[Música] Olá boa noite a todos sejam bem-vindos a mais uma palestra do ppg 100 o programa de pós-graduação em ciências e engenharia de materiais da Universidade Federal de Catalão neste dia 14 de agosto de 2024 uma quarta-feira hoje está conosco Professor Dr Wesley Monteiro ambros ele é graduado e mestre em engenharia química pela Universidade Federal de Santa Maria tem doutorado em Engenharia de Minas Metalúrgica e de materiais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com peridodo sanduí na Gustava Eifel e atualmente é professor adjunto e coordenador do curso de engenharia Metalúrgica da urnes a
palestra do Wesley é intitulada cadeia produtiva de metais críticos estado da arte e perspectivas Professor Wesley seja bem-vindo é um prazer tê-lo aqui conosco o palco virtual do ppg 100 do mim é todo Seu obrigado boa noite a todos e todas que nos assistem e que venham a nos assistir É sempre um prazer poder participar dessa iniciativa da dos colegas da Universidade de Catalão que eu acho uma iniciativa sem igual a dentro da da nossa área de de processamento mineral de metalurgia de materiais enfim do que a gente chama de três Emes né Então essa
iniciativa de aproximar comunidade acadêmica comunidade empresa Arial acredito também que acaba participando isso dado o cenário atual do nosso da nossa área né de eventual desinteresse e de estudantes e assim por diante é uma ação realmente disruptora né então é um prazer poder estar aqui hoje tentando contribuir novamente com alguma discussão hoje eu gostaria de falar sobre a cadeia produtiva de metais críticos né passar de alguma forma um um Panorama Geral do Estado da arte das Perspectivas falando de modo geral para metais críticos como um todo depois dando um foco para o Brasil né para
o nosso país e finalmente abordando de modo específico um ou outro metal que que tenha potencial tanto a nível Mundial quanto a a nível [Música] Nacional então só falando brevemente um pouco de né Eu me chamo como foi colocado Wesley Monteiro ambros a minha formação original é engenheira Engenharia Química mas desde o meu desde que eu me formei eu trabalhei brevemente na indústria ah na parte de calcinação depois eu fiz meu mestrado e doutorado sempre na área de processamento mineral e metalurgia extrativa atuando ã na interface entre os dois temas finalmente em 2018 eu acabei
passando no concurso na Federal do Rio Grande do Sul e hoje eu tô lotado dentro do departamento de metalurgia também Atuando no nosso programa de pós--graduação que assim como o programa de pós-graduação de vocês ele envolve as três MS que a gente chama né a engenharia de Minas a Metalúrgica e a materiais e eu atuo sou membro permanente do laboratório de processamento mineral da urs então aqui eu deixo meus dados de contato meu e-mail Fique à vontade para me contatar Ah quem tiver interessado nessa área como um todo Falando um pouco mais sobre a minha
atuação eh eu atuo basicamente dentro da área de processamento mineral eu atuo fortemente com separação gravítica então o tema do meu doutorado foi eh separação gravítica especialmente a a área de gagemaker que foi eh enviado para uma universidade então a gente a gente tem uma um histórico de trabalhar com essa técnica e na na área de metalurgia extrativa eu dentro do departamento sou responsável Pela área de n ferrosos então nós temos um laboratório inteiro dedicado à siderurgia e a área de n ferrosos acabou ficando com o labron laboratório de processamento mineral Então são essas duas
macroáreas que eu atuo em diferentes segmentos falando brevemente sobre o nosso laboratório deixo aqui o o link do mesmo para para os interessados e interessadas visitá-lo e e verificar as linhas de trabalho nossos tópicos principais aqui Eu deixo o nosso os nossos eh digamos assim tópicos de maior sucesso atuais né E a questão do beneficiamento a seco então nós temos bastante equipamento em escala Laboratorial e Piloto para rodar ensaio de beneficiamento a seco como gig a seco Aero separador H temos também o equipamento de sor que ele de certa forma opera H na separação AC
nós trabalhamos também com a parte de modelagem de de processos seja A modelagem em termos de balanço de massa E energia quanto também A modelagem de custos então nós temos um software que nós mesmos desenvolvemos aqui no laboratório que é o mafm que ele é ele é gratuito acessível por todos nesse link aqui e ele tem a base de dados dele na nuvem então a é possível rodar simulações em tempo real e A Gente Tem trabalhado fortemente com a área que hoje se chama de mineração Urbana né e é a a uma espécie aí de
sofisticação da parte de valorização de resíduos e Reciclagem de materiais né Então essas são áreas que nós atuamos fortemente que nós temos histório de trabalho e eu convido a todos que quiserem entrar no nosso site e verificar saber mais a respeito serão muito bem-vindos bom pessoal eh quando o professor André me abordou no início do ano para propor um tema de palestra né Eh tem tem tem Eu verifiquei a o o próprio canal do YouTube da das palestras e eu vi que tem temas muito relevantes e muito bons né Mas Inclusive eu vi muita coisa
falando sobre metais críticos mas especialmente dando um olhar mais detalhado sobre um ou outro metal ou sobre um ou outro mineral né então isso Acabou me me me motivando a propor falar de um modo um pouco mais generalizado dos metais críticos ou dos metais estratégicos que não são necessariamente a a a mesma coisa então para quem já tiver lido por exemplo o programa nacional de mineração 2030 que foi criado pelo Ministério de Ciência e tecnologia lá em 2011 e é o principal programa nacional de mineração do governo ainda em voga ah dentro da definição dada
do PNB 2030 minerais estratégicos ou metais estratégicos e minerais críticos ou metais críticos são basicamente sinônimos mas em termos globais em termos da literatura global e também do próprio uso há uma diferença fundamental entre ser estratégico e ser crítico então geralmente um mineral ou metal Estratégico aqui eu tô falando de forma intercambiar viável ah mineral estratégico eu tô incluído não metais também e quando eu falo metal estratégico eu tô me referindo exclusivamente a minerais metálicos mas geralmente um mineral estratégico é o mineral que ele desempenha uma função extremamente importante para fins de defesa nacional de
segurança energética ã de valorização da malha de transporte de Um país mas que ele não necessariamente tem problemas de acesso então ele é estratégico por uma ou mais razões ã vamos pegar o nosso contexto Nacional vamos pegar o contexto de Catalão que vocês têm aí o nióbio então o nióbio ele é estratégico a nível Nacional por razões geopolíticas então o é um é um metal é um mineral que ele tem uma grande importância e o Brasil basicamente detém a quase hegemonia desse metal então ele é um mineral Estratégico por essa razão agora quando a gente
fala de um metal ou de um mineral crítico nós estamos inserindo nessa fórmula também o problema da escassez ou da dificuldade de acesso ou de eh eventuais problemas ou desconfortos geopolíticos gerados pelo acesso a esse mineral ou a esse metal né então ou seja como tá colocado aí no slide nem todo metal ou mineral estratégico é crítico mas todo metal crítico é necessariamente Estratégico e essa a questão de criticalidade de um metal ou de um mineral ela varia de acordo com o contexto e varia de acordo com o país Então como está posto na figura
aí ó ã é possível notar que o que é metal ou mineral estratégico para os Estados Unidos não é para Europa e não é paraa China mas existe um ponto de sobreposição desses conjuntos eu não sei se vocês enxergam a a seta do meu mouse aqui à existe um p eu tô utilizando ela para para mostrar existe um ponto de sobre sobreposição em que a gente vê metais como Cobalto como cobre como níquel como tungstênio como lítio ã como sendo críticos para praticamente esses três grandes contextos globais que nós temos hoje né que a União
Europeia a China e os Estados Unidos então quando nós falamos de metais críticos ou minerais críticos nós estamos falando em questão de risco geopolítico risco de Abastecimento volatilidade de mercado escassez dificuldade de previsão das sobre a segurança do suprimento futuro então é isso que que divide a criticalidade do fato de ser o mineral meramente estratégico que não necessariamente ele é ele é crítico né Por exemplo titânio é um metal que é altamente estratégico porque questões por exemplo para produção de superligas ligas aeroespaciais e assim por diante mas ele não necessariamente é o metal Crítico dependendo
da da da da localização geográfica que nós nos encontramos Então esse é o primeiro é o ponto de partida ã é saber fazer essa definição essa separação do que é um metal ou mineral estratégico e o metal e o mineral crítico O que define o que hoje se chama de conceito de criticalidade que tanto se fala bom eh Por que que você fala Afinal de metais críticos e de minerais críticos né eh existem diversas Tecnologias diversas aplicações em que o e que esses minerais Eles serão Eles serão e já são disruptivos né Nós temos aí
a questão da Inteligência Artificial e a microeletrônica eh o desenvolvimento de carros elétricos mas o carro chefe de toda essa valorização de certos conjuntos de minerais e metais é a transição energética então isso isso em termos de tonelagem exigida de tonelagem a expectativa de produção ela de longe Supera ã Outras aplicações né então por essa razão uma das bases uma das principais referências da da apresentação de hoje eu tomei da Agência Internacional de Energia do ie então muitas informações que eu trago hoje eu peguei de um relatório da ie que ele na verdade é do
ano passado mas ele é o é o último relatório o relatório mais atualizado que foi emitido ele geralmente fazem isso ao final do ano utilizando dados do ano imediatamente Anterior então a maior parte dos dados que eu vou estar trazendo na apresentação aqui hoje são de 2022 na verdade mas eles mostram tendências e mostram ã características qualitativas que certamente não não se modificaram nesses últimos do anos aqui nessa figura tem tem alguns dados bem interessantes pra gente ver ver ã essa essa questão da criticalidade e como uma mudança de matriz energética Pode nos gerar uma
mudança também na matriz produtiva por exemplo a a geração eólica offshore então a geração offshore É aquela em que os aerogeradores eles estão longe do ponto de distribuição de energia eles estão geralmente no mar a grandes distâncias da da Costa né então dá para ver que a demanda de cobre aqui chega a 8 toneladas por por Mew produzido o cobra Aliás ele é onipresente independente da matriz energética que a gente tá trabalhando Então seja geração eólica offshore ou onshore seja fotovoltaico nuclear até mesmo uma matriz de hidrocarbonetos como carvão ou gás a gente vai ter
uma grande proporção de cobre participando aí dentro dessa da construção dessa Matriz né Nós também também temos temos zinco né bom ah só esclarecendo né O cobra ele participa por razões óbvias questão de cabeamento especialmente então onde a gente tem energia geração de energia elétrica nós Temos que ter uma rede de cabeamento bem estruturada para transmitir essa energia então o cobre acaba sendo imprescindível por essa razão nós temos aqui o o zinco também quando nós falamos em geração especialmente offshore que é no meio do Oceano sobre condições Possivelmente corrosivas nós vamos ter que ter uma
ação de galvanização bastante forte então aí entra a ação do zinco que eh em muitos contextos não é considerado um metal crítico mas cuja demanda Certamente já está aumentando em função dessa transição energética que inclui aí a especialmente a geração eólica no caso de painéis Solares então nós temos aqui o destaque para o silicone então a fabricação dos ã dos painéis eh dos painéis Solares nós vamos precisar de silício no mínimo do tipo policristalino senão silício monocristalino eh e a a produção desse tipo de silício que eu pretendo comentar hoje também ela é bastante intensa
