o Olá pessoal bem-vindos a introdução a antropologia pode gente tem visto até aqui como que entrou por hoje lido com a desconstrução do pensamento etnocêntrico afirmando primeiro lugar uma igualdade básica fundamental Entre todos os seres humanos a gente não pode ir tentar comparar julgar e colocar uma linha de mais ou menos desenvolvido diferentes formas de vida e de organização social mas temos que entender os como o resultado da nossa própria natureza humana né quer dizer a nossa natureza é cultural então nós somos impelidos a produzir diferentes formas de ser e de estar no mundo e
uma vez que produzimos essas diferentes formas de ser e de estar no mundo mesmo dentro de uma mesma sociedade e é claro que distinções continuarão sendo feitas entre os grupos entre as pessoas mas elas não podem e não devem estar sentadas numa justificação é da Ordem da natureza diferenças naturais tipo a homens e mulheres são diferentes porque o cérebro são diferentes negros e brancos são diferentes Porque tem uma biologia ou uma natureza diferente não a natureza é a biologia EA uma só as variações são mínimas e não não se explicam uma outra coisinha tão longe
de explicar as grandes diferenças de comportamento e as grandes diferenças nas relações entre os grupos sociais Isso vai acontecer e em razão de Outro fator que é a dinâmica mesmo de organização social a as relações de poder entre grupos dentro de uma sociedade as relações de tensão de poder e de subordinação entre grupos distintos ou sociedades distintas em razão portanto da história do Desenvolvimento Social humano e por isso essa explicação a cidade na ordem do Social e esse movimento acontece na criação mesmo da ideia de uma ciência do Social das Ciências Sociais e antropologia e
dentro seria essa área disciplinar voltada a entender como se dá e como se dão esses processos de construção de diferenças que são feitas em dinâmicas sociais e claro são usadas para controle pressão de grupos são usadas para dominação de grupos e baixam dinâmicas sociais dinâmicas históricas precisam ser compreendidas nelas mesmas e como desvio de carma sociedade é uma realidade sui generis não pode ser reduzida a a natureza e precisa portanto de uma abordagem de uma ciência de um estudo com categorias próprias a e o mas essa distinção entre natureza e sociedade fez correr muita tinta
na História do Pensamento social e até hoje é uma questão que volte e meia e envolve aí disputas entre os cientistas sociais os biólogos o sócio biólogos fazer o quê no nosso comportamento e nas formas de organização social poderia ser explicado por uma natureza por uma dimensão natural por diferenças naturais o quê que pode ser explicado por pela dinâmica social cultural propriamente dita e esse texto que os textos que a gente vai discutido ler estojo agora dois os dois capítulos iniciais de abertura da sua obra e talvez a obra que lançou e projetor e vistoso
mundo todo que estruturas elementares do parentesco começa a justamente tratando disso e dessa distinção entre natureza e cultura e até onde que vai a natureza e onde é que começa a cultura no ser humano o que é que é natural o que que é cultural e o le Bistrot já começa a lembrando logo de cara para gente que nunca existiu o homem em estado de natureza embora essa tenha sido uma categoria usada aí pelos filósofos contratualistas no século 18 e e usados até no século 19 empiricamente a gente já viu que não existe isso o
ser humano o almoçar aqui em Quando surge no planeta já surgiam ser da cultura e é impossível existir em estado de natureza tão gente poderia simplesmente descartar essa discussão dizer não é bobagem somos todos da cultura Mas ele não faz isso e ambiciosos não e essa distinção de natureza e cultura embora lá não seja útil como uma distinção histórica o fato histórico que nunca aconteceu o homem em estado de natureza ela pode ter uma utilidade lógica ela pode ser útil para a gente pensar é o que que é o que que significa dizer algo não
tem realidade histórica mas pode ter uma utilidade lógica é a gente faz isso tempo inteiro quando a gente usa figura de linguagem né quando fala sujeito é mais falso que uma nota de três reais da nota de três reais não tem realidade histórica não existe mas eu uso ela para transmitir a imagem que eu quero de falsidade nesse caso Então essa distinção natureza e cultura pode e deve ser objeto de reflexão para nos ajudar a pensar sobre a como funciona qual é mesmo Quais são os elementos fundamentais de funcionamento a única social que aquilo que
