[Música] [Música] Don't forget also just a girl standing in front of a boy asking him to love her. O amor tem prazo de validade? Não.
Ciúme é sinal de amor? Com certeza. Por que é impossível amar e ser feliz?
Porque o amor é uma doença da alma. Será que as pessoas esperam demais do amor? Sempre.
[Música] Estamos iniciando mais uma edição do Linhas Cruzadas e nosso tema de hoje é o amor. Oi, Pondé. Oi, Taís.
Pondé. Hoje a gente vai falar do amor, do amor romântico, aquele amor que faz suspirar e que quando é correspondido forma casais. Desde quando o homem conhece esse amor, pondé?
Olha, Thaí, se a gente quiser dar uma resposta que tem alguma fundamentação histórica, eh, desde o tempo da Grécia antiga, você tem histórias que falam desse tipo de amor. E são histórias que normalmente falam desse tipo de amor como uma espécie de doença da alma, como se fala em grego, patos, que dá a palavra patologia, que é estudo dos processos bórbidos e tal. Então, desde aquela época, no ocidente, pelo menos, isso já aparece nos textos, portanto, já se conhecia.
Na idade média você tem todo tem todo um retorno muito forte desse tipo de literatura que vai influenciar o movimento romântico no século XVI X, que essa que é essa história do amor que você suspira e que você fica obsecado ela por ele, ele por ela. Normalmente são textos que falam de amor heterossexual, né? e que um dos dois morre, ela é casada, ele é o o fiel escudeiro do marido dela, que é sempre um cara super legal, sabe?
Então, é uma história que o Otávio Paz, aquele poeta misticando, definia como essa história de amor medieval, cortês, como a gente fala, que é a matriz do amor romântico, século X, X, tá, para situar um pouco na Europa. É, são histórias que colocam em conflito o desejo e a virtude. Aparentemente, quanto mais o amor é reprimido, quanto mais ele é impossível, mais forte ele fica.
Prova que ele é desejo. Então, já tem um tempo em que a gente conhece, pelo menos uns 2500 anos. E o amor cortinha final feliz?
Não, não tinha final feliz. Ah, a os historiadores falam que e é uma questão de contexto. Por quê?
Porque os casamentos, o termo cortê vem do fato de que se dava entre pessoas da corte, né, e que os casamentos eram arranjados e, portanto, o amor não necessariamente estava ali, porque os casamentos eram arranjados entre duques e duquzas e não sei o que e tal. Casamento sempre foi uma coisa arranjada no extrato social alto, né? patrimônio em jogo, poder, dinheiro.
E, portanto, acontecia do lado de fora, onde era inesperado. E as histórias sempre têm um final infeliz, como Artur. Artur, a sua esposa Guineve e o Lancelot, porque ela se apaixona, que era um grande amigo do Artur.
Então, Freud fala que o amor é uma projeção neurótica. Os neurocientistas dizem que o amor é nada mais nada menos que uma descarga de serotonina, né? E todos eles concordam que o amor acaba.
Quanto tempo que dura o amor, Ponder? É, segundo Google, eu tenho uma amiga que me contou, segundo o Google, ah, me parece que é entre 18 e 30 meses. Você da lei do Google agora?
É, não, essa minha amiga que leu, sabe? Não tenho nenhuma ideia que vou p um espelho aqui. 18 a 30 meses.
Vamos ver agora outra definição do amor que nada tem de histórica, mas que é muito divertida. O Marcelo Duarte é autor do Guia dos Curiosos e ele falou pra gente como é que surgiu aquela famosa figurinha, muita gente deve lembrar, que se chama Amar. É.
ajudou muita gente a declarar o seu amor. As figurinhas a maré completaram em janeiro passado 51 anos e eu tenho um montão delas aqui. Elas são uma criação da neozelandesa King Grove, que na verdade criou o casalzinho e escreveu as frases românticas como declarações de amor pro namorado dela, o engenheiro de computação italiano Roberto Casali.
E ela deu muita sorte porque o lançamento das figurinhas coincidiu com o sucesso do filme Love Story. Love Story tinha até um slogan: "Amar significa nunca ter que pedir desculpas". E aí aqui mudou a frase, né?
Quando escreveu uma figurinha: "Amar é poder pedir desculpas". E o amor mostrou que é uma linguagem universal, porque os personagens logo se espalharam pelo mundo, atingiram 60 países muito rapidamente, inclusive o Brasil. Casalzinho chegou aqui em 1978 e até hoje, né, as pessoas usam as figurinhas, usam as frases para aquela declaração de amor, às vezes tem tá faltando uma ideia, né?
Ou ela, a figurinha exprime exatamente o que você quis dizer. Hoje a gente vê no Instagram, por exemplo, eu vejo um perfil como um cartão que faz exatamente isso que as figurinhas faziam. E a Quin tinha frase preferida dela.
Ela dizia o seguinte: "Amar é nunca pedir mais do que você está disposto a dar". O Marcelo Duarte, né? Ele fala das figurinhas que são figuras muito engraçadas.
