k [Música] [Música] como a nossa cultura do Cuidado lida com a saúde e o modo como adoecemos essa forma de cuidar ela não produz autonomia ela não produz emancipação ela não constrói a visão dos eventos da vida como sendo constitutivos da própria vida o foco em exames doenças e sintomas é o único modo de pensar nossa saúde as medicinas tradicionais elas não pensam assim né Elas vão estar sempre fazendo um esforço maior de integração medicina tradicional chinesa autocuidado e preservação da Vida tema desta série do Café Filosófico na nossa cultura ocidental tratar de uma doença
geralmente significa tomar remédios fazer exames laboratoriais passar por cirurgias essas práticas são fruto dos avanços da da ciência e salvam vidas todos os dias mas elas não são a única maneira possível de cuidar da nossa saúde outras medicinas e práticas propõem diferentes formas de enxergar o mundo e os nossos corpos e Talvez tenham lições valiosas que podem ser Integradas à nossa medicina ocidental começar cumprimentando os trabalhadores do SUS que no ano passado conseguiram eh fazer mais de 2 milhões de procedimentos de medicina chinesa no SUS né e com todas as dificuldades eh uma parte uma
parte grande disso são procedimentos de auriculoterapia eh mas também inclui acupultura e uma parte bastante especial são práticas corporais sempre a gente tem uma precaução um cuidado de colocar eh as soluções e as propostas de dentro dos sistemas de saúde como alguma coisa que vem depois eh das condições de vida né da das políticas públicas sociais dos direitos sociais então a gente vive num país em que a gente tem um sistema público de saúde robusto mas a gente tem ainda dificuldades né em relação a desigualdade eh em relação à fome né em relação à violência
e por melhor que seja um sistema de saúde é ele é sempre eh paliativo Quando essas políticas têm problemas a saúde ela ela é resultante de um conjunto de políticas que definem o modo como a gente vive a organização social Econômica E aí eu queria começar contando para vocês que a a as práticas medicinas tradicionais elas existem em praticamente todos os países do do mundo e a cultura é uma das práticas mais populares mais mais difundidas além disso e as medicinas tradicionais e a medicina chinesa em particular é é uma recomendação da Organização Mundial de
Saúde há bastante tempo e os melhores sistemas de saúde do mundo acolhem as práticas eh integrativas medicinas tradicionais né Por que que sistemas como o sistema cubano né que é um sistema dos melhores do mundo sistema inglês eh vários sistemas eh públicos eh do mundo acolhem e apostam no aumento né dessas práticas uma hipótese eh muito forte na saúde coletiva é a hipótese de que o nosso modelo dominante que a gente chama de biomedicina ou racionalidade médica hegemônica ele tem problemas o cresci ento das medicinas tradicionais o crescimento da das práticas integrativas das terapêuticas ele
tem uma relação com essas dificuldades digamos assim mais ou menos intrínsecas só para contrapor uma ideia de que eh os sistemas de saúde olham pros conhecimentos existentes como se tivesse sempre que fazer uma escolha Dual né ou é esse conhecimento ou é aquele para maior parte dos sistemas de saúde eh A questão não é muito eh Qual escolher porque a gente já trabalha com uma quantidade de profissionais muito grandes a gente já trabalha no Brasil por exemplo com 15 profissões de saúde e e cada uma com as suas especialidades e e o e o cuidado
né a qualidade do Cuidado Ela depende de uma interação sinérgica entre todos esses pontos de atendimento todas essas esses olhares diferentes Nesse contexto de complexidade do cuidado de complexidade do processo de adoecimento do envelhecimento as medicinas tradicionais elas são mais um olhar né um olhar especial né muitas vezes em relação a ao ao Às nossas profissões né mais mais conhecidos o outro aspecto que faz com que eh a gente tenha uma abertura são os danos né então eh a gente como da área de saúde coletiva A gente fica nesse lugar que nem sempre é muito
feliz mas de olhar os problemas de olhar os danos e e existe uma uma tradição dentro da saúde pública mundial de de olhar e que tipo de danos que tipo de a gente chama de etrog genia né Que tipo de problemas que que a gente costuma produzir com o nosso jeito de funcionar mais comum um Pensador né escreveu um livro chamado expropriação da Saúde Nêmesis da Medicina né Ian Lite o nome dele e ele dividiu mais ou menos os tipos de danos em danos iatrogenia orgânica iatrogenia cultural e atog genia social são a atog orgânica
ela é muito fácil da gente perce perceber né do ponto de vista coletivo quando a gente olha a bola de um remédio a gente pensa puxa Tomara que que não aconteçam todos esses efeitos e tal e que se acontecer que sejam poucos né mas quando a gente olha em termos coletivos não é uma questão se vai acontecer ou não não é quanto que porcentagem né então em termos coletivos a gente tem o digamos assim o dano intrínseco né não é o erro exatamente mas é o dano intrínseco E então a gente tem uma porcentagem e
