Bom dia a todos e a todas. É com grande satisfação que nós damos início a este momento de reflexão e diálogo sobre o tema tão caro a educação, a as propostas pedagógicas na educação infantil, o cuidado e a educação. Para inspirar a nossa escuta e o nosso olhar, eu trago para vocês um trecho, um breve trecho do poeta Manuel de Barros, que tão profundamente compreendeu o universo da infância. Ele diz o seguinte: "O olho Vê, a lembrança revê, a imaginação transvê, é preciso transver o mundo." Talvez seja justamente esse o convite, o de transveriza quando
pensamos na educação infantil, olhar para além do óbvio, reconhecer as múltiplas formas de ser, de brincar e de aprender das crianças. Para conduzir essa discussão, nós temos a honra de receber a professora D. Angelita Miranda Franco Mariano, cuja trajetória acadêmica e profissional revela um Compromisso sólido com a educação pública, com a formação de professores e com a construção de práticas pedagógicas críticas e fundamentadas. A professora Sangelita é doutora em educação pela Universidade Federal de Uberlândia. Eh, ela tem pesquisas voltadas às políticas públicas, à gestão da educação, além de ser também mestre na área com investigações
que dialogam diretamente com o cotidiano na educação Infantil, eh, especialmente no que se refere ao papel do lúdico na constituição dos sujeitos. A sua e a sua formação inclui também uma especialização em docência no ensino superior e graduação em pedagogia, o que demonstra uma trajetória consistente e comprometida com o campo educacional. Atualmente a professora Sangelita é docente no Instituto Federal Goiano aqui no Campos Morrinhos, onde ela desenvolve atividade de ensino, de pesquisa e na Pós-graduação, contribuindo com a formação inicial e continuada de professores, que é o que ela está fazendo com a gente hoje. Eh,
a experiência da professora Sangelita abrange áreas fundamentais da educação infantil, políticas educacionais, educação especial e inclusiva, avaliação e estágio supervisionado, sempre articulando a teoria e a prática. Com essa sólida trajetória, a professora Sangelita certamente nos proporcionará Importantes contribuições para pensarmos a educação infantil e sua complexidade, seus desafios e suas possibilidades. Professora, seja muito bem-vinda. A palavra é sua. >> Muito obrigada aí pela apresentação, Valéria. É, de modo geral, né, e o que você, né, disse aí sobre a a minha a minha trajetória, né, profissional, tem muito a ver a com a minha a prática, né,
com a minha estada na educação infantil. Então, como você disse, hoje eu atuo no Instituto Federal Goiano, mas o início da minha trajetória foi como professora na educação infantil, na rede municipal. Então, é um prazer muito grande eh ser convidada para fazer parte aqui desse, né, desse processo formativo ah dos nossos dos nossos cursistas. Então, ah, olá a todos. Eu vou fazer inicialmente então minha, né, a minha autodescrição. Eh, eu sou uma mulher de 56 anos, sou uma mulher branca, ah, sou uma mulher de Estatura baixa. Nesse momento eu estou com meus meus cabelos presos,
amarrados num, né, presos num coque. Ah, estou usando ah uma blusa rosa que não aparece aqui com blazer preto. Ah, estou usando, é, brincos no formato de de argolas, é, de cor prateada. É, normalmente eu uso óculos, mas nesse momento eu estou sem eh sem óculos. Eh, gostaria então, né, de convidar todos vocês, como a professora Valéria já anunciou, pra gente dialogar aqui um Pouco, né, sobre a importância, né, desse profissional, a, [roncando] do auxiliar de docência na prática cotidiana da educação infantil. eh pra gente, né, fazer esse esse diálogo e para eu não me
perder aqui nesse nesse espaçotempo, eu organizei pra gente discutir a alguns slides para organizar aqui, né, a sequência da minha da minha fala. Vou vou solicitar então, Gustavo já até colocou aqui, né, eh, a exibição eh Desses desses slides para que a gente possa, né, para que a gente possa a acompanhar. Bom, então, eh, eu fico muito, né, eh, feliz, ah, com, né, com a execução, com a organização e com o desenvolvimento desse curso, tendo em vista que essa é uma área, né, é uma categoria de de profissionais que há uma há uma uma necessidade
e uma, né, uma urgência de formação para que esses, né, para que esses profissionais, Para que vocês possam contribuir de uma maneira, de uma forma mais qualificada aí no dia a dia da creche e da e da pré-escola. Bom, então para, né, para início de conversa, a gente precisa compreender que nas nas instituições, né, de de educação infantil, e sempre que eu falar as instituições de educação infantil, vou estar me reportando, né, as a aquelas instituições que acolhem tanto a creche quanto a pré-escola, né, que pela Legislação essa essa associação não tá diretamente ligada à
instituição em si, mas à faixa etária. Então, a gente tem a etapa da creche com as crianças de zero até 3 anos e temos a pré-escola, né, com as crianças de 4 e 5 anos, a depender aí da data de aniversário. Ah, pode passar, Gustavo, por favor. Então, pessoal, quando a gente começa, né, a discutir e a entender um pouco, né, eh, sobre o o nosso papel enquanto Educador, né, enquanto professor, enquanto auxiliar de docente e os outros profissionais que atuam ali eh na instituição educativa, a gente precisa ter claro também eh essa perspectiva de
criança que a gente tem na atualidade. Nem sempre, né, esse olhar que a gente tem pra criança hoje, né, esse olhar de escuta, esse olhar de respeito, eh, ele aconteceu dessa forma. Então hoje a gente compreende sim, né, que a criança tem o direito de viver esse tempo Presente como criança e não como adulto. Mas se a gente voltar o nosso olhar lá pro processo, né, eh, inicial, quando as primeiras, né, as primeiras ah instituições educacionais foram criadas para acolher essas crianças, a gente ainda, né, a gente ainda vivenciava práticas em que essa criança ela
tinha, né, ela não tinha esse direito de viver como uma criança, da mesma forma que a educação infantil também não tinha um fim em si mesma, né? Então, essa criança Era ia, ela ia para esses, né, para esses espaços, não com, né, com o objetivo ali de, né, eh, de uma uma educação, mas muito mais voltada para para zelo, pra guarda, né, para acolher essas crianças que num determinado momento, eh, não tinha ali, né, a possibilidade de ser acolhida ah dentro ali do seio familiar. Então a gente tem, né, a gente tem um viés aí
desse início do processo de de institucionalização das crianças muito Voltado para esse processo mesmo de de filantropia. Então, essas crianças, elas eram tidas ah como ah, sujeitos ali, né, eh, que precisavam de um de um lugar, né, para serem acolhidas no momento em que, né, em que os seus pais, o que os adultos ali que eram responsáveis por ela, precisavam de, né, de trabalhar fora. Aqui no Brasil a gente tem muito a entrada, né, esse início de processo de de inserção dessas crianças na educação infantil, como a gente, né, como a gente Compreende hoje, [roncando]
