เฮ เฮ เฮ เฮ เ เฮ Há 7 anos eu fiz a minha primeira semana da psicopatologia em uma época em que ninguém falava sobre diagnósticos em saúde mental de maneira científica e atualizada em eventos de larga escala aqui na internet e eu fui a primeira. O que começou como uma simples semana de aulas se transformou em algo muito maior do que eu poderia imaginar. se transformou em um verdadeiro movimento, um movimento de psicólogos que Descobriram comigo que sim, psicólogo pode dar diagnóstico, aliás, que não só pode, como se bem preparados são os melhores profissionais para
isso. um movimento de psicólogos que antes condena o diagnóstico em saúde mental e comigo aprenderam que diagnóstico é ciência e que diagnósticos salvam vidas. um movimento de psicólogos que passaram a ver a psicopatologia da forma que ela merece, como a base de tudo, como um dos pilares mais importantes da formação de todo o psicólogo. Ao longo desses 6 anos, mais de 250.000 1 estudantes e profissionais da psicologia já participaram deste que desde a sua concepção é o maior evento de diagnósticos de saúde mental do Brasil. Mas agora essa história de sucesso chega ao fim. Afinal,
esta é a última edição da nossa semana da psicopatologia, pelo menos dessa forma como conhecemos. Essa será a sua última oportunidade de acesso a este verdadeiro Curso de psicopatologia. Uma semana inteirinha de aulas em que eu vou te entregar um conteúdo científico e atualizado sobre diagnósticos em saúde mental, como a faculdade nunca te ensinou. Sim, eu vou te entregar de graça um conteúdo que a faculdade que você paga mensalmente não te ensinou. Um conteúdo que novamente não é opcional, um conteúdo obrigatório para todo psicólogo que deseja se destacar em uma época em que transtornos mentais
é um dos assuntos de maior interesse e visibilidade por parte do público lei. Este não é um evento para psicólogos que se contentam com o povo. Este é um evento para psicólogos que sabem que podem mais. para psicólogos que querem ocupar um lugar de destaque na saúde mental, para psicólogos que já entenderam que não tem como ter uma prática realmente eficaz sem dominar psicopatologia. O conteúdo que eu vou te entregar nesta semana vai mudar a sua realidade profissional para sempre. Mas entenda, eu não consigo mudar a sua realidade sozinha. A minha parte eu garanto. Então
Eu preciso contar com a sua, com o seu comprometimento em aproveitar cada aula deste verdadeiro curso. Agora você também faz parte dessa história. Vamos juntos encerrar esse capítulo com chave de ouro e transformar a sua realidade profissional para sempre. A última edição da nossa semana da psicopatologia começa agora. Boa noite. Muito boa noite. Que emoção estar começando aqui a última edição da nossa semana da psicopatologia. Eu nem acredito, até me emociono. O maior evento de diagnósticos em saúde mental do Brasil, desde a sua concepção, em 2020, diga-se de passagem, passa um filme na minha cabeça,
vocês não fazem ideia. Este evento é muito mais do que uma semana de aulas. é um verdadeiro curso gratuito de psicopatologia e agora é a sua última oportunidade de ter acesso gratuito a este verdadeiro curso Que eu vou dar aqui essa semana. E eu realmente espero de coração que vocês aproveitem essa oportunidade. A gente fez uma pesquisa aqui com os participantes do evento e nessa pesquisa a gente viu que 50% dos participantes ainda não me conheciam quando se inscreveram aqui no evento. Talvez tenham começado a me acompanhar no Instagram, talvez não. Então eu vou pedir
licença para quem já me conhece, mas eu vou me apresentar rapidinho para quem ainda não me conhece. Eu sou Fernanda Landeiro, sou psicóloga, sou formada há 20 anos, inclusive fiz 20 anos de formada agora em 2026. Sou doutora pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia. Tenho mestrado também pela Universidade Federal da Bahia. Sou especialista em psicopatologia pelo Instituto de Psiquiatria da USP e especialista em transtornos alimentares e obesidade também pela Universidade de São Paulo. Eu fiz minha formação em terapia cognitivo comportamental pelo Becking Institute of Cognitive Therapy na Philadelphia, nos Estados
Unidos, e também pela Oxford University, no na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Eu fui professora de graduação e de pós-graduações por todo o Brasil durante muitos anos. E em paralelo a isso, eu Sempre tive uma carreira bastante consolidada na psicologia clínica. Aliás, a clínica sempre foi a minha principal atividade por muitos anos. Eu conciliava com a docência, mas a clínica sempre foi uma grande paixão para mim. Em 2018, eu lancei o meu primeiro curso online, mas foi a partir de 2020 que realmente eu comecei a focar mais nos meus cursos online de formação, de
pós-graduação e fazendo eventos aqui gratuitos de larga escala, como este que você está assistindo agora. Então, desde 2020 a gente vem aí com uma série de eventos onlines gratuitos de psicopatologia, de prática baseadas em evidências, em psicologia. aqui no Brasil, o que me deixa muito feliz. Mais de 250.000 psicólogos e estudantes de psicologia já passaram por aqui. Então, para você que ainda não me conhecia, muito prazer, seja muito bem-vindo. E para você, eu preciso pedir um voto de confiança aqui, tá? Fique aqui comigo durante toda essa semana. Eu te garanto que vai valer Muito a
pena. Desmarque compromissos, desmarque o que for necessário. Para você que já me acompanha, já sabe como é que funciona aqui, seja muito bem-vindo. Nos últimos anos, como eu falei, mais de 250.000 estudantes e profissionais da psicologia participaram aqui dos meus eventos gratuitos. E se eu conseguir nesses últimos anos aí contribuir um pouco com a disseminação de um conhecimento e científico aprofundado na psicologia, saibam que eu não fiz isso sozinha. Eu também contei muito com a ajuda de vocês. Então vocês fazem parte desta história de sucesso. Cada um de vocês que participa aqui dos meus eventos
gratuitos, eh desses que são eventos de larga escala aqui na internet desde 2020, todos vocês que participam saem daqui profissionais melhores e fazem parte dessa história que a gente tem construído aí juntos nos últimos anos dentro da psicologia. O que você aprende aqui nessas semanas gratuitas impacta no atendimento dos seus pacientes? Eh, impacta na produção de conteúdo que você faz nas suas redes Sociais, na influência que você tem diante de outros colegas de profissão, diante de outros profissionais da área da saúde. E é isso, é o impacto que todos nós juntos eh fazemos, que a
gente tem conseguido aí uma grande diferença na psicologia nesses últimos anos, tenham certeza. E você que é novo aqui, novamente, saiba que no final deste evento você vai passar a fazer parte dessa história também. Você estará neste grupo de pessoas que foi transformado por essas aulas gratuitas, por esse curso gratuito que você vai receber aqui. Eu não podia começar sem fazer esse agradecimento, tá? Então me perdoem se eu me alonguei. Eu tô um pouco emocionada, né, de saber que é a última semana gratuita da psicopatologia. Mas enfim, eu preciso reforçar um ponto muito importante. Eu
sei que a vida de todo mundo é corrida. Eu sei que eh poucas pessoas realmente conseguem se comprometer e que poucas pessoas vão assistir esse evento até o final. As pessoas, no geral tm muita dificuldade de começar e terminar as coisas. é assim para tudo, né? E justamente por isso, poucos são aqueles que se destacam. Então eu quero falar com você que tá aí do outro lado assistindo este início de Aula. Eu queria realmente aqui que a gente firmasse um compromisso, tá? Porque eu queria que você fosse um desses poucos que termina o que começa,