de infecções hospitalar a gente tem por exemplo né se a gente pensar o parto cirúrgico bem indicado é uma revolução uma uma uma uma conquista da humanidade né mas 100% de parto cirúrgico né passou pro outro lado passou pro lado do dano a questão dos danos orgânicos se relaciona com com as medicinas tradicionais a medicina chinesa em particular porque eh tem muitas práticas né muitas técnicas que são não medicamentosas então se a gente pensar os problemas Ares e os antiinflamatórios que são medicações né que que T efeitos colaterais bastante significativos a cultura por exemplo é
uma alternativa né Muito muito mais segura né Muito menos complicada a gente tem um problema também em relação a a aos danos orgânicos que dizem respeito a todo o complexo Industrial que gira em torno da saúde né então quando a gente tem sistemas privados esse complexo tem mais força né então o os Estados Unidos frequentemente é tido como um modelo negativo né de saúde pública porque é um sistema que a saúde é uma mercadoria não é um direito né então alguns estudos demonstraram que o equivalente à Terceira causa de morte é causado pela própria ação
e saúde nação do do sistema de saúde né então isso é muito grave né então num num cenário desse as práticas que são menos invasivas as práticas que são que procuram trabalhar numa outra lógica elas ganham também uma uma relevância maior e existe um um compromisso eh Tácito da da Medicina e depois das outras profissões de saúde que é o compromisso de tomar uma decisão Clínica a melhor decisão clínica para quem tá sendo Cuidado pro paciente né Isso é um compromisso milenar que as né as medicinas assumem com o processo de mercantilização da Medicina Principalmente
nos Estados Unidos mas também chegando no Brasil Esse princípio elementar e fundante ele foi se desfazendo né então no tem um um conceito muito espantoso medicina que chama medicina defensiva né como se fosse natural uma pessoa tá tomando uma decisão Clínica Ela toma a decisão clínica que vá protegê-la num eventual processo Então isso é uma ruptura de um contrato né social milenar e E aí não é medicina defensiva na medicina ataca então todo esse todo esse processo de mercantilizar ação ele é uma novidade perversa e terrível né do do dos países que que transformaram saúde
numa mercadoria um outro tipo de iatrogenia é iatrogenia cultural né então o Elite dizia que essa iatrogenia é a diminuição da Autonomia das pessoas para se cuidar essa ideia de que para qualquer coisa do cotidiano então tem uma medicação tem uma uma substância essa ideia de que a gente eh precisa de um profissional para lidar com sintomas corriqueiros aí também as medicinas tradicionais elas vão né para um outro lado então como eu falei as práticas corporais o liancun conseguiu diminuir o uso né de de antiinflamatórios né com sendo feito no Centro de Saúde fazendo convidando
as pessoas a praticarem lium em 18 terapias é um sistema de prática corporal inspirado em exercícios terapêuticos da medicina tradicional chinesa aliando aos da Medicina contemporânea esse tipo de experiência de aposta no autocuidado autoconhecimento né então acaba eh equilibrando digamos assim uma um tipo de atog que é a perda de autonomia n a medicalização da vida o excesso de intervenções né e e a etrog genia social que é muito próxima né da da da iatrogenia eh a gente tem uma um jeito de pensar né que quando a gente tem um problema ele é muito frequente
ele é muito comum ele tem causas coletivas né então problema coletivo tem causas coletivas a gente tem uma tendência às vezes né de ter problemas que t a ver com o nosso modo de vida a falta de direitos sociais o stress da cidade desigualdade Econômica social eh tudo isso vai produzindo adoecimentos né se a gente pensar por exemplo as questões alimentares a obesidade né um conjunto de políticas públicas desde agrícolas políticas urbanas tudo isso vai produzindo adoecimentos E aí a gente tem uma tendência né que é de culpabilizar e individualizar os problemas ou seja né
a gente olha pouco para as causas coletivas Então esse é um tipo de atog genia que é o ocultamento medicalizar individualizar eh e não olhar o o o problema coletivo e a gente tem histórias né de eh eh intervenções eh que acabaram sendo nefastas né por exemplo a gente acabou em alguma medida em algum momento so influência da indústria alimentícia eh contribuindo pra diminuição da cultura do aleitamento materno né Eh acho que muitos de Nós Aqui passamos uma parte da vida acreditando comendo gordura trans acreditando que tava comendo bem né E então essa relação com
a Indústria Farmacêutica essa relação com a indústria com a indústria alimentícia Ela traz uma desconfiança né e muitas vezes a gente a a a essas medicinas tradicionais que digamos assim estão um pouco mais são um pouco mais antigas né estão menos permeáveis esses essas influências elas acabam elas acabam tendo um sentido e modulando né protegendo as pessoas de alguma maneira um problema também muito importante que também é é conceitual é uma confusão entre instrumento de trabalho e objeto de trabalho em geral a humanidade inventa né os sistemas de cuidad os conhecimentos da Saúde as a