em razão das das mães que precisavam trabalhar, né, trabalhar fora na, né, se a gente for olhar em outros países na Europa, essas mães eram eram as mães que iam que eram operárias, que iam trabalhar em fábricas, né, indústrias. Mas aqui no Brasil o nosso processo de industrialização, ele foi mais tardinho. Então foi pensadas, essas instituições foram pensadas para as crianças que eram filhas de mães Trabalhadoras em casa de família, né? Mães que trabalhavam de domésticas. Então esse olhar para, né, pra criança não era esse olhar que a gente tem hoje dessa criança com, né,
com direito, com voz, com perspectiva de desenvolvimento e de aprendizagem, assim como as instituições também não estavam voltadas para essa perspectiva mais pedagógica e educacional. Então, na atualidade, né, a gente tem essa visão e essa perspectiva de uma criança que precisa ser autônoma, Né, em suas aprendizagens, que a criança ela vai aprendendo, né, com seus pares e vai construindo novos conhecimentos com a mediação dos adultos. Então, é importantíssimo quando a gente pensa nas instituições de educação infantil, tanto a creche quanto a pré-escola, é importantíssimo a gente dar essa essa atenção e essa valorização, obviamente, para
as crianças, né, que são, né, que são a razão de existência das instituições, mas para esses adultos, Para esses profissionais que têm essa responsabilidade, né, de fazer essa interrelação entre criança, criança, entre a criança e o objeto de conhecimento, né, que são saberes, aquilo que as crianças vão, né, vão estar ali na nessa instituição para para aprender, para desenvolver. Então, eh, vocês aí, né, como a auxiliares de docência na educação infantil, tem um papel importantíssimo a cumprir, que é, né, fazer parte aí desse Processo de mediação, né, de trazer, de materializar, de colocar na prática
aquilo que foi pensado pela coordenação, né, aquilo que tá que tá posto lá na proposta pedagógica. aquilo que foi eh planejado intencionalmente pela equipe pedagógica, pelos professores e vocês como auxiliares, vocês têm eh esse esse, né, essa função de contribuir para que isso, né, para que essa materialização ocorra da melhor Forma possível. Pode passar, Gustavo, por favor. Portanto, gente, né, a gente precisa compreender um pouquinho então de como que é essa educação infantil no Brasil, antes da gente entrar propriamente aí eh no fazer de vocês aí, né, na na no função de vocês aí na
no dia a dia da educação infantil. Eh, nós compreendemos então a partir das leituras, a partir de, né, de de pesquisas que têm sido realizadas aí, Especialmente nas últimas décadas, que a educação infantil no Brasil, ela tem se fortalecido muito, né, com espaçotempo formativo. [roncando] Lembra que eu falei pra vocês que lá inicialmente, né, quando foi pensada essa instituição para, né, para acolher as crianças ali, eh, de modo geral, as crianças das classes populares, então as crianças pobres, não se tinha ali muito, né, ah, muito forte esse cunho formativo, né, esse cunho educacional, esse cunho
Pedagógico. Hoje o nosso olhar já é diferenciado. Então, as crianças elas vão para uma instituição que foi pensada, que foi sistematizada e organizada para esse desenvolvimento, né, de ações que são eh educacionais, que são pedagógicas e que são eh planejadas especialmente para que haja aprendizagem e desenvolvimento das crianças. Portanto, né, quando a gente olha paraa educação com esse outro viés, né, com Essa outra perspectiva, há também a exigência de profissionais que superem esse viés de uma educação infantil voltada somente para essas ações de zel e guarda. Quando eu falo somente, eu não estou assim eh
desprezando a importância da guarda, a importância do zelo, a importância da higiene, a importância de manter ali, né, de contribuir com a com a com a saúde, né, com a sobrevivência eh dessas crianças, mas que para além, né, desses Elementos que são importantes, é preciso que essa criança ela participe, ela seja ela seja envolvida em ações e atividades que vai contribuir, né, com o desenvolvimento integral dela, que a gente vai entender um pouquinho paraa frente o que que é esse desenvolvimento integral. Então, eh esses eh esses profissionais, né, que atuam na educação infantil, eles precisam
de uma qualificação, tanto os professores, né, que a gente Fala muito dessa da formação em nível superior, da formação continuada, mas também os os auxiliares, né, de docência na educação infantil, pessoal. a depender do da localidade de vocês, né, a depender do município, a depender do estado, da região em que vocês estão inseridos, essa nomenclatura, ela vai variar. Então, tem lugar que chama auxiliares eh de professores, eh monitores, educadores infantil, auxiliares de educação infantil. Mas o Que que é que é claro para nós, né, que essa essa essa categoria, né, de de profissionais, ela está
ali justamente para isso, para contribuir, para colaborar junto com os professores nesse processo formativo das nossas, né, das nossas crianças pequenas, tendo em vista, né, que quando eu falei aqui de faixa etária, de creche para escola, né, que Essas crianças, né, dessa idade de zero até 5 anos, a depender aí da, né, a da data de Aniversário, elas tem especificidades e elas estão e elas têm demandas que, né, que exigem ali e que pedem e que solicitam, né, além do professor, esse profissional que possa estar ali, né, acolhendo as crianças, contribuindo com, né, com esse
processo formativo delas ali no cotidiano dessas instituições nas mais diversas atividades que, né, que mais para frente a gente vai destacar, mas com relação, né, com relação à higiene, com relação à ban, com relação Às atividades h educacionais, né, as atividades didático-pedagógicas, né, com relação às a ao próprio brincar que a gente vai eh compreendendo ali aqui ao longo da nossa fala. Então, um elemento muito importante pra gente, né, pra gente compreender aqui nessa nessa nossa fala aqui hoje é a importância da gente entender essa integração entre o cuidar e o educar. Então, é assim
indissociável, é impensável nós, né, separarmos agora é o momento de cuidar e Agora é o momento de educar, não, né? Porque essa parte, né, esse processo, ele acontece no movimento contínuo e num movimento que é junto. Ele não acontece em etapas separadas, estanques. Então é muito importante a gente pensar, né, nessa indissociabilidade que vocês vão ver muito isso quando vocês forem, né, participar de da eh de alguns eventos no próprio curso aqui de vocês, no desenvolvimento do cursos, vocês vão tá Sempre, né, atento e sempre escutando isso dos, né, dos professores de vocês, né, da
dos textos, dos materiais que vão ser disponibilizados para vocês. essa importância da gente compreender que é indissociável, né, no desenvolvimento desse trabalho na creche da pré-escola, dessa integração entre cuidado e educação. Pode passar, Gustavo. Portanto, pessoal, né, o auxiliar de docência na educação infantil, né, quero Reforçar bastante isso com vocês, ele desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças e isso, né, claro, ocorre por meio do cuidado e da educação. Então, é esse movimento, é esse processo que vai garantir uma segurança. Vocês vão perceber que eu vou falar muito aqui também sobre essa questão de