Tudo bem essa ideia de que a a o lema do filme Love Story era que a Mar é você nunca precisa pedir desculpa, né? Nunca precisava pedir desculpa, que era uma coisa que ela fala para ele, né? A personagem da Mag fala pro Ry e e aí ela teria feito uma figurinha dizer: "Não, a Mar é onde você pode pedir desculpa".
Eu acho que acho que a ideia bate. Agora a última frase me parece uma frase já feita pro marketing milênio. Qual que era a última frase?
Era alguma coisa assim, a a Mária, você nunca pedi alguma coisa além do que você capaz de dar. Isso é, sei lá, um Excel, isso é um livro caixa, um trabalho de contabilidade. Isso seguramente não tem nada que ver com a experiência de amor real.
Eu acho que eh eh tudo a eh ela tem tudo a ver com o papinho hoje em dia, sabe assim, eh que você ama, mas você faz combinados que nem se fala com criança. Vamos fazer um combinado. E a gente sabe justamente que a experiência do amor é uma experiência onde você cont se perde por diversas razões.
Por diversas razões. Então não concordo. podia refazer essa frase e dizer amar é perder-se e perder o controle.
Acho que é mais, acho que é mais verdadeiro, né? Bomé, já que você me enrolou quando eu te perguntei quanto tempo dura o amor, a gente só que você não concordou comigo. Que ótimo.
Aí nós perguntamos para outras pessoas sobre qual a validade do amor, quanto tempo ele dura. Vamos ver o que que elas responderam. Quanto tempo dura o amor?
É uma pergunta muito simples, mas tem umas respostas muito profundas. Se nós enxergarmos que o amor é uma conquista diária, o amor é infinito. Eu acho que o amor ele pode durar uma vida inteira.
Só depende se as pessoas estão dispostas a isso, né? Eu acho que o amor dura o infinito do presente e se o amor for verdadeiro mesmo, eu acho que ele dura para sempre. Enquanto existe respeito, enquanto existe carinho, acho que ele pode durar para sempre.
O amor não tem tempo para durar. O meu durou 17 anos e uma pensão caríssima. Não existe uma regra para quanto o amor dura.
O amor vai durar dependendo da sua relação que você tem com cada um. Se for de verdade, pode ser para sempre. Olha, achei interessante a fala do cara.
O meu durou 17 anos em uma baita de uma pensão. É engraçado que amor é uma coisa que esse assunto ele é ou ele ou ele é trabalhado muito do plano ideal, né, no plano da idealização que normalmente acontece, ou ele é alguma coisa que como você está implicado com ele, a o a sua visão passa por esse fato de você estar implicado com o esforço, com a tentativa, aquela coisa de é uma conquista diária, é um esforço, o que de fato acontece no cotidiano E às vezes, como ele é muito idealizado também, ele descamba para aquela fala muito engraçada do cara. Olha, o meu durou 17 anos e virou a baita de uma pensão terrível.
Então assim, olha, o amor é uma caca, mas normalmente quem fala mal do amor é porque tá sofrendo por causa do amor, né? Bom, né? A gente tá falando aqui do amor que se realiza, quanto tempo ele dura, quanto tempo que ele não dura, mas agora a gente vai ver um filme que fala do amor que não se realiza, o amor impossível.
O filme é O Morro dos ventos oivantes, que é baseado no romance do mesmo nome da escritora inglesa Emily Bront. He'll not be found unless he wants to be. We must find him.
He couldn't really have heard us. What does it matter if he did? He love not Edgar.
Don't you understand? Then why? Because it's the only chance I have to get Heathcliff away from Hindley.
Then we both be free. You don't mean you take Edgar's money to Of course. Why else do you think I'd marry Edgar?
Oh, I knew he loves me and itl be very nice to be his wife. And I love him to but differently. N I don't just love Heathliff.
I am Heathliff. Esse romance que é cantado como espécie assim de o maior romance da literatura inglesa. É, é difícil fazer essas classificações, mas é dito isso como o maior romance da literatura inglesa.
E a gente vê bem o movimento romântico aí, aquele personagens românticos, eles são personagens que eles estão além de parâmetros morais porque eles são dilacerados pelo amor. Então, como ela ela, a Nell, que é quem conta a história no romance, né, a criada, ela fala, quer dizer que você casaria com Edgar para pegar o dinheiro dele? E aí ela fala: "É claro que sim, por que não?
" Certo? É a única forma de fazer o Hitcliff ficar livre do Hindley, que é o irmão dela e maltrata o Hitcliff. Essa cena é a cena em que ele ouve ela dizer que vai casar com o Edgar e ele vai embora e ele volta muito rico para se vingar dela.
E aí ele faz uma vingança terrível, ela morre de depressão, infeliz e aí o romance ele e ele fica numa numa espécie de ambivalência, ambiguidade, em que você não sabe se ele é louco e fica vendo ela ou se ela de fato morta. fica perseguindo ele o tempo inteiro, porque ele quando ela tá sendo enterrada, ele pede que ela volte o atorbente pelo resto da vida. É um desencontro total.
