coisa nostálgica Assim. Eu já joguei jogos que eu jogava na infância, que eu adorava e eu falei assim: "Nossa, que horroroso, gente, realmente é só pular e pra frente, pular e pra frente, para não tem lógica nenhuma". A minha filha me ensinou
a assistir, por exemplo, o irmão do Jorel. É um dos desenhos mais legais que eu jogi na minha vida. E se eu tivesse visto com a idade dela, eu hoje eu adorei. Irmão do Jorel, cara. Coloca aí, pesquisa como tá vendo, Lucas. Obrigado. Valeu. É muito bom. É um desenho brasileiro, inclusive. É brasileiro. O cara é genial. Eu adoro esse cara. Eu queria conhecer ele, dar um abraço nele, agradecer ele. Falou: "Cara, que massa isso". Tem um tem um vídeo que você soltou até aqui, m, que eu eu queria falar sobre isso, que é eh
como resistir ao cansaço mental, né? Que você colocou aqui até na TAMB, né? a a como aumentar a energia cerebral, porque a gente tá falando muito de felicidade aqui e às Vezes o cara acha que ele tá eh ele tá triste, que ele tá, sei lá, depressivo, tá mal, porque ele sente essa falta de energia, ele sente essa, cara, ele tá sempre cansado, ele tá sempre esgotado. Eu tô me sentindo assim agora, por exemplo, tanto que daqui uma semana aqui eu vou falei assim: "Cara, eu preciso dar uma pausa, vou tirar uma semana". A gente
vai gravar, a gente vai gravar e os caras já estão querendo colocar um monte de coisa. Eu falei: "Cara, tô meio, tô meio esquisito, tô meio sem energia, eu já acordo cansado, tô meio puto, tô tô brigando com todo mundo, cara. Nossa, tô precisando. O que que assim é é possível você aumentar a energia cerebral? O cara se sentir mais, cara, agora tô bem aqui, parece que, né, e tô mais vivo, cara. Eu eu vou eu vou deixar a análise técnica pro Guilherme fazer. Eu vou te falar de um exemplo de vida meu. Eu No
R1 a gente tinha R1 é o primeiro ano de residência de ortopedia, então a gente tá falando de 2005, né, residência de ortopedia na Escola Polícia de Medicina e a ortopedia em qualquer serviço de residência, ela é um serviço meio militar assim, não pode, cara, simplesmente não pode dar nada errado, né? O pedido de material tem que estar um dia antes, a cirurgia tem que entrar 7 da manhã. Por quê? Principalmente a gente tá em hospital público. E no Hospital público, se você não tiver perfeito ou mesmo estando perfeito, corre o risco de dar errado.
Então quando não tá perfeito, a coisa dá muito, muito errado e sempre sobra pro residente. Primeiro ano de residência, a gente tinha 180 plantões, ou seja, estava plantando um dia sim, dia não. Uhum. E cara, eh uma coisa era curiosa, né? A gente passava a graduação de medicina querendo se exercer como médico, querendo ser médico. Era isso Que a gente queria, né? Objetivo, né? E de repente você tá na residência e você consegue o que você queria. E o que acontecia é que era muito comum você trabalhar exausto, né? Não, não tem papo, né? Mas
nesse primeiro ano, o começo foi muito difícil para mim, porque eu comecei pelo pronto socorro. E o pronto socorro ele era o seguinte, 7 às 6 da manhã tinham as visitas que era pros pacientes que iam pra cirurgia às 7 da manhã. Então a rotina era, você Chegava no hospital às 4, passava visita nos pacientes que foram operados no dia anterior, abria todos os curativos, checava, fechava, prescrevia. Aí você passava a visita nos leitos dos pacientes que iam paraa cirurgia, abrir os curativos, deixava aberto, né, para para pro professor passar na visita seis e checava
o pedido de cirurgia e o pedido de material para sete o professor tá operando. Cara, você tá com um cara que é professor da Escola P de Medicina, O cara é tipo um papa. É praticamente. Não tem ele depois Deus depois vai descendo, né? Vai descendo. Aí assim tu isso era o tempo inteiro, né? E como que você saía? Bom, você saía, não era que o plantão acabava às 7, você saía a hora que acabava o trabalho, porque não existia, ah, deu 7 horas, acabou. Não, muitas vezes você tá em cirurgia, se a cirurgia continuou,
você continuou. E quem que leva o paciente para para pra Recuperação pós-anestésico? E quem que faz a admissão do paciente na enfermaria? Quem que prescreve esse paciente na enfermaria e passa a última visita? Então, muitas vezes a gente chegava 4 da manhã e embora tipo 11 da noite sem estar de plantão. Eu tinha, cara, acho surreal em médico, velho. Então, os caras são bizarros mesmo, cara. Eu ia ter morrido. Eu ia trabalhar um dia, morreu. Morreu, velho. Não ia, cara. Você não ia ter morrido. Por quê? Porque você o peso da responsabilidade que você tem
ali faz você se sentir importante. Então, respondendo objetivamente, dando aula e indo pra aula. Guilherme, quantas vezes você não tava quebrado, com humor baixo e você tinha que dar aula e de repente sua energia carregava no meio da aula. Então, eu acho que tudo em eh daquilo que é a nossa energia mental é você lembrar do seu propósito quando você tá fazendo alguma coisa. E o que eu podia fazer ali, o que eu sentia ali às vezes nas sensações de extremo cansaço, eu olhava, falava: "Cara, eu lutei a minha vida para ser médico." Eu saí
de uma cidadezinha do interior, estudei num colégio que não era um colégio para dar formação para vestibular ainda, né? Era um bom colégio, né? Porque era dos bons colégios, porque eles davam formação, né? Hoje os colégios te treinam que nem um bicho amestrado para passar numa Prova, vamos falar a verdade, que eu acho bizarro, né? Quer dizer, acabou, você tem uma molecada hoje que não aprende a pensar, mas tá pronta para matar questão, técnica de decoreba para passar, exatamente, né? E e para mim era uma coisa impensável. A minha mãe pedia pro meu pai, ai
ajuda o Paulinho, se ele precisar pagar uma faculdade para ele fazer medicina. E assim, meu pai, quando eu falei que eu queria fazer medicina, ele falou assim: "Então, eu sou professor, não tenho como te pagar uma faculdade de medicina, você vai ter que passar numa privada, numa numa estadual". E o que que a gente tinha de faculdade estadual em São Paulo? Você tinha a USP, Unifesp, você tinha Ribeirão, você tinha Botucatu e Marília, só que e Unicamp. Meus pais não tinham condição de me manter fora. Então, Botucatu, Ribeirão e Campinas já era. Ou eu estudava
em Marília ou eu estudava em São Paulo. Para eu ficar em Marília, Marília Medicina tinha dono, né? Então não tinha condição. Ia me formar em Marília e, cara, eu ia ter muita dificuldade para seguir, porque a medicina era ainda um um cercadinho de alguns, né? Então eu tinha que ir para São Paulo que eu tinha melhores chances, só que eu ia competir com a galera USP, Unifesp, né? e vamos pr as cabeças, vamos fazer o que que dá para fazer. Pois bem, quando a coisa apertava muito, eu lembrava dessa história. Eu falava Assim: "Cara, por
causa de 30 minutos que eu preciso ver esse paciente, assim, eh, por causa de 5 minutos que eu preciso ver esse paciente, agora eu vou desistir, eu terminava esse paciente, eu ia pro próximo, aí ia pro próximo." Então eu para manter minha energia, primeiro eu lembrava de onde eu vinha e para conseguir fazer o que eu tava fazendo, eu não pensava que eu tinha que ficar a noite inteira, eu precisava que eu precisava ficar mais 5 minutos. Eu só Preciso de 5 minutos para ver o próximo. Aí eu terminava o próximo. Agora eu preciso de
5 minutos para ver o próximo. Aí eu vi o próximo. Agora eu preciso de 5 minutos para ver o próximo. Então a continuidade, né? Não, eu queria ter uma resposta para você que fosse iluminadora, mas na verdade é essa, é olhar o propósito e fazer de conta que o próximo é a única coisa que eu consigo ver é o próximo. Agora o Gui pode explicar pra gente, né? Ah, eu meu meu Conceito é mais empírico também. Eh, eu trabalho muito no naquela teoria do que os navios, né? Eu gosto dessa ideia mesmo. Eh, contar uma
história pro pessoal também, não contaria, mas enfim. Eu, quando eu com 14 anos, eu tenho irmão gêmeo e meu pai falou completamente. Eu também estudei num colégio de tradição, eh, tradição católica. Foi um bom colégio. É igual o meu. É. É, também. É. Aí eu, enfim, não tinha mais dinheiro, não tinha recurso Nenhum. E eu precisei para um colégio agrícola que ficava eh na divisa com três estados, o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. E aí a gente chegou lá em casa, meus pais falou: "Ó, vocês vão entregar panfleto na rua durante o
dia e à noite vocês vão pro colégio estadual da cidade ou vocês vão para esse colégio agrícola?" E a gente falou: "Não, então a gente já vai embora, já já fica bom para todo mundo, porque o colégio era estadual ia Bancar a gente, então meu pai ia ter um total de gasto zero com a gente." E aí só que o meu pai chamou a gente, falou o seguinte: "Ó, eh, vamos passar no vestibularzinho de lá, se passar eu vou pegar dinheiro emprestado para para vocês comprarem os materiais escolares. Enchada, enchadão, balaio, rastelo, era os materiais