segurança, né, da criança se se sentir eh pertencente àquele lugar. Então vocês têm esse esse compromisso, né, essa responsabilidade Em garantir essa segurança, o apoio emocional, né, promovendo então essas atividades eh diversas e dentre elas as atividades lúdicas que vão estimular a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. Quando a gente fala dessa segurança e apoio emocional, é importante a gente pensar, né, que muitas vezes essas crianças elas chegam ali, né, bebês, porque a depender da, né, da do do município, do estado, essa faixa etária de de atendimento às Crianças, elas vão variar um pouco, né? Tem
tem instituições que já, né, que as crianças já são inseridas a partir de 4 meses, outras a partir de 6 meses, outra outras eh um pouquinho mais, um pouquinho menos, vai depender aí até mesmo da, né, da demanda, das condições de atendimento do município, porque quando a gente pensa em educação infantil, né, qual o ente federado, né, quem é responsável por por acolher, né, por receber, por Eh gerir esse processo formativo dessas crianças. não é, né, não é, não é federal, né, apesar de que a gente tem escolas de educação infantis, eh, que são associadas
a à universidades, mas a a gente de modo geral e pela legislação, né, pela lei que rege a nossa educação, que é a, né, que é uma lei de 1996, que já teve várias alterações, que a gente chama, né, que a gente apelidou chamar de LDB, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional. Essa lei traz como responsabilidade, então, por gerir esse processo formativo da educação infantil o município. Então, a gente a gente sabe que tem, né, que tem diferenças aí eh entre os municípios e e relacionados também à questão financeira. E
a questão financeira vai tá relacionado também, né, à abertura de de instituições, a contratação de profissionais. Então tudo isso é importante a gente, né, a gente pensar nesse momento aí dessa inserção dessas crianças. Então pensando que essas crianças, né, bem novinhas, já inseridas, né, em escolas municipais, que também vai, né, que também variam o nome a depender de estados e municípios. Ah, tem, né, tem lugares que são escolas municipais de educação infantil, centros municipais de educação infantil, né, unidades de desenvolvimentos eh municipais de Educação infantil, mas só pra gente ter claro que são instituições ligadas
ao município. Essas crianças chegam muito, né, muito novinhas ali e muitas vezes é o primeiro momento que ela se desvincula, que ela sai ali da família. Então é muito importante que ela se senta, se sinta segura nesse ambiente, porque obviamente, né, elas têm estranhamento quando elas chegam ali, né, é um ambiente estranho, né, é um ambiente onde elas não conhecem as Pessoas, elas não conhecem os adultos, elas não conhecem ali as outras crianças que estão ali. Então é normal que nesse primeiro momento elas se sintam emocionalmente, né, inseguras. elas elas elas vão sentir receio, elas
vão sentir medo, né? Daí o motivo que nos nos primeiros dias ali, né, de de inserção das crianças, no começo do período ali escolar, é um momento bem sofrido, tanto para as crianças, né, quanto paraas famílias que, né, que deixam as crianças Ali a no início do do ano, do semestre letivo. Mas aos poucos essas crianças, a partir das interações que elas vão tendo ali, e aí eu volto a chamar atenção, né, especialmente com o professor e com o auxiliar de docência, né, isso vai se tornando para elas um ambiente acolhedor, né, esse momento ali,
né, a partir dessas interações, esse ambiente vai se transformando e essa vai se essa criança vai se sentindo segura para desenvolver ali, né, as suas ações e Para se sentir parte ali, né, daquele daquele ambiente, naquele espaço, naquele tempo em que ela está ali de modo geral, né? E a própria legislação ela ela preconiza isso, né? E aí a gente tem vários documentos legais, várias legislações que trazem essas garantias legais que a gente tem aí a uma uma educação infantil, né, a etapa da creche da pré-escola, em períodos, né, é em período integral e parcial.
Então, preferencialmente a lei, né, a lei fala Desse período integral, que a criança fica, né, aproximadamente 7 horas na instituição. E o período integral, né, ele é ainda eh de modo particular, né, é mais indicado ainda para as crianças da etapa da creche que é 0 a 3 anos. Mas a a depender aí das condições eh eh financeiras e pessoal do município, essa, né, esse processo acontece a também com as crianças da pré-escola em período integral. Então vocês veem que é Um período, né, bastante grande que as crianças ficam ali ah na instituição. Daí é
a importância mais uma vez dessa mediação qualificada do auxiliar de docência. Pode passar, por favor. Então, como que o auxiliar de docência, pra gente pensar, como que esse auxiliar de docência pode contribuir para os processos de aprendizagem e desenvolvimento infantil? >> [roncando] >> pessoal aqui, né, só pra gente entender Que vocês que o tempo todo aqui na minha fala eu tô falando aprendizagem e desenvolvimento. Eh, então pra gente ter ter claro, eh, gente, pode ter um ruído aqui que, né, tá passando um carro de som aqui na rua, né? Então, tô tô gravando aqui a
a palestra de vocês em casa. Então, essas, né, essas coisas acontecem. A gente já viu isso desde o no nosso processo aí da pandemia, né? Então pra gente, né, vamos voltando, Como auxiliar de docência pode contribuir com esse processo de aprendizagem e desenvolvimento. Quando eu falo aprendizagem e desenvolvimento, tem uma teoria por trás, né? >> [roncando] >> Então, a teoria que a gente, né, que a gente se embasa, que eu acredito que, né, que as as pesquisas têm mostrado pra gente aí que é mais interessante pra gente pensar esse processo formativo das Crianças, é uma
teoria que a gente chama de teoria histórico-cultural. Não precisa, né? Não precisa. Nossa, eu tenho que gravar aqui o nome dessa teoria. Não. Que que é importante vocês terem em mente, né? que para essa teoria que tem um um um pesquisador muito importante de um nome difícil que chama Vigotsk, ó, Vigotsk. Então, Vigotskem outros representantes, mas um um que tem uma, né, eh, que se sobressai eh dentro dessa teoria é o Vigotes, que ele fala Assim, isso é importante a gente entender, né, o que que vem primeiro, o desenvolvimento ou aprendizagem. Então, dentro dessa teoria
que vem primeiro é a aprendizagem. A criança ela precisa aprender e a partir dessa aprendizagem é que ela vai se desenvolver. Então, por isso que a gente precisa pensar em situações, em experiências, como a própria BNCC vem trazendo pra gente, em situações de experiências para que essa criança possa aprender e a Partir dessa aprendizagem ela vai se desenvolvendo. Tanto é que a gente recebe crianças, né, eh, num determinado agrupamento. Então eu tô aqui com as crianças do agrupamento de 3 anos de idade, de 2 anos, de quatro, que elas têm a mesma idade, mas elas
podem estar em processos de desenvolvimento diferente. Por quê? porque elas tiveram experiências diferentes, vivências diferentes. Então, o que que por que que é muito importante Essa mediação e o papel de vocês ali na, né, ali na educação infantil, porque vocês eh são os adultos que estarão ali propondo, contribuindo paraa qualidade dessas experiências. E essas experiências é que vão se tornar aprendizagem, né, a partir da aquisição de habilidades, né, de conhecimentos e de saberes. E esses saberes é que vão contribuir para que aquá paulatinamente se desenvolvendo. Então, eh espero que tenha ficado claro para Vocês, né?
