a passagem do século 21 é o século 21 trouxe uma série de transformações para a economia de mercado por capitalismo mudanças que têm reconfigurado um mundo do trabalho a maneira como se organiza a distribuição de renda e riqueza e fundamentalmente o modo como se configura a chamada mobilidade social ea capacidade que a economia tem que fazer com que as pessoas possam ascender socialmente [Música] e essa mudança ela só pode ser compreendida na sua inteireza quando observada do ponto de vista histórico quando o capitalismo se forma como um modelo de organização econômica ele supera e tomar
o lugar daquele regime econômico chamado feudalismo o feudalismo se organizava fundamentalmente em torno de relações de trabalho baseadas na servidão e de relações de troca baseadas no escambo a chamada troca de mercadoria por mercadoria esse mundo é fundamentalmente um mundo estático o cervo assim como o senhor nessa sociedade estamental nessa economia feudal eles nasciam deviam e morriam dentro do mesmo espaço social ao longo de toda sua trajetória de vida ao longo de toda a sua trajetória biográfica o surgimento do capitalismo ele traz junto consigo exatamente uma magia que é a possibilidade de as pessoas mudarem
de lugar no interior dessa estrutura social quando a antiga sociedade está mental ea economia feudal se organizavam como o núcleo fundamental de estruturação da lógica de poder e da lógica de troca essa relação estática era caracterizada fundamentalmente pelo fato de que além de como eu disse esse sujeito é ter uma trajetória de nascimento vida e de morte dentro do mesmo espaço social o conjunto das trocas sendo elas feitas por meio da troca direta de mercadoria por mercadoria fundamentalmente criavam um mundo onde todos gesto de troca significava imediatamente um gesto de venda toda compra imediatamente se
traduzirá sob a forma de uma venda isso significa que não havia a possibilidade de esses sujeitos vendem os seus produtos e acumularem recursos para pensar em como gastá los amanhã isso significa na prática que antes do capitalismo não havia a noção temporal de futuro o futuro simplesmente não existia com uma noção de tempo exatamente porque diante desse ambiente diante desse cenário onde é as trocas realizavam de maneira imediata e onde o sujeito permaneciam imóveis dentro do mesmo espaço social não havia nenhuma possibilidade de se pensar sobre o que fazer com os recursos auferidos por essa
negociação por essa troca no amanhã como toda troca se organizava de maneira imediata isso não era viável e o surgimento da moeda crise exatamente essa separação entre o ato da venda o ato da compra e quando eu posso vender um determinado produto e não preciso necessariamente gastar os recursos dessa venda no momento imediato isso significa que eu posso poupar e ao pai eu me coloco uma pergunta fundamental que é o que fazer com esse recurso amanhã e essa pergunta sobre o amanhã é que abre as portas para uma noção moderna de futuro que se construiu
a partir dessa concepção literalmente a noção de futuro nasce junto com o surgimento da moeda e essa possibilidade trazida pela economia de mercado já acumula a moeda é que criou condições para que seguindo um determinado roteiro de vida alguns sujeitos pudessem poupando estudando e trabalhando ascender socialmente e transitar dentro do espaço dessa estrutura é social existente isso significa que a partir deste advento do surgimento da moeda esses novos sujeitos esses novos indivíduos passam a ter diante de si um dilema que antes não era colocado pra eles e esse dilema é justamente a pergunta sobre o
amanhã sobre a utilização dos recursos no depois e portanto isso traz junto consigo uma noção de planejamento que caminha ao lado dessa economia de mercado e abre a possibilidade de que sujeito pensem e auto reflitam sobre a sua trajetória de vida do indivíduo no sentido moderno da palavra é justamente esse sujeito que dotado de auto-reflexão tem a capacidade de pensar sobre como ele pretende conduzir sua própria vida para que dentro dessa sociedade ele possa melhorar as suas posições no amanhã essa construção fundamental do capitalismo ela criou junto consigo aquele que é uma espécie de charme
que legitima economia de mercado como algo melhor que aqueles modelos que antecederam o que exatamente essa possibilidade de eu nascer dentro de um espaço social mas poderá ascender socialmente ao longo da minha trajetória de vida e mudar o caminho foi predeterminado ao longo dessa trajetória se na sociedade está mental e na economia o down a trajetória do indivíduo já estava marcada por uma espécie de fatalidade por uma espécie de distin dado pelo lugar de nascimento que ele tinha nessa sociedade capitalista moderna os novos sujeitos podem pensar sobre a possibilidade de mudar o seu humor mudar