escolares do do lugar. Que legal! E aí quando a gente chegou lá, o um emprestado de um mecânico amigo do meu pai, janela aberta daqui até lá, o Colégio, ele ficava numa reserva florestal e a estrutura do colégio era para eh pros peões que construíram uma usina hidrelétrica morar e depois a construção era para derrubar. Só que o estado ficou com dó e falou: "Ah, cara, vamos botar um colégio agrícola aí nesse lugar." Então, as estruturas eram muito, muito precárias e inclusive quando os alunos entravam a função era limpar o colégio, porque a mata avançava
e quebrava tudo. Então, os calores, a Função principal no começo era limpar o colégio para começar o ano. Garimpava tudo, garimpava tudo. Era, eram tipo uma semana inteiro trabalhando umas 10 horas por dia na enchada, cara, para limpar o colégio, pro ano letivo começar. E aí quando a gente foi para lá, eh, meus pais ficaram um pouco em choque com o lugar, né? Porque era literalmente, para vocês ter uma ideia, os pavilhões eram fechados porque tinha onça. Então acho que ninguém queria uma onça matando o Aluno, entendeu? É bem ruim. Você ia, sei lá, você
ia no banheiro, tinha ver se não tinha cobra no banheiro. Eh, os banheiros, tipo, tinha três chuveiro que funcionava para 80 alunos. Era uma coisa bem precária. Hoje mudou, mas era muito precário na época. Só que quando a gente foi lá, meu pai fingiu que gostou, minha mãe também, eu e meu irmão fingiam que gostou. E vamos embora, vamos fazer no que a gente passou no vestibular. eh, vestibularzinho da época. Eh, eh, a Gente foi para lá e eu descobri que tinha uma espécie de estrutura, uma tradição militar naquele lugar, que era assim, como tinha
a lista de espera, eh, o, o diretor meio que permitia que o bullying existiais pra lista de espera já correr logo, porque a gente dizia que os mais fortes sobreviveriam. Ah, então, tipo, judia dos do primeiro ano para essa galera pros fraquinhos já ir embora, pra lista de espera correr. E aí, na minha primeira semana de colégio, A gente tinha que trabalhar limpando o colégio o dia inteiro e à noite já rolava um um apagão, já rolava um um pegamal e aí a galera já de todo mundo. E meu, não é trote de agronomia. A
galera fala: "Ah, o trote de agronomia é forte, gente. Não, não, não é, não é trote de agronomia, cara. Tipo, fecha esse cara para fora do dormitório porque a outra vai pegar ele. É. era, era pesado. Aí no que a gente volta para casa, a gente ia e voltava de Carona, porque a gente não tinha dinheiro para buzão e também os buzão não chegava numa reserva florestal. Pegamos um monte de carona, voltamos no que no que a gente volta, aí a gente teve contato direto com o todo o colégio, né? Não era nada, pô. Isso
aí pra gente bezerro. Tira o bezerro dali. Vamos continuar a aula aqui, né? E aí, cara? Eh, eu eu tinha tinha 200 meninos e 20 meninas. Ali você já vê que o comportamento humano ele é um estudo Aflorado, né? Virou um laboratório social para mim, 200 homens e 20 meninas morando num único lugar. Nossa, mãe. E tinha uma menina muito bonita no no colégio. E eu ingêno de qual era o de freira, onde violência para mim era no futsal, fiquei com a menina, não sabia que que eu não podia ficar com a menina. E aí
no dia que eu fiquei com a menina, fizeram um X de fora a fora na porta do meu quarto assim, escreveram: "Tá morto no meio da porta". Nossa, que bem. B. Aí Eu até falei pro meu irmão, falei: "Cara, é, será que é pessoal? Porque, tipo, tem essas tradições, será que é só com a gente?" Ele falou: "Cara, procura nas outras portas, se for pessoal, tá só na nossa". E eu procurei em todas e tava só na nossa. Era pessoal. Que notícia boa. E aí, cara, meu irmão falou: "Sai daqui, vai pro banheiro porque já
já eles vão vir te procurar aqui, né?" Mas o seu irmão não é gêmeo? Meu irmão gênio. É, eu dis não fui muito Inteligente, cara. Isso é meio [ __ ] né? Não, ele falou: "Sai daqui". É, não vai ser legal, entendeu? Aí eu fui pro banheiro, ficar escondido no banheiro e foram me buscar no banheiro. Aí me pegaram pelado no meio, me pelado, me levaram pro meio do pavilhão, me fizeram ajoelhar no meio do do pavilhão, tava todo mundo esperando, todo terceiro ano e todo primeiro ano. Meu Deus do céu. E fizeram ler um
cartaz falando que eu ia desistir porque eu sou um bosta, porque O colégio é o colégio de homem, que é onde já se viu e tal, tal, tal, porque eu era um merda. Enquanto eu lia, eles ficavam batendo na minha cara, na minha cabeça, pedindo para eu ler mais alto. Meu Deus do céu. É, velho. E todo mundo assistindo. Era para, tipo, pro primeiro ano assistir o que acontecia, entendeu? Aí o o mais inteligente falou: "Ah, já batemos fisicamente, vamos bater eh na cabeça agora, busca o irmão dele para ser igual". E foram lá no
meu quarto Buscar meu irmão, ajoelharam meu irmão do meu lado e e judiaram do meu irmão também. Fizeram ele ler o cartaz e tal. Tipo, beleza. A gente, eu chorei para [ __ ] do primeiro tapa na cara ao último, eu só chorava, pedia desculpa, não sabia o que tava acontecendo. No que eu volto para casa, pro quarto, eu falei: "Pô, a gente vai desistir, vamos embora e tal". E eu lembro muito da cena do meu irmão falando assim: "É, a gente não vai embora agora que eu passei isso, Agora agora eu vou ficar". Ah,
aí sim. E aí eu lembro que ele falou assim: "Você sabe que o pai e a mãe pegou dinheiro emprestado pr pra gente vir para cá. Então você você vai explicar o quê? que você vai levantar dinheiro para devolver, você não vai. E aí, eh, a conto essa história paraas pessoas e muita gente me pergunta, tipo, por que que você ficou? Gente, foram dois anos apanhando, tipo, mensalmente assim. Aí você virou o John Wick e matou todo mundo. Essa revira onde foi que você deu não aconteceu, gente. Muito mais que todos os outros. O cara
que apanhou que tá assistindo você agora, falou: "Não foi verdade, eu bati nele, apanhei para [ __ ] depois." Não, já teve uma galera comentando com desculpa, desculpa aquele dia. Tá vendo? Foi mal, tava bêbado, tava tava bravo, né? Aí cara, é, eu gostava da fulana. É, ó lá. Sim, cara. 20 Meninas, né, cara? Aí o o que que respondendo tua pergunta, né? Da onde você tira energia? Quando não te resta outra opção, você vai tirar energia de algum lugar, entendeu? Não tem outra opção, não tem o que fazer. Todo mundo me pergunta porque que
eu não entrei atirando, por que eu não fui para casa. desiste, entendeu? Vai para casa, pô. Porque essa opção ela não existia, entendeu? Eu não podia voltar para minha casa e pedir desculpas pros meus pais. Então eu fui tirando força do rabo até falar: "Não, eu vou me essa galera vai embora, eu vou apanhar um ano e depois eles der outra turma". Aí foi engraçado que quando veio a outra turma, falei: "Agora tô de boa, né? A outra turma também me odiava, então os cara me batia igual bosta nenhuma. Eu fui aliviar no meu terceiro
ano. Mas o ponto e a coisa do ser professor também, eu lembro que eu ia pra escola muito cansado, 7:30 da manhã, quando eu era estudante. Quando Eu era professor, eu ia muito feliz e animado. Então, a carga da responsabilidade também te dá energia, né? Então, acho que é a soma dos dois fatores. Você não ter o que fazer, ou você ter energia ou você ter energia, e é você colocar para cima uma responsabilidade de modo que você fala: "Cara, tira energia do rabo, mas continua, né?" É, mas olha isso, Lucas, porque o que o
Guilherme falou é brilhante, né? é a falta de opção. Se Você não aceita que tem opção, você faz. Eu vou te falar, isso e isso aconteceu recentemente. É o cara acontece com a gente o tempo inteiro. Não interessa quanto você é é adulto ou maduro. Minha primeira corrida na Port Cup. Cara, aquele barulho daquele motor, você tá dentro do carro 50, 60ºC. O barulho, o relógio, ele fica pitando toda hora porque tá excesso de som, excesso de ruído, 114 dbis lá dentro. E a gente sai pra volta de apresentação. Cara, eu não preciso disso. Eu
vou morrer. Eu vou bater essa [ __ ] Eu vou gastar 3 milhão para consertar o meu carro, mais 3 milhão do carro do coleguinha. E aí se alguém bater atrás é mais 3 milhão. Ou seja, em 0,5 segundos, 5 dé de de de segundo, eu vou causar um prejuízo de 10 milhão. Ah, que legal. E eu tava, cara, decidido a desistir, porque, cara, aquilo me deu um medo, um medo. Eu nunca senti tanto medo na minha vida. Só que eu tava com tanto medo que Eu passei a entrada dos box e começou a corrida.
