a Rádio USP apresenta USP Analisa um podcast sobre assuntos atuais que envolvem a vida do cidadão e da Universidade sempre com um convidado especial USP [Música] Analisa não é de hoje que o fenômeno da desinformação preocupa e essa preocupa cresce quando analisamos pesquisas como a feita pela organização para cooperação e desenvolvimento econômico a ocde com estudantes avaliados pelo pisa em 2018 que mostrava que sete em cada 10 jovens brasileiros de 15 anos não conseguiam distinguir Fatos e opiniões dentro desse contexto a educação midiática pode ser uma ferramenta para preparar melhor esses jovens para lidar com a desinformação e interpretar mais adequadamente o mundo ao seu redor para falar sobre este tema o USP Analisa deste mês recebe o professor da escola de comunicação e artes da USP e fundador do núcleo de comunicação e educação da USP Ismar de Oliveira Soares e a Presidente do Instituto palavra aberta Patrícia Blanco sejam muito bem-vindos a USP Analisa Obrigado estamos disponíveis obrigada obrigada pelo convite o prazer est aqui Principalmente ao lado do professor Bom primeiramente para que nossos ouvintes possam compreender melhor o tema do nosso podcast eu gostaria que vocês explicassem o que exatamente é a educação midiática Olha eu gostaria de introduzir esta nossa conversa eh levando em consideração que estamos diante de um fenômeno neste momento que está gritando está apelando e gritando exigindo uma tomada de posição do sistema educacional das famílias das organizações sociais que é a explosão das notícias falsas e as suas consequências da sociedade então para isso você acaba de nos perguntar a educação mediática né resolveria bom eu gostaria de situar um pouco a a presença do termo da expressão na recente história da da cultura então eu diria o seguinte que a expressão media education educação mediática ela passa a ser título de um programa da Unesco em 1980 isso depois de um congresso na Alemanha que reuniu 19 países e tinha como foco envolver o sistema educacional Mundial para enfrentar o impacto cultural e moral da atuação dos modernos meios de comunicação sobre a infância e a juventude uma preocupação moral que vinha dos anos 30 Inclusive a Igreja Católica tinha solicitado que todos os suas escolas tivessem uma sal exibidora de cinema o diretor da Escola o Keny indicasse faria uma historia no filme antes cortaria né os elementos inadequados para exibir para os seus alunos numa atitude que se entendia na época como de educação para o cinema o cinema bom eliminando elementos ruins que estavam presente nas fitas que eram exibidas Então as escolas católicas todas exibiam filmes mas exibiam filmes cortados censurados e isso era tido como normal por parte do sistema educacional da época esse anos 30 40 50 e tal enquanto isso na Inglaterra nós vamos ter a BBC de Londres que desenvolve um grande um projeto também de análise crítica dos f filmes e isso continua até hoje no caso da UNESCO O que ela fez foi criar um programa isso vem a partir da chamada declaração de grunwald em que os países que assinaram 19 países eles eh propõem uma Filosofia de trabalho para que os países de todo mundo os Ministérios da educação dos países que estão presentes na ONU e na Unesco implementasse práticas de análise da mídia nessa declaração se admite que existe um conceito eh em voga ali que era chamada teoria dos efeitos admitia-se sem qualquer sombra de dúvidas que os meios de comunicação acabavam afetando o Imaginário o pensamento e inclusive os códigos morais das pessoas que convivessem com esses meios assistissem lessem assim por diante E aí ingressa a perspectiva de uma educação para que o contato com os meios de comunicação fosse adequado isso aconteceu em 1980 a UNESCO fez muitos esforços durante 30 anos em 2010 a Unesco se reúne em Paris e constata que o trabalho que ela inicia em 1980 foi um grande fracasso Então os países do mundo não haviam se preocupado de uma forma plena com esse assunto alguns países sim especialmente o Canadá a Inglaterra França Austrália Estados Unidos um pouco usando a expressão Mia lader ass os demais media education PR o Canadá media education e eram Poucos países com com tudo e o que a Unesco queria e se preocupava era com a totalidade dos países do mundo que estavam fora Inclusive a Índia a Índia naquele momento tinha algum trabalho de educação mediática Então a partir de 2010 a Unesco revigora o seu programa cria manuais para isso e acopla a mídia a informação media and information L dier ass né então une os dois conceitos as duas áreas anteriormente se estudava a literacia sobre a informação e a educação para a mídia E essas duas áreas não se encontravam muito eram muito conflituosas os responsáveis pelas duas áreas não queriam que houvesse inerência e a Unesco a partir de experiências nos Estados Unidos e no Caribe então adota o conceito de media and information literancia a partir de 2000 e cria um grande programa que foi um programa de aliança em torno à educação mediática e E cria coordenações regionais nos continentes a respeito disso nós tivemos um colega nosso Alexandre saiad aqui do do Conselho consultivo da palavra aberta ele foi responsável em ní de América Latina por este programa e hoje a Unesco está tão presente no mundo que é capaz de organizar as semanas globais mundiais de 1000 que tem uma repercussão internacional então chegamos num momento de grande êxito do trabalho da Unesco a partir de 2010 para cá então eu passo a bola para a Patrícia que está trabalhando diretamente com o assunto nível de Brasil para que ela continue