o Olá pessoal tudo bem com vocês eu sou Ana Liz Soares e hoje eu vim aqui falar sobre o romance Dona Flor e Seus Dois Maridos do escritor brasileiro Jorge Amado que foi publicado no Brasil pela companhia das Letras Então bora comigo para resenha de hoje bem pessoal então vamos falar sobre Dona Flor e Seus Dois Maridos esse romance de Jorge Amado de 1966 um romance delicioso e digo saboroso e faça esse trocadilho porque afinal de contas Dona Floripes ou Dona Flor aqui nessa personagem principal é uma cozinheira né uma professora de culinária então assim
me deu muitos sabores na boca de experimentar esse romance de Jorge Amado principalmente sabores picantes sabores típicos da Bahia de Jorge Amado bom então um pouco de contexto na histórico liga cultural do livro para vocês entenderem melhor o Jorge Amado escrever esse livro em 65 que será publicado em há 66 época em que ele já havia se desfiliado ali do Partido Comunista no Brasil e então ele vai marcar aí um período uma fase do Jorge Amado aqui os professores especialistas na obra dele chama de segunda fase né que essa pós-criação é um período que o
Jorge Amado vai deixar esse ativismo né mas lado mas vejam deixa o ativismo Mas não deixa de ter a questões muito sociais aqui e um retrato assim interessante sobre o olhar dele dos brasis né Principalmente ali inserido Neste contexto ali da Bahia e tal nesse nesse período histórico tá é lembrem-se quem foi escrito então né no período de ditadura militar no Brasil e eu acho que é interessante a gente saber dessas informações né Para a gente entrar no livro um pouco mais sei lá ou enfim sair do livro já com uma ideia até mais ampliada
do que é só somente né Oi gente muitas "a história em si acho muito importante muito interessante e foi o que me levou a ler este livro agora são as questões culturais que ele coloca do que alguns especialistas algumas né a pessoa chamam de Brasil profundo aquele Brasil que não é um Brasil a cortar aburguesado no Brasil cristianizado né ou com noções Morais e tal da burguesia brasileira né então assim o Vadinho aqui é uma entre" uma representação desse Brasil profundo na e depois eu falo um pouco mais sobre essa personagem e o que me
chamou também atenção foi as questões culturais próprias ali daquele povo da Bahia daquele período histórico e também porque desses brasis profundo profundos que ele explora ele vai a tratar aqui que eu acho muito a gente lindo sabe as referências que ele faz as tradições é do dos yorubás trad Olá pessoal do Candomblé ainda que não seja algo muito o foco mas a personagens aqui né é filho de Santo filha de Santo e tal que são personagens muito interessantes e trazem uma nova uma uma dimensão assim diferente sabe para gente Enfim pelo menos para mim foi
uma experiência maravilhosa ter contato com esse tipo de referência cultural histórica em cinco social que o Jorge Amado coloca mas então é falando um pouco sobre também esse contexto aqui Acho interessante a gente pensar na dona florípedes né que a dona Flor uma personagem feminina muito forte muito interessante e é uma das personagens femininas do Jorge Amado ainda olhando para obra dele como um todo porque já vaso vai ter personagens é que essa que são muito marcantes né Por exemplo Gabriela Gabriela Cravo e Canela e toda vez que fala o nome desse nível erro Tereza
Batista cansada de guerra Tieta do Agreste eu sou pessoas que são realmente muito marcantes da nossa literatura brasileira e a Dona Floripes é um exemplo e que é muito interessante porque porque ela não é exatamente uma mulher fora do esperado ali da sociedade Esquadrão era uma pequena burguesa ela representa as ideias pequeno-burgueses naelly Então ela é muito preconceituosa ela tem as questões religiosas muito inseridas as tem até pelo período inclusive né a certas questões assim em torno do papel da mulher na sociedade porém é dentro da individualidade dela ela é reflete né Essas imposições e
ela quebra Alguma delas como por exemplo ela é uma mulher independente ela tem a escola de culinária né que ela dá aula lá uma cozinheira e tem essa escola de culinária Sabor e Arte e ela e não até o fim aqui né da história de manter essa escola combinar ela se nega a aceitar dinheiro de Maria da sabe ou ela aceita mas ela tem o dinheiro delas é a poupança dela mas principalmente pela questão do do trabalho que ela ama e que faz bem para ela então assim dependência dela é a um diferencial muito interessante