E o que que ela quer dizer quando ela diz: "Eu sou RCliff". Então depois ela diz eh que o os pensamentos dela e as ações dela são para ele. Quer dizer, eh essa frase é uma frase talvez fosse eh uma das assinaturas do que significa o amor romântico no século XIX.
essa ideia de que você é tão dependente amorosamente, você ama tanto a pessoa que você é a pessoa. Tudo que você faz é porque a pessoa existe. Linhas cruzadas volta já já.
E no próximo bloco o Pondé vai responder: Será que as pessoas estão exigindo demais o amor? O linhas Cruzadas está de volta agora para falar sobre a idealização do amor, as expectativas exageradas que acabam levando a frustrações. Pondé, o filósofo francês Pascal Puckner, que você gosta, ele disse que as pessoas estão idealizando demais o amor, que antigamente elas diluíam os interesses.
Então, os interesses estavam voltados, por exemplo, pra religião, pra política, pra família. E agora, como muito disso perdeu o valor para muitas pessoas, então agora os interesses delas se voltam para coisas para para uma quantidade menor de coisas, por exemplo, trabalho e amor. E qual que é o resultado disso?
O resultado diz Pascal porner que as pessoas jogam todas as expectativas dela em cima dos ombros do ser amado. Então elas esperam que todas as alegrias venham dele, todas as satisfações venham dele. E ele chega mesmo a dizer que se antes o tédio matava o casamento, agora o que mata o casamento é o amor.
Só que o amor visto de uma forma muito ah superestimada. Você concorda? É, é interessante porque antes do BR falar sobre isso, a aquele sociólogo muito famoso, Bman, né, quando ele escreve o livro dele sobre ética pós-moderna ainda no no final do século passado, ele chama atenção pro fato de que havia um excesso de expectativa de que o amor fosse a última fronteira em que as pessoas fazem o bem.
Certo? Mas falando de amor, não de freira, padre, pai, filho, amor romântico, esse que você falou aí do BNEL. E aí o Balman já apontava essa tendência numa chave da discussão ética.
Então, qual é a única esperança da ética na pós-modernidade? é a ética de quem ama que faz a gente voltar pro tema do BNEL, que é essa o amor morre de tanta expectativa que se aloca nele. Isso é muito claro.
É muito claro inclusive na frase que a gente comentou, que foi citada pelo Marcelo Duarte há pouco, né? essa coisa que o amor você nunca pede mais do que você quer. É um absurdo.
Qualquer pessoa que tenha tido uma mínima de uma mínima experiência de amor de fato e não esse amor que hoje inclusive colocam na cabeça dos mais jovens de que você vai amar e você vai respeitar e você sempre vai dizer a verdade. Não. Às vezes você vai mentir, vai meter os pés pelas mãos, vai morrer de medo e a às vezes você não consegue respeitar porque você se sente tão dependente que você atravessa o samba.
Então vamos colocar no terreno prático. Quando a gente fala em carregar de expectativas demasiadas, a gente tá falando o quê? A gente tá falando, por exemplo, que hoje muita gente espera que o amor seja, como diz o, né, a salvação secular.
Exatamente. Você tem duas pessoas que vivem se amam e tal. Uma delas passa por uma experiência e se apaixona por outra pessoa.
E aí essa que foi abandonada, não, ela não vai sentir ciúme porque é uma pessoa, como é que é? Uma pessoa bem resolvida. Eu odeio essa expressão.
É uma expressão que eu odeio. É uma pessoa bem resolvida. Eu não confio em ninguém que é bem resolvido.
Então assim, é, não, ela é bem resolvida. Ela não é ciumenta, ela superou. Então isso faz parte do que a gente tá chamando de expectativas exageradas em cima do amor.
Ele tem que não só ser perfeito, como ele tem que só despertar outros bons sentimentos em quem ama. É isso? E quem ama?
Examente. É essa coisa de que então se você ama uma pessoa, então você só tem bons sentimentos em relação a ela. Qualquer pessoa que já passou por uma experiência amorosa sabe que isso não é verdade.
Às vezes, justamente porque você é louco pela aquela pessoa, amorosamente falando, é que você tem todo tipo de sentimento, como a Katherine Ernshaw no no e o próprio Hitcliff no morro dos ventos vivantes. Aquilo é muito mais real. Claro, ali é uma história dramática, super dramática, mas é muito mais real do que essa ideia de que não.
Então, ah, se acabar o amor, então todo mundo fica super lindo, tá todo mundo super bem relacionado, é é muito muito resolvido. Eu acho que essa é a salvação secular falsa. É, é porque não existe salvação, né, Thaí?