entrou por hoje vai ter que explicar se as distinções entre grupos se a forma de construir tensões relações de poder e produção de outros e é um processo social cultural como é que funciona a a vida em sociedade quais são aí os mecanismos básicos de regulação das extensões desses processos que produzem história e como a gente viu no raça história produzem história em qualquer povo não é só na civilização ocidental que a história acontece Então quais são aí os princípios para onde que eu tenho que olhar o que que é o estrutural nessa nesses dinâmica
social e aí que então leve suas vamos começar a tentando usar como uma distinção lógica é a sua oposição entre natureza e cultura o bom é a como bom filósofo que ele é de formação e ele vai apresentar várias vocês tem que se acostumar com isso lá no estilo de escrita no livro esposo ele põe uma questão e aí vai apresentando as várias soluções que já se tentou dá para essa questão só para mostrar como que elas falharam né e a gente tá sempre está esperando a Então é isso Não não é isso a Então
é isso Não não é isso e quando a gente tá cansado de tanto Não não é isso aí ele apresenta a proposta dele e aí a gente tá mais sedento por uma resposta e tende a aceitá-la mais facilmente os truquezinhos que os filósofos Tem na manga né na sua retórica mas o raciocínio dele é muito convincente e interessante o pessoal diz que ele tá preocupado e entender essa distinção entre natureza e cultura ou uma distinção lógica não com uma distinção empírica realmente existente primeiro explicação que ele traz para a gente é bom estudos tentando encontrar
um Deck começa a cultura de Aqui termina a natureza no ser humano fizeram-se estudos com crianças recém-nascidas com crianças que não se socializar o no meio de outras é bom talvez ela seja então o ser humano mais próximo da natureza é um dia mais natureza em menos cultura mas ele logo vai dizer não mas há um problema aí é toda criança como a gente sabe termina e a formação do seu cérebro e em sociedade naqueles três primeiros meses então uma criança recém-nascida ainda não é um ser humano completo ele ainda vai se completar então fazia
estudos com bebês recém-nascidos não é pegar um ser humano completo ou então é crianças que não socializaram em geral é porque a família mantinha separada porque já tinha nascido com algum problema cognitivo Então também não é um bom parâmetro para eu quero saber o que que é instintivo natural no seu ser humano trabalhando com essas essas situações de crianças recém-nascidas ou criadas fora de contato com outras é ilusório não tá tendo tá trabalhando com o ser humano completo não vai dar para dizer exatamente o que que é ali fruto do extinto o que que é
ali fruto da educação da socialização da interação com universo social e o outro caminho seria então a gente trabalhar com primatas superiores com concílios com tinta zero as gurias e tal e ver o que que neliza de instintivo que que realizar de cultural e bom esse texto e vistoso público em 1949 tão tá trabalhando aqui com dados da primatologia lá daquela época hoje certamente haveria muitas outras outros dados e que combina eventualmente até contestaria um escritor dizendo aqui mas o que ele disser os estudos Hematologia São inconclusivos sobre o que que haveria de cultural nesses
primatas superiores aparentemente Eles já tem um comportamento e que não é apenas instintivo mas os estudos não mostram a regularidade suficiente para gente dizer que esses grupos têm normas constantes estaveis estabelecidas para além daquilo que seria e instintos é como se eles tiver assim já se libertado do extinto mas ainda não tivessem sido capazes de estabelecer normas constantes que ocupassem aquelas normas naturais extintivas inscritas no seu no seu Genoma para orientar o seu comportamento então também esse conjunto de ir de estudos é inconclusivo e não não é um bom caminho não é por aí ou
então como como fazer para trabalhar com essa distinção ele vai dizer bom se eu quero entender a distinção entre natureza e cultura com uma distinção lógica e não empírica o melhor critério critério Lógico não faz sentido eu buscar o critério empírico a partir desses estudos de teste e E qual é então o critério Lógico que eu posso buscar para fazer essa distinção entre o que é O que é do universo a natureza em que a do universo da cultura no ser humano preguiçoso dizer vamos pelo mais simples hora aquilo que for Universal que todos os