porque eu sei o impacto que essas aulas pode ter na sua prática clínica, na sua vida acadêmica. O conteúdo que eu vou trazer aqui nessa semana para você não é um conteúdo opcional, ele é justamente um dos pilares mais importantes e mais defasados na formação de todo o psicólogo, que é a psicopatologia. E como se não bastasse isso, hoje a psicopatologia é um dos assuntos aí de maior interesse e visibilidade por parte do público leigo, do público em geral, né? As pessoas hoje se interessam muito por transtornos mentais. Então, é um tema obrigatório para todo
psicólogo que deseja se destacar, um tema obrigatório para todo psicólogo que deseja ser reconhecido e respeitado pela sua competência. E aí eu quero pedir aqui a máxima atenção de vocês, porque eu gostaria de trazer aqui no início dessa aula alguns dados da nossa pesquisa, eh, pra gente refletir juntos aqui sobre alguns pontos importantes, tá? Na nossa pesquisa, 52% dos psicólogos Que responderam disseram que não se sentem realizados profissionalmente. Eu até compartilhei esse dado hoje lá no Instagram. E quando a gente perguntou o porquê, a maioria desses psicólogos trouxe a questão do baixo retorno financeiro como
principal motivo. Adicionalmente, a gente perguntou também a média mensal ali de faturamento dos participantes da clínica. 72% dos psicólogos que responderam a pesquisa disseram que faturam menos de R$ 5.000 por mês. E o que eu gostaria de dizer para vocês é que isso realmente é um cenário assim muito ruim pro momento da psicologia que a gente vive hoje. A gente vive um momento de valorização da psicologia. E se você atende 30 pacientes na semana, ali seis por dia mais ou menos, e você ganha 5.000 por mês, é porque a sua sessão ela tá girando em
torno de R$ 40. provavelmente você atende por convênio. E se a sua sessão tem um preço mais alto, não tá em torno de R$ 40, sei lá, tá 100, 150, mas você não tem um número de pacientes suficiente que te permita ganhar mais do Que 5.000, então você talvez esteja com um número muito baixo de pacientes ainda. que também para esse momento atual que a gente vive dentro da psicologia, desse interesse das pessoas eh por saúde mental, por transtornos mentais, isso também é um problema, tá? E eu preciso que você entenda por isso é um
problema, ok? E novamente, por que que eu digo isso? Porque a saúde mental, gente, nunca esteve tão em evidência quanto está hoje. A gente vem numa crescente aí desde a pandemia e hoje a gente vive claramente o boom da psicologia. E eu realmente acredito que a coisa não vai diminuir nos próximos anos. Pelo contrário, eu acredito que a saúde mental vai ficar ainda mais em evidência nos próximos anos. Como consequência disso, a gente tem visto não só um aumento expressivo na procura de estudantes eh que estão ali fazendo vestibular Enem nos cursos de psicologia, não
é, que hoje já superou medicina em muitas faculdades em termos de procura e de concorrência, mas a gente vê também todo um movimento de terapeutas sem formação, fazendo aí transição de carreira, né? eram advogados, administradores e fazem essa transição de carreira para Se tornar terapeutas sem ter feito a faculdade de psicologia, né? E e querem trabalhar com saúde mental, querendo aí, obviamente, aproveitar essa oportunidade, esse boom do momento. Então, como é que pode a gente ter tantos psicólogos hoje no Brasil? 500.000 psicólogos, né? Mais de 500.000 a gente tem registrados hoje nos conselhos espalhados pelo
Brasil e ao mesmo tempo a gente ter tantos profissionais frustrados trabalhando com a profissão do momento. A gente também perguntou nessa pesquisa qual é o nível de conhecimento dos participantes sobre diagnósticos em psicopatologia. 62.7% 7% dos participantes responderam que o conhecimento deles em psicopatologia é baixo, sempre tem muitas dúvidas ao diagnosticar os pacientes. 34.1% 1% eh respondeu que é médio. Eu faço diagnóstico, mas eu me sinto inseguro. Apenas 3.2% responderam que conseguem diagnosticar seus pacientes com precisão. 3.2% dos profissionais da psicologia se sentem aptos para realizar um Diagnóstico em saúde mental. Esse para mim, de
todos os dados que eu tô apresentando aqui para vocês, é o mais grave, tá? Eu não sei se você tem noção da gravidade disso, mas é muito grave. Adicionalmente, quando a gente perguntou eh o que que os psicólogos utilizam na prática clínica para realizar diagnósticos e se eles utilizam o manual diagnóstico estatístico dos transtornos mentais, o DSM, 64% diz que não utiliza o DSM ou utiliza versões anteriores, o 5, o 4tr, o 4. Muito bem. Sabe qual é a conclusão que eu tiro de tudo isso, de todos esses dados que a gente levantou aqui? Ao
contrário do que muitas pessoas podem pensar, esse problema da falta de resultados, de ganhar menos de 5.000 por mês, de não se sentir satisfeito com a profissão, não é um problema relacionado a marketing, não é um problema relacionado a mercado saturado. Eu digo isso com muita propriedade, com muita tranquilidade, porque primeiro eu não tenho nada contra marketing. Segundo, a minha empresa, inclusive tem uma área de marketing muito importante. Só que eu sei que antes de qualquer ação De marketing, a falta de resultado, né, ela não vai se resolver com nenhuma ação de marketing, tá? Ela
se resolve com competência técnica. O marketing ele amplia aquilo que você é, ele mostra pros outros aquilo que você é, ele potencializa aquilo que você é. Então, se você é um profissional competente, ótimo, o marketing vai te ajudar a mostrar isso para mais pessoas. Agora, se você é um profissional incompetente, se você está usando marketing eh feito por inteligência artificial, que eu tenho visto muita gente aí, né, fazendo posts até respondendo stories com IA, né? Então, assim, eu acho que falta competência técnica. E aí, esse é um ponto que eu acredito que muitos psicólogos estão
deixando a desejar, inclusive sobre a questão dos diagnósticos, que é um ponto crucial ali na prática clínica, tá? Quem me acompanha mais tempo sabe o quanto eu defendo e eu valorizo a psicologia. O quanto eu bato de frente, já bati muito mais, já criei brigas absurdas, né? Mas o quanto eu bato de frente com terapeuta Sem informação, dizendo abertamente que essas pessoas pegaram um atalho, que elas deveriam voltar a 10 casas, cursar psicologia, se elas querem trabalhar com saúde mental. Só que essa bandeira eu levanto eh pensando acima de tudo na competência dos profissionais da
psicologia. Porque o que diferencia você psicólogo, de um terapeuta sem formação, que fez um curso de final de semana, de um mês ou de um ano, não importa, não pode ser só um diploma que você tem, né? Um canudo. Esse diploma, ele precisa repercutir na prática, na competência que você apresenta no seu trabalho. Você entende isso? Então esse movimento de valorização da nossa classe que eu defendo tanto, precisa vir acompanhado de uma competência real. E é algo que eu tenho me dedicado muito nos últimos anos, inclusive é por isso que eu faço eventos gratuitos aqui
há tantos anos na internet para democratizar esse conhecimento para psicólogos e também nos meus cursos, né, que eh precisa ser psicólogo ou estudante de psicologia. para se inscrever nos meus cursos. E quem são os psicólogos realmente competentes que Estão prontos para essas oportunidades que envolvem eh, por exemplo, esse aumento crescente do interesse do público leigo por transtornos mentais. Você acha que quem vai estar preparado para atender essa demanda é quem não sabe diagnosticar? É quem entende mais ou menos sobre o assunto? É quem entende pouco? Não, claro que não. É quem entende muito. É esses
3.2% que responderam que conseguem diagnosticar seus pacientes com segurança. Vocês têm noção disso? 3%. muito baixo, muito baixo. Então, se você não está nesse grupo, né, que é esses 3.2% que consegue diagnosticar seus pacientes com muita segurança e se você está no grupo que quer ter sucesso hoje na psicologia, você precisa mudar a sua realidade, porque a responsabilidade pela sua formação, no final das contas, é sua, né? Não é da faculdade que você se formou, não é do conselho de psicologia, não é do, não é de ninguém, é sua. É, é duro ouvir isso, mas