Não tem salvação. Agora a gente vai ouvir o que que uma especialista em casamentos que agora se chama matchmaker, a Cláudia Toledo, o que que ela diz sobre o que fazem os homens e mulheres darem certo e o que que hoje eles estão procurando um no outro. Vamos falar sobre os requisitos que as pessoas procuram no pretendente, não é?
É, os homens procuram alguns requisitos diferentes das mulheres. Então, os homens, por exemplo, eles ficam mais atentos à beleza física, que isso também depende o que é beleza para cada um, né? E é muito importante compreender isso, mas sempre buscam alguém que por quem tenham atração, né, sexual, atratividade, beleza, simpatia, amorosidade, facilidade de relacionamentos.
E os homens também gostam das mulheres seguras e poderosas, né? É uma diferença com os anos que veio acontecendo na busca. E já as mulheres procuram sim os homens fortes, poderosos, inteligentes.
A mulher procura o homem em geral pela profissão, vendo se ela se adequa com a profissão daquele candidato. Se você tá procurando alguém, é importante sim conhecer a família, porque para o relacionamento durar a longo prazo, é importante que as famílias se unam. Essa é a dica da Cupido de hoje.
Obrigada pelo convite e ótima onda amorosa. Acho que ela falou algumas coisas que faz, eu entendo que faz muito sentido, né? Por exemplo, a apesar de que ela tem que falar isso numa forma, a gente sabe, a gente tá no mundo do marketing, então a mulher se preocupa com a profissão do cara, né?
se ela se adapta à profissão do cara quando ela está falando de dinheiro. É, então, mas ela tem que falar e mas eu entendo ela porque inclusive se ela falar assim ela não tem cliente, né? Então ela tem que falar: "Não, a mulher se preocupa com a profissão do cara para ver se ela se adapta à profissão do cara".
Quer dizer, ah, as mulheres e os pais das mulheres se preocupam com a profissão dos caras. Acho que há 400. 000 1000 anos, certo?
Quando ela fala do interesse dos caras pela pelas meninas, e a beleza física, né? A famosa questão do homem ser muito atraído pela beleza física, mas também pela simpatia, pelo senso de humor, né? E aí ela fala que os a mudança das épocas faz com que os homens eh estejam cada vez mais interessados por mulheres poderosas.
Pode ser verdade. Ela é especialista em fazer casamentos. Eu não, mas eu tenho a impressão que isso é marketing, certo?
Dela. Eh, eu não acho que os homens estão lidando tão bem assim com mulheres poderosas, mas de qualquer maneira, ela tá falando sobre o que une homens e mulheres, afinidades. Então agora a gente vai ver um filme que se chama justamente Afinidades Eletivas, que é baseado no romance do Get, que leva o mesmo nome e é considerado não só um belo exemplo do amor romântico, mas também das consequências, às vezes funestas, do amor romântico.
Vamos ver. Ecco qua. Acqua, olio, vino e mercurio.
Queste sostanze, o meglio le loro particelle, sono unite in se stesse. Quando la loro unità viene separata, essa tende a ricostituirsi. Forse indovino.
Voi pensate che come ogni cosa ha un rapporto con se stessa, così deve avere un rapporto con le altre. Sì, ma un rapporto diverso secondo la diversità delle altre nature. Alcune si incontrano come vecchi amici che rapidamente si intendono e si associano, ad esempio il vino e l'acqua.
Altre tendono a separarsi come l'acqua e l'olio. Guarda, è inutile agitare. Dopo un attimo tornano a separarsi.
Mi ricorda il comportamento degli uomini della società. Giusto. E come gli uomini sono uniti dalla morale e dalle leggi, così si combinano per mezzo della soda, l'acqua e l'olio.
Osservate come si compenetrano. [Música] Non correte troppo con la vostra lezione. Siamo arrivati alle affinità, se non mi sbaglio.
Esatto. Esse romance ele narra a história, essa ideia das afinades elivas. A explicação seria a tentativa de justificar na natureza.
O Get tinha uma visão de natureza como uma espécie de obra de arte e que a melhor forma de se entender a natureza é olhar pro que a gente sente, paraas coisas que a gente sente e não investigar a natureza no sentido prometeico da ciência, da invasão, né, da natureza. E dentro desse sentido, a história é o quê? um casal que é casado e eh eles trazem então para passar um período, a sobrinha dela, né, e um amigo dele chamado capitão, que era sozinho.
E a intenção deles é fazer uma espécie de matchmaking, de fazer com que a sobrinha e o o capitão se casasse. O que que acontece é que, na verdade surge uma atração gigantesca entre o marido dela, da tia, e a sobrinha dela. E eles se apaixonam.
Só que esse apaixonar-se, que aí vem a tese de afinidades elitivas, é de que a haveria partículas na alma das pessoas que buscam aquelas partículas que estão na alma de uma outra pessoa e que quando essas partículas se encontram, a fusão é imediata como a água e o vinho. É, não tem o que fazer, eles se misturam. E isso vai acontecendo no romance, nos detalhes, nas conversas, nos interesses, eh nos hábitos.
