Podcast Três Irmãos na área. Quem fala com vocês mais uma vez Rodrigo Chorró. Do meu lado, meu brother, meu irmão Roberto Andrade, filho borracha na mesa operando, nosso diretor Pedro Henrique. Aí, Robertinho, bom dia. Tudo bem? >> Bom dia. Fala aí, meus irmãos. Beleza? Fala aí. >> Você sabe que você fica contando essas histórias na hora da espera ali e tem uma galera que faz leitura labial nossa Assim, sabe? >> Nossa. >> É, os caras, os caras fica super interessado nas conversas de bastidores assim, sabe? Fal is não tem jeito. >> Tem, lógico que tem.
Então você vai ter vai ter que contar de novo aqui depois aí pra audiência ficar sabendo o que que você tava falando. >> Não tem lógic não tem coragem não, velho. >> Até porque, Robertinho, a gente Aproveita sempre esse momento para pedir opinião da nossa convidada, né? A opinião dela é muito importante para nós. >> Ela já me ajudou muito. Eu acho que ela ajudou geral, né? Ninguém, eu falo, o sucesso não é por acaso, >> não, >> né? O, a pessoa tem que ter o brilho, conhecimento, preparo, porque senão é muito passageiro. E o
dela, mano, esse aí não acaba mais, não. >> Tá o segredo aí, hein? Tá o segredo aí, né? >> É, as pessoas querem ser algo, mas não são de verdade. E aqui tá uma pessoa que é de verdade e por isso que as pessoas, né, gostam tanto dela. A gente tá aqui com a Dr. André Vermon mais uma vez. >> Bom dia, pessoal. Tô aqui na minha casa no podcast que eu mais amo estar no Brasil, que esses dois piada aqui que eles são engraçados demais, quase me matado de rir. Depois eu vou fofocar o
Que que o Robertinho tava falando. >> Aí Robertinho é engraçado demais. >> Fala isso é papo de irmão. Não pode se contar vira dois irmãos. >> Ai ai. >> Pô, fiquei sabendo uma coisa legal da sua vida essa semana assim eu vi uma foto sua com >> com o sargento da PM, né? Prado. >> É o Prado. E eu peguei e falei pro Prado, falei: "Ó, o pai do André é policial, né, tal". Ele falou assim: "Não, não é só o pai não, pai, sobrinho, tio da família. É uma família militar ali, né? Não é?"
>> Único homem da família que não é militar é o Tomás, meu filho, que quis fazer veterinário. Todos os outros seguiram carreira militar. Tudo seguiu carreira militar. >> Tudo seguiu carreira militar. >> Caramba, >> eu sou muito grata à Polícia Militar. Eu falo que eles que colocaram arroz e Feijão na nossa mesa. Sou muito grata à Polícia Militar e nos momentos mais importantes e mais difíceis da nossa vida, a polícia esteve. No velório do meu pai não podia ir muita gente. Foi durante a pandemia. A polícia que esteve lá no velório e levou o caixão
pro pro para enterrar. E agora há 40 dias atrás no falecimento da minha irmã, foi triste, mas foi a coisa mais linda, porque tinham mais de 30 viaturas. Quando a minha irmã foi ser enterrada, Todas ligaram a sirene por do sol, 6 horas da tarde, o sol bonito, e todos ligaram a sirene e todos fizeram continência enquanto estava enterrando minha irmã. Ninguém pediu, ninguém falou nada sobre isso e eles voluntariamente estiveram lá. Então assim, eu tenho um carinho e um amor muito grande pela polícia. Inclusive falei pro Prado, eles queriam uma palestra voluntária. Eu falei:
"O que vocês precisarem de mim? Eu eu ajeito a agenda. Eu sou uma pessoa Muito grata. Eu valorizo quem já me valorizou antes de qualquer coisa. E a polícia desde os primórdios foi muito importante na nossa vida, assim, tem um carinho gigantesco. Então, >> por isso tem mais influência ainda do que a gente imagina na sua vida, né? Sandreia às vezes que na hora tem que ser brava que ela é tudo. Talvez tá tá um pouco ligado com isso daí. >> É muito do que eu sou. Eu acho que eu aprendi muito com o meu
pai, né? Meu Pai, meu pai era uma figura. Robertinho me lembra muito meu pai. Meu pai é muito good vibes. Você me lembra muito, meu pai. Você tem um, pelo menos é a sensação que eu tenho, né? Não sei se eu tô certa. Meu pai tinha um jeito muito leve de levar a vida. Assim, meu pai não parava em muita coisa, não. Eh, as coisas para ele eram muito simples, parece, de serem vistas. E ele tinha essa risada boa que você tem. Ele ria das coisas, mas ao mesmo tempo ele era Muito disciplinado. Meu pai
tinha orado para tudo. Ele ele as coisas dele eram muito certinhas. O jeito que ele organizava as coisas dele eram muito certinha e ele era muito assim com a gente também, sem ser duro. É tão interessante porque a gente vai reescrevendo a história da gente. E é engraçado vocês falarem sobre isso, né? que eu sempre falo, eu falo qualquer, talvez seja o diferencial do podcast de vocês, vocês são excelentes hosts, vocês Propiciam que a gente fale de assuntos que são muito importantes. Nunca tinha parado para pensar sobre isso. Vocês estão aí falando e eu tô
aqui pensando. Meu pai era policial, mas ele era um doce. Meu pai nunca deu um tapa em nenhum dos filhos. Nós somos seis. >> Não. >> O meu pai era a moça da casa. Eu lembro que uma vez eu tirei vermelho. Se você tirasse vermelho, minha mãe não batia não. Ela matava de bater. E aí eu fui lá Na igreja, ele tava capinando a igreja porque ele construiu a igreja São Judas Tadeu em Uberlândia. Construiu, >> ele construiu >> ele e a minha mãe, a primeira igrejinha. Agora tem uma igreja imensa do lado, mas ele
e minha mãe construíram a igreja tijolo por tijolo. >> E ele tava lá capinando. E eu fui lá, falei: "Pai, tirei vermelho, eu tinha uns 10 anos e se eu mostrar pra minha mãe, eu vou apanhar." E você tinha que Assinar o boletim, né? O pai tinha que assinar. >> Aí ele falou: "Ó, eu vou assinar, mas você não conta pra sua mãe que eu assinei não, senão vai brigar comigo também". Então ele me lembra esse jeito do Robertinho, meio malandro assim, uma malandragem saudável para lidar com as coisas, uma curva para fazer >> e
assinou, tadinho. E ele tinha isso, ele era, ele ensinava as coisas pra gente, mas muito mais pelo exemplo do Que pela, pela dureza. Assim, ele, ele não, ele não batia, ele não falava muito, mas ele tinha o jeito dele. Por exemplo, dia de durante qualquer dia, não ficava na cama mais do que 8 horas da manhã. Esquece, podia ser domingo, ele ia lá e acordava a gente. Pai, mas são só 8 horas. Não, não vai acordar. Cama é pouso, não é morada. Vai ficar dormindo em cama até não sei que hora. Não, pai. Mas nós
vai fazer o quê? inventa, vai brigar, vai Brincar, vai fazer o que vocês quiser fazer, mas ficar deitado em cima de cama não vai não. Então ele ele tinha essas perspectivas e é muita polícia, né? Eu acho que talvez essa ordem, autoridade, essas coisas, eu tenha aprendido muito com o meu pai desse, dessa vivência dele aí. >> Você já pensou que esse levantar às 8 tá um pouco elcionado também com vamos viver a vida, vamos fazer alguma coisa aqui. >> É, com certeza, né? ficar demais deitado, perdendo tempo lá, né? Ele era muito vivo. Meu
pai tinha uma >> uma pessoa que construiu uma igreja, né? Pô, é muito [ __ ] Meu pai nunca parou. E meu pai, ele tinha ele tinha algumas coisas. Hoje eu fico vendo, né, assim e pensando. A, a Polícia Militar nunca sustentou nossa casa, né, assim, integralmente, seis filhos. Você imagina o salário de um policial hoje? >> Hoje um soldado deve ganhar uns 4.000, 5.000, no máximo. Seis filhos. >> É, não dá. Então, meu pai sempre teve dois empregos, >> tinha que fazer o bico, né? Essa é a realidade de vários policiais, né? O bico,
né? Bico. >> Tanto que até uma luta hoje da Polícia de Minas legalizar o bico assim, né? Que o governador permita que esse policial possa fazer um bico, porque o salário a vida inteira fez bico. Ele era muito trabalhador, não era preguiçoso. Nunca Vi meu pai embriagado, nunca. Nunca vi meu pai que eu falar assim, meu pai nunca >> falar assim, nossa, meu pai hoje cedeu um pouquinho, ele tá com a fala mole. Não, e isso não quer dizer que ele não bebia. Todo dia antes do almoço, ele bebia um shotinho de cachaça. Ele falava
para abrir o apetite. Todo dia. Durante 86 anos ele tinha a pinguinha dele. Tum. Dia de domingo tomava a cervejinha dele, mas era uma do Eu nunca vi meu pai assim Lerdo de bebida. Nunca. Nunca. Sua bronca com ele sempre foi por conta do que ele fazia com sua mãe. >> Meu pai era muito ciumento, >> que é muito do que a gente vai falar aqui hoje, né, um pouco. Meu pai era muito ciumento, meu pai era muito tóxico e meu pai era muito abusivo com a minha mãe. E meu pai era muito safado, né?
Mulhezeiro demais. >> É. >> E era sério. Na época parece que era Meio que cultural. Era regra, né? É. Sabe que o cara era assim regra, >> né? Eu acho que com raríssimas exceções era era o meio, >> mas ao mesmo tempo ele era seu confidente. Quando você ia falar alguma coisa igual a nota vermelha, você procurava ele para falar. >> Meu pai era o afeto. >> Você era meia mala assim, né? Porque tem uns mala também que umas coisas contam pro pai, outras coisas só contam pra Mãe. >> Meu pai era a figura de
afeto em casa. Engraçado, né? Não era para ser, porque ele era o policial, né? >> Uhum. >> A minha mãe era mais dura, minha mãe batia, minha mãe era muito brava. Ele não, ele era figura de afeto. Então, por exemplo, acabava, isso acontecia muito em Uberlândia, especialmente no bairro que a gente foi morar, que era o bairro Rosville. O Rusvil era uma grande Fazenda. Eles lotearam, a nossa casa foi a primeira casa do Rusville. Então, tinha energia elétrica, depois acabava, tinha, não tinha. Eu lembro de acabar a energia elétrica à noite, meu pai põe uma
vela e fica fazendo bichinho na parede para distrair a gente, como se aquilo fosse televisão. >> Então ele era essa figura de afeto, de carinho. Às vezes minha mãe batia, ele pulava na frente, falava: "Maria, faz isso com os meninos não, não precisa Disso, para que isso? Os meninos vão crescer revoltado". Mas ao mesmo tempo era uma figura. Meu irmão quando entrou na polícia, ele falava pro meu irmão assim: "Emar, você não precisa pular na frente da ocorrência, a ocorrência vem no você. Gente, tem que ficar mais tranquila. >> E vocês como filhos assim, vocês
>> pertizão isso é muito de mim. Mas quando você fala que ele era muito calmo e que sua Mãe era muito brava, ele lá em casa é muito assim, sabe? Eu sou muito tranquilo, mas eu me permito viver nessa tranquilidade, porque a Bianca faz um trabalho excelente. Você entende que se ela não fizesse, talvez eu fosse o estressado que tivesse que cobrar? Não é de mim. Eu acho que eu não seria como ela é. Nunca não. Não consigo ser o que ela é. Mas o fato dela agir como ela age, com tanta prontidão, sempre tão
Disposta, me deixa de uma zona de conforço, pelo menos em relação à criação dos meninos. em que eu me permito estar ali só para fazer o balancete, que é tipo assim, não, deixa eu assinar isso aqui que se sua mãe vi. E eu falo isso muito para eles. Eu falo assim, ó, eu vou fazer porque se sua mãe souber que vocês não estudaram isso aqui, tipo assim, a média lá tem que ser muito alta lá em casa, nas notas. E muitas vezes eles dão um tropeço ali, Eu falo assim: "Cara, eu vou assinar essa prova
que se sua mãe pegar isso aqui, ela vai arrancar o coro de sua cara". Então não faz isso mais não. Vou assinar você estuda que você me chama, vou te ajudar. Eu assino, não qu sua mãe não. >> E eu acho que esse balanço ele é tão importante e não à toa Deus constituiu pai e mãe ou também casais que são homoafetivos, mãe e mãe, pai e pai. Eu acho que não é sobre sexualidade, é Sobre papéis. Eu acho que na paternidade, na maternidade, sempre tem que ter esse que é o lugar do afeto, essa
figura que é o lugar do afeto e essa figura que é o lugar da autoridade. Quando isso não acontece, essa educação ela fica meia manca. Então, Brand, lá em casa é o inverso. O Jorge é uma onça. Eu sou good vibes em pessoa. Olhar pro short. >> Eu sou, eu sou a figura do afeto. >> Eu olho carbãozinho só. Jorge é uma onça velha. Eu sou a figura do afeto. Eu é que os meninos vêm contar. Eu é que apazigo, eu que coloco água fria na nas discussões. Eu falo: "Não é possível, vocês três vão
entrar mesmo nisso. Vocês vão arrumar essa brigaiada aí por causa disso, porque ele é muito rígido, pega no pé em tudo. Eu não, eu tenho coisa que eu deixo passar. >> E você acha que esse papel tem que ser combinado antes? Eu acho que esse papel é dom, Ó, você vai ser designado para isso. >> Esse papel é muito dom. É você que vai perceber quem se sente melhor em cada papel. Na sua casa, por exemplo, quem é mais good vibes? Quem é mais? >> Eu acho que a Renata é mais é tem hora que
sou eu, tem hora que é ela. É >> que também acontece também. né? Tem tem coisas que para mim é muito importante e aí eu fico muito bravo com isso, né? E a Renata, isso para ela não importa tanto e tem coisas para ela que É importantíssima e aí nisso ela vai ficar muito brava, né? E aí a hora de medir quem fica mais brava e ela fica mais. >> E esse revesamento também é importante. Tem alguns momentos, tem casal que também tem esse modelo >> de revesar o papel. O importante é que não falte
os dois papéis, >> o papel da ordem e o papel do afeto, o papel da autoridade e o papel do acolhimento. Esses dois são Imprescindíveis. Se eu fosse falar em duas colunas que sustentam uma educação saudável, eu diria disso. É importante que haja o lugar do afeto e do acolhimento, como é importante que haja o lugar da ordem e da autoridade. Se isso não acontece, a gente não tem um adulto que vai ter um desenvolvimento psíquico saudável. É, o limite ele é estruturante. Então o limite ele é absolutamente necessário, como o afeto é extremamente Necessário.