é a realidade. A gente precisa encarar a realidade pra gente mudar, ok? Mas não estou aqui para puxar sua orelha apenas, né? Se acalme, fique comigo aqui que eu vou te ajudar, tá bom? É para isso que Eu estou aqui, é para isso que eu estou dedicando o meu tempo aqui durante toda esta semana para te ajudar. Só que eu só consigo fazer a minha parte, que é estar aqui todos os dias, preparar boas aulas e dar boas aulas com muito conteúdo para você e a sua parte, infelizmente, eu não consigo fazer. Então, o mínimo
que eu espero de você que não está nesses 3% e que não se sente valorizado com a profissão, o que eu espero de você nessa semana é o seu comprometimento. O seu comprometimento para mudar a sua realidade profissional, OK? E eu quero te ajudar a se comprometer nessa semana. E eu não sei se você sabe, mas na psicologia a gente tem uma técnica que é muito eficaz pra gente se comprometer. Você sabe qual que é essa técnica? Eu vou te dizer aqui agora. Uma das formas mais eficazes da gente se comprometer com alguma coisa é
a gente fazer um compromisso público, tá? Eu fiz um compromisso público aqui com vocês. Eu disse: "Olha, eu estarei ao vivo de segunda a sexta, todos os dias às 20 horas no YouTube". Como seria se eu não aparecesse aqui amanhã? Simplesmente não aparecesse. Deu 8, deu 8:30, deu 9, eu não vim pra aula. Como que seria isso? Poxa, seria muito ruim. Eu fiz um compromisso público com vocês. Mas se eu Não tivesse dito nada, dissesse: "Olha, eu vou dar uma aula hoje, aí amanhã talvez eu apareça ou não." Não é um compromisso público, entende? Então,
o que que eu vou pedir para vocês fazerem, quem realmente tiver comprometido aqui, OK? Amanhã eu vou pedir para você fazer um post no seu Instagram falando que você vai começar a trazer mais conteúdos sobre transtornos mentais no seu perfil. Você pode dizer que você está participando de um curso gratuito se você quiser, você não é obrigado, OK? Você pode me mencionar também se você quiser, mas também não é obrigatório você e me marcar lá no seu post, nem dizer que tá assistindo meu curso. Se você quiser fazer, eu vou ficar muito feliz de ver
os posts de vocês, mas fiquem à vontade, tá? Eh, comente sobre a importância de dominar esse tema que é a psicopatologia, que são os transtornos mentais, o quanto isso é relevante nos dias atuais, tá? E se você quiser, me marca nesse post que eu quero ver as publicações de vocês. Eh, eu vou tentar o máximo possível deixar meu comentário lá no máximo de publicações que eu consegui ver, OK? Então, façam isso, façam este compromisso público que a partir de agora vocês eh estarão Comprometidos com este conteúdo. Assim fica também mais fácil de você se comprometer
com as aulas aqui, tá? E para você que não tem Instagram, amanhã você pode comentar com algum colega de profissão que você está estudando psicopatologia e vocês podem conversar mais sobre o assunto a partir de agora. E aí se você quiser também convida esse seu colega para participar deste curso gratuito aqui a semana toda, tá? E aí vocês podem eh conversar e estudar juntos esse tema também, OK? Então, amanhã, quem quiser, eu vou ficar muito feliz de ver os posts de vocês e comentar lá em alguns, OK? E muito bem, um outro ponto que eu
falei também na divulgação dessa semana e que eu vou reforçar aqui é o meu comprometimento com você, tá? O conteúdo que eu vou entregar aqui nessa semana é melhor do que muitos cursos pagos por aí. E como se não bastasse todo esse conteúdo que eu vou te entregar, eu ainda decidi te entregar um conteúdo extra, um conteúdo que eu poderia vender e ganhar dinheiro com ele, inclusive, mas eu vou te entregar aqui de graça, tá? Eu vou te mostrar como o seu conhecimento em psicopatologia, como a sua competência técnica pode levar a sua captação de
pacientes para outro nível, seja para quem quer fazer Captação via redes sociais, mas também para quem quer captar pacientes sem depender de redes sociais, ok? Então, se você vai aprender psicopatologia comigo durante toda essa semana, no nosso encontro de encerramento no domingo, eu vou te mostrar como todo esse conhecimento que você vai aprender aqui comigo de graça durante essa semana, vai levar a captação dos seus pacientes para outro nível, ok? Entendido? Entendido mesmo. Maravilha. Eu vou te entregar a faca, o queijo e ainda vou te dar na boca, né? Melhor do que isso não tem
não, tá? Então fica aqui comigo durante toda essa semana. Lembrando que essa é a última semana gratuita da psicopatologia, ok? Muito bem, introdução feita. Eu tenho três recadinhos rápidos que eu preciso dar antes de eu entrar de fato no conteúdo da aula de hoje, tá? Primeiro, se organize para assistir as aulas ao vivo por dois motivos. Primeiro, quem assistir a todas as aulas ao vivo, o que inclui também o encontro de encerramento no domingo, vai ganhar um e-book exclusivo lindo deste verdadeiro curso Gratuito de psicopatologia. Todo mundo vai ganhar, tá? Não é sorteio, não é
nada. Todo mundo vai ganhar. Basta assistir todas as aulas aqui ao vivo. Segundo ponto, quem participar ao vivo até o final do evento, domingo, vai concorrer também a uma bolsa de estudos no curso de formação em psicopatologia, que é o mais completo do mercado, ou na minha pós-graduação em psicopatologia, que também é a melhor do Brasil. e alguns mimos aí do grupo PBE, tá? Caneca, caneta, um caderninho para auxiliar nos seus estudos. Então, faça esse compromisso aí durante toda a semana de estar ao vivo aqui comigo, porque você vai ganhar muito, tá bom? Eu vou
liberar um chequin aqui no chat do YouTube a qualquer momento da aula para vocês registrarem a presença de vocês e você garantir o seu e-book e a possibilidade de você ganhar uma bolsa de estudos na formação ou na pós-graduação, ok? Então fiquem ligados aqui, só quem preencher todos os checkins todos os dias é que vai participar. Durante toda essa semana também eu vou Liberar lá no meu Instagram sempre no dia seguinte o mapa mental de cada aula, tá bom? Então para você ter acesso ao mapa mental da aula de hoje basta você solicitar nos meus
stories amanhã vai tá tudo explicadinho lá. Adicionalmente no dia seguinte, eu sempre vou responder as dúvidas de vocês da aula anterior aqui lá nas caixinhas, ok? Mas para você ter prioridade nas respostas das caixinhas, você precisa utilizar o código que a gente vai enviar todo dia de manhã na comunidade do WhatsApp, OK? A essa altura, eu tenho certeza que todo mundo que tá aqui ao vivo já está na comunidade, certo? Mas se por acaso você ainda não estiver, o link do meu Instagram para você receber o mapa mental amanhã e o link para entrar na
comunidade do WhatsApp para você conseguir ter prioridade na resposta da caixinha amanhã, tá aqui também na descrição deste vídeo, OK? Terceiro e último recado, durante a aula, eu não consigo acompanhar o chat do YouTube. Quem me acompanha mais tempo sabe. Eu tenho TDAH, eu tenho déficit de atenção, então eu não consigo ver o chat e dar o Conteúdo aqui para vocês, tá? Mas eu quero reforçar que amanhã eu vou tirar as dúvidas de vocês e isso vai acontecer durante toda a semana lá no meu Instagram. É só você mandar sua dúvida na caixinha. Então foque
agora em assistir a aula. Não fique botando dúvida no chat, fazendo comentário no chat para se desfocar, ok? Anote suas dúvidas, me envie amanhã no Instagram com o emoji na frente que vai ser liberado lá na comunidade do WhatsApp. E não se preocupe também porque se tiver qualquer problema de transmissão, a minha equipe tá aqui comigo acompanhando, eles me avisam, tá bom? Recados dados. Agora vamos de fato ao conteúdo depois daquela dos agradecimentos e da introdução que eu fiz, ok? Eu comecei a nossa aula de hoje com uma convocação importantíssima para você que é psicólogo.
