tá aqui no abre do nosso programa porque há pouco, publicou há pouco uma reportagem, é claro que ela tá investigando isso já há alguns dias, eh, e é algo muito grave, né, que ela traz nessa reportagem. O governo Lula cria um novo orçamento secreto no valor de 3 bilhões de reais que vai sair do Ministério da Saúde com pagamentos a parlamentares. Explica essa notícia pra gente.
Esse esse dinheiro sai do Ministério da Saúde num acordo do governo com o Congresso? É isso, ô Natália? Isso, exatamente, né?
Para aprovar o orçamento de 2025, a ministra das relações institucionais, Gaz Hoffman, fechou um acordo ali com o Congresso de que iria reservar uma verba no Ministério da Saúde pros parlamentares. E aí, como é que funciona isso, né? Isso já teve muitos, muitas formatações, muitas modalidades.
A gente sabe que o Congresso gosta de manter um controle ali, né, uma influência sobre uma parcela do orçamento. Dessa vez, o que que o governo vai fazer? vai pedir pros prefeitos, está pedindo já, né, pros prefeitos inscreverem as propostas no sistema do Ministério da Saúde, sem identificar quem é o parlamentar.
Então, aquela proposta vai chegar ali como proposta da prefeitura e aí depois o dinheiro vai ser liberado de acordo com uma planilha que vai ser administrada ali pela cúpula, né, do Senado e da Câmara, como como costuma acontecer, né, nos últimos anos. Então, é mais é mais uma dessas negociações aí que tá usando o orçamento, né, brasileiro de uma forma política sem transparência, sem a gente saber quais são as prioridades e sem entender de fato se as cidades que estão sendo contempladas são aquelas onde tem maior necessidade. Então, eh, bom, em linhas gerais é esse.
E o valor, ô, ô, Natália, pelo que você descobriu, né, eh, tem quem cuide disso na Câmara, tem já quem cuide disso no Senado. Eh, os pedidos já estão sendo encaminhados. Qual é o valor para cada eh deputado?
Qual é o valor para cada eh senador? É, o valor para cada deputado, ele circula hoje em torno de 5 milhões eh para atender a essa negociação do orçamento, né? Então, uma coisa que é importante é a gente vincular, porque nem sempre eh esses valores eles eh são exatos, né?
Eh, o os parlamentares da base agora eles vão receber 5 milhões. Aqueles que não votaram no arcabolso fiscal vão receber 3 milhões cada um de indicações. E os senadores, pelo que as minhas fontes do governo falam, pode chegar até 18 milhões a indicação de cada senador da base.
Então, um valor bem maior, na verdade, do que dos deputados. E esse valor de 3 bilhões contempla esses atendimentos aí dessas duas votações do orçamento e do arcabolso fiscal. Mas na verdade, Fabula, uma coisa importante é entender que esse valor ele pode aumentar ainda até o final do ano.
Eh, o orçamento reservado ali para negociações políticas dentro do Ministério da Saúde, ele é maior do que 3 bilhões. Esses 3 bi são só os que já foram garantidos ali, carimbados para conseguir pagar esse acordo que foi feito pela Glaz. Mas podem vir novos acordos ao longo do ano, porque o governo tem ainda algumas pautas de interesse.
Tem o imposto de renda que vai ser avaliado aí, que tá com a relatoria do Artur Lira. Tem algumas outras propostas aí que podem entrar também nesse nesse bojo aí dessa dessa moeda históri. Natália, é uma bomba o que você tá trazendo, né?
Eu quero muito ouvir aqui os nossos colonistas. Eh, só pra gente, você traz isso na sua reportagem, você, claro, procurou a confirmação disso no Ministério da Saúde e até mesmo no Ministério da Gley, né? O que que eles responderam?
O que que o governo eh lhe respondeu? Pois é, eu procurei o Ministério da Saúde por três dias seguidos para publicar essa reportagem. Então, ela tava pronta aí desde desde terça-feira e a gente esperando uma resposta do ministério que acabou que não veio.
Eh, então a gente não sabe, né, o que que o ministério diz oficialmente sobre isso, né? A reportagem tá aberta aí para para uma nota, né, se eles quiserem mandar alguma resposta ainda. E a Sriia comentar.
Eh, então o a resposta que a gente tem por enquanto, ah, RSI é a é o ministério da Gley, não é isso? Isso. Isso.