O ser humano nasce do feto, mas ele só se desenvolve pelo afeto. >> Então é o afeto, ele é imprescindível, mas a autoridade, a ordem também é imprescindível. Então esses esses lugares eles permeiam se acontecem. >> É que tem hora que eu vejo que parece que o casal não conversa sobre isso assim, sabe? E isso acaba, era para ser algo facilmente resolvido, mas acaba sendo entrave na vida deles, uma dificuldade, porque não nenhum sabe o Seu papel dentro do relacionamento. Faltou muito diálogo ali, né? >> Boa. Mas é tão engraçado, Rodrigão, porque você tá falando,
né? Ninguém sabe seu papel dentro do relacionamento. O casal, às vezes, na educação dos filhos não sabe seu papel no relacionamento. Eu acho que talvez o grande problema da atualidade não é só do casal, não. É que as pessoas não sabem os seus papéis. Homem não sabe mais o que que é papel de homem. Mulher não sabe mais o que que é Papel de mulher, filho não sabe mais o que que é papel de filho. Policial não sabe mais que tá perdido, porque ele não sabe mais o que que ele pode fazer, o que que
ele não pode. Professora já não sabe mais o que que ela pode fazer, o que que ela não pode. Os papéis estão absolutamente perdidos. E aí vira uma bagunça. Eu tava conversando com um colega psiquiatra e ele me falando que atende um casal e que ambos são narcisistas. Eu falei: "Gente, como que deve ser esses filhos?" Porque você imagina um casal onde pai e mãe são narcisistas. O narcisista ele é um espelho. O narcisista ele não se relaciona com ninguém, ele se relaciona com o reflexo dele mesmo. Quando você se relaciona com o narcisista, você
está olhando para o espelho, ele não te vê, ele vê o reflexo dele. Não há relacionamento com o narcisista, porque você não acessa um narcisista. é literalmente um espelho, Você não acessa ele, é sempre o reflexo dele. Agora você imagina um pai e uma mãe narcisista, essas crianças aí, ele me falava sobre isso, esse psiquiatra, ele falava: "André, com certeza elas vão desenvolver um transtorno na fase adulta". Filhos de narcisista em geral são bipolares, são tem boderline ou narcisismo. >> Podem ser narcisistas também, >> até como uma defesa psíquica. Porque como que você vive um
ambiente onde você Não é enxergado, onde você não é visto? ou desenvolver uma depressão também, né? Acabar passar, que que são sintomas que estão dentro da do do borderline, da bipolaridade, que também pode ser mesmo uma depressão refratária importante. Então, é aí a história dos papéis, né? Imagina, porque você falou assim, as pessoas estão perdidas nos seus papéis, imagina um pai narcisista e uma mãe narcisista. >> Mano, você já pensou por que as pessoas Estão assim? >> Já refletiu sobre isso? Eu eu eu tenho algumas teorias e talvez a isso a isso explique um pouco
o sucesso do meu discurso. Vou nem dizer o meu, mas o sucesso do meu discurso. O óbvio precisa ser dito e nós nos afastamos do óbvio. Então nós paramos de falar o óbvio. E por isso que as pessoas estão perdidas. Se eu não te falar ou para uma criança, na verdade, né? Uma criança, imagina uma criança que o Lock, né? O filósofo lock Inglês Lock vai dizer que toda criança é uma tábula rasa. Pega uma tábua que não tem nada escrito. Toda criança é uma tábula rasa. Aí você entrega um copo para ela. Aí você
fala para ela: "Copo copo para beber água". Copo. Ela entende que copo? Água função. Ela entendeu a função do copo. O básico, o óbvio. E ali nunca mais ela esqueceu a função do copo. O que que acontece na atualidade? Nós não falamos o óbvio, o que que homem é e que que homem precisa ser. O que que Mulher é, o que que mulher precisa ser, o que que pai é, o que que pai precisa ser, o que que policial é, o que que CEO é, o que que RH é. E aí, por que que o
meu discurso acaba sendo muito aderente e permeando as diversas camadas da sociedade? Que é muito engraçado porque outro dia me chamaram conar. Conar maior congresso de RH da América Latina entre os três maiores do mundo. Eu fui lá falar de um tema corporativo, mas eles não me chamaram por causa de um tema Corporativo. Eles me chamaram por causa de um recorte que eu fiz aqui, inclusive falaram de vocês no CONAR, um recorte sobre filhos. Aí eu pensei, G, mas num congresso de RH, como que eles convidam alguém que teoricamente só falava sobre filhos? Mas é
porque o meu discurso ele acaba permeando todas as camadas da sociedade. Porque o que que um RH precisa? O que que um CEO precisa? o que que um líder precisa. Então, falar sobre definições de papéis acaba deixando Muito claro. E aí, talvez, por isso as pessoas ficam muito encantadas com o meu discurso, porque para mim as coisas estão muito claras e muito óbvias sobre papel de pai, papel de mãe, papel de líder, papel de empresa, papel do trabalho. Essa semana fiz uma palestra inclusive no shopping em Uberlândia, ainda fiz essa brincadeira, gente. E o senor
lá, falei: "Olha, você fique tranquilo, não se assuste com a minha palestra no início, nós vamos Desconstruir, depois a gente constrói de novo". Aí a primeira pergunta: "Trabalhar é bom?" Aí todo mundo, alguns é outros caladinhos. Falei: "Os que falou: "É mentira". Porque se vocês ganharem 50 milhões na mega cena, vocês falam assim: "Segunda-feira ninguém vai me". Todo mundo vê. Falei: "Então, então a gente não trabalha por prazer, a gente trabalha para ganhar dinheiro. Prazer a gente fica com a esposa, com os filhos, a gente vai pra praia, a gente Cuida da mãe da gente
quando ela tá idosa." Dinheiro é fundamental. Dinheiro sustenta aquilo que é essencial. Que que é essencial? Minha mãe, meu pai, vocês, meus amigos, meus sócios, os filhos que eu amo, a carreira que eu gosto de fazer. Isso aqui é essencial. Isso aqui me dá prazer, isso aqui me define, isso aqui é minha essência. E o dinheiro é fundamental para bancar isso aqui. Desconstruiu, desconstruiu. Ah, então Vocês entenderam que dinheiro é fundamental? Entendemos. Então vamos ser felizes fazendo fundamental, porque não dá para ser triste fazendo fundamental, porque isso aqui banca, isso aqui não banca. Ah, é
mesmo, doutora? banca. Então faz isso aqui bem feito, senão você perde isso aqui. Então essa é é então é desconstruir alguns conceitos e falar a verdade. Por exemplo, para empresas para com essa conversa fiada de ai tem que vestir a Camisa, ai tem que agir com espírito de dono. Não, mentira, nós estamos aqui para ganhar dinheiro. Se a gente ainda for feliz com isso, beleza. Mas a gente trabalha para ganhar dinheiro. >> Sabe que eu fiquei preso muito tempo nisso, né? Tipo que realmente existe um discurso liberal nisso daí, que trabalhar é bom, né? Que
trabalhar enriquece o homem, trabalhar fortalece o homem e aí você o trabalho dignifica. Obrigado, Albertinho. O trabalho dignifica o homem. Isso é um discurso liberal assim, para colocar as pessoas cada vez mais no trabalho. O trabalho é importante, sim, todo mundo sabe, né? Eh, mas eu vejo hoje que mais importante que o trabalho é que você consiga ajudar as pessoas e se o seu trabalho tiver relacionado com isso, ele passa a ser prazeroso. >> O trabalho ele é fundamental, ele não é bom nem ruim, ele é fundamental, especialmente numa cultura capitalista. Como que a gente
vive as coisas que a gente gosta? Como que você tem educação de qualidade paraos seus filhos, saúde de qualidade, lazer de qualidade, tempo de qualidade sem o fundamental que é o dinheiro que vem do trabalho? Então o trabalho é fundamental, ele não é nem bom nem ruim, porque ele banca aquilo que é essencial. Mas o que que e isso isso precisa ficar tão claro na sua vida, o que que é fundamental e o que que é essencial? Fundamental é aquilo que eu não posso deixar de fazer. Meu trabalho é fundamental. Se vocês não fizerem isso
aqui, vocês bancam a vida de vocês. >> Então isso aqui é fundamental. >> Dinheiro não é ruim. Eu não consigo imaginar dinheiro piorar a vida de alguém. Só se a pessoa for incompetente, sem caráter. Aí o dinheiro pior a vida dela. Mas o dinheiro tem, o dinheiro por si só. O dinheiro não tem um espírito. Dinheiro não piora a vida de ninguém, a não ser que a pessoa não tenha caráter, valores e não sabe lidar com dinheiro. >> Mas tem várias pessoas fazendo fundamental hoje, fazendo o trabalho e elas não estão felizes. Tem muita gente
no trabalho que não tá feliz, tá fazendo ali é fundamental, tá ganhando dinheiro, mas não tá feliz porque tá faltando algo. >> Mas talvez porque ela não definiu o essencial. A pergunta, e ontem até conversava isso com os meninos, com os meus sócios e eu achei isso fantástico. Quem vence se você vence? Se você se dá bem, quem se dá bem junto com você? Se a gente não responder essa pergunta, o dinheiro perde o sentido. Quando eu venço, quem vence também? Ontem eu levei minha mãe para escolher os pisos da casa dela. Povo fala que
eu choro muito. Se conformem, gente. Rasguem a roupa, porque se eu choro, falo. Outro dia me criticar porque eu ri no podcast. Então vocês não sabem o que que vocês querem. >> Pega um pega um lenço aí depois para André aí, Pedrão. Pr para escolher os pisos da casa dela, porque eu tô tendo a oportunidade de reformar a casa dela, graças a Deus. E aí eu, ela escolhendo os pisos dela e minha filha falou assim: "Mãe, você tá tão feliz de poder proporcionar isso Paraa minha avó, né?" Eu tava igual pinto no lixo, porque quando
eu venço, um monte de gente vence comigo. Tantas pessoas que estão sendo abençoadas, tantos psicanalistas com os consultórios cheios, tanta oportunidade. Domingo eu cheguei na casa da minha mãe, um vidro da janela dela tinha caído lá quebrado. Eu falei: "Eu não posso morar numa casa boa e minha mãe sem vida na janela". Falei: "Mãe, vamos acelerar essa reforma Da casa da senhora. Quantos anos ela vai ficar lá?" Não sei, mas ela tá numa satisfação. Mãe, minha filha, vocês vai trocar o piso todinho da casa inteira? Eu falei: "Mãe, da casa inteira e vai pintar, vai
pintar e eu vou ter um armário. A senhora vai ter um armário. Então, quem vence quando você vence? Se o podcast de vocês estourarem, quantas pessoas vocês vão abençoar? Porque vocês são honestos, vocês vão pagar bem as Pessoas, vocês não vão ser pagar de qualquer jeito, porque vocês se dão bem. Gente boa como nós, honesta, como diz o Lulu Santos, fino, elegante, sincero, precisa vencer na vida. Porque gente que não presta, vence na vida e pisa nos outros. Imagina gente que presta vencendo na vida, o que que nós vamos fazer? Eu não tenho coragem de
pagar mal uma pessoa que trabalha comigo. Não tenho coragem, porque eu não gosto de viver mal. Então, quem vence quando você vence? Quando você faz o fundamental bem feito e define o essencial, o negócio vai fluir, não tem jeito. Então assim, dinheiro é bom e o trabalho é bom, desde que ele te proporcione uma vida boa e proporcione uma vida boa para as pessoas que estão ao seu redor. A funcionária de sua casa ganha bem. Você tem coragem de comer picanha e saber que a sua funcionária não tem nem carne direito para comer. Como é
que as Pessoas têm coragem de fazer isso? Eu acho inadmissível e eu não conto isso para fazer graça para ninguém. Minha funcionária é muito engraçada, Osvaldina e eu amo ela. Ela é do Pará, mas ela é uma figura. Uma figura. E ela tava empolgadíssima. Não, ela é do Maranhão. Ela vai me bater. Se falar que é do Pará. Ela tava empolgadíssima porque ela ia pro Maranhão há 30 dias atrás, >> depois de não sei quantos mil anos de Ônibus, 48 horas de ônibus. empolgadíssima porque ia para esse Maranhão. Patrão, tanto de forró que eu já
combinei e vai ter forró e vai não sei o que lá. Falei: "Ovaldina, compra um sapato para você, compra umas roupas para você ir, compra uma mala melhor que você vai ficar 48 horas dentro desse ônibus. Ai patrão, não sei o quê. você é uma mãe que eu tenho. Falei: "Eu não sou mãe de sua nada não, que você tem idade para você, você é minha mãe. Mas eu Gostaria que fosse assim, eu gostaria de ir pro forró com a roupa melhor. Eu gostaria de ir com um sapato novo, eu gostaria, se fosse passar 48
horas dentro de um ônibus com a roupa melhor. Eu falava isso lá no shopping, lá na palestra, gente, não, você não precisa fazer pós-graduação para você ser uma pessoa boa. Faz com os outros o que você gostaria que fosse feito para você. tão simples. Você gosta de chegar num hotel, ser bem Tratado. Você é funcionário do hotel, trata as pessoas bem. Não é sobre a pessoa, é sobre você. Um dia eu cumprimentei um senhor no numa banca de jornal, tava até com com um colega que trabalhava comigo e o senhor foi super grosso, acho que
foi no foi na Paraíba. Falei: "Bom dia, não sei o quê, queria comprar essa revista, não sei o quê." Foi grossíssimo comigo. Eu falei, agradeci, paguei, falei: "Tchau, bom Dia, senhor. Fique com Deus, tem um dia abençoado." Ele falou: "Você vai tratar ele bem? Ele faltou só te bater e faltou só te xingar. Ainda assim, você dá bom dia, desejo para ele um bom fim de semana." Eu falei, ele não vai determinar o meu comportamento. Quem determina o meu comportamento foi o caráter que meu pai, minha mãe me deu, os meus valores. Eu não permito
que o outro mande na minha reação. Quem determina minha reação sou eu. Isso é Sobre mim, não é sobre ele. Você vai reagir do jeito que o outro reage. O outro é grosso, é grosso. Faz do jeito que você gostaria que fosse feito para você. Vai dar certo para todo mundo. Se todo mundo pensar assim, eu vou fazer com o Robertinho, vou chegar lá no podcast. Eu tenho que chegar na hora porque eu não gosto que atrasa comigo. Ué. Eu vou fazer, eu vou responder assim, porque é assim que eu gosto que me responda. Eu
falo isso com os meus Filhos direto. Às vezes a Bia tem umas resposta rípida, eu falo: "Minha filha, é assim que eu te respondo?" >> Lá em São Paulo a gente grava num estúdio, né? E sempre que vai parar o carro lá na garagem lá tem um um recepcionista desmai turrão, né? >> E já chega na marra já. >> Ô patrão, não sei se vai ter lugar para deixar o carro aqui não, viu? Tá cheio demais, mas larga aí que eu vou ver se eu acho um negócio para você. sempre é Tá turrão, tá bem
bravo mesmo assim, né? Aí dessa última vez eu acho que várias pessoas talvez em algum momento deveriam estressar com esse cara o jeito que ele chega, porque ele chega marrento mesmo, né? >> Ele chega armado. >> Ô irmão, deixa eu te falar, a vaga hoje tá tudo ocupado aí, ó. Pode chegar para trás aí. Não chegou o carro na frente não. Beleza, eu vou ajeitar para você, tá? >> É, >> mas eu só vou ajeitar porque eu tô sabendo que você tá na casa toda hora aí, que não tá tendo para ninguém. Falou, deixa a
chave lá, ó. Não precisa pôr na mão, não. Pode deixar na mesa. >> Foi mostrar, pegou deixava assim, >> chegou no carro elétr lá, foi mostrar como é que mexe. Ó, assim que mexe, rapaz. Eu sei, pode deixar que eu sei. Sei mexer no carro, pode deixar aí. Aí da última vez que eu fui lá, a gente Virou e falou assim: "Mano, a gente tá indo almoçar, posso trazer um um almoço para você?" Eu falei: "Uai, uai, pode aí, você quiser, pode." Aí, aí a gente pegou e almoçou, levou a mesma comida que nó comeu,
levou para ele, comprou um refrigerante, levou lá, entregou. Rapaz do céu. Obrigado aí. Acabou, quebrou >> car o carrinho tá no canto. Vou deixar só na sombra. Valeu, patrão, que você é Ponta firme. Deixei que >> Não, mas quebrou o cara, sabe? Quebrou o cara. Quebrou o cara. né? Então é é extremamente importante você tratar as pessoas bem, né? Principalmente quem te trata mal, assim, eu vejo que que isso pode resolver várias situações assim na sua vida, assim, sabe? >> Então, nessa hora eu ainda não sou maduro, não, tá? A minha calma, ela é serena
e ela é constante. Oi, tudo bem? Não, valeu. >> Existe uma teoria disso daí que vocês estão falando, de ter levado a o almoço para ele. Existe uma teoria que pessoas em profissões de serviço tem um nível de invisibilidade social, elas não são nem vistas. >> É, >> eu tava em Curitiba domingo, a gente tava indo embora, aí é uma senhora, aquela senhora que passa com o carrinho, trocando as toalhas, fazendo coisas no hotel. Falei: "Bom dia". Ela olhou até, Assustou. "Bom dia". Falei: "Como é que a senhora chama? Eu falei: "É, como é que
a senhora chama? Fulana". Falei: "Bom dia." É difícil trabalhar no domingo, né? Mas que a senhora tem um dia abençoado, não sei o quê. A pessoa assusta porque você não vê o varredor de rua, você não vê o cara que troca sua cama no hotel, ele entra, sai, ele tá no corredor, você não cumprimenta. É o porteiro, é o cara que estaciona o carro, a gente não olha, a gente não Pergunta se tá bem, a gente não pergunta o nome, a gente não pergunta se tá precisando de alguma coisa. O Marmitex que você levou para
ele fez diferença para você? Não, não, >> mas para ele mudou a vida dele. >> Eu eu fico me perguntando assim, não sei se você já se perguntou isso, o que que diferencia a gente dos outros seres vivos no mundo, assim, o ser humano, qual que é a diferença que a gente tem dos outros animais? Eu eu me perguntando esses dias assim, eu pensei, pô, acho que a gente é diferente dos outros animais, capaz de se indignar com injustiça, né? Porque na natureza você não vê os outros animais se indignando com injustiça, né? É natural
um bicho vai lá e come ovo lá do outro lá e vida que segue, vai botar outro ovo. É um um pai perde um filhote ali, vida que segue. >> Ele não se indigna com injustiça, ele não pode fazer nada contra aquilo ali. >> Mas a gente não fica indignado ali >> com a injustiça. E aí eu pensando aqui, porque a gente é o único animal que realmente faz injustiça, porque o outro não faz injustiça, ele vai lá e tá com fome, ele come é o estilo de sobrevivência. >> Mas não é sobre injustiçã injustiça.
Eu estudei isso no doutorado. Não é sobre injustiça. E a sua pergunta foi muito inteligente, muito filosófico. >> É muito [ __ ] Até eu parei para pensar. >> É, uai o que que nos diferencia dos animais? E é a única coisa que nos diferencia dos animais. Não é que o animal não sente o o em neurociências a gente diz assim, não é que o animal não tem consciência, ele não tem consciência da consciência. Quando você fala assim, eu cheguei em casa, meu cachorrinho tava sentindo falta de mim, tava mesmo. O animal ele sente, ele
só não sabe que sente. O que nos diferencia dos animais é a nossa capacidade de sentir e saber Que sentimos. Então não é que o animal não sofra com o perder o filhote, mas ele não sabe que sofre e esse sofrimento não dura nada. Nós sentimos e sabemos que sentimos. O cachorrinho da minha irmã ficou uns dias borcochou, mas agora a vida dele já tá normal, porque ele nem ele não sabe que sente saudade da minha irmã. Então, o o que nos diferencia dos outros animais é a nossa capacidade de sentir. Por isso, quem não
sente como psicopata tá muito próximo de um animal. O a única coisa, nós não deveríamos ser chamados animais racionais, nós deveríamos ser chamados animais que sentem. Todos são animais. O cachorro é animal, eu sou animal, você é animal. A única diferença é que nós sentimos. é a nossa capacidade de sentir. Se você não sente, você tá, vamos imaginar que nós temos uma régua no zero, o menos seja os animais e o mais é que seja o ser humano. Se você não sente, você tá se aproximando mais do animal do que do ser Humano. Então, se
você vê o, se você tá almoçando e se você vê o, sei lá, você tá indo almoçar na melhor negócio de São Paulo e você não para para pensar que o cara pode que pode ser que não almoce, você tá indo pra régua, muito mais pro lado do animal do que pro lado do ser humano. >> É, na verdade eu fico pensando nessas paradas o tempo todo, sabe? Isso cada vez não sai mais da minha cabeça isso aí, sabe? Eu eu vejo que algumas Pessoas conseguem lidar com esse sentimento assim de uma forma talvez mais
racional, não sei, mas é ou talvez não se preocupam com isso daí. >> O sentir, o sentir, ô, ô, Rodrigão, não é sensibilizar-se, não é chorar o tempo inteiro, não é não é esse tipo de sentir, é um, é um mobilizar-se. É um, é algo dentro de você se mobilizar. Por exemplo, você tem uma filha de quantos anos? >> 10. >> 10 anos. Se alguém perde uma filha de 10 anos, como você se sentiria saber que alguém aí em Araguari perdeu uma menina de 10 anos? Isso mexe com você? >> Claro. >> É sobre isso.