respondendo sua pergunta né O que que é media education o que que é educação mediática é muito bom esse histórico ele é fundamental para que a gente entenda né o conceito da educação mediática da forma como a gente vê ele se colocar ele se apresentar hoje e todo esse processo de amadurecimento do tema que o professor isma traz é algo que para mim que comecei nesse assunto nos idos de 2012 2013 principalmente por conta conta da inspiração do próprio Professor Ismar que me apresentou aí do comunicação E também o Media information literacy e todo o projeto da Unesco dessa aliança Global pela educação midiática e informacional E aí a gente vê o quão importante foi todo esse processo acadêmico todo esse processo de tentativas ao longo dos anos e depois esse vamos dizer assim renascimento da media information literacy O que é alfabetização mediática nacional e que no qual a gente traduz hoje como educação midiática nos tempos atuais é um renascimento Porque a partir do momento que a gente tem essa profusão de informação esse ambiente informacional cada vez mais intenso cheio de informações produzidas por meio de canais que eu nunca antes a gente imaginava que poderia ter de acesso como os canais de internet como as ferramentas de produção de conteúdo como a nossa participação enquanto cidadão nesse universo informacional então a educação mediática ela chega né E ela ganha força justamente porque ela é o conjunto de habilidades o desenvolvimento dessas habilidades para acessar analisar criar E participar de maneira crítica do ambiente informacional e mediático em todos os seus formatos dos impressos aos digitais do online ao offline eu sempre falo né se a gente quiser ampliar né o conhecimento ampliar o entendimento do que é a educação mediática a gente tem que pensar para lei do combate à desinformação a educação mediática como você fez a primeira pergunta thí ela é fundamental sim para combater a desinformação na medida em que a gente cria a gente oferece principalmente para os alunos o entendimento crítico da informação que ele recebe para que ele possa ter habilidades e ferramentas de interpretar corretamente aquela informação perguntando questionando o propósito o objetivo o motivo é o porquê daquela informação que chega até ele mas ela vai além a educação mediática no contexto amplo e que é o que a gente precisa avançar é que ela prepara não só para combater desinformação mas prepara também para o exercício pleno da Cidadania e da liberdade de expressão então quando a gente vê as potencialidades né professores mar que esse campo da mídia educação da educ comunicação e da educação mediática tem no desenvolvimento da Cidadania é algo que pelo menos para mim me deixa cada vez mais animada por estar trabalhando com esse tema que eu eu julgo fundamental pros dias atuais o professor Ismar trabalha na área da educomunicação como vocês citaram há pouco Qual a relação entre a educação midiática e a educomunicação eu diria o seguinte inicialmente que o neologismo é do comunicação né em junção de três palavras aí ação educação comunicação Esse neologismo foi criado nos anos 80 também pela própria Unesco como sinônimo de media education tanto para o inglês o neologismo não funciona muito eles preferem que um substantivo flexone outro substantivo Então você junta mídia e educação mídia education e criam uma expressão linguística em que subordinam uma palavra a outra mas Ed comunic não sensibilizou no entanto tivemos na Bélgica um boletim chamada Ed communication que era implementado pelas organizações de comunicação da área católica por exemplo né com esse título e tal e o que eu tenho a dizer é o seguinte ocorreu na América Latina um caminho um pouco diferente do caminho percorrido pela Unesco quando ela ela vai à Alemanha e faz aquele Grande Encontro de países e define o conceito assim por diante na América Latina em outros países também na Índia um pouco mas aqui na América Latina tivemos um grande movimento a partir dos anos 50 e 60 e 70 Paulo Freire vai ser fruto disso nós sempre colocamos Paulo Freire como inspirador de não Paulo freir foi inspirado também ele conviveu com o movimento popular ele estava ali ele sistematizou o que ele via e ele acabou então influenciando novas gerações e novos países né Inclusive a própria Europa foi o primeiro espaço territorial que Paulo Freire acaba levando o pensamento latino-americano do que eu tô falando eu estou falando de um movimento em torno aquilo que se chamava de comunicação alternativa associado à educação popular as pessoas que estavam participando desse movimento de educação popular e comunicação alternativa não tinha uma frequência acadêmica titulações não é er eram lideranças do movimento popular e essas lideranças queriam fazer ouvir sua voz e naquela época não tínhamos a profusão de mídia que temos hoje tínhamos claro que o rádio Poste por exemplo os boletins boletins impressos ou mimeografados muitos mimeografados e reuniões dinâmicas teatro esse movimento popular ele lutava contra as ditaduras na América lutava contra extia pela possibilidade de de alimentação lutava pela reforma agrária por exemplo ingressava no âmbito da política partidário ou não mas basicamente estava fora dos partidos mobilizando as pessoas para que as comunidades pudessem agir e ter voz muito bem isso aconteceu na América Latina em 1999 na USP o núcleo de comunicação e educação resolveu fazer uma pesquisa em 12 países da América Latina para identificar por onde caminhara no passado esse movimento e aí nós descobrimos que havia referenciais teóricos e