em Termos de geração de energia ã o silício ele é um metal que ele é difícil de extrair e também é difícil depois de recuperar a partir desses painéis Solares né então a o ciclo de vida deles ã também tem uma Complex cidade inclusa aí que não é não é trivial de se de se lidar aqui nós vemos também a questão dos terras raras Então os terras raras eles estão especialmente presentes nos magnetos dos painéis Solares desculpa dos aerogeradores ã então a Aerogeradores onshore geralmente nós podemos utilizar eletroímã para fazer a conversão ali da energia
mecânica do rotor para energia elétrica só que o problema de um eletroima é ele tem uma vida útil relativamente curta pode exigir manutenções e uma manutenção no meio do mar não é algo trivial de se fazer então seria muito mais conveniente ao invés de utilizar um eletroímã eu ter um Magneto natural eu utilizar um ímã de terras Raras Então por essa razão os terras raras são tem uma importância bastante grande aí Especialmente na geração eólica offshore e dentro de todo de todo esse contexto aqui o que nós estamos vendo é o que essa frase aqui
está colocando nós estamos saindo de um sistema ã de uma base intensiva em uso de combustíveis para modificar para um sistema que será intensivo no uso de materiais obviamente Esse aumento do uso De materiais vai implicar também um aumento do uso de energia na extração desses materiais e também de certa forma um o uma soma nas emissões de CO2 que que ocorrerão por causa desse ato de extrair esses materiais né temas que eu vou comentar daqui a pouco bom então dado esse cenário eh de transição energética que é o principal vetor para para o aumento
da demanda de certos metais e e o que torna eh eles Críticos Esse aumento ele tá sendo vertiginoso então no próprio relatório do da Agência Internacional de Energia e eu peguei alguns dados aqui de eh perspectivas de tendências pro ano 2020 até o ano 2040 e a gente vê por exemplo que metais como lítio ã tem uma perspectiva de aumento da demanda aí de de mais de 40 vezes o Cobalto mais de 20 vezes o níquel também fica na mesma faixa do Cobalto mais de 20 vezes ã Então esse esse aumento da demanda ele Vai
cobrar um certo preço especialmente se nós tivermos num cenário em que esses metais são geolocalizados então caso clássico aí que muitos conhecem é o caso do Cobalto né então hoje mais de aproximadamente 80% das reservas de Cobalto estão na República democrática do Congo que é um país infelizmente bastante instável politicamente economicamente o que gera uma volatilidade bastante grande no mercado do Cobalto Cobalto é o dos Metais que tem uma variação de preço mais abrupta aí eh no mercado de metais então Então tudo causado por por questões de ah distribuição geográfica desse tipo de metal né
então isso colocado dentro de um cenário que vai ocorrer um aumento da demanda ã gera uma uma incerteza bastante desconfortável bom eu tô falando aqui de energia do aumento da da demanda em função da transição da matriz energética Antes de pular pro próximo slide eu quero só que vocês notem essa figura aqui ó a gente tá tendo aqui do o o cenário de 2020 e aqui nas nesses dois gráficos de barra bem à esquerda ã o cenário de 2040 né dois cenários para 2040 e dá para ver que na linha amarela aqui ó a gente
tem o peso dos carros elétricos Então na verdade o maior peso a maior demanda em termos de metais críticos nesta transição Vai ser direcionado especialmente para para os Carros elétricos nem tanto para para modificação de uma matriz de hidrocarbonetos para uma matriz renovável solar e eólica mas especialmente paraa modificação do motor de combustão interna para um motor que opere com uma bateria de íon lítio e que exija bastante Cobalto dentro dela Então vale a pena dar uma atenção um pouco maior aqui para os carros elétricos só para você ter uma noção de magnitude do peso
que isso pode ter Sobre a a a a questão da da demanda de metais né então esse esse essa imagem aqui é bem interessante ela também é produzida pela Agência Internacional de Energia mas em um outro relatório em que ela mostra por exemplo a quantidade de níquel e cobre que são necessárias num carro convencional ou seja o carro que se vale de um motor de combustão interno trabalha com gasolina ou diesel para um carro elétrico então a um carro convencional praticamente não tem nada De níquel eventualmente um um modelo outro tem alguma coisa de uma
liga de Ferro níquel Mas vai ser uma quantidade aí quase desprezível e enquanto um carro elétrico vai precisar de aproximadamente 40 Kg de níquel você da maior parte desse níquel associado à bateria e E se a gente multiplicar isso pela Frota esperada de carros elétricos já dá para se ter uma ideia da do tamanho dessa demanda né enquanto a quantidade de cobre aí a expectativa é Dobrar e aqui não tá sendo nem citado por exemplo o Cobalto também não tá presente em carros tradicionais o próprio lítio também então a a a expectativa é que nós
tenhamos Uma demanda de seis vezes maior em certos metais como é o caso do cobre por exemplo do Cobalto eh do lítio até oito vezes ou 10 vezes para metais como níquel só para atender ã a mudança de Frota para carros elétricos né então isso mais uma vez serve como um dado que Mostra o quanto esse aumento ã abrupto na demanda desse tipo de metal pode gerar aí um desequilíbrio em relação à oferta e o que contribui para tornar eles bastante críticos bom então quando a gente fala desse aumento da demanda dos metais críticos primeiro
ponto de alerta que aparece é o seguinte bom nós teremos então um aumento das emissões nós teremos um aumento então de certa forma do dispendio de energia de emissões Atmosféricas relacionado a Esse aumento da produção de metais e Isso realmente é um fato que ocorre então Ah aqui tem uma tem uma figura bastante interessante eu peguei de um estudo onde foi feita uma análise do ciclo de vida ã na na principal rota produtiva de cada metal e aí se chegou a um valor de quilograma de CO2 equivalente emitido por kilograma de metal produzido né E
se criou uma escala do mais baixo até o mais alto interessante ver alguns Valores aqui ó por exemplo pro ferro a gente tem aí uma uma emissão ã média de 1.5 kg de CO2 por kg de Ferro produzido no caso do cobre nós temos mais ou menos o dobro disso pro níquel seis vezes esse valor alumínio que é o segundo metal mais produzido depois do ferro aproximadamente oito vezes esse valor quando a gente chega aqui nos preciosos Platina e ouro já salta para 12.000 500 vezes e a gente tem o nosso campeão aqui que é
o ródio que tem uma Emissão aí de aproximadamente 35.000 kg CO2 por kg produzido então isso aqui tá relacionado Claro às particularidades do processo de de extração e refino do ródio o ródio e eh dentro do contexto da transição energética não não não é necessariamente um metal crítico ele é um metal crítico dentro da sua a própria cadeia produtiva que envolve por exemplo a produção de catalisadores industriais para para hidrogenação ã a produção de de de de à placas para eletrolíticas de Alto desempenho de joias etc mas não necessariamente a metal crítico mas e essa
escala é interessante que ela Ela nos mostra uma comparação e inclusive eh aqui aqui eu tô falando por mim mesmo isso aí não é dado que eu peguei da literatura né então eu tô apenas especulando né mas a me parece que é um padrão que geralmente metais que são majoritariamente extraídos a partir de Sulfetos como aí é o cobre Como é o níquel eh de certa forma o zinco também eles estão mais próximo da escala mais próximo da da parte baixa da escala de emissão ã Possivelmente Porque durante essa extração nós temos aí reações isotérmicas
reação típica como a oxidação de sulfetos que é isotérmica nós temos aí uma um reaproveitamento do gás que é gerado que é o SO2 para fabricar ácido sulfúrico então talvez Isso faça com que a cadeia seja ã mais fechada em termos de emissão e tenha valores menores né mas mas o fato é o seguinte ã uma primeira uma questão óbvia sempre quando a gente beneficia e extrai o metal e refina esse metal nós teremos um um impacto ambiental associado nós teremos uma emissão associada e para alguns metais críticos essa emissão não é trivial essa emissão
é bastante grande então isso faz levantar uma Pergunta dado a possibilidade de impacto que que pode ocorrer em termos de emissão de CO2 devido a esse aumento da demanda dos minerais críticos vale a pena realmente fazer essa mudança de matriz energética eu coloco aqui uma figura que na verdade é uma piada interna aqui no laboratório nós temos um colega nosso que ele é ele é um defensor fervoroso do carvão mineral digamos assim e aí o o pessoal utilizou lá o GPT para criar uma figurinha ali de dos Pessoal protestando em favor do carvão né mas
mas a questão que eu trago é essa né esse é um tema que dentro da área de mineração dentro da nossa área às vezes se traz né a a mesma questão da transição da matriz energética Pô a gente vai vai desativar termoelétrico Mas nós vamos se valer de de hidroelétricas que para serem construídas inundam uma área que acabam no final das das contas computando como uma emissão de CO2 Porque a gente vai vai destruir área verde e assim por diante vale a pena ou não vale a pena né bom a maior parte dos dos estudos
atuais aqui eu peguei cinco deles mas da da revisão de literatura disponível que existe diz que realmente vale a pena sim então essa essa modificação de uma matriz em que o a gente tá se baseando em poucos materiais e muito carbono para uma matriz que nós estamos investindo em metais críticos em equipamentos de autto valor agregado Como baterias como painéis Solares ela acaba tendo aí uma uma redução Global ã nas emissões de CO2 quando nós consideramos o ciclo de vida como um todo então essa figura novamente pega lá do relatório da da Agência Internacional de
Energia ela sugere isso também né que quando a gente compara um carro elétrico carro que é movido com uma bateria elétrica com com um carro que tem um motor de combustão interna esse último vai ter no seu ciclo De vida aí que vai desde o berço até o túmulo da produção praticamente o dobro de emissões do que o primeiro né então ã ou seja essa modificação de matriz energética financiada digamos assim por metais críticos é uma tendência que chegou e é uma tendência que vai continuar De qualquer modo porque todos os dados mostram que essa
transição de matriz e que o investimento nesses metais críticos ela realmente vale a pena bom então dito isso à por favor se alguém tiver algum comentário alguma pergunta fique à vontade né eu vou falando aqui ô tranquilo a gente até o momento não tem perguntas não viu você pode seguir assim que surgir a gente per e aciona beleza bom então eu vou falar um pouquinho agora H aqui estabelecida essa importância aí dos metais estratégicos e críticos e colocados o que eles são né vou falar um pouco aqui sobre dados de produção deles e e algumas
tendências e Perspectivas Ahã aqui são Dados que eu que que eu busquei da usgs que é a a United States geological Survey é o serviço geológico dos Estados Unidos conhecido por por pela maioria Suponho que eles são uma das das fontes mais confiáveis eh para se fazer aí a a estatística da produção mundial de insumos Então esse aqui também são dados de 2022 porque o último relatório deles foi de 2023 referente sempre ao ano imediatamente anterior né E aqui nós temos eh o que eles chamam de metais industriais que é o que nós conhecemos como
metais não ferrosos né Nós temos aqui o alumínio quase sempre o líder e o primeiro metal dito crítico que aparece nesse rank é o cobre então o cobre Aqui nós temos hoje uma produção de em torno de 22 milhões de telas depois um metal tipicamente crítico considerando aquela aqu aquela primeira figura que eu mostrei vocês que ele é crítico a nível Mundial nós teríamos o Níquel tá uma em de grandeza abaixo do do cobre na produção E esses são são basicamente os macrom metais críticos digamos assim o cobre e o níquel eles são os dois