Eh, eles vão, eles vão descobrindo, Eduardo e Oille, eles vão descobrindo que eles são como se fosse a mesma pessoa. Você elege, não é você, são as partículas que compõem a sua alma. Então, e você não tem o que fazer.
Quer dizer, mesmo ele tentando resistir e ela também porque é a tia e ele porque é casado com ela e e eles vão se enrolando e ah ao longo do processo vai ficando absolutamente impossível os dois eu ficarem juntos. E você acredita que exista uma hoje a gente chama de química, né? Mas no sentido metafórico.
Essa é exatamente essa ideia. Mas aí não era no sentido metafórico, era no sentido literal. A gente fala no sentido metafórico hoje.
É. E você acredita nisso, Pondé? Que química?
Acho sim, pode acontecer sim. Não acho que necessariamente acontece com todo mundo, né? Ah, quando se fala que o amor é uma experiência universal, eu não sei se é universal no sentido que todo mundo vive.
E nem acho que quem fala que o amor é uma experiência universal acha que é todo mundo vive isso, mas acho que faz parte do imaginário universal. E na realidade eu suspeito, e não só sou eu que suspeito isso, de que toda essa literatura sobre amor romântico, ela ela tá justificada, ela tá sustentada na experiência de algumas pessoas e que essa experiência ela é tão impressionante, né, na sua força, na sua força de encantamento que foi transposta pra literatura. Exatamente.
E eu acho que existe sim. Você pode, de repente conhecer uma pessoa, seja lá em que ambiente for, e de repente rolar uma química. Isso pode gerar coisas boas ou pode gerar grandes problemas.
Parece que tem uma figurinha para você agora, Ponder? Amar é ah, voltar direto do trabalho para casa. Significa não cestar no meio do caminho, não é isso?
Ah, faz todo sentido isso aí. Faz todo sentido. Olha, eh, e a sabe o que a gente tá falando da química, que você perguntou da química, eh, pode dar um problema de, de repente você querer voltar direto para casa e não conseguir amar também pode ser isso.
Hum, enigmática essa resposta, hein? Mas é só uma é uma outra figurinha do lado daquela. Pode ser assim, pode ser assado.
Linhas cruzadas volta já já. E no próximo bloco nós vamos falar de amor e as suas novas formas como poliamor. Um casal pode ter três pessoas.
Estamos de volta com linhas cruzadas hoje falando sobre o amor, ou melhor nesse bloco sobre o poliamor. O poliamor, como diz o nome, é uma relação de amor entre mais de duas pessoas. E os adeptos dessa modalidade, eles fazem questão de falar que é diferente de swing.
Por exemplo, swing tem a ver com sexo, polamor, dizem eles, tem a ver com amor, com afeto, com compromisso, do mesmo jeito que acontece entre casais, só que nesse caso são trisa. Vamos ver o depoimento de alguns desses trisais. Tudo na vida tem vantagens e desvantagens, mas eu considero que poder multiplicar o amor, o carinho, o sentimento é uma das maiores vantagens de viver essa relação e viver também com perfis diferentes e entender outros pontos de vista, outro jeito de ver a vida.
Nós vivemos nesse relacionamento há do anos e no mês passado nós celebramos o nosso casamento, fizemos uma união entre famílias, amigos mais próximos, porque aqui no Brasil não é mais permitido é o casamento entre três pessoas ou mais. E a gente tem uma relação assim muito tranquila, uma relação que a gente consegue tentar sempre entender o lado uma da outra e a gente convive bem, a gente troca também bastante carinho e tal, então é bem bem gostoso. Nós vivemos como uma família convencional, queremos ter filhos, aumentar ainda mais a nossa família, né?
Então, geralmente as pessoas acham que não é assim um tral, mas a gente é como qualquer outra família e busca esse reconhecimento. Uma coisa boa é que a gente nunca falta assunto. Se uma tá quieta, a outra tá conversando.
Se uma tá de TP, as duas estão bem e assim a gente vai levando. A gente gosta muito de viver nesse estilo de vida, porque quando a gente precisa de uma pessoa, não tem só uma, mas sim duas para apoiar a gente, para ajudar a gente tudo que a gente precisar. E o nosso amor ele é ele é muito genuíno assim.
Então é muito interessante a forma que a gente se trata, o carinho que a gente tem uma com a outra, né? E a gente vive assim. Então quando as pessoas perguntam, né, como é viver um amor a três?
É multiplicar mesmo e viver intensamente. Isso. Nem Jesus conseguiu amar tanto, né?
Olha, eu acho que não tem nada de novo as pessoas eh gostarem de arranjos desse tipo, né? Assim. A a o cara, a imagem do cara com as duas mulheres de branco no no altar, a gente pode ver de dois lados.
