Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meus queridos irmãos, eu vou pedir licença para, na homilia de hoje, falar um pouco do sacerdócio, por uma razão muito simples: na sua graça, Deus me concede celebrar no dia de hoje 25 anos de sacerdócio e celebrar 25 anos de sacerdócio num ano mariano, num ano jubilar, que para o Brasil e para Portugal, comemoram os 300 anos de Aparecida e os 100 anos de Fátima, é uma graça que não dá para descrever, sim, porque Deus quando quis nos dar de presente a Virgem Maria, Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu um sacerdote, ou seja, ali aos pés da Cruz estava a Mãe de Jesus e um sacerdote ordenado, São João, e é por isso que, claro, São João estava recebendo em nome de toda a Igreja e digo mais, de toda a humanidade, porque a Virgem Maria é a Mãe de todos os homens, Mãe na ordem da graça porque Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da Verdade, e no entanto, Jesus escolheu um sacerdote e escolheu um sacerdote para estar com a Sua Mãe lada a lado o resto da vida Dela, o resto dos seus dias aqui na terra, o evangelho de São João diz que daquele dia em diante o discípulo amado recebeu a Virgem Maria "eiV ta idia", ou seja, na sua intimidade, naquilo que lhe era próprio, as outras traduções dizem que recebeu em sua casa, mas nós sabemos que é muito mais do que isso e o que é que muda no coração de um sacerdote ter a Virgem Maria no seu coração?
Bom, eu devo dizer para vocês que a devoção à Virgem Maria foi uma das grandes graças que Deus me concedeu ao longo destes 25 anos, uma devoção que começou tímida, pequenina, no inicio da minha vida sacerdotal, e que nos últimos anos cresceu enormemente, coincidentemente, cresceu depois da morte do bispo que me ordenou, São João Paulo II, que de lá do céu certamente reza por mim e pelos meus outros 48 companheiros que fomos ordenados neste mesmo dia, rezem por nós, somos 49. Então, São João Paulo II, depois que ele faleceu, foi um verdadeiro mestre, sim, porque, eu devo dizer para vocês, eu não admira muito João Paulo II, estive com ele inúmeras vezes, mas talvez essa proximidade não me fez com que eu não me desse conta da grandeza do homem e assim, depois que ele morreu, foi que de lá do céu ele deve ter colocado a mão outra vez na minha cabeça para dizer vamos dar juízo para este padre e aprendi com ele aquilo que eram algumas características típicas dele que eu não tinha, a devoção à Nossa Senhora e, sobretudo, o caminho também de santidade próprio e típico do carmelo, porque São João Paulo II estudou muito São João da Cruz e a mística carmelitana, pois bem, é interessante ver os caminhos de Deus, no dia de hoje, 14 de junho, é também o aniversário da crisma de Santa Teresinha do Menino Jesus, que é uma outra presença forte neste meu caminho de conversão, ou seja, conheci Santa Teresinha e aprendi ama-la já sacerdote e eu devo dizer que ela foi uma presença, uma virada interior de conversão na minha vida sacerdotal, peço perdão se falei um pouco de mim, mas é que nós precisamos cantar eternamente as maravilhas do Senhor, falo de mim não para falar de mim, mas exatamente para professar neste dia que se alguma coisa boa Deus fez através do meu sacerdócio, foi Ele e a mim cabe pedir perdão por tudo aquilo que nas minhas limitações e infidelidades eu causei de mal à Igreja, vamos dar glória a Deus por tudo isso, vamos também pedir a Deus Nosso Senhor que nos faça crescer e crescer cada vez mais como verdadeiros filhos de Maria, neste caminho de santidade. Deus abençoe você.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.