metodológicos muito semelhantes as pessoas não tinham denominações para isso e cada um achava que tinha inventado a roda mas a roda Era uma roda Universal E aí nós vimos que entendemos que naquele momento já tinha-se consolidado um pensamento na América Latina a respeito da relação comunicação e educação quando se olha para cidadania quando se olha pra comunidade Então aquela teoria da comunicação vertical funcionalista era substituída por uma comunicação que vamos chamar de freiriana mas era uma comunicação dialógica e participativa freir vai sistematizar e vai designar como dialética dialógica participativa assim por diante e nós observamos então que a presença desse conteúdo teórico e das metodologias em toda a América Latina ainda que as pessoas não se conhecessem os grupos estavam isolados e cada um no seu território já designava um pensamento emergente uma prática emergente na interface entre com educação então nós fomos buscar um nome para isso encontramos a palavra educ comunication educ comunication educomunicação que já significava educação mediática e nós empregamos esse termo para designar a maneira latino-americana de fazer educação mediática e essa essa maneira latinoamericana ela tinha distinções especialmente de fundo teórico com relação a universo pelo qual ou através do qual a Unesco trabalhava privilegiando as Ciências Sociais na análise dos fenômenos enquanto que na América Latina se privilegiava a prática social se fazia com muita consciência se fazia com estudo se fazia com coerência Mas a questão era até superar o verticalismo da comunicação tradicional e a leitura se fazia pela relação da pessoa com a mídia e não exatamente a partir do conteúdo do que a mídia apresentava que relação eu tenho com esse jornal ou com aquela televisão e com aquela emissora de rádio e como é que eu faria se eu tivesse uma de rádio como é que eu faria se eu tivesse um jornal assim por diante E aí a utilizamos a expressão de comunicação para designar essa prática emergente que se dava no movimento social em senão que imediatamente na sequência a Prefeitura de São Paulo uma das professoras da prefeitura que havia feito um curso no no lucro de comunicação e educação quis levar a prática paraa sua escola pediu autorização pra secretaria para fazer a experiência a secretaria não entendeu do que se tratava me chamou para perguntar o que que vocês estão falando não nós estamos falando de uma prática que é transformar a comunidade qualquer tipo de comunidade comunidade escolar por exemplo não é com sistema comunicativo aberto participativo igualitário e tal mas isso funciona E aí a pergunta estamos necessitando urgentemente de algo para reduzir a violência nas escolas nós não queremos discutir mídia nós estamos querendo reduzir a violência aí nós elaboramos um projeto para chegar a 455 escolas na época só tinha cinco orientando então eu tinha que fazer uma multiplicação de mediadores nesse processo para atingir 455 escolas durante um período de 3 anos e meio e formamos 11. 000 pessoas numa prática de discussão das questões que estavam acontecendo na escola e como a comunicação ajudaria para resolver aquelas questões e aí a prefeitura inicialmente mandava os alunos melhores mais bem comportados que estavam fazendo um curso da USP aliás nós propor projeto dissemos que não queríamos dar curso para professores queríamos conversar com a comunidade educativa tinha Professor a alunos e membros da comunidade bom o resultado foi que imediatamente a secretária de educação na época ca Peres constatou uma redução drástica da violência porque a garotada que procedia e liderava a violência quando eles tinha o microfone na mão eles queriam ser do bem porque eles se esperava eh nos Radialistas do bem uma coisa que a gente no início não compreendia mas os piores alunos que nos foram mandados se transformavam na liderança para ampliar o projeto e na prefeitura de São Paulo até hoje nós temos a comunicação existe uma lei que em 2004 foi aprovada na Câmara e mantém diferentes prefeituras passaram diferentes secretários de educação e o projeto está lá então o que que aconteceu aí aconteceu que uma prática do movimento popular ingressou no âmbito mais rígido mais duro do ensino formal e qual é o resultado disso as crianças começaram a dialogar a produzir hoje temos prça jovem é um dos projetos da secretaria que a garotada entrevista produz faz circular então Endo comunicação é essa a prática nós trazemos a experiência da América Latina na educação não formal popular e na comunicação alternativa para uma prática legalizada aceita no espaço formal na sequência a Secretaria de Educação de São Paulo veio o Ministério do meio ambiente solicitar uma prática de educomunicação socioambiental que foi aplicada em todo o território brasileiro e de 2000 a 2023 nós tivemos a produção de 485 teses mestrado e doutorado sobre comunic em 124 centos de pós-graduação do país o que significa que o conceito chegou em todas as partes nessa perspectiva e qual é a relação com a educação mediática são primas irmãs são irmãs são perspectivas de trabalho uma coisa certa o espaço onde tem comunicação a mídia education a mídia educação é bem recebida e aprofundada e por outro lado onde a mídia educação existe a prática educação existe é mais fácil você trabalhar a comunidade e portanto transformar as relações de comunicação naquele espaço portanto são duas práticas que nascem em territórios diferentes em perspectivas diferentes mas que na América Latina elas acabam se coincidindo e trabalhando no sentido da que a Patrícia apontou né