Faz sentido isso para vocês? que primeiro aprende e a partir das aprendizagens a criança vai se desenvolvendo. Pode passar, Gustav, por favor. Então, um elemento importante pra gente pensar dentro desse processo é o acompanhamento e o cuidado. Então, [roncando] acompanhar as crianças durante as atividades e garantir a sua segurança e o bem-estar é um papel importantíssimo que vocês vão, né, que Vão, que vocês vão desenvolver. Isso não é pouca coisa. né? É aquilo que eu falei, né? que essa segurança vai dar ali para, né, pra criança, né, um eixo, né, um eixo que vai estruturar,
né, a o prazer, né, dela estar naquele lugar, né, a sensação de bem-estar, que isso faz toda a diferença pro processo de aprendizagem e desenvolvimento infantil, acompanhar as crianças no momento das brincadeiras, no momento de refeição, né, nos momentos de descanso, de Higiene, assegurando que essas necessidades es básicas sejam atendidas, pensando sempre que esses momentos de acompanhamento, seja lá no momento da refeição, seja no momento da higiene, não é só momento de cuidado, né? Porque nesse momento, à medida que você tá ali, né, acompanhando a criança no almoço, né, acompanhando a criança no no lanche,
fazendo a mediação ali, né, nos diálogos que nos diálogos que são estabelecidos naqueles naqueles momentos momentos nas Intervenções, isso é processo pedagógico, isso é processo educacional. Pode passar, Gustavo. Então, pessoal, né? Ah, um elemento muito importante também desse processo de de trabalho de vocês é o constante estímulo ao desenvolvimento infantil. Então, o auxiliar de docência, ele tem esse, né, esse compromisso, né, esse dever de promover atividades que vão estimular o desenvolvimento físico, emocional, Social e cognitivo das crianças. Quando a gente, né, a gente fala desse desenvolvimento integral das crianças, a gente pensa sempre nesse, nesse
desenvolvimento psicomotor. O que que é psicomotor, né? esse desenvolvimento, né, das competências eh emocionais, das competências psicológicas e também do corpinho da criança, né, da questão física, da questão motora da criança. E quando a gente pensa nessa criança, né, que tá lá nas instituições que vocês Atuam, as instituições que vocês vão atuar, [roncando] essa criança, ela não é uma criança solta no tempo, no espaço, né? ela é uma criança eh eh que está inserida em um determinado meio, né, em uma determinada cultura. Daí a importância da gente levar em consideração também esses condicionantes sociais, porque
tudo isso, né, eh faz parte do desenvolvimento dessa criança e, obviamente que o desenvolvimento cognitivo também, né, a o Desenvolvimento do pensamento, desenvolvimento da inteligência. Então vocês, né, vocês são ali eh parceiros essenciais tanto do professor quanto das crianças para que essas, né, para que essas habilidades elas sejam desenvolvidas, né, e contribuam aí para que todas as crianças, né, a todo o grupo ali da do qual vocês ah, participa participam possa avançar. É claro, né? E a gente precisa ter, né, entender isso, que as Crianças elas não, né, elas não desenvolvem ou elas não aprendem
de forma linear e todas ao mesmo tempo, todas do mesmo jeito, né, todas da mesma forma. Daí também, né, que a gente discute muito na educação infantil, né, da gente respeitar o ritmo de cada criança, porque esse ritmo vai tá associado com a própria, né, com as experiências, com a identidade, né, com o tipo de família, né, com as vivências que essa criança já Teve, com o tempo que ela, né, que ela já está ali na na instituição. Então, olha o quanto que vocês são importantes aí nesse processo eh formativo, educacional, pedagógico e da própria
identidade, da subjetividade. O que que é subjetividade? Aquilo que a criança é, aquilo que a criança se torna. Então, quando a gente fala de de subjetividade, que que essa criança vai ser, que que ela vai se tornar, que que eu tô pensando, que que eu quero com as, né, Com as crianças desse, desse grupo, desse agrupamento, dessa, né, dessa turma com as quais aqui eh eu trabalho. Então, você também, né, eh é responsável, né, ou corresponsável pela criação de um ambiente lúdico, de um ambiente educativo, onde as crianças possam explorar, aprender de forma divertida. Então,
quando a gente pensa no desenvolvimento das crianças na educação infantil, a gente precisa pensar no Cuidado, na educação. E como que a gente a gente desenvolve esse cuidado e essa educação? A partir das interações, né? E essas interações, né, da criança com a criança, das crianças com as crianças maiores, com crianças menores, com as crianças da mesma idade, com os adultos. Então, essas interações elas precisam acontecer. por meio de experiências que sejam experiências lúdicas, que sejam experiências brincantes, porque as crianças são Sujeitos brincantes, são crianças curiosas, são crianças ativas e que elas aprendem e se
desenvolvem muito mais quando essas ações elas têm um sentido e tem um significado. E a criança pequena, né, ela consegue compreender, né, ela consegue representar ou ela consegue reproduzir ou mesmo ressignificar, pensar a realidade de forma diferente quando ela brinca, quando ela se diverte, quando ela joga, né, quando ela brinca de faz De conta, né, aqueles aquelas, né, aquelas atividades que a gente vê muito nas nossas, né, a nas nossas escolas, a criança brincando de casinha, a criança brincando de eh a de mamãe, a criança brincando de de papai, a criança brincando que ela, né,
que ela é a professora, que ela, né, que ela é a cabaleireira, né, que ela tem um salão de beleza, né, a criança ela consegue eh transformar, ela consegue colocar ali, ela consegue expressar muitas vezes Sentimentos que ela não pode expressar ali no cotidiano dela, no dia a dia dela de forma normal. né, na realidade dela, mas que ela pode fazer isso por meio dos, né, dos jogos simbólicos, né, que é o faz de conta, que é o brincar, né, e esse brincar, né, esse brincar ali no cotidiano, ele precisa permear todas essas, né, essas
ações que são, eh, eh, responsáveis por esse desenvolvimento e por essa, né, eh inicialmente por essa por essa aprendizagem. Ah, das crianças na creche para escola. Ah, pode passar, Gustavo. Eh, um elemento também muito importante, né, que que a minha fala já veio, né, já veio aí dando nuances da importância, que é, né, o processo de estabelecimento de interação, que eu acabei de falar um pouco sobre isso, e de vínculo, né? Então, a criança ela precisa estabelecer vínculo de confiança com as outras crianças, né, interagindo de forma de forma positiva, ajudando-as ali no Movimento de
adaptação e promovendo acolhimento e segurança. Então, olha o quanto que o papel de vocês é importante nesse processo de construção de vínculos. A medida em que essas crianças vão construindo os vínculos, elas vão se sentindo mais fortalecidas, elas vão se sentindo mais confiantes, elas vão se sentindo mais eh seguras, livres, né, autônomas e dispostas a participar ali, né, ativamente das Atividades que são propostas ali para elas no dia a dia da, né, do processo formativo. Então, quando a gente pensa nessa construção de vínculo, a gente tem sempre que ter em mente, né, que a gente,
porque às vezes a gente volta o nosso olhar muito pras crianças, né, maiores ali, né, as crianças de 4 e 5 anos, mas a gente tem que sempre pensar e também, né, pensando no próprio trabalho do do auxiliar de docência na Educação infantil, que a demanda dele vai ser muito mais voltada para essas crianças menorzinhas, porque quanto quanto menor a criança, né? Quanto mais novinha a criança, mais, né, esse essa exigência de, né, eh, de cuidado ali, de tá mais próxima, de atenção ali a, né, a esses cuidados mais básicos, ela é maior. E para
que essa criança, né, construa ali, né, esse esse processo de confiança, o vínculo com esse, né, com esse educador, ele se faz extremamente Importante. E às vezes a gente precisa sempre levar em consideração que a gente tem diversas infâncias, a gente tem diversas, né, eh, diversas organizações familiares, né, e a gente sabe, né, por pela nossa experiência aí, né, a com a docência, né, a nossa inserção aí nas nas escolas, no acompanhamento da dos estudantes em estágio, eu tenho percebido muito, pessoal, que às vezes ali na escola escola, ali na creche, é o único espaço
em que essa criança, né, Tem a possibilidade ali de ser acolhida com toda essa, né, com toda essa segurança, né, com esse olhar afetivo, com essa organização para, né, para recebê-la, porque a gente tem, né, a crianças que que sofrem ali, né, a as mais diversas eh dificuldades mesmo dentro das suas, né, das suas das suas famílias. que, né, que é assunto para, né, para outro momento. Mas por que que eu achei importante falar isso para vocês? O Quanto que ali, né, pode ser o único lugar em que essa criança vá se sentir efetivamente, né,
acolhida. Então o nosso papel é muito importante. Então esse acolhimento, né, as as mais eh diversas, né, as mais diversas eh crianças, né, a gente recebe crianças ali de diversas comunidades, a gente recebe crianças que por vezes são ah crianças com ah com deficiência. a gente recebe eh crianças de comunidades quilombolas, crianças de comunidades Ribeirinhas, eh crianças de comunidades eh ciganas. Então, a gente precisa pensar, né, que o nosso papel é viabilizar esse desenvolvimento de processos, né, e de valorização dessas diferentes identidades, pensando sempre nessa autonomia das crianças, né, para promover essa valorização e esse