metais que nós produzimos em maior quantidade que hoje eles são considerados críticos devido à grande demanda que nós teremos aí no futuro os outros nós temos uma produção mundial aí mais de 100 vezes menor do que ã os principais metais não ferrosos metais não ferrosos primários né e Dentro dessa categoria temos aí os terras raras temos o Cobalto ã temos também o o próprio nióbio ã o tântalo e assim por diante se a gente comparar tudo isso aqui com a produção de Ferro chega a ser até H um pouco ridículo né então a gente tem
aí que 2022 a produção de Ferro foi 2.6 bilhões de toneladas aqui aqui tá uma uma uma tentativa de colocar isso em escala né dos metais não ferrosos primários e aqui Bem embaixo talvez quase invisível H dos Metais não ã dos metais preciosos né então não à toa eh isso se reflete também no próprio mercado brasileiro então quando a gente olha lá nas estatísticas as últimas estatísticas da NM a gente tem aí que 80% ã do valor agregado na cadeia mineral do país é dominado pelo minério de ferro isso eh acaba de certa forma dando
ao Brasil uma um um certo valor estratégico à cadeia do minério de ferro então Eh esse ponto é importante por dentro do contexto Brasileiro dentro do contexto do próprio Panorama na Nacional da mineração o minério de ferro é considerado estratégico é até considerado um metal crítico pra segurança Econômica Nacional então vejam bem como essa questão de verticalidade ela pode ser também torcida e flexibilizada para se adequar ao contexto né o ferro obviamente não é um metal que raro nem um metal que sofre risco de escassez no curto prazo mas eh em termos de da economia
Nacional ele é Um metal estratégico então ele é considerado também crítico para dentro da da da Saúde da economia do setor primário nacional e aí depois nós temos o ouro cobre o níquel todos eles aí totalizando pouco mais de 10% né Eh desculpa pouco pouco menos de 20% do do restante né e e isso claramente reflete de certa forma os valores os os grandes números aí de produção mundial bom eh quando a gente fala de Metais críticos a gente não tem só a questão do problema de baixa produção em valores absolutos nós temos também o
problema da produção localizada Como já comentei antes né então a a gente tem eh geolocaliza tanto em termos da extração quanto do processamento aqui a extração ela pode ser entendida mais no no sentido de Lavra e eventualmente beneficiamento enquanto o processamento aqui ele pode ser entendido mais quando a gente já tá fazendo a transformação e O refino para extrair o metal né então a a a gente tem aqui algumas informações que são bem conhecidas para para alguns eu Suponho por exemplo o Chile tem as maiores reservas de cobre a Indonésia hoje ela tem as maiores
reservas de níquel especialmente níquel laterítico Cobalto é na República democrática do Congo quase hegemônica os terras raras estão concentrados especialmente no sul da Mongólia mas numa região ali que é controlada na prática pela China o lítio aí nós temos a Austrália aí nós temos também o Chile eh a de certa forma também a Argentina se destacando aqui junto com o Chile ã na na na questão de reservas né E quando a gente passa aqui pra parte de processamento ou seja extração E refino aí nós vemos uma repetição constante da China né então a China ela
realmente tá dominando esse mercado de extração e refino de metais críticos com um segundo lugar bem longe pro pro Chile também Aparecendo aqui nossa vizinha Argentina e depois a aparece alguns players aí do Leste asiático como o Japão e a Malásia então dá para ver que ã como colocado que acima né Nós temos um mercado que ele é mais concentrado do que o próprio mercado de óleo e gás que ele de certa forma tá distribuído aí entre entre pelo menos eh dois continentes né como América do Norte e o Oriente Médio aqui no caso de
metais críticos nós temos o o leste da Ásia realmente dominando ã O processamento desses metais e em alguns casos a própria as próprias reservas atuais disponíveis e isso tá gerando o surgimento de um novo arranjo geopolítico né então aqui acima a gente pode ver o arranjo tradicional do do mercado de óleo e gás onde a gente tem os três principais players que é os Estados Unidos a a Arábia Saudita e a Rússia e aqui embaixo a gente tem tem a para cada uma das das linhas de Tecnologias limpas digamos assim que é a geração de
baterias painéis Solares e a as turbinas eólicas que são os três grandes grupos nós vemos aqui também novamente que a o arranjo econômico ele tá se modificando né novamente nós temos uma forte presença da China no processamento H em termos da mineração Aqui nós temos o destaque para nossos vizinhos do Chile e o peru ã e aqui gera um desconforto bastante grande Eu diria ou deveria gerar um desconforto bastante grande e não ver a bandeira do Brasil aqui se repetir em nenhum ponto né então o Brasil que é conhecido por ter reservas ah respeitáveis de
muitos minerais críticos ele não tá incluindo dentro desse arranjo aqui o próprio eh relatório do iea raramente cita o Brasil dentro dele então dentro de Brasil que que nós temos né bom ah Brasil também não é não é mistério para Ninguém né que nós temos o o nosso triângulo vamos chamar aqui de produção mineral e de reserva mineral que considera aqui o quadrilátero ferrífero em Minas Gerais vai lá mais ou menos no norte da Bahia vai no sudoeste do Pará e passa por Goiás Então a gente tem aqui Um triângulo que envolve a maior parte
das reservas e da das plantas hoje de beneficiamento e extração mineral então no Brasil obviamente nós temos reservas aí ã de Nióbio é a é o primeiro metal crítico e metal estratégico que salta os olhos em termos de quantidade disponível mas o Brasil também tem reservas bem decentes de níquel de cobre ã de lítio e de terras raras até H uns dois ou trê anos atrás o Brasil era o segundo lugar em reserva de terras raras atrás obviamente da china hoje a Índia já assumiu o segundo lugar e o Brasil caiu para Terceiro Mas ainda
tem reservas significativas aqui no Amapá em Roraima Também inclusive aqui no laton nós fizemos alguns estudos de sensor based sorting de mineral bruto de terras raras e uma característica típica da maior parte desses metais que são metais não ferrosos é o baixo teor médio então por exemplo eh minérios de cobra Nickel tipicamente tem teores abaixo de 1% embora hoje seja a regra T teores abaixo de 1% para esse tipo de minério eh ainda assim a a média mundial especialmente pro COB pro Brasil acaba dando indo para Pro para valores mais baixos dentro do desvio padrão
eh que nós temos dentro do Brasil existiu existem na verdade eh duas grandes iniciativas em termos da do fomento a a políticas a iniciativas para para fomentar o o mercado de extração de metais críticos e minerais crticos críticos né o primeiro foi o Plano Nacional de mineração 2030 foi feito pela pelo Ministério de Minas e energia lá em 2011 e continua em voga e sendo renovado independente dos Governos que estão entrando então ele acabou se tornando um programa de fato de estado que tá Tá independente do governo que é uma uma uma situação muito boa
e lá em 2018 houve o plano de Ciência Tecnologia e inovação para minerais estratégicos 2018 a 2022 que se fala de se criar uma espécie de versão 2.0 agora eh e que vai que vai envolver iniciativas por exemplo como direcionamento de recursos para órgãos de fomento como a Caps do CNPQ no caso Para quem trabalha com pesquisa voltado a áreas de área de metais estratégicos nós tivemos até um edital recentemente ano passado nós tivemos um CT mineral voltado exclusivamente para a área de metais estratégicos Então já está havendo algumas iniciativas um pouco tímidas no tema
mas ainda existentes Em ambos esses documentos eles dividem o que são minerais críticos e estratégicos novamente na pnm aqui crítico e estratégico é sinônimo então Eles dividem isso em três categorias aqueles minerais ou metais que o Brasil é fortemente dependente que é o caso praticamente de minerais industriais e carvão Metalúrgico então nós temos potássio e fosfato para alimentar a a agricultura para produção de fertilizantes e carvão Metalúrgico embora o o o aqui o estado do Grande do Sul eles tem uma grandes reservas de carvão carvão aqui infelizmente é de baixa qualidade então ele tem um
teor de Enxofre bastante alto o beneficiamento dele é bastante difícil então a acaba sendo caro sair do nível de carvão térmico para chegar no nível de carvão Metalúrgico e o Brasil ainda importa esse tipo de carvão segunda categoria minerais tecnológicos ou minerais portadores de futuro então aí entram os terras Aras aí entra o lítio aí entra o silício aí entra o Cobalto e finalmente minerais que apresentam vantagens competitivas Para o país que se destaca aí o ferro e claro o nióbio Então dentro do contexto Nacional Esses são os metais que tem sido apontados como ã
desculpa Esses são os minerais que têm sido apontados como minerais estratégicos mas como Claro tô focando em metais aqui né Nós temos basicamente essas seis categorias principais mas hoje obviamente já se fala incluir também aí o cobre incluir o níquel e incluir também o tântalo que é um é um metal que geralmente ocorre Associado a minerais de nióbio também e o Brasil tem reservas significativas e apresenta uma vantagem competitiva também em relação ao tântalo tanto quanto a unió bom então Dada essa contextualização geral eu vou falar um pouco agora sobre o o ciclo produtivo eh
desses metais eh eu vou focar na apresentação aqui em cobre níquel silício e Cobalto como como eu comentei ali no início eu eu tava um pouco roso que a apresentação ficasse Muito longa a última apresentação que eu fiz aqui acho que eu passei de 3 horas falando então eu acabei deixando o lítio e os terras raras de fora se eu ficar devendo para vocês eu posso fazer uma apresentação depois faço uma nova palestra aí e aí eu foco exclusivamente no lítio e nos terras Ares mas eu vou eu vou falar desses quatro quatro outros metais
aqui no momento né E claro Obviamente as perguntas a discussão que vem depois ou Vem durante o a palestra aqui ela pode abordar diferentes metais não precisa ficar restrito a esses aqui eu vou focar pessoal e falar do ciclo produtivo vou vou focar em falar de beneficiamento e metalurgia extrativa que é o que eu sei na prática H então eu eu não não tô por dentro de detalhes do mercado do cobre por exemplo mas eu obviamente sei bastante como fazer o processo de beneficiamento extração do cobre de diferentes minerais e assim por diante o Oi
eh posso fazer aqui uma pergunta o Pablo deixou uma pergunta sobre essa primeira parte que você acabou de de de apresentar e ele coloca o seguinte percebi que as grandes dificuldades de se trabalhar com os metais críticos são baixos teores nas rochas eh mineralogia complexa depósitos em áreas consideradas ecologicamente sensíveis complexidade do processamento mineral baixa taxa de substituição então ele vai elencando Aqui diversos fatores baixa taxa de substituição por outros elementos nas aplicações insegurança política e aí ele pergunta o seguinte em relação aos países produtores quais desses fatores tio que foram citados com relação a
à complexidade do depósito substituição por outros elementos insegurança política não é os baixos teores você werley considera não é mais importante e impactante hoje ah dentre os países que atualmente Produzem eles isso Ah sem dúvida é a questão da insegurança geopolítica insegurança Econômica então então o para dar como exemplo eh eu peço que vocês lembrem ou que vocês pesquisem a respeito da variação do valor do Níquel logo que iniciou a guerra da Ucrânia no passado então o nquel ele teve uma variação de mais ou menos dois ou três vezes para cima Depois teve uma queda