Eu comecei dizendo que você pode e deve diagnosticar os seus pacientes. Inclusive eu disse que você psicólogo, se estiver capacitado, é o melhor profissional para realizar diagnósticos em saúde mental, tá? São três afirmações importantes, então eu faço questão de explicar cada uma delas resumidamente aqui para você, porque eu Sei que algumas dessas afirmações podem ser óbvias para algumas pessoas e talvez para quem já me acompanha mais algum tempo, mas para outras pessoas eu sei que não são óbvias, né? Porque 70% das pessoas que se inscreveram neste evento ao vivo aqui, segundo a nossa pesquisa, nunca
participaram de semanas anteriores minhas da psicopatologia. Então, 70% é bastante gente nova, né? Primeiro ponto, você que é psicólogo, você pode diagnosticar os seus pacientes? Essa dúvida é muito frequente, tá? Essa ideia de que psicólogo não pode dar diagnóstico, apenas levantar hipóteses diagnósticas, isso é um erro, um erro que, infelizmente persiste até hoje e não se resolve. Para vocês terem uma noção, na nossa pesquisa, 42% dos psicólogos que responderam disseram que aprenderam na faculdade que psicólogo não pode dar diagnóstico, só hipótese diagnóstico. OK? Mas agora eu vou te explicar com embasamento porque que isso tá
errado, para que você nunca mais tenha esse tipo de dúvida. Psicólogo pode sim fazer diagnóstico e não apenas levantar hipótese Diagnóstica, mas existe sim um psicólogo que não deve fazer diagnóstico. Quem é esse psicólogo? O psicólogo que não sabe fazer diagnóstico, OK? Mas o psicólogo que sabe que tem conhecimento em psicopatologia, ele pode e deve sim fazer diagnósticos. Ah, mas Fernanda, com base em que você diz isso? O psicólogo no Brasil, ele tem competência legal para realizar diagnósticos utilizando métodos e técnicas, como entrevistas, observação do comportamento, testes psicológicos, análise de documentos, tá? Isso está previsto
na lei 4119 de 1962, que é a lei que regulamenta a profissão de psicólogo no Brasil. E em algumas resoluções do CFP, vou citar duas aqui, a resolução 31 de 2022 e a resolução 06 de 2019, esta inclusive que fala sobre documentos psicológicos e que nesta resolução está escrito, inclusive que é facultado ao psicólogo a utilização de manuais diagnósticos como a sid e o DSM. Facultado. O que que significa isso? Significa opcional, ou seja, você usa se você quiser. Então, significa dizer que sim, você pode usar. Você só não é obrigado a usar. Se por
algum motivo você não quiser usar, tudo bem também, mas você pode. Então, se você deseja trabalhar com diagnóstico, você está amplamente amparado pela lei. Isso vale para todo e qualquer diagnóstico do DSM e para qualquer diagnóstico da SID, da classificação internacional de doenças. da categoria F, que é a categoria de transtornos mentais, OK? Outras categorias do SID, obviamente você não estudou para dar diagnóstico de doença cardíaca, né? Então, não faz sentido. Entenderam bem isso? Porque sempre, sempre me perguntam no Instagram quais são os diagnósticos que psicólogo pode ou não fazer. Psicólogo pode dar diagnóstico de
autismo. Psicólogo pode dar diagnóstico Psicólogo pode dar qualquer diagnóstico do DSM e qualquer diagnóstico da CID da categoria F. OK? Além disso, eh, nessa resolução 06 de 2019 do CFP que trata sobre esses documentos eh psicológicos, tá? a gente Tem aí essa essa questão aí de que é facultado, mas enfim, vocês já entenderam, né? Não, não preciso repetir. Fernanda, meu professor disse que não pode diagnosticar e que a resolução do CFP não vale, OK? Vou explicar isso também, tá? O que que pode gerar essa confusão de que psicólogo não pode dar diagnóstico? Seria a lei
12.842 de 2013, que é a lei do ato médico, tá? que diagnósticos seriam exclusivos do médico. Só que essa lei, ela teve o seu inciso um do artigo 4 vetado pela na época presidente Dilma, tá? Que é onde constava justamente a referência ao diagnóstico ser exclusivo da medicina. Esse artigo não passou no tal do ato médico, OK? Porque isso, na visão da Dilma, né, e enfim, das pessoas que analisaram isso na época, isso seria um entrave muito grande dentro do SUS, você depender do médico para autorizar tudo. OK? E aí eu quero deixar muito claro
aqui eh que é o fato de que os psicólogos não saberem sequer o que tá escrito na lei que regulamenta a Profissão deles, nos eh nas resoluções do conselho que orienta e também regulamenta a profissão de psicólogo no Brasil. Isso é um indício de dois problemas muito graves. Preste atenção aqui, por favor. Tá? A gente tem dois problemas muito graves aí no fato do psicólogo não saber se ele pode ou não dar diagnóstico. Primeiro problema é um problema na sua formação. A gente passa 5 anos estudando psicologia em uma faculdade e muitos sequer aprendem sobre
psicopatologia da forma que deveriam. Outros aprendem errado, tá? como aí no caso de muitos professores que dizem que psicólogo não pode fazer diagnóstico. O segundo problema, e esse aí é um problema que diz respeito a você, a responsabilidade de você ser um bom profissional dentro da sua profissão é sua, não é da sua faculdade, não é do conselho, não é de ninguém. Então, ter tido uma formação deficiente não exime você da sua responsabilidade, porque você precisa batalhar para ser um bom profissional, seja sendo autodidata, estudando sozinho, buscando cursos, assistindo conteúdo gratuito como esse aqui na
internet, entenda que o problema Que existe na sua formação ninguém vai resolver para você. Quem precisa resolver é você, tá? E eu estou jogando a responsabilidade em você mesmo, de fato, porque nesse caso, né, eh, é muito fácil a gente saber a resposta desta pergunta, independente do que tenham dito ou ensinado para você, ok? É muito fácil descobrir se o psicólogo pode ou não dar diagnóstico e você, obviamente, não precisa acreditar em mim. Você só precisa ler essas resoluções do CFP que eu citei aqui e a lei que regulamenta a profissão do psicólogo no Brasil,
OK? Só leia, tá? Então, se você ainda não leu, vai ser aqui a sua tarefa de casa, o seu plano de ação no final desta aula amanhã, né? Essa aula aqui pelo pelo andar da carruagem vai terminar tarde. Então, é tudo gratuito, disponível na internet em PDF, OK? Mas e sobre o fato do diagnóstico do psicólogo ter menos valor, né? Muitos perguntam isso também. Ah, o psicólogo pode dar atestado, esse atestado pode afastar. Eh, o a tal da carteirinha lá do autista, né, que só Vale lá se tiver um um laudo médico. Esse diagnóstico do
psicólogo, ele tem valor legal? Essas dúvidas sempre surgem. Isso é controverso, tá bom? tem valor legal. Só que a profissão de psicólogo no Brasil, ela foi estabelecida depois de muitas outras leis, foi estabelecida em 1962. Então, já tinham algumas coisas previstas antes disso, OK? Eh, então, por isso algumas empresas não aceitam, tá? É óbvio que se você levar um um relatório, um atestado de um psicólogo, a empresa que você trabalha não aceitar, você entra na justiça e você ganha. Tranquilo, OK? Mas para evitar esse desgaste, é óbvio que você não vai entrar na justiça contra
a empresa que você trabalha e quer continuar trabalhando. Você simplesmente vai pedir um atestado a um médico para facilitar. OK? Mas tem valor legal, sim. Mas tem essa questão aí de que a profissão de psicólogo só foi estabelecida em 62 e tem muitas leis que são anteriores a isso, tá? Eh, o fato do seu diagnóstico servir ou não para um atestado, para um laudo, para a emissão da carteirinha lá Do CIPTEA, né? Enfim, essas questões aí, isso aí eh eh não é um ponto nem para discussão. Isso, na verdade, deveria ser uma luta do conselho,