Isso é neurônio espelho. Tanto que o psicopata tem menos neurônio espelho. Porque o neurôespelho é o que nos diferencia dos animais e nos faz ter empatia. O cara perdeu uma menina de 10 anos, te dá até um frio na barriga. Você Pensa, nossa, eu tenho uma filha de 10 anos, que horror que deve tá sendo nisso, >> não? E eu tô indo além assim, é, é isso que tá bugando minha cabeça assim, porque eu começo a pensar se eu de alguma forma eu tenho responsabilidade indireta naquela perda. >> Responsabilidade, eu não sei, mas é a
pergunta assim, o que que eu posso fazer por isso? É porque o que eu imagino é que ele Começa a querer abraçar todas as cruzes. O >> o Rodrigão >> é >> como assim? Você abraçar a cruz assim? Porque talvez essa cruz é nossa, né? >> Essa cruz é nossa. Eu acho que essa cruz é da é da humanidade mesmo. Essa cruz é do ser humano. >> Mas mas esse sentimento ele é muito infértil porque ele te paralisa, ele te coloca no sentimento e ele não te leva Para ação. A pergunta é assim: "Pai perdeu
uma filha de 10 anos e eu tenho uma filha de 10 anos. O que que eu posso fazer por isso? Eu posso gravar um podcast sobre violência com crianças? Eu posso visitar esse pai e mandar um bolo de fubá para ele e falar: "Cara, é um bolo de fubá porque é o que, sei lá". para você tomar um café da tarde, sei lá, ficar melhor com isso. É qualquer coisa, é ir além do que eu tô sentindo, é me colocar num outro lugar de ação, de Fazer alguma coisa relacionada ao ao que tá me fazendo
sentir aquilo ali. É ir além. Eu falo que uma situação me chamou muita atenção no velório da minha irmã. Eu postei um um vídeo de manhã falando sobre a morte, que a morte é uma piada sem graça. E falei no final do vídeo: "A minha irmã, a eh este vídeo é homenagem à minha irmã que eu perdi essa madrugada. Não falei nada de velório, onde era, não divulguei nada. E quando eu cheguei lá No velório, passou uns 10 minutos, o velório estava lotado, eu recebi uma mensagem: "Draut Andreia, tudo bem? Eu estou aqui no velório.
Eu sou sua aluna e gostaria que a senhora salvasse esse número. Não vou me apresentar. Não vou aparecer perto da senhora, não quero conhecer a senhora, não quero que a senhora me conheça. Hoje não é dia para isso. Eu só queria falar pra senhora que eu vou estar aqui até às 5:30 da tarde, que é o horário que a sua irmã vai estar Sendo enterrada. Isso era 8:30. Para que que eu estarei aqui? Caso a senhora precise de alguma coisa, água, uma vitamina, comer alguma coisa, ajudar alguém, levar alguém no hospital. comprar algum remédio, eu
estarei absolutamente à disposição, salve esse número. O meu sonho sempre foi conhecer a senhora, mas em outro momento eu farei isso. Hoje estou aqui apenas para servi-la. >> Caramba, velho. >> Isso para mim é sentir. É falar assim: "O que que o outro precisa nesse momento que eu poderia fazer?" E às vezes é o mínimo. Umas vez, uma vez minha vizinha de frente, nó acho que isso é de Uberlândia, né? Tem 16 anos que eu moro na minha rua. Nunca fui na casa de nenhum vizinho. Nenhum vizinho foi, nunca foi na minha. Mas a gente
sabe que a gente pode contar uns com os outros. A minha vizinha perdeu a mãe. Eu bati lá na porta da casa dela, Eu falei: "Ô, ô, ô, Patrícia, passei ali na confeitaria, tinham acabado de assar um bolo de fubá, eu trouxe para você. Eu sei que você perdeu sua mãe, acho que esse bolo não vai fazer diferença nenhuma, mas é o afeto que eu queria trazer para você. Acho que é o mínimo que eu poderia fazer. Ela ficou super emocionada, entra, toma café, vem comer o bolo comigo, tô precisando falar, não sei lá o
quê. Então é assim, o que que eu posso fazer? O que que eu, como humano, gostaria de receber num momento que eu que se eu tivesse passando por aquilo ali? É perguntar pro garçom no restaurante: "Cara, os 10% que tá aqui, eles direcionam para você?" Porque se eles não direcionarem, você não é obrigado a pagar os 10%. Isso é a lei de do consumidor, né? Você pode dizer: "Eu não quero pagar os 10%." E eles são obrigados a tirar da conta. E aí você pede o Pix do Garçom e paga pro Garçon. Eu faço isso
direto. >> Isso é [ __ ] Isso é [ __ ] >> Eu faço isso direto. Faço isso direto. Todo lugar que eu vou comer, eu pergunto: "Esses 10% que vai estar na conta é direcionado para você?" Não, isso é é rateio geral. Falei isso. Então não funciona. Então você volta com a conta, tira os 10%, me passa seu Pix que eu vou fazer os 10% diretamente para você. Isso é muito [ __ ] Eu vi, eu vi uma uma moça fazendo isso com um cantor, com o cover num restaurante. A galera ficou toda assim
e tal. Eu não dei palpite nem nada, mas é interessante. Coisa simples de >> chegar no destinatário real, né? >> Exatamente. Que é a pessoa que merece. Eu f Eu sempre, eu sou muito parecida com Rodrigo nesse, nesse sentido. Eu fico na churrascaria. Aí eu penso, será Que esses garçons já almoçaram? Eles almoçaram antes da gente ou eles almoçam depois da gente? Você imaginou no churrascaria você servindo carne com fome? >> Ah, não tem. É, mas você comer antes também é [ __ ] viu? Aí você não rende. >> Mas eu eu tenho essas questões
de ficar pensando assim, qual que tanto que eu posso interferir nesse ambiente? As pessoas me perguntam assim: André, qual que é seu propósito de vida? Meu Propósito de vida é dois: elevar o nível de consciência das pessoas em todos os sentidos aonde eu estiver. éevar o nível de consciência e transformar os ambientes, que o lugar que eu passe fique melhor depois que eu passei. Então isso vale para tudo, até pro restaurante onde eu tô, eu fico pensando, falo, cara, será que já comeu? Será que não comeu? Será que recebe os 10%? Será que não recebe
os 10%? Aí o Jorge fala assim: "É por isso que você sofre. Eu Sou mais desligado das coisas. Eu eu não ponho as coisas na cabeça porque senão eu eu sofro. É por isso que você sofre. Mas esse é meu jeito. Esse é o jeito que eu >> Então, mas isso não vira um problema? você começa a sofrer a tal ponto que você percebe que você não consegue ajudar todo mundo de toda forma e isso começa a te de alguma forma te machucar. >> Não vira, porque assim, eu tento eu tento ajudar como eu posso.
Se eu não Posso, eu penso, faz isso, eu não vou conseguir salvar todo mundo. >> Você tem que ter uma aceitação do seu limite. >> É, Jesus multiplicou pão para 5.000, depois tinham 72 discípulos, depois tinham 12. na cruz só tinha Maria e João. Eu vou fazer o meu melhor sempre, o que vai restar lá no final. Aí não é comigo. Aí cada um, cada um. Mas >> a sua jornada é a mesma, é de espalhar e de >> É, se eu tiver falando para 5.000 pessoas ou só para vocês dois aqui, eu vou dar
o meu melhor sempre. Eu não vou economizar. Não tem economia. O que vai acontecer? Se com 5000, se com dois, se com um. Aí já não é comigo. Aí, aí é universo, é Deus, são as pessoas que vão aproveitarem isso aí, ó. Se você pegar meu dinheiro, se o cara que eu dei o dinheiro ali catar o dinheiro para usar Craque. Aí, aí é com cada um. Hum. >> Mas você não põe na mão do pastor, vamos pensar assim. >> Como assim? Vai, porque se ela pôr na mão do cara lá que vai usar o
craque, ela deu dinheiro para ele, ele fez o que quis, >> beleza, você fez sua ação, você sabe que tava fazendo certo, mas aí tem alguém que vira e fala assim: "Não, me dá aqui que eu vou ajudar uma galera". E aí Talvez não vai ajudar. Eu acho que você aí é errado. >> Não, aí eu ia falar um negócio, não posso falar não. Dizer o pastor porque ele colhe o dízimo ali. A intenção dele é ajudar todo mundo. >> É ajudar todo mundo. E a gente sabe que não é assim, >> né? Ah, é,
vamos fazer eh sei lá, uma ONG, vamos ajudar uma ONG, porque ela vai ajudar todo mundo e às vezes não vai ser assim. >> É, eu prefiro, >> cara, velho. Tem H que ajuda gente para [ __ ] bicho. >> Tem pastor que ajuda para [ __ ] >> Exato. Também. que ajuda [ __ ] sempre tem o bom e o ruim. Eu tô falando é onde você vai implicar seus esforços. >> Robertinho, quando é coletivo eu prefiro falar que eu tô não, não é para ajudar ong não, não falei nada disso. >> Quando é
coletivo, eu prefiro saber a Destinação desse dinheiro. >> É o óbvio ser dito isso. >> É, tem que falar, tá vendo? É por causa disso. >> Quando é coletivo, eu preciso saber, eu prefiro saber a destinação desse dinheiro. Por exemplo, dízimo, isso é eu, tá? dízimo e igreja, eu é que faço o meu, eu é que escolho para quem que eu vou dar meus 10%. >> Uhum. >> Então, um dia tinha uma senhora que Sonhava em ter uma parabólica. Fui lá e comprei uma parabólica para ela. >> Esse é o dízimo. >> Esse é meu
dízimo. Eu é que escolho para quem que eu vou dar o meu dízimo. Esse é esse é meu critério de vida. Eu não deixo de dar o meu dízimo, mas o meu dízimo sou eu que escolho quem eu vou abençoar. A funcionária que tá lá dentro da sua casa, não tem uma cesta básica, não tem uma sandália para ir pro Maranhão, você vai dar o dízimo na Igreja. Se todo mundo der o dízimo, para quem tem que ser dado o dízimo, ninguém passava dificuldade. Concorda? >> 100%. >> Se o menino tirou o pão e multiplicou,
Jesus multiplicou o pão, se todo mundo tivesse tirado o pão, pronto, uma multiplicação acontecendo. Então vamos todo mundo abrir seu alforge, tirar seu pão e seu peixe. Se todo mundo abrir seu alforge, tirar seu pão, seu peixe, ninguém passa da dificuldade. Se eu Abençoar a minha funcionária, se abençoar a sua, ele abençoar a dela, pronto, tá todo mundo feliz. Não precisa do pastor fazer nada por ninguém, muito menos o padre. Então eu prefiro distribuir o meu dízimo do jeito que eu acho melhor, >> se todo mundo fizer, né? O problema é que não é todo
mundo que faz. E às vezes essa ONG, talvez essa igreja também, ela tá lá para lembrar, ó, vamos fazer, vamos fazer, vamos fazer. Se alguém não Lembrar, a pessoa não faz. Mas aí eu prefiro estar em instituições e doar para lugares onde eu confio sei a destinação. Por exemplo, no meu aniversário, eu falei que eu não quero presente. O pessoal do Hospital do Câncer, eles têm uma dificuldade gigante. Quando você vai fazer, e é até importante isso para quem quiser e também puder ajudar, quando você vai fazer exame num laboratório normal, laboratório pago aí dos
convênios, Depois você fica 12 horas de jejum. Quando você tira o sangue, eles não te oferecem um café, bolacha, pão de queijo. >> Sim. Sim. Lá no hospital do câncer, como é um hospital público, as pessoas vão fazer exame, os que estão eh em tratamento de câncer e os parentes também que vem de outras cidades. Então o doente fica lá 12 horas em jejum, tira o sangue, tira o que tiver que fazer e eles não têm lanche para fornecer. Então Lá tem um déficit gigante de bolacha, todinho, capo, bolacha de água e sal, essas coisinhas.
Eu fui lá, perguntei, minha irmã é voluntária, eles falaram: "Nossa, isso aqui é o que mais falta. a gente não tem lanchinho para dar para eles depois do exame. Falei: "Pronto, no meu aniversário esse vai ser o presente. Quem quiser me presentear, >> capo, todinho, bolacha de água e sal, bolacha de doce, guaranazinho. Pronto, ó, já sei a destinação. Isso vai deixar Eles felizes, mas vai deixar eu muito mais feliz. Eu vou ficar muito mais feliz. Por que que eu vou ficar? E aí é tão interessante quando a gente abençoa a vida do outro, porque
é é inversamente proporcional. Você acha que você vai estar fazendo uma coisa pro outro, mas é você quem fica muito mais feliz. >> Uhum. >> Te edifica muito mais. >> Quando você faz 12 horas de jejum, você Não gosta de receber uma xícara de cappuccino e um pão de queijo ou uma bolacha. Agora você já imagina o tanto que você vai ficar feliz. A moça do Hospital do Câncer falou pra minha irmã, olha, dependendo do tanto que que arrecadar, falei: "Vai arrecadar muito". Ela falou: "Vão ser pelo menos dois meses que os pacientes vão ter
lanchinho depois do exame. Você já pensou tanto que isso vai me deixar Feliz? Você já pensou tanto que eu vou acordar todo dia muito mais feliz por saber que a pessoa tá fazendo um tratamento oncológico e que depois do exame ela tem um lanchinho para ela tomar? Isso é muito melhor para mim do que para eles. Então, se você for fazer, saiba a destinação. Outra coisa que eu adoro fazer, época de Natal, vai lá no correio, tem crianças que escrevem cartinhas, pedem pro Papai Noel e manda isso pro correio. >> Tem muito, muito. >> É
[ __ ] >> Eu vou lá no correio, pego três, quatro cartinhas, lá tem um endereço. É a coisa mais linda. Experimenta fazer isso com seus filhos esse ano. É a coisa mais linda do mundo. Você vai lá, pega a cartinha, compra. Um dia nós pegamos e sempre bairros muito, muito distantes e muito, com muita dificuldade financeira. Uma vez eu levei meus filhos e, e esse foi um dos que Mais nos emocionou. A menininha queria material escolar pro próximo ano. Uma menininha de 6 anos. O meu, querido Papai Noel, o meu sonho é ter uma
pastinha de rodinha, porque eu levo num embornal de costura que a minha mãe faz, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Não, você vai sair de lá 20 vezes melhor. Não é sobre quem recebe, é sobre quem doa. É maravilhoso. Então, você quer abençoar alguém, saiba a destinação. Eu não tenho problema com Doar paraa ONG, não. Desde que eu saiba a destinação, eu acho o fim do mundo. Eu acho que essas pessoas merecem o fogo do inferno. Usar da fragilidade aleia para ganhar dinheiro e se beneficiar. Isso aí para mim
é o fim do mundo. >> Quando eu falo sobre isso é porque você tem que ter uma atenção. Exatamente. Não é que a UNG é ruim, não é que o pastor é malvado, não é sobre isso. É porque as pessoas realmente existem e não são Poucas pessoas que são oportunistas e acabam, sabe, desmerecendo o trabalho de quem faz uma coisa de qualidade, tá preocupado em ajudar e aí essas pessoas acabam poluindo todo o ambiente e aí passa a não ter, vamos pensar, uma ONG de qualidade ou uma igreja que seja boa. E não é sobre
isso que eu tô falando, é que é exatamente como você conseguiu definir de uma forma maravilhosa, que a gente tem que realmente procurar saber onde você tá colocando, investindo, não Só, não é só o seu valor, o seu dinheiro, é sua intenção, porque você pode estar ajudando muita gente ou você pode est crescendo uma rede que tá tirando ajuda de um monte de pessoas, porque o que não tá ajudando, ele tá tirando a ajuda de um monte de gente, né? É sobre isso que eu falei, não foi sobre uma on ruim, >> não, pelo contrário.
Mas assim, eu acho importante, eu tenho isso como princípio ético. Eu não faço se eu não souber a Destinação, exatamente pelos lobos que estão vestidos em pele de cordeiro. >> Então não se cria, vagabundo perto de mim não se cria. Então eu eu preciso saber a destinação. Uma vez e eu não sei como estouar hoje, né? De verdade não sei. Preciso até saber. Aliás, se tem uma coisa que eu quero me dedicar muito para os próximos meses e anos, é em ajudar as pessoas e fazer trabalhos voluntários, porque haja visto que Deus me abençoa tanto
e eu preciso fazer isso Com as pessoas. Uma vez nós, eu e meu esposo, nós fomos procurar saber os abrigos de criança, o que eles estavam precisando. Tinha um abrigo em Uberlândia, no Santa Mônica, e aí uma paciente minha, era uma das coordenadoras, falei: "O que que precisa nesses abrigos de criança?" Tem criança que tem a destituição parental com no dia do do parto. A mãe é usuária de droga, o pai também e a criança nasce e ela já vai para um abrigo. Ela nem vai Paraa casa de de parente nem nada. É imenso o
número de crianças em abrigo. Vocês já pararam para pensar ou já pesquisarem aqui no Araguari se existe quantas? >> Eu nunca vi mais. A Bianca algumas vezes já fez assim, já foi para >> Procure saber. Aí nós fomos em um, eu procurei saber com a minha paciente e aí eu falei: "Que que vocês estão precisando? Fralda, brinquedo para essas crianças lá para tornar a vida delas Melhor". Ela falou: "André, por incrível que pareça, tudo quanto é brinquedo que as pessoas furam, as empresas Ré, PB Kids, doa, então a criança vai lá, rasga o o pacote
do brinquedo, esses trem que fica em monstruário, >> essas lojas de brinquedos doam fralda. Nós temos cômodos e cômodos aqui, cheio de fralda, então não precisa. as pessoas doam muito. Falei: "O que que vocês estão precisando?" Ela falou: "Colo. Lá nós temos 28 crianças e nós somos só Três funcionárias. A gente dá comida na hora, banho na hora, organiza o dever de casa delas, mas a gente não tem tempo de pegar ninguém no colo." >> Isso. >> Eu entrei no abrigo, nesse dia, nós saímos de lá querendo muito levar uma menininha pra nossa casa. Eu
falei: "Jeorge, vamos adotar, pelo amor de Deus". Gente, você entra, as crianças no berço esticam o braço e te dão o braço pedindo O colo. Alguns agarravam na minha perna e ficavam agarrados na minha perna, não queria sair. E elas para, para, tia, me dá colo. Tia, me põe no colo. Tia, me abraça. Colou. Às vezes não é sobre dinheiro. Essa menininha chamava Tatiana. Gente, ela ficou o tempo inteirinho. Ela devia ter, sei lá, uns seis meses, porque ela já tava levantando o bercinho, fazendo Assim com o bracinho para pegar. O Jorge pegou ela, não
quis sair do do colo do Jorge, não. Nós ficamos lá 2 horas, 2 horas ela com a cabecinha no ombro do Jorge. Então, às vezes é só colo. Às vezes é você organizar uma visita aos abrigos e falar uma vez por mês, eu vou doar 4 horas da minha paternidade para que essas crianças tenham colo. Eu conto essa história em palestra uma vez. Essa história é maravilhosa. Tava indo paraa Goiânia fazer uma palestra. Um Amigo meu André vem o carro que ia te buscar quebrou vem de ônibus não sei o que não tenho como ir
de ônibus nesse dia, coincidentemente não tinha palestra no odi por ele o evento já tava organizado. Falei: "Se eu achar um ônibus em Uberlândia eu vou." E achei um ônibus que ia chegar lá por vol de 8 horas da noite, o evento era 8:30. Eu pui nesse ônibus. Entrei dentro do ônibus, tinha um menino mais ou menos uns, eu imaginei que ele tinha 5 anos, Depois eu descobri que ele tinha 10. Esse menino corria. E sabe aquele ônibus que sai parando cidade, cidade? >> Nossa senhora. carrega piqui, porco, farinha, pinga, pinga. Inclusive passou por Araquari,
>> que eu lembro e esse menino andando dentro desse ônibus e caindo dentro desse ônibus e o ônibus acelerava, ele caía no colo das pessoas e a mulher olhava lá do fundo que eu achei que era mãe dele, só falava assim: "Jâ de Encamandar as pessoas bem". E ele andando dentro do ônibus, caía num puxava assunto com um, puxava assunto com o outro. E eu na minha, falei, eu não vou dar assunto para esse menino não, que eu tô estressada aqui, tô cansada. E eu brinco, se você não quiser conversar com alguém, não estabeleça contato
visual, que se você estabelecer, está perdido, a pessoa te pega. E esse menino e o povo foi descendo no pinga pinga, foi descendo. Faltando uns 50 km para chegar em Goiânia, estavam duas idosas sentadas aqui do meu lado, eu, o menino e a mulher lá no fundo. A maioria do ônibus já tinha descido. E o ônibus parou num posto, elas falaram assim: "Menina, você é muito esperto, você é conversador, você desce ali, busca uma água pras vó e aí nós te dá o troco, não sei o quê." E ele muito agitado, não, eu busco não
sei o quê, não sei o que, não sei o quê. E quando ele voltou com as águas, eu fiquei Distraído olhando para ele entregar essas águas e e o troco voltar ia dar o troco. Fiquei distraída. No que eu fiquei distraída, ele olhou para mim, eu pensei, ferrou. Ele veio pro meu rumo, entregou a água, pegou o dinheirinho, pôs no bolso, veio pro meu rumo, pôs o bracinho no banco. Oi, tia. Eu pensei, ih, danou. Falei: "Oi, meu bem". Tia, posso te pedir um negócio? Falei: "Pode, meu filho, pode pedir". Pensei: "Tô aqui mesmo, né?