O céticos dirão ele tá lascado porque vai ter duas mulheres para lidar. Aqueles que são mais eróticos vai imaginar finalmente o cara conseguiu realizar o sonho de muitos caras legalmente, né? Legalmente, quer dizer, dizendo que ele não é canalha, né?
que ele tá fazendo aquilo por amor e porque é possível assim, é claro que é possível você gostar de ficar com mais de uma pessoa. Tem um discurso assim, veja, é um discurso de que como tudo é tudo é lindo, as pessoas se entendem como o casamento entre duas pessoas, todo mundo sabe que tem muitos problemas, era como se você colocar uma a mais, então fica novo e aquelas três pessoas são um novo tipo de ser humano, entendeu? Só porque colocou um a mais.
é um novo tipo de ser humano, é superior, tá sempre dendo carinho. Então eu tenho a impressão que é assim, é óbvio que as pessoas podem viver no arranjo que quiser, assim, a gente não precisa nem prestar atenção nelas. É óbvio.
Cara com duas mina, mulher com dois cara, três cara, três mulheres, cada um faz o que quiser. Agora, tentar dizer que então isso é uma coisa em que há mais entendimento, mais compreensão, mais carinho, que não existe problema, imagine, você tem muito problema com dois, imagine com três. Então agora a gente vai ver o que nos disse o Rodrigo Fontes.
Ele é diretor do Tinder, que é o aplicativo que promove encontros amorosos no Brasil e no mundo. Os aplicativos de relacionamento, notadamente o Tinder, são parte indissociável do processo de você conhecer pessoas novas, né? Faz parte, fazem parte desse ritual.
Quando a gente fala especificamente da geração Z, para quem o Tinder é pensado, isso é ainda mais forte. Não existe uma diferença muito clara entre digital e físico. São mundos muito fluidos entre si.
Muitas vezes é muito mais natural para eles você encontrar alguém no Tinder em que você pode navegar pelos perfis do que esbarrar com uma pessoa estranha na rua que você não teve oportunidade de ler a Bio antes, não teve oportunidade de ver as fotos, não teve a oportunidade de ver os interesses, né? E durante a pandemia isso se exacerbou mais ainda. As conversas ficaram mais longas, os videodatees passaram a ser uma realidade.
Então Tier se consolidou como um lugar para você conhecer pessoas que de outra forma você não conheceria. Mas para quê? A verdade é que é para o que você quiser, né?
Seja para encontrar uma pessoa, a pessoa da sua vida, seja para encontrar uma pessoa para uma saída, para uma ficada, seja para alguém encontrar alguém que vai te apresentar uma cidade que você ainda não conheceu, que você vai visitar pela primeira vez ou que você tá indo morar, ou até mesmo se você não sabe o que você tá buscando. Entrou no Tinder, está aberto à possibilidades que vão que vão aparecer para você. Então, existe amor no Tinder?
Existe, existe muito amor no Tinder. Se a gente procurar nas redes sociais, tem muitas histórias de casamentos, de namoros, de rolos que deram certo, de rolos que deram errado, mas viraram boas histórias ou viraram uma amizade. Tem até um meme que de vez em quando a gente vê com o nenenzinho vestido com uma roupa.
Eu sou o resultado de um match do Tinder. Mas a grande verdade é que os relacionamentos que acontecem e as conexões que acontecem ali são as conexões que você quiser. O Tinder é uma plataforma para que você se conecte e busque aquilo que você quiser.
A gente costuma falar porque cabe tudo no MED, cabe tudo que as duas pessoas que deram like entre si quiserem. Essa é a grande verdade. Pondé, é possível começar no Tinder e terminar em amor?
Olha, eu acho que em tese deve ser, porque você muitas vezes você conhece uma pessoa e de repente você eh fica com tesão e transa e isso gera um tipo de afetividade mais comprometida, gera expectativa, gera afeto. Então eu não sei porque a priori se isso acontece via um aplicativo necessariamente tornaria inviável o processo. Agora, o que se fala é que ah, de repente, por conta de ter tantas opções e de ser tão fácil percorrer o menu, certo?
fica eh uma coisa de que eh não dá nem tempo de você ficar de novo ou mais do que duas vezes com a pessoa, porque a a a existência do menu, certo, da grande oferta faz com que você fique assim na vitrine de uma loja de sapato, sem conseguir decidir ou de carro ou ou de livro, seja lá o que você quiser, entendeu? Então, a crítica, o que leva muita gente a achar que o Tinder, o tipo de ferramenta, dificultaria vínculos que não fossem só ah sexuais ou vínculos mais leves, é a a expectativa com relação à oferta, que é muito alta. Você tem muita opção e aí você fica achando que você fica com essa e você perde essa aqui e tem essa outra e tem mais essa e 250 estão aim você.
pelo menos deram met com você e você e aí você tem que dar conta da 250, vai que a outra é melhor do que é que você ficou. Então eu acho que é um caso típico do efeito da sociedade de consumo sobre o desejo. Mas Pondé, o Tinder não aumenta a possibilidade de um encontro amoroso, de um encontro de almas, como dizia a Get.