abrupta então a a a volatilidade dos mercados ela acaba Tendo um impacto em termos de custo muito maior do que que ah do que a a tecnicidades do processo uma vez que o parque já tá estabelecido claro então países como a China como os Estados Unidos Eles já T um parque industrial bem estabelecido Eles já TM plantas construídas então Ah eles têm que lidar Eles não têm que lidar com capex o problema deles é mais opex e acaba sendo que o valor de mercado associado a aquele metal é o eh Talvez seja o Principal Impacto
hoje na viabilidade da produção dele Wesley eu vou aproveitar para fazer também uma pergunta aqui eh quando você fala da China a gente observa na verdade que em termos de processamento não só de metais eh estratégicos e críticos né mas eu vou colocar assim de forma geral quando a gente pensa em em em produção de metais a China hoje ela tá consideravelmente participando quase que em todos os segmentos n é e de forma bem Significativa através de parceria com países quando ela não tem reserva eh do elemento ela tem parceria Então ela tem parceria com
a índia tem parceria com a África do Sul que por proximidades acabam fornecendo os insumos eh como isso eh pode impactar na produção e no mercado como é que você vê essa situação essa relação da China com com a produção e potencial de de desenvolvimento é a a China ela ela aparentemente ela Tem mecanismos muito ágeis eh no firmar parcerias com países então mecanismos que que não passam por exemplo pelo pelo crio que que que passa um acordo com a união europeia ã então é é mecanismos bilaterais diretos entre os países ã ela a China
também tem muito capital para investir ã em países que T reservas estratégicas que Muitos convenientemente são países ã pobres de terceiro mundo né Então pegando o caso da da República Democrática do Congo ã a a última estatística que eu vi é que aproximadamente metade ou ou 40% 50% do mineral da República democrática do Congo ele é minerado pela glencore é uma empresa Suíça mas eh do momento de se fazer a exportação do hidróxido de cobre desculpa hidróxido de Cobalto por exemplo h o principal destino acaba sendo a China justamente porque a China tem um algum
tipo de parceria com o governo da da República democrática do Congo que torna o custo da da exportação baixíssimo então a o principal destinatário acaba sendo a China Então eu acho que essa característica de de facilitação de acordos bilaterais especialmente pode tá sendo aí um um diferencial o Ô você lembra que há alguns anos nós tivemos uma situação no mercado do ferro antes da das das crises econômicas em que a gente tinha o Brasil com uma Grande produção efetivamente e em função disso a o preço de mercado sendo estabelecido pelos principais produtores você acha que
esse aspecto nesse sentido a China não pode impactar na produção dos metais críticos definindo a a esse cenário pela pelo autoconsumo não sem dúvida Sem dúvida eu acho que esse é é um dos principais medos dos players ocidentais né ah do momento em que a China ela deter quase a hegemonia na produção do e Na fabricação do dos produtos finais derivados de um certo metal crítico por exemplo bateria de um lítio Ah então ela tem de certa forma o mercado na mão né ela pode controlar e a oferta e a demanda então é esse é
um dos principais argumentos utilizados né para na na digamos na guerra política e China e Estados Unidos perfeito viu pode ficar dar continuidade Certinho obrigado bom pessoal então como eu tinha Comentado eu vou falar um pouco agora sobre a os ciclos de extração desses metais eh eu eu vou sempre pegar o mineral o principal de cada um deles né até para não me estender muito então por exemplo de cobre eu vou focar em sulfetos aqui em níquel eu vou falar de níquel laterítico por causa da importância dele no contexto brasileiro embora a maior parte do
ní a nível Mundial seja extraído de sulfetos ã o silício não tem muito mistério é quartzo De alta pureza e o Cobalto aqui eu vou focar especialmente também do Cobalto laterítico já que a maior parte dele é extraído como coproduto aí dentro da metalurgia do Nique então fiquei à vontade também para fazer al perguntas bom questão do cobre pessoal produção e reservas o cobre hoje h quando a gente fala em metal crítico ele é o mais badalado deles né Então teve a Teve até uma uma reportagem eu não me lembro se foi da forbs ã
que que o Título da reportagem era que o cobre era o metal do futuro então justamente por causa da de questões que eu apresentei lá no início por exemplo eh que ele é um metal que tá onipresente independente da matriz energética que a gente tá trabalhando questão de carros elétricos também a gente vai ter uma grande demanda então quando a gente fala em metal crítico geralmente o cobre é um dos primeiros a se destacar até até mais eu diria do que o lítio os terras Aras Que são alguns que são eh são mais Associados a
esse conceito de criticalidade né bom o cobre questão de reserva eh é de conhecimento comum também que a maior parte das reservas estão no Chile com peru cada ano descobriram novas reservas e e se agregando nesse ranking aqui de de potenciais produtores de cobre ã uma maior parte da produção de cobre hoje também tá no Chile tem hoje a mina de escondida que é do grupo bhp que Ela disputa aí às vezes o o topo da de maior mina do mundo em termos de valor agregado de produção ã tem a mina também de tuuk kamata
que é controlado pela codelco que essa também uta o outro ranking de maior mina ah em em área de céu aberto do mundo então a o cobra ele tem uma tradição bem forte associada ao Chile ã depois nós temos aí a os Estados Unidos e Austrália Estados Unidos ele tem bastante reservas de cobre não sulfetado então a a a rota Hidrometalúrgico ação em cito por exemplo é basicamente aplicada nos Estados Unidos e e nós temos também a glencore a glencore aqui quando quando eu coloco o país no caso lá da empresa eu coloco a sede
né não não a reserva então a glencore ela é Ela é uma gigante aí que ela tá trabalhando no segmento dos metais críticos junto com uma outra empresa irmã dela que é umicore que é uma empresa belga e eles trabalham aí Também fortemente na extração do cobre também na extração do Cobalto também trabalho com extração de níquel lá na Indonésia na Malásia então Então são uma multinacional bastante presente aí ã no mercado de metais não ferrosos principal ocorrência de cobre pessoal a gente tem aí a predominância de sulfetos especialmente a calcopirita a calcopirita aqui sulfeto
conjunto de cobre e ferro ele é o sulfeto clássico o sulfeto tradicional quando a gente pensa à em mineral de cobre né calcopirita então a maior parte da extração é feita a partir dos sulfetos a partir de uma rota pirom Metalúrgica bastante conhecida e os minerais oxidados são extraídos mediante uma rota hidrometalúrgico de sucatas e resíduos ã especialmente placas de circuito impresso de computadores ã baterias antigas que tem aquele núcleo eh com revestimento de cobre eh então a a questão da da Extração secundária ela tem um peso cada vez maior teores típicos de minerais de
cobre hoje do 6% seria uma maravilha então a a gente tem aí tudo A grande maioria abaixo de 1% Ah o teor de corte cut off grade que o pessoal chama explorável já já tem mina dos Estados Unidos lá explorando a 0.25% de cobre então isso revela também uma tendência conhecida que é ter teores cada vez mais baixos e toda a implicação que isso tem né Uma Geração de estéreis de rejeitos Maior e eventualmente vão parar numa barragem maior gasto de energia para Moer e liberar o minério e assim por diante beneficiamento do cobre a
rota principal é a rota de beneficiamento do sulfeto como quase todos os sulfetos nós vamos terminar numa flotação Então a gente vai ter um circuito de flotação ã convencional em que ele vai ter eu vou ter etapas de pré-concentração ruer cleaner scavenger se eu tenho flotação antes dela eu vou ter Hidrociclones clonagem eu vou ter moagem então eu vou ter ali Ah um circuito de britagem associado com o circuito de moagem e finalmente flotação ã Essa é a configuração típica aí de de geração de eh concentrados de sulfetos né então aquele teor Inicial que digamos
fosse de 1% de cobre ele chega aí a aproximadamente 30% de cobre que vai ser o concentrado ã Fino que vai gerar na flotação esse concentrado da flotação que vai ter ainda uma proporção bastante Grande de Ferro se ele for um sulfeto composto que geralmente é o caso como uma calcopirita por exemplo eh vai ser o principal problema quando a gente for fazer a extração do cobre a gente vai ter que remover esse ferro além de remover esse enxofre então o concentrado típico de calcopirita vai ser um material vai ser um vai ser um material
bastante fino um d80 abaixo de 100 microm por exemplo quando ele chegar na planta Metalúrgica provavelmente a gente Vai ter que aglomerar ele fazer uma pelotização ou que é cada vez mais comum fazer uma briquetagem e fazer um processo que a gente chama de fusão Amate então no processo de fusão a mate a gente basicamente vai est removendo esse ferro a gente vai estar oxidando seletivamente esse ferro associado ao cobre para gerar uma escória então eu vou a gente vai estar escorificante ver parcialmente um enxofre mas o Principal removido aqui vai ser o ferro e
gerar um produto chamado mate que é simplesmente um sulfeto em fase líquida esse sulfeto vai est rico em cobra enxofre e ainda vai ter um pouco de Ferro como contaminante então isso aqui dentro da metalurgia do cobre nós chamamos de pré extração do cobre nós ainda não extraímos ele mas convertemos ele para uma fase mais rica em cobre do que ele tava na fase mineral esse que vai ter um teor aí que Varia de 50 a 70% de cobre aí a gente vai para um processo chamado de conversão é importante não confundir aqui com o
conversor utilizado lá no refino em panela do aço vai utilizar um um forno específico que é um conversor de piris smit onde a gente vai remover qualquer ferro residual que ficou aqui no mate a gente vai escorificante vai remover 99% do enxofre vai virar gás SO2 que é um produto na própria metalurgia dos sulfetos então a gente Pode utilizar isso para fabricar ácido sulfúrico é muito comum eu ter uma planta de ácido sulfúrico anexa a uma planta pirom metalúrgica de cobre e esse cobre vai passar por duas etapas de refino o refino a fogo num
chamado forno de ânodo onde mais uma vez a gente vai focar em tirar especialmente o ferro que tava contaminando ele ã produto aqui vai ser o cobre refinado a fogo esse cobre refinado a fogo já tá pronto para ser utilizado em aplicações De troca térmica fabricação por exemplo de serpentinas então ele já é apropriado para isso mas se eu quero utilizar para fins de condução elétrica eu vou precisar fazer o refino eletrolítico do cobre Eu preciso chegar a um teor mínimo de 99.997 para ele ser considerado nível eletrolítico então ao fazer eletrólise ã eu vou
obter os catos de cobre e aí ele vai est pronto para ser trefilado ã transformado em e utilizado na sua Aplicação final bom então dentro dessa dessa rota produtiva do cobre Quais são os principais desafios né de longe o principal desafio pro cobre é os teores cada vezes cada vez menor do Metal né então aqui até trouxe um print de uma publicação no Linkedin que eu achei extremamente interessante onde foi feita uma simulação e computação grá onde a gente tem uma imagem de uma mina E aqui no que seria a massa ou o volume de
cobre ã naquela mina Considerando o teor disponível do do metal na mina né então dá para ver aqui que o volume de metal que a extrai de uma área extremamente grande esse essa esfera de cobre ela tá sendo cada vez menor tá virando uma esfera cada vez mais pequena justamente porque a ter aí uma queda histórica nos teores de cobre ã que são coráveis né então lá no no Início do século XX era comum ter minério com teor aí de 5 ou até 10% de cobre hoje como eu comentei se chegar a 2% é é
de bater pau então uma tendência que tá ocorrendo não só pro cobre mas também pro Cobalto e pro níquel é a mineração em Águas Profundas um tema que você já devem ter ouvido falar também em algum momento dips mine mineração em Águas Profundas que mais uma vez a China tá tá saindo na frente na corrida né então seria minerar os nódulos Polimetálicos que tem na na no leito Oceânico que eles têm quantidades aí massivas de cobre também de ní ou de metais não ferrosos em geral né e Essa tem sido apontado como uma das Fronteiras