tá? fazer com que esses documentos eh psicológicos valham e que as leis anteriores a a ao estabelecimento ali, a regulamentação da da da profissão de psicólogo no Brasil, que elas fossem revistas, OK? Mas eh isso, infelizmente, né, a gente dependeria aí da da ação do conselho. Só que na verdade o grande problema é o seguinte, como não foi criada essa previsão legal, né, que regulamenta a psicologia, fazendo constar, né, que é a atribuição do psicólogo dar diagnósticos nozológicos, porque a profissão de psicólogo foi instituída no Brasil depois disso, em muitas circunstâncias, principalmente ali em requisições
judiciais, solicitações de perícia, afastamento, natal da carteirinha do autista, ainda é exigido lá dos médicos com diagnósticos para que esse laudo seja reconhecido oficialmente. Essa situação é relativamente simples de mudar, né? Porque a lei que regulamenta a profissão de psicólogo eh no Brasil, ela foi posterior. Então, é só reconhecer isso, né? E fazer com que a As leis anteriores façam valer esse direito, tá? Novamente, o Conselho Federal de Psicologia deveria lutar por por isso, né? para que a gente tenha esse reconhecimento também dos nossos diagnósticos, eh, dos nossos documentos psicológicos, né, eh, em qualquer procedimento,
tá? Mas enfim, você psicólogo, é justamente o melhor profissional quando você está capacitado, quando você sabe, né, para realizar diagnósticos em saúde mental. Eu falei isso no início dessa aula, estou repetindo aqui agora, tá? E eu quero repetir para você, o psicólogo é o melhor profissional para realizar diagnósticos em saúde mental. Isso inclusive é o contrário do que a gente aprende, né? Em geral a gente aprende que o diagnóstico do psiquiatra é mais confiável, mas isso é um erro e eu vou te dizer porquê. Diagnóstico de transtorno mental se fecha com entrevista clínica. A gente
vai ver isso aqui ao longo da semana. Na aula quatro, inclusive eu vou te ensinar como faz isso. Testes psicológicos, eles podem ser usados, mas eles não são obrigatórios, tá? E aí a questão é, se o diagnóstico é feito por entrevista, quanto mais você conhece o paciente, Quanto mais você convive com ele, quanto mais você entende a história do paciente, mais chances você tem de fazer um diagnóstico correto. E quem convive mais com o paciente, quem conhece melhor esse paciente? Justamente você, psicólogo. Você atende o seu paciente toda semana. Você passa uma hora toda semana
com o seu paciente. O psiquiatra, na melhor das hipóteses, ele vai ver o paciente uma vez por mês, às vezes uma vez a cada 3 meses, ok? Então, vejam que informação importante é esta que eu acabei de trazer aqui, justamente o oposto do que a gente normalmente aprende. Então, nunca esqueça isso. Você psicólogo que sabe sobre psicopatologia, é o melhor profissional para fazer diagnóstico do seu paciente, porque você é o profissional que mais conhece o seu paciente, porque você tem mais contato com ele. Ok? E por último, mas não menos importante, porque você psicólogo, não
deveria ser contradnósticos em saúde mental em pleno 2026. E aí eu quero trazer aqui rapidamente para você os prós, né, dos diagnósticos em saúde mental, mas eu também vou trazer os Contras, tá? Dos diagnósticos em saúde mental, OK? pra gente ter esse panorama aí do que que se trata diagnosticar, quais são os benefícios de trazer um diagnóstico para um paciente e quais talvez não sejam as vantagens de fazer isso. OK? Primeiro, qual é o benefício principal e mais óbvio que a gente tem quando a gente faz um diagnóstico? é o benefício da gente eh ter
ali um norte paraa condução do nosso tratamento, OK? Se a gente faz um diagnóstico errado, a gente tem um plano terapêutico daquele paciente também errado. E aí o que que vai acontecer? a gente vai atrasar intervenções adequadas para aquele paciente. A gente vai piorar o risco, a gente vai piorar o prognóstico, a gente vai aumentar o sofrimento desse paciente. Para te dar um exemplo rápido aqui, quando a gente tem um quadro de transtorno bipolar que não é diagnosticado e esse quadro é tratado como depressão unipolar, eh, por um tempo, né, ou quando sintomas psicóticos, eh,
mania, uso de Substâncias, enfim, quando o profissional não investiga isso, né, e não faz um diagnóstico diferencial, a gente tem um grande problema na condução desse tratamento. Então, a avaliação ela precisa ser criteriosa, ela precisa considerar frequência, intensidade, prejuízo funcional, não é só uma lista de sintomas, não é só dar cheque, ok? E pode ser pior ainda, se o psicólogo registra um diagnóstico ali num prontuário, num relatório, num laudo, num atestado, isso pode ter impacto no trabalho desse paciente, nos benefícios que esse paciente vai receber, em decisões judiciais, em condutas médicas. E esse erro ali,
se você cometer, pode ganhar uma repercussão maior, tá? O paciente, ele pode descobrir que o diagnóstico dele foi dado errado e ele pode acabar te denunciando ali no CRP, né, dizendo que você registrou ali em um documento um diagnóstico incorreto. OK? Adicionalmente, vamos pensar aqui em algumas questões importantes. Se um paciente chega no meu consultório e ele tem um diagnóstico de transtorno mental, tá? Qualquer um, depressão, ansiedade, não importa. O mínimo que se espera de mim, que sou psicóloga é que Eu seja capaz de olhar para esse paciente, avaliar esse paciente e de dar um
diagnóstico correto para ele. Concorda comigo? de reconhecer que existe ali um transtorno naquele meu paciente, correto? Para fazer um paralelo para você, imagine o seguinte. Imagine que eu vou a um endocrinologista, que é um médico ali especialista em doenças metabólicas, e eu vou até ele, eu me queixo de sintomas, eu levo exames e ele não identifica que eu tenho diabetes. Qualquer pessoa com o mínimo de racionalidade vai dizer: "Mas como que você foi para um endócrino e ele não percebeu nos seus exames que você era diabética, porque ele é o médico especialista nisso, né? Se
ele fosse, sei lá, um clínico geral, um cirurgião, já seria absurdo. Mas entenda, sendo especialista nisso, ele tem obrigação de realizar o diagnóstico correto. E aí, vejam, se o psicólogo, né, que é o profissional especialista nisso, ele não é capaz de eh de reconhecer ali um diagnóstico de um transtorno, né, o psicólogo e o psiquiatra são os especialistas em transtornos mentais. Entende a gravidade disso? E aí você é psicólogo, vai chegar um paciente para você e você simplesmente não sabe dizer o que aquele paciente tem. Outro ponto, hoje muitas pessoas já chegam nos consultórios, já
chegam, já procuram consultas com psicólogos e psiquiatras com hipóteses diagnósticas. Essas hipóteses diagnósticas vem dos mais diversos lugares, né, do Google, da inteligência artificial, do TikTok, do Instagram, do YouTube, enfim, é uma demanda real hoje nos consultórios, tá? Como é que você vai ficar alheio a isso? A pessoa te procura e diz assim: "Olha, eu vim aqui porque eu quero saber se eu tenho TDAH". Se você não domina esse assunto, você vai dizer o quê? Você vai passar informação errada, você vai inventar? Você vai dizer: "Olha, eu não sei fazer diagnóstico". E tem mais, tá?