que é a busca da Cidadania e que é preservação do direito à informação do direito à comunicação no nosso território é estão juntas uma ligada à outra e o mais importante é justamente essa possibilidade de atuar nesse campo né unindo né Essas duas práticas em torno de de um objetivo comum acho que esse é o mais isso é o mais importante a base Nacional comum curricular que foi homologada em 2018 inclui a educação midiática em seus Pilares como que vocês analisam a aplicação de políticas públicas nessa área nas redes de ensino brasileiras eu sei que o professor Ismar já deu uma pincelada nisso até mesmo citou bons exemplos que seria minha pergunta agora mas no que a gente ainda Precisa avançar pensando em políticas públicas que envolvam a educação mediática primeiro que foi um numa conversa que eu tive com o professor isma enquanto éramos conselho do Conselho de comunicação social do congresso nacional que o professor Ismar me disse Patrícia nós temos uma oportunidade fantástica dentro da bncc nas 10 competências básicas da base em cinco delas pelo menos a gente pode achar espaço pra inclusão da educação mediática da educomunicação então a gente precisa atuar muito M nisso para que a gente de fato tenha né dentro da base algo que dê garantia desse espaço e isso foi muito interessante porque logo em seguida a gente teve a homologação da bncc que trazia não só dentro das competências básicas mas dentro da língua portuguesa o campo jornalístico midiático com espaço para discussão por exemplo de análise crítica da mídia no sentido de gêneros textuais de entendimento da mensagem e até que traz ali fake News o temo fake News dentro da base mas de lá para cá que que eu tenho visto né Eu acho que a gente tem a base ela é uma realidade ela para os anos do fundamental dois tem tido mais sucesso do que do ensino médio principalmente por toda essa discussão em torno da reforma do ensino médio quer dizer da reforma não reforma da revogação da nova reforma do projeto de lei que hoje por exemplo não foi votado por conta de não há ver ainda um consenso em relação ao texto Então ela ainda engatinha nesse sentido mas o que a gente tem visto muito thí é que algumas redes já adotam e já trazem a prática da educação midiática dentro dos seus currículos eh o caso da Secretaria Municipal de São Paulo na secretaria de educação com o programa imprensa jovem já 18 anos no a fruto de um trabalho Fantástico né deed comunicação que dessa história linda que o professor Ismar mas também nas secretarias estaduais tanto de São Paulo como de outros diversos estados nós lá no educamídia que é o programa de Educação mediática do palavra aberta temos firmado temos de cooperação com as secretarias para levar formação para professores nós fechamos o ano de 2023 com 17 temos assinados são 14 estados e três municípios no qual a gente faz uma sensibilização da rede começando pelo gestor depois pelo diretores de escola e depois pelos professores a partir daí o professor fica apto a levar o conteúdo da educação mediática dentro de qualquer disciplina seja ela na Língua Portuguesa nesse Campo jornalístico mediático mas também em outras disciplinas porque a gente entende que a educação mediática é um assunto que pode ser trabalhado de forma transversal e dentro do currículo dos anos tanto iniciais do fundamental mas também dos anos finais e nesse sentido o que falta de fato e o que eu acho que a maior carência que a gente tem é justamente na formação básica do professor o professor que tá lá na rede o que tá lá na sala de aula ele até consegue fazer os nossos cursos e outros cursos que são oferecidos mas seria muito importante que nas faculdades de pedagogia de Educação de licenciaturas em geral o professor né aquele profissional que quer sair para dar aula ele já saísse com essa habilidade com essa possibilidade de levar a educação midiática para os alunos de qualquer nível E aí Taí eu falo muito que a gente fala da questão da educação mediática para criança e adolescente mas eu vejo que a partir do momento que nós temos um universo informacional tão poluído uma quantidade de vozes que de um lado é muito positivo mas de outro acaba trazendo grandes desafios para o entendimento da mensagem né saber identificar por exemplo o que é uma desinformação O que é uma um artigo de opinião esse esse dado da ocde que você citou ela não é só para jovens de 15 anos ela serve para uma parte enorme da população então a gente precisa encarar a educação midiática dentro dos espaços formais de educação mas também para fora deles para grupos de EJA né de ensino para jovens e adultos para grupos de eh 60 mais pra sociedade como um todo porque a gente precisa avançar no entendimento da nossa responsabilidade do nosso papel nesse universo informacional eu queria acrescentar alguns elementos né Essa conversa lembrando o seguinte que a produção da bncc Demorou quase 7 anos tivemos três versões e o núcleo de comunicação e educação da USP estava acompanhando depois de cada edição nós publicamos um artigo identificando onde é que a de comunicação poderia entrar ou não e o que nós observamos na verdade é que o projeto era muito rico era Progressista e ele tinha apontava como grande meta a formação de da Autonomia desse estudante para ler o mundo para construir o mundo assim por diante e isso representava a presença de assessores progressistas na elaboração dos textos a questão que ficou para trás e a Patrícia Já identificou né foi primeiramente criar condições para a preparação dos professores para implantar a bncc os professores precisariam ter uma