O Ministério de Relações Instis. Relações Institucionais. Vamos lá, Josias.
Estamos falando de uma grande bomba, né? O que a Natália nos traz aqui, essa informação é uma bomba, não é isso? Eh, esse cheiro de queimado estava no ar, Fabiola, porque eh quando aprovaram o orçamento, e você se lembra que o orçamento, a aprovação foi devia ter sido aprovado no ano passado e eles foram empurrando com a barriga porque havia uma uma pressão do Supremo Tribunal Federal, especialmente do ministro Flávio Dino, tinha bloqueado determinados repasses.
Então, eh graças a esse enrosco, o orçamento só foi aprovado nesse ano. Eu estava conversando com um técnico do Congresso Nacional que participa da elaboração do orçamento e como disse a Natália, ele tava me esclarecendo que o que é ruim pode se tornar muito pior, porque neste orçamento eh de 2025 foram reservados algo como 8,5 bilhões de reais eh de dinheiro que deveria ser emenda de comissão, mas que na verdade virou uma outra Outra modalidade de eh orçamento secreto foi passado para os ministérios, mas não serão os ministérios que vão executar essa verba. Quem vai determinar onde esse dinheiro vai ser gasto são os parlamentares e farão isso de forma sigilosa, de forma secreta.
Então, eh, o dinheiro vai ser gasto, as pessoas, eh, não vão saber quem é que está indicando. Então, é muito pior do que a versão anterior do orçamento secreto, porque na versão anterior, embora os nomes dos padrinhos das verbas eh permanecessem sobre sob sigilo em segredo, havia uma rubrica eh chamada de RP9, que identificava pelo menos o valor. Todo mundo sabia quanto que ia escoar pelo ladrão na modalidade de orçamento secreto.
Agora vai para o ministério e essa verba, esses 8,5 bilhões serão diluídos. Eh, essa verba vai ser diluída no orçamento dos ministérios. Embora os parlamentares eh façam a indicação para onde vai e no que deve ser gasto, ninguém vai saber, a menos que eh alguém como com o talento da Natália vá lá e verifique, ó, aqui na no Ministério da Saúde já estão saindo R bilhões de reais.
Então, há muito por trás desse tipo de manobra, Fabiula, exceto interesse público. Então, ficou pior do que já era. Eh, tudo isso foi feito no contexto de uma negociação eh de uma lei que serviria para atender a as as eh as recomendações do Supremo Tribunal Federal.
Vamos lembrar, o Supremo considerou inconstitucional o orçamento secreto e ainda assim continuaram eh saindo eh pelo ladrão as verbas do orçamento secreto com outros nomes eh mas continuaram saindo. Aí veio o Flávio Dino. O Flávio Dino começou a colocar o pé na porta e falar: "Bom, agora não vai.
Enquanto não não colocar ordem na casa, eh, não libero as emendas". E aí simulou-se a aprovação de uma lei em acordo do executivo, legislativo, com o judiciário e liberaram-se a a as execuções, liberaram-se os pagamentos e agora nós ficamos sabendo que tem aí dentro desse miolo R 8,5 bilhões deais em emendas que são eh de indicação parlamentar, mas que serão eh camufladas como verbas do executivo. verbas dos ministérios.
E além disso, há eh emendas eh anteriores que estavam bloqueadas por conta da implicância do Flávio Dino, que a Gaz Hoffman também negociou a liberação. Então, Fabula, nós eh ficamos sabendo que o legislativo passaria a executar diretamente no orçamento deste ano eh R,5 bilhões deais. Se você considera esses puxadinhos que foram acomodados dentro eh da da engrenagem dos ministérios, eh esse valor, juntando-se a isso também, a verba h que estava retida e que foi liberada por ordem lá, por negociação da Gazzy Hoffman, os parlamentares vão executar na prática R1,7 bilhões deais do orçamento.
Então a gente imagina que serão 50,5 bilhões, mas em verdade os parlamentares estão controlando 61,7 bilhões do orçamento. Isto é uma escrescência, porque eh o que nós estamos verificando é que parte desse dinheiro vira corrupção. E aí temos agora, acabou de ser demitido um ministro do Ministério da das Comunicações, Jelino Filho, porque desviou verba do orçamento para estradas que estavam ali nas cercanias de propriedade da sua família lá no interior do Maranhão.