povos têm que todos os povos fazem que aparecem em tudo quanto é canto do mundo a Universal deve ser da natureza humana aquilo que se assenta em regras e portanto como toda regra varia de povo para povo de grupo para grupo pode ser portanto no campo da Cultura o pátio mas Aí surge um fenômeno curioso que é o famoso Tabu do i****** hora tá bullying sexto significa a proibição de você se casar com um parente próximo toda sociedade humana tem em alguma medida essa proibição operando o que varia é a o escopo abrangência do que
seja se parente próximo em algumas sociedades você tá proibido de casar-se com a sua irmã mas você pode casar com a sua prima em outras você não pode casar nem com a irmã nem com a prima Nem com nenhum parente próximo de uma geração acima de uma geração abaixo então varia o grau da proibição mas essa proibição está presente em todas as sociedades E aí conta que ela fica ela é uma regra que possui variações de intensidade locais portanto podemos dizer é da cultura humana Mas ela é universal bom então Poderíamos dizer é da natureza
e o Tabu do i****** desafia essa distinção o Tabu do i****** é ao mesmo tempo natureza e cultura é mas aí repete a lógica o a retórica do capítulo anterior em que ele vai tentar nos mostrar como que todas as explicações anteriores dadas a s a esse mistério da universalidade do Tabu do i****** também são abordagens falhas uma primeira explicação possível do por quê que os povos humanos desenvolveram o Tabu do i****** seria uma explicação totalmente biológica e dizer não é porque nós sabemos que um cruzamento entre parentes próximos aumenta as chances de problemas genéticos
naquela população você reduza a diversidade genética e você pode ter o surgimento o pareamento de genes recessivos e que leva ao surgimento de doenças E aí fica uma população geneticamente mais frágil mais vulnerável a doenças e enfim não é não é biologicamente desejável esse cruzamento entre iguais quanto mais diversificada fura a não é a os acasalamentos ali dentro daquela população mais diversificada é a sua genética maior a sua resistência a sua possibilidade sobrevivência E então deve ter sido isso os seres humanos perceberam isso e por isso estabelecer essa proibição do casamento do Irmãos Vivi situações
de bom é isso pressupõe uma consciência genética de como funciona a reprodução sexuada que é uma consciência é muito moderna né Não dá para imaginar que os nossos ancestrais lá atrás e essa é percepção de como funcionava a reprodução humana aliás e muitas sociedades a ideia de sexo e acasalamento não está associado necessariamente ao nascimento de uma criança EA reprodução humana são coisas distintas e para muitas sociedades por exemplo uma mulher quando engravida é porque o espírito ancestral entrou dentro do corpo dela e e quando se nota que alguma relação com a relação sexual é
porque eu acabo é o homem alimentar esse espírito com o seu cm e para que esse espírito ganha e corpo mas é um o resultado o bebê que vai se formar é um espírito ancestral do grupo da mulher que entrou dentro do corpo dela seja a cultura produz explicações sobre o mundo à sua volta das maneiras mais variadas possíveis a cada povo tem uma cosmologia e uma explicação para o mundo que não está atrelada a nossa percepção científica moderna sobre o funcionamento do mundo então preço por aí que havia essa consciência e é um arquivo
e é uma projeção né de da biologia moderna sobre as populações humanas e sobre a forma de pensamento das populações humanas da mesma maneira a gente não mas ele não é que eles soubessem Eles podiam vamos ver assim foram experimentando e vendo que numa população mais diversa a mais chance de sobrevivência e tal ou mais mesmo a observação empírica levaria ao contrário a observação empírica sugeriria que é bom cruzamento de dois iguais porque foi assim que se fez a domesticação de espécies vegetais para você conseguir produzir milho por exemplo né aquela graninha uma espiga os
degraus grandes e cheios você precisava pegar a as gramíneas que tinham grãos maiores e cruzá-las entre si para que nascesse em grãos ainda maiores e depois cruzadas entre si e para que nascesse ainda maiores até você conseguir desenvolver uma que desce o pé de milho é então a observação empírica sugere que é bom cruzamento entre iguais e isso inclusive e fundamenta e ideologias e eugênicas aquela coisa da raça pura da raça branca da superioridade da raça Branca a ideia de que o cruzamento entre raças degeneravam Como dizia o combinou e essas ideologias estão assentes nesta