convívio saudável com as diversidades. Pode passar, por favor, né? A, um elemento importante também é apoio às atividades pedagógicas, né? Então, o o o auxiliar de docência, ele é muito próximo ali aos professores. Então, ele precisa ter, né, essa responsabilidade, esse compromisso e essa liberdade, né, de contribuir nas nas na execução das atividades pedagógicas, colaborando de forma efetiva, né, na organização, na na no planejamento, ah, e na condução desses, né, desses processos educativos. Quando falamos de processos educativos, É ali o dia a dia na escola, né, o fazer ali pedagógico na sala de aula, tanto
nos espaços internos quanto os externos. Um elemento muito importante também nessas ações pedagógicas é a organização dos ambientes da sala de aula, possibilitando a troca de saberes e favorecendo as diversas interações. Às vezes, né, as escolas, você vai visitar uma escola, você vai trabalhar na escola e se você vai analisar a Proposta pedagógica da escola, o PPP da escola, o próprio planejamento, elá fala, né, aqui a gente tem, né, a uma proposta eh de um sujeito participativo, de uma criança que é ativa, de uma criança que tem vez, que tem voz, mas quando a gente
olha pra própria organização da sala de aula e da escola, a gente percebe que as crianças estão ali enfileiradas, um olhando pra nuca do outro, um espaço que é reduzido, que é Impossível, né, de se desenvolver ações ali, eh, que são, né, que são motivadas ali para, né, para contribuir com o movimento, com as diversas linguagens, né, com o movimento, ah, com essa, com que essa criança possa, né, ah, interagir ali das das mais diversas formas. Porque quando a gente fala das linguagens infantis, da expressividade infantil, a gente tá falando não só da escrita, não
só da oralidade, mas a gente tá falando da dança, a gente tá Falando do teatro, a gente tá falando a das artes plásticas e para isso e, né, especialmente, já falei anteriormente, do movimento que tá relacionado ao desenvolvimento psicomotor, né, do da das questões psicológicas e motoras, a gente a gente precisa de ter um espaço adequado, não só na sala de aula, mas também, né, no ambiente externo, a sala de aula. E daí a importância de vocês, né, desse compromisso de vocês de prepararem materiais, né, espaços que Possam contribuir com essa participação ativa das crianças,
né? E quando a gente fala também de autonomia sempre, né, e aí eh, com certeza durante o curso vocês vão ter temáticas voltadas para essa discussão específica, que é a organização de, né, que é organização de espaços. Então, a gente precisa pensar sempre, né, quando a gente vai pensar nessa organização de espaços, né, em espaços em que essa criança ela tem autonomia, porque quanto mais a criança Tem autonomia, mais ela vai aprender, mais ela vai se desenvolver e mais tempo, tanto vocês, né, como auxiliares de docência, como professor, mais tempo vai ter paraas ações de
observação, né, de avaliação e de acompanhamento dessa criança, porque a autonomia também dá essa possibilidade para os adultos que estão ali à volta dessas crianças, né, as voltas com o trabalho pedagógico, né, ter uma liberdade maior e um tempo maior para, Né, para analisar, para pensar e para refletir e acompanhar todo o processo de aprendizagem e desenvolvimento infantil. Então, a participação de vocês nesse nessa nessa participação de de pensar mesmo, né, de elaborar essa esse planejamento e tanto na execução, né, ela vai eh contribuir, ela vai, né, eh eh fazer com que de uma forma
muito efetiva esse repertório, né, esse universo, essa capacidade, essa eh, digamos, essa quantidade Eh de elementos que constitui conhecimento e saber, né, na cabecinha da criança, vá aumentando e que tem uma qualidade e um significado maior para elas. Pode passar, Gustavo. Então, pessoal, né, falei anteriormente que quanto mais a criança tem autonomia, mais tempo ela vai, né, eh, mais tempo esses educadores vão ter, né, para observar constantemente, né, o dia a dia e o fazer ali, as experiências dessa Criança para fazer a mediação, para fazer as intervenções que são necessárias, porque a criança quando ela
tá desenvolvendo ali as atividades, e a gente fala o tempo todo de de mediação, né, de intervenção, de contribuição desse, né, de vocês estarem ali próximo dessas crianças. Então, nessa observação constante e nessas nessas nesse processo de interferência constante, seja nas atividades que são mais formais, sejam nas atividades que são mais livres, Sejam nas atividades de brincar, né, nas brincadeiras, nos jogos, é muito importante que vocês estejam o tempo todo observando esse comportamento e o desenvolvimento das crianças, registrando essas informações que vão ser úteis depois para toda a equipe pedagógica, porque a nossa cabeça não
é um computador, a gente não vai guardando, a gente não vai guardando tudo, né? Pensando sempre, pessoal, que a gente tem cada vez mais, né? Por conta Da demanda, por conta da obrigatoriedade. Então, as escolas elas, né, elas elas são inclusivas, elas precisam ser inclusivas, elas a gente tem um número grande de crianças hoje que tem, né, eh, diferentes tipos de de deficiências. a gente tem eh um número e maior do que, né, do que a gente eh pensa que seria ali um indicado de crianças na sala de aula, um número reduzido de adultos, eh,
para, né, para cuidar ali para para estar ali nesse Processo formativo das crianças. Então, cada vez mais, né, a gente tem demandas específicas na formação dessas crianças. Então a gente não vai lembrar de tudo. Então a gente precisa precisa registrar, a gente precisa às vezes gravar aquilo pra gente, né, que vai ser importante depois, né, pra gente pensar, né, no portfólio de informações, no acompanhamento dessas crianças, né, não só pra gente eh relatar pros pais, mas pra gente acompanhar esse processo de Desenvolvimento das crianças. Ou a gente grava ou a gente anota. Então essas essas
observações elas precisam ser, né, ter esse esse rigor ali, eh, para, né, para pensarmos sobre eh o desenvolvimento dessas ações nesse processo de planejamento e dessas, né, e dessas intervenções necessárias. Pode passar, Gustavo. Então, quais são os elementos essenciais aí pro desenvolvimento, né, pro desenvolvimento infantil? já falei um Pouco, né, as questões então que eu vou falar aqui, né, eh, eu já falei, né, um tanto quanto sobre elas e vou, né, dar uma uma aceleradinha um pouco mais aqui, porque a gente tem, né, um tempo um pouco reduzido aqui para, né, pra nossa pra nossa
fala, mas [roncando] depois eu vou deixar, né, o material aqui um pouco a mais que eu fiz para, né, para vocês consultarem ali a ao longo desse desse processo formativo de vocês. Então, quais são esses elementos importantes? a Gente tem, né, as ações lúdicas que eu já falei, né, que eu já falei um pouco, né, que para além desses cuidados, né, as brincadeiras elas são atividades importantíssimas, né, para esse desenvolvimento, né, das das mais diversas linguagens, corporal, musical, plástico, oral, escrita, como eu disse anteriormente. [roncando] Então o lúdico ele é essencial, ele é fundante para
esse desenvolvimento, né, do processo formativo das crianças, para que esse Movimento das crianças aprenderem e se desenvolverem seja, né, efetivamente qualitativo, né, que atenda os objetivos que foram propostos ali, né, por vocês e pela equipe pedagógica. Pode passar, Gustavo. [roncando] Então, as brincadeiras elas vão contribuir com o desenvolvimento da imaginação, da criatividade, né, das crianças e dessas subjetividades infantis que eu falei anteriormente. As atividades, né, elas elas podem ser Livres e podem ser dirigidas, mas elas têm sempre, né, esse compromisso de proporcionar esse desenvolvimento integral das crianças, visend visando então potencializar, né, esses aspectos corporais,
afetivos. cognitivos, culturais, sociais, emocionais. Então, o brincar, né, aquilo que eu disse anteriormente, né, ele vai perpassar todas as atividades e as experiências formativas dessas dessas crianças. Lembra que eu disse anteriormente, não Tem que separado. Agora é hora de trabalhar, agora é hora de brincar. Não, a gente vai trabalhar brincando. Pode passar, Gustavo. Eh, com relação então ao cuidado e acolhimento, né, que é, né, que é o foco ali, né, do trabalho de vocês, a gente precisa pensar que essas crianças elas são consideradas, né, sujeitos ativos e capazes. Então elas vão construindo conhecimento a partir
dessas relações, né, e das interações que vão que vão se Estabelecendo a partir a partir desse cuidado, desse acolhimento. Diversos momentos vocês vão perceber ali, né, que que não é só consenso, né, que não só a harmonia, mas que o conflito também vai fazer parte desse processo. E aí, né, nesse processo de cuidado e acolhimento, a importância dessa escuta, desse olhar sensível, né, do que o Paulo Freire fala como amorosidade. Então, a amorosidade não é você pensar: "Nossa, eu amo essa criança Aqui, né, ali como se fosse o meu filho, né, ou o meu sobrinho."