E de repente, cara, numa fração de segundo, literalmente, eu pensei assim: "Cara, faz 30 anos, 40 anos que eu não sinto medo assim. Eu acho que eu nunca senti esse medo na minha vida. É por isso que eu tenho que ficar. E eu corri. Você sentiu? Você se sentiu vivo, né? Tipo, eu tô vivo. Tô vivo. Examente. Então, quando você olha, inclusive, e aí a gente adiciona uma outra coisa, acho Que a primeira coisa, o propósito. A segunda coisa é a forma de você lidar com o problema de forma, né? É uma heurística, né? Eu
vou quebrar em 1 milhão de partes e eu vou resolver uma por uma, que nem a gente come um elefante, né? Uma mordida de cada vez. A terceira, que é o que o Guilherme lembrou muito bem, que é você aceitar que você não tem opção. Você tem que aceitar que não tem opção e acabou. E a última é você reconhecer o quanto aquilo É importante para você. A gente pode falar isso de relacionamento, por exemplo, e para mim foi fundamental. Você quer saber uma das coisas mais importantes na minha vida e todo mundo acha uma
maluquícia, né? Pô, cara, você faz 30.000 coisas, é luta gilitsu, é fisiculturista, é médico, é opera e não sei o quê, e agora você vai correr de carro. É, faz todo sentido. E por quê? Porque quando você medo é um sentimento natural que ocorre na gente e Que ele é importante e cumpre um papel fundamental que é proteger a gente, manter a gente vivo, né? E se você não tem um medo real, você cria seus medos. Eu tô menos ansioso, eu tô menos titubiante, eu tô tomando decisões mais seguro, eu olho as situações em extrema,
em extremo estress, porque é o que a gente lida. E eu consigo lidar com mais calma. Por quê? O medo real eu deixei pra pista, porque ali você pode morrer. Você tá 250 km/h, você tem 75 m para Frear para 90 e fazer uma curva que tem uma paredona atrás. Uhum. Né? Então não. E o cara que tá atrás quer te matar, né? Exatamente. Ele quer passar por cima de você e você precisar da sua cabeça, né? Não interessa a brincadeira. Aquilo é real. Quando você não tem uma coisa real para temer, você cria. Olha
só, primos, para você que tá investindo em cripto, né? tá pensando investir em crirypto. Vou te apresentar aqui a BitBank, que é aqui a exchange que eu invisto, que o Caik investe, que o Thiago investe, o Perina investe, todo mundo aqui do grupo Primo, tá? Então a BitBank é a escolha certa para você começar os seus investimentos aí ou continuar os seus investimentos em cripto, tá? Olha o que que tem de legal. Conexão com várias corretoras para você garantir os melhores preços disponíveis. Eles mandaram aqui para mim. Isenção de imposto de renda para lucros em
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morrer na pista. Você fica com medo de você falar: "Pô, tô fazendo gilgito, o cara pode quebrar meu braço aqui no movimento errado que ele faz, eu sei lá, se eu fizer um box aqui, o cara pode me nocoutear e aí você tira o o medo que às vezes e e a ansiedade de, pô, uma reunião de trabalho que é só um outro cara do outro lado também. Mas eu eu acho que vamos eu acho que depende muito de como a gente Olha para isso, cara, porque aquela frase maravilhosa, né? A pressão privilégio, tipo, pô,
você tem uma uma [ __ ] palestra [ __ ] para dar, uma galera, você sabe que vai te julgar, tem 2000 pessoas ali na tua frente e você olha isso como algo, algo ruim, [ __ ] tipo, você não quis isso a vida inteira, caral. Ex. Não foi o que você pediu, você queria, você não tá reclamando do que você conquistou. Eu a primeira vez que eu fui dar aula, essa história Engraçada também, cara. Eu sou uma pessoa meio inconsequente, mas não me arrependo. Eu lembro que eu queria muito dar aula porque eu briguei
com o meu pai e eu falava que eu que eu ia ser professor, que eu ia ser palestrante, a [ __ ] toda, porque eu tinha talento. Meu pai, ah, cala a boca, moleque. Você vai dirigir camião, você não sabe fazer nada não, nunca vai te escutar, tal. E aí meu pai falou assim para mim: "Faz o seguinte, se alguém te pagar R$ 1 para Você dar aula, você tá certo, eu tô errado e eu assumo esse negócio, mas alguém tem que te pagar". Aí eu peguei e falei assim: "Porra, cara, nos sabia seu pai
que ele tá falando o cara que domou a onça assim". Aí, cara, eu peguei, fui no colégio público da minha cidade e pensei: "Pô, eu vou aprender a ser professor para eu pegar a aula rápido, para eu tá certo rápido". E na época eu fazia ciências sociais na na faculdade. Aí eu cheguei Na na coordenadora, falei: "Ah, eu queria muito falar com a professora de sociologia". Aí a coordenadora, ela tá lá no terceiro B. Aí eu catei, fui lá no terceiro B, bati na porta e falei: "Ô, professora, tudo bem?" Eh, eu sou Guilherme, eu
sou a aluno da universidade, tô terminando a faculdade, eu tava no primeiro ano, tô terminando a faculdade agora, só que eu era rato de cursinho, então eu sabia bastante coisa. Tô terminando a Faculdade agora e tal, e eu queria muito aprender dar aula com a senhora. Você é um [ __ ] prazer para mim, você pode me ensinar. E ela, ela olhou para mim, Mzi, pensando assim, que delícia esse escravo, cara. Ah, eu não arrumei meu escravo. Eu nem pedi, arrumei meu escravo, tipo, Deus, sei lá. Obrigado. Ela começou a acreditar em Deus naquela hora,
né? Tipo assim, senhorade, meu Deus, sen não vou fazer nada assim. Ela meu Deus, não pode ser melhor. Aí ela olhou para mim, falou: "Claro, entra e tal". Ela escreveu meu nome no quadro, Guilherme e tal. Eh, escreveu tipo Revolução Francesa no quadro. Gente, bom dia, tudo bem? Nós estamos aqui com o Guilherme e ele vai dar aula para vocês hoje. Na hora e na hora, tipo, me passou 1 milhão de coisas. Se eu desmaiar não vai ser tão zoado. Eu posso falar que eu vou beber água e desaparecer porque, tipo, [ __ ] Eu
posso falar para ela: "Não, professora, eu quero só assistir umas aulas. Daqui um ano a gente conversa". E a quarta opção, você não queria isso, velho. Entendeu? Você não pediu essa [ __ ] Você não queria. Você não falou pro teu pai que você era professor? Você não falou pro teu pai que você ia fazer essa [ __ ] Eu lembro que na hora, cara, foi tipo no dia que eu perdi a virgindade, pinto muro e boca seca. Sei. Horrível, horrível Assim, cara. Cara, eu fazia assim com a boca e não vinha nada de saliva.
Eu falei, cara, eu pensei assim, pô, eu estudei, eu sou vestibulando, [ __ ] Revolução Francesa, eu manjo. Story Channel várias vezes na minha vida, o que manja. Aí eu pensei assim, tá, eu tenho 45 minutos, então eu vou falar tudo que eu sei de Revolução Francesa, não tem problema. Os primeiros 5 minutos, eu juro por Deus, vocês podem me perguntar o que eu falei, eu não faço A menor ideia. A menor ideia, eu fui falando, cara, não sei o que eu falei, mas eu tinha que falar alguma coisa. Aí depois, quando deu uma estabilizada,
eu falei tudo que eu sabia de evolução francesa. Falei, cara, eu dei a aula de evolução francesa. Aí eu olhei no relógio e eu tinha mais 35 minutos de aula. Caramba, eu falei tudo em 10 minutos. Aí eu falei tipo: "Professora, tá acabando?" Ela tá 35. Eu tipo, [ __ ] O que que eu vou falar por 35 minutos? Aí eu continuei falando coisas completamente aleatórias do cursinho e vocês querem e tal, tal, tal. E continuei dando aula. Aí que tá. Quando eu terminei a aula, eh, os alunos levantaram e me aplaudiram. Cara, eu não
sei o que eles pensaram. Eu não sei. Vocês por educação, eu não faço ideia o que aconteceu. Levantaram e me aplaudiu. A professora chegou em mim e Falou assim: "Quer dar essa aula na outra turma?" Aí eu falei do negócio que apagou da sua mente, só que eu falei para ela, tudo que eu sei foi o que eu acabei de falar, não me peça novidade. E aí ela falou assim, claro, eles vão adorar você e tal. Cara, eu dei a segunda aula e a galera aplaudiu de novo. Falei: "Meu, acho que eu sou bom". E
naquele dia eu dei 12 aulas seguidas, velho. E aí eu virei um escravo dela e comecei a dar Aula uma atrás da outra. É, eu não queria te contar, mas na verdade o cara que você bateu, que tinha te batido, ele chegou no colégio e falou assim: "Tá vendo aquele maluco? Ele porrou metade do colégio. Bate palma para ele. Você coitado aí, cara, por favor. Mas eu lembro de, tipo, quando me veio aquela pressão, a gente geralmente quer correr, né? Porque dá, será que eu sou bom? Será que eu consigo? Será que dá certo? Será
que vão me humilhar? Será Que vão me julgar? Será que será que será que será que será? E eu falei: "Cara, mas eu queria isso, meu. Tipo, eu queria essa parada." E é curioso porque eu sempre chamo de arrebentação, né? Quem pula no mar e nada no mar sabe disso. Passar arrebentação é é muito difícil. Tanto que a maioria não passa. A maioria fica na arrebentação e pula três ondinhas e volta pra areia. Quando você passa a arrebentação, que é os primeiros 5 minutos de uma palestra ou a Primeira cirurgia que o médico falou: "Vou