né o personagem lembrança da década de 60 e também depois que eu vou trabalhar um pouco mais com vocês adiante mas as questões sexuais ou enfim a relação que ela a dona flor vai tem algum corpo com casamento e com o prazer feminino algo muito interessante né Desse lê e que ela vai quebrando alguns paradigmas até o último né que é este de decidir não escolher por um ou outro marido né que a gente vai falar um pouco mais Então vamos lá falar um o enredo e tal para vocês entenderem para quem não leu esse
livro aqui é um romance que a gente vai acompanhar Dona Flor desde a sua a juventude ali no período que ela já tá assim numa idade que a mãe dela já tá querendo casar né A minha irmã tá querendo arrumar marido para ela tal e a dona Rosilda que a sua mãe ela é aquela aquela mulher que tem muitas ideias para as filhas que quer casar as filhas muito bem para ela também ficar né numa boa vida ela quer que a filha dela ficar sem com um modelo onde que ela foi na cabeça dela de
marido que acaba sendo assim é decepcionada pelas duas filhas nesse sentido e assim a gente vai acompanhando né se esses movimentos da mãe para arrumar esse marido até o momento em que a dona flor vai conhecer o radinho que é o primeiro desses dois maridos aqui não é do título O Vadinho gente é uma espécie de alegoria aquele aquela ideia que faz parte desse Imaginário assim do Malandro Fabi O vadio até brincadeira né com o nome viciado assim né em jogo ele fica nessa vida tipo da mulherada frequentando os dez né enfim ali na cidade
de Salvador ele representa esse Brasil profundo porque o Vadinho ele não tá nem aí Para para que as pessoas estão pensando sobre ele ele tem a vida dele e não liga então a Dona Flor essa mulher cheia de preconceitos muito com inserida né em padrões ali principalmente porque mulher mas muito inserida em ideias pequeno belezas brasileiras né de ter que não poder porque o que os outros vão falar eu preciso fazer isso porque é o que é certo e ele não faria ir então é como eu até falei para vocês eu acho que o Jorge
Amado nesse sentido social ele coloca ali essas questões da cultura da sociedade brasileira na história no decorrer nos uma das decisões as personagens mas também das personagens como alegoria de algumas coisas então o Vandinho é uma espécie de leonardinho sabe de Memórias de um Sargento de Milícias e um romance do século 19 e esse que já é um romance do século 20 mas é esse mesmo homem que não tem nada que o prenda aqui não tem nada que né e ele está pouco se lixando para as regras sociais e coloca essa essa dicotomia né ele
brigando com as ideias da própria Dona Flor mas embora ela saiba de tudo isso do jeito dele tal a Dona Flor ela vai brigar com a mãe e minhas ela já vai também é como eu falei ela vai quebrar né algum algo que era uma expectativa em torno da pessoa dela e do que ela deveria ser porque ela gosta dele ela vai se casar Ela vai verdade ela vai se entregar a ele ali na cama para enfim arrumar um motivo de ter se casar ali receber a bênção de uns quadrinhos dela e se casa com
ele e só vi sentido sofre sete anos ao lado do Vadinho por causa do jogo por causa do estilo de vida dele por causa das traições né que ela fica até sabendo de algumas e e fica nessa casamento que as vizinhas e as mulheres e principalmente a mãe da testa mas os vizinhos e as mulheres as amigas ficam com pena dela porque é uma mulher muito direita sabe ela é muito honesto e ela é mesmo a dona Flor ela é essa pessoa assim ela é muito honesta e ela é muito direita mas ela a mesmo
tendo essas problemas todos essa ideia é a malandragem dele ela continua com ele e o ama dá a sua maneira mas ela também tem essa essa primeira vamos vamos lá se uma espécie de decepção né é com esse casamento não é aquilo que ela imaginava né o casamento não é aquele ideal aquela coisa que ela tinha na cabeça então eu acho que nesse sentido é o Jorge Amado também ironizando de certa maneira né o casamento a ideia do casamento da burguesia e tal e também principalmente por causa da mulher que é que ela tá ali
dentro de casa fazendo almoço e tudo que ela queria era que o Jardim fosse um homem entre essas normal que trabalhasse voltasse ficasse com ela durante toda a noite então mas não é isso que acontece porque ele Vai Vadiar ele vai para o jogo ele ele não tem a mínima estabilidade financeira inclusive fica pegando dinheiro dela sábado que ela ganha ele arranca lá para para postar e perde tudo e tal e tem até algumas questões de violência aqui doméstica e sabe bem forte mas enfim até que o Vadinho isso gente no começo a história varden