minerais onde metais como cobre poderiam aí suprir a demanda que se espera deles né a outra Fronteira não tão certa seria a questão da mineração Urbana então a mineração Urbana também é um termo bastante recente parece apenas a gourmetização da reciclagem mas ela Vai um pouco além disso né então ela ela ela tenta atender o problema da escassez a ideia da mineração urbana é juntar extração secundária com a extração primária e aumentar a vida útil das reservas disponíveis né ã problema aí da mineração Urbana assim como da reciclagem envolve geralmente etapas anteriores ao orçamento é
por exemplo a questão da coleta seletiva de ter uma uma uma logística bem organizada na coleta de resíduos e assim por diante Então tudo isso deriva dessa expectativa de aumento na demanda e a gente tem uma quantidade disponível em terra digamos assim cada vez menor de cobre bom pessoal falando agora de níquel ã níquel o o principal principal reserva e o principal produtor Hoje é a empresa nornickel que fica na Sibéria na Rússia mas tá sendo seguida de perta pela pela Vale ã Então por muito tempo um dos grandes players mundiais do mercado de nquel
era a inco que é uma Era uma empresa estatal canadense que ela foi adquirida pela vale eu não me recordo agora quando se foi em 2008 ou 2010 mas foi mais ou menos por essa época e e a vale então ela basicamente assumiu todas as operações mundiais da inco que se que se estendem até o Japão onde eles tem hoje Vale tem refinarias hoje lá né então uma das principais plantas lá é a vale sudbury por exemplo produz até 65.000 toneladas por ano de níquel ã as reservas elas elas Geralmente são mais espalhadas por exemplo
do que muitos metais como Cobalto Mas isso não diminui aí a criticalidade do nquel devido à grande expectativa do aumento da demanda por exemplo para carros elétricos em relação a ocorrência minerais de níquel nós temos de três tipos principais nós temos laterit que se dividem entre saprólitos e o limonit Meti ã que são a maior parte dos recursos hoje cerca de 70% de recursos Mas ainda h não são majoritários em termos de produção a produção majoritária se dá aí com sulfetos Especialmente porque a maior parte das reservas de sulfeto tá no hemisfério norte onde nós
temos aí a Rússia nós temos também o que era a empresa canadense explorando Então a gente tem aí um histórico de exploração dos sulfetos muito grande no hemisfério norte e na linha do Equador especialmente no sudeste asiático Indonésia e Malásia eh grande presença de depósitos lateríticos a rota estativa de sulfetos ela é parecida de certa forma com a Rota extrativa do cobre então ela vai envolver operações de fusão amá conversão em refino mas é é não é nada trivial esse processo de extração do níquel a partir de sulfeto como eu vou demonstrar daqui a pouco
a extração a partir do laterítico ela se divide em dois tipos em função do teor de ferro Que nós temos no minério Geralmente se o teor de Ferro for baixo vale a pena a produção de Ferro níquel que é o caso por exemplo que a Vale faz em ons Puma hoje então eles têm um minério lá que é tipicamente un saprólitos submerso para produzir ferro níquel quando a gente tem um teor de Ferro muito alto primeiro fundir ferro ele tem um custo energético um pouco maior que o níquel então o processo de fusão acaba Se
tornando mais mais caro segundo como o teor de ferro é muito alto eu não consigo ter uma liga ferro níquel de alto teor de ní então H esse processo de fusão esse processo pirometalúrgico a partir do laterito acaba não pagando acaba não valendo a pena e aí a gente tem que partir pra hidrometalurgia né que vai ter operação ali de lixiviação geralmente lixiviação intensiva e Autoclave extração por solvente e eletrodeposição de níquel Metáli então aqui tá exposta a rota ã de beneficiamento de laterit eu trago porque como eu falei aqui a produção do Brasil basicamente
é de ni é o laterítico que nós temos aí já comentei a Vale tem também a a a a Anglo atuando lá em em Barro Alto Niquelândia e extraído minerais a partir de de laterit né e a e o beneficiamento de minerais lateríticos ele é bastante característico porque a fração em que o níquel se concentra geralmente ele tá Disseminado de forma bastante fina e o minério por si só ele é bastante friável ele se fragmenta de forma bastante fácil então o processo envolve passar o mineral por um tambor de atrição onde ã pela mera queda
livre o mineral se fragmenta é feita uma separação por tamanho hidrociclones onde o overflow aí acaba sendo o concentrado Então a gente tem um ganho de teor de 50% digamos assim mas que acaba aí justificando esse processamento mínimo Do mineral laterítico gerando esse concentrado esse concentrado então tá pronto para se fazer a extração pirom Metalúrgica geralmente laterit são minerais bastante complexos são minerais que vão ter ferro alumínio silicatos que vão ser hidratados ainda ã esse hidratado essa água quimicamente aderida ao minério pode ser um problema se eu jogasse direto no forno Então a gente vai
ter que fazer uma operação de calcinação Prévia para remover essa água quimicamente aderida uma vez removida essa água eu vou ter uma carga que por ter passado por um processo de aquecimento e altas temperaturas de uma atmosfera isolada vai ter sido pré reduzida vou ter parte do ferro do Níquel vai ter se reduzido e vai ir pra redução carbot geralmente em forno de arco submerso onde eu vou escorificante essa liga crua vai ser geralmente refinada em forno panela onde eu vou aí Dosar a composição da minha liga controlar o nível de impureza e produzir uma
das ligas de Ferro níquel que se deseja né que geralmente gira entre ferro Níquel 10 a ferro níquel 30 esse níquel vai esse ferro níquel vai ser granulado ã ou também o que é o que o que pode acontecer vai ser depositado como um pó e depois Briquet mas é mais comum se fazer a granulação E aí vai ser comercializado para produção de aços especiais por exemplo na forma de Ferro Níquel granulado na rota de sulfetos pessoal ã vai ser muito parecido com cobre ah beneficiamento típico de sulfetos mais uma vez ã um setor de
britagem com britagem primária secundária terciária um setor de moagem em circuito fechado com hidrociclones onde o overflow vai alimentar um circuito de flotação na flotação ali a gente vai ter a geração de um concentrado de Níquel esse concentrado de níquel ele vai ter como contaminante principal na forma mineral mesmo o ferro e o enxofre assim como é o caso do cobre se ele tiver for um mineral hidratado por exemplo pode ser que ele precise ser seco se ele for se ele tiver por exemplo alguns sulfetos simples como sulfeto de ferro sulfeto de cobra o próprio
sulfeto de Nico ele pode passar pelo processo de ulação é uma maneira de oxidar ele em Fase sólida sem fundir e qualquer caso ele vai ir pro processo de fusão aate onde a maior parte do ferro vai ser escorificante passar pelo mesmo processo que o cobre Praça vai passar por um forno em batelada que é o conversor de Pit Smith Onde a gente vai remover Praticamente todo ferro digamos assim tudo que tiver na faixa do por cento de Ferro vai ter sido removido vou ter contaminação na faixa de PPM por exemplo e vou gerar Algo
chamado Mat bemer A grande questão aqui é que o níquel cobre o enxofre e também o Cobalto que vai est presente eles são todos missis e altas temperaturas e quanto se a gente fizer um resfriamento lento desse banho desse Mat bmer eu vou ter uma macrogranja extrativa vira novamente um problema de beneficiamento mineral esse Mat bmer solidificado vai ser moído ah parte dele vai ser uma liga de cobra e níquel que é um material magnético Então eu vou passar por um separador magnético e obter essa Liga essa aqui vai esse aqui vai ser o principal
produto gerado da metalurgia do cobre que vai ir pro refino E como subproduto eu vou ter uma mistura de sulfetos de cobra e níquel que eu vou novamente moer flotar e obter sulfeto separado de níquel e cobre então aqui eu não vou eu vou eu eu estou omitindo as etapas de refino de cada um deles porque ainda envolve bastante Operações que não convém ficar descrevendo aqui dentro né Por exemplo essa liga de níquel cobre hoje ah ela vai ir para uma planta de refino onde ela vai passar pelo processo de carbonilação vai formar carbonila de
níquel eu vou colocar dentro de um reator com atmosfera pressurizada e alta presença de monóxido de carbono em condições mesmo ambiente entes em temperatura ambiente ele vai formar um composto volátil chamado carbonila de Níquel e vai levar algumas outras carbonilas metálicas juntas que vão ter que ser destiladas para obter uma carbonila de níquel de alta pureza e depois fazer uma deposição ã do pó ou do Níquel granulado num depositor de pelets Então é isso que a Vale faz por exemplo ã não necessariamente na planta de sunbury Mas eles tem uma planta específica no Canadá só
para fazer a Refinaria dessa Lia de níquel cobro enquanto esses concentrados eh Sulfitos de cobro níquel eles vão para refinos ã hidrometalúrgico né onde é feita lixiviação é feita uma extração por solvente eventualmente uma net deposição do níquel e do cobre de modo separado bom pessoal agora trazendo pros desafios né Quais são os principais desafios que nós temos hoje dentro do mercado aí do Níquel dentro da produção de níquel um deles é que que nos últimos três ou 4ro anos especialmente Na China tem aumentado vertiginosamente a Produção de Ferro gusa de níquel então o ferro
gusa de níquel ã também chamado de níquel sujo ele é um uma espécie de liga de Ferro níquel de baixa pureza em que ele envolve simplesmente ele tá dentro da ele tá presente na rota Siderúrgica do ferro de produção do ferro gusa em Alto forno mas ele envolve minerais que contêm um alto teor de níquel Então esse níquel acaba aderindo ao ferro Gusa e formando ali um uma liga ferro níquel de baixíssimo teor que o pessoal chama de Ferro gusa de níquel e a desvantagem dele é a grande quantidade de CO2 que é emitido nesse
processo então é muito maior do que fazer uma extração hidrometalúrgico laterito ou até extração do sulfeto mas geralmente a China tem ganhado isso na quantidade de produção de Ferro gusa de níquel que tá em ordem de magnitude bem acima da produção de níquel sulfetado ou de níquel atero então isso de obviamente dentro de Um cenário que se busca redução de emissões né acaba tendo sendo um efeito negativo e que gera aí um um artefato dentro do mercado outra questão eh como eu comentei antes a maior parte das reservas de níquel ela tá na forma de
níquel laterítico e o a extração de níquel laterítico embora não pareça ela é mais intensa em energia do que o níquel sulfetado eu não falei da extração de níquel laterítico mas Geralmente ela vai envolver desação intensiva e autoclaves que é um processo que vai gerar um resíduo ácido bastante agressivo que envolve altas temperaturas altas pressões ã e depois a gente vai ter que fazer uma extração por solvente que também é um processo que eu vou ter uma geração de fluentes bastante grandes né e eu não vou ter coprodutos como eu tenho na rota do su
feto Onde eu posso produzir ácido sulfúrico e assim por Diante então isso essa essa mudança de paradigma da da extração do sulfeto cada vez mais se direcionando pro laterito pode envolver também uma pequeno aumento no custo operacional relacionado a essa extração Outro ponto o mercado tradicional do Níquel tem sido a fabricação de ácido oxidável e a a tendência é a demanda de Aço também aumentar ano a ano e essa demanda de aço vai est competindo com a procura por níquel para por exemplo a fabricação de Baterias de carros elétricos então a a gente vai ter
