pessoal nesse vídeo eu vou falar sobre uma fábrica de proteína natural que está nas nossas mãos nós que trabalhamos com ruminantes eu vou falar do rum uma fábrica de proteína proteína de altíssima qualidade de altíssimo valor biológico proteínas que vão aparecer onde na carne e no leite além de outros produtos produzidos por esses animais os ruminantes então imagine aqui comigo imagine que você está olhando para o ren quando eu me refiro ao ring Eu estou também incluindo o retículo e o omaso mas como são compartimentos menores quando nos referimos ao rooming Nós já estamos incluindo
esses dois compartimentos então considere que aqui você está olhando para o r e que aquele elemento ali que é um elemento chave nesse processo de fabricação de proteína é a bactéria no R nós temos milhões e milhões de microorganismos bactérias fungos protozoários e vírus as bactérias são os mais importantes do ponto de vista de atividade metabólica vejam bem essas bactérias elas são capazes de produzir proteína de altíssimo valor biológico e para tanto necessitam de muito pouca coisa elas não precisam de todos os aminoácidos essenciais que nós animais superiores Precisamos do que é que elas precisam
ali dentro daquele compartimento ali na fábrica precisam de nitrogênio que é um dos elementos chave em todo o processo por quê Porque ele irá compor os aminoácidos e depois essas proteínas de alto valor biológico precisam de minerais como o fósforo cálcio magnésio todos os minerais necessários para a vida e para os processos biológicos precisam de esqueletos de carbono ou esqueletos carbonados e precisam de ATP energia esses dois últimos elementos provém principalmente dos carboidratos quer presentes nas forragens que é presente nos alimentos concentrados então esses microorganismos precisam de apenas isso daqui para produzir essas proteínas de
altíssimo valor biológico então todo esse material sendo utilizado pela bactéria vai permitir que ela se reproduza de forma intensa quando nós temos condições ideais no fluido ruminal ela vai degradar digerir fermentar os alimentos que esses animais consomem como as forragens e os outros alimentos e nós teremos a produção dos ácidos graxos de cadeia curta ou ácidos graxos voláteis acético propiônico e butírico principalmente que vão fornecer mais de 70% de toda a energia que o ruminante necessita e vão produzir também mais massa microbiana e mais massa microbiana que vai fornecer lá no intestino delgado uma parcela
considerável em muitos casos a maior parcela de proteína metabolizável que vai compor então esses produtos que eu acabei de citar anteriormente agora vamos olhar para o elemento nitrogênio que eu citei como um elemento chave em todo esse processo vamos ver como é que ocorre a transformação mágica de uma fração do nitrogênio que pode estar nos alimentos ou pode ser advindo de algumas matérias primas que fornecem esse nitrogênio o nitrogênio não proteico vamos ver como é que isso funciona e o que é o nitrogênio não proteico nitrogênio não proteico é todo nitrogênio que está presente em
moléculas que não são proteína e não se enganem nós temos uma idade considerável desse nitrogênio não proteico em todos os alimentos em alguns mais em outros menos nós temos nas forrageiras nós temos os alimentos concentrados e os principais elementos que fornecem nitrogênio não proteico que pode dar origem a essa proteína de alto valor biológico é Oria a ureia pecuária assim como outros produtos a ureia protegida a própria amireia um produto comercial então esses elementos é que vão fornecer o nitrogênio não proteico na alimentação e como é que no caso da ureia que é o o
mais utilizado inclusive para produzir os outros produtos comerciais no caso da Oria ela é composta por uma molécula que tem dois radicais aminas tá e a urease microbiana que é produzida por essas bactérias ela quebra essa molécula e libera duas moléculas de amônia que será então utilizada pela bactéria Amônia é o principal substrato para o crescimento das bactéria celulíticas então em condições de pastagem nós não podemos nem imaginar a falta de amônia no meio rumin final Porque se ela acontecer nós teremos prejuízo no crescimento microbiano e na degradação da fibra é por isso que os
suplementos que nós usamos no período principalmente da seca tem um grande resultado porque eles são ricos em ureia e vão dar condições de termos esse material disponível para as bactérias celulolíticas agora para vocês entenderem um pouquinho mais fica comigo até o final pessoal você vai entender coisa aqui que talvez você tenha dúvida por um longo tempo aí na na na sua formação e na sua vida profissional a síntese de aminoácido e a fixação de amônia como é que ela acontece Então veja bem Suponha que aqui você está olhando para o r retículo e omaso de