morre né E aí ele morre no Domingo de carnaval vestido de baiana ele tá lá vestido de mulher e tal e ele morre no meio do bloco né então assim é muito típico dele né ele morre naquele momento e naquele auge né da Alegria da vida ele tem essa coisa então a Anna flor vai ser uma viúva e ela sofre muito gente é muito Coitada ela fica arrastando ali no outro e é muito achei curioso assim como que a sociedade é cruel com a mulher em todos os momentos e sentidos porque a Dona Flor ela
fica viúva e depois as vizinhas começam a cobrar dela um sinal de luto logo porque a gente que coisa é essa de ficar sofrendo sabe já passou um mês dois meses três meses daquele traste você não sabe ela não precisa sofrer não é possível que ela gostava tanto desse traje para sofrer ela tá é esnobando esse esse luto dela ficou achei isso muito cruel mas é realmente assim é um olhar muito para a sociedade né para as coisas que achei bem apurada assim esse olhar do Jorge Amado e muito e ele e o morro do
Jorge Amado é muito gostoso sabe porque é bem malemolente assim e Inclusive a linguagem uma coisa que eu conversei com umas amigas aqui em nesse momento eu ficava assim a gente vai de novo ele vai falar isso de novo mas que coisa enrolada tipo vai vai anda depressa e depois eu fui pensar bem riso é por ansiedade minha como leitora mas o Jorge ele é muito fiel a linguagem popular do eu acho que da música do falar da fluência e de como a gente quando conversa quando fala a gente vai percorrendo muitas histórias né sendo
que a gente começa uma coisa e vai até o final sabe então eu acho que tem muito isso na literatura dele que eu também senti com a leitura de Gabriele Gabriela Cravo e Canela falei com ela toda vez é uma coisa muito do contar a história e eles percorrem outras personagens secundárias ele vai contar um causo de outro personagem só uma leitura uma literatura muito rica assim de detalhes e de histórias e é uma vez e tu é de uma linguagem muito popular é um jeito também sabe eu acho que também tem canção do baiano
lado do jeito que ele vai contando eu acho que tem essa essa dança assim na literatura dele que eu gosto muito então Enfim gente é Resumindo aquela história ela vai ficar viúva por um tempão lá e as mulheres começam a querer assim investigar um possível parar para dona flor para não ficar sozinha e tal aí aposta um cara que aparece lá mais vão ver um cara que aplica golpe em viúva e tal tá tá até que ela vai se unir ao Doutor Teodoro que é um farmacêutico da cidade que gostava dela já algum tempo estava
de olho mas ele ou homem conservador o próprio aí nesse sentido um espelho totalmente torto do Vadinho é o posto do Vadinho nesse sentido né Ele é super certinho Sabe aquele cara é super certinho super conservador e todo dia a mesma coisa tem rotininha é a casa tem que tá toda assim certinho e ele é super então a estabilidade que a dona Flor sentia falta não primeiro casamento ela vai ter nesse segundo casamento só que como eu falei né Eu acho que o Jorge Amado escreve casamento que muito interessante e muito completo porque ele coloca
as questões que nós como humanos sentimos e as faltas né os sentimentos de alegria tristeza de né Os muitos lados da vida e no casamento é isso porque covardia lá se sentirá falta da estabilidade e da presença dele ali é quando ela queria e e ela sofria por causa do jeito dele Das três fases etc mas ela era completamente satisfeita com a vida a dois ali com ele com sexo e tal né e o Vadinho é aquele homem que a mostrou que é vadiagem né vale a pena que a verdade é uma delícia que você
tem que ficar no para você sentir o seu companheiro que você tem que fazer isso porque Sé e é uma coisa aqui é boa e que Deus quer que a gente faça sabe é isso que ele falava e nesse sentido por isso que eu falei é um Brasil profundo né que não tem essas questões é Morais e tal da igreja da sociedade sabe que a mesma em vida a dois acaba sendo levada para cama sabe então ela ele quebra algumas ideias que a dona Flor tinha anteriormente né se casar e aí ela vai no oposto
com outro marido dela que esse homem espertinho que se segura para não demonstrar o prazer para mulher porque a esposa é uma entidade não sei que hora então ela sente essa falta dessa viagem com que ela tinha com Vadinho com esse novo marido ao passo que ele é perfeito em outras coisas porque ele dá toda essa habilidade eles têm um trabalho ele chega todos os dias na mesma hora ele nunca trai para eu ir e não trairá ela porque ela tem até uma prova o momento então assim para vocês já perceberam que algo posto né