Não, a amorosidade é esse respeito, é você olhar pra criança e enxergar aquilo que a criança traz para você, né? é esse olhar sensível e essa escuta sensível de enxergar, né, aquele sujeito que tá ali com desejos, com sentimentos. Isso que é a amorosidade. Então, é nesse processo, né, eh, de dessa relação de diálogo com essas crianças, não só com as crianças, mas também com as famílias, é que tá Ali, né, representado esse cuidado, esse acolhimento. Então essas crianças, né, que são sujeitas cidadãs, sujeitas de direitos, que são, né, a atores ali sociais, elas também,
né, representam e são detentoras de direito a uma pedagogia dos pequenos, né, que Guimarães e Leite vai trazer pra gente. Então, é uma pedagogia, um trabalho voltado para atender essas demandas específicas. Pode passar, Gustavo. Então, a educação infantil, pessoal, né, Eh, ela, né, ela é construída diariamente, né, por meio aí desses diferentes atores e que a gente, nós, né, como professores, vocês aí como auxiliares de de docência, vocês são importantíssimos nesse processo de transformação na vida das crianças. >> [roncando] >> Então, a educação infantil, né, é, eu já disse anteriormente, é por definição integral, à
medida que atende todas as dimensões de desenvolvimento humano, né, Que vai proporcionar o aprendizagem, aprendizagem dessas crianças para além da escola, né, para além da vida, pensando sempre que a escola precisa estar sempre em colaboração ah com a sociedade, com a família e da mesma forma a família e a sociedade com a escola, porque é uma o tempo todo interferindo na outra podemos passar, Gustavo, a educação, né, a educação infantil, então, né, ela se revela em uma Institucionalização. O que que é institucionalização, né, é, né, essas instituições que são voltadas para uma prática pedagógica que
vai, né, reconhecer essas múltiplas dimensões da infância, né? Então, as crianças são sujeitos que não é só corpo, né? São biopsicossociais, que tá relacionada com o corpo, né, com a biologia, com as questões psicológicas e com todo, né, o contexto em que ela está inserida, que é a questão social. Então essas crianças precisa ser, né, precisam serem reconhecidas nesse contexto, né, dessas interações, reconhecendo seus aspectos, então emocionais, relacionais, sociais, né, éticos e de gênero também. Então essas, né, essas especificidades pressupõe então, né, aquilo que eu já disse dessa nessa dessa indissociabilidade entre as dimensões do
cuidado e da educação. Podemos passar, Gustavo? Então, cuidar e educar, né? Olha, tô o Tempo todo reforçando isso para vocês entenderem que o papel de vocês também, né, é de educadores, porque não são dimensões separadas. Então, educar, cuidar e educar tá presente nas instituições de educação infantil, especialmente ali com as crianças menores. Por que que é importante a gente reforçar isso? Porque lá no processo, né, no processo, a gente for olhar o processo histórico, essas práticas ocorriam, né, a partir de Dessa, né, dessa diferenciação, dessa separação, mas hoje a gente tem este olhar de, né,
de unidade, de complementaridade entre cuidado e educação. Pode passar, Gustav. Ah, esse aqui é uma parte, né, uma parte histórica, né? Não, não vou me ater muito aqui nessa nessas questões, mas é só para vocês compreenderem que lá atrás, quando as instituições, né, eh, que recebiam as crianças, o que a gente chama hoje de de educação infantil foi Pensada, elas não foram pensadas com esse caráter educacional, elas foram pensadas somente com o caráter de atender as crianças pobres, né, as crianças que estavam ali eh privadas ali de uma acolhida, privadas de um processo né, educacional,
doméstico e familiar. Então elas tinham, né, a intenção ali, né, a responsabilidade apenas de de zelar para que essas crianças não se machucassem, né, para que essas crianças não não tivessem ali o tempo todo, né, Expostas aos perigos, mas não havia essa, né, esse intuíto com o trabalho eh educacional e pedagógico. Então, hoje é uma outra realidade. Pode passar, Gustavo. E nessa outra realidade daí, né, o papel importante aí de, né, de vocês. Então, né, não há separação entre esses atos de cuidar, né, o profissional que cuida também educa e o que educa também deve
cuidar, né? Então, eh, deixo aqui para vocês depois, né, lerem aqui com calma, né, eh, que é uma, né, que é Uma citação da Tiriba que vem trazendo, né, reforçando mais aí pra gente que esse binônio eh cuidar e educar, né, é compreendido como processo único e que essas, né, que essas eh eh essas duas ações elas estão o tempo todo ali eh dialogando entre, né, dialogando entre si e que daí a importância, né, dos profissionais atuarem ali de uma forma muito ah de em parceria mesmo para garantir eh que essas atividades sejam eh desenvolvidas
Ah a ah e garantindo aí, né, com uma, né, com uma uma qualidade, eh, garantindo uma efetividade eh nesse processo de formação, de zelo, de cuidado, de guarda desse desenvolvimento, né, da criança por inteiro. num ambiente, né, que seja agradável, né, num ambiente em que essa criança ela possa se sentir eh corresponsável também pela sua própria formação e a sua e a sua constituição. Pode passar, Gustavo. Então, é dentro disso, né, que que é esse desenvolvimento integral. Deixei aqui para vocês, né, para vocês pensarem, então, né, que essa totalidade, né, essa constituição de identidade, da
autonomia da criança, né, da criança se reconhecer enquanto sujeito, enquanto pessoa na relação consigo mesma, né, e com os, né, com os outros que estão ali à sua, né, a à sua volta, né, a gente tem vários documentos, né, e legislações, Documentos legais, né, ordenamento jurídico, que vem falando da importância, né, dessa essa, né, dessas questões de cuidados, né, com relação à questão da afetividade, né, eh, de pensar, então, né, esse esse corpo, né, essa saúde, eh, esse psicológico, né, as questões cognitivas como parte desse desenvolvimento integral e o quanto que vocês, como, né, ah,
como auxiliares de docência tem esse compromisso, tem essa possibilidade, né, de contribuir e de Promover, né, esse modelo e esse formato de desenvolvimento integral. Podemos passar, Gustavo. Então, é esse reconhecimento da, né, da criança como, né, como ser completo. Então, esse cuidar, educar, né, vocês estão vendo que eu tô, né, a minha fala tá muito voltada, né, para essa, né, para essa, para essa, ah, para esses dois elementos, pensando nesse, né, nesse reconhecimento da que que esse, né, é o momento de construção dos Saberes, né, de constituição desse sujeito. que não são momentos, né, apartados,
né, sedimentados. E quando a gente fala desse cuidar e desse educar nessa constituição a das crianças, né, e pensando que essas crianças elas vão, né, paraas para para as escolas, né, muito cedo, até por conta da própria obrigatoriedade. E lembrando sempre, né, que é um direito da criança. É um direito da criança, não é o, né, não tá ligado se os pais hoje, Né, se os pais trabalham fora, se não trabalham. lá no início era esse processo e a gente vê muito esse, né, essa fala recorrente. Ah, né, essa criança tá aqui na escola, mas
