E aí [Música] E aí Olá bem-vindos e bem-vindos à nova série sobre o antropoceno aqui no canal saber cotidiano e a gostaria de então de dar continuidade ao nosso raciocínio a nossa fala o interior ela se vazou muito numa perspectiva mais histórica da dominação humana sobre os animais e chegamos então ao momento atual no qual a gente vislumbra uma derrocada né eu diria que uma derrocada do nosso planeta é uma vez que não se vende fato compromisso de mudança nos nossos atos nos nossos comportamentos que seja capaz de frear de barrar a nossa destruição a
distribuição da espécie humana que faça com as florestas que faz com os biomas que façam com que milhares de espécies desapareçam que com som a carne animal que consome de uma maneira desenfreada por um lado por outro há pessoas que passam fome e não pensam não é teoria Isa e não a realiza nas suas práticas cotidianas uma forma de consumo e dialogue com as novas necessidades né de manutenção da nossa espécie e de outras espécies também Aliás a manutenção da nossa espécie é algo que não necessariamente a vista como importante para usar autores né mais
importante seria manter a terra o planeta terra vivo com as suas espécies com os seus animais e plantas é muito mais do que assegurar a sobrevivência humana né autores como dona árvore por exemplo vão criticar a reprodução humana a um ponto de falar bom não temos mais condições de comportar tanta gente nesse planeta o que a gente precisa fazer de fato é criar novos modelos de família né que deem conta não só de outras configurações parentais e que aí permitam também a inclusão de seres que foram abandonados seres humanos e seres não-humanos também né que
a gente consiga comportar entre nossas famílias entre os nossos convívios os animais né porque é um acredito também que apenas a convivência com os animais seja um ponto que ajude a despertar e para a importância de preservação né mas eu acho que vai além não é só conviver com os animais domésticos porque isso a gente já vem fazendo há muitos e muitos anos e nada muda e com relação à o nosso comportamento diante de outras espécies que não são domesticados Mas também eu acho que dona Harley ela Traz essa questão para que a gente repense
a as nossas formas de existência junto aos outros seres né Isso também Exige uma atitude muito mais reflexiva e e de convivência na com espaços e lugares nosso planeta O que são chamados assim de selvagens é a Então a gente tem por um lado essa discussão de como fazer para garantir né que a gente não continue destruindo em explorando e os recursos de uma maneira que só para gente né e não para os outros animais porque no final das contas é disso que se trata a gente tá no nível de supremacia humano foi colocado por
ele mesmo nesse nível de supremacia e que as nossas necessidades são vistas como mais importantes do que as necessidades do planeta que a gente vive só que a gente é parte desse planeta a gente não tá afastado a gente não tá apartado dessa realidade a gente faz parte dela só que humano sempre se colocou e de outro lugar longe da natureza é só que isso levou a inteiro levado a esses processos atuais que a gente assistir a partir do momento que a gente se coloca Então como uma coisa só E co-responsáveis sobre isso a gente
também se vê na obrigação de ter mudanças nos nossos modos de vida E ontem discussão interessante é justamente a entender um pouco né que talvez a gente esteja quem é e se colocando demais né superestimando a nossa espécie né porque academia Vamos mostrar isso também né um vírus da é provavelmente proveniente de um desequilíbrio Ecológico causado por nós quase colocou a nossa espécie quase extinguiu o a parte da extinguiu muitos humanos e pode vir a extinguir outra pandemia uma maneira muito simples e fácil e muito letal justamente porque a gente mexe no conjunto de relações
ali nas quais os outros animais e eles dentro da sua do seu ecossistema digamos assim desde das suas formas de convívio e troca de relações eles em si dariam conta de manter esses vírus essas formas sobre controle determinados territórios não que os vidros nunca vão sair desses territórios mas uma teriam sob um controle diferente do que aconteceu na situação atual que foi totalmente descontrolado é isso porque novamente a gente se colocou em uma maneira né de supremacia e dessa maneira também que a gente lhe dou muitas vezes contra anemia né Nós vamos morrer mas enfim
essa não foi a primeira panelinha nem será a última Essa não foi né A primeira pandemia humana que atinge os humanos e quando isso acontecia em termos de animais poucos falavam né se falavam termos de por exemplo gripe aviária se falavam temos de perdas para a economia né já animais sacrificados se falava em termos de evitar consumo mas não porque a gente tem que repensar o nosso consumo de carne mas porque para mim pode ficar doente a gente consumir então nunca era atacando diretamente o ponto chave da questão e não é isso tem a ver
com o nosso Suprema a ideia de supremacia da humanidade né perante as outras formas de vida gente de alguma maneira construiu e suspense esse discurso E aí basta uma panelinha para gente ir balançar né esse discurso balançar é claro nós temos os nossos médicos por criarmos a vacina e temos os nossos méritos puro conseguimos lidar com os vírus de uma outra maneira que não seria possível sem o avanço da ciência Não é disso que se trata de questionar isto mas o quanto isso pode andar de mãos dadas o outras formas de vida que coloquem a