Tia, deixa Sentar no seu colo. Falei: "Nossa senhora". >> Caramba. >> Falei: "Sent." Na época eu tinha uns filhos de 10 anos. Falei: "Deve ser da idade dos meus filhos, mais ou menos". Falei: "Senta." Ele sentou na poltrona, ajeitou, afofou, parecendo que eu era uma poltrona. Ficou quietinho 5 minutos. Passou 5 minutos, ele falou assim: "Tia, posso te pedir mais uma coisa?" Falei: "Que que Foi, meu filho?" "Tia, você me dá um abraço?" Eu passei a mão ao redor da cinturinha dele. Nisso eu vi que ele era magrinho. Passei a mão ao redor da cinturinha
dele. Quando eu abracei, ele fez assim: "E tia, mas um abraço de mãe é bom, hein?" Eu imaginei que era bom, mas não sabia que era tanto. Falei: "Como assim, meu filho?" Ele falou: "Tia, tá vendo que a mulher que tá lá atrás? É, não é minha mãe não, ela é assistente social, Ela é coordenadora do abrigo. Eu tenho 10 anos, tia, eu pareço menos, né? Mas é porque quando eu nasci, minha mãe era usuário de droga e meu pai tava preso. Aí do hospital eu fui levado direto para um abrigo e aí eu tô
sendo transferido para outro abrigo lá em Goiânia. E eu tô falando que abraço de banho é bom, tia, porque eu nunca recebi um abraço de mãe. Lá no abrigo nós temos tudo, tia, mas todo dia das mães tem 10 anos, Deus que eu me lembro por gente, todo dia das Mães eu pedia para Deus, Deus, um dia eu ainda vou receber um abraço de mãe e esse abraço vai mudar minha vida. Levantou do meu colo e falou assim: "Tia, eu quero te agradecer. Esse abraço que a senhora me deu não vai fazer diferença nenhuma na
vida da senhora, mas a minha mudou. Agora eu já sei o que é um abraço de mãe. >> A gente tem uma responsabilidade absurda com essas crianças, né, cara? >> E e além disso ainda, Rodrigo, eu digo Assim, a gente reclama de quê, né? Se você já teve um abraço de mãe, você já tá pronto para ser feliz nessa vida e progredir, né? Aquele menino só queria um abraço de mãe e ele acreditava que um simples abraço de mãe ia mudar a vida dele. E a gente reclama de quê? E é muito [ __ ]
porque com certeza mudou. >> Eu tenho certeza. >> Ele começou a acreditar que os sonhos deles podiam ser realizados. >> Robertinho, ele saiu do meu colo numa satisfação. >> Você entende? Porque até então ele imaginava que ele nunca poderia realizar um sonho dele, sabe? Assim, eu isso nunca vai acontecer comigo. >> Nós estamos falando sobre caridade ou sobre ajudar o outro. Ajudar o outro não é sobre dar dinheiro, >> às vezes é sobre dar tempo. >> Uhum. >> Às vezes é sobre dar afeto. Não é sobre dar dinheiro. A gente se se encosta dizendo que
não tem o que dar pro outro. Você tem coisas preciosíssimas. Talvez você tenha seu tempo. Esses dias minha mãe, minha mãe com a perda da minha irmã, ela já era louca comigo e agora acho que tá mais ainda. Meus irmãos brincam que ela é puxar saco minha, mas ela é mesmo. E agora ela tá mais, eu sentei lá do lado dela que quando eu estou em Uberlândia eu fico muito com ela. Faço Questão de estar com ela, ainda mais agora, porque eu acho que ninguém merece perder um filho. Eu acho que uma pessoa ter o
desprazer de enterrar um filho, ninguém merece passar por isso. E eu estava lá com ela e sentei lá com ela. Falei: "Mãe, te ensinar a senhora mexer no YouTube nos horários, hora que a senhora tiver sem fazer nada, a senhora vê os YouTube". Aí pus um YouTube para ela, tem uns dedinhos tudo enrolado de artroso. Põe um padre aí para mim ver, Minha filha. Eu pus, ela passou. Outro padre apareceu. Falei outro mãe, vai aparecer uns 20 padres. Acabou. >> Acabava, ela passava e parecia padre Nossa Senhora caindo glitter e só os trenzinhos. E nós
ficamos lá umas duas horas rindo e assistindo esses trenzinhos. Eu ensinei para ela mexer os shorts, né? cortes. >> Aí fui embora. Minha irmã falou: "O que que você tava fazendo ali com a mamãe?" Falei: "Ah, tava ensinando ela mexer no YouTube pras horas vagas ela mexer no YouTube lá, ver as coisinhas dela." Ela falou: "André, mamãe tá muito esquecida. Mamãe vai fazer 80 anos. Ela não lembra nem que você veio aqui, tem hora. Amanhã a gente não vai lembrar nada. Você ter ensinado ela a mexer no YouTube. Manhã não vai ter adiantado nada o
que você ensinou para ela, porque ela já vai ter esquecido tudo. Eu falei pra minha irmã, não tem problema. Sábado eu volto aqui, ensino de novo e a semana Que vem eu ensino de novo e daqui três meses eu ensino de novo. E se eu precisar vir todo dia ensinar de novo, eu vou vir todo dia ensinar de novo. Porque não é sobre ensinar, é sobre doar meu tempo para ela. >> Ela me ensinou a tabuada cinco vezes, ela não achou difícil. >> Ela não achou difícil andar mais devagar para me ensinar a andar. E
às vezes a gente pega num braço do idoso e reclama porque o idoso manca, porque ele anda Devagar. reclama de trocar fralda na mãe, mas ela trocou a sua bilhões de vezes e ela não reclamou. Ah, minha mãe fala besteira, você também falava um monte e ela não reclamou. Então, não é sobre ela aprender ou ela não aprender, é sobre doar para ela o que é importante. Hoje, nesse momento, para minha mãe é importante tempo. Hoje para ela é preciosíssimo tempo. Eu doar o meu tempo para ela é fantástico. Então, não é sobre dinheiro, é
sobre o que eu posso contribuir na vida das pessoas. É sobre isso. >> O mais legal é que quando você faz isso, depois que a gente é pai ou mãe, a gente sabe o quanto não é o tempo, é o seu tempo. É majestoso, sabe? Ele é ele é incrível, sabe? Eu, você tem, né, a Bia e, enfim, eu tô falando que é uma menina, quando ela para para conversar com você, não é uma outra pessoa conversando, é sua filha, mano. Isso é Muito [ __ ] Então, quando você faz isso para sua mãe, eu
posso ir lá e conversar o dia todo, ela vai adorar, né? Porque ela, o idoso em si, ele já fica carente de conversa, né? Ele quer contar o casinho dele, mas quando é o filho que para para ouvir, >> ah, e ela pergunta a mesma coisa 10 vezes. Nós fomos levar ela para escolher o piso. Falei, Jorge, explica direitinho. Ele explicou, dona Maria, isso vai na Parede, esse vai não sei o quê? Passou um pouquinho. Ela aquele lá é onde, mãe? Aquele é na parede? Aquele? E encontrar prazer nisso >> é não ser não ser
não é um ônus. Não é um ônus, é um prazer você ter um pai vivo, uma mãe viva, uma pessoa que você pode ainda dedicar tempo. Caridade é sobre isso. >> Cada um, cada um se dedica pra família, pro pai, pra mãe. E eu já vi casos bem difíceis, sabe, de pessoas que às vezes Tiveram que abrir mão do profissional para ajudar o pai ou a mãe num final, sabe, difícil da vida. E eles perderam profissionalmente porque não conseguiram mais recuperar. E nenhum deles é arrependido de ter trocado, sabe? Eu não conheço nenhuma pessoa que
fez essa escolha e que depois se arrependeu. Eu vi o Rodrigo Faro falando no programa da Tatavernec no Lady Night. Achei tão bonito porque ele pediu demissão, né, da Record para Cuidar da esposa dele, que a esposa dele tá com câncer, né? Estava com câncer, agora está em remissão >> e ele pediu demissão. Ele está desempregado para cuidar da esposa dele. E a Tatá falou: "Mas você tá muito rico, né? Você não precisa mais trabalhar". Ele falou: "Preciso, tá tá, porque o estilo de vida que eu construí é caro, então eu preciso muito trabalhar." Ele
falou: "Mas você sabe por que eu pedi demissão? Porque a minha esposa do mim a Parte mais importante da vida dela. Ela me doou a juventude dela. Ele falou: "O que ela me deu é muito caro". Ela doou a juventude dela para mim, que é a parte mais preciosa da vida dela. Então, o mínimo que eu podia fazer era pedir demissão do meu emprego para cuidar dela. Estou desempregado, não sei se volto a ser âncora de um programa. se em algum momento eu teria essa oportunidade, mas não tem problema, era o mínimo que eu precisava
fazer por ela. Então eu eu acredito muito que amor seja isso, é a gente entender qual é a necessidade do outro e como você gostaria que fosse feito com você. Se a gente fizer essa métrica, não dá errado. Se todo mundo se perguntar isso, não dá errado. >> Essa irmã sua que você perdeu, foi o primeiro filho que sua mãe perdeu. >> Foi. Eh, eh, foi o primeiro filho. Nós nunca tínhamos perdido ninguém. E eu Falo o seguinte, é tão engraçado, né? Mas Deus é maravilhoso. E eu falo que a em Eclesiastes fala que a
gente aprende muito mais num velório do que numa festa. E é verdade mesmo, como nós temos aprendido com a perda da minha irmã. Minha irmã morreu numa situação ridícula. Minha irmã era malhada desde os 18 anos. >> Eu não fiquei sabendo disso. Depois que eu me atentei, bem depois, >> fiquei sabendo. Tem 40 dias que isso Aconteceu. >> 40 dias. Saradaça, saradona. Desde os 18 anos malhava horrores. Índice de gordura corporal 9%, não bebia, não fumava. trabalhava na hemodinâmica da UFO, atravessava coração fazendo cateterismo todo dia e morreu numa situação totalmente abjeta, totalmente e na
minha frente, né, para piorar ou para melhorar, né, talvez eu estive ali naquele momento e ela não fez isso sozinha e não há por reclamar, né? Talvez há porque se agradecer se Deus entendeu que eu podia estar naquele momento, tá tudo certo. E é tão engraçado porque a gente simula perder pai e mãe porque simula. Em algum momento você fala: "Meus pais são mais velhos, em algum momento eu vou perder ele". Você flerta com essa ideia. Filho, você também pensa toda hora que você vai perder até porque não tava doente, não tava nada, >> nada,
nada. Filho, eu falo que filho até 7 anos eles luta para morrer, né? Menino do zero ao sete, eles peleja para morrer o tempo inteiro. Eles doece, eles sobem trem, eles faz besteira. O menino ele decide que vai viver o sete. Até o sete ele tá lutando para ficar. E esposa também você pensa, né? minha esposa pode acontecer, mas eu nunca tinha imaginado que eu pudesse perder um irmã ou e é difícil demais e dói demais porque irmão é brotheragem. Irmão é aquela pessoa que cresceu com Você, irmão aquela pessoa que você brigou, irmão aquela
pessoa que você sentiu ódio, mas você sentiu amor, que escondeu suas coisas, que você irmão é brother, é soldado raso ali, ó. Pai e mãe é capitão. Se irmão é soldado raso. Nossa. E é muito, é uma coisa assim inimaginável a dor de você perder um irmão assim. E nós somos seis. Outro dia foi muito engraçado porque foi muito constrangedor e foi visível, né? Minha minhas irmãs até comentaram uma pessoa, Nós lá brincando, conversando no praia, inclusive no clube. Aí o moço falou assim: "Tava eu minhas duas irmãs: "Nossa, que bonit a amizade de vocês.
Vocês são quantos?" Eu travei porque nós somos seis, né? >> Só que agora nós somos cinco na terra e uma no céu. Mas tá tudo certo assim. As coisas acontecem como elas têm que acontecer e cabe a gente, eu falo que hoje eu choro muito mais de saudade, eu Não choro por remorço. No velório existem dois choros, o de saudade e o de remorço. Não tenho remorço. Minha irmã tava muito feliz, muito com tudo que tava acontecendo na minha vida, muito feliz. Nossa, ela tava outro dia ela brincou com as outras irmãs, um dia antes
de falecer, ela falou: "Agora a gente precisa saber como é que nós vamos fazer, né? Nós temos uma irmã famosa". Ela tava muito feliz. Ela ficou muito feliz de eu falar que ia reformar a casa Da minha mãe. Mas é isso, né? A vida ela tem começo, meio e fim, né? Cabe a gente saber lidar, né, com essas coisinas. >> Eu tinha uma, eu tinha uma tia, acho que ela foi a mulher mais gorda de, de Iraguari, assim, sabe? Ela era bem obesa. Ela andava num num fitinho vermelho 147. O fitin baixava lá no chão
assim. Todo Mundo conhecia ela na cidade. E meu meu avô morreu, né? E logo depois ela morreu, né? E o povo ficou louco. São nove filhos, né? O resto falou assim: "Não, minha mãe não não vai aguentar não". Não tá não. E ela era a que cuidava dela em casa, assim, sabe? que morava junto, os outros filhos todos tinham saído e ela continuou cuidando. E e eu lembro da minha avó assim no Velório que ela falava assim: "Caralho, velho, filho não >> é >> dava meu marido, meu pai, meu filho não." O quando quando a
Amanda nasceu, já contei isso aqui algumas vezes, a gente quase perdeu ela assim no terceiro dia de vida, né? A médica falou: "Ó, vou ter agora, se não leva agora, amanhã, amanhã Vocês enterram a menina, >> Deus me livre". E aí eu lembro que eu na frente da Santa Casa tem tem uma igreja ali, eu parei ali, comecei rezar, falei assim: "Cara, a Renata é tão nova assim para para perder um filho assim". Graças a Deus, deu tudo certo, mas é uma parada. >> É, eu falo assim que minha mãe está liberada para qualquer coisa.
A pior dor que ela podia sentir na vida, ela já Sentiu. Minha mãe tá liberada para falar o que ela quiser, fazer o que ela quiser, reagir como ela quiser. No velóri ela falava assim, passava a mão na minha irmã e falava assim: "Ô, minha filha, como é que eu vou dormir agora em cima de uma cama quentinha e imaginar que você tá debaixo da terra? Uma mãe nunca mais tem paz para dormir. De pensar ela falar, uma mãe nunca mais vai ter paz para dormir numa cama quente. Não é justo, minha filha, dormir numa
Cama quente. Então assim, é uma dor inimaginável. Eu ainda não pude chorar a minha dor de perder a minha irmã. No velório, eu chorava pela minha mãe, pela minha irmã, pela minha irmã, que tinha vontade demais de viver. Amava viver, amava viver, amava se cuidar. Era uma figura. E pela minha mãe, eu chorei pelas duas. Eu ainda não chorei por mim ainda, porque assim, é insuportável Para uma mãe perder um filho. Eu acho que e ainda mais para uma mãe de 80 anos que já tem dificuldade de entender tanta coisa, imagina entender isso. >> E
você acha que dá para fazer algo assim pela sua mãe para trazer mais conforto para ela? Algo do tipo? >> Eu tenho feito >> você chegou a conversar com ela sobre isso? >> Eu eu sou a única que ela conversa e eu sou a única com quem ela chora. Ela não Chora com ninguém. Ela não entra em contato com essa história e nem com essa informação. Comigo ela chora e pergunta e fala. Ontem mesmo ela falou, chorou, perguntou. O que que dói no luto? O luto não adoece a gente. E a psicanálise vai falar disso.
Não é o luto que adoece. O que adoece é não ter espaço para viver o luto. Coisa mais terrível que você pode falar num velório para alguém é: seja forte. Não há o que ser forte. Só sinta. Sentir já tá pesado demais. Não há o que ser forte. No veló, a gente deveria falar pro outro: "Faça o que você quiser. Grite, berre, escandalize, estribuche, não faça nada, fique calado, faça o que você quiser." Então a gente adoece porque não tem espaço para viver o luto. Não tem quem suporta ouvir a gente falar sobre o assunto.