Porque se a oferta é maior, você tem mais chances de encontrar alguém com que você hã se dê bem, que você chegue a amar, não é? Você tem mais chances de explorar, mais chances de dar sorte, não? Então aí eu acho que você toca num tema que é assás histórico, tem uma uma densidade histórica aqui assim, será que de fato o amor, tal como foi narrado na literatura, pelo menos desde da Grécia antiga para cá, um ocidente, ah, será que esse amor, será que ele não tem certas, certos limites históricos para que ele aconteça daquela forma.
O que eu quero dizer é o seguinte: será que talvez no mundo que a gente vive hoje não fique mais difícil você ter essas tais partículas ou elas não existam mais ou uma teoria superada? Entende? Porque se eu assumir a teoria tal como ela é na tua pergunta, eu vou pensar o seguinte: "Olha, então eu vou est entrar no Tinder vai chegar uma hora que eu vou encontrar com uma menina e vai rolar as partículas, vai rolar uma afinidade eletiva e a gente é o amor da minha vida, certo?
" Talvez por isso, inclusive muita gente por aí, inclusive psicólogos, levantam a hipótese de que o amor romântico vai desaparecendo. Talvez o capitalismo, como modo de produção vai excluir a expectativa romântica. Não é à toa que o romantismo é um movimento de reação à modernização burguesa, que aponta na modernização burguesa uma destruição da experiência humana e idealiza o amor como a última forma de resistência a isso.
Agora nós vamos pro nosso jogo rápido. Pondé, quem ama não mente. Uma bobagem isso.
Todo mundo mente. Quem ama e quem não ama, né? A expectativa dos filmes românticos, que é aquela história de que no final o homem, filmes românticos idiotas, em que o homem no final acaba reconhecendo que é um mentiroso e que não pode haver mentira no casal, o Nelson tinha razão.
Tem, às vezes tem que mentir por misericórdia, senão não sobrevive. É uma bobagem isso. Quem ama não mente.
Taís, o amor vale a pena. O amor vale a pena. Se tem alguma coisa que vale a pena nessa vida, é o amor, né?
Que seja. Olha, Thaí, romântica. Eu pensei que jornalista não era romântica.
Você se enganou. Você falou que quem ama mente sim, como todo mundo, inclusive quem não ama. E qual que é a maior mentira contada por quem ama?
Provavelmente quando o amor começa a acabar e continua dizendo que ama. E que que se faz quando o amor acaba? F.
A gente chora, chora, chora, chora muito, porque quando amor acaba é muito triste. É, mas não vai chorar que vai estragar a maquiagem. Tá isso, Pondé.
Agora tem uma figurinha para você. Amar é gostar quando a Lola lhe diz o que fazer. Ah, isso é verdade.
Eu não tenho o que discutir esse assunto, mas a gente podia dizer também, além de amar, é ter juízo. É gostar quando ela lhe diz o que fazer ou obedecer quando ela diz obedecer, querer sobreviver. É, é.
E amar então tá dentro do pacote. Linhas cruzadas volta já já. E no próximo bloco nós vamos ver muitos filmes de amor.
Voltamos com linhas cruzadas agora para uma viagem pelo amor na literatura e no cinema. Pelo amor e também pelo sofrimento, pela solidão e pelo adultério. Começando por Madame Bovarri.
Life is a disappointment. My dear, perhaps you are simply in need of a lady friend who could advise you in such feminite matters. Unfortunately, I came here because I need you.
I will not remain standing in this fever of despair. My dear Emma, you are unrelentingly standing under an apple tree wishing to smell the scent of orange blossoms. So yes, you are indeed standing a nerd.
Lost in a world of illusions. You like to hear the words but you have no courage to act yours. I do.
I do have courage. Please do not push me away. Yes.
[Música] Acho que tem duas coisas interessantes, entre tantas esse personagem Flober. Primeiro é que ela é, na realidade a figura da mulher entediada, que sonha com uma vida cheia de emoções, do lado de fora e que você pode encontrar enverniçagem, lançamento de livro, festival de cinema, onde supostamente existem caras que são super interessantes, enquanto que a vida dela é uma vida entediada. Por isso se associou à mulher burguesa, né?
Que então a a vida a vida dela teria se dissociado das obrigações imediatas da pobreza anterior. E aí ela escapa pro mundo de livros que ela fica lendo e ela constrói na cabeça dela grandes experiências amorosas e no final das contas ela não tem nada. Quando a mulher não trabalhava, então ela traía porque ficava entediada.
Agora ela trabalha, ela também pode ser infiel como marido, mas nós estamos falando da personagem feminina. Por quê? Porque ela conhece pessoas e de repente surgem afinidades eletivas no lugar onde ela circula.
Mas a a figura da Bovari clássica, ela não é uma mulher que foi capturada por uma experiência de amor avaçaladora como Ana Carienina. Ela é uma mulher que vive num mundo de fantasias, que é entediada com a vida que ela tem e fica sempre sonhando que deve existir em algum lugar grandes amantes, pessoas que têm vida maravilhosa, como essas figuras que andam em lugares onde supostamente existem homens inteligentes. Pondé, a gente tá falando em adultério e agora a gente vai ver uma cena do filme Dom Casmurro, que é aquela cena do enterro do Escobar, que é o suposto amante da Capitul.