Muitos pacientes hoje procuram o psicólogo com a demanda de querer saber qual é o diagnóstico que elas têm. É muito comum isso hoje. Algumas já vem com um diagnóstico feito no TikTok e outras vêm dizendo: "Olha, eu acho que eu tenho alguma coisa. Eu vim aqui, eu quero saber o que que eu tenho". Eu sei disso porque hoje eu tenho uma clínica com muitos psicólogos que atendem nessa clínica e cada vez mais tem chegado pacientes com essa demanda. Eu quero saber qual é o meu diagnóstico. E aí Você vai fazer o que diante disso? Você
vai encaminhar esses pacientes. Olha o seguinte, eu não faço diagnóstico, então eu vou te encaminhar para um colega e aí quando ele te der o diagnóstico, você volta para mim para fazer a terapia. Hoje a demanda tá muito polarizada, gente, né? Tem uma fatia grande de pessoas que chega aí com meia dúzia de diagnósticos ao mesmo tempo que viu no TikTok. E outra fatia enorme que chega sem diagnóstico nenhum, com um sofrimento ali difuso, querendo dar um nome para isso, para essa dor, para esse sofrimento, querendo um diagnóstico, tá? E você precisa saber atender a
esses dois públicos, mesmo que seja para dizer: "Olha, você não tem diagnóstico, mas a gente vai tratar esse seu sofrimento". Mas para você saber que ele não tem diagnóstico, você precisa conhecer diagnósticos, OK? Então você que é psicólogo, estudante de psicologia, precisa saber inclusive quando tem um caso desses mais graves para encaminhar para um psiquiatra, por exemplo, também determinados transtornos necessitam de uma intervenção medicamentosa, seja temporária e outras até por um longuíssimo prazo, tá? E se você não faz isso, o seu paciente está em risco de vida. Você sabe quais são Esses transtornos? Você sabe
identificar esses transtornos nos seus pacientes? E mais, como é que você vai dialogar sobre o caso clínico do seu paciente com o psiquiatra se você nem ao menos sabe identificar o que aquele paciente tem? Existe uma linguagem universal quando a gente fala em diagnósticos e em psicopatologia. quer você goste, quer você não goste. Ah, eu não concordo, tudo bem, mas isso não muda a realidade, tá? E aqui tem um parênteses, a sua relação com os psiquiatras, eh, o que é muito comum, inclusive, né, pode vir a ser uma das maiores fontes de captação de pacientes
na clínica, tá? Então, achar e que existe a possibilidade de você, psicólogo, a essa altura, em 2026, ficar alheio a esse tema dos diagnósticos em psicopatologia, é inconcebível para quem quer atender bem seus pacientes, para quem quer ter bons resultados com os seus pacientes, ok? Eh, inclusive se você não quer depender de redes sociais, tá? Quando eu comecei na clínica, não existia redes sociais há 20 anos atrás e a minha captação de Pacientes, eu consegui sair do zero, né, de pacientes e consegui ter uma clínica bem-sucedida com indicações de psiquiatras. OK? Outro ponto importante que
eu preciso mencionar é o seguinte: Muitos psicólogos pensam que não precisam saber diagnosticar porque o paciente ele já vai chegar com o diagnóstico de algum psiquiatra, né? que primeiro o o paciente ele vai procurar um psiquiatra. Errado. Errado. Hoje é cada vez mais comum os pacientes buscarem psicólogos porque eles querem fazer terapia. Então, eu diria que na maioria das vezes, a não ser que o seu paciente ele tenha um um transtorno muito grave assim, esquizofrenia, uma coisa realmente assim, ele vai chegar primeiro para você e ele não vai chegar com o diagnóstico de outro profissional.