no vou no banheiro, você resolve." Exatamente. Sabe? Se tipo, você não sabe, começa aí. É, vai lá, vai lá, vai fazendo aí, fecha. Aí você fala: "Eu não sei fechar, cara. Eu fazia no porco, né? Não, o problema não é fechar. O problema é que vai começando aí que eu já venho". Aí ele chega, tá tudo bom, cara. Ele pede duas salas. Duas salas. Ali você vai começando. Assim que eu terminar eu vou lá. Mas você pode ir fazendas. Nossa, cara, você já viu tantas, [ __ ] Irmão, então, mas eu não fiz. E tem
um lema na escola de medicina, você fala: Ah, ah, como é que era? Learn one, do one, teach one. Então, você aprende uma, faz uma e ensina uma. Uhum. Uma. Uma. Aham. Então, se você já viu, vai pra vida, é, você está pronto. Vai lá, irmão. Faz. Realmente, cara. É, é pensando assim, mas eu sempre concordo. Todo médico tem a sua primeira cirurgia, Né? Uhum. Nossa, horrível isso. Todo m tem sua primeira cirurgia. E todo paciente e e esse cara é um paciente que tá pegando um médico pela primeira vez. Ele aprendendo negóci, né? Cara,
teve uma frase do grata que eu amei que ele falou assim: "Se existe uma uma coisa em comum em todas as pessoas de sucesso é que ninguém faz a menor ideia do que tá fazendo." A gente só tá fazendo, cara. A gente só tá fazendo, cara. a gente inventa um Pouco, né, o porque deu sucesso, porque deu certo, né? É uma é uma coisa que eu você vocês falaram muito de não ter opção e tudo mais e eu e eu eu não eu não sei da onde o jovem caí tirou um pouco dessa maturidade, mas
eu vim de um lá mais da periferia e tudo mais, só que eu nunca me preocupei em conseguir emprego, eu nunca me preocupei em conseguir ganhar algum tipo de dinheiro. Eu nunca me preocupei se ia dar errado ou não, Porque eu sabia que de algum jeito dependia de mim. Ah, cai que eu me preocupei, cara. Cara, eu não me preocupava porque, tipo assim, ó, meu pai me ensinou uma, meu pai, meu pai não faz tudo. Meu pai me ensinou uma parada muito cedo. Meu pai morreu, eu tinha 12 anos de idade. 12 anos ele falou
que dava para ganhar dinheiro com qualquer coisa. E ele me mostrava que dava ganhar dinheiro com qualquer coisa. Tipo, na semana que ele não conseguia trabalho, a Gente tinha um porão em casa que descascava fio, pegava os fios de cobra e ia no ferro velho e vendia e ganhava dinheiro. Ele mostrava que ele tinha um ofício de eletricista, mas eh precisava de um encanador. Então ele comprava todo o material de encanador, ia na obra e fazia o encanamento. Então meu pai era esse cara. Então eu fui uma adolescente que, tipo assim, cara, mesmo eu morando
na Coab 1, tinha uma cabeça assim: "Não, cara, eh, eu preciso sair dia 20, eu Preciso de R$ 100. Ah, eu vou arrumar R$ 100. Ah, eu ia num nos restaurantes, falava que eu já fui garçom, eu mentia, já fui garçom, sei trabalhar com monitoria, sei fazer isso. E eu consegui uns empreguinhos e eu fal assim: "Não, consegui os R$ 100 para eu gastar na festa no dia seguinte". Eu eu gosto muito daqueles memes que fala assim: "Eh, doutor, eu vou operar aqui agora, eu posso só escutar música que eu gosto". Aí tava módulo um
para aula como Operar, né? Tipo, aí o cara vai escutar e operar ao mesmo tempo, sabe? E era e era uma coisa muito assim. Então, tipo assim, cara, é, eu não, eu, eu era um cara que eu não tentava desperdiçar a oportunidade, só que ao mesmo tempo eu era muito cabeçudo também. E eu acho que a sorte na vida que a gente falou no começo do podcast me ajudou muito nisso, cara. Porque eu acho que se eu não tivesse caído nos lugares certos, no momentos certos e até as coisas ruins Que aconteceu na minha vida,
talvez eu não estaria aqui hoje do jeito que que aconteceu as coisas. É, mas uma coisa até pr pra galera ficar mais tranquila e ansiosa para esse momento de vida que eu não sei o que você tá passando, às vezes só você fazer o que você já tá fazendo e tentar melhorar só um pouquinho todo dia, pode ser que daqui 5, 10 anos sua vida mude completamente dos avessos. Pode ser que você vire um desses caras aqui no próximo ano, que Tenho certeza quando você começou a criar conteúdo, você não imaginou que você teria 1
milhão de seguidores, estaria sentado aqui hoje conversando com a gente. Mas é o que a gente fala de musculação, C, por exemplo, você colocar aumentar 1 kg no seu supino uma vez por semana, não é nada, né? Aliás, hoje não é nada. Agora, se você fizer isso toda semana, depois do ano, você aumentou 50 kg. Ah, tem duas coisas que a gente usa no treinamento, cara. Uma coisa é o Treinamento de academia, que você vai com seu brother, você treina, curte, ah, legal, ah, beleza, mais uma. E tem o treino. Pouca gente sabe o que
que é o treino, né? E essa parte do treino é uma parte que é braba, porque você tá no limite, você já não sabe mais o que é dor, o que é esforço e você ainda não acabou. Então, tem duas coisas que a gente faz. Primeiro, essa progressão muito lenta, né? Então você põe 1 kg hoje, semana que Vem mais 1 kg até você chegar numa situação onde você não consegue. Aí você mantém aquele peso e logo que não conseguir, mas não conseguir menos, você aumenta 1 kg. Porque você já acostumou com não conseguir, então
não conseguir 1 kg a mais é a mesma coisa. A segunda coisa é o jeito que a gente faz repetição. Tem muitas repetições que a gente faz ou tem técnicas que buscam um trabalho de força com hipertrofia que são de altíssima repetição. Tem uma Técnica, por exemplo, que a gente usa que chama cluster sets, né? Por que clusters de aglomerados? Porque são aglomerados de poucas repetições. Então, imagina uma situação X, você consegue fazer um peso, né, para oito repetições, né? O termo da da educação física é um RM, repetições máximas, né? Então eu vou fazer
oito repetições máximas. Ótimo. Só que eu preciso transformar oito em 30. Como que você vai fazer isso, né? Então você faz uma técnica que chama cluster Set, por exemplo. Então você faz em grupos de três repetições, dando intervalos fixos, por exemplo, de 10 segundos. Quando você faz isso, boa parte das vezes você supera muito essas oito repetições. Algumas situações você chega em 30 repetições. Uma coisa imaginável. Por quê? porque você não conseguia fazer oito direto, mas quando você coloca esses intervalinhos no meio, você consegue fazer. Outras vezes você vai fazer, por exemplo, séries até a
Fadiga. Então você coloca um número na sua cabeça, ou então você tem um número grande. Eu vou fazer, né, 12 repetições. Você tá com uma carga impossível. Que que a gente fala pro sujeito? A gente orienta o seguinte, ó. Conta seis. Fala que você vai fazer seis. Quando você chegar em seis, faltam seis. Então você começa de novo, termina seis, um, porque é muito mais fácil contar o um do que o sete. É só que quando você chegar em três, que é metade de seis, você para De contar de novo e começa um de novo.
Quer dizer, você nunca faz 12, você faz três, você faz três e depois mais três. Então, o jeito que você olha o problema modifica sua capacidade de encará-lo. Porque o músculo não pensa, você pensa, o músculo ele não cansa. seu músculo falha. Quando você não consegue fazer, o seu músculo acaba. E boa parte do seu cansaço é o seu cérebro, ele interpretando aquele estímulo de dor, de resistência, de esforço repetidamente. E Você lida com isso como? ou colocando essas pequenas essas pequenos intervalos ou então você mudando a forma que você faz a contagem para ressignificar
aquele número. Eu eu tive por muito tempo dificuldade de treinar, eh, porque eu acho que eu eu eu minha mente me sabotava um pouco, porque eu tive eu tive TV em 2012, que é uma trombose na perna. E e por muito tempo eu tive medo de fazer qualquer coisa com medo de, sei Lá, dar alguma merda, alguma coisa. Sim. E esse ano eu comecei treinar e eu vi que, tipo assim, cara, não tinha problema nenhum. Até hoje eu não resolvi ir 100%, faço acompanhamento, medicamento, mas eh eu ainda tenho esse medo de tipo assim, cara,
colocar intensidade, tipo, porque uma que eu tenho um medo e até hoje eu nunca achei um médico que confiasse, que falasse, porque cada toda médica que eu ia falava um negócio, eu dei uma abandonada, falei Assim: "Cara, não vou mais nenhum vascular na minha vida, foda-se." Achei umat um O cara não comprou desodorante, né? É, não, não vou. Fui no emato lá, faço acompanhamento sanguíneo lá, tomo meu remedinho, tá tudo certo lá e treino o que der. Mas eu ainda eu acho que eu não consigo chegar nesse corpo forte porque esse medo da minha mente
de que eu achar que não dá, só porque eu não consegui a confiança de achar um bom médico para mim falar assim: "Não, cara, Tá tudo certo se a gente fizer isso, isso, isso". E eu não consegui resolver isso até hoje. Mas isso é a maioria das pessoas, C. Outra coisa que outra coisa que é enganosa, as pessoas acham que quem treina tem prazer ao treinar. Não existe isso. Não, eu odeio, mas eu treino faz ou o cara que treina fofo, né, que ele fala assim, não, mas eu saio relaxado. Fala, irmão, você sai relaxado.