até o momento em que o Vadinho a reaparece para ela né E aí começa a uma já assim avançada no livro né uma parte que para mim foi muito interessante dessa presença do fantasma do Vadinho né do Espírito enfim Entenda como quiser dele elipse e ela fica totalmente angustiada com essa questão de Poxa mas eu tô traindo o teu dólar porque o vardinho volta pela falta que ela tava sentindo ele volta porque ela o chamou sabe para voltar e ela fica muito assim angustiada porque é como pequena para isso aqui é rei como mulher muito
correta muito né se então ela não quer é trair o marido dela o Doutor Teodoro um homem tão certo então não é sério Então ela não pode fazer isso com ele é interessante porque no final aqui dessa edição que eu li a Zélia gattai né que foi a esposa do Jorge Amado maravilhosa também ela conta que o Jorge ficou é muita muito chato né porque na escrita do livro porque até o último minuto assim ele não sabe o que fazer com a Dona Flor Qual que é o final que ele daria Qual a decisão que
ela tomaria entre um e outro ele até chegou a pensar de Dona Flor é escolher por invadir Vadinho morrer tal e aí ela falou Nossa fiquei triste por essa escolha dele depois eu fiz aulas quando ingresso dele levantou muito cedo e escreveu lá que tava for Então decidi de nenhum nem outro os dois porque tem esses dois lados né E aí nesse sentido os dois universos E aí entra um pouco né na questão do Candomblé os orixás ali ela pede né para Iansã E aí ação permite aqui Vadinho fica com ela e tal um final
belíssima sua descrição aqui nessa nessa escolha não escolha dela é uma escolha né gente ela escolheu pelos dois e não outro ela escolheu e como ela fica completa como E aí sim ela tá plena Sabino nesse final de ter Vadinho que esse lado né é um e o Doutor Teodoro outro e assim ao mesmo tempo se formos pensar de uma maneira muito sei lá é uma não traição também né porque daí não é algo material né sentido assim pelo menos sei lá se a gente for pensar da Dona Flor com o Vadinho ela sente ela
se entrega ele sente ele mexendo nela inclusive ele até volta e fica beliscando os peitos de outras mulheres aí e tal que ele continua sendo aquele que ele foi mas ela tem a sua decisão de não ser essa mulher que que vai por um outro ela precisa ela ficar plena a felicidade dela está na nessa decisão de quebrar esse essa regra esse paradigma os conceitos todos que ao tem dentro os preconceitos que ela tem né e fica com os dois então isso é muito interessante de a saída maravilhosa é uma personagem feminina que realmente Fica
marcado aí por ter essa coragem é um individual né da dona flor que acaba quebrando a umas ideias do grupo social que ela representa etc sabe então acho que nesse sentido é muito rico e único assim é como ele faz a maneira como George conta tudo isso é o que é o diferencial para vocês uma coisa assim que é legal destacar que eu falei é que tem muitas personagens é um livro muito rico como eu falei ele vai trabalhando assim demora que você já tá lá na escolhe o de fulano ciclano que sabe assim e
personagens secundárias Mas é bem interessante também a presença dessa da cultura baiana principalmente a Claro pela culinária que tem vários pratos que dão ai da água na boca dele nem dá vontade de comer da fome nesse livro da música ele cita Dorival Caymmi outros músculos ali né que trabalham serenata junto do Vadinho da Matriz da do canal o Guido e capoeira e sei lá algumas coisas assim que são de Brasil Ali muito rico né da Bahia que essa raiz do Jorge Amado que representa tão bem não só nesse livro mas em toda a sua obra
é isso eu acho que dava para falar mais mas eu estou satisfeita por aqui Vou terminando deixo aqui vocês com a dica de leitura espero que vocês Se divirtam como eu me divertir lendo Dona Flor e e assim aparece com a tranquilidade com sabe o sabor Sem pressa Eu acho que literatura do Jorge Amado exigi ou nos acaba nos levando a isso a outro ritmo a outro tempo é uma leitura assim para você se entregar aí dançando junto do Jorge e esse sentindo esses sabores e ficantes como eu falei no começo principalmente mas tem aqui
duas sabores amargos né coisas mais tensas as coisas doces com referências muito fofinhas ou curiosas e engraçadas né porque eu como eu falei eu gosto muito do humor nele que passa aqui enfim gente um livro delicioso livrão deixa vocês então com essa dica se você gostou dessa resenha não se esqueça de deixar o seu like aqui dá o seu joinha e também se inscreva nesse canal aplicando ali inscrever e não se esqueça de clicar também no Sininho para receber todas as notificações quando conteúdos sair quentinho você já usa recebe tá bom Um beijo grande para
vocês e até o próximo vídeo tchau