medicina e as profissões né que foram surgindo na sequência para cuidar das pessoas Mas dependendo de como esse sistema funciona o profissional ele acaba achando que o objeto de trabalho dele é a doença quando o objeto trabalha é a doença a pessoa é uma perturbação do processo de trabalho né a pessoa é aquilo que não fala direito que não conta direito à história que não obedece que traz um monte de problemas e de questões que ele não sabe o que fazer com aquilo porque ele tá olhando a doença tá olhando a o foco da especialidade
dele então isso é um problema de novo né quando a gente tem contribuições pensamentos né construções de racionalidades médicas que vão numa outra direção elas trazem uma contribuição positiva né Então essa essa clareza né de que você tá olhando para as pessoas e que todo o conhecimento que você vai vai dispor vai buscar né todo o equipamento todo isso são instrumentos de trabalho são coisas que te ajudam a cuidar mas não são seu objeto de trabalho e um problema também muito importante é a uma dicotomia que também só tem na biomedicina é uma dicotomia muito
radical entre corpo e mente né psicossoma Essa divisão ela permitiu que a gente aprendesse muita coisa né nessa separação mas a gente sabe hoje até né Eh por dentro da da da neurociência da endocrinologia da da ciência mesmo que essas coisas se misturam muito mais do que a gente já imaginou Então essa separação ela é uma separação que também atrapalha E essas medicinas tradicionais medicina chinesas inclusive elas não trabalham com essa separação elas trabalham com uma integração e por último também n é um ponto muito importante é a ideia da natureza como como adversária né
então essa ideia de de que a gente tem que estar se protegendo né Por exemplo todo o abuso de antibióticos nessa ideia que os bichos são perigosos né apenas recentemente a gente começou a descobrir a importância da flora normal né de de que não é assim a gente é parte né da da natureza mas isso também é uma é uma diferença bastante importante essas dificuldades Elas têm uma relação com o fundamento filosófico que alimenta em parte o pensamento da biomedicina né que ainda é muito ligado a um mecanicismo a uma lógica mais mais cartesiano né
Então essa ideia da natureza como uma máquina a ideia da natureza como alguma coisa que a gente intervém que a gente divide em pedaços e cada um cuida de um pedaço e é como se no final da linha de produção vai sair uma pessoa bem cuidada né Então essa essa ideia Ela é muito forte né e ela acaba inclusive dependendo do como a gente eh descuida do sistema de saúde ela acaba produzindo uma lógica eh e uma sensação nas pessoas de descuido porque realmente a responsabilidade do profissional ela fica muito restrita a um olhar muito
segmentado muito pequeno e a gente tem eh de fato uma parte dos problemas que a gente consegue tratar bem E tratando pontualmente geralmente situações mais graves quando o problema biológico ele se destaca muito então a gente pode olhar pra pessoa né Eh dando conta daquele problema a gente tá cuidando bem mas isso eh muitas vezes vai além dessas situações né Então essa ideia da natureza como uma máquina do corpo humano como uma máquina da da a possibilidade da gente fragmentar o infinito e aí não tem ninguém que junta tudo né então Eh esse é um
problema e a gente pode olhar né as as medicinas tradicionais elas elas não pensam assim né Elas vão est sempre fazendo um esforço maior de integração É lógico que elas também conseguem olhar pro problema Agudo conseguem olhar para para o uma parte que precisa de um cuidado maior Mas elas elas T uma outra uma outra perspectiva que não é essa no próximo bloco o que a gente chama de doença hoje na biomedicina não é o que a gente chamava 100 anos atrás se a gente não fica numa posição dogmática a gente continua aprendendo e a
gente aprende sobre os limites a biomedicina ou medicina ocidental foca em tratamentos padronizados a partir da prática Clínica exames e diagnósticos todo o Rigor deste método e o conhecimento científico produzido são válidos mas não pressupõe a invalidação de outras práticas do cuidado como por exemplo da medicina tradicional chinesa Borges né com a sua genialidade ele ele aponta um um um aspecto é bastante importante do modo como a gente utiliza o conhecimento né E principalmente conhecimento científico eh então a gente eh na saúde a gente tem Claro que o que a gente constrói de conhecimento é
alguma coisa que a gente constrói sobre a realidade mas não é a realidade naquele Império A Arte da cartografia alcançou tal perfeição que o mapa de uma única província ocupava toda uma cidade e o mapa do do império toda uma província com o tempo esses mapas desmesurados não foram satisfatórios e os colégios de cartógrafos levantaram um mapa do Império que tinha o tamanho do império e coincidia pontualmente com ele menos afeitas ao estudo da cartografia as gerações seguintes entenderam que esse dilatado mapa era inútil e não sem em Piedade ou entregaram as inclemências do Sol