percepção mais intuitiva ou empírica de que o cruzamento entre iguais resulta em algo mais homogêneo e desejado então a observação empírica levarem o contrário levaria uma regra e São do casamento com a irmã e não de proibição do casamento com a iva Então essa explicação biologizante de fato não concorrência há outra explicação seria uma que ele chama de psicológica e que é de fato de ridícula né Só de pensar nela e diz não que acontece é o seguinte e é que o nosso sabemos que o convívio reduza o desejo e por isso então o casamento
entre irmãos não acontece porque os irmãos convivem juntos desde pequenos quanto mais convive menos se deseja e então seria aí uma decorrência normal da psicologia humana e que não se casasse com irmãos deve explodir morrendo desculpas uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa e mais se fosse assim não haveria necessidade da proibição Mas você fosse uma coisa natural que o convívio reduz o desejo Então para que a proibição por quê que isso é um tabu e a palavra tabu do i****** aqui tem esse carrega esse sentido Tabu é algo é muito delicado
é uma proibição central e algo que não pode ser de maneira nenhuma e ferido não pode ser desobedecido de jeito nenhum Aquilo é algo tem uma dimensão de sacralidade é uma regra estruturante que se for ferida é um escândalo né e isso é em todas as sociedades com as exceções em geral das famílias governantes eram os reis costumavam casar casar irmãos ou na Europa casar primo das casas reais e tal mas é a senhora a exceção feita ao governante o povo não podia de jeito nenhum seria um escândalo Mas então se fosse assim uma um
efeito psicológico normal natural não haveria menor necessidade de você estabelecer uma regra que é uma regra tanto pesada cujo o rompimento que já quebra da regra gera um escândalo social embora Esse é um tabu Então essa explicação psicológica também não serve bom e uma terceira e seria uma explicação puramente histórica social fazer não é é uma regra inventada pelo ser humano e sociedade mas porque ela é universal não porque cada sociedade é o seu modo no seu momento em razão do seu processo histórico estabeleceu essa regra resolveu estabelecer essa regra eu levei suas isso não
isso também é fraco porque tudo bem se você tivesse assim 60 70 porcento a maioria das populações humanas estabeleceu essa regra por uma contingência histórica até vai lá mas não todos os povos humanos tem essa regra você não pode querer explicar uma condição Universal com base e n diferentes fatores históricos a algo aí que transcende a o colar idades históricas de cada povo Então essa explicação puramente sociológica também não não compense o problema Desligue sua de todas essas três itens as duas primeiras tentam explicar o Tabu do i****** puramente centrado na natureza é uma condição
biológica é uma condição psicológica a outra que dá toda a explicação para o processo histórico 100% histórica e social nenhuma das duas vai dá conta do problema porque como ele mesmo já disse o Tabu do i****** é algo que é ao mesmo tempo natural e cultural ele funciona como uma dobradiça entre a natureza EA cultura nas sociedades humanas fazer tem uma dimensão cultural tem uma dimensão natural ele é a cultura se valendo se construindo sobre a natureza e e por isso a explicação tem que ser o CD não pode ser 100 porcento natural em cem
porcento cultural então para a gente entender o melhor mistério dessa regra Universal regra portanto da cultura Universal portão da natureza é preciso e além de uma explicação que seja 100 porcento natural sem por cento cultural Oi Oi como que ele vai então fazer essa buscar essas onde é que ele vai buscar essa explicação e E aí que é fascinante vocês certamente vão a gente vai vocês vão trabalhar isso em outras disciplinas mas o livro estudos vai vamos lembrar que ele escreve isso como introdução ao livro sobre uma teoria para análise de sistemas de parentesco e
o que ele vai dizer é para entender o Tabu do i****** O Mistério do Tabu do i****** nós temos que mudar a nossa o inverter a forma como a gente traduz esse tabu do i****** a gente diz que o Tabu do i****** é uma proibição do casamento com o parente próximo é isso mais cara ele é mais do que uma proibição ele é uma obrigação ele é a obrigação de você buscar um cônjuge fora do teu Universo de parentes próximos ele é obrigação do estabelecimento de vínculos com outros grupos para além da sua família imediata