Você fez um treino de massagem, Fisioterapia treino, né? Não é isso, né? Mas quem reconhece, por exemplo, né? Então essas, algumas dessas pessoas que saem relaxado, por exemplo, depois de um tempo, fica tedioso, que é o que o Guilherme falou, quando fica tedioso, cara, a coisa não vai. Então assim, eu te falo, faz mais de 30 anos que eu treino. Comecei a treinar com 11 anos de idade, bicho. Nenhum dia foi gostosinho. Nenhum dia eu falei: "Nossa, que delícia, eu vou treinar, não, eu vou Deixar a pele das minhas costas aqui. É isso que vai
ser". Tem dia que você tá com ânimo para isso, você ranja os dentes. Ah, eu vou. Tem dia que você vai que nem um coitado e na hora você encontra força. Por quê? Porque na cabeça você botou que você não tem opção e a coisa vai. Isso é muito importante. A figura, por exemplo, de um de um treinador. A gente é de uma população que todo mundo gosta de fazer as coisas por si só. E quando você olha uma coisa Como musculação, te dá a falsa sensação de que é fácil. Por quê? Porque é um
bando de gente levantando peso. Agora existe uma diferença abissal entre levantar peso e treinar o músculo. Hum. Então, o papel, por exemplo, de um personal trainer para te ensinar a treinar, ele é fundamental, não é uma opção. Você tem que ter de alguma forma um treinador para te ensinar a treinar. Você teve professor de matemática, você teve professor de geografia, você teve Professor de educação física para te ensinar, por exemplo, futebol, você não vai ter um professor para te ensinar musculação. Você vai assistir o vídeo do YouTube e fazer. Então, quando você precisar ir no
médico, você assiste o YouTube e faz também igual o médico, vai dar certinho. Vai lá, se joga, né? Então, no exercício e o que o professor te ensina, né, o que o profissional de educação física ele sai para treinar e que eu acho muito adequado o termo Professor que a gente, né, hoje a gente chama de profissional de educação física, a gente chamava de professor, mas por que que eu acho muito adequado o professor? Ele não te ensina só a forma de fazer correta, ele te ensina a forma de encarar aquilo, porque é desafiante. E
a eu, você citou a palavra comparação, ama a sua palavra, escuta essa palavra todo dia, né? E você também usou a expressão forte, tipo, que que você acha de você não pensar em ficar forte, em Pensar e ir pra academia primeiro para depois você ver o que você faz, entendeu? É igual aquela piada da menina chega no personal e fala: "Ó, eu até treino supino e tal, mas eu não quero ficar com o peitoral do Chris Brumster, né?" Aí ele fala: "Fica tranquila, querida não vai ter esse problema." E tem o cara magrelo que chega:
"É, mas eu não quero tanto." Aí o personal, fica tranquilo, esse problema você não vai ter, né? Não, a frase que a gente mais Escuta na clínica é assim: "Não, eu quero secar, mas eu quero ganhar máximo só um pouquinho, porque eu eu tenho facilidade, não quero ficar muito grande, competir. É, eu não quero competir. Mas o o olhar, cara, é muito importante. Eu eu lembro que o meu melhor amigo treina muitos anos também e ele é tipo obsecado de treinar todos os dias e ele vai pra academia, a academia do nosso prédio vai até
a meia-noite, ele desce tipo 11:45, Se precisar, só para treinar 15 minutos. o cara é obsecado. E aí passou um tempo, eh, eu tava conversando com ele sobre porque eu comecei a praticar outros esportes para entrar no flow de novo, porque a academia me promoveu essa coisa de não tô no flow, comecei a jogar tênis com essa gatinha ali e o tênis começou a me desafiar do zero, assim, foi porque era um esporte que eu nunca pratiquei, técnico demais demais demais. A gente assiste as pessoas jogando tênis, parece Que é tipo é bit tênis, né,
que é é fácil, não, não é fácil. e me gerou esse flow de novo. Só que eh eu não a eu não entrei com a cabeça de eu quero competir, eu quero voar, eu quero isso. O meu primeiro dia é eu quero devolver a bolinha, só isso, mais nada. O segundo dia é eu quero fazer tal coisa. E como eu fui quebrando o elefante, né? Como eu fui quebrando o elefante, eu me motivava muito para ir. Aí eu olhava pro lado, a galera arrebentando nas quadras, eu Olho, não tem como, a gente se compara. E
eu eu falava: "Caraca, eu queria". Porque tinha meninos que estavam jogando muito bem, que jogavam futebol comigo. E eu tinha eu tinha mesmo a coordenação motora dos caras. Então eu queria acelerar os caras, só que por um momento eu pensava: "Cara, aprende a devolver a bolinha, aprende isso, aprende aquilo. Se você tem uma dificuldade, eh, tem um medo da perna, tipo, começa a treinar superior primeiro, entendeu? Ah, ah, mas Não quero ficar forte, mas não pensa em ficar forte, pensa em ir, entende? Porque, e a academia é um espaço que mais promove comparação, né? Muita
gente gordinha, muita gente insegura com o corpo não vai pra academia porque ela tem a certeza de que tá todo mundo julgando ela. É, nem liga para você, não é verdade? Mas tem, cara. Todo mundo tem essa sensação. Tinha, eu tinha, tinha um amigo que ele falava, ele falava assim: "Cara, vou tentar treinar em casa Primeiro para ficar menos frango para ir pra academia". Cara, e você sabe quais são as pessoas mais julgadas fisicamente? São justamente os fisiculturistas ou as pessoas que mais treinam. Parece ridículo isso, né? Você vai uma academia, mas por exemplo, a
gente montou uma academia em Florianópolis, a Eronberg de Floripa, então foi foi a o Betão, o Eduardo Correia, o Renato, Júlio, eu, a Carol, né? Ah, Maurício, a gente montou uma Academia e o que que a gente queria? Uma academia que todo mundo treinasse. O que que a gente fez o pessoal não treinado entender? Se o cara que é gordinho, ele acha que ele sofre comparação, cara, você precisa ver um fisiculturista. O sujeito olha e fala: "Cara, você tá um pouquinho retido do lado da sua asa embaixo não sei como é que é. Não, porque
o seu abdômen tá meio torto. Quer dizer, o cara começa a olhar minúcia. Então, uma coisa ele olhar e falar Assim: "Ah, se você tá gordinho, parabéns, você tá como 61% da população do Brasil, irmão." Uhum. Agora, quando você tem um físico que é um físico melhorado, ah, não, você é frango. Ah, não, seu braço é fino. Ah, não, seu ombro é podre. Ah, não, seu peito é ralo. Ah, não, seu dor é fraca. Ah, não, suas pernas é fina. Ah, mas você tem uma banhozinha ali do lado no flanco. Ah, mas esse umbigo tá
meio triste, hein? Tá f demais, né, cara? É assim, quando você Olha dois caras que são, não precisa nem ser profissional, você pega fisiculturista amador. Quando você olha a a a forma que eles escrevem, por exemplo, na competição o que é o físico do outro, bichão, você não subia naquele palco, mas nem que o cara te deixe o maior dinheiro do mundo, porque o cara ele vai te olhar de cima embaixo e botar tudo que é defeito até na cor do teu cabelo. Ah, mas você raspou a cabeça e ficou parecendo estranho. Nem essa Análise,
né? Não é, cara, não estamos falando disso, né? Estamos falando de bíceps aqui. Então assim, e o que que a gente conseguiu criar lá? A gente criou esse ambiente que o pessoal entendeu isso que tá todo mundo sujeito à comparação. Então vai gordinho, vai velhinho, vai magrinho, vai menininha, vai molequinho. E cara, ficou, sabe, no final um ambiente bom. Por quê? Uma das formas que a cultura fisiculturismo raiz mesmo não é do cara ma com cara de Poucos amigos que tá lá com capuz grunindo. Não, cara, é de um cara dócil que tá treinando forte
para caramba e que quando alguém pede ajuda ou nem precisa pedir, se ele vê uma pessoa treinando errado, ele vai lá e corrige. Não é porque ele é o melhor cara do mundo, é porque o cara já se ferrou fazendo aquilo errado. É um nível de empatia cognitiva que talvez até possa ser afetiva, mas a priori empatia cognitiva, ele olha a Pessoa, é a mesma dificuldade que ele tem, é que ele faz com 200 kg, a pessoa tá fazendo com dois, mas é a mesma dificuldade. Você consegue olhar uma pessoa com a mesma dificuldade que
você, que você vive no dia a dia e não se importar? Esses caras também não. É um puto ambiente bom. Eu sempre bato nessa tecla, cara, de que as pessoas que são grandes no que elas fazem, elas não vão te julgar, elas vão te ajudar, porque elas já passaram por aquilo e ela, pô, o Maior prazer do mundo para ela ajudar, que geralmente quem vai te zoar é o outro cara frango também. Quem vai te zoar é o cara que não é aquilo. Quem a gente trabalha com internet, com publicações de conteúdo, o primeiro conteúdo