Então, e é esse o quadro que nós estamos eh assistindo agora. quando era candidato, durante a campanha, o Lula disse que ia acabar com o orçamento secreto, que ele chamava de uma escrescência que permitia ao Congresso sequestrar o orçamento. Agora, o governo está se aliando aos sequestradores e, em verdade, quem está sendo sequestrado é o interesse público, é a verba do contribuinte.
Isso está ocorrendo no instante em que o contribuinte brasileiro está sendo chamado a prestar contas à Receita Federal. Então, esse dinheiro suado, esse dinheiro que as pessoas eh molham a camisa para ganhar, é gasto dessa maneira, eh sai ali de uma forma eh subrepícia, sem que a gente possa nem mesmo controlar, Fabiola. Então, realmente estamos vivendo uma quadra e isso deveria pelo menos resultar em apoio pro governo.
Mas não, os parlamentares não estão nem trabalhando. Nós estamos chegando ao meio do ano e não há uma única, uma míera providência que tenha sido aprovada na Câmara e no Senado, que a gente possa dizer: "Olha, aprovar alguma coisa de útil. " nós estamos assistindo e deputado aprovando blindagem para colegas criminosos e eh os presidentes das duas casas percorrendo o mundo.
Ora na companhia do presidente Lula, ora em atividades eh não vinculadas ao presidente. Agora mesmo eh acabou de chegar da China o presidente do Senado e continua em Nova York o presidente da Câmara. Enquanto isso, eh, assistimos a uma paralisia no Congresso que não aprova nada que se pareça com interesse público.
Distribui rios de dinheiro e não dá em nada, como você mesmo diz. Quer dizer, o governo tá pagando a conta e não tá recebendo o produto, né? Pelo que a gente tá entendendo.
Eh, nessa sua fala, eu queria até abrir da reportagem da Natália, tem o gráfico mostrando sobre as verbas parlamentares. Olha só, verbas para pararlamentares em 2025. Primeiro, as emendas individuais, emendas de bancada estadual, emendas de comissão e essa aqui em rosa aqui no final, vermelho, não sei como você vê aí é rosa, né?
Eh, verbas extra na saúde, que é justamente essa que a Natália nos está trazendo aqui aqui no estúdio comigo hoje. Ela Thaí Bileng, você chega junto com a bomba. Você vê, Thaís, que loucura.
Você vê e a Thaí é muito bonitinha porque ela é CDF e ela tá prestando atenção e ela, nossa, é, é uma bomba. O Josias estava falando agora. Primeiro lugar, bom dia, Thaís.
Bom ter você aqui com a gente. Você diz no começo, o Josias tava falando parte dessa verba muitas vezes acaba em corrupção. No geral a distribuição de grana pros parlamentares é o quê?
compra de parlamentares. É isso. A distribuição é, você acaba trocando essa distribuição de verba que é privilegiada para uma escolha política em troca de apoio no Congresso.
Essa é a lógica de todo esse sistema. Eu acho que assim, o problema de você tirar a pasta do tubo, não é que você não consegue mais voltar a pasta pro tubo, mas é que ela continua saindo. Então, o que que eles estão fazendo agora com essa revelação da Natália que tá de parabéns, um belo de um furo de reportagem que faz jus ao jornalismo.
Eh, o que eles estão fazendo é bom, essa é a regra do jogo, mudou o jogo, mudaram as regras, a gente vai ter que jogar, mas tem que ver se isso vai dar o efeito que eles estão esperando. Então, eh, tem ali na na reportagem um determinado ponto que o Ministério da Saúde, comandado pelo Alexandre Padilha, eh indica que boa parte dessa verba vai ser voltada à atenção básica, a serviços especializados médicos, enfim, em tese, tem algum tipo de critério na distribuição do recurso, mas não para quem vai distribuir, quem vai apontar eh os redutos beneficiados. Então isso, evidentemente é um um uma articulação política em troca de apoio que se explica agora muito mais eh facilmente, porque Lula substituiu Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde, que é um ministério com um dos maiores orçamentos da Espanada e que sempre teve eh muita cobiça do centrão.
Eh, por essa pasta, exatamente por tamanho do pelo tamanho do orçamento. E curioso que toda essa verba não passe por emenda parlamentar. né, uma nova negociação, mas com o mesmo objetivo de obter apoio no Congresso para aprovar medidas.