formação porque eles haviam sido formados na base de de projetos muito tradicionais de educação e esse projeto era renovador mas ele vivia eh na dependência de gestores e professores que fossem atualizados e que entendessem a natureza daquilo que era proposto então a carência da formação de professores está prejudicando vai continuar prejudicando qualquer reforma Educacional no país Então essa é uma questão é fundamental por outro lado também nós observamos que para que a criança para para que o adolescente alcançasse os níveis de conhecimento de envolvimento previsto pela bsc era preciso que eles também recebesse exercitasse uma prática na escola de domínio de linguagens de fala de criatividade né Então deveria existir uma pedagogia que favorecesse E aí eu cheguei à conclusão de que uma prática educomunicativa associada a uma educação mediática colaborativa juntos de forma juntos resolveria o problema na questão então é que ainda a educação mediática e ainda aeduc comunicação são propostas que estão emergindo que estão sendo colocados palavra aberta hoje tem um imenso trabalho de assessoria que a Patrícia já acabou de informar Porém isso ainda não dá conta porque nós temos 45 milhões de crianças na escola e nós temos um número imenso de milhares e milhares de colégios escolas centros educacionais para serem atendidos então nós ainda estamos no início de uma caminhada agora um início esperançoso porque o que nós comprovamos com o trabalho formativo de palavra aberta e com a comunicação na prefeitura de São Paulo São dois exemplos um exemplo dentro de uma rede envolvendo hoje 385 escolas com projeto imprensa jovem por exemplo a coesão de uma rede e no caso o trabalho de de palavra aberta com redes de ensino portanto nós temos aqui uma uma semeadura muito boa e nós acreditamos que o que estamos fazendo poderá contribuir para mudanças futuras mas eu reforço o sistema educacional precisa mudar os currículos da formação de professores incluindo práticas na linha da comunicação e da educação mediática caso contrário não conseguiremos avançar perfeito Professor bom a gente falou um pouquinho de Brasil mas pensando no contexto internacional como que a educação midiática tem sido aplicado em outros países o professor Ismar nos deu um pouco desse contexto histórico mas a Atualmente como que tá essa aplicação e quais as diferenças entre essa aplicação que é feita lá fora e a que é feita hoje no Brasil dentro desses exemplos que vocês deram eu adiantaria o seguinte lá em no peru foi publicado há 3 anos um livro media education in Latin America Teresa quiroz que coordena o livro né e ele reúne as experiências de de educação mediática nos diferentes países do do continente o que se constata é que está presente não é porte suficiente para fazer grandes mudanças nos países porém existe lideranças em cada país que promove ações então a educação mediática Ela depende muito de organizações da sociedade civil para avançar os sistemas estaduais nacionais de educação não dão conta então ainda continua sendo a sociedade civil que está levando essa bandeira pra frente e permitindo então o avanço dessas práticas então elas ex na América Latina elas se inspiram bastante no Brasil H literatura sobre isso em que os países da América próximos por aqui circulam materiais né apontando o que se faz por aqui que eles também gostariam de fazer e fazem por lá eh existem alguns estudos comparados entre a educação mediática lá na Argentina e no Brasil por exemplo né Isso foi realizado aqui na no prolan na USP né então a visão que se tem é de um campo Ainda a ser explorado porém com persistentes guerreiros que estão na batalha e com a literatura que está avançando existe muita muita pesquisa esse respeito e o que significa que existe ações também em desenvolvimento só trazer uma informação que eu dei conta mês passado que depois esse Boom né Principalmente no que eu faço um recorte a partir de 2016 como temo fake News sendo colocado na boca né de um Presidente Americano chamando o jornalismo né de fake News aquela informação que não me agrada então eu eu chamo né de fake News a gente teve a oportunidade Professor Ismar e eu de irmos para uma missão na universidade de Coimbra em 2018 para falar sobre literacia midiática com a professora Isabel ferran é que nos recebeu e dentro de um evento para discutir a importância né do temo e e também da da prática em Portugal trazendo referência de Portugal e Se vocês acreditam que pela primeira vez desde então em novembro deste ano final de Novembro é que o governo Português designou orçamento para a educação midiática quer dizer então assim é uma prática que existe no mundo todo alguns países mais avançados que outros mas que né Isso é um trabalho quase que de formiguinha tentando convencer a necessidade de se criar políticas públicas realmente que abracem esse campo e que façam com que ele aconteça de fato n aqui no Brasil a gente teve esse ano né algo muito importante an a comemorar que eu julgo e reputo que seja um dos grandes avanços nos últimos tempos que foi a criação dentro da secretaria de políticas digitais do governo federal do Departamento de Educação midiática com o objetivo de articular ações interministeriais e também com a sociedade civil e com escolas e Ontem eles anunciaram a assinatura de um temo né de um memorando de entendimentos com por exemplo o governo britânico para fazer trocas de experiências então Eh eu eu acho que a gente tá E concordo plenamente com o professor Ismar que a gente tá num momento de grandes oportunidades e de fazer com que de fato