Se você vai falar da pessoa, as pessoas falam assim: "Não, não fala não. Aí tem 1000 teorias. Você aí tá Incomodando ela, isso aí tá deixando ela descansar, ela tá num lugar melhor. Não te deixam falar porque na verdade não te deixam falar porque não suportam que você fale, porque a pessoa também não sabe lidar com a dor dela, então ela prefere te calar. Se você chora, eles não te deixam chorar. Chora não, vai ser pior para você. Não vai ser pior para mim, vai ser melhor para mim. Me deixa chorar, me deixa falar coisas
que depois não vão fazer menor sentido, mas me Deixa viver o meu luto. O luto tem que ser vivido. Quando ele não é vivido, ele adoece. A psicanálise vai chamar is de catexia. Existe uma energia no luto. A pessoa existia. Você imagina, você desenhou a sua vida com aquela pessoa. Vamos pensar aí num marido que perdeu a esposa. O domingo dele era com ela, o almoço com ela, as brigas era com ela, andar no carro, comer, comprar roupa, o orçamento da casa, tudo era com ela. Então existe uma energia que vital, que Não é essa
energia esotérica, existe uma a minha vida foi desenhada com esta pessoa. Agora que essa pessoa f sai, fica um buraco. E essa energia tá aqui, esse buraco. Eu preciso entender o que que eu vou fazer com esse buraco, porque agora, como que chama sua esposa? >> Bianca. >> Robertinho e Bianca são uma história. Se algum dos dois forem embora, essa história acabou. Agora ou a Bianca ou o Robertinho vai Ter que inventar uma nova história. Mas a história Bianca e Robertinho acabou. Então quando a Bianca morrer, se ela morrer primeiro que você, você morre juntinho
com ela. Porque essa história encerra, você morre. Agora vai precisar nascer um outro Robertinho que será inventado. Essa é a energia da catexia. É ter que inventar uma nova vida sem aquela pessoa. Porque lá na minha casa, os nossos seis irmãos, nós morremos. E por isso nós estamos chorando e Sentindo, porque nós morremos. E agora nós precisamos inventar uma nova vida sem ela. E inventar a nova vida sem a outra pessoa é muito sofrido. E por isso isso precisa ser vivido. Porque se isso não é vivido, isso é adoecido. Por isso que o luta adoece,
porque não há espaço para viver isso. Então, se alguém perdeu alguém, deixa a pessoa falar. Se ela quiser falar, se ela quiser ficar muda, deixa ela ficar muda. O Jorge tem um tick, inclusive é aqui de Araguari. Ele ele perdeu a esposa. Tinha poucos meses de casado, acho que 4 meses, né? Alguma coisa assim. >> Seis meses, >> uns seis meses de casada. Ela tava tomando banho, caiu um raio e ela morreu eletrocutada. >> Não, acho que ela morreu de anumita, >> é com a história do raio. E ele casou um ano depois com a
melhor amiga dela. E um dia eu perguntei para ele, falei: "Tijtiosa, por que que o senhor casou Com ela que era a melhor amiga dela?" Ele falou: "Porque eu queria muito falar sobre a minha esposa, eu queria muito chorar e a única que deixava eu falar era ela." Então eu ia todo dia pra casa dela para falar, para chorar, para contar. Eu queria o meu luto, ela era, ele era elaborado falando dela, das lembranças dela, das roupas dela, o que que eu ia fazer com isso, que que eu ia fazer com aquilo. E ela era
a única pessoa que suportou ouvir. Dali nasce um Um relacionamento. A gente adoece porque as pessoas não dão espaço pra gente viver o nosso luto. >> E quanto tempo a gente tem que viver o luto? Cada pessoa tem um tempo. Eu falo que o período mais difícil do luto é o primeiro ano. Primeiro ano é o ano mais difícil, porque todos os dias, >> Natal, >> todos os 365 dias para a frente que eu vou viver, é um novo dia sem a minha Irmã. Hoje é 3 de setembro, é o primeiro 3 de setembro sem
ela. Amanhã é o primeiro 4 de setembro sem ela. Depois é o primeiro Natal. Depois é o primeiro dia das mães. Depois é o primeiro dia dos pais. Depois é o primeiro reveillon, depois é o primeiro aniversário dela. São 365 dias de Esse período ele é muito dolorido, muito dolorido. Eu fui pro Chile, eu dei uma crise Dentro da casa do Pablo Neruda que o Jorge passou apertado comigo. Nós fomos pro Chile passear 20 dias depois que a minha irmã tinha falecido, já tava comprado, eu tinha que ir. Tô lá dentro da casa do Pablo
Neruda, escolhendo lembrancinha para todos os meus irmãos. Escolho seis lembrancinhas. Escolhi uma lembrancinha para ela. >> Quando eu peguei lembrancinha que eu olhei para todos, eu falei: "Essa para ela". Aí eu desabei, mas eu chorei, mas eu chorei, mas eu chorei, mas eu chorava de sacudir porque é a primeira vez que eu viajo, não levo lembrancinha para ela. Então são todas as primeiras 365 dias sem ela. Então esse período ele é mais doloroso. Depois a saudade vai ficar maior. Uhum. >> Vai continuar doendo. Mas talvez a dor fique macia. Se você se acostuma com a
dor, é porque ela não vai deixar desistir nunca mais. >> Ela tem ponta, né? Ela deixa de ser uma pedra com ponta. Ela vai ficando numa pedra redonda, mas ela continua uma pedra. >> Você falou que você ainda não teve seu choro >> não. >> Mas ele tem que acontecer, né? Todo mundo tem que >> Tem, tem. >> Você não pode segurar ele para cima, >> ele precisa ser um choro programado. Eu Eu vou viajar daqui uns dias, eu vou pra praia, talvez vai ser lá. Eu sou muito assim, né? Eu sou muito >> Não,
eu pensei n programais. É muito, Andreia, é muito intenso, é muito planejamento, é muito, é muito, eu sou extremamente programada. Por exemplo, todos os dias eu reservo um horarinho para eu chorar. Todo dia eu falo: "Agora é minha hora de dar uma choradinha". Aí eu vou lá, põe uma música, olha alguma coisa, dou uma choradinha para dar um Todinho. >> Isso faz bem. >> Eu preciso, eu preciso na praia. Eu acho que vai ser o momento que eu vou fazer este choro. Eu quero sair sozinha, caminhar sozinha, se for preciso dia inteiro, porque ela gostava
muito da praia e quero chorar lá, chorar, chorar, chorar, chorar, fazer o que eu quiser fazer. Ele precisa acontecer porque senão a gente adoece, né? >> E e as pessoas se incomodam com o meu choro, mas eu sou muito humana. Talvez eu deveria ser menos, né? Talvez isso não é tão profissional ser tão humano assim, mas é o que eu tenho para oferecer. Não tem nada a ler disso, né? O ideal não seria vir para um podcast e falar disso e chorar aqui, mas é sobre isso. Vocês têm que aguentar porque é isso que eu
tenho. Eu sou muito humano Assim, eu não sei ser diferente disso. E é isso, mas ao mesmo tempo que eu choro, eu rio também. Tá tudo certo. >> É o que a gente é, né? É por isso que eu falo assim, sabe, Roberto e Rodrigo, a gente não é não é epitáfio do Titã, não é parece frase pronta. Hoje é bastante diferente. E minha irmã prestou um serviço gigantesco, porque a gente se ama muito nós seis, tanto que nós não temos muito amigo. Todo domingo a gente almoça junto, mas a Gente não falava que se
amava, a gente não se abraçava. E eu falo que é o único arrependimento que eu tenho a com a minha irmã. Eu queria ter tido oportunidade que ela soubesse o tanto que eu amava. E eu fui muito burra porque eu não demonstrei, eu não falei. E isso hoje isso mudou. A gente tava vindo para cá. Agora eu fui deixar minha filha lá na casa da minha mãe. O Jorge falou: "Nós estamos atrasados, vai Chegar atrasado". Falei: "Não, mas eu corro rapidinho". Fui lá, corri, abracei, falei que amava as três, brinco, pego nos peitos molea, brinco
com a minha mãe, meu irmão é o único homem, eu falo para ele o tempo inteiro, eu falo: "Você sabe tanto que você é precioso para nós. Você é nosso único homem. Nós somos cinco mulheres. Você sabe tanto que eu te amo. Ele tem 60 anos, é policial, durão do BOPE. Eu sento no colo dele, dou tapa na careca Dele. Isso mudou. A gente e o ser humano, o afeto, ele precisa ser demonstrado. O ser humano é santo. Você ajoelha no pé do santo, fica calado. Santo sabe o que que passa no seu coração. Ser
humano precisa falar. Os seus filhos precisam perceber o tanto que você ama a sua esposa. Eles precisam ouvir você falando isso. Os seus filhos precisam perceber você elogiando a Bianca. Eles precisam Entender que você acha ela bonita, porque futuramente seu filho vai falar pra namorada dele o quanto ela é bonita, porque ele aprende gentileza com você. A sua filha vai escolher, ontem eu gravei um vídeo sobre isso, sua filha vai escolher um marido exatamente igual a você. Ela precisa ouvir um homem elogiando uma mulher. Ela precisa, o modelo, o modelo dela é você. Ela precisa
ouvir você elogiando sua esposa para que ela Procure um homem que a elogie. Afeto precisa ser demonstrado. A gente não adivinha afeto. O seu filho não sabe que você acha a Bianca bonita se você não disser. Não, mas isso aí eu até falo, falo muito, mas é essa hora assim, eu tô até meio feliz aqui do lado, porque eu tenho uma responsabilidade muito grande com os moleques. >> Você tem três homens, né? >> É, mas é a hora que você falou com o cabeleiro Que a perder vai escolher. Mas é, eu tô ligado. Dá uma
responsa muito maior, porque você tem que dar exemplo >> sim >> pro moleque que tá ali e uma um exemplo muito [ __ ] também pra menina que tá de lá, para ela escolher o melhor possível, mano. Você é sacanagem. Feliz que >> o trabalho dele ontem eu falei isso no vídeo, o seu filho vai tratar as mulheres conforme você trata e a sua filha vai escolher um homem conforme Você. Você tem os dois papéis. >> É. Mas será que isso replica nessa intensidade assim mesmo assim? Eu estou aqui para te afirmar. >> É mesmo.
A gente vê hoje assim tantas mulheres sofrendo abuso. >> Agressão. >> Experimenta. Sej um curioso. Eu eu brinco. Eu sou um voier de ser humano. Eu adoro observar o ser humano. Experimenta quando você ouvir um caso desse sutilmente, sem parentar Curiosidade, tenta descobrir como que é o pai dela. >> Não, e se ela vai ficar ou não, né? Porque às vezes que isso pode acontecer, pode acontecer com qualquer um. Agora que fica é aqui acostumada. Que não fica falou: "Opa, mim não". Difícil é >> porque pode acontecer qualquer um, >> mas pode acontecer de topar,
viu? Mas da met não >> é >> não. A gente não conhece as pessoas, a gente reconhece. >> A filha do Rodrigo não vai conhecer um homem, ela vai reconhecer um homem. O modelo tá dentro dela. >> Eu falo, eu falo, mas t que você foi brava. >> Você escolheu uma parecida. Ela vai reconhecer. Quando a sua filha encontrar um menino e ele for abusivo, ela nem dá mete. Não dá. Hum, hum. A Bia às vezes tem uns crusezinhos, uns uns contatin lá. Aí às vezes ela, por exemplo, eu morro de rir disso porque um
monte de moço segue ela no Instagram e curte. Aí ela fala assim: "Eu tenho uma preguiça de homem que fica só curtindo, tem atitude, não manda um bom dia, não manda um boa tarde, não manda um boa noite. Que que adianta ficar curtindo foto dos outros? Palhaçada. >> Homem tem que ter atitude. Mas por quê? Porque ela tem dentro de casa um modelo de homem que tem atitude. >> Uhum. >> Então até aproxima, mas não dá met, não dá. Eu tenho, eu descanso a cabeça no meu travesseiro. A minha filha não vai entrar num relacionamento
abusivo, porque ela não, ela ela vai repilir, ela não reconhece aquilo. Ela olha para aquilo, ela fala: "Eu isso não é homem não, tá doido? Eu não quero isso para minha vida não." >> Você acredita que ela nunca vai ser refém de um relacionamento tóxico assim? >> Não vai não. Não vai. >> Ciúme, coisa desse tipo assim. >> Ontem ela falou sobre isso. Ela tava de contatinho lá, um contatinho e aí o contatinho perguntou para ela: "Seu personal, você malha direto, né?" Porque ela é super do fitness. Ela falou: "Malho, o seu personal não é
homem não, né?" Ela falou: "Ih, cortei, não vou nem continuar conversando com ele. Que Palhaçada é essa? Não é nada meu. Vem ter ciúme de mim, perguntar se meu personal trainer é homem. Vai pro inferno." Ela falou: "Não aceita esse tipo de comportamento não." >> É assim, não tem nada de errado, não. Tem nada de errado não. Mas aí é, mas é que tem umas estatísticas também fala que esses personal, os cara é o cross. P >> Mas aí o pai dela falou assim: "Minha filha, mas ciúme é normal?" Ela falou: "É normal desde que
é normal dentro do Saudável e desde que a pessoa seja alguma coisa minha. Ele só tá conversando comigo e já tá com esse comportamento. Quando for meu namorado, então vai pôr uma corrente no meu pescoço. >> Do que eu falo esse negócio aí depois eu lembro. >> O que que você lembra? Albertinho >> da Bianca é personal. A Bianca tá impersonal. >> Robertinho vai apanhar que chegar lá na Casa dele ele expõe a Bianca. Ela tem mesmo. Eu de cara ainda desmai meu brother agora sabe manda as var. É, >> eu tô arrumando um personal
e é homem também. >> Sério? >> Mentira. >> E o Jorge, o Jorge até levantou ali atrás ali, ó. >> Largou o notebook de lá. >> Que não, que não. >> Ah, não. Eu se for personal mulher, eu não quero não. Se não for homem aí eu não desço nem pro play. Ixe, mano, >> se não for para brincar, não desço pro play, não. É mulher me mandando para me mandar não vou querer mulher me mandando, não. Tô brincando. >> Você acha que tem ciúme bom assim no relacionamento? >> O ciúme ele faz parte, depende
do que que você vai fazer com ele, né? Ele faz parte, porque e o ciúme ele tem A ver com a nossa, e aí a psicanálise vai falar muito sobre isso, ele tem a ver com a nossa insegurança, que ela é quase vital de ser trocado, de não ser amado, de ser deixado, de ser abandonado. Então, é muito natural quando você tem algo que você tem medo de perder. O ciúme depõe a respeito das nossas perdas. Como a esposa do Robertinho ficou implicada com ele num restaurante, a gente tem medo de perder o outro porque
Eu amo tanto que eu gostaria que você estivesse comigo pro resto da minha vida. Então o ciúme ele depõe a respeito do medo de perder. Ele fala muito mais de mim do que de você. Agora a questão é: o que que você vai fazer com isso? O Jorge, por exemplo, tem ciúme de mim, mas daí o que que ele vai fazer com isso? Um dia ele falou: "Eu não gosto desse vestido". Daí falei: "Então não veste, é só você não vestir." >> Falei: "É só você não v, mano. É isso que eu adoro. >> Eu
não gosto desse vestido que você colocou". Eu falei: "É só você não vestir, mas você acha que você vai controlar minha roupa? Você até pode ter ciúme e tá liberado para ter. Agora controlar minha roupa, você não vai, você tá doido. Você não vai controlar minha roupa, você não vai falar o que eu tenho que fazer, o que eu não tenho que fazer. O ciúme ele é saudável. Eu acho Até que >> e você falar assim, pode vestir, mas eu não vou sair, não vou ficar aqui em casa. >> Falo e fique, eu amo a
minha companhia, tá tudo certo. >> E aí vai, vai. >> Esse é um comportamento tóxico, porque isso é uma manipulação e uma chantagem. >> Não, então pode estima, então você vai sozinha, porque eu não vou com você. Uai, normal nasci sozinha, vou morrer Sozinho. >> É porque aí a outra pessoa acaba não indo, né? E aí começa estabelecer esse vínculo assim, né? Porque nessa hora a outra pessoa tem que ter coragem de falar assim: "Tá bom, então então tô indo". Então você não quer ir, beleza, eu tô indo mas na maioria das vezes a pessoa
fica, não, >> ela vai e fala assim: "Não, então eu vou ficar aqui de boa, então não vou". >> E aí quando você faz isso, você tá Endossando esse comportamento, você nunca mais vai ficar livre dele. >> Se a pessoa faz essa chantagem, você cede a chantagem, ela vai aprender que se ela fizer sua chantagem, você vai ceder. Isso é berravismo. Aí você nunca mais fica livre disso. Ah, se você não for, se você for com essa roupa, eu não vou. Então você fica. Ué, >> você acredita que as pessoas são tóxicas sem elas saberem
que estão sendo? Você acha que a pessoa é tóxica sabendo? Eu Vou ser tóxico mesmo. >> A pessoa que é tóxica sabendo, ela é narcisista, né? >> É. >> Ou psicopata. >> Então as pessoas são tóxicas sem saber que elas estão sendo. >> Eu quero acreditar que sim. Eu quero acreditar que a sua toxicidade ela vem da sua ferida. Às vezes é um bo lá atrás e de forma inconsciente Você tá sendo tóxico ali com a sua parceira ali, né? Mas aí mais uma vez é o diálogo conversando. >> Sua autoestima tá abalada e aí
sua autoestima abalada. Você se sente insegura e aí você tem ciúme, mas é você é o sua ferida que tá derramando. Aí eu prefiro acreditar que essa toxicidade ela não é voluntária, porque se ela for voluntária Deus me livre. Aí você é narcisista. Ué, >> sim. Mas assim, só para mim me sentir Mais confortado aqui, eu se eu achar uma roupa feia, eu posso falar. Eu falo assim, essa roupa aí eu não acho ela bonita não. Pode, >> né? Ô, não acho essa roupa bonita não. >> Aí e eu já tenho até uma conversa bem
assim, é bem justo lá dentro de casa. Eu falo assim: "Eu não achei essa roupa bonita". Aí bem que você me responde a mesma coisa. Você não entende nada de moda. Ela me responde prontamente e ela já Sabe o que que eu vou responder imediatamente. Ela fala assim: "De moda não, mas eu sei que que é bonito, que que é feio, só isso." Ela fala assim: "Tá, você não entende de moda?" Eu entendo, ela é mulher, ela sai do meu jeito. >> Mas você fala quando é bonita ou você fala quando é sensual? Controlada na
roupa dela assim, tipo, ó, essa daqui não, >> não, não faço não. Não tem, >> não fala Robertinho, a gente tá sendo transparente aqui. Faço não, eu não faço não. Eu, mas é feio. >> Eu falo quando é feio. Eu, >> e se ela sair com um short bem bonito, se ela tiver com o corpo bonito, uma crop, >> não, se o short for muito curto, eu falo assim: "Hei". >> Isso é manipulação. Por que que você não fala assim, meu bem? Esse short é muito curto e eu fico Com muito ciúme porque você é
muito gostosa e os caras vão te olhar, olha ó, ó o gol que você marcou. >> Não, quando ela põe o short, eu já falo assim, a gente vai ia capar hoje, achei que ia sair para capar o clube aqui da cidade. Aí ela põe um short mais curto, eu falo assim: "Achei que a gente ia sair em outro lugar, a gente tá indo é pro picarpau. Aí não é não é não liga assim". É porque eu falo meio brincando também, não é da roupa ser feia, não. Às Vezes eu acho feio e eu falo,
falo: "Nossa, essa roupa >> você tem dela, Robert?" >> Ah, tem, né? Esse dia eu tive bem recente agora. >> Sério? >> É que bem bem controlado assim. É porque eu sou muito calmo na verdade, então eu acho que ela nem percebe, mas eu sou muito também. >> Que colou? Conta aí, conta aí. >> Verdin é maland demais. Seguraça. >> Teve uma prima dela que fez o aniversário, né? Aí a prima dela foi postou uma foto com várias pessoas que são as mais próximas, né? Aí eu olhei, tinha uma foto dela com a minha cunhada,
uma com ela, uma com tal. E aí a da Bianca, tipo assim, era a Bianca, ela abraçada assim, el com copo de cerveja e aí tipo assim, tava só as duas e mas se olhava assim na frente das duas, tinha um um terceiro copo de cerveja assim, ó, uma mão segurando um copo de cerveja Assim. Então, eram três pessoas. Olhei o lugar, não sei onde que é. Eu falei: "Porra, mano". Aí depois ela virou, falou assim: "Nossa, eu preciso de uma É. Não, e que lugar é isso? Que tem uma mão, né? Além de eu
não saber o lugar, ainda tinha uma mão que eu também não sabia. Aí eu virei, falei assim: "Caraca". Aí eu tenho muita foto de muita gente. Aí falou assim: "Não, arruma foto da Camila para mim postar no aniversário dela". Assim, pior que eu não tenho nenhuma foto com ela, mas eu olhei no Instagram dela, tem, quer ver que eu vi que ela postou umas fotos, tem uma foto com ela aqui. Aí fui lá no Instagram da aqui uma foto com ela aqui. Ela olhou, ui, onde que era isso aqui, Bianca, que você tava com ela?