e por isso ele vai operar como um cimento das relações sociais o Tabu do i****** Funda uma obrigação de aliança com outros grupos o Tabu do i****** é Portanto o movimento básico fundamental para manter uma sociedade unida como sociedade para além de uma família ou um apanhado de famílias auto-suficientes isso parece parece confuso mas é é simples e é fantástico olha lá e se cada família pudesse uma família um irmão casaco uma irmã essa família se fechado sobre si mesmo né E você teria em pouco tempo uma comunidade que não seria mais do que um
conjunto de famílias auto-suficientes si bastasen que não dependem da outra hora em pouco tempo essa comunidade se diz ouvia né se dilui a a comunidade se reduziria universo da tua família pai e mãe os você as suas os seus irmãos você casa com a sua irmã eacf aqui não fica um grupo extremamente fragmentado não é possível rir da social no grupo e que tá a cada geração se fragmentando gerando um novo grupo é preciso que haja algo que Organize que se mente as relações entre as unidades aí dentro é preciso que esses cada sujeito é
que seja obrigado a e buscar uma aliança com alguém para além da sua família consanguínea direta e o tamborim sexto não é uma proibição é uma obrigação de você ir buscar o cônjuge fora da sua família e com isso estabelecer um laço um vínculo uma aliança com uma outra família e aqui entra uma coisa fantástica que ele vai buscar no outro antropólogo anterior ele também francês o Marcelo lobosco que a ideia de dádiva o de presente eu não sei se você já notar mas se alguém que chega te oferecendo presente se você já pensa Opa
puxa assim do nada o que que você quer dizer o que esse cara quer não é meu aniversário que tá me oferecendo um presente aí eu fico até com medo de aceitar porque o presente a dádiva Especialmente quando ela é feita assim de maneira gratuita o espontânea sempre traz junto com ela uma expectativa de retribuição Opa com dois mola é muita o santo desconfia esse cara quer alguma coisa porque o presente a dádiva cria uma obrigação mas quando a gente não é à toa que quando a gente recebe um presente a gente diz obrigado e
o obrigado é um reconhecimento de que eu estou em obrigação com você eu agora me sinto obrigado a você eu crio um vínculo uma relação em que eu em algum momento vou ter que te retribuir né a dádiva diz o moço Marcelo moço é essa essa tripla obrigação de dar e receber e de retribuir né É aquele sujeito que nunca dá nada para ninguém é mal visto você é obrigado a dar sociedade se alguém que oferece algo e você não aceita Você também é mal visto você é obrigado a receber na vida em sociedade e
aquele que só recebe e nunca retribui é mal visto por que você é obrigado a retribuir em sociedade e é o dar o receber e o retribuir que produzem esse cimento que mantém os grupos os lados uns aos outros a dádiva portanto cria um vínculo em que aquele que dá tem na posição superior em relação ao que recebe Ele tá em vantagem ele deu algo e ele portanto agora e tem alguma algum poder ou alguma ascendência sobre quem recebe tempo é uma maravilhoso eu vou deixar aqui então vou colocar aqui para vocês agora na voz
do Rolando Boldrin sobre a força da dádiva e disse dessa obrigação de dar receber é retribuir como que ela de fato pode botar o sujeitos acima ou abaixo uns dos outros na vida em sociedade é E aí É sim chata coisa que eu Moço eu não gosto muito não Pointer ouvi contar a história de operação de arrancamento De bem ou Vitória de briga e outra coisa que eu moço o que de bom gosto que eu não faço não tem muita precisão Afinal eu nunca vi tanto comer feijão outro minha pouca fé todo dia lá em
casa passa um dinheirinho andando a pé para o final muito feliz cantarolando tá chegando a minha porta bate palma e os monopólios São José é o diabo da mulher que é muito curva inteira Eu nunca vi uma mulher que não fosse rebater adquirir um tanto quanto que vai dar lá para o santo aí fazer a feira de manhã logo cedinho eu vou tomar meu café quando fé óbito Mas isso foi me enchendo o saco mexendo cheguei em casa com a dizer o molde esmola mulher se remexeu eu fui não vai dar essas molas ou eu
quando eu cheguei na porta o velho teve um fã eu fui disso Vá trabalhar vagabundo rapaz bom um o game you I need you em São José de perdoe e se Deus quiser te ouvindo e ele te abençoe e que cubra a tua casa de paz amor União do pego properidade Comfort cumprir ação e se um dia o senhor precisar desse velhinho ele não mora tão perto mas eu lhe ensino caminho mora no sítio Cauã onde já viveu meu pai à direita de quem vem aí quem vai é o senhor passar por ali com precisão