e dos invernos nos desertos do Oeste perduram despedaçadas ruínas do mapa habitadas por animais e por mendigos em todo o país não há outra relíquia das disciplinas geográficas então o Borges tá falando dessa confusão entre o mapa que é uma coisa que serve para ajudar a gente a lidar com a realidade e a realidade o problema em síntese é esse né a gente na na saúde com muita frequência a gente toma a pessoa pelo diagnóstico e a própria na nossa cultura é muito é muito forte né o peso do do dos exames né então um
exame alterado e essa transposição né de uma de um espaço simbólico de um espaço em que a gente isola as variáveis para poder estudar uma determinada parte um determinado acontecimento eh e uma certa crença de que esse tipo de isolamento que a gente faz a construção teórica que a gente faz para fazer isso ele tem mais verdade do que que a realidade é uma grande causa de problemas é digamos assim uma certa modéstia em relação aos nossos conhecimentos aos qualquer deles né inclusive da das medicinas tradicionais mas a gente ter essa percepção de que são
construções que elas vão ter algum grau de validade Mas elas elas não são a realidade né então Eh o que a gente chama de doença hoje na biomedicina não é o que a gente chamava 100 anos atrás né e a gente se a gente não fica numa posição dogmática a gente continua aprendendo e a a gente aprende sobre os limites do conhecimento a gente aprende sobre sobre os lugares onde não funciona essa crítica ela ajuda a gente a sair desse lugar um tanto quanto dicotômico né de que tem um lugar que tem a verdade o
outro não tem então a a ideia não é essa a ideia é como que a gente contribui do ponto de vista da saúde para melhor cuidado né e e e como que a gente avalia né é bom estudo evidência é mas é tudo é a última verdade não é útil mas a gente tem que olhar né com com cuidado para essas coisas então por exemplo alguém né se cuidando com medicinas chines falando assim olha ele pegou uma gripe ele tá tomando um chá de gengibre com canela com coisas assim Aí fala assim Ah então gengibre
e canela é bom paraa gripe mais ou menos porque o que a gente chama de gripe para a medicina chinesa vão ser vários diagnósticos que vão mudar rapidamente então assim no começo é frio mas dali alguns dias já pode ser calor então se você der o gengibre três dias depois você já tá na já tá fazendo mal pra pessoa então é difícil você eh fazer um estudo de evidências eh de uma outra racionalidade com o diagnóstico da nossa racionalidade então tem muitos estudos por exemplo de sei lá acupultura para dor de cabeça mas pega uma
receitinha de bolo para dor de cabeça e vê se aquela receita de bolo funciona tá a cultura é tão fantástica que muitas vezes funciona mas assim né um acupunturista ele vai ele vai modular essa essa essa receita né ele vai vai singularizar o cuidado porque ele vai est olhando a assim os padrões que estão ali mas o desafio de fazer estudos de uma outra racionalidade é que você tem que entender né O que o outro tá falando e que o outro tá fazendo para poder avaliar porque senão se você vai fazer pelo outro com a
sua leitura diagnóstica Você pode você pode chegar numa conclusão equivocada na prática clínica é muito comum que a gente tenha queixas que as pessoas fazem que não fazem sentido a gente não encaixa em nenhum diagnóstico e não é porque a a pessoa tá tendo um problema de saúde mental é porque o diagnóstico ele ele não é total né ele não é totalizante não é absoluto ele é uma construção sobre a realidade o que existe na realidade é o adoecimento A Morte e a doença né a a nossa sabedoria é o o que a gente constrói
a partir disso é importante dizer que além de acolher as medicinas tradicionais os sistemas de saúde do mundo eles eles têm uma história de tentativas de enfrentar esses problemas né talvezes a a primeira a primeira percepção de que essa quantidade de conhecimento a quantidade de profissionais podia vir a a a produzir uma fragmentação e produzir problemas ela começa após a Revolução Russa né de 17 eh com a ideia de uma atenção primária um serviço de saúde perto da casa das pessoas né o Centro de Saúde atenção primária depois Isso é isso é formulado na década
de 20 na Inglaterra e isso começa a a ser implantado eh nos sistemas públicos de saúde do mundo principalmente a partir da Segunda Guerra eh então a ideia de atenção primária diferente da da ideia dos outros pontos né de atendimento de um de um sistema de saúde que que geralmente são marcados por uma patologia por uma eh faixa etária ela é uma responsabilização dos aqueles daqueles profissionais por pessoas né então a atenção primária ela tem esse desafio de colocar uma equipe de saúde responsável por aquelas pessoas enquanto elas morarem naquele local isso é um contraponto
né um contraponto a ao ao ao restante do sistema né E ela por isso que ela tem tarefas que que são difíceis de de de fazer acontecer né porque elas ela ela tem um um pensamento digamos assim que é contra né e não é por outro motivo que é na atenção primária né dentro do SUS onde tem uma quantidade enorme de pessoas praticando medicinas tradicionais e práticas integrativas né porque justamente essas medicinas eh ao se desenvolverem né durante séculos numa outra realidade né mais ambulatorial mais eh menos Urbana eh não hospitalar né Eh o hospital