um boi de uma vaca leiteira e aqui você tem uma bactéria que está presente lá no rum desses animais essa bactéria ela precisa de pegar esse material só que ela não vai usar ureia ela vai usar amônia Então o que é que ela faz ela lança a mão da produção de urease a urease Age sobre essa ureia tá essa ureia Então ela é quebrada e nós temos o aparecimento de amônia no líquido no fluido ruminal essa amônia permeia a parede a membrana celular das bactérias passa para dentro cai no citoplasma e agora ela será então
transformada ou incorporada em moléculas que darão origem a aminoácido agora Como isso acontece fica comigo que você vai ver logo em seguida esse aminoácido vai dar origem aos peptídeos as cadeias polipeptídicas e finalmente os blocos de proteína que nós teremos nos nossos produtos Então vamos ver como é que ocorre essa incorporação um pouquinho aqui de bioquímica bem simplesinha bem básica nós temos aqui o alfa cetoglutarato que é um elemento que está presente no ciclo de creves que ocorre nessas bactérias e Aqui nós temos amônia o que é que vai acontecer amônia ela vai ser incorporada
nessa molécula lá como aparece ali e dá origem ao glutamato então aqui nós já temos a síntese de um aminoácido usando nitrogênio não proteico ou usando a ureia que deu origem amônia que vai ser incorporada nessa molécula o glutamato na presença de nh3 ele vai dar origem à Glutamina então nós temos ali mais incorporação de amônio então nós já temos dois aminoácidos produzidos nós temos o glutamato e a Glutamina a partir de n amoniacal que foi incorporado em moléculas que estão presentes nas vias metabólicas das bactérias e aqui é importante que nós temos a Regeneração
do nadp e Aqui nós temos uso de energia por isso que esses microorganismos precisam de ATP o glutamato na presena de oxal acetato pode trocar o radical Amina né e dar origem ao aspartato como nós vemos aqui ó certo e aparece novamente o alfa cetoglutarato que pode usar amônia novamente que pode dar origem aminoácido e assim por diante esse aspartato na presença de amônia como eu mostro aqui dá origem a aspargina mais um aminoácido então nós vimos aqui de forma bem resumida o aparecimento de quatro aminoácidos e assim vai eu não vou aqui da aula
de bioquímica isso é uma coisa muito muito básica mas é importante nós entendermos como esse processo acontece então acontece ureia no R urease quebra amônia amônia entra no citoplasma e na presença desses elementos principalmente lá dos Alfa cetoácidos nós começamos então a ter a incorporação e a produção de aminoácidos bom agora eu gostaria de comparar a ureia com o Farel de soja que é uma fonte de proteína das mais utilizadas e uma excelente fonte de proteína e o milho que é um alimento energético que produz para nós o que condições de aumentar a energia das
Dietas então aqui eu tenho nessa tabela o alimento a quantidade que eu vou fornecer para obter 100 g de proteína então eu quero obter para o animal eu quero fornecer para o animal 100 g de proteína Então aqui tem as quantidades que eu preciso dar de cada um desses alimentos Então veja bem se eu pegar a ureia e fornecer 35,7 G eu estou fornecendo 100 g de proteína ou equivalente proteico para os animais no caso os ruminantes farelo de soja se eu fornecer 200 g de um farelo de altíssima qualidade com 50% de proteína bruta
na matéria seca que é um farelo top eu estou fornecendo 100 g de proteína bruta se eu fornecer milho 1110 g de milho eu vou fornecer 100 g de proteína bruta o milho com aproximadamente 99% de proteína na matéria seca então vejam bem vamos agora comparar quantas vezes mais eu preciso fornecer de farelo e de milho para obter a mesma quantidade de proteína que eu obtenho com os 35 7 g de ureia eu pego 200 que é a quantidade que eu preciso fornecer de farelo de soja divido por 35,7 Ou seja eu preciso fornecer 5,6
vezes mais farelo de soja para obter a mesma quantidade de proteína e fazendo a mesma conta para o milho nós precisamos fornecer 31 vezes mais então isso aqui mostra claramente o quê que se nós utilizarmos a ureia ou produtos que conté o nitrogênio não proteico em quantidade elevada nós de forma técnica nós podemos ter uma eficiência fantástica desses animais ruminantes e o r que essa fábrica fenomenal fantástica de produção de proteína vai poder funcionar a pleno vapor e com alta eficiência se você gostou curta compartilhe e coloque aí no chat qual tem sido a sua
experiência no entendimento desse assunto e no uso principalmente de nitrogênio não proteic em dietas de ruminantes eu te aguardo no próximo vídeo