a mãe ou pai é o responsável no trabalho. A gente tem sempre que pensar, né, que esse reconhecimento da da criança como sujeito de direito, né, como a criança como ser completo, é um direito dela e uma obrigação do estado. Quando eu falo estado, tô dizendo governo, estado, mas Claro que tá associado ao, né, ao município. [roncando] Então, a criança ela é um ser completo, né? Eh, que está o tempo todo ali com essa demanda e com essa necessidade de de interação social. Então é preciso que a gente compreenda, né, que o espaço tempo em
que essa criança tá inserida, né, vai exigir aí um esforço, né, dos sujeitos, dos adultos que estão aí para mediar e proporcionar, né, fazer com que esse ambiente, né, ele estimule essa, né, Essa curiosidade e esse processo de conscientização e de responsabilidade, que é o que a gente chama de autonomia. Fica aparecendo, gente, mas né, essa professora tá maluca, né? Essas crianças vão, né, elas vão desenvolver tão pequenas aí esse senso de, né, de responsabilidade e autonomia. Vão, nós, seres humanos, ah, nós não não somos inatos. A gente não nasce ali noss nesse jeendo. É
só a gente colocar ali um ambiente eh Propício que ele vai aprendendo por si só. Eu não estou dizendo que a autonomia é isso, né? Autonomia é criar situações de aprendizagem e de acompanhamento em que essa criança vá, né, ela vai lhe acompanhado de um de um adulto vivenciar situações em que ela possa por si só ir agindo. Mas eu não tô dizendo que é sozinha, que é separada, que é apartada. Daí a importância do adulto e da sua importância, da importância de vocês como, né? ah, como auxiliares de Docência, de criar essas situações, de
pensar essas situações, porque nós não aprendemos sozinhos. Nem brincar é natural, nem brincar a gente aprende sozinho. Tudo precisa ser pensado, planejado e sistematizado. Pode passar, Gustavo. Então pessoal, né, caminhando aqui pro, né, pro final da minha da minha fala, né, eu quero deixar, né, aqui para vocês, né, para vocês terem sempre em mente, para vocês pensarem diante de Tudo que eu disse aqui, né, eh, de todos os elementos que são importantes aí para paraa aprendizagem, paraa formação, né, para para essa criança viver, né, viver, porque quando eu falo viver, ela passa a maior parte
do dia dela ali na creche, né, ali no espaço da educação. infantil para que ela tenha, né, essa possibilidade de aprender, se de se desenvolver num ambiente saudável, num ambiente feliz, num ambiente, né, eh que possa dar para ela ali esse conforto e Essa segurança. É preciso que vocês, como auxiliar de docência na educação infantil, se reconheça que vocês não são apenas cuidadores, mas vocês são educadores que vão contribuir ali de forma significativa pro desenvolvimento integral dessas crianças. vocês vão atuar como mediadores entre as crianças, entre os professores e entre o objeto ali, aquilo que
elas vão conhecer, aprender. Vocês vão facilitar a comunicação e a compreensão, né, dessas Necessidades das crianças. É essencial, então, criar esse ambiente seguro, né, estimulante, onde as crianças possam aprender e se desenvolver de forma saudável e feliz. Então, né, pessoal, para fechar a minha, né, a minha fala, eh, dizer, né, da minha, eh, do meu contentamento, da minha felicidade, né, da ocorrência da organização, né, e da materialização desse curso, que é de extrema importância e relevância, por eh é Voltado, né, para contribuir com a formação de uma categoria, de um profissional que, né, que sobre
a a visão dos próprios documentos oficiais, da minha visão, da visão dos pesquisadores e mais ainda, né, das famílias e das crianças, é essencial pro processo de aprendizagem e desenvolvimento das nossas das nossas crianças. Pode passar, Gustavo. Então, agradeço, né, agradeço. Nosso tempo aqui já tá estourado, né? agradeço Imensamente vocês, né, eh, pela, né, pela escuta, né, pela, eh, pela, eh, participação, pelo envolvimento, né? Eh, eu digo a vocês aí, porque eu tô de cá e vocês aí, mas eu tenho certeza, né, que a minha fala de alguma forma, né, vai chegar, vai instigar a
curiosidade, né, vai tercer aí eh inquietações aí em vocês eh para pensar, né, para pensar, para, né, para discutir eh como, né, que é o envolvimento, como que é a participação e a responsabilidade de Vocês nesse processo formativo. Muito obrigada. Muito obrigada, professora Sangelita, pela suas palavras que instigam a gente, né, a pensar sobre eh a prática na educação infantil, né? Eh, achei muito interessante. Eu queria assim só, eu sei que o nosso tempo tá tá adiantado, mas eu queria só fazer algumas eh algumas perguntas mesmo, na verdade uma conversa, né, um bate-papo assim rapidinho,
só pra gente eh Deixar algumas coisas mais claras, talvez, né, assim, porque a gente sabe que o o curso de auxiliar técnico e auxiliar de docência, né, educação infantil, ele é um curso voltado paraa prática, ele ele parte da prática, né? Isso é muito interessante se a gente pensar eh pedagogicamente mesmo, né? Na elaboração de um curso, é algo que parte da prática e que a a instituição, né, o Instituto Federal Goiano, por meio dos seus professores, Coordenadores, idealizadores, enfim, traz a teoria e a teoria vem iluminar essa prática que que já existe, né? Então,
a maioria das pessoas aqui presentes, né, que estão fazendo o curso, eles já atuam nessa prática, na prática pedagógica, né? Então, a nossa a nossa função aqui é trazer a teoria essa que dá uma luz ali, joga luz, coloca um óculos pra gente conseguir enxergar e e e pensar teoricamente isso que a gente vive todos os dias, né? Isso que a gente Convive. E eu penso que uma das coisas fundamentais que você falou foi da integração, né, dessa integração entre o cuidar e o educar, dessa indissociabilidade entre o ato de cuidar e o ato de
educar. E aí, pensando nisso, eh, eu queria pesar se você consegue, eh, dar um exemplo pra gente de como integrar esse cuidado e essa educação numa atividade que a gente faz no dia a dia lá na na creche, por exemplo, né? uma atividade De cuidado. Se a gente pensar, por exemplo, eh, numa troca de fralda, no banho, na alimentação, como é que eu vou tá cuidando, trocando fralda ou dando banho ou alimentando, por exemplo, isso é cuidado. >> Uhum. >> Né? Mas como é que entra a educação na alimentação ou na troca de fralda ou
no banho, por exemplo? >> Então, Valéria, essa essa questão que você colocou é é importante pra gente Pensar, né? Porque quando você fala, né, dessa eh dessa relação teoria e prática, né, e muitas vezes nós aqui que estamos na escola, né, e como você disse aí, né, a os nossos, né, os nossos cursistas ali, eh, que estão, né, que estão, a, a grande parte deles já inseridos no, na nas instituições, vem sempre, tem sempre essa dúvida, né, fala: "Ah, esse pessoal lá da academia fica discutindo muito teoricamente, mas quando a gente chega aqui no chão