de fome o senhor não morre também não droga no chão e quando eu fui aquele como que eu fosse uma uma formiga subiu pé do elefante que com as pernas tremendo digo e não peça O Segredo Olha aquele velho Me deu uma surra sem me tocar com dele eu com tanta ignorância de tanta mansidão fez eu pagar muito caro minha falta de compreensão bom então naquele momento eu gritei para Salomé manda ele trazer para o velho na boa xícara de café e fui correndo contar o dinheiro tinha somente Cruzeiro dei então José a E aí
eu dei tudinho a São José bonito né ele mostra bem Como que dá receber retribuir é fundamental na sociabilidade humana e aquele que dá certa forma está em posição superior é o que recebe mulheres trouxe pega isso e ver aí uma contribuição um potencial muito grande para entender essa questão do Tabu do i****** desde que a gente entenda ele não como uma proibição do casamento com um conto de mas como o algum parente mas Como uma obrigação de ir buscar o parente em outro lugar o cônjuge em outro lugar e hora se eu não posso
casar com a minha irmã eu tenho necessariamente que casar com a irmã de outro ao buscar e as a irmã de outro eu tô certa maneira o e recebendo uma dádiva do outro é a mulher que eu tomo em casamento é vendo uma de um outro grupo social esse outro grupo social então está me sedendo uma dádiva é que vai permitir a reprodução do meu próprio grupo social que vai me dar filhos que vai vai permitir a geração EA continuidade do meu grupo social né então é uma dádiva fundacional da continuidade da vida do meu
grupo nome do nome do grupo eu preciso é é uma dádiva fundante uma dade a principal dádiva que um grupo pode dar a outra a condição de reprodução biológica desse grupo ter filhos e então a dádiva essa dádiva fundamental cria um vínculo de obrigação o que recebeu a mulher em casamento está Obrigado com aquele grupo que deu a mulher em casamento e isso cria Então esse cimento das relações entre grupos que vão instituir uma série de normas de obrigação de troca e de reciprocidade que vai ser a base para o Levi Strauss desenhar e todo
sistema uma teoria para análise dos sistemas de parentesco no mundo a gente não vai entrar aqui na análise dos sistemas de parentesco não é essa ideia mas eu queria trazer esses dois primeiros Capítulos em coragem vocês Allen também o terceiro capítulo que é o primeiro da primeira parte do livro então ele vai fazer Justamente esse vínculo com o sistema de parentesco para a gente entender então como que entrou pô logia põe a questão da fundação da vida em sociedade e na sua EA sua relação com a natureza hora não é que as o sociais tem
uma base natural não é que existe uma diferença natural entre grupos que produz diferenças sociais não e a as diferenças entre grupos sociais são obras da cultura da invenção humana da produção de regras e diferentes regras de relação social e que são ser estudados por elas mesmas mas a cultura não se faz sobre o vácuo ela se faz sobre a nossa natureza corporal a nossa natureza humana e o leves trouxe constrói e se essa questão nesses termos de uma distinção lógica entre natureza e cultura em que a cultura pega um fato da natureza que a
reprodução biológica humana Nossa a necessidade que nós temos de ter filhos para que a vida humana possa continuar e para que as novas gerações possam vir porque senão e essa espécie acaba e sobre esse fato natural ela elabora uma obrigação fundamental que é uma obrigação de troca essa obrigação de troca da condições da continuidade não biológica da espécie mas dá continuidade social da espécie a continuação dos grupos sociais na dos diferentes grupos daquela comunidade daquela sociedade é porque um grupo troca mulheres como outro grupo que esses dois grupos vão continuar existindo vinculados uns aos outros
como grupos daquela sociedade que se ele pudesse cada grupo se bastar ele se desvincula vão e Essa sociedade se esfarelava estão a proibição do i****** o Tabu do i****** é na verdade uma obrigação de troca que permite tanto a reprodução biológica da espécie e por meio desse casamento como a reprodução da estrutura social da relação entre os grupos e ali ao obrigar um grupo a se vincular a outro EA manter-se portanto coeso unido enquanto sociedade durante um determinado tempo é bom gente só que nós temos para hoje na quarta-feira de manhã então a gente se
encontra para conversar e discutir mais sobre esses dois textos e com isso a gente fecha essa unidade sobre natureza e cultura uma discussão que envolveu aí a percepção da natureza cultural da espécie humana a ideia de evolução de evolucionismo EA crítica ao evolucionismo EA crítica Principalmente ao pensamento etnocêntrico e ficamos por aqui a gente se vê na quarta grande abraço