pra pessoa é é quase que uma facada no coração para ela, né? Tem gente que tem at cardíaco postando o primeiro conteúdo, porque é sério paraa pessoa, tipo, eu vou virar opinião pública, as pessoas vão me julgar. É, Sim. E e eu e cara, nunca olhei o vídeo de alguém tentando alguma coisa com desprezo. Para mim é sempre tá tentando. Às vezes eu não concordo, às vezes eu não acho legal, às vezes qualquer coisa, mas eu acho admirável a tentativa, entendeu? Mas tem coisa, tem coisa que não é legal também, Guilherme. Eu vejo, por exemplo,
muitas pessoas elas capitalizam a imagem de outras pessoas. para dizer que ela não concorda com alguém, ela pega e coloca a foto, o Vídeo de outra pessoa. Cara, isso eu acho ruim. Isso eu acho ruim porque se eu não concordo com uma ideia, eu não preciso expor a outra pessoa. Eu posso falar muito bem o que eu não concordo. Agora, pior que isso é quando você manipula esse vídeo para colocar um pedaço e aquele pedaço lá, não, ele falou isso, cara. Uhum. Isso é muito é muito inadequado. O que mais tem a gente farmando os
nossos vídeos, os vídeos do Thago. Aí o Cara fica fazendo react falando mal do Thaago e ganhando o dinheiro dele em cima da gente, falando que a gente é que é canalha. E a pessoa responde, às vezes você chama a pessoa pensa: "Ah, mas isso não é contra lei porque a tua imagem pública, quer dizer, é é a questão, mas é moral". Uhum. É. Então, a única coisa que eu faço, o que o que eu penso, na verdade, né? Eu acho que e assim isso é uma realidade que acontece quando você sobe muitos seguidores, então
você vira Alvo das pessoas tentarem usar você para te escalar, né? Então alguém vai olhar para você, falar: "Ah, você tem, então tá bom, então vamos virar notícia. Vamos virar notícia". Tem um ditado árabe que fala que quando você aponta um dedo para uma pessoa, você aponta três para você. Então o que a pessoa faz não diz quem eu sou, diz o que ela é. Sim. Então esse medo que às vezes as pessoas compartilham e e quando a gente dá os cursos, os médicos falam: "Ah, eu tenho Medo disso". Porque os meus colegas, cara, primeiro,
você não tá postando para seus colegas, você tá postando para uma série de pessoas que não tem acesso a essa informação e que precisa de uma informação de boa qualidade. Segundo, o que o teu colega vai fazer com isso não interessa porque é dele. E eu sempre bato na tecla também de tem muita gente que não posta por perfeccionismo, né? Que é o vídeo perfeito, o ambiente perfeito e tal. Eu falo pra pessoa: "Cara, você quer ajudar a comunidade? Você quer entregar conhecimento pr as pessoas ou você quer se ver lindo? Ex quer se ver
ótimo, entendeu? Porque se você quer ajudar a comunidade, você grava com MotoG e posta, cara, tipo do jeito que dá. Eu quero ajudar, eu quero entregar conhecimento. Se você tá esperando as condições ideais, é porque você quer se ver lindo. E geralmente as pessoas que funcionam são as pessoas que entregam conhecimento útil quase que de Graça, entendeu? A coisa do julgamento é uma coisa que me pega também, cara. Só que vai chegando um momento que você vai, você vira opinião pública por tanto tempo que você começa a pensar: "Ah, cara, tipo, tá pelo, pelu passei
por isso de pessoas tirando trechos de podcast meu e jogando fora de contexto." Sim. E aí, eh, eu, eu pensava assim, será que se eu explicar vai resolver? Não vai, não vai, não vai, porque até quem assistiu também entendeu o que ele Quis entender. Então é muito mais sobre eh como eu fiz a pessoa se sentir do que sobre o que eu falei, entendeu? Teve teve uma vez que eu entrei na sala do Thiago, aí ele até zoou, ele entrou no Google, escreveu o nome dele, clicou em notícias e falou assim: "Deixa eu ver o
que eu tô fazendo". Aí ele viu as matérias que tava saindo dele. Fale assim: "Deixa eu ver o que que eu tô aprontando aqui". Olha só, tô aprontando isso aqui. Basicamente tudo é Mentira, né? aparece nesses lugares. Deixa eu levar a conversa um pouco pra questão financeira da coisa, que é onde o nosso público gosta também que a gente fala sobre isso, né? A gente falou um pouco no um pouco mais pro início da conversa sobre essa questão da comparação. Parece que você abre Instagram, todo mundo tem sucesso, todo mundo é mais rico. Eh, também
a gente falou: "Pô, Cai, não adianta você atrelar a felicidade ao apartamento Reformado, ao não sei o quê, porque, cara, você vai chegar lá, você vai ficar uma semana feliz, vai, pô, legal para caramba e depois vira cotidiano. Mas e pensando em tudo isso, qual que é o papel do dinheiro na nossa vida? Então, e eu abro também se quiser dar os dois centavos aqui, porque, cara, a gente também não pode passar uma mensagem hipócrita de que ele não é importante, de que ele não traz um Uma felicidade de certa forma, né? Tá, eu tenho
29 anos de idade, então nem ganhei dinheiro suficiente para para falar muito sobre dinheiro. Tô confortável que tô a pessoa sempre fala que tá confortável, né? Confortável é bom. Dinheiro para mim é feito para eu fazer muito mais do que eu amo com mais tempo e tranquilidade. É assim que eu vejo dinheiro. Tipo, eu não realmente não tenho interesse em ter grandes carros ou Grandes patrimônios, mas se eu gosto de jogar futebol e e o dinheiro me proporciona tempo para jogar futebol, eu vou jogar muito futebol. Se eu gosto de dar aula, o dinheiro vai
me proporcionar mais tempo para dar mais aula. Se eu gosto de viajar, eu vou ter mais tempo para viajar. E aí eu sou testemunha de flow, né, do livro. Eu sempre vou encontrando coisas que fazem eu entrar em estado de flow e para mim o dinheiro serve para me dar cada vez mais disso. E A hora que você entra no mercado, né, você contrata pessoas e tudo mais, eu vejo o dinheiro como uma possibilidade de entregar ainda mais. Então se quando eu tinha um funcionário, eu conseguiria entregar isso com 10 funcionários eu quero entregar 10
vezes mais. Para mim, Guilherme, a a função do dinheiro é essa, é agregar e e dar a liberdade e o tempo para você fazer o que você ama. É, é mais tempo e mais vezes. E você, professor? Como? E você, Mzi? Ai, cara, vocês vão me xingar. Não, não. Pode falar. Não ninguém. Para mim eu acho que tem duas coisas são importantes a gente entender, principalmente quando a gente tá falando de de de rede social. E eu tava refletindo sobre o que a gente conversou. Eu acho que dinheiro é informação. Dinheiro é informação. Por quê?
Primeiro, o dinheiro me mostra qual é o preço que as pessoas colocam no seu Valor. Ele me mostra quanto custa às vezes a satisfação de uma pessoa e ele me mostra também quais são as prioridades que essa pessoa tem. E, portanto, ele me mostra o caráter dessa pessoa. Por quê? Porque o caráter, a gente vê a distância entre o que ela fala e o que ela faz. Uhum. E quando ela tem dinheiro, ela faz o que ela quer. Eu acho muito curioso estudar dinheiro, porque eu acho dinheiro extremamente Comparável com fama, porque eu acho que
a fama é o dinheiro do ego. Então, quando você dá fama ou dinheiro para uma pessoa, você não muda essa pessoa, você simplesmente revela o que ela é. E hoje a gente começou a notar que a vida tá muito rápida. E eu acho que com qualquer pessoa que vocês conversarem, você falam: "Nossa, mas o ano tá passando tão rápido". junho, por uma série de razões. Sim. E, infelizmente, ou felizmente a gente Notou que a gente não tem tempo para perder. E o melhor jeito de você não perder tempo é você literalmente pagar para ver. Então,
uma das coisas que o dinheiro é importante para mim como informação é me trazer a temporalidade, ou seja, eu não gastar tempo com coisa que eu não preciso. Então, eu entrego fama ou entrego dinheiro e eu não gasto tempo com aquilo, ou eu invisto. Por quê? Porque as boas coisas e as grandes coisas da minha vida, elas Demoraram muito para conquistar. meu relacionamento, a minha formação, meus assistentes. Eu tenho, cara, eu fui ter um um assistente depois de anos de formado. Eu fui ter um assistente médico depois de décadas de formado. E agora eu tô
