Fala-se muito mal no Brasil e escreve-se pior. Políticos e jornalistas numa falta de higiene vernacular só usam o jargão, o caçanje e solecismos com desculpa de linguagem moderna. Mas a língua é o maior patrimônio de um povo!
Desrespeitá-la é desrespeitar a própria nacionalidade. Perguntaram a Confúcio, 2. 000 anos atrás, o que faria, em primeiro lugar, se tivesse que administrar um país.
'Seria, evidentemente, corrigir a linguagem! ', respondeu ele. Seus interlocutores ficaram surpreendidos e indagaram por quê.
Foi a seguinte a resposta do mestre: 'Se a linguagem não for correta, o que se diz não é o que se pretende dizer. Se o que se diz não é o que se pretende dizer, o que deve ser feito deixa de ser feito. Se o que deve ser feito deixa de ser feito, a moral e as artes decaem.
Se a moral e as artes decaem, a justiça se desbarata. Se a justiça se desbarata, as pessoas ficam entregues ao desamparo e à confusão. Não pode, portanto, haver arbitrariedade no que se diz.
É isso que importa, acima de tudo. Meu nome é Enéas!