ele marca muito a a biomedicina no sentido de de marcar o olhar para uma situação extrema né de extremo adoecimento de proximidade da Morte eh Então as medicinas tradicionais elas se desenvolveram num espaço que não é o do Extremo né o espaço eh das pessoas eh antes de uma situação Extrema e portanto com com muitos instrumentos para prevenção para promoção então a atenção primária é é um é um um primeiro movimento e por esse motivo em vários países do mundo é um lugar que acolhe várias medicinas tradicionais né e no Brasil também fomos durante muito
tempo embalados com a história de que somos a humanidade enquanto isso enquanto o seu Lobo não Vem Fomos nos alienando desse organismo de que somos parte a terra e passamos a pensar que ele é uma coisa e nós outra a Terra e a humanidade eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja natureza tudo é natureza o Cosmos é natureza tudo que eu consigo pensar é natureza no Equador na Colômbia em algumas dessas regiões dos Anes você encontra lugares onde as montanhas formam casais tem mãe pai filho tem uma família de montanhas que troca
afeto faz trocas e as pessoas que vivem nesses Vales fazem festas para as montanhas dão comida dão presentes ganham presentes das montanhas Por que elas vão sendo esquecidas e apagadas em favor de uma narrativa globalizante superficial que quer contar a mesma história para a gente então ele tá ele tá trazendo primeiro uma uma perspectiva do dos dos nossos povos originários aqui de integração com a natureza né como eu disse essa essa ideia de que a gente é separado da natureza ela não é compartilhada por muitas medicinas tradicionais por muitos povos e os nossos povos originários
aqui conseguiriam com certeza se identificar bastante com essa cosmologia que que Funda a medicina chinesa né Eh então quando a gente eh pensa nessa possibilidade de integração a ao ao nosso sistema de saúde à nossas práticas a gente tá pensando que essa integração de alguma maneira ela ela pode ajudar a gente a a também se integrar com olhar e com eh povos que fazem parte da nossa história fazem parte da nossa cultura mas que tão silenciados né tão ameaçados eh Então essa expectativa né de de que exista uma eh na medida em que a gente
tem um momento de reconfiguração né do mundo das forças da geopolítica que a gente possa nesse processo de de conhecer né os povos do Sul se conhecerem e se aproximarem a gente também possa eh conhecer os nossos povos né as nossas cosmologias as nossas humanidades no próximo bloco A gente tem uma tradição também muito forte né de as nossas metáforas de tratamento elas são muito associadas à guerra mas assim a a medicina chinesa ela não compartilha dessa dessa [Música] perspectiva tratar uma doença e cuidar de uma pessa não são a mesma coisa a medicina ocidental
costuma focar na doença e usa metáforas de guerra como luta contra o câncer e Batalha pela vida as medicinas tradicionais enxergam a pessoa como um todo um organismo complexo feito de fluxos equilíbrios e interações essa complexidade e multiplicidade se reflete no corpo do conhecimento o que chamamos de medicina tradicional chinesa por exemplo não é uma coisa só são são muitas práticas e técnicas desenvolvidas ao longo de séculos então do que estamos falando quando falamos dessa medicina e por quais caminhos essa cultura milenar foi sendo incorporada ao ocidente a gente fala muito assim medicina chinesa mas
a medicina chinesa ela por ela tem uma história muito longa eh né de mais ou menos 20 séculos ela não é exatamente eh eh só chinesa né ela foi se espalhando pros países ao redor da China e então existe uma existem versões coreanas vietnamitas japonesa e mesmo dentro da China eh existem muitas muitas modalidades muitas eh eh escolas diferentes né então eh primeiro esse conhecimento tradicional ele já é muito mesclado né ele já é muito eh permeável e ele tem muitas linhas diferentes dependendo do período histórico que que que a gente olha obviamente também né
esse e a a gente pode fazer uma diferenciação entre esse conhecimento mais antigo e que é muito interessante porque é uma parte dos dos imigrantes que vieram pro Brasil eles guardam um pouco dessa desse conhecimento mais antigo e esse conhecimento mais eh eh uma uma outra vertente que é um conhecimento que foi digamos assim apropriado pelo ocidente né então Eh embora a gente tivesse migração uma uma imigração japonesa desde o começo do século em números menores né de chineses de core anos eh o Marco de de chegada da acultura no Brasil é é a partir
de um de uma pessoa que trouxe a cultura no final da década de 50 da Alemanha né então eh a gente tem uma fonte né que passou a ser mais valorizada né que são os imigrantes mais recentemente eh depois a gente mas no começo não eram né Então oficialmente o o o nosso acesso à cultura ele vem né pelo pelo colonizador né e mais recentemente né a partir da da da revolução socialista na China tem uma uma a chamada medicina tradicional chinesa né que ela ela já é uma síntese e em parte um certo sincretismo