gente menos em risco mas também que coloque outros animais e também menos risco é e será que em algum momento a gente vai conseguir olhar de volta igual para os animais eu não sei e parece que ainda essa realidade está muito distante de igual para igual no sentido de que não que ai eles também pensam igual a gente pensa ao eles também sentem igual a gente sempre a gente não quer voltar para as discussões do século 16 17 tudo mais mas colocar no sentido de Poxa Tão todo todo mundo tá aqui né bem desse planeta
todo mundo vivendo e dependendo dos outros para sobreviver e eu tenho que respeitar Essa ordem natural das coisas né de que todos aqui tem uma casa né e ao contrário do que se vê os milionários do planeta estão cada vez mais pensando em colonizar outros planetas o criar formas de vida em outros planetas justamente para que a gente possa escapar do caos né que é Oi linda e eles sustentam a continua a alimentar e fazer reproduzir na esse modelo aí eu trago o Bruno latour uh né porque o Bruno latour ele também tem uma discussão
interessante sobre o antropoceno e que junta muito esse momento de obscurantismo que a gente tá vendo de negação da ciência que a gente está vivendo e que tem muito a ver com o fato do negacionismo né para ele é essa questão de isolamento das elites isolamento de em comunidades muradas um condomínios ou nas próprias bolhas né o próprio recolhimento da vida pública da vida social o que não aqui não a vida social na sementes mas ela ocorrem só entre eles né não há discussão a convivência e com outros diferentes com a diferença por um lado
e por outro lado também o recolhimento dos cientistas a própria academia a própria discussão entre os pares e e o afastamento do discurso científico da população e fez com que a gente atravessasse um momento de negacionismo da racionalidade científica ir para lá tura com seus eles soubessem né do Caos que a gente pode vir enfrentarem enfrentar em breve e para negar isso nessa finitude dos recursos elas optaram por criar uma atmosfera a parte que alimentou os discursos negacionistas e é claro que contaminou o restante da população sobre a natureza dos fatos reais que que tá
acontecendo ah com o nosso planeta né então de alguma maneira holatour imputa aos elites esse processo de diz conscientização política e biológica sobre a nossa realidade planetária e de alguma forma isso alimentou já que não patrocinou os próprios discursos negacionistas Mari é interessante que para o Artur ele não vai falar de uma política de pós-verdade mais uma política da pós-política justamente porque isso é totalmente político né no sentido de que esvazia-se a discussão é que rejeitasse o mundo de uma maneira muito clara né rejeita-se a possibilidade de habitar um mundo em outros moldes em segundo
Olá tudo isso vai ser devido atitude o time ti global que não quer pagar o preço né do que a gente chama de desenvolvimento e industrialização e riquezas e tudo mais a gente não não consegue separar esses processos que a gente chama de Evolution evoluções né nas nossas formas de vida a um grande colapso né a gente não questiona é quais as outras consequências a gente só se recolhe a cada um no seu quadrado e esquece que somos todos uma coisa som e para o Arthur a nossa terra né a nossa biosfera assim como ele
falamos objetos ele vai falar da agência agências onde você vai falar da agência da nossa biosfera no sentido de correlações a entender esses desafios também quer entender que a nossa biosfera é dotada de agência bom então é o que mato propõe é a gente voltar e para essas questões e mapear o quanto a gente de fato depende um dos outros né quando a gente de faça Depende a uma floresta para que a gente possa respirar e dependem de uma floresta Nossa dependem de uma árvore mas o conjunto de árvores e também são opção casas de
milhares de animais e que se alimentam de Lençóis freáticos abaixo do solo e que desaguavam rios que também são causa de outros animais ou seja entender essas cor dependências essas correlações para que a gente possa tá aqui nesse mundo é por meio da descrição detalhada dessa cadeia de relações as nossas dependências eu te a gente vai conseguir nos posicionar vai dizer lá a gente tem que mapear a geografia política de cada ser desse planeta né a gente tem que fazer um inventário dos vínculos isso a gente tem que perceber que existem dependências e essa vai
ser a maneira como a gente poças que a gente possa constituir novas formas de vida partem do pressuposto de criar outras formas de coletividade né enxergando colocando Esses animais essas plantas esses seres junto do nosso convívio entender que a gente faz parte do conjunto deles Enxergando as possibilidades que a gente tem que conviver conjuntamente Oi E para isso também é importante a gente raciocinar O que que a gente não Quais as cabeças Nos quais a gente quer romper Quais os veículos que não são bons para o nosso planeta isso significa abrir mão e abdicar e
cortar uma série de outras relações justamente aquelas que são precatórios do nosso planeta