o seu caminho dentro desse espaço aberto pelas possibilidades de ascensão social em outras palavras isso significa que a mobilidade social faz com que o capitalismo se apresente como um regime econômico mais sedutor e mais envolvente do que todos aqueles que o antecederam isso construiu o processo de legitimação da acumulação de capital e fez com que a disputa pela riqueza e pelo dinheiro se transformasse em algo fundamental na nossa sociedade no entanto quando nós observamos os fenômenos econômicos e sociais contemporâneos nós percebemos que um conjunto de mudanças tecnológicas no mundo do trabalho um conjunto de mudanças
financeiras na maneira como acontece a circulação da moeda tem feito com que um número cada vez menor de pessoas possa participar dessa mobilidade social isso significa na prática que o capitalismo corre o risco de se transformar em um regime econômico muito mais parecido com a velha sociedade está mental que engessava trajetória biográfica dos indivíduos do que com um é o próprio modelo de construção de mudança que ele criou no seu ato de fundação quando a gente observa a economia internacional hoje a gente percebe que é pelos dados da ocb e já que cada 100 crianças
que nascem no mundo nos países ricos cerca de 60 delas têm a possibilidade de ascender socialmente melhorar de vida quando a gente observa esse mesmo dado por causa do brasil esse número cai para metade aqui cerca de 30 crianças que nascem nas camadas mais populares têm condições de ascender socialmente e quando a gente olha esse conjunto de informações em perspectiva histórica o que a gente percebe que o mundo do final do século 20 trazia mais possibilidades de mudança social do que o mundo do início do século 21 isso faz com que o próprio capitalismo corra
uma série de riscos isso faz com que as possibilidades de transformação de mudança as promessas de ascensão social que ele carrega consigo desde o seu nascimento sofreu contestações e essas contestações colocam em cheque justamente o discurso que legitima economia de mercado que é o discurso da meritocracia o discurso segundo o qual se nós tínhamos uma trajetória de vida baseada na poupança no estudo e no trabalho nós poderemos desfrutar das riquezas geradas por essa economia mas as transformações tecnológicas e financeiras nos tem levado a um grau de concentração de renda e riqueza que faz com que
seja cada vez menor o número de pessoas que possam desfrutar dessa ascensão e dessa mobilidade social isso faz portanto com que essa sociedade se pareça alguns autores vão chamar a atenção para esse ponto não com uma sociedade de classes marcada pela lógica da mudança mas com uma sociedade de castas marcada pela fatalidade pelo destino que faz com que cada um só consiga viver dentro do mesmo espaço social em que nasceu quando isso acontece a chance da sociedade passar por uma desilusão por um pessimismo por um dos encantamentos com as expectativas e possibilidades de construção dos
seus desejos aumenta e um dos efeitos colaterais dessa mudança é exatamente a emergência de fenômenos políticos e sociais relacionados ao avanço do autoritarismo da violência onde diversas formas de organização social que não acreditam mais no esforço individual na democracia como caminhos para a mobilidade social e para a mudança de vida e portanto faz com que essa sociedade seja fundamentalmente caracterizada ou pela apatia ou pela revolta que mo li mit desmonta as próprias possibilidades de geração e distribuição de riqueza construídas no interior do capitalismo na velha sociedade estamental da velha economia feudal como eu havia dito
esse sujeito que nascem e que seguem uma mesma trajetória de vida imutável é não podem enfrentar a questão colocada pelo capitalismo quando do seu nascimento e que em um certo sentido se sintetiza por exemplo na frase no dilema hamletiano do sheik quando ele se coloca a pergunta ser ou não ser eis a questão essa pergunta uma pergunta funda atualmente só pode ser feita por indivíduos que se vêem diante da possibilidade de transformação da sua própria trajetória biográfica mas se a sociedade caminha para um grau de concentração de renda e riqueza que cerceia boqaya impede o
avanço da mobilidade social a questão fundamental que constitui a subjetividade do indivíduo é subtraída e ele vai transformar esse seu desejo de construção da sua trajetória é devida ascensional em um conjunto de revoltas e insatisfações que vão se apresentar na arena política portanto o principal desafio do capitalismo contemporâneo é lidar com a necessidade de nos concentrar renda e riqueza a ponto de reativar as possibilidades de mobilidade social e de reanimá a capacidade de geração de riqueza para o maior número de pessoas para que os sonhos desejos e expectativas possam fortificar da melhor maneira abrindo e
aproveitando as possibilidades organizadas historicamente por essa economia de mercado caso contrário o próprio capitalismo ea própria economia de mercado corre o risco de se auto sabotarem nos colocarem diante de um conjunto de incertezas que podem afrontar a própria maneira como a sociedade tem se organizado gostou desse vídeo então aproveite porque tem muita coisa boa de esperando aqui inscreva se [Música]