aí uma competição de mercado que vai ainda acirrar ã mais a criticalidade do próprio níquel dentro da sua cadeia produtiva bom pessoal vou falar um pouco de silício agora alguma pergunta até aqui Enquanto estamos sem perguntas Wesley perfeito po dar continuidade Nilton se já tiver me estendendo muito aí por favor me avise hein tranquilo a gente Tem temp temos tempo ainda temos tempo perfeito Então tá bom quero falar sobre silício um pouco eh silício que eu eu acho interessante trazer a a o tópico silício aqui para para esse nosso encontro também porque ele foge um
pouco eh da da inserção do mercado de transição energética no nível do cobre e do níquel e ele entra dentro de um outro mercado Que é o mercado de microeletrônica Então hoje a gente tem aí um cenário por exemplo de inteligência artificial com a a a necessidade de ter uma capacidade computacional muito grande ter um hardware muito potente para lidar com com esse aumento de capacidade computacional e boa parte do Silício vai ser direcionado para esse mercado também né o silício é um outro Case em que a produção tá bem concentrada no sudeste Asiático então
nós temos hoje a as reservas ã elas estão elas são bastante espalhadas o Brasil eh historicamente tem reservas de quartos de alta pureza de silício na costa da Bahia H mas o processamento e o refino basicamente são feitos lá no sudeste asiático então por exemplo Taiwan Ah é referência na produção de silício ã ah silício grau eletrônico por exemplo Essa empresa tsmc é a maior produtora do mundo hoje e ela trabalha Dentro de toda a rota produtiva do Silício desde a mineração até a produção do wafer que vai ser utilizado para fabricar transistors a gente
tem também a coreana Samsung e a Americana Intel ã participando aí de modo minoritário no mercado aqui no Brasil na verdade a a 5 km aqui na minha casa literalmente tem a a empresa Citec sa desculpa não é uma empresa ela é uma ela é um órgão público que é um instituto voltado à à produção de semicondutores né que é um instituto Federal voltado à produção de semicondutores que infelizmente esteve por fechar há alguns anos atrás agora tá tá retomando aí os trabalhos né E ela a Citec Ela não trabalha obviamente com a metalurgia do
Silício mas ela compra silício refinado para fabricar wafers para fabricar chips ã por exemplo era na Citec que se fabricava os chips que se utilizava no nos passaportes brasileiros né então é é e cito aqui só para para mostrar que no Brasil houve iniciativas Ou existem iniciativas ã para se trabalhar com o mercado de semicondutores quando a gente fala de semicondutores a gente também tá falando de galho de índio ã de alguns outros metais mas em termos de aplicação mundial a o silício é absoluto então praticamente falar em semicondutores hoje tem tem como sinônimo falar
em silício qual é que a principal fonte de silício à ela ela é simplesmente um quartzo considerado de alta pureza né então a dependendo do nível de quartzo que nós temos numa areia por exemplo ele pode ter diferentes aplicações para diferentes fins considera-se que se eu tenho um quartzo eh categoria Cristalina acima de 97% eu tenho uma matériaprima apropriada para fazer extração de silício até mesmo sem nenhuma necessidade de beneficiamento pode ir direto para um forno para se Fazer a fusão e extrair o silício Quais são as as principais aplicações hoje do Silício no mercado
né cerca de 94% dele vai paraa fabricação da liga ferro silício que tem diversos usos diferentes fins Ah um uso bem ã bem exclusivo dela dentro do processamento mineral por exemplo é para fabricar ã tanto imas de separadores magnéticos quanto material formador de meio denso na separação a meio denso el geralmente é feito de uma liga de Ferro Silício apenas 6% do Silício ele é o que a gente chama de silício met ele vai pra produção do Silício metalo é um silício que ele tem pelo menos 99.5% de de silício desse silício Metalúrgico cerca de
metade é utilizado na fabricação de liga silumin Essa liga é utilizada geralmente em material de construção ã em que o aço seria muito pesado ela tem uma resistência mecânica parecida Com o aço mas ela é muito menos densa Então ela confere leveza ao material outros 30% vão paraa fabricação de silicones e apenas 20% desses 6% vão pra fabricação de semicondutores e painéis e quando a gente fala em silício a gente tem que levar em conta as classificações do Silício né Nós temos aí o silício grau Metalúrgico como eu comentei que tradicionalmente é considerado aquele que
tem um teor acima de 99.5% de silício depois disso ele entra Numa classificação que usa sempre um número procedido por n e esse n quer dizer quantos no por de silício nós temos então por exemplo 99.999% de silício ou silício 6N é o que nós chamamos hoje de silício grau solar o silício grau eletrônico é aquele que tá com pelo menos 9 in de Pureza Então hoje já se produz silício 15n ou seja são 9% de pureza de silício então a geralmente o a diferença Aqui entre o silício grau solar e o grau elico vai
ser que no Grau eletrônico eu vou ter que trabalhar com uma transferência de carga muito pequena para permitir que o a cão do sinal elétrico para sinal digital ocorra de modo eficiente Então eu preciso ter uma matriz de altíssima pureza quanto no Grau solar eu tenho que garantir aquele efeito fotoelétrico conversão da energia solar a energia elétrica independente da Pureza eu posso ter ainda três Classificações do Silício em silício monocristalino é quando o cristal de silício produzido Como o próprio nome disse ele é um monocristal ele não tem interfaces entre os os macrocel pra aplicação
final ele Obrigatoriamente tem que ser um monocristal então ele é monocristalino enquanto o silício grau solar ele ainda pode ser um silício policristalino ou até um silício amorfo né que é utilizado por exemplo daqueles painéis Solares que É um adesivo que a gente pode colar em algum lugar para para ele funcionar ah a rota produtiva do Silício Ela é bem tradicional também e ela envolve dois grandes macroprocessos que é o processo Siemens e o processo korovsky paraa produção do mac do monocristal se o nosso foco for a a produção de silício grau eletrônico né De
qualquer forma a gente vai iniciar com uma redução carbot do nosso silício concentrado então isso aqui vai ser uma Redução mais uma vez em forno em forno de eletrodo em forno de arco submerso ã eu não tenho certeza agora mas se eu não me engano é a é uma das maiores sen não a maior temperatura de operação em fornos da pirometalurgia e chega a operar 2100 22º para fazer a a redução da da sílica aqui e produzir o silício metálico e o que vai sair daqui vai ser o silício grau Metalúrgico e ao passar pelo
processo siens vai gerar um silício policristalino de altíssima pureza No processo queor que ele envolve a monocristal desse silício de alta pureza para finalmente a gente ter trabalhar em cima desse monocristal para produzir wafers e dopar esses wafers para produzir um semicondutor do tipo N ou do tipo P aqui tem uma descrição Geral do processo simens eu obviamente não vou entrar em detalhes nele ã mas ele envolve aí a a a cloração do Silício eh grau Metalúrgico onde eu vou formar Formar diversos cloretos intermediários de silício o que me interessa neles é o t é
o tricloro silado que é esse esse principal cloreto aqui de silício que eu vou passar para um processo de destilação em várias colunas para concentrar o tricloro oscilando que finalmente vai entrar num reator de deposição química onde vai entrar em contato com filamento de silício por onde eu vou passar corrente elétrica vai decompor icamente o Tricor candro ele Vai se depositar nos fios na forma de um silício polimetálico Então vai ser ch forma é uma deposição de um pó não deixa de ser uma metalurgia de um pó aqui tem uma foto do Silício depositado ã
nesse nesse fio formador Inicial geralmente a as plantas de manejo do Silício policristalino elas TM que ter uma atmosfera bastante controlada evitar Poe evitar umidade para para evitar qualquer tipo de corrosão aqui do Silício ã esse bloco de silício aqui ele vai ser geralmente fragmentado vai ser passado por um banho de ácido clorídrico para remover qualquer camada oxidada que tenha e colocado em bags de polietileno Então esse aqui é o produto final se o que eu quero é cício policristalino eu só ten que mandar ele agora para uma fábrica por exemplo para produzir a a
camada que vai ser colocado o EVA em cima de um painel solar agora se eu quiser produzir um um efero Para um chip de computador eu vou ter que fazer um processo de monocristal que é patenteado com o nome de processo korovsky Então nesse processo eu vou pegar esse silício de alta pureza porém policristalino vou colocar dentro de um forno de indução vou fundir esse silício enquanto ele tiver fundido muito próximo da temperatura de solidificação ele vai ficar 1 ou 2 graus apenas acima da temperatura de que permite ele solidificar vai ser inserido algo Chamado
cristal semente que é uma aste de silício de alta pureza que vai ser colocada no banho esse Cristal semente vai girar a uma certa velocidade ã E à medida que ele gira e a temperatura do banho se aproxima da temperatura de solidificação do Silício ele vai formando um tarugo de silício ã monocristal essa monocristal ocorre justamente porque esse processo é muito lento o cristal vai girando E à medida que ele vai girando camadas de silício Vão se depositando sobre as outras isso é um processo que leva às vezes 12 de 12 a 24 horas então
ele gera um grande taruco que é na verdade um monocristal de silício eu bou ter aí Claro um limite de tamanho que consigo gerar de acordo com o peso que um que um cristal semente consegue suportar esses tarugos depois vão ser cortados por exemplo por meio de uma serra para gerar um w vai ter uma espessura como essa aqui de 0.25 a 1 mm de espessura Esse wafer vai ter sua superfície passiv Ou seja eu vou eu vou criar uma cerca de 5 a 10% do topo do wer eu vou oxidar para criar uma espécie
de camada passiv protegida depois eu vou fazer um processo de fotolitografia eu vou ter um padrão a desen sobre essa camada passiv que eu vou utilizar uma grade para posicionar e fazer um ataque ácido para criar um padrão em cima desse wafer e finalmente fazer o processo de dopagem o processo de dopagem é é um universo a Parte né Eu posso fazer uma uma difusão de gases contento antimônio ou boro dependendo do tipo de de de semicondutor que eu quero ou eu posso fazer um processo de implantação iônica então tem uma tem uma toda uma
tecnologia Envolvida Por isso mas mas a ideia aqui para vocês É só passar um vislumbre da Rota geral Quais são os desafios aí envolvidos na hoje na na cadeia do Silício na cadeia do Silício como um Metal crítico né então um deles aí é a questão do consumo de energia então Eh o processo não é trivial a primeira etapa da extração do Silício que é a fusão da da sílica no forno para produzir silício de alta pureza ela é extremamente endotérmica ela exige muita energia então se a minha matriz energética por exemplo for carvão H
isso vai gerar bastante emissão Então essa questão do consumo de energia é bastante premente por causa do silêncio a questão de Materiais alternativos para semicondutores então a é uma área que eu não conheço muito mas eu sei que as pesquisas a respeito de materiais compósitos estão a 1000 então a cada vez mais se acha materiais compósitos que TM propriedades tão boas ou até melhores que certos metais Então esse é o caso da de propriedades de condução e semicondutores né já tem materiais compósitos que estão se aproximando aí da capacidade do Silício né Ã de certa
forma isso acaba ameaçando o silício em seu mercado mas em termos eh globais né em termos da questão da oferta de materiais pode ser muito bom porque ã eh de diminui aí a criticalidade dentro da da da cadeia de produção de transistors de de de insumos pra indústria microeletrônica enfim e finalmente a questão da reciclagem de silício né Eh então a recém estão se fazendo as primeiras Pesquisas da reciclagem de painéis Solares em final da vida útil porque geralmente painel solar ele tem uma vida útil de 30 a 40 anos é uma tecnologia que começou