já nessa relação com com o ocidente né Eh então hoje a gente tem esses três esses três a presença desses três movimentos no Brasil né uma acupultura que por exemplo A nomenclatura dos pontos de acupultura dessa acupultura que que veio da Europa ela não tem os nomes originais né os nomes que foi um francês que deu né são números né letra e número pros pontos essa acultura que veio mais de fora ela é muito heterogênea né ela tem uma uma parte das práticas que são mais sintomáticas protocolares né até chegando ao ponto de uma chamada
acultura científica que é uma leitura né Eh que busca aceita a cultura Desde que seja naqueles pontos que eu encontro alguma correlação né então acaba sendo uma acultura eh também muito sintomática e a medicina tradicional chinesa ela acaba hoje o que ela traz pra gente hoje ela eh é muito esse atendimento eh em certa medida parecido com a com o da meio medicina em relação a a a ao tipo de relação né uma uma pessoa doente sendo cuidada por outra pessoa mas numa posição mais mais passiva né Eh de paciente mais parecida com com que
a gente conhece aqui mas eh essa estrutura mais hospitalar né de doenças graves coisas mais mais mais complicadas que a gente não tem uma tradição aqui de cuidar né a nossa tradição no ocidente é de assim quando a gente tem um problema mais grave a gente vai ser cuidado pela biomedicina eh na China em em isso não é bem assim né a gente tem essa essa diferença um uso mais contundente né da para então hospitais que tratam doenças graves e quando a gente pensa na na medicina tradicional chinesa medicina clássica chinesa ela não é só
acupultura né acupultura já é um mundo né são vários tipos de acupultura desde crâ pultura auriculoterapia acupultura que usa o mapa da mão enfim eh eletroacupultura são muitas coisas mas além da acupultura tem as massagens e na medicina chinesa tradicional né praticamente 70% dos tratamentos são com f terapia um dos motivos eh que faz com que o ocidente não tenha incorporado a fitoterapia é porque a fitoterapia ela ela Exige uma assimilação do paradigma né da do do do do modo de pensado o tipo de raciocínio Clínico da medicina chinesa eh Então isso é um pouco
mais complicado e muitas vezes a a as práticas as técnicas da cultura elas elas podem ser mais mais simplificadas e elas não exigem uma assimilação do da compreensão não é não é exatamente do diagnóstico mas dos padrões da síndrome né dos padrões diagnósticos que a que a medição chinesa faz então essa essa dificuldade ela também faz com que o ocidente fique mais na Cultura né Eh uma outra dificuldade é também que a gente não tem essa cultura dos chás né e os chás nem sempre são muito agradáveis pro nosso Paladar e acho que Imagino que
para eles também não mas é né faz parte da cultura deles e por último as práticas corporais né então que a gente conhece bastante eh e que são muito assimiladas no no SUS eu acho que muita gente conhece uma parte né do do fundamento da cosmologia da da medicina chinesa é conhecida né tem a ver com com essa ideia do in do Ian né de uma analogia do corpo humano com Elementos da natureza esses elementos tem um determinado tipo de movimento né são chamados cinco movimentos e isso vai desdobrando em eh diagnósticos né em padrões
né o pessoal chama de padrões de de de mudança e a partir disso né Muito muitos séculos de janela né um acúmulo de conhecimento que passa por séculos né Eh uma por exemplo uma fórmula fala assim não essa daqui tem 200 anos que ela é usada né esse tipo de raciocínio ele é testado durante muito tempo né a gente eh a gente precisa desconfiar que tem muita chance de funcionar alguma coisa que foi testada né Por séculos e que as pessoas falam Olha quando a gente vê essa situação a gente faz aquilo a gente chega
naquilo outro né naquele resultado Às vezes a gente fica com essa impressão de que só existe só pode existir um conhecimento válido se for né o que a gente fez e na nossa cultura Enfim então esses Esses povos eles têm uma sabedoria né Muito tempo de janela né Muito tempo de e e e eles testando essa essa esse paradigma né esse jeito de de de de pensar o adoecimento de pensar a relação com a natureza e eh e pensando de uma forma integral né pensando que que as pessoas tão ali na relação com a natureza
inteiras né então eh a gente a gente eh tem um sistema né que eh a gente pode entender eh que ele não precisa se opor completamente a a a a biomedicina ele pode ser complementar em em em em aspectos eh importantes essa perspectiva de não separar os afetos do corpo né não separar o o a mente do corpo então também é uma contribuição né importante a gente tem uma tradição também muito forte né de as nossas metáforas de de de tratamento elas são muito associadas à guerra né muito assim a guerra contra isso contra aquilo
né se a gente pensar por exemplo nosso paradigma oncológico né até pouco tempo atrás ele era muito centrado nessa né n na guerra contra um tumor enfim mas assim a a medicina chinesa ela não compartilha dessa dessa perspectiva né tudo é sempre um esforço e não só a medicina chinesa né outras medicinas tradicionais também mas é um esforço de olhar puxa como é que como é que eh busca uma Harmonia um equilíbrio um reequilíbrio né eh dentro dentro inclusive de uma situação de limitação né a gente tem uma tendência de encaixar as pessoas muito em