Então, outras vezes, né? E aí veja bem isso aqui, o seu paciente ele pode chegar, preste atenção, com um diagnóstico inclusive errado dado por outros profissionais. Isso não é raro, OK? Não é raro, infelizmente. E eu vou te mostrar detalhadamente isso aqui hoje, inclusive com diversos estudos que mostram isso, Tá? E diante desses erros, vai caber a você que é psicólogo, que está recebendo o seu paciente, você vai ter que investigar e você vai ter que chegar ao diagnóstico correto, tá? E eu digo mais, você que é psicólogo, você sempre deve reavaliar o diagnóstico do
seu paciente. Não importa quem tenha dado esse diagnóstico a ele, o psiquiatra, outro profissional, o Google, a inteligência artificial, o TikTok, o papa, o pastor, não interessa, tá? você precisa reavaliar, porque os erros são muito altos e isso aqui é um ponto fundamental que você precisa ter clareza, ok? Tudo isso aqui já deveria ser motivo suficiente para você entender a importância de realizar diagnósticos, tá? Mas a verdade é que a gente ainda tem outros benefícios do diagnóstico em saúde mental que eu queria que você entendesse também. o diagnóstico, né, para uma pessoa, ela eh eh
vai depender ali de uma classificação, uma classificação padronizada. E por que que isso é importante? Primeiro porque a gente tem Uma validade deste diagnóstico. É um diagnóstico padronizado com critérios definidos. Então, se eu digo o nome X, esse nome X representa o problema X, tá? Se eu falo que o meu paciente tem toque, transtorno obsessivo, compulsivo, o psiquiatra, eh, a enfermeira, eh, o nutricionista, o médico dele da Alemanha, qualquer pessoa vai entender qual é o problema do meu paciente. E aí eu preciso ter certeza que aquele conjunto de sinais e sintomas que você vai aprender
sobre isso aqui essa semana vai me fazer identificar o diagnóstico correto, que de fato eu estou diagnosticando toque e não tag, transtorno de ansiedade generalizada, por exemplo. OK? Isso é o conceito de validade e esse segue sendo o maior problema dos diagnósticos até hoje. A gente vai falar sobre isso aqui ao longo da semana, tá? O maior exemplo disso que a gente tem são os transtornos de personalidade. Mas você vai entender isso com calma ao longo da semana, OK? A gente tem ainda o conceito de confiabilidade. Esse sempre foi o principal objetivo do DSM desde
que ele foi criado, OK? Era Dar confiabilidade aos diagnósticos de transtornos mentais. desde o DSM3, né, de 1980, que foi aí quando, o DSM rompeu com o modelo psicanalítico e e o DSM3 ele é considerado o o primeiro DSM de fato ali, né, baseado em ciência, eh desde o DSM3, que o objetivo é esse, é dar confiabilidade ao diagnósticos em saúde mental. E isso é fundamental, né, nos diagnósticos. Isso já foi muito questionado em saúde mental, tá? O que é a confiabilidade? Confiabilidade é a capacidade de vários profissionais avaliarem o mesmo paciente e chegarem no
mesmo diagnóstico. Se eu avaliar João, que é um paciente autista, se você avaliar, se 30 psicólogos avaliarem o João, todos nós precisamos chegar num diagnóstico de terra. OK? Então isso aí é muito importante. Outro benefício dos diagnósticos, né, eh, que é a questão do risco, tá? que é muito importante aí pra pesquisa, pra genética, eh pra gente identificar quais São os fatores de risco que o meu paciente tem, que oferece para ele ali eh um um uma possibilidade aumentada dele desenvolver ou não aquele transtorno a partir do ambiente que ele vive, da história dele, dos
traumas que ele passou na vida, etc. OK? Outro benefício é a gente saber sobre o prognóstico daquele paciente. Então, se eu tenho um diagnóstico, automaticamente eu tenho também um prognóstico. O que é o prognóstico? É como aquele caso clínico evolui ao longo do tempo. O que que eu posso esperar de um paciente com tag, com transtorno de ansiedade generalizada? É a mesma coisa que eu posso esperar de um paciente com esquizofrenia? os dois transtornos eles vão evoluir igualmente? Não, isso é prognóstico. Por que que eu sei que um transtorno de ansiedade generalizada não evolui da
mesma forma que a esquizofrenia? Porque tem centenas de milhares de estudos mostrando isso. A gente tem um prognóstico bem definido, OK? Outro benefício é o desenvolvimento de tratamentos. Se a gente não tem diagnósticos, a gente não consegue Definir um tratamento para aquele problema, tá? Por exemplo, os diagnósticos, eles eh eh vão dar pra gente essa possibilidade da gente saber qual é o melhor tratamento disponível hoje para ansiedade generalizada, ok? Os diagnósticos também facilitam a comunicação entre profissionais. Já falei, né? Se eu digo que o meu paciente tem toque, o psiquiatra dele na Alemanha sabe do
que eu tô falando. E com diagnóstico, o paciente tem seus direitos garantidos. Ele pode ser afastado do trabalho, ele pode ter uma aposentadoria por invalidez, ele pode ter adaptações ali no ensino para crianças, para adolescentes, ele pode ter benefícios assistenciais, eh, ele pode receber uma bolsa, ele pode ter ah acesso gratuito a ônibus, metrôs, etc. Inclusive sobre esse último ponto, né, dos afastamentos e benefícios, etc., a gente tem um dado hoje que é assustador. O Brasil ele teve mais de 546.000 afastamentos por saúde. Só em 2025, saúde mental, 546.000 afastamentos por saúde mental em 2025.
E os afastamentos por saúde mental bateram Recorde pela segunda vez em 10 anos, tá? De 2023 para 2025 a gente teve um aumento de 68% dos afastamentos em saúde mental. OK? Esses dados são do Ministério da Previdência Social. A gente tá falando só de Brasil. Ao todo, o INSS, né, que é o Instituto Nacional de Seguro Social, recebeu 3.5 milhões de pedidos de licença médica e 20% desses pedidos foram relacionados a transtornos mentais. Saúde mental hoje, gente, já é o segundo maior motivo de afastamento no trabalho. O primeiro é doença de coluna, tá? Ansiedade e
depressão, se a gente somar, são mais de 15% dos afastamentos. Então, se a gente disser aqui que diagnósticos não existem, como muitas pessoas alegam por aí, como é que fica a situação dessas pessoas? Porque elas não teriam esse benefício, elas não poderiam se afastar, né? Obviamente você só pode ser afastado do seu trabalho se você tiver um sid, né? se você tiver um código de doença ali de transtorno. Então, nesses casos, o que que nós faríamos? Deixaríamos a pessoa sofrendo ali no trabalho, com depressão, sem se afastar, porque Diagnósticos não existem, né? Vocês entendem a
loucura disso? Enfim, mas aí você pode estar pensando, tá, Fernanda, você falou bastante aí dos prós e os contras? Tem contras? Fazer diagnóstico? Tem alguma coisa ruim? Eu vou listar aqui três contras, tá? Para não me alongar muito mais. Contra número um, diagnósticos patologizam tudo. Contra número dois, os diagnósticos reduzem a pessoa a um rótulo. E número três, diagnóstico serve como bengala para o paciente. OK? Vou falar rapidinho de cada um desses pontos aqui. Primeiro ponto, as pessoas falam que hoje tudo é diagnóstico. Ai, patologiza tudo. Tudo agora é TDH. Todo mundo agora é autista.
inventam diagnóstico para vender remédio. OK? Eu quero só fazer rapidinho aqui com você um comparativo entre a SID e o DSM, tá? A SID é o Código Internacional de Doenças, tem todas as doenças, transtornos mentais é só uma categoria da SID, que é a categoria F. Tem de A até Z e mais os adicionais, OK? Vamos lá, bem rapidinho. DM1 foi publicado em 1952 e tinha 106 diagnósticos. DSM2 Foi publicado em 1968, tinha 182 diagnósticos. DSM3, que foi esse que eu acabei de citar, que foi ali um marco, né, que é o que, na verdade,
deveria ser considerado um mesmo a partir daí. 1980 ele foi publicado, saltou para 265 diagnósticos. DSM3 TR. TR significa texto revisado, OK? 1987, 292 diagnósticos. DSM4 foi lançado em 1994, teve 297 diagnósticos. DSM 4TR, que foi o texto revisado do quatro, foi lançado nos anos 2000, foi quando eh eu entrei na faculdade, tinha 297 diagnósticos, foi pelo 4T que eu estudei na faculdade. DSM5 foi lançado em 2013, tinha 298 diagnósticos e o DSM5TR, que é o atual, foi lançado em 2022, foi o texto revisado do DSM5, tem mais de 300 diagnósticos, OK? Então, a gente
saiu de eh 132 diagnósticos no DSM1 e pulamos para mais de 300, OK? um aumento, né, expressivo. Maravilha. E aí as pessoas alegam muito isso, né? Ai, hoje tudo é diagnóstico, todo mundo tem um diagnóstico, tá? São mais de 300 diagnósticos, OK? Todo o sofrimento humano agora é patologizado. Toda a tristeza e a depressão. A gente vai aprofundar essa discussão aqui bastante ao longo da semana, mas eu queria só traçar rápido um paralelo com a SID, que é a classificação internacional de doenças, que é definida pela Organização Mundial de Saúde, tá? Só para deixar esse
dado aí para você, essa pulguinha atrás da sua orelha. Vamos fazer uma reflexão aqui, OK? A SID, ela é publicada pela OMS. A SID também teve aí várias edições, né? Hoje tá na 11ª. Diagnósticos foram incluídos, excluídos ao longo desse tempo, né? Dá um exemplo aqui, resistência antimicrobiana, né? Pelo uso excessivo de antibióticos. Isso foi incluído, obviamente, porque antes não tinha nem antibiótico. Então, criou-se o antibiótico, as pessoas passaram a tomar antibiótico em excesso e aí as bactérias criaram, né, uma resistência ao antibiótico. Então você tem uma doença nova, OK? Normal isso aí, tá? A
SIDE 1 começou com 126 Códigos, mais ou menos ali como DSM, né? Começaram aqui parados. Maravilha. A SIDE 1 foi publicada em 1893. Vou até me ajeitar aqui. Sabe quantos diagnósticos tem a C 11? 300. Não, 500 não. A CID 11, que não é muito diferente da CID 10, né, que é a que tá vigente aí, tem 55.000 diagnósticos. Não, não, não, não. Você não ouviu errado. Não tem 55.000 diagnósticos. Entenderam? Isso é ruim. A gente olha pra sid e a gente diz: "Nossa, estão patologizando tudo agora. Microrganismos resistentes a antibióticos são doenças." Que absurdo.