Eh, o que outra coisa chama bastante atenção é que quem que tá gerenciando isso são os velhos conhecidos de sempre, inclusive do orçamento secreto, né? a cúpula de cada casa e os servidores eh que sempre estavam eh ligados à distribuição do orçamento secreto e antes do orçamento secreto de outras distribuições de verba em troca de apoio. Então, eh, tanto na Câmara, a assessora voltada a isso, que é líder, tá na liderança do PP, Partido Progressista do Cío Nogueira, do Artur Lira, eh, tanto no Senado como a chefe, ex-chefe de gabinete do da VO Columbri no Senado, são as pessoas que estão operando isso há anos, muitos, muitos anos.
Então, na verdade, é um uma nova forma de fazer uma velha política. E você, Thales, como é que você tá analisando eh essa informação que a Natália nos traz, esses recursos extras que vão sair do Ministério da Saúde para parlamentares? Eh, lembrando que eles já têm, né, essa possibilidade de ter 50 bilhões em emendas parlamentares eh de bancada individuais e comissão e agora esses 3 bilhões a mais que vão sair do governo nesse acordo entre governo e legislativo.
Olha, Fabíola, esse esquema revelado brilhantemente pela Natália, ele é muito mais perigoso para o governo do que o orçamento secreto foi para o Bolsonaro. Explico. O Bolsonaro pode dizer e diz até hoje que aquilo era coisa do Congresso, que o Congresso é que geria aquilo, que o Congresso é que tava por trás daquilo, que ele até tentou, e ele fala isso, falou na entrevista: "Ah, eu até tentei, eu até tentei vetar, mas o Congresso é que era tudo gerado, gerido pelo Congresso.
" Esse não. Esse vai ser gerido pelo Ministério da Saúde, pelo governo, pelo poder executivo. É um orçamento secreto em conoio com o Congresso, gerido pelo poder executivo.
Ou seja, o que der de confusão no final das contas vai ser culpa do Lula. é diferente do orçamento secreto inventado pelo no governo Bolsonaro e que era gerido pelo Congresso. Isso é uma bomba pro governo, uma bomba de efeito e não muito.
Eu tô curioso para saber como é que o Flávio Dino vai ver isso. Vai ter dois pesos e duas medidas? Vai deixar rolar ou vai entrar de novo?
E vai ser mais um embate o Supremo e o Congresso. Olha, vem aí capítulos vibrantes dessa nova história. Ô, Natália, pra gente concluir até te liberar que você deve ter muita apuração e teu celular deve estar bombando neste momento aí.
Eh, você na reportagem, aliás, acessem aí a nossa manchete principal, tá? Na manchete principal, essa manchete da Natália. O governo Lula cria novo orçamento secreto de R$ 3 bilhões deais na área da saúde.
Na reportagem você fala que os parlamentares eles receberam uma instrução por escrito e foi justamente isso que você eh teve acesso. falando justamente para indicar os prefeitos indicarem, né, e os seus pedidos nesse protocolo pro Ministério da Saúde, mas não colocar em nenhuma situação o nome do parlamentar. Eh, dá para dizer que o governo dando transparência a isso fica OK ou não?
Eh, como é que você vê a transparência e a falta de transparência nessa nesse extra, nessa distribuição desse extra? É interessante isso, né? Porque essas planilhas elas são controladas por poucas pessoas.
Então, por que que essa instrução ela ela foi enviada pelas lideranças partidárias pros deputados, né? E essa instrução ela diz para não deixar transparente ali no pedido, porque essas eh indicações e esse controle de quem é que enviou quanto, isso vai ser controlado por poucas pessoas ali na Câmara, no Congresso, isso vai ser enviado paraa SRI, que é o Ministério da Gle. E ali na Sri eles vão ter ali o controle do quanto tá sendo liberado para cada um.
Então é interessante politicamente que poucas pessoas tenham acesso de informação. Claro que nós vamos continuar pedindo, nós vamos fazer pedidos de lei de acesso à informação, vamos pedir paraa assessoria de imprensa dos ministérios para tornar públicas, né, essas listas e esperar que o governo dê transparência a isso pra gente entender eh onde esse dinheiro tá sendo gasto. E com a transparência, isso melhora bastante a situação, porque a gente consegue ver se tem alguma distorção, se tem, por exemplo, prefeituras que são aliadas ali do PT que estão recebendo mais, eh, ou se realmente o dinheiro foi distribuído de acordo com algum critério técnico das portarias ali do Ministério da Saúde.
Então essa transparência é muito importante e a gente vai continuar cobrando aí nos próximos meses.