a educação mediática aed comunicação cheguem nas escolas e na sociedade como um todo e esse campo né esse novo essa nova competência Faça a diferença nos próximos anos nos últimos anos nós vimos uma proliferação perigosa de desinformação como vocês mesmos apontaram aqui e também de discurso de ódio na internet atualmente a gente tem visto ainda uma popularização de ferramentas de Inteligência Artificial que podem trazer benefícios paraa sociedade mas ao mesmo tempo também gerar consequências negativas até dentro da própria escola como a gente tem visto alguns exemplos aí do uso dessas ferramentas com a finalidade de bullying pensando de uma forma prática qual a importância de estratégias de educação mediática nesse contexto eu julgo fundamentais a prática e as técnicas de entendimento de análise crítica de perguntas objetiva sobre o que me trouxe aqui o que que essa informação quer de mim Qual o propósito dela e qual a minha responsabilidade são questões que estão e dentro do campo da educação midiática que fazem com que a gente fome um cidadão mais crítico em relação ao uso da tecnologia em relação ao uso das mídias sociais e dessas ferramentas que estão aí e aí eu trago uma questão que eu tenho falado muito eu participei recentemente de uma audiência pública para discutir o Marco legal da Inteligência Artificial que eu falo olha a gente realmente tem que olhar o lado da educação a gente tem que olhar o lado do Design das Ferramentas pelas empresas para não haja por exemplo discriminação algorítmica que haja né o uso correto dessas tecnologias mas a gente tem que olhar também o o lado ético que é Um fundamento da relação humana que tem que ser baseada na ética no respeito no respeito às diferenças na tolerância na não agressão na cultura de paz na convivência harmônica entre quem pensa diferente de mim e aí é uma um passo atrás né que a gente tem que dar não é a tecnologia por ela mesmo o que ela pode proporcionar mas sim o uso que a gente faz dela né e a necessidade que a gente tem por exemplo de coibir práticas de bullying de coibir práticas de assédio virtual de assédio de todos os tipos né de discriminação Como eu disse algorítmica eh e ter um letramento para que a gente possa entender corretamente o nosso papel Principalmente eu gosto de reforçar tá is que a educação mediática ela é fundamental mas mais ainda é a nosso papel e a nossa responsabilidade nesse universo informacional a desinformação ela circula porque tem gente que curte que compartilha desinformação o bullying acontece porque tem gente que pratica E que dissemina esse tipo de prática Na Linha Do que a Patrícia acaba de falar a respeito da relação entre a tecnologia em C e o comportamento das pessoas eh eu lembraria que durante muito tempo o sonho dos grupos populares era de dispor de meios né de dispor de canais o que eles tinham era um rádio poste né o mimeógrafo e quando chega o mundo digital todo mundo sorriu feliz alegre porque e o pobre também poderia se comunicar muitas pessoas tinham muita esperança de Que mudanças ocorreriam pela participação de cada um nesse universo e aí nós observamos que muito rapidamente esses próprios meios de comunicação que chegavam com uma profusão de canais para todos ind destinam passaram a ser controlados pela própria natureza da tecnologia n em grupos corporativos ou grupos que se organizavam os famosos gabinetes do ódio né a gente conhece muito bem em Brasília mas eles se multiplicam né gabinetes do ódio passou a ser a categoria quase que universal de mal-estar na sociedade e aí nós temos uma uma questão que foge a metodologia tradicional da educação mediática que era observar o comportamento do veículo de um veículo para perceber que o sistema em si precisa ser conhecido inclusive nós estamos com teses recentes eu tô orientando uma pesquisadora que está trabalhando sobre isso n é como avançar na educação mediática n e de comunicação diante das novas condições de produção de informação de entretenimento eh no mundo digital e aí no caso Existe sim uma uma questão ética que a Patrícia se refere e E isso se resolve a partir de uma educação ética quer dizer nós estamos aqui imaginando que numa escola eh num Santo de Cultura seja onde for na família a a educação para enfrentar isso parte da educação da pessoa frente ao que seja a verdade frente ao que seja a justiça frente ao que seja a natureza da informação então experimentar práticas justas equânimes verdadeiras de comunicação é essencial para que a pessoa perceba que existem outras formas de manipulação que ele tem que combater porque o que se naturaliza na sociedade atual é esse procedimento né de de distribuição recebo distribuo e mecanicamente sem pistan sem perguntar Sem questionar Então realmente é uma nova missão né antigamente a educação mediática era mais fácil de ser feita porque nós tínhamos analisável n analisamos um telejornal ou um boletim ou um programa de rádio e agora temos que analisar um sistema né esse sistema está sobre nós acima de nós eh e está conduzindo as políticas está colocando em risco a democracia por exemplo né e em risco a própria sobrevivência da natureza assim por diante então nós temos realmente frente a um grande problema que nos leva a insistir na importância de que esse tema Vá para as faculdades de educação e de comunicação para que seja estudado de uma forma multilateral né multidisciplinar porque nós temos que enfrentar a informação na área da saúde enfrentar desinformação na área da Assistência Social e assim vai né na área do meio ambiente então nós necessitamos ter elementos