escola, as coisas são, né, As coisas são diferentes, a teoria não tem a ver com a, né, com a prática. E é justamente o contrário, né, que eu acho que a proposta do curso é essa, né? Porque se a gente pensar, grosso modo, a teoria ela não pode ser desvinculada da prática, porque a teoria ela nasce para explicar uma determinada prática, né? Para explicar uma determinada prática. E eu sempre falo, né, nesse nesses momentos formativos que muitas vezes a teoria não interessa a um determinada Prática. O que quer dizer não interessa? Porque para aquela para
que aquela teoria se materialize, eu preciso, né, de alguns condicionantes. Eu preciso de, né, eh, muitas vezes eu preciso de, eh, de materiais, eu preciso de ambiente, mas um elemento que eu penso que é muito mais importante do que material, do que as questões financeiras, é essa concepção formativa, é o conhecimento do profissional que está ali, né? O conhecer, eu sempre falo que o Conhecimento eles nos dá poder, mas não é poder de ser melhor do que um, melhor do que outro, mas é o poder de argumentação e é o poder da gente conseguir nas
nossas inquietações ali no chão da escola, buscar correr atrás de possibilidades. Então, quando vocês terminarem aqui, né, o curso, vocês vão terminar com várias dúvidas, mas eu sempre faço, vocês vão, né, vocês vão terminar o curso sabendo onde buscar. E com relação a, né, a mais Especificamente a pergunta que você faz, né, para mim, eh, a gente não tem as, né, a gente não tem as respostas prontas, mas na prática efetiva, quando eu falo, né, quando você fala na troca de fralda, né, no processo de de higienização ali no banho, no processo de alimentação, né,
eh, dessas crianças, né, no processo de, vamos pensar essas crianças ali no processo, né, dois exemplos no processo de alimentação, as crianças ali no, né, eh a mesa muitas Vezes, né, a muito com a preocupação, né, da da higiene ali, da só do do cuidado, de manter a ordem, de manter o silêncio, né, esse, né, esse momento acaba sendo tolhido, o profissional acaba tendo ali, né, eh perdendo a possibilidade de trabalhar com questões, eh, educacionais ali na hora da da da refeição, né, com a possibilidade de trabalhar a cooperação, de trabalhar a troca, de trabalhar
o respeito ali à diversidade, de trabalhar eh quando a Gente fala das questões éticas, quando a gente fala das questões eh voltadas mesmo para pro gosto ali da, né, da criança, do processo de decisão da criança, a gente tem, né, a gente tem instituições que que a criança não tem possibilidade nem de escolher o que ela vai comer, né? E a gente sabe, é, é claro, né, que que isso vai, né, que vai depender de cada criança, mas a nossa, né, a nossa ideia desse processo, né, desse processo educacional é isso. Mesmo Naquele, né, naquele
momento, é esse diálogo, essa pergunta, né, é essa troca, é esse ensinar, né, porque a gente tem culturas diferentes aqui. A gente tem a nossa cultura de, né, de de comer com o talher, né, de não comer com as mãos. Não sei se vai depender de, né, tem comunidades também que, né, que tratam isso de uma forma diferente. Então, é aproveitar esses momentos para ir ali trabalhando com a criança a partir do diálogo, né, ensinando ali Elementos que são, né, que são, ah, sociais, né, que são convenções sociais que a gente, né, que a gente
tem. E esse diálogo, essa conversa, né? o educador sentar ali com a criança, perceber o que que uma criança tá conversando com a outra naquele momento ali que a gente fala de observação, de acompanhamento. nesses momentos também, que que as crianças estão dialogando ali com a outras, que que uma tá querendo saber, que que a outra tá perguntando, Porque é elemento que você vai também, né, eh, pensando ali questões que são importantes que você vai, né, levar ali para desenvolver ou para alterar, né, a sua, né, a sua prática pedagógica ali, se necessário for. com
relação, né, você deu até um exemplo, né, da troca de fralda, de banho, a gente pensando nas questões eh biopsicomotoras, na na psicomotricidade, o próprio toque, né, a própria forma, porque a criança pequenininha, quando você tá ali Trocando, e às vezes você faz um movimento automático e pega a criança e vira a criança e troca a fralda, mas ali é um momento de troca, a gente tá falando de afetividade, a gente tá falando de olhar, né? A gente tá falando de linguagem. Então, o processo educacional é desenvolvimento da linguagem. A hora que a criança, né,
ela tá ali olhando para você e a própria expressão, o seu tôus, a forma que você toca ela, que você dialoga, que você Conversa, que aquilo deixa de ser um movimento mecânico, né, para ser um movimento de troca, de partilha, é um processo educacional, né? Ali a atividade não é só de zelo, de cuidado, mas é um processo de educação. Ali você tá contribuindo pro desenvolvimento da linguagem. do processo de comunicação da criança. Então, eu penso que e às vezes a gente não tem consciência, né? Às vezes a gente a gente faz às vezes, né?
Vocês que estão aí na a nas Instituições, vocês fazem isso, mas vocês não têm nem consciência de que isso é processo educativo, isso é pedagógico, isso é troca, isso é a escuta, né? É isso. É isso é é trazer uma leveza, né? e uma uma seriedade ao mesmo tempo que é sério, porque é formativo, né? é também é lúdico, também é eh eh é você se envolver com a criança, é a criança reconhecer ali, né, um processo de eh de afeto que você tá ali eh desenvolvendo com ela. Eu sei que As atividades são muitas,
que as demandas são muitas e às vezes a gente entra num processo ali de, né, de um trabalho ali de uma de uma esteira, né, de você ir fazendo e fazendo sem pensar muito sobre o que você, né, sobre o que você faz. Da aí a nossa luta, né? Eh, Valéria e e o pessoal que tá, né, que tá acompanhando, a da gente eh lutar para que haja mais formação, para que haja eh mais adulto, porque a gente tá sempre em número insuficiente, né, para cuidar, Para zelar e para educar aí essas essas crianças. Não
sei se é mais ou menos por aí, Valéria, que você pensou. >> Sim, professora, com certeza. Eu agradeço muito a sua eh a sua resposta, a sua disponibilidade em dialogar. Eh, na verdade, eu teria muitas outras perguntas. >> O tempo sempre é pouco, né? >> O tempo sempre é pouco. A gente poderia ficar conversando aqui até muito mais tarde, mas a gente sabe que o o nosso Tempo, né, o nosso recurso de tempo é limitado por conta de outras demandas, né? Mas eh enfim, eu gostaria de agradecer mais uma vez a sua fala eh que
traz tantas contribuições, né, contribuições tão importantes paraa gente pensar a educação infantil e a educação infantil e a e a as creches também, né, e a institucionalização disso, né, e a importância do do profissional que auxilia, né, nessa nessas demandas. de Cuidado e de educação. Eh, muito obrigada, professora. É uma alegria, é uma alegria recebê-la aqui.