formando uma nova assistente minha que ainda tem que fazer a residência. Pô, mas 3 anos, cara. Mas é isso que demora você formar um bom médico. É a faculdade, que são seis. é a residência, Que são mais três ou quatro e depois mais pelo menos três anos com ela do seu lado. Eu acho que a gente perdeu o a noção do que é curto, médio e longo prazo, cara. Isso é uma coisa que me tá desajustado completamente, cara. O meu, se um dia eu chegar no meu pai ou no meu avô e falar: "Pai, eu
vou tentar uma coisa por no longo prazo, eu tô pensando aqui, eu vou tentar uns três anos, eu acho que eu levaria um tapa muito bem dado na minha Cara, sabe? Porque longo prazo pro meu pai, pro meu meu pai faz a mesma coisa há 30 anos e meu avô faz a mesma coisa há 75 anos. E o conceito de curto, médio, longo prazo que a gente tem tá fritando a nossa cabeça, porque as pessoas querem tudo muito rápido. Sim, sim. E e e eu acho que as coisas rápido elas principalmente dinheiro, principalmente dinheiro. E
aí fazem qualquer coisa para ter dinheiro. Só que isso cobra um preço muito absurdo, cara. Você não imaginou que você teria tristeza quando você desse certo, né? Sim. É, por exemplo, eu eu tenho 8 anos de vou falar só do de grupo Primo, eu tenho 8 anos de grupo Primo. Antes de estar aqui, eu acho que o se alguém falar assim: "Ah, cara, pô, Caí, quanto que você acha? Quanto tempo demoraria para você trabalhar e juntar os R 1 milhão deais?" Eu acho que eu talvez eu falaria: "Ah, cara, se tudo, se eu tiver tudo
isso com 40 anos, 50 Anos, seria feliz". Eu consegui isso bem antes desse prazo, só que parece que demorou muito tempo. Parece que, tipo assim, caramba, cara, é, muita coisa aconteceu, caramba, tenho 30 anos. E até na realidade que eu vivo com das pessoas que eu sigo, das coisas que eu faço, falo assim: "Cara, será que não era para eu ter muito mais do que eu tenho hoje?" Isso é muito complicado. Aí você distorce um pouco da sua própria realidade, mesmo você tendo consciência Que você tá distorcendo um pouco sua realidade. Então, no meu caso,
é um eterno exercício de, tipo assim, cara, eu queria ter muito mais de dinheiro ou até mesmo e relativamente sucesso das coisas que eu tenho. Uhum. Só que tá tudo bem, tipo assim, tá muito cedo ainda, eu posso, eu tenho tempo de fazer essas coisas ainda. Só que é muito difícil você ficar nessa guerra interna e você meio que tentando se auto e confortar que tá tudo bem. Mas sabe, Acho que olhando isso e olhando o sucesso profissional e a nossa insatisfação, você sabe que hoje a gente trabalha, né, de uma forma diferente, porque até
as propostas que chegam na agência pra gente, elas mudaram ao longo do tempo. Antes as pessoas me chamavam para fazer trabalhos, hoje elas falam que vão me pagar tanto. Em geral, todos os todos as os contratantes que chegam falando antes do dinheiro do que eu vou fazer, a gente nega porque vai dar Errado. A gente entrou num projeto agora e com um sujeito que é eh é sensacional. Eu eu conheci pessoas amáveis na no último mês e a gente tá com um projeto de uma inteligência artificial para medicina. A gente não falou de dinheiro um
momento, todos médicos, né? Então vou falar o primeiro nome, eu, Anderson Thiago. E a gente não sentou para falar com dinheiro nenhuma vez. E uma das vezes, né, a a o Anderson, ele Virou para mim e falou assim: "Não, porque a gente, né, o o a a perspectiva de ganha essa essa". Falei: "Anderson, você quer trabalhar comigo?" "Eu quero." Falei: "Eu quero trabalhar com você". Eu já tô falando para você, só que isso não pode estar na nossa negociação financeira. O que a gente, o que a gente precisa fazer é assim, eu quero trabalhar com
você, você quer trabalhar comigo, acertamos isso, aí a gente vê o resto, Fizemos uma reunião, não falamos um segundo de dinheiro, falamos do projeto da IA, que ela tem um monte de coisa, um negócio fantástico para médico, olha, resolve nossa vida assim, já tá resolvendo a minha, porque o piloto dela eu já instalei, tô trabalhando com ele. Minha anamnese, por exemplo, no consultório, eu consigo conversar com a pessoa e o programa ele organiza a anamnesia. É um negócio fantástico. Trabalha, pô. Você consegue dar atenção Plena pra pessoa ou normalmente você fica notando que nem um
maluco, né? E aí você perde coisa porque a pessoa fala muito mais rápido que você escreve, né? Então isso é é um exemplo. Mas aí a gente fechou tudo e aí quando chegou a hora de bater, eu falei assim: "Então vamos fazer o seguinte, nem eu nem você vão falar de dinheiro. Eu tenho o meu sócio da agência, o Pedro, Pedro Sanchez, ele vai falar dinheiro e aí você pega alguém do seu financeiro e ele Discute. E a gente não fala disso, cara. Foi uma das coisas, foi um dos negócios mais e tranquilos e legais
que a gente fez. É aquilo, aquilo que a gente falou no começo, né? O que que você faria se não houvesse dinheiro envolvido? Se não tivesse dinheiro envolvido? Então o dinheiro ele é importante até para quando ele não deve existir. Sim. E tem tem uma coisa que eu sempre falo também que acho que bom trazer isso pra mesa, a coisa do Dinheiro rápido, ele tem um preço eh mental muito caro, porque eu uso muita expressão de moto, né? O nosso cérebro, ele é um motor de Harley Davidon, é um motor de rotação lenta pra moto
durar 30, 40, 50 anos de funcionamento, pouco, pouca manutenção. Enquanto a vida intensa, a vida do tudo é rápido, né? O dinheiro rápido, mulher, fama, tudo rápido, ela é uma moto R1. Você chega a 12, 13.000 RPM, manutenção cara e uma moto vai durar ali no máximo 5, 10 anos. Se a gente cria a expectativa de que o dinheiro rápido vai ser bom pra gente, eh, no curto prazo, ele é legal, ele é interessante. Você vai ter grandes explosões de felicidade na sua vida, mas isso não vai se sustentar no longo prazo por por motivo
óbvio. Não tem como você só ter escalas na sua vida. Se você dá zoom no gráfico da do de qualquer vida, é assim. Então, tipo, não tem como você ter só subida. E por um outro motivo, eh, o você veio se Você colocou o seu cérebro paraa rotação de de R R1 R1. Então, eh, você vai destruir a tua cabeça e para você sustentar, não tem como voltar. Não, não. Eu eu joguei pro para uma R1, mas eu quero voltar para Harley Davidon agora. Eu quero viver uma vida em paz agora. Não, você já experimenteu.
Você não sabe quanta sabedoria tem na sua frase. Eu te falo porque eu tenho as duas as duas comparações. Eu tinha uma Shadow, que era uma Choper igual a uma Harley e tinha R1. Cara, era muito legal R, só que você andava com a adrenalina aqui, era tudo, sabe, rápido, pá, paá. E isso chega uma hora que cansa, porque você sempre tá no ritmo da moto. É 12.000 giros, 13.000 giros, né, cara? Até o teu discurso fica. Tem uma história que ficou famosa, que eu falei pra galera que eu fazia São Paulo Campinas em 20
minutos. Cara, parece você tá falando com criança. Que que você tá dizendo? Você tá dizendo que na Estrada você faz aquilo rápido, mas a galera não foram fazer conta, teve gente falando postagem, ai não sei o quê, cara. Parece um bando de criança falando, falando, será que dá, né? Aí teve um cara que é professor de física, ele dividiu lá, cara. Tem um cara que era professor de física, fal, né? Se você andou numa média de 250 km/h, é possível você chegar em Campeões nesse horário. Mas é óbvio que que isso não acontece, ninguém faz
isso. E isso Te dá uma noção boa também do cuidado que você tem que falar com as pessoas, porque, cara, por mais que as pessoas elas se comportem de forma genérica, elas entendem as coisas de forma literal. Então, se você falou X, não é X. E se você não falou X, cara, você vira o vilão. Tem até uma frase do Batman, né? Ou você morre herói, ou você vive tempo suficiente para virar vilão. Eu acho que eu virei vilão agora. a shopper, a shadow, cara, eu gastava 15 Minutos a mais para chegar no lugar, mas
eu chegava relaxado, era aquela coisa assim, andava espalhada e era incrível por não tudo cumpre de acordo com o que a tua cabeça tá no momento, né? Se você tá forte, se você precisa fazer as coisas rápidos, tudo bem, a a moto rápida, ela vai encaixar. Mas, cara, tem dia que tá tudo caótico e a única coisa que eu podia fazer, que me relaxava, era pegar a minha a minha shadow bonitinha, 600 cilindrada, né? A R1 era 1000, né? Com sei lá, dois cavalos e um burrinho, né? E andar to toó igual uma motoquinha, né?