Então ele tá sendo enterrado e a Captu tá velando o corpo e o jeito que ela olha pro corpo, o Bentinho não gosta nada. Depois que a gente vê essa cena, você vai me responder: Captraiu ou não traiu o Bentinho? Tá bom.
Tá bom. Deus está [Música] Deus. [Música] Primeiro a gente tem que levar em conta que é o momento de enterro do Escobar, né?
assim, eh, é um momento que, por em momentos como esse, eh, podem aparecer sentimentos que normalmente você não presta atenção no cotidiano e as pessoas podem se trair diante da perda. O romance é construído de tal forma em que o narrador é o suposto traído. Então ele vai contando a história, ele começa a ver a vida dele depois que o Escobar morreu, ele começa a lembrar de momentos da vida dele em que são momentos como, por exemplo, quando ela disse que estava com enxaqueca e não foi à ele volta, o Escobar tá saindo da casa e aí ela diz que ele foi, ele era contador, o Escobar que ele tava ajudando nas contas da firma deles, porque ela fazia a contabilidade da empresa dela e do Bentinho.
Quer dizer, vão acontecendo momentos, ele vai lembrando de momentos dominado por esse olhar e mostra, que é a tese, me parece, do romance de fundo principal, como a gente não consegue ter clareza do que a gente pensa, como que o nosso pensamento ele pode ser contaminado por experiências que vão muito além da nossa capacidade de discernimento. Isso destrói. sobre a sua pergunta, se eu acho que a captur traiu o Bentinho ou não.
Eh, eu acho que não. Eu sempre achei que não, porque é claro que que eu já tive um aluno uma vez discutindo isso em sala de aula que ele falou: "Você projeta a desdêmona na Captu". Talvez seja isso, né?
Mas eu acho que a história é infinitamente mais poderosa se ela não traiu ele. E isso ilustra aquela sua convicção, Ponded, de que quem ama é sempre inseguro e quem ama tem sempre ciúme. Quando você ama e como você precisa da outra pessoa, você depende dela de alguma forma afetivamente.
Eh, é claro que isso desperta insegurança. Por isso, o discurso muito bonitinho sobre relação amorosa é sempre falso. O o digamos assim, os antigos e os medievados, os românticos eram mais sinceros em quase tudo que falavam do que nós hoje.
Então assim, a essa ideia, não, eu amo, mas eu confio, eu respeito. É claro que isso deve existir no horizonte de hipóteses, mas o amor é justamente uma quebrada de perna da sua capacidade de ter plena certeza das coisas, senão não era doença da alma. E agora a gente vai ver do Dr Vago, que mostra como às vezes o amor fica impossível por causa de coisas como o contexto histórico.
Go! with you all s of what Então, esse é um dos casais mais belos do cinema, sem dúvida, nessa história, o contexto histórico é a revolução russa, né? Pasternac, o autor, né?
Ah, e você tem a a a revolução e todo o processo de desagregação social afasta eles e ele se casa com a Tânia, né? E ele, o o Givago, ele é essencialmente um homem bom. É isso que é impressionante na história.
Ele é inclusive com ele é implicado com a Rússia, ele quer ajudar as pessoas, ele é médico, né? tá aí o Dr Vago e eh ele não foge, ele enfrenta a situação, ele perde tudo que ele tinha como família rica que era e ele sofre porque ele trai a mulher dele, como aparece na cena, né? Porque ele a a verdade que apesar do processo todo ter afastado os dois, ele ter acabado casando e ela tem uma vida super trágica, a Lara, né, que é a personagem Juli Criste, eh eh ele eles continuam se amando.
E a cena mostra muito bem isso, né? Ela se aproxima, ele se afasta, ele no primeiro momento ele se afasta porque ele tem a a aquele o sentimento de que ele tá sendo infiel paraa mulher dele. Ele sofre por causa disso, mas não consegue ao mesmo tempo.
Então é um um uma das histórias que mostra o amor romântico, digamos assim, numa fase numa face extremamente elegante, assim como o filme, né? Porque quando você, aquela cena que parece parada, não é? Eles estão no canto aqui na cama, mas é de uma descrição e de uma elegância raríssima hoje em dia, né?
Pondé. Agora nós vamos assistir uma das cenas mais bonitas e também mais tristes do cinema numa história de amor. Sofia Loren se despede do Marcelo Mastroiani numa plataforma de trem.
Os Giraçóis da Rússia. amor. [Música] A gente tinha que terminar com um filme triste desse.
É para mostrar que às vezes diante do almoço a única coisa que eu pode fazer é silêncio mesmo. Linhas cruzadas fica por aqui, mas na semana que vem a gente tá de volta.