amplamente utilizada há 30 40 anos atrás justamente então nós estamos chegando aí na primeira leva ou grande leva de painéis Solares que estão entrando em desuso e tem que ser descartados então as tecnologias para reciclar o silício a partir desses painéis Solares tá estão se Desenvolvendo agora né eu sei de apenas uma empresa hoje que que está começando atuar nesse segmento a solar cycle os Estados Unidos então eles estão estão a nível de processamento físico eles já estão conseguindo por exemplo separar fibra de EVA de de da fração rica em silício Mas eles ainda não
entraram por exemplo na metalurgia da coisa então é um campo aberto aí para várias possibilidades finalmente pessoal vou falar um pouco aqui sobre Cobalto para Para finalizar então a a apresentação né ã hoje o o o alto ele é referência quando nós queremos falar em criticalidade e também da importância da da de se analizar o efeito da escassez na geopolítica aí de utilização de metais estratégicos né justamente porque ele tem uma concentração muito forte na República democrática do Congo como eu já comentei antes como você já deve ter ouvido falar né é um país extremamente
ã que tem uma política instável Infelizmente parte dessa instabilidade é causada por pelo Cobal né que acaba sendo tanto uma bênção quanto uma maldição nesses casos ã hoje a maior parte da mineração e do beneficiamento na no Congo a maior parte eu diria entre 40 e 50% é feita pela glencore mas a maior parte do Cobalto que é refinado no exterior ele é refinado na China até o o nton acabou fazendo uma pergunta interessantíssima antes né de como a China operacionaliza Esse processo com os países né E no caso aqui do Cobalto eu realmente não
não não sei qual é que é o tipo de arranjo que existe né porque a Glen Core ela tá fortemente presente no no Congo ela trabalha na na do beneficiamento do Cobalto mas no final das contas quem faz a metalurgia é a China e e ainda tem essa empresa a erg a euras resources group que ela tá baseada em Luxemburgo mas ela tem operações no no Cazaquistão ã na África central e também no Brasil Hã eu não me recordo agora no Brasil aonde exatamente ela tá trabalhando mas eu sei que ela tenha operações aqui no
país então é é uma empresa multinacional que tem se destacado aí no na produção de Cobalto e fora isso existe uma uma mina no Marrocos Eu esqueci agora o nome da empresa Ah esqueci agora de cabeça o nome da empresa que ela é uma das poucas Minas exclusivamente dedicadas paraa produção de Cobalto e eu digo isso porque o Cobalto ele tradicionalmente ele é um coproduto dentro da metalurgia do níquel e isso aí te vê pelos próprios pelas próprias ocorrências minerais típicas do Cobalto né Por exemplo o principal mineral que ele ocorre aí é a goetia
hoje ele vai tá associado ao ferro e ao níquel ã e a pentlandita que é hoje é o me a principal fonte dentro da Rota vai est presente aqui dentro então a vou comentar brevemente sobre a extração dele a partir da da gotita né que é a Rota principal hoje de produção de Cobalto ã de Cobalto enfim é a principal fonte de Cobalto hoje que acaba chegando na china para se fazer extração pirom Metalúrgica hidrometalúrgico a pouco eu passei essa figura aqui sobre as asoc cor rências minerais do níquel e as macror rotas extrativas dele
né bom dentro da rota de laterit do níquel a gente tem a limonita metide aqui que ela Passa por um processo hidrometalúrgico é dentro dessa rota hidrometalúrgico Cobalto é gerado como um coproduto e essa rota ela envolve basicamente três operações primeira delas vai ser uma lixiviação intensiva uma lixiviação em Autoclave onde eu vou ter ali o meu minério de goetia que vai ter um teor de Cobalto geralmente abaixo de 0 2% esse material vai ter que ser mío vai ser colocado na Autoclave vai operar como é Típico em alta temperatura como em alta temperatura o
ácido evaporaria para atmosfera eu tenho que fazer dentro de um cas fechado e como consequência ele gera uma alta pressão também aqui dentro a lixiviação é feita em ácido sulfúrico e o a solução carregada o produto lixiviado vai ter aí mais ou menos me G por l de Cobalto ali dentro com uma recuperação aí de 96% então esses dados aqui eu tô pegando de uma referência que traz dados Da própria Glen Core essa solução carregada ela vai tá carregada obviamente com níquel vai tá carregada também com Cobalto Principalmente eu vou fazer um processo de extração
pro solvente em diversas soluções de cloretos onde eu vou gerar um rafin em um estrato geralmente o rafin vai tá rico em níquel e eu vou mandar o níquel aí para uma eletrodeposição e vou obter ali o meu níquel de alta pureza enquanto o extrato Dos primeiros estágios aí de de extração geralmente são multiestágios eu vou fazer um processo aí de re extração do Cobalto produzir esse Cobalto no meu extrato e aí fazer também uma eletrodeposição para obter o Cobalto de alta pureza então aqui até nessa imagem da ocorrência eu tô mostrando aqui uma fotinho
de de Cobalto eletrolítico né obtido a partir dessa eletrodeposição desafios do Cobalto pessoal H bom o Primeiro deles é a questão da da dependência geográfica dele em relação à República democrática do Congo né então ele é um um dos críticos mais voláteis que existem Então se vocês colocarem no Google aí preço do Cobalto e verem a variação no último ano por exemplo vão ver que é um gráfico cheio de altos e baixos justamente porque o o risco geopolítico da o risco da política interna eh onde o Cobalto tá localizado afeta as exportações dele Afeta a
as as demandas de de insumos e matérias primas até necessárias para se fazer a produção dele é um metal também que ele por enquanto ele permanece insubstituível dentro do seu papel ã em baterias de carros elétricos né então ao contrário do cif como eu tinha comentado antes que há uma pesquisa forte de materiais compósitos para substituir o silício eh essa questão de novos materiais especialmente materiais não Metálicos como substitutivos dos minerais do dos metais estratégicos ela também é uma é uma é uma forte tendência que tem Aparecido para diminuir essa dependência dess desses metais né
mas ainda não é o caso pro Cobalto então o Cobalto permanece su gênes dentro da sua aplicação aí em baterias conforme essa demanda aumenta né ã essa dependência do Cobalto pode se tornar aí mais sensível ô pessoal então H agora eu abro espaço Aí para perguntas e comentários eh e agradeço aí o novamente o a oportunidade de falar aqui de abrir essa conversa com vocês né sempre uma satisfação tá eh vou tá aqui acompanhando mas já deixando também os colegas para est fazendo essa essa interação com você gente quem quiser fazer pergunta Pode ligar a
câmera fazer pergunta direto ao Wesley tá E também a gente tem pergunta aqui pelo chat vi tá com vocês Aí então temos algum temos perguntas no chat O pessoal ainda tá escrevendo vou vou fazer a minha primeiro ou você quer fazer quer fazer Antônio não eu eu eu vou fazer você então fica vard Se você permitir Obrigado ista Meus parabéns tá uma uma uma apresentação que nos situa né Nas condições hoje de de produção desses vamos dizer assim produtos essenciais entre aspas para os países Lógico eu acho que você deve ter Conciência disse Que o
que nos chama muito a atenção na sua apresentação é que você até citou no sua apresentação é a ausência do Brasil né Nós nós somos um país que somamos que somos né produtores de minério mas que a gente vê que não é tão Eh vamos dizer assim visualizado internacionalmente né Eh w a a minha pergunta está mais voltada paraa área do Silício tá a área do Silício por que isso porque o meu doutoramento está nessa parte nessa parte do Silício e Principalmente é o quartzo silício né quartzo Devid ser o maior fonte de silício que
existe aqui da região de Cristalina em Goiás tá eh logicamente que não é preciso ser um gên que se você agrega valor a esse quaro a esse silício né a aquela rota de produção vai voltar para o silício grau Metalúrgico E logicamente o eletrônico tá a minha pergunta é é uma pergunta de certa forma simples tá o que leva você falou que os teores de minério no Brasil São geralmente são baixos né havendo uma concentração por exemplo de eh 1% chegando a 30% de de min de cobre por exemplo como ocorre eh no sossego eu
acho sossego no Pará né mas no caso da Cília Por que é que e eh mesmo tendo-se aqui em Cristalina um um um quartzo de uma pureza tão elevada isso não seja tão Eh vamos dizer seim de fundido internacionalmente é realmente primeiro lugar obrigado pela pelas expressões aí Antônio pelo Feedback realmente é uma é uma questão que eu desconheço porque não se tem essa essa difusão maior né uma história que que me contaram né o meu meu antigo orientador Professor Carlos Sampaio que até apresentou aqui num dos nos umas palestras ele sempre me conta essa
história né que a desviando um pouco da da questão né alguns processos de princialmente de terras raras foram desenvolvidos por químicos da USP na década de 60 e 70 mas na época terras Raras microeletrônica não era um tema premente então acabou que isso aí se perdeu e alguns desses processos depois foram replicados pelo pessoal da China por exemplo que fala extração de terras raras né também tem uma história famosa no meio Miner que é sobre a a a exportação de areias do litoral da Bahia que tinha sílica de alta pureza para pro exterior a preço
de banana Então não sei se isso tá ligado a uma a uma questão histórica né de de falta de interesse em levantar essas riquezas minerais né Por exemplo eu realmente é uma novidade para mim saber que tem esse tipo de areia com quartos de alta pureza em Goiás eu confesso que eu não sabia disso é cristalina desde a década de 1800 ele já tem um cristal de de Pureza elevada né e e é por isso que eu te fiz essa pergunta né Porque na minha opinião tá os chineses Eles são espertos Eles são muito inteligentes
Eles procuram mundo a fora Aqueles locais onde tem elementos minerais de que tem um Valor Econômico agregado do maior e eles se implantam nesses locais né então eh eh voltando a essa parte do do por isso que e me chamou essa atenção não ter esse essa divulgação tão eh eh considerado dessa dessa desse quarto aqui de Cristalina né sim é realmente é verdade mas pelo Brasil Afora aí tem tanta coisa ainda que não se sabe né certe se a gente pegar a região norte do do paí ali nós temos o Pará que é uma que
é a fronteira mineral depois o Pará tem muita coisa se descobrir ainda é eu eu eu sou de de de um local que que o maior problema nosso é porcel que pareça na para desenvolver a mineração é ambiental que é o Amapá né então o Amapá tem uma tem uma região tem uma área o monte a a reserva do Tom kumak que é uma reserva ambiental que e Sabe que tem muito mineral mas devido a ser uma reserva ambiental o processo é mais complicado Wesley Muito obrigado Mais uma vez eh foi muito bom a sua
o seu o seu a sua apresentação né como eu disse para nos centrar sobre essa produção né que eu também não sabia que a república democrática do Congo era maior produtor de Cobalt né do do do país muito obrigado de nada dispõe o nosso colega Fabiano gostaria de fazer uma pergunta fica à vontade Fabiano Obrigado Parabéns Wesley aí pela pela apresentação muito interessante eu não sou muito da área mas foi bem enriquecedor para mim ter ter essas noções que um tempo eu cheguei pegar uns dados da da vale né Para que catalogava uns pontos de
interesse no Pará na época de em relação a minério E aí a gente vê que o Pará nessa região nossa amazônica ela é muito rica né nessas condicionantes mas assim eu queria uma opinião sua né que bateu um start aqui De um de um dado que talvez seja interessante a gente eh pensar o problema nosso em relação a essa exploração mineral Por que que a gente não configura né em relação aos países do mundo que estão lá na elite né do processamento e da Por que que o Brasil tão rico né como o professor Antônio