Hã? Entendeu? Já deu uma perguntada ali na moral, né? >> Aí ela falou assim: >> "Ai, não sei." Eu falei assim, ó: "E quem que tava lá?" Que tem uma outra mão Aqui, ó. Ela olhou de novo, falou assim, sei lá. Aí não deu para fazer mais nada que eu só tinha duas perguntas pronto que era que lugar que era e de quem que era a mão. >> E as duas ela falou que não sabia. >> Ela falou que não sabia. Pô, aí ficou nesse rolo. Mas >> mas você tem vergonha de demonstrar ciúme? Por
que que você não perguntou para ela no dia? >> É porque ela fica muito grilada com isso. Se ela perceber que eu tenho um mino de ciúme, ela grila demais. >> Ciúme? Por quê? >> Porque ela ela acha que eu não que eu tô desconfiando dela de alguma coisa. Entendeu? Se eu falar assim, de quem quer essa mão, eu quero saber, ela faz aí ela já nem responde. Ela fala assim, por quê? >> Mas tem cima de você. >> Hã? >> Ela tem cima do você, >> [ __ ] V é um tendo um síme
absurdo assim do outro assim. É, >> não é, não é absurdo. Tanto é que, tipo assim, essa esse fato da mão, ela falou: "Não, não sei". E o que que é? Onde que é? Não sei. E essa mão de quem que é? Não sei. >> Se você não guarda isso não. >> Para mim resolveu. Para mim resolveu. >> Morreu. Morreu. >> Entendeu? Eu eu acredito que ela Realmente não se lembre. >> É, >> para mim passou, foi o suficiente, entendeu? >> Uhum. >> Se ela tivesse falado essa mão é do João, eu ia falar que
João se eu não soubesse quem é o João, por exemplo. Ela ia falar: "O João é o cara que tal". E se ela me explicar é o suficiente, entendeu? É para mim é isso. >> Você ficou em paz com a com a questão? >> Fiquei não. Sim. A hora que eu perguntei que ela falou: "Não, não sei, não sei." Inclusive o lugar, falei: "Ah, o lugar você não sabe, Bianca ainda deu uma forçada assim, você não sabe que lugar que é esse?" Ela olhou, n? Não lembro disso não. Não sei onde que foi isso não.
>> Mas você acha que você é ciumenta com ela? Porque ela é ciumenta com você. Se ela fosse menos ciumenta com você, talvez você seria menos ciumento com Ela. >> Você tem nada a ver, não. Eu para mim não. >> Você acha que não vira um até um ciclo? Não, não. Às vezes eu dou uma ferroadinha nela só para ela perceber, tipo assim, sabe? É de, sei lá, ela me cobra alguma coisa, aí ela vê alguém fazendo alguma coisa semelhante, eu dou aquela ferroadinha, tipo assim, eh, ela discutiu comigo sem porque alguém chegou para conversar
comigo. Alguém chega para Conversar comigo, ela discute comigo. É porque quem tava conversando com você? Tava falando: "Não sei, vem conversar comigo, eu tô quieto aqui, não fiz nada". Bom dia. Bom dia. Vou responder. Eu sempre que alguém chegar para conversar comigo, eu vou responder. Eu não sei fazer essa foto de educação, sabe? De alguém chegar e eu não demandar uma certa atenção, sabe? De de ouvir. Não consigo. Você sabe que eu sou assim, tal, conversei e terminou. E a gente já tem um um combinado que eu não vou contar aqui porque pode estragar o
combinado, mas de ela me ajudar em várias situações, sabe? Se você achar que tá ruim, faz isso e pronto, tá resolvido. E aí ela me cobra isso no outro dia, tem uma uma outra situação que ela vira para mim e conta assim: "Nossa, olha aqui que essa mulher tá brigando aqui com o Menino aqui, tal, tal, tal, porque ele tava na festa, tinha outra menina na festa. E que culpa ele tem, né, de ter outra menina na festa? E ele tá no mesmo lugar. Ele nem conversou com ela nem nada. Eu falei assim: "Pois é,
tá vendo? Esse cara não tem vida porque ele não tá fazendo nada. Me d tá brigando com ele, tá vendo? Ele não fez nada, ele só foi educado. E a mulher de briga com ele. Pensa se esse menino tem paz. Ela já sabe que eu tô falando Porque ela fez uma coisa parecida, entendeu? >> É, mas talvez tem precedenteadinha nela. Eu >> eu eu notei um experimento bem bacana recente agora assim, sabe? E eu descobri que é impossível, é impossível uma pessoa não ter ciúme da outra. Sabe? É assim, >> mas eu controlo. >> É
quase nulo a pessoa que não tem sentimento, De tipo é meu. Algo que rolou, eu tava vendo, até falei pr os meninos, tava vendo uma uma série começou na Globo, até acabou, eh, com a Débora Seco, a Débora Seco que apresenta. E tem até uma psicanalista que, que acompanha a série, porque ela dá uma instrução pros casais e tal, já de poliamor. Poliamor. >> Ah, quero ver. Entra entra três, né? Ã, entra vários casais e vários solteiros. E a intenção é que esses casais se unam a algum solteiro e vire um polamor lá Dentro, vire
um trisal e eles saiam, né? Aí tem um experimento dentro lá no no hotel da praia, depois eles vão morar numa casa juntos, né? Fica mais um tempo juntos e aí se der certo lá de méga a vida lá. Mas todos dá treta. literal. >> Todos dá treta. É, todos da treta. A hora que eles estão na praia lá de massa, é massa, todo mundo quer fazer alguma coisa. A hora que vai morar na casa, todos dá treta. Quando não dá treta o casal porque tá Com ciúme, porque tipo, ah, mas você tá ficando com
ela, eu acho que você gostou mais de ficar com ela do que comigo. Eh, ó, eu eu aceito ficar, mas eu quero que eu esteja junto. Ah, eu não quero que fique a hora que eu não tiver perto. Eu quero que tá junto a hora que que for rolar essa parada, sabe? Tem outro lá que o cara o cara aceita uma mulher a mais, né? Mas homem ele já não >> Ah, tá. já não quer já. E aí a psicanalista já foi, ó, você é machista, Tal, você tem que quebrar essa parada aqui. >> Mas
todo e porque o conceito, né, dessa parada e desse polamor é não ter ciúme, né? Um, um gostar do outro, um amar o outro e todo mundo ficar bem ali, né? Mas não tem jeito. Todos da treta >> muito intrínseco de uma relação ter ciúme. É muito difícil não ter ciúme porque o ciúme depõe a respeito da nossa insegurança e do medo de perder o outro. E esse medo é primitivo. A gente nasce Com ele. O medo de ser abandonado é um medo primitivo. A gente nasce com medo de ser abandonado. >> Então é natural
ter ciúme. Eu tenho ciúme. Agora a questão é: o que que você vai fazer com ciúme? Ontem a gente saiu na loja, foi lá comprar os pisos, o Jorge entrou na frente porque ele é arquiteto, né? As vendedoras tudo conhec ele, seu alegrinho, conversando com a m. Ah, eu só dei um grito. Falei: "Ô, ou ele olhou para trás, falei: "Menos Alegria, >> ria menos. Você tá muito alegre, tá divertido demais, >> pô." Mas toda, toda vez que você sai, você dá um bafão assim, bafão. >> Menos gritar no meio da loja. Menos. >> Gritei
no meio da >> esses di uma mulher, você quase brigou grávida, brigou. Queria dar uma garrafada na mulher. >> Mas para que entrar na loja rind tanto que as vendedoras? Esse rê quase brigou Grávida lá no barrafada. >> Deu uma garrafada agora na loja de piz. >> Para que rir tanto assim? >> Menos homem não arquiteto. O arquiteto. >> O arquiteto tem que ser feliz. >> Ah tá. O homem tem que rir menos. O homem não pode ficar de muita risadinha. >> Isso, velho. Que coisa tóxica. Deixa a gente rir, pô. >> Não, pode rir
aqui, ó. Mas você entrou numa loja, entrou num lugar mais firme, com a Cara mais firme. Não precisa ficar de risaiada para não dar abertura. Para quê? >> Esses dias Bianca falou esse negócio para mim. >> Essa questão de abertura é importante. >> Tem muita gente dando abertura aí. Tem muita gente dando abertura aí. >> O Pedro >> não eiro tá entregando >> nem pode citar o nome do Pedro não. Pelo Amor de Deus. Pedro é mais >> Pedro é mais velhinho aqui. É estranho. Não tem muito a ver o o fato do homem ser
sorridente com com da abertura. Eu tô é brincando aqui. É a Andreia que tava falando, não era psicanalista. >> Aqui quem tá falando era Andreia, não era psicanalista. Vocês homens, agora é psicanalista. Vocês homens são muito bobos de verdade. Isso, isso são pesquisas. O, o cérebro do homem é quase analógico e o da mulher É digital. Vocês são sonso demais. Às vezes tem um negócio acontecendo na cara de vocês, vocês não estão vendo. Então assim, >> ai ai, >> não é homem é son demais. Às vezes tem uma situação, uma pessoa sediana em cima e
a pessoa não tá vendo, tá de sonira. Eu falo direto pro Jorge, falo uma hora você vai apanhar do marido de alguém, qualquer coisa vai acontecer, porque você é dado demais, fica de assuntinho Demais, usa emoji errado. Eu falei, eu vou te dar um curso de emojio, ué. Jou só se uns quatro também. >> Um casado pode ter amiga e mulher >> solteira. >> Solteira. >> Solteira. Casada. >> Casada. >> Não, não é o ideal não. >> Homem casado não pode ter amiga, mulher. >> Eu acho que você vai abrir um Precedente. Amiga é um
negócio muito profundo. Amiga é alguém que eu vou compartilhar minha vida. Aí se você compartilhe sua vida, seus detalhes, seu segredo, você expõe a sua vulnerabilidade. E nós somos nós somos a nossa, nós somos frágeis em relação às nossas vulnerabilidades. Quanto mais você conhece das minhas vulnerabilidades, mais frágil a você. Então, se a pessoa tiver alguma intenção ou no meio, porque o ser humano ele é Danado. Pode existir intenção, pode haver encantamento, pode duas feridas começar a conversar. Eu começo, eu sou a sua super amiga, Rodrigo. Nós é super amiga. Aí eu começo a falar:
"Nossa, eu queria tanto ser mais elogiada porque eu sou tão carinhosa, eu isso e isso". Aí você aí você fala: "Não, eu também, eu também. Meu jeito é assim, fulano não faz isso e nós vamos compartilhando e nós vamos compartilhando e nós vamos Compartilhando e aí as minhas feridas começam a conversar com as suas ferida. Eu falo: "Nó". Aí num dado momento eu penso: "Nossa, mas capaz que o Rodrigo seria o homem ideal do jeito que eu gosto, não sei o quê". Passa um pouco, o boi fugiu com a corda. >> O boi fugiu com
a corda, >> car. Então melhor não. Melhor não. Seja amigo de casais, casais com casais, tá todo mundo de boa. Homem com tem umas linguagem, mulher tem outras linguagens. Quer compartilhar? Compartilha com mulher. Esses dias nós estávamos numa viagem, foi até muito engraçado, que um casal que foi nos levar no aeroporto e aí o marido tal é psicólogo e ele queria é ele e ele ele queria o meu contato pra gente trocar alguma figurinha, alguma coisa. Aí ele pegou e pediu, acho que ele pediu, né, o meu contato. Aí o Jorge falou: "Não, aí sua
esposa pega o contato dela e aí as duas conversam e Vocês mediam em alguma coisa desse tipo." É sobre isso. Tiver que falar alguma coisa, fala com o marido dela e ela fala com a sua esposa, tá tudo certo. Para que misturar as farinha? A gente a gente confia demais. A gente com esse discurso muito racional, muito científico, a gente duvida muito dos nossos instintos e é aí que a gente capota na curva. O Nit fala assim: "Se você olhar pro abismo, o abismo começa a olhar para Você. Eu começo a compartilhar com o Robertinho.
Aí eu vou compartilhando, aí eu vou compartilhando. Não, mas é moderno. Mulher tem que ter amigo, homem. E homem tem que ter amiga mulher. Aí ele começa a reclamar da Bianca, das coisas que nó assim ela nanã e eu reclamo também. Eu dou uns insightes para ele. Nossa, Robertinho, minanca devia se comportar assim, assim, ser uma pessoa tão honesta, ser um cara Tão massa. Ela não podia fazer isso. Aí você, aí você pensa assim: "Nossa, olha que massa o acolhimento da Andreia é sobre isso". Só parece que a Andréia não entende. A Bianca não entende
isso, ó. Tá vendo? André entendeu direitinho. Era isso. Não tava fazendo isso errado. Era sobre >> Mas no div psicanálise isso acontece >> no divan. É porque aí você começa a ouvir lá e o cara tá te falando tudo que tem ou você tá entendendo ele lá e ele Se apaixona pelo psicanalista. >> Aí cabe ao profissional sertico, porque em psicanálise e em psicologia tem uma coisa que chama transferência e contransferência. Não tem problema se apaixonar por mim. Isso é muito natural, porque a psicanálise vai falar sobre isso também. É muito fácil se apaixonar por
quem te ouve sem julgamento. >> Isso >> é muito fácil. Atualmente, ontem até falava isso com o meu psicólogo, obviamente eu faço terapia, ele falou: "André, um dos um dos poucos lugares onde você pode ser você, sem intenção, sem interesse, sem julgamento é aqui." É mesmo, porque eu me tornei uma pessoa popular. E você estar num lugar onde você pode ser você, sem intenção e sem julgamento, você fica muito à vontade. Então, pode acontecer pelas minhas carências de eu confundir o ambiente terapêutico com o ambiente Afetivo. >> Uhum. Eu transfiro para o psicólogo, eu me
apaixono por ele, mas cabe a ele contratir e devolver essa paixão para mim. Se ele fica nessa paixão, aí aí o negócio é problemático. Então não é raro >> Uhum. pacientes se apaixonarem pelos profissionais de saúde mental, porque ali é o espaço do acolhimento e do não julgamento. E a gente precisa estar preparado, inclusive eu falo muito isso no curso para devolver isso para o Paciente. Agora, o problema é quando você se apaixona por mim, eu penso, não, realmente eu sou massa mesmo, né? Nossa, realmente, cara, o Robertinho tem toda a razão de se apaixonar
por mim mesmo. Eu sou mulher. E aí eu começo a misturar com as suas histórias. Eu penso, não, mas realmente a mulher dele não, a mulher dele é bobinha demais. Já faz uns treinos. Nada a ver, gente. Não, ela tinha que Aí se a história sua parar em mim, por isso que o profissional ele tem Que ser uma parede. É squash. >> Bateu, voltou para você. Bateu, voltou para você. Squash. Não é sobre mim, é sobre você. Uma vez num atendimento, eu já até acho que eu já falei isso aqui, não sei se falei, foi
aqui. Squash bo. >> É squash. Uma vez num atendimento, eu tava atendendo o pai de um menino que eu que eu atendi em terapia. Ele foi lá para eu dar uma devolutiva, não sei o quê, e já tinha atendido ele umas três vezes. Aí eu tá, obviamente sua perna Adormece, ué. Você fica atendendo a pessoa uma hora sua perna adormece. Eu troquei a perna, >> ele olhou para mim e falou: "Se você der outra trocada de perna dessas, eu não responsabilizo por mim". >> Eita, doideira, velho. >> Foi Sharstone demais. >> Que doideira. >> E
aí você devolve. E aí você devolve. É normal paciente. E não é só apaixonar. Tem paciente que isso é transferência. O paciente acha que você é a mãe dele. >> Tem gente que te trata igual mãe, >> tem gente que te trata igual filha, tem gente que te trata igual melhor amiga, tem gente que te trata de todo jeito. A transferência ela sempre vai acontecer e é saudável que aconteça, inclusive, porque aí você quer permanecer. Você se encontrou num lugar onde você fez alguma referência com algum papel da sua vida, mas o profissional tem que
ter saúde Mental para contransferir. Se ele não contratere, é um problema. Eu chego lá falando do meu luto. Se você se mistura nessa história também e aí você não consegue me ajudar. Então esse esse movimento ele é importante, mas apaixonar acontece. >> Sabia que tem vários ambientes são favoráveis assim pra traição? O ambiente de trabalho é um dos que mais rola assim, sabia disso aí? Ambiente de trabalho. >> É, rola para [ __ ] >> É, rola por conta da tem uma lista também dos profissionais, >> os profissionais que mais traem assim, ó. >> Essa
eu vi era, >> é tipo hospital rola para [ __ ] Tem até um vídeo aí viralizando aí do >> É, acho que lugar onde você fica dos turnos assim, >> hospital rola conta, academia rola demais. >> Nós antropologicamente não somos monogâmicos. Nós não nascemos para ser monogâmico. A monogamia ela é cultural. Sim. Não, biologicamente, >> biopsicossocial. Tanto que o homem tem bilhões de sementes, semem sementes numa única ejeculação. Então nós nascemos para espalhar a semente. A mulher tem dois, um óvulo, dois óvulos a cada mês. Então, Biologicamente, biopsico, socialmente não, mas biopsico, nós não
somos monogâmicos. A monogamia é uma cultura. Tanto que algumas sociedades não são, algumas eras não eram, alguns momentos históricos não. A monogamia é uma condição cultural. Como nós não somos monogâmicos por essência, a monogamia é uma coisa que a gente luta. >> Ela não é natural. Ela não é natural. A gente luta para ser monogâmico. Se ela fosse natural, nós Não desejaremos, desejaríamos fora da relação e a gente deseja. Vou repetir a frase. >> Será que será que a minha é natural? >> O quê? >> A minha monogamia. >> Você não deseja fora da relação.