a criança tem que conviver com elementos a respeito desse universo universo que tem pela frente as condições de vida saúde meio ambiente governança e tem a perspectiva da mídia nisso e como a criança vai trabalhar nesse universo né então ela tem que experimentar produzir comunicação de uma uma forma justa para saber o que que é uma comunicação de forma injusta n é é mais complexo ainda e por isso necessitamos que a formação do professor leve consideração a essas questões então a educação mediática tem que estar presente é numa faculdade de física numa faculdade de matemática em qualquer licenciatura justamente por se tratar hoje já não mais de um campo eu vou estudar a mídia eu vou estudar todo o aparato que a sociedade criou para controlar a mídia e controlar cada e as pessoas vão sair desse controle à medida que descobrem que estão sendo perseguidas para serem controladas e reagirem de uma forma adequada a isso portanto é é um universo novo importantíssimo de ser estudado e também de ser verificado na prática trazendo a conversa um pouquinho Pro universo das políticas públicas atuais agora em outubro a secretaria de comunicação social da presidência da república lançou a estratégia Brasileira de Comunicação midiática que é um documento que foi construído a partir de consulta pública que recebe recebeu cerca de 400 colaborações como vocês avaliam essa iniciativa Qual que é a importância de uma iniciativa como essa eu acho que é um avanço Como eu disse e Saúdo a criação do departamento porque eu acho que agora a gente tem um espaço com uma força governamental na Esfera Federal para impulsionar a política pública de educação mediática no Brasil e essa estratégia Brasileira de educação mediática ela vem a partir desse entendimento do próprio secretário João brante do próprio Ministro Paulo Pimenta e do próprio governo federal no sentido de abraçar essa ideia acho que é um primeiro texto é uma base né pra gente começar a discutir uma segunda verção mas eu julgo como fundamental para que a gente possa seguir avançando no ano que vem na prática e no entendimento da educação midiática para que ele atinja esses 45 milhões de alunos para que ele atinja fome os mais de 3 milhões de professores que estão em sala de aula aqueles que estão saindo então acho que são acabo legais e formais que fazem com que a gente consiga avançar só a título de curiosidade nos Estados Unidos onde a prática da media education já acontece há alguns anos pela característica do sistema educacional americano não existe um departamento não existe uma legislação única não existe uma base Nacional comum curricular então existem três ou quatro Estados que a varam leis Então olha o ganho que a gente tem de ter um órgão federal que possa né avançar e possa alavancar principalmente a prática educação mediática eu acho que é algo que a gente tem que aplaudir e cobrar para que ele de fato Exerça a sua função de articulador e de impulsionador da política pública de educação mediática Olha eu entro no coro aí com a Patrícia para aplaudir a ideia porque o departamento Ele nasce no primeiro dia do governo então primeiro de janeiro já sai o decreto paraa criação e o grupo que assume assumiu com muita humildade nó sabendo que estav diante de um desafio e eles fizeram muitas consultas e esta consulta pública inclusive foi gerada a partir de debates o que que nós vamos fazer vamos ouvir Então essa atitude de ouvir a população os especialistas para avançar no caminho levou por exemplo o grupo A preparar um documento submeter esse documento a apreciação pública e a partir do documento as pessoas então fizeram comentários e fizeram propostas para chegar então numa redação final eu só lembraria aqui de que existe um item que é o item cinco em que aparece simplesmente educomunicação aí diz né a educação mediática necessita trabalhar em colaboração com ed comunicação mas não avança só diz isso né não é verdade isso está apontando para o fato de que sabe--se que ela existe né houve comentários na consulta pública apareceu inclusive existia o artigo 18 do texto que foi colocado em consulta tratava de comunicação mas não se avançou muito mas o grupo respeitou diz olha temos a de comunicação aí então o pessoal da a comunicação se manifeste e vamos trabalhar junto então Realmente nós temos que parabenizar o grupo inclusive eles também se envolveram com a Unesco e na semana Global então nós estamos nos sentindo muito amparados em termos de política pública né Por esse esforço nós devemos apoiá-los para que se avance de uma forma que não se retroceda com Qualquer mudança futura de governo eu queria que vocês comentassem também uma outra iniciativa mas aqui do Estado de São Paulo ainda tá tramitando um projeto de lei na Assembleia Legislativa para instituir a semana Estadual de Educação midiática em São Paulo que seria celebrada na última semana de Outubro a gente teve uma semana dessa do governo federal recentemente vocês participaram inclusive na opinião de vocês qual a importância desse tipo de iniciativa e que resultados A reflexão acerca desse tema pode trazer ao cenário Educacional do Estado essas iniciativas né de promoção da semana de educação mediática essas iniciativas vê como um reforço à prática e algo que quando a Unesco cria a Global mi Week que é a semana global de educação midiática ela tinha como objetivo disseminar mesmo o conceito e promover a prática da Educação mediática no mundo todo E aí quando o deputado do Caio França propôs e apresentou o projeto de lei para criar a semana casada com a semana da Unesco porque a