normas muito rígidas né então se não tá naquele padrão dos exames se não tá na se tem determinado problema Esse problema às vezes dificulta a gente de de ver o que é a pessoa fora da daquele daquele problema que ela tá vivendo né Então essa essas medicinas também elas ajudam Elas têm esse essa essa perspectiva de aposta na potência das pessoas de aposta na num olhar assim menos Idealista né menos assim olha ou tá curado ou não tá né e mais Eh mais realista no sentido de de cuidado né mais mais cuidador e a gente
tá vivendo um momento né do ponto de vista da geopolítica em que a gente Esses povos todos né que que foram colonizados que tiveram seus saberes diminuídos né Eh que a gente no caso né das das Américas a gente perdeu mesmo né Eh perdeu a gente tinha sei lá cerca de 1 línguas a gente não tem né tem algumas centenas hoje eh perdemos muitos povos né E então essa essa aproximação dos povos do Sul essa possibilidade da gente olhar para para saberes ancestrais para povos originários eh eu tenho a expectativa de que a gente possa
a partir desses encontros e desses dessa valorização desses saberes a gente também valorizar os nossos povos aqui né valorizar eh cosmologias que são que T semelhanças né que t aproximações e de pensar em relação com a natureza o nosso modo de lidar que da do qual a biomedicina faz parte ele nos trouxe até aqui né então a gente a gente vai ter que pensar um modo de sair daqui talvez esses saberes ancestrais e de outras perspectivas em relação à natureza eles tenham coisas importantes para nos ensinar no próximo bloco A gente tem uma pressão muito
grande de mercado né da Indústria Farmacêutica inclusive financiando estudos né enz estudos Então a gente tem dificuldades com com alternativas que enfrentem esses interesses né [Música] a medicina tradicional chinesa abrange uma enorme variedade de técnicas e práticas algumas são mais praticadas no ocidente outras são menos difundidas mas cada uma delas propõe outros modos de pensar a saúde o adoecimento e o cuidado queria te perguntar sobre uma das práticas da da medicina tradicional chinesa que talvez seja a prática que vai mais na contramão do que é a sociedade contemp modo de vida contemporâneo né que é
a prática meditativa enfim do quanto ela é acessível também a qualquer um de nós enfim essas práticas meditativas elas são elas são de uma infinidade gigantesca né nessas tradições tanto a medicina ayurvédica quanto a medicina chinesa todas as suas variações né então são muito diversas e a gente no ocidente a gente fez um um xudo digamos assim das meditações né o pessoal tem divulgado ensinado e e e é uma contribuição importante pra saúde pública né Essas experiências com mindfulness que a gente né sintetiza Pega um pouquinho de Sabedoria de cada lugar e ensina as pessoas
a meditarem e e e tem muitos estudos demonstrando o efeito positivo disso né como que isso interfere positivamente em vários problemas de saúde e é muito comum hoje mesmo os profissionais de saúde que não t às vezes nem a prática meditativa nem nemum conhecimento de nenhuma dessas dessa das medicinas que originaram essas práticas é muito como eles recomendarem meditação porque isso tá provado né que que produz efeitos positivos a curiosidade é que dentro da medicina chinesa em alguma medida e isso também deve ser verdade para medicina aur védica paraas práticas de yoga é que existe
uma uma não separação entre meditação e movimento né existe essa possibilidade da meditação supostamente Parado né mas que para quem tá meditando não tá parado né tá acontecendo um monte de coisa mas mas a a a medicina chinesa trabalha muito com essas práticas que eles chamam de meditação em movimento que é o taii o paqua então é uma concepção um pouco diferente né de meditação e eu tenho uma curiosidade né porque eles têm essa preocupação de fazer exercícios aeróbicos sem aumentar a frequência cardíaca né a gente tem essa preocupação com a frequência cardíaca a partir
de uma certa idade a gente começa né falar olha faz exercício mas não passa de tal frequência eles têm essa preocupação desde sempre né para eles você tem que fazer exercício sem aumentar a frequência cardíaca então eles chamam muitos desses movimentos de meditação e movimento relaxante em certa medida mas que também eh nos provoca eh eh com essa ideia de que talvez não necessariamente as duas coisas né o movimento e a meditação tão em lugares separados né eles podem est ter algum grau de de de congruência né Qual que é a sua visão em relação
à fitoterapia pro Futuro assim acredita que vá ter uma aceitação maior aqui para nós Ah ela será mais englobada de fato Ou ainda esse bloqueio tá muito longe de ser rompido eu acredito que tenha tido avanço né Uma das coisas que propiciou um avanço foi a utilização da da fitoterapia em estrato seco em cápsulas né que acaba pro ocidental acaba facilitando a vida embora as pessoas que conheçam as duas os dois usos né em chá e em estrato seco digam que n o chá ele ele é mais efetivo né mais forte a saúde ela ela