sentindo o vento bater na na minha roupa sem rasgar minha minha camiseta, né? E isso era uma coisa que trazia, por exemplo, tranquilidade, né? Tudo bem que tem muita gente que gosta de correr para dar tranquilidade, mas o mecanismo é muito diferente, né? Quando você anda passeando com uma shoper, a tranquilidade vem no caminho. Quando Você anda, você corre, por exemplo, corre na pista, né? A tranquilidade vem depois. Eu desço, por exemplo, do carro, do meu carro de corrida, eu desço minha frequência cardíaca tá em 170. Quer dizer, quanto será que tá enquanto eu tô
lá correndo com 50, 60º de temperatura lá dentro, todo tenso, prestando atenção porque errar 0 segundo você arrebenta um carro de R$ 3 milhões deais, né? Baita stress. Então ele relaxa. Por quê? Porque o rebote que você tem, cara, a Hora que você sai da corrida, você quer uma cama, você deitar, você pode ir num show de rock que você dorme deitado no chão, como se fosse a cama mais tranquila do mundo. Mas o problema é que a gente começou a desprezar o tédio. Acho que esse que é o problema. É. como se o tédio
ou a vida tranquila ela não fosse boa, entendeu? Não, porque vida boa mesmo é é a a RR. Vida boa é a vida no você ficar rico antes dos 30 anos. Vida boa é você, sabe? Eu eu tenho essa Preocupação de de tentar não passar isso para minhas filhas, que, por exemplo, de final de semana é meio que tradição, a gente vai para sair para algum lugar e eu tô tentando às vezes um dia ou outro ficar em casa porque eu falo assim: "Cara, eu não quero que minhas filhas achem que, tipo assim, cara, para
ela se divertir e a vida boa, é ela tendo que fazer alguma atividade fora de casa, ir num shopping, brincar e tudo mais. Só que até complexo você conseguir achar o Que que é essa vida boa para vocês. Tem alguma coisa que que dá para fazer de formulinha de bolo de tipo assim, cara, sentar e meditar e tentar pensar em momentos felizes para você conseguir saber qual que é o seu sua válvula de escape para você conseguir se relaxar sem fazer tanta coisa? Cara, tudo que gera flow e geralmente atividades que tem que envolvem mão,
você pegar alguma coisa para fazer. O o pai delô tem muito essa cultura. Eh, juiz de direito, não Precisava disso, né? Mas vaiar, vai, o cara vai pro sítio construir uma parede, um muro, assim, o cara roça próprio próprio terreno, a própria E meu pai faz isso também. A gente começou, a gente trabalha com caminhão e meu pai começou a comprar boi e tal. Eu falei: "Pai, não faz sentido o teu tempo, não faz sentido quanto você ganha, porque no caminhão a gente ganha muito mais". E o meu pai falou assim: "Mas quando eu vou
cap? É, eu esqueço o celular, eu esqueço a Transportadora, é eu, minha mão e os animais e mais nada". Então, toda atividade que que geralmente tem um começo, um meio e um fim que não envolva a tecnologia, ela vai te promover muito mais alegria e muito mais estar de bem-estar do que coisas que uso. Eu uso muito esse exemplo também. Se no seu trabalho você não encosta no celular, provavelmente você é muito privilegiado no seu trabalho. Verdade. Concordo com você. Se eu não tô falando de grandes Profissões, não, gente. Eu não tô falando de grandes
profissões. Tem que tomar cuidado para não ensinar isso para teus filhos, porque talvez a imagem delas que ela tenha é isso. Você sabe que você tá absolutamente de coisa, meu pai é doutor em física, né? Ele o tempo livre dele, ele tá no sítio mexendo com cavalo e agora eu ganhei de um de um paciente, virou meu amigo, né, o neto, ele mandou um bretão, que era o sonho da minha vida, ter um cavalo bretão, que Ele é grandão, fortão, né? Eu falei: "Pom, esse cavalo vai me aguentar". Exatamente, cara. Meu pai tá domando o
cavalo. Ele me manda foto do cavalo, vídeo do cavalo. O cara é um doutor em física da USP, [ __ ] Ele trabalhou com um cara que era prêmio Nobel. E no entanto, o que que ele faz final de semana? Hoje ele d uma cavalo. Ele d cavalo. É isso que ele faz. Cara, eu lavo louça total, eu arrumo minha casa, eu arrumo a a minha cozinha, até porque, Pô, aliás, pode até explicar isso. Eu tenho uma sensação de que a a o teu ambiente desarrumado, ele reflete uma mente desarrumada e uma mente desarrumada é
uma mente em angústia. Uhum. Cara, toda vez que chega final de semana, que eu lavo a louça, que eu arrumo a cozinha, espero, levo café paraa minha esposa, espero acordar, eu arrumo o quarto, eu vou mexer nos meus livros, eu vou mexer no lugar que eu faço as lives, cara, parece que eu Arrumo minha cabeça. É impressionante a sensação de bem-estar, de assim, de conforto que eu tenho, de olhar minha casa arrumada e não arrumada, arrumada e organizada. Parece que eu organizei meu pensamento. É porque a natureza do pensamento ela é caótica, né? a gente
que cria linhas editoriais, mas a natureza do pensamento ela é caótica. Então, quando você faz uma atividade de organização, consequentemente o seu cérebro acaba se organizando também. Eh, Acho que toda todo tudo que você pega para fazer que envolva isso, cara. E, e é curioso porque a gente fica consumindo, o livro fala muito isso e é muito legal isso. No nosso eh momento em que a gente não tá trabalhando, a gente tem o hábito de ou colocar um filme para fazer ou escutar uma música, coisas que são atividades passivas. Perfeito. E o livro fala: "Cara,
o flow ele tá na atividade ativa." Então, ao invés de você eh eh escutar música, tenta compor Uma música. Ao invés de você ler um livro, tenta escrever um livro. Ao invés de você assistir a um conteúdo na internet, faz um conteúdo pra internet. Toda atividade que ela é ativa, ela gera muito mais flow do que atividades passivas. Ué, o nível de aprendizado. Em vez de você assistir uma aula, monta uma aula, monta uma aula. E e eu eu me recuso a a cara, carro às vezes quando eu tô com a cabeça cheia, eu alinho
os carros e eu lavo um por um, cara, para Tipo E é muito curioso porque na no primeiro carro você fica, minha vida é uma bosta, [ __ ] que pariu, né? chato isso aqui horrível. Tal tal. Você tá no último carro, pô? Que carro legal esse carro, cara. Adorei esse carro. Minha vida no mesmo sentido. Com as minhas viagens de moto, é a mesma coisa, cara. Eu monto numa moto em Maringá e eu vou paraa Florianópolis de moto. Os primeiros, a primeira hora de viagem, [ __ ] cheio de problema, conta para Pagar, financiamento,
tal, tal, tal. A última hora de viagem é: "Cara, minha vida é tão legal, cara. Olha essa moto, olha esse dia. Então, tipo, toda atividade que exerce flow pra gente, o começo da atividade é estressante e o final da atividade é cabeça organizada e satisfação temporal. É, na corrida a mesma coisa. Começa a primeira volta, que que eu tô fazendo aqui? Eu tô na última. Ué, acabou, [ __ ] Não, vai mais uma. Nossa, no kart mais três, mais três. Eu depois eu pago. Eu preciso aprender kart ainda. Eu não não sei que Ah, mas
eu eu preferi o teu problema do que o meu. Também queria saber que que é o Fort 911. Senhores, muito obrigado por esse episódio. A gente passou de 2 horas aqui conversando. Acho que a gente conseguiu passar bastante, né, vários ensinamentos, uma visão legal. A gente contou bastante história. Aliás, eu quero frisar uma coisa que o Guilherme falou, que para não deixar isso passar em branco, a ideia que ele falou do que que você faria se não tivesse dinheiro envolvido é de um cara [ __ ] de Stanford, que é o Adam Grant. Ele trabalha
com uma coisa chama life designing. E uma das perguntas que ele faz, então olha o nível de pessoa que vocês trouxeram aqui para conversar, né? O Guilherme ele tá te fazendo a pergunta que o Adam Grant ele faz pros alunos dele de Stanford, tá? Então acho que de Última mensagem, né? faz a pergunta que o Guilherme falou. Se você não se importasse com a opinião de ninguém e dinheiro não fosse um problema, o que você faria? Tá bom assim? Obrigado, professor. Muito obrigado pela moral também, pelo amor de Deus. Tô sentindo Ronaldo me elogiar aqui
hoje. Porque eu literalmente faço isso do meu dia a dia. Eu não meio que não faço nada que eu não gosto. Ah, você é um caga regra, C. Não é nada. Você é um caga Regra. O Calquer cara que vem aqui, ele fala. Se o cara vier aqui falar terra planía, ele começa a falar assim: "Não, cara, realmente, se você olhar, se você olhar, se você põe a regra, você começa a ver que realmente tem um, tem um, tem um bastidor." "Eu adoraria conversar com Terra Planeta só para entender a cabeça dele, porque ele acha
que a Terra é plana." Eu adoraria principal, mas é uma coisa que, tipo assim, cara, uma conversa curta, Você tá certo, pode fecharmão. Mas pode mas é porque, tipo assim, mesmo todo o desafio que a gente tem de executivo e influenciador aqui, cara, que nem o Lucas falou, ele consegue literalmente tirar férias semana que vem e tá tudo bem. Sim. É, entendeu? Eu consigo, eu gosto de reclamar também. É, eu consigo, tipo assim, no meio do dia que vocês não viram, mas minha mulher e minha filha tava aqui agora a pouco passando aqui e minha
filha me dando tchau aqui, Entendeu? Então, tipo assim, cara, inclusive, é, então para mim é tipo, eu não tenho o que reclamar, eu ganho dinheiro para fazer um negócio que eu gosto. Esses dias eu tava num metrô, no jogo do Corinthians gritando com um monte de gente, dando cerveja pra galera e isso é meu trabalho. Então, você sabe uma coisa que eu tô batendo muito um emprego desse, eu bato muito nessa tecla também, cara. esses momentos que são os momentos mais especiais da nossa vida. Eu vi a cena da tua e cara, eu eu isso
isso isso é pitoresco, tipo, você poderia pintar essa cena dela e às vezes no nosso dia a dia a gente tá tão preocupado com correr que a gente esquece de olhar no olho da nossa mãe e ficar só olhando para ela, entendeu? Não fazer mais nada. Meu irmão, a mesma coisa. Todos os nossos familiares ou aquilo que a gente gosta de fazer, a gente não pode tratar o que a melhor experiência da vida humana como uma Coisa do dia a dia, entendeu? Eu fiquei assim, ó, tipo, a hora que eu vi, ó, tua filhinha, teu
filhinho dando tchauzinho, eu fiquei tipo, ai que legal isso aí, cara. Então, acho que isso, isso também traz a beleza e a sensação de que minha vida tá tá tudo certo, sabe? Sim. É isso. Top demais. Quem quiser te encontrar, Guilherme, como é que faz? Quem não te conhece? Guilherme Batilane em qualquer lugar que vou estar lá. Boa. Legal. E você, Mus, quem quiser saber Mais aí sobre o seu trabalho, quem não te conhecia, será que alguém não conheceu? Esses cara não tem internet. Vamos levar internet para essa pessoa, né? Não conhece, conhecim. Olha aqui,
a gente fez uns podcast bacana aqui. Tem muita coisa legal. Então, joga Paulo Mus em todos os lugares. Muito obrigado por ter acompanhado a gente de cinco estrelas no Spotify. É, compartilha com todo mundo, dá like. Até o próximo episódio. Grande abraço e tchau. He. [Música] Er