semana da Unesco ela sempre acontece na última semana de outubro e aí então a o deputado apresenta esse projeto e com a nossa participação né professores marar a gente teve lá num num audiência pública e comemoramos porque pelo menos do meu ponto de vista se nós tivemos ações já instituídas no calendário da escola para que a gente comemore a semana para que a gente comemore a prática para que a gente tenha eventos que culminem nessa semana mostrando práticas de educação mediática a gente consegue avançar cada vez mais e a passa os laros e o que aconteceu no âmbito Federal foi justamente aproveitar a semana Global da Unesco e a partir da ação do Departamento de Educação mediática criar a primeira semana Brasileira de educação mediática que foi um sucesso de mobilização o departamento fez um balanço foram mais de 400 atividades registradas no site em 24 estados que atingiram cerca de 54. 000 pessoas Então olha como é importante a gente ter esses eventos que reflitam o que tá sendo feito na escola Que Valorize as atividades que o professor muitas vezes tá ali sozinho fazendo né uma escola tá ali sozinha fazendo mas que Reforce e que sirva de exemplo para que outros possam também fazer e trocar né experiências exitosas e que podem de fato mudar o cenário da Educação mediática no país eu tô trendo para que que essa lei seja aprovada pelos motivos que a Patrícia nos apresentou mas lembraria que São Paulo a capital também tem a sua semana né Tem uma proposta também né de de um projeto de lei que estabelece para última semana de Junho um encontro na capital paulista sobre as práticas de Educação mediática do município de São Paulo então o São Paulo capital teria um e o estado teria outro encontro que é excelente para para essas trocas de impressões e de de saberes né a respeito e que as crianças Eos adolescentes possam estar participando desse universo bom pra gente finalizar como mencionamos no início a Patrícia Preside o Instituto palavra aberta e o professor Ismar é o fundador e presidente de honra do núcleo de comunicação e educação da escola de comunicação e artes da USP dentro dessas instituições das quais vocês fazem parte que iniciativa vocês destacam no sentido de promover a educação midiática eu sei que a Patrícia já deu uma pincelada anteriormente mas eu queria deixar o espaço aberto para vocês complementarem dentro do palavra abera nós temos o programa O educa mídia que é o programa de Educação midiática do Instituto que tem eh como objetivo eh disseminar o conceito da educação mediática mas principalmente formar professores educadores e que a gente chama de multiplicadores que possam levar a educação mediática para todos Os territórios Nós temos duas formações eh anuais elas acontecem uma por semestre e elas são gratuitas são de livre acesso a gente tem um processo de seleção Mas elas são abertas mesmo para que a gente possa atingir o maior número possível de professores de educadores né e de multiplicadores nesse sentido também nós temos um site que é o educa media.
org. br no qual é possível ter acesso a diversos materiais a trilha de educação mediática H planos de aulas já relacionados com as competências da base Nacional comum curricular separados por ano separados por disciplinas voltados a fazer com que o professor que está ali precisando de um plano de aula Baixe esse conteúdo e aplique em sala de aula de forma rápida e gratuita Então a gente tem esse repositório muito grande de informações e que eu convido a todos a acessarem o educamidia. com do meu lado né Nós temos o núcleo de comunicação e educação e temos a abp doc que é Associação Brasileira de pesquisadores e profissionais da de comunicação com relação ao nce ele é uma fonte de pesquisa e uma fonte de extensão extensão cultural em que ele implementa projetos da assessorias né A Última Grande assessoria que o NC fez foi pra Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo educ comp ponto de saúde nós formamos aí centos agentes culturais para no combate à dengue e ao mosquito aos egípcios né eles não ficarem apenas mudando as bacias né de cabeça para baixo baixo para cima mas que eles articulassem a população articulassem as escolas mobilizassem o território para que a defesa da Saúde fosse um trabalho coletivo e muitas desses agentes eles são pessoas eh Humildes sem preparação acadêmica não é muito práticas então nós fomos trabalhar com eles e esse trabalho teve uma complicação porque ocorreu durante a pandemia precisou ser feito à distância né E eles tiverem então que conviver com o ambiente virtual de toda forma alcançamos o que nós tínhamos preparado isso para dizer que o núcleo de comunicação e educação Ele oferece assessorias como ofereceu pro Ministério do meio ambiente para outras organizações mas principalmente trabalho com a pesquisa assessorando pesquisas e sendo fontes de informações e assim por diante a ABB doc Associação Brasileira de de pesquisadores e profissionais deuc comunicação reúne profissionais de educação mediática e de educ comunicação de todo o país foi fundada 2011 tem núcleos regionais e a nossa meta é a consolidação dessas práticas e troca de informações então um das ações que fazemos é um congresso bianual esse ano que vem agora será em Brasília viu Patrícia vaier em novembro em Brasília e por que em Brasília justamente para estar dialogando com os min Ministérios né Ministério do meio ambiente da cultura da Secom e outros e a universidade UnB que vai hospedar e desses congressos resultam os ebooks os livros e aí eu citaria teria indicação do site né o www abp .
com. org.