Se você vê uma mulher bonita, você não sente desejo por ela? >> Não. Só acha ela bonita. Só. Você não sente desejo não. >> Ah, Robertinho, [Risadas] ele mesmo se complica. >> Ele mesmo se complica. >> Ele mesmo. O Robertinho é aquela música, eu não preciso de ninguém para fazer merda comigo. Eu mesmo põe minha vida em perigo. Ela ali, >> o Pedro, o Pedro foi o melhor cara idiota, velho. >> Na verdade, eu não desejo, pô. Não deseo. Mas você fica me apertando, Apertando, eu começo a pensar assim, será que é para mim falar
que eu desejo? >> Robertinho, você não claro que deseja. Desejar desejar não é fazer, mas desejar é desejar, ué. O desejo deseja por ele mesmo. O desejo, isso é a psicanálise vai dizer, a gente, o desejo não é um algo consciente, é natural do nosso corpo. Nós temos hormônio, os nossos olhos vêm, o nosso corpo responde, o desejo ele é natural. Então, olha a frase que eu disse, a poligamia, a Monogamia não é natural, porque senão nós desejaríamos só o nosso parceiro, só você teria desejos, ereção, tudo só com ela. Só que isso não é
verdade. >> E por que que em algum momento da história a gente foi contra o natural e viramos monogâmicos? por interesses inclusive do estado. >> Inclusive do estado, porque existe um problema legal grande aí, porque e a Isso, claro, em algumas culturas, né? Porque outras culturas isso não é, isso não é padrão. Por exemplo, no Oriente Médio, em alguns países, a monogamia não é padrão. O Freud vai falar sobre isso, né, na mal-estar da civilização. E o Rousseau também vai falar sobre isso. Quando a gente quando a gente vai pra civilização, quando a gente deixa
de ser o bom selvagem, porque você acha que índio é monogâmico? Depende, depende da o índio, o estrutural mesmo, aquele que tá lá, que não entra em contato com a com a civilização, não. >> Quando a gente sai da, da floresta, o Rousseau vai falar muito isso e o Freud também, quando a gente sai da floresta e vem para a civilização, a gente paga alguns preços e por isso nós neurotizamos e adoecemos. Esse é o preço de ser civilizado. Um deles é ser monogâmico na nossa cultura. E por isso neurotizamos, porque adoecemos, porque nós não
nascemos para isso. Então, precisamos minimamente entrar em contato com esse desejo, validar esse desejo e fazer escolhas sobre esse desejo. Mas dizer que não deseja doce, neurotiza. Então é eu olhar para um Léo Santana da vida e falar: "Que isso, hein? Mas eu tenho meu esposo e isso aí não não é isso que vai Fazer minha alegria por mais de alguns minutos. Então eu escolho permanecer no meu casamento, mas entrar em contato com o desejo. Você acha o Léo Santana bonito? Muito. É um homem que gera. >> Tem que mudar esse exemplo, viu? >> Por
quê? >> Se fosse eu já tava grilado já. Você toda vez você fala desse Léo Santana >> mesmo. Então vou falar outro. Você tem que colocar outro nome até, até o Jorge. Até o Jorge já deu um piti ali, pô. >> O Rodrigão quer acabar com o meu casamento. Não, não tinha acontecido nada. Aí ele falou, ele deu abertura pro outro, o outro falou: "É, >> foi mal, foi mal. Diferente é fodaém. >> Não fica mais feio, eu acho, >> porque aí é platônico, né? Sei lá. >> Não, e eu uso esse porque é padrão,
né? Porque quem não acha o Léo Santana bonita as mulheres, então eu uso esse como padrão, mas o Rodrigão ele fez Questão de ferrar com o meu casamento. Ele falou: "Quer ver eu pô um? Foi mal, foi mal. >> Vou pôr um veneno aqui agora. Vou pô. >> Essa não, essa não era a intenção. Não era a intenção. Te juro. Te juro. Só sei lá, né? Parece que tem mesmo um desejo pelo Léo Santana. Só isso. Só. Desculpa, desculpa. >> Um dia ele falou assim para mim. Quem que é esse Léo Santana? >> Quem que
é esse? Um cantor da Bahia. >> Como é que ele é? >> Ah, se ferrar. Robertinho. >> Um dia ele falou assim: "Você quer ver como é que você como é que você resolve esse problema?" Um dia ele falou assim: "Você acha esse Léo Santana bonito demais, né? Você é louca com esse Léo Santana?" Eu falei: "Vou mostrar a mulher dele para você, a Lorota. Você acha ela bonita?" Ele falou: "Lindo, linda." Falei: "Você desejaria ela?" >> E falou: >> "Sim". Ele falou: "Sim". Falei sobre isso, >> pô. >> Uai, gente. Uai, só se você
for muito mentiroso, hipócrita, para dizer que não. A mulher dele é maravilhosa, tem um corpo lindo, dança lindamente. Qual homem olharia para ela e não sentiria desejo? A gente adoece se a gente nega o desejo, a gente neurotiza. E é desejo em todas as perspectivas. Ah, você tá com igual outro dia alguém Ontem. Ah, vamos tomar uma cerveja. Você não quer? Falei: "Eu quero, mas eu não posso. Hoje é de terça, >> eu não nego meu desejo. Querer, eu quero, eu quero todinha, inclusive. Mas eu posso, eu não posso. Quando a gente assume o desejo,
é, uai, é assumir o desejo, entrar em contato com ele e tomar decisões para você não adoecer. Ai, vamos comer doce hoje depois do almoço. Eu quero, quero, mas eu posso? Eu não posso, então não como. Mas assume O desejo. Quero. Claro que eu quero. Sou gente, se cortar aqui sai sangue. Seria tipo como assumir uma postura de falar a verdade o tempo todo, assim, >> pelo menos para você. >> Só para é >> falar a verdade isso, né? >> Não, porque você se expõe muito. >> Então, então é isso que eu tô pensando, né?
Imagina >> se você fala a verdade o tempo todo para todas as pessoas. Liv se vulnerabiliza. Passou mulher ali perto de mim, eu falo assim: "Ô, Bianquinha que que foi boa, hein? >> Não dá, né? >> Vai passar só uma na minha frente depois. Não vou ver mais nada. >> Próxima você não vai ver mais, >> amor. >> Vamos ler uns super chats aí. Pessoal, a gente vai pra Turquia agora mesmo. >> Vocês estão fino demais. >> Inclusive a gente vai te levar pra China, viu? >> Eu tô com vocês. >> Você vai pra China?
>> Eu pensei nisso. Eu até anotei China aqui, sabe? O pessoal da agência falou assim: "Nossa, se tivesse comentado antes, a gente ia levar Andreia com vocês >> e eu gostaria de ir pra Turquia, viu? Turquia deve ser um sonho." >> Então, já vou abrir pra audiência aqui. Eu acho que em janeiro a gente vai pra China. >> Vamos levar Andreia, vamos levar o Farinazo, que já tá combinado com Farinasio, né? Que é o Senhor da Guerra. A gente vai estudar a China, vai passar em várias cidades na China. E quem quiser ir com a
gente, vou deixar depois, não é agora, mas a gente tá terminando o roteiro. Vou deixar o link aí para vocês. Quem quiser ir com a gente, a gente vai disponibilizar isso. >> Eu pensei hora que a gente falou, que a André falou assim de de educação, de família, né, como é que era a criação dela que era muito mais rígida, né? >> Eu ainda pensei nisso, falei: "Pô, lá na China me lembra muito uma criação dessa bem mais rígida, onde você não precisa muito de falar o óbvio, sabe? Isso aqui é isso. >> A China
é lindo, né? >> Eu tô olhando várias cidades da China é lindo assim, sabe? Parece >> deve ser uma aprendizagem gigantesca. >> Futur é o futuro assim, sabe? Você tá em outro lugar, >> todo mundo fala que parece que é outro planeta tudo funciona. É uma loucura assim, sabe? É muito bonito, muito organizado. Ontem teve um desfile de 80 anos da libertação da vif, mano. Você viu que lá? >> Da hora. Que da hora. Caraca, mano. >> Imagina deve ser um outro planeta. É uma oportunidade ímpar. >> Então você tá dentro intercontinental. >> Então quem
quiser ir pra China com a gente lá, passar 10 dias lá tomando café da manhã junto, acompanhando lá nos passeios aí, ideia, >> trocando ideia, né? Na hora do almoço, a gente vai estar no mesmo hotel, no mesmo lugar. A gente vai disponibilizar isso para vocês, ir pra China com três irmãos, com a Dra. Andreia e com o Farinazo. >> Senhor da Guerra. >> Senhor da Guerra. O Pedro sempre lembra o senhor da guerra >> Finasi é um analista de geopolítica ele entende muito esse inter comandante do exército legal muito legal >> aposentado já entende
tudo >> a Valéria Cavalheiro mandou R$ 20 aqui e falou assim: "Bom dia, doutora. Tudo e todos os cursos que começo nunca consigo terminar. Comprei o seu para tentar me entender. Será que eu consigo? Se você não conseguir agora, porque Assim, o curso de formação em psicanálise, antes dele ser uma curso de formação, ele é uma terapia de 12 meses com 25 sessões por mês. Então assim, você vai mergulhar, você vai ter um mapa a seu respeito, inclusive para entender porque que você desiste sempre dos projetos no meio da história. Então, mergulha no curso, se
aprofunda, leva a sério, faça as leituras, faça os exercícios que tem ao final de cada aula, exercícios de autoterapia, que se Ela fizer direitinho, ela vai se entender, sim. Será que rola sei lá, um TDH assim as pessoas? >> Pode ser. Eu pensei sobre isso. >> Começam e não não conseguem entender. >> Pensar sobre isso, Valéria. Procurar um psiquiatra para ver se não tem um TDH aí, porque isso é muito muito característica de TDH. Você falou muito bem, a procrastinação e o abandonar projeto no meio. >> Começa no pique todo. Nossa senhora, vou Conseguir, vou
fazer isso aqui. De repente, você já cansa e já tá pensando em outra coisa. >> E precisa sempre de novidade, né? Isso é muito de de gente viciada em dopamina, que é muito o cérebro do TDH. >> Isso necessidade de pico de dopamina, quando baixa a dopamina desiste. >> Então é interessante olhar isso sim. Você foi bem feliz na sua intervenção. >> Você acha que as redes sociais podem Estar formando pessoas assim com >> despertando TDH assim? Porque rede social é dopamina o tempo todo, né? Vídeo o tempo todo. Dopamina, dopamina, pico, pico, pico. >>
É porque condiciona o cérebro a dopamina rápida, né? o computador, o celular, é tudo muito fácil, né? Você tem a dopamina muito rápida e você acaba viciando nessa dopamina muito rápida e aí o mundo vira um té de fora. Imagina sua vida ou dos seus filhos 24 horas sem Internet. É aí que a gente percebe o quanto a internet nos dá pico de dopamina. Imagina 24 horas sem você vai procurar pico de dopamina aonde? Nós desaprendemos a ter dopamina natural. Então a rede social ela contribui muito nisso, porque ela vai condicionando o nosso cérebro. a
dopamina rápida e o tempo todo. E a dopamina ela vai passar pela mesma perspectiva da cocaína e outros opioides daí paraa frente ela vai Te dando estímulo e você vicia nesse estímulo. Sem o estímulo, você entra em abstinência. Então essa é a grande questão. A rede social ela provoca picos intermitentes de dopamina e aí sem isso você fica, você vai entrar em abstinência. Então pode sim estar formatando cérebros com mais necessidade de dopamina que pode gerar assim transtornos, sem dúvida nenhuma. E você já pensou por que filho de rico não fica viciado em celular? >>
Não fica nem deixa. >> Nem deixa. >> Nem deixa. >> É, eu só conheço filho de pobre agora. >> Filho de filho de rico aí tá fazendo é aula de não sei o qu. Aula de não sei o qu, esporte, não sei o qu. Não fica no celular. Não >> sei não. >> Não fica no celular, não fica. Se o cara tem muita grana mesmo, pode olhar a Família dele. Ninguém tá viciado em celular, não deixa. Inclusive, ontem a gente falou sobre isso. Oi, >> bilionário. >> Bilionário. Inclusive, a gente falou sobre isso ontem, né?
Nos Estados Unidos tem lugares lá que eles estão proibindo celular para criança de até até 18 anos não pode usar celular, sabe? Os caras sabem escola, escola de gente que tem muita grana. Ó, nessa escola aqui não é permitido usar celular. >> É, há todo um movimento, né? Tanto que nas escolas já tá proibido, enfim, >> há um movimento para diminuir isso, não tem jeito. >> O a Crisia, a Miranda mandou aqui o melhor encontro de podcast são esses três. Comprei o curso da Dra. Andreia por causa da live aqui. Te amo, Dra. Andreia. Amo
sua sensibilidade, firmeza. Prometo ser uma ótima aluna e uma ótima psicanalista, levando adiante seu legado. Sou representante do núcleo e ne >> é Nordeste. >> Nordeste. Ah, representante do núcleo do Nordeste. Legal. >> Beijo. Obrigada pelo seu carinho. Se empenhe mesmo que eu falo, vocês são meus braços aí, minhas pernas. >> Pô, realmente você tá formando um legado, né? >> Hoje nós temos 16 institutos Andrés Vermon. 16 países do mundo. >> No mundo. >> 16 países >> do mundo. >> Caraca, mano. >> Tem núcleo Japão, núcleo leste europeu, núcleo Europa, núcleo América Central, núcleo Oceania.
>> Caramba, pô, você vai ter que ir pessoalmente em todos esses lugares, então >> vamos, vamos sim. O ano que vem eu vou. >> Começou a mudar o projeto, agora a gente vai conhecer outros países, não os Nossos. Você vai com a gente, por exemplo, na China. Na China nós vamos nos encontrar com o núcleo de lá. 16 países, você acredita? >> E um deles é lá na China. >> Um deles é na China. Tem núcleo no Japão, tem núcleo na China. Nós estamos em 16 países. >> Caraca, mano, que da hora. Que >> gigante,
né? Deus é bom demais. >> É porque você é assim, é bom porque você Vai ajudar muita gente, >> sabe? Não é só bom porque tem muito, é bom pelo resultado, sabe? É bom pelo que realmente acontece ali. É, é, você ajuda a pessoa e essa pessoa ajuda. É [ __ ] >> E ajuda de verdade. Assim, você ouve cada coisa que você fala: "Não, não é possível, gente. Você não tem dimensão". E eu acho que vocês também não tm, como eu não tenho. Às vezes chega alguma coisa em mim, mas a gente não tem
dimensão do trabalho que a gente faz. Ontem uma uma das pessoas que atendem lá pelo instituto tá atendendo uma paciente do núcleo do Japão e ela tem 56 anos >> e ela falou assim que perdeu a mãe muito jovem que ela adora ouvir os três irmãos e eu no podcast porque nós somos como se fosse a mãe dela >> que ela dorme todos os dias à noite assistindo algum trecho do podcast Três Irmãos, porque nós somos como se fosse a mãe para ela, >> uma pessoa de 56 anos. Então a gente não Tem dimensão, né,
do que que a gente os lugares que a gente atinge. E eu falo isso muito pros meninos que são meus sócios. É muito nome dessa pessoa que falou isso aí. >> Não lembro o nome. Tá ouvindo aí? Um beijo para você aí no seu coração. >> No Japão, hein? >> É. >> É. Eu falo muito pros meninos. É muito bom a gente trabalhar e ser bem-sucedido, transformando a vida das Pessoas. Isso é maravilhoso, que vocês também fazem isso, eh, garantem o fundamental pra família de vocês, o dinheiro, o sustento, mas transformando a vida das pessoas.