envolve muitos recursos né e elas ela envolve sempre interesses muito poderosos né da eh de grandes setores industriais então é difícil a gente usar a fitoterapia mesmo a fitoterapia das nossas tradições aqui brasileiras né porque a gente tem uma pressão muito grande de mercado né da Indústria Farmacêutica inclusive financiando estudos né en vizando estudos Então a gente tem dificuldades com com alternativas que enfrentem esses interesses né Eh então acho que isso é um ponto e aí não é só em relação à medicina chinesa em relação à fitoterapia de uma forma geral meu exemplo eh de
uso de fitoterapia no ocidente é o exemplo de Cuba eh quando teve a a queda da União Soviética né eles eles se aproximaram da China e e e e incorporaram a a a medicina chinesa e e passaram a utilizar desde então aí nessa nessa ideia da Integração né imagina uma ilha com 11 milhões de pessoas que consegue fazer três vacinas para covid né então assim eh essa tecnologia de ponta né uma um povo desse tamanho em termos populacionais ao mesmo tempo a fitoterapia no sistema de saúde cubano né que não abre mão de nenhum conhecimento
ocidental para para cuidar da saúde do povo cubano é um é uma presença muito forte né desde esse período e e é muito curioso né a gente teve teve aqui muito forte a presença de médicos cubanos n doos Mais Médicos e eles se sentiam intimidados de prescrever fitoterapia né porque é uma pressão tão grande assim do Rem médio é tão desconhecido eles sabiam Mas eles ficavam assim não acho melhor né para escrever o que as pessoas estão acostumadas e tal então de eh alguns e com muito tempo de confiança conseguiram eh fazer o que eles
fazem em Cuba Então eu acho que é possível uma integração eu acho que é necessário para qualquer sistema de saúde acolher esses conhecimentos e inclusive do ponto de vista da Autonomia das pessoas né de entender um pouco como é que como é que pode utilizar no cotidiano os chás e e ter um pouco mais de autonomia e isso fazer parte do autocuidado né da da nossa Cultura a gace te pergunta como fica a medicina tradicional chinesa diante da tecnologia uma das coisas que a gente que a gente observa na nos países asiáticos de uma forma
geral é a integração dos das medicinas né Eh esse esse processo é um processo que ele não é tranquilo né ele não é é ele tem perdas mas é inevitável porque o cuidado ele é sempre muito complexo né como eu falei mesmo que a gente faça um parêntese não não olhe paraas práticas integrativas o cuidado ele não tá naquele Horizonte de ah tal problema o olhar de um profissional vai lá e resolve aquele problema em geral o cuidado ele ainda mais com o envelhecimento da população com as doenças crônicas ele implica numa num num diálogo
né numa conversa eh então a quanto mais opções a gente tem quanto mais paradigmas diferentes a gente tem quanto mais a gente transita e consegue fazer uma escolha adequada para cada situação singular melhor agora é lógico que a tecnologia ela sempre tem riscos lembrando Elite né com com a ideia de contraprodutividade eh os veículos automotores são ótimos e Teoricamente nos fariam sempre mais rápido do que a cavalo ou a pé né Mas dependendo de como a gente utiliza eles numa cidade a gente pode não sair do lugar e e ir mais rápido a pé do
que de carro preso no trânsito né então não é exatamente a tecnologia que define a questão né mas mas como que a gente utiliza e e e como que a gente tá pensando o processo de adoecimento como que a gente né inclui as pessoas que estão adoecidas na na na no compartilhamento das decisões Então tem um conjunto de fatores né mas eu eu não não não acho que que seja possível não fazer esse diálogo e eu acho que os países asiáticos de uma forma geral TM feito né Não consigo imaginar que alguém abra a mão
sei lá da ortopedia né uma um atendimento a uma emergência um politrauma eh enfim situações extremas a nossa medicina é é fantástica né a gente não não tá nesse lugar de escolher uma ou outra né a gente tá no lugar de aprender a compor de aprender a integrar né E isso não é exatamente simples Não exatamente fácil mas é uma é o melhor uso que a gente pode fazer dos conhecimentos né a biomedicina ocidental apesar de seus sucessos também provocou a medicalização da vida excesso de intervenções e perda da nossa autonomia a medicina tradicional chinesa
propõe uma outra abordagem uma abordagem mais integrativa que considera a pessoa seu entorno e a sua relação com o mundo que enxerga indivíduo em sua complexidade e o ajuda em seu aut conhecimento na promoção da saúde no canal do Café Filosófico no YouTube você encontra toda a reflexão que o médico Gustavo Tenório Cunha nos traz sobre as práticas e a filosofia desse outro modo de cuidar de nós mesmos Acesse o site do café [Música] são muitas as humanidades E são muitas as medicinas né então acho que isso é um ponto importante E todas TM o
seu valor tem o seu lugar e também todas t o seu [Música] [Música] limite Y