pontuou aí também a gente não não tá nessa nesse top top 10 ou top f não sei porque você acredita que é mais por conta de que Demanda energética por conta de escassez mesmo tecnológica ou falta de interesse mesmo Empresarial de grupos fortes empresariais qual qual que é a tua visão assim num contexto pode ser um contexto breve só para para eu entender um pouco melhor porque eu não tenho noção nenhuma é então Eh obviamente a a a parte macroeconômica não é minha especialidade também né mas e é um problema que ele é multifatorial né
e histórico no país mas alguns pontos sempre se destacam por Exemplo o custo da energia do Brasil é tradicionalmente alto então quando nós temos processos que envolvem por exemplo a produção de um metal refinado o consumo de energia ele é exponencial quando a gente sai do beneficiamento e entra na metalurgia né Então aí chega o ponto que a a existência de uma matriz energética com o preço atrativo e que seja Segura que tenha um fornecimento segura H acaba sendo importante e o país tem uma matriz frágil Especialmente na a Em zonas longe dos grandes centros
digamos assim né E a questão da malha de transporte né então o Brasil ele infelizmente não tem uma malha Ferroviária bem estabelecida é um país de dimensões continentais mesmo quando a gente quer produzir um concentrado no centro do país e quer despachar ele por algum Porto ã aí a a empresa por conta própria vai ter que investir numa linha Ferroviária eh muitas vezes vai ter que contar ou Não com algum abatimento no no imposto para fazer isso né então eu acho que tem características estruturais de base que acabam favorecendo outros países que já tem essa
base mais ou menos pronta sa não necessariamente que o Brasil não tem o potencial mas que esses países saem na frente no sentido de atrair investidores né Então essa essa é uma percepção que eu tenho Claro bem bem parcial do quadro que eu acredito Dev envolver muitos mais fatores obrigado obrigado disponha Obrigado temos perguntas aqui no chat da Aline Lara vou falar nas palavras dela aqui ela falou wesle você explicou sobre a reciclagem de vários metais alguns mais difíceis de reciclar que outros a pergunta dela é a seguinte você acredita que a recuperação de metais
críticos através da reciclagem no caso de haver essa possibilidade pode ser mais econômica do que a extração e processamento de novos minérios especialmente em contexto onde os custos De mineração são elevados é Ótima pergunta Line Obrigado ó via de regra extrair o metal de um resíduo é muito mais fácil do que extrair de um minério então é é só a gente pensar por exemplo de um um celular por o computador vamos dizer assim a gente vai ter um cobre em fio mas vai ser cobre metálico puro não vai ser um cobre preso dentro de uma
fase mineral com teor bastante baixo então em termos de energia Sem dúvida o processo para Extrair metais o que a gente chama de extração secundária a partir de resíduos ele é mais barato do que a extração primária Qual é que é o problema ã eu conversei há um tempo atrás com o professor Marcelo Veiga que até deu palestra aqui também sobre a parte de mineração Urbana e e ele diz que o problema da reciclagem não tá no processamento tá no que vem antes dele na coleta seletiva na mineração o nosso problema tá num ponto só
tá localizado Na mina o nosso universo tem alguns quilômetros quadrad quando a gente fala de resíduos eles estão espalhados por tudo que é lugar então fazer a coleta seletiva eh desses resíduos não é algo trivial manter uma taxa de alimentação constante numa planta de processamento não é fácil de garantir e essa taxa de alimentação é necessária para manter a economicidade dessa planta ao funcionar ã e e ao mesmo tempo a Gente tem uma um aumento da demanda eh desses materiais a cada ano então mesmo que a gente reciclasse 100% dos materiais ano que vem aumentou
10% em relação a esse ano então a gente vai ter que obviamente sempre ter uma um recurso primário para extrair e e repor essa demanda né então são são vários fatores também que que Ao mesmo tempo que facilitam em termos puramente técnico a extração a partir do resíduo olhando o macrocontexto aí da logística da coisa Pode ser mais difícil do que a ração primária eu acho que a pergunta da Aline sua resposta vai de Encontro à palestra passada também né acho que foi um foi uma pergunta que você fez no comecinho eh e wes não
temos mais perguntas aqui no chat mas antes disso eu vou deixar a minha né primeiro te parabenizar pela palestra Eu acho que vai ser o o o modelo de palestra Que Nós Alunos aqui sempre voltamos lá no YouTube para buscar uma informação eh algum exemplo Né então foi extremamente didática e aí pegando o gancho aí da Aline eh eu queria te perguntar eh porque com a gente na última palestra a gente falou mais de metalurgia extrativa de de fontes primárias né e e convencionais e nesse tipo de metalurgia extrativa a gente tem como como muita
referência em relação aos teores de corte dos Minérios referência também nos teores dos concentrados que vão seguir ali para paraas etapas de metalurgia e você até Deixou bem bem reforçada a questão da importância dos processos físicos para concentrar o material né Mas se a gente trouxer para pra palestra de hoje eh se a gente pensar na metalurgia extrativa de metais críticos só que de fontes secundárias ou não convencionais um exemplo um rejeito aí de mineração Você nota que existe uma preocupação com o teor eh principalmente nas pesquisas acadêmicas eu pergunto porque Eu trabalho com rejeito
eh fazendo Recuperação de de elementos terras raras e utilizo eh extração por solventes precipitação lixiviação eh calcinação para chegar em um óxido misto de terras raras a partir de um rejeito que o teor é marginal né a gente tem aqui pouco menos de de 2% de etrs então é sempre o calcanhar de Aquiles das perguntas nas bancas Nossa mas o teoro é tão baixo né possível recuperar economicamente eh um material tão pobre né E então você percebe essa Preocupação quando a gente trata de fonte não convencional principalmente se a gente tiver essa justificativa de ser
um material crítico você percebe essa preocupação nos trabalhos é na verdade eh o a questão do teor de corte eh eu não sei se você se referem em Fontes primárias Gerais de materia materiais críticos ou apenas reciclagem não de de Fontes não convencionais mesmo um rejeito por exemplo é um rejeito é é não obviamente uma a gente não tem essa Referência né de de de teores para ir pras próximas etapas você acha que isso ainda é uma preocupação ou envolve todo o contexto mesmo daquele processo que tá sendo desenvolvido é nós tínhamos um projeto com
a França até em que era justamente tentar recuperar materiais críticos de antigos rejeitos então a que era que era de uma de duas minas da França voltado paraa recuperação de níquel inclusive e a nossa referência era o teor de corte atual Então tinha Inclusive rejeito que tinha teor de níquel maior do que algumas Minas atuais né Então realmente uma não há não existe hoje uma base de referência mas poxa por exemplo 2% de ETs é algo bastante alto né Eu não sei se esse é o teor do concentrado final teor da do rejeito do rejeito
bruto rejeito Nossa então aí o óxido a gente já faz óxido aí com 90 e poucos por de de etrs né misto ah Excelente excelente Ah bom aí a gente pode pegar como Exemplo a extração de ouro extração convencional de ouro né então hoje ter ouro de 1 PPM pessoal tá tocando ficha para extrair ouro né enquanto um iPhone típico tem 250 PPM de ouro sim então aí é um caso contrário a gente tem um resíduo que tem uma quantidade de ouro de um metal de valor bem maior do que a uma fonte primária né
Então realmente não há uma referência né não há um uma metodologia que permita uma Comparação aí entra o caso a caso e tem que se fazer um balanço econômico também né para ver se finalmente o processo paga o que se deseja extrair sim sim antes de finalizar eh só queria deixar duas observações eh eu já tinha visto que o o ródio é o metal mais caro do mundo né mas eu não tinha conhecimento dessa questão da da da produção de de de CO2 né e eu acho que isso justifica Ainda mais por que os nossos
tubos de fluorescência de rxi São Tão caros né quando tem que fazer um investimento ali nos Laboratórios a gente arrepia o cabelo quando quando tem que comprar tubo de de fluorescência de Rai x que tem Rod né Eh e uma última observação é que os nossos alunos ali da engenharia de Minas da Universidade Federal de Catalão ecat Eles já utilizam a algumas eh disciplinas passadas eh O maf Mine a gente tem ao final do curso a disciplina de projeto mineração onde eles eh reúnem Todo o conhecimento ali adquirido ao longo do curso né E o
pessoal tem utilizado bastante para fazer Estimativa de custos para apresentar os projetos de mineração então Parabéns aí pelo trabalho com Poxa que legal eu vou vou contar pro meu colega Professor Petrick que foi o idealizador ele vai ficar bem feliz quem quem divulgou aqui pra gente eh eh o o aplicativo foi o professor ervin Ah sim sim professor e é aqui do curso de engenharia de Minas uhum Neilton Ô Wesley eh fala mesmo Mais Uma Vez é Sempre sensacional a gente ter essa troca eh de conhecimento aqui com com pessoas como você sensacional você falar
da parte de metais críticos porque a gente entra numa eh enquanto você tava falando eu fico devag sobre a situação das ferroligas porque a gente tá tendo todo um direcionamento que pode ainda ser discutido nesse aspecto né então tem toda uma abordagem que pode ser feita Nesse cenário como você falou você tentou centrar num num aspecto a gente ter um outro cenário que tá ligado a crescimento populacional que tá ligado à questão de de resíduo também de reaproveitamento então tem eh uma série de encadeamento de entrelaçamento que a gente pode explorar eh su suas palestras
São Sensacionais meu amigo fico muito feliz e espero que você possa vir pessoalmente aqui em Catalão tá conosco visitar lá a as nossas instalações tanto Da ficat quanto do Lamp min né que fica o laboratório do Lamp min é da ficat mas fica externo à universidade a gente ficaria muito feliz de receber você tomar aquele cafezinho com pão de queijo e aí eu deixo para são as falas finais seus agradecimentos ah muito obrigado nton pelas pelas belas palavras Obrigado a todos aí pela pelo por trazer também uma uma discussão bastante enriquecedora aqui né nessa palestra
É sempre bom a gente apresentar e gerar uma discussão Né não terminar e e não ter nenhuma discussão sobre aquele tema e é é um grande prazer poder estar aqui apresentando Como já comentei no início né Eu acho que essa iniciativa da de vocês Da Lap min aí ã a o modo como é organizado também é excepcional é excelente é não tem comparativo a nível Nacional eu desconheço por exemplo vocês também estão todos convidados a virem nos visitar aqui no sul né aqui agora tá frio tá bem frio hoje tava 5º Então essa Época do
ano não é a melhor para quem não gosta não gosta de frio ã ano que vem nós vamos estar fazendo antim aqui em Gramado aí até é bom vir num muito bem lembrada eu já ia dizer tem um anman ano que vem a pra gente se encontrar tem o endm e setembro tem a BM Week eu vou estar lá em São Paulo não sei se algum de vocês vai estar lá né Mas e se Sim vai ser um prazer conhecê-los pessoalmente e claro Quando eu puder eu vou vou me esforçar para Fazer uma visita aí
a vocês tá certo a gente agradeço mais uma vez aos colegas também que estiveram aqui presente conosco quem acompanhou pelo YouTube até esse momento não é e quiser deixar suas perguntas pode fazer depois a gente reencaminha o professor Wesley para que ele possa responder tá você que já que faz parte que acompanhou aqui ao vivo e também que tá nos acompanhando pelo YouTube eh pode ativar as notificações se inscrever no canal do Lamp mim e Receber todas as atualizações das palestras que acontecem e que são oferecidas pelo ppg sem w mais uma vez e a
todos que nos acompanharam né Muito obrigado uma boa noite a todos e até a nossa próxima palestra tchau tchau obrigado boa noite tchau tchau w [Música]