>> Sabe que eu acho que isso é faz parte do essencial, assim, eu tô conversando muito com a Renata sobre isso, sabe? Eh, a Renata, minha esposa, ela fica muito, no tem que fazer alguma coisa. Ela sente que a idade tá chegando, sente que o ritmo tá caindo, a produtividade, fala: "Mano, busca fazer alguma coisa, busca fazer alguma coisa para fazer uma parada social, né? se organizar com alguém que seja numa cozinha comunitária, que seja ajudando pessoas e no numa creche, coisa do tipo. >> Não, e quando a gente ajuda é a gente que sai
ajudado, né? Isso aqui é massa demais. >> Você acha que você tá ajudando, mas você sai 20 vezes maior. >> Isso é muito. >> Experimenta levar seus filhos no final do ano para levar presente pras outras crianças. Vocês vão ver os filhos de vocês se transformarem. Sim, sim. >> Dá valor no básico. >> Na na loja a gente vê muita gente fazendo isso, né? A gente tem a loja de brinquedo, então assim, da dia das crianças, Natal, né? Sempre tem gente, ó, tô com 20 cartinhas do Papai Noel, quero comprar presente vocês para mandar para
tal lugar, né? A gente aconselha ir Lá no correio buscar. Tem dia das crianças, o pessoal vai lá e compra, ó, quero comprar eh 100, 200 brinquedos para menina, 200 para menina. Muito legal. >> Assim, é outra coisa também que a gente tem que entender que a gente tem uma responsabilidade absurda por essas crianças, né? Eh, o mundo tá envelhecendo, então assim, o quanto que a gente tem que cuidar dessas crianças, né? >> E não só, né, Rodrigo, eu falo que em relação a tudo, né? Você vê, nós temos vitrine, eu e vocês, nós temos
uma responsabilidade gigantesca sobre o que a gente fala, sobre o que, qual a temática que a gente fala. Nós somos formadores de opinião. Nós temos um poder nas mãos que a gente não faz ideia. O que a gente fala, as pessoas ouvem, o que a gente fala, as pessoas gostam, o que a gente fala, as pessoas acatam. >> Uhum. Eu falo, as pessoas pensam que é que me envaidece os números que eu alcanço, não me envaidece, me responsabiliza. >> Responsabiliza. >> Eu sinto uma responsabilidade tremenda >> porque nós temos essa oportunidade aqui, ó, de microfone
aberto e pessoas nos ouvindo e o que a gente fala é levado muito em consideração. Então assim, que serviço nós podemos prestar para as pessoas? Que tipo de elevação de nível De consciência nós podemos trazer para as pessoas? É fantástico. >> Inclusive, mais uma vez falando das crianças, né? Todo, todo mundo tem direitos iguais, mas as crianças elas têm que ter privilégios. Isso é uma frase aí do Brisola aí. Então, privilégio pras crianças. >> Não, a to existe o ECA, o Estatuto da Criança do Adolescente, para garantir inclusive que elas tenham direitos >> defendidos e
especiais. >> Especial, que é algo que todo mundo tinha que ler, né? Todo mundo tinha que ler o ECA, ver o que que tá escrito ali, entender, né? Pô, a gente vê cada absurdo e acaba passando despercebido e a gente não faz nada. Mas tá aí, as regras estão aí. Terapia em casa não. O Essenza podcast mandou aqui: "Meu sobrinho, 18 anos, ele foi assassinado na praça por engano. >> A dor nunca acaba. Alivia, mas às vezes vou nos vídeos para não esquecer a voz Dele. >> Meus sentimentos. >> Meus sentimentos. >> Isso é, isso
é muito [ __ ] também, né? você pegar nos tempos de hoje, a gente tem material o tempo todo assim de quem já se foi, né? Eu sempre pensei sobre isso. Eu pensava assim, o dia que eu perder alguém, como que vai ser ter o áudio da pessoa? >> Nossa. E é um negócio, foto do meu avô assim que se foi, né? >> Agora, 40 dias depois eu tive coragem de ouvir um áudio da minha irmã. Foi um desespero danado. Eu chorei horrores, mas você acredita que foi bom? Hum. >> Porque matou a saudade. >>
Você vê se amanhã a gente se for tanto de material seu que não tem na internet por >> mata pro seus netos, né? Tá tá vendo isso daí. >> Hoje a a tecnologia nos proporcionou Isso. Eu ter a voz da minha irmã guardada é precioso. >> Eu nunca vou esquecer a voz dela. >> É precioso. >> Mas será que isso também não pode ser um problema da gente ficar preso? A a isso assim, não seguir em frente, não. >> Não, né? Você mata saudade, só mata a saudade. Você não fica ali ouvindo como se a
ela podia estar aqui, não. Você só mata saudade. >> Dói, você chora muito, especialmente para mim a primeira vez foi muito difícil. Mas eu matei a saudade dela. Mas também não é uma coisa que eu vá ouvir toda hora, porque dói muito. >> Sim. >> Hum. >> Ó, o Terapia em casa podcast mandou aqui R$ 10. Dout. Andreia, vamos fazer uma live juntos falando de tanatologia clínica. Meu nome é Cléber Fervenza, sou tanatóloga E sou sou tanatologia e sou aluno em psicanálise. >> Bora, ué, chama lá minha assessoria, vamos marcar, vai ser um prazer. >>
A André não tem dificuldade não. Se ela tiver disponibilidade, ela vai mesmo, né? Conta firme >> meso. O problema é a agenda, né? Mas se tiver de boa aí você vai. Outro dia eu tava lá em no Mato Grosso, o homem lá que contratou a palestra falou: "Gente, eu tô chocado com a sua energia". >> É. >> Ixi, nós viajamos dia inteiro até chegar nesse Mato Grosso. No Mato Grosso, chegou lá 5 horas da tarde, ele falou: "Ah, tem um um churrasco lá em casa às 7. Senhora, incomodaria de ir". Eu falei: "Não, tô nem
não". Falou: >> "Você já rodou todos os estados do Brasil?" "Já, >> já rodei." >> Ou falta algum, hein? >> Não, semana que vem eu vou pro Acre. >> Olha aí. >> Semana que vem vou dar treinamento pros desembargadores federais >> sobre saúde mental no Acre. Que da hora. Que legal. >> É, olha tanto que Deus é bom você conseguir ir nesses lugares, falar disso para essas pessoas. >> Sim. Conscientizar. >> Mas eu tenho energia que é um negócio fora do comum mesmo. Eu graças a Deus. Eu falo, a galera, a galera me vê, fala
Assim: "O André, ela é daquele jeito mesmo?" Eu falo assim: "Não, ela é muito mais [ __ ] do que vocês imaginam. Ali é ponta firme demais. Ali não tem tempo ruim. Eu faz você ela ali é só um fragmento dela. Ela é muito forte, ela é muito inteligente, ela é pronta para tudo. Você fala: "André, vamos >> eu explico, não posso nem contar isso. André, vamos fazer isso?" Ela fala assim: "Vamos". Aí depois ela fala Assim: "Fazer o quê?" Primeiro ela fala que vai. Para ela: "Tô pronto." Depois ela vai entender como que faz,
mas primeiro ela faz. Não difícil. Não é difícil de jeito nenhum. Vamos. Ó, o Essenza podcast mandou R$ 2790, falou: "Meninos, me chamam para um bate-papo no Três Irmãos. Meu sonho, não sou famosa, mas poderiam abrir um episódio no canal da vida comum de quem está na luta. >> Pô, tem o projeto, a gente já fez aí, se você tiver inscrito lá vai acontecer. >> Vocês poderiam é dar mentoria para podcast? >> O negócio é que a gente consegue, >> onde eu vou, tem um monte de gente falando que gostaria de fazer mentoria com vocês.
>> Vai rolar, vai rolar, vai rolar. A gente tem esse projeto, vai rolar. O negócio é que assim, >> a gente consegue fazer 25 episódios mensais hoje, né? E a gente queria muito falar com pessoas que não tm voz. Tanto Que essa semana a gente trouxe os motoboy de São Paulo para conversar com eles, sabe? Então tá, tá acontecendo, tá acontecendo. Mas é, imagina que tipo o número de pessoas que querem vir aqui conversar com a gente é 100 vezes maior do que o que a gente pode gravar, sabe? Então é difícil, é difícil, mas
a gente tá tá tentando organizar isso aí. Por isso que é importante você se inscrever no canal, você compartilhar os vídeos, você virar Membro do nosso três irmãos, né, Robertinho? Vários membros aqui. Inclusive chegou um membro aqui, o fofoca do fiscal, falou: "Andreia é Diva, todo meu carinho é você, sua mãe e sua família". Rodrigão, Robertinho e é catador de gabiroba. Vocês arrasam. >> É isso aí. Ô, fofoca do fiscal tá sempre aí. U >> fofoca do fiscal. Grande beijo. Adorei o catador de gabiroba. >> Inclusive tem conteúdo também extra para Quem é me >>
Você sabe quem que é o catador de gabiroba? >> É o Pedro. Mano, eu acho que eu troquei ideia com esse cara. A gente tava voltando de São Paulo, aí o Pedro era da Paracaíba. Aí ele foi lá no meio do mato, cara, que eu vi umas gabirobas lá e foi p umas gabirobas no meio do mato. Aí o cara virou e falou assim: "Aí que que eu tava fazendo lá no meio do mato?" Falei: "Rapaz, que é da roça assim não Aguenta ver um pé de gabiroba não? Anda longe para descer catar gabiroba. >>
Pedro foi lá catar gabiroba. Agora o cara tá falando da por isso que ele falou de gabiroba. E o tanque de gabiroba é bom? >> Não é bom demais. Quem é de roça sabe que é >> quem já andou num trier sabe. >> Ó os dois últimos aqui. O Ivo Xavier. Gratidão três irmãos. Conheci Dr. André e estou fazendo curso psicanálise e foi O melhor investimento da minha vida atravessada com tanto conteúdo top. Iva Xavier de Uberlândia, Minas Gerais. Que legal, que também é membro aqui no canal do Três Irmãos. >> Beleza, valeu, irmão. >>
Conteúdo exclusivo no canal para vocês, viu? Então, virem membro de três irmãos, ajuda a gente aí. E o último aqui, o Diel Alencar. Di Alencar, você se tornou referência para meu conhecimento. Faço psicanálise em outro instituto. Quero Fazer seus cursos o e complementar meu conhecimento. Amor, sua vida. E junto com esses dois amados, o Brasil tem o melhor podcast. Beijo para vocês. >> Ô, falando do melhor podcast, a gente tá concorrendo no IBEST. Se puder fortalecer lá com a gente, vai lá e vota. Você pode votar todos os dias uma vez por dia. A gente
tá no top 10, mas a gente quer chegar. >> Não, Robertinho, não é todo dia, cara. Agora a gente tá na última fase. Agora No top foi pro top 10. Agora tá só 10 podcast concorrendo. Agora é um voto. Um voto por conta. Você votou uma vez, depois você não vota mais. Tô votando nesse trem todinho. Será que eu tô votando os cara errado? Cara, não tá forma certa. Aí é um voto. Por isso que é importante votar agora. Agora um voto ali, você fez um voto, você já deu sua contribuição. >> Rá, eu vou
votar de novo agora, eu acho. >> É por isso que vocês são os meus alunos Que estão aqui assistindo o podcast hoje, que tem muito aluno, nós divulgamos no grupo dos alunos. Se inscrevam no canal dos meninos. Os meninos são parceiros, são irmãos. O mesmo amor que vocês têm por mim, vocês fiquem em paz aí, podem ter por eles. Se inscreve lá no canal que a gente precisa fortalecer lugares de disseminação do conhecimento. E se a Dra. André chegou em tantos lugares do Brasil. Essa aqui foi a vitrine que eu tive, a primeira e A
mais importante. Então, por favor, meus alunos, se inscrevam aí no podcast Três Irmãos. >> A gente tem que começar a promover alguns encontros de novo aqui com você. >> Pensar num encontros mais legais assim. >> Tio João, hein? >> O quem? >> Tio João ia ser intenso, hein? >> Andreia, hein? >> Quem é tio João? >> Tio João, >> ele tem um canal chama assim de tio João. >> Tio João. Eu amo >> Mas ele é muito inteligente, viu? Ele é bem fora da curva. Daria um papo bem legal. >> Só fal só fala oito
idiomas só. >> Nossa. >> É, dá um papo bem legal. Bem legal. >> Ele é neurodivergente assim, tem super habilidade. >> E aí uma habilidade que ele tem é essa Parada assim de não esquecer. Ele não esquece as coisas. Então ele pega muito fácil idioma, >> e tem um fascínio assim por por línguas. É, ele sabe, alguns ele não fala, mas ele sabe a história, entendeu? Sabe? A gente tava trocando ideia, ele tava falando de uma de uma língua do tribo indígena, que é por sons. Os caras se comunica tipo, sabe, alguma coisa. Não, é
muito louco que ele é inteligentíssimo. >> Geralmente tem hiperfoco, ele deve ser hiperfocado em língua. >> Inteligentíssimo. Tio João é maravilhoso. Tem acho que cinco episódios dele aqui no Três Irmãos também. Quem quiser conhecer o tio João, vai lá. O, a Catiane Zomer mandou $ aqui e falou: "Doutora, realizei meu sonho, sou sua aluna, moro nos Estados Unidos e estou amando muito conhecimento." >> Que bom, obrigada, querida. Obrigada os meus alunos que estão presentes na live. É um carinho imenso que eu tenho por vocês. Tem visitado os núcleos. Estive no núcleo Curitiba, devo estar em
outubro no núcleo Uberlândia, maio deve estar no núcleo dos Estados Unidos e vamos chegar em todos os lugares onde tiver núcleo André Vermon e formar as pessoas segundo esse DNA aí que parece que tá fazendo sentido para vocês. Obrigadão. >> Quantos alunos no total assim já tem hoje? Já mensurou esse número? >> Os meninos estão levantando esse número aí, mas tem muita gente, viu? Graças a Deus. Tem muita gente, graças a Deus. E a ideia >> é um legado mesmo, hein? É um legado. É um legado, Rodrigo. É um legado. E não só para se
tornarem psicanalistas, né? Eu falo que esse curso ele transforma a vida da gente, assim, tô que vendendo curso, não é sobre isso, mas a oportunidade, você ter uma ferramenta que te dá a lucidez em relação aos Processos, a tudo que você tá vivendo, a criação dos seus filhos, ao seu casamento, é impagável, né? >> Primeiro a pessoa vai se tratar e depois que ela tá ela se tratou, ela já vai sair de lá apta para ajudar outras pessoas. Daí ele vai experimentar isso na vida dele. Ele vai falar: "Cara, é igual quando você faz ginástica,
você melhora muito. Você faz exercício físico, você fala: "Nossa, minhas costas Do agora, não tá doendo mais". Aí você começa a querer que todo mundo faça, porque você fala: "Cara, isso me fez bem demais". Então, o por que que o aluno acaba se tornando psicanalista? Porque ele vê na vida dele a transformação. Você vê o relato dos alunos, você não acredita. O povo fala: "Cara, mudou minha vida, mudou meu casamento, mudou meu relacionamento, mudou minha forma de ver a vida." E aí você quer que outras pessoas experimentem isso. E aí a cada Um aí o
convite de ser ou não psicanalista. Mas a a ferramenta é fantástica, >> cara. Isso ajuda tanto que te possibilita ajudar outras pessoas. Ó o tamanho da ajuda que ela extrapola, sabe? Ela transborda em outras pessoas que você vai, você sabe, a capacidade tão [ __ ] que passa de você. Você se ajudou depois consegue ajudar outros. É muito [ __ ] >> Como que tá sua agenda aí nas próximas Semanas? Tem aí já >> você fala para agora. >> É, ixe, >> participações. É, >> semana que vem eu tô no Acre, depois Paracatu, >> Paraíba,
>> Paraíba, >> Aracaju, Campo Grande. >> Legal. >> É, >> mas as pessoas conseguem acompanhar essa Agenda pelo seu Instagram. Divulga, a gente divulga >> lá no seu Instagram, André Vermon, todo mundo acompanha. Você tá com canal no YouTube agora também? Eu vi, né? >> Tem Dra. Andreia Vermonte. André a semi com Vermon Temudo. Tá lá o canal. >> E estando em Uberlândia estou essa semana, dedicação 100% pro instituto. Fico lá com os meninos, atendo suporte, falo com o aluno, gravo vídeo. >> Ah, vocês chegaram a montar uma base Física em Uberlândia? Tem o Instituto
André Vermon lá em Uberlândia já. Você fica full time lá. >> Fico, não tem preguiça de trabalho de jeito nenhum. Vou pro escritório, atendo suporte, junto com os meninos, tá tudo certo. >> Caramba, velho. É muita coisa. É muita coisa. Bom, é isso então, hein? Finalizamos mais um aqui. A só última que a Di mandou aqui, doutora, quando vem para Belém Parsi Aguardando por esse momento. >> Dien, assim que eu tiver essa agenda eu divulgo. Acompanhem aí que vai dar certo. Eu adoro Belém do Pará, inclusive. >> Doutora, obrigado. >> Eu que agradeço. Vocês são
presentees na minha vida. Bora pra China com a gente em janeiro. >> Vai ser máximo. >> Vai ser máximo. >> Agora nos próximos dias nós vamos Acompanhar com inveja as redes sociais do Robertinho, do Rodrigo, dos três irmãos. Vocês mostram tudo da Turquia, viu? Mostrar tudo. Vou mostrar tudo. >> Sei se eu vou subir nesse balão. Não, velho. >> Tira foto, faz tudo lá. V subir no balão. Balão. Eu eu afino pro balão. >> Vou te ensinar a pular do balão. >> Eu também não sei se eu queria mexer com o balão. Não. >> Mas
você tá lá, né? Como é que faz? Caino aí toda hora >> você não, você sobe no balão, eu tiro a foto, >> entendeu? >> Ah, não, Bertinho. Não, balão. >> Eu tô de boa com balão. Eu balão eu ia ficar. >> É, eu. Nossa, é complexo demais. Bom, agradecer também o nosso parceiro Goruja. Se você não conhece a Goruja, a Goruja tem um projeto de montar uma elite institucional no nosso país. Como? Colocando pessoas boas para dentro do estado. E se você quer contribuir pro seu país, tem terceiro grau completo ou conhece alguém que
tem um um sonho desse, procurem agora a guruj. Ela é quem mais aprova no Brasil para receita estadual, receita federal, área de controladoria. São áreas importantíssimas que você vai lidar com os impostos arrecadados, né? como que esse dinheiro é recolhido, como que este dinheiro é gasto. Lá na plataforma você Vai encontrar os melhores professores dedicados para acompanhar os seus estudos. Eles vão traçar um projeto de estudo para você e se você seguir lá direitinho, é garantido, você vai passar, porque todos que passam, eles fizeram parte do time da goruja, tá bom? Eh, quem for de
São Paulo tem o Cfás São Paulo no final do ano, que aí a procura tá imensa. Imagina, Robertinho, trabalhar numa Receita Federal, receita São cara, >> irmão, é o seguinte, a guru te prepara para você ser aprovado no teto do pagamento de funcionalismo público. Você vai ter salário de R 35, R$ 45.000 R$ 1.000 e tem concurso onde eles tiveram 100% de aproveitamento, ou seja, todas as vagas do concurso foram preenchidas por alunos que fizeram o guru então se você quer ter um sonho poder ajudar o país, de ter um plano de carreira profissional realizado,
cara, quem pode te ajudar é a guru >> é isso. Valeu, galera. Se inscreve no canal, até a próxima. Tchau, gente. Obrigado.