Não, né? A gente não fala isso, né? Porque assim, é uma discussão tão simples, né? É, é tão óbvio que a gente precisa identificar que um microrganismo é resistente a antibiótico. A gente nem discute, tá? A gente vai aprofundar isso ao longo das aulas aqui, mas eu só queria que você ficasse com este paralelo, ok? A sid Saiu de 130 diagnósticos para 55.000, OK? O DSM saiu de 130 para 300 apenas. Outro ponto que as pessoas trazem também como um contra é que o diagnóstico reduz a pessoa a um rótulo. E aí eu também quero
fazer uma analogia aqui para você entender. Se eu te digo: "Olha, eu tenho uma doença cardíaca". Você vai me dizer: "Eita, você tem um rótulo?" Não, né? Eu tenho uma doença, eu preciso tomar um remédio, eu tenho, sei lá, arritmia. OK, eu vou tomar um remédio, eu vou usar um marca-passo, sei lá, eu vou tratar essa doença. Agora, por que que com os transtornos mentais é diferente? É rótulo? Porque, eu te explico, porque os transtornos mentais eles ainda guardam um viés moral. Antigamente as pessoas que desviavam da sociedade, os desviantes, né, que eram basicamente pessoas
com comportamentos ali eh estranhos, com comportamentos que não se encaixavam socialmente. O que que acontecia com essas pessoas? Elas eram internadas em hospitais psiquiátricos, os famosos manicômios, tá? A história da loucura traz isso, traz esse viés, isso permeia as críticas até hoje, o que não Faz sentido nenhum, na verdade, tá? Mas existe sim um um viés moral quando a gente fala de diagnósticos em saúde mental. deveria existir, não, mas infelizmente existe. E o terceiro e último contra, né, e o mais comum ali que as pessoas trazem, que é o fato de o diagnóstico servir como
bengala para o paciente. Ah, a pessoa não quer estudar, não quer trabalhar, daí ela diz que ela tem TDAH, porque aí ela não faz nada porque ela é TDAH. Se o seu paciente faz isso, se ele justifica o comportamento dele com o diagnóstico, aí eu não consigo estudar porque eu tenho TDAH, isso significa dizer que o seu paciente ele não foi bem orientado, ele não foi bem psicoeducado. E isso precisa ser corrigido, porque isso é um erro no seu tratamento, no tratamento que você psicólogo fez com o seu paciente. Porque é nossa obrigação enquanto psicólogo
orientar o paciente para que ele não use o diagnóstico como bengala, porque diagnósticos t tratamento. OK? Muito bem. Fiz essa introdução longa aqui para deixar todo mundo na mesma página. Feitos todos esses esclarecimentos importantes, então a gente vai entrar no tema da aula de hoje, que é o erro que pode comprometer todo o tratamento do Seu paciente, tá? Que erro é esse? O erro que pode comprometer todo o tratamento do seu paciente é um diagnóstico errado. Isso compromete todo o tratamento do seu paciente. E na prática, o que que significa errar no diagnóstico? Basicamente, significa
diagnosticar quem não tem, não diagnosticar quem tem ou dar um diagnóstico equivocado pros mais de 300 transtornos mentais que a gente tem atualmente. OK? E quando a gente tem 300 opções ali de diagnósticos, obviamente que é fácil a gente se confundir, tá? E só para você ter uma ideia, eu vou te mostrar a relevância desse problema dos equívocos ali nos diagnósticos com base em dados, tá? Que eu te prometi isso agora a pouco, né? Eu falei, a gente vai falar sobre e essa questão dos erros diagnósticos, tá? Vou falar, vou trazer aqui alguns dados para
você, OK? Em 2019 foi publicada eh uma revisão na revista Psychiatric Services, que revelou que aproximadamente 50% dos pacientes com transtorno bipolar foi diagnosticado de forma inadequada inicialmente. Em Muitos desses casos, o diagnóstico que esse paciente recebeu primeiro foi de depressão unipolar, o que pode atrasar muito aí o tratamento correto para transtorno bipolar e pode até prejudicar muito o paciente, porque como quando ele toma antidepressivos, ele pode fazer uma virada no humor ali, né? Então ele pode sair de um quadro depressivo e fazer uma virada maníaca, tá? Eh, um estudo realizado no ano 2000 indicou
que psiquiatras t uma taxa de erro de aproximadamente 30% nos seus diagnósticos. Isso é uma parcela bastante considerável de pacientes que recebem um diagnóstico errado, tá? Eh, a cada 10 pacientes, três vão receber um diagnóstico errado. Uma pesquisa conduzida num ambiente hospitalar eh demonstrou taxas de precisão ali variadas para diferentes categorias de transtornos. Alguns transtornos as pessoas conseguiram identificar mais facilmente, erraram menos e outros transtornos eh erraram mais. OK? Então, 60% para transtornos neurocognitivos, 50% para depressão, 46% para ansiedade e 1% paraa psicose, OK? Então, só 1% dos Pacientes psicóticos receberam um diagnóstico errado, né?
E é é meio óbvio isso, né? Porque na verdade como a psicose é um transtorno muito grave, com sintomas ali muito marcantes, né? delírio, alucinação, eh desorganização, eh você tem ali sintomas muito muito marcantes, muito objetivos, obviamente que é mais difícil de errar, tá? Isso significa dizer que quanto menos grave for o transtorno, eh, grave assim, né? Entenda, quanto quanto menos marcados forem esses sintomas, é melhor dizer assim, maior vai ser a taxa de erro dos profissionais. Isso é um grande problema, porque a minoria dos pacientes tem quadro psicótico, tá? Tem esses quadros aí com
sintomas marcadamente eh tão fáceis de identificar, graves, né? A maioria dos pacientes não vai apresentar isso. OK? Outro estudo eh realizado ali no contexto da atenção primária revelou taxas de erros ainda mais elevadas. A tensão primária seria uma UPA aqui no Brasil, né? seria um uma unidade de pronto atendimento, seria, Né, enfim, uma unidade eh eh de emergência, tá? 65% eh dos transtornos depressivos receberam diagnóstico errado. 92% dos pacientes com transtorno bipolar receberam diagnóstico errado. 85% dos pacientes com transtorno de pânico receberam diagnóstico errado. 71% dos pacientes com tag receberam diagnóstico errado e 97.8% 8%
dos pacientes com ansiedade social receberam diagnóstico errado. É quase 100%, gente. Praticamente todo paciente que tinha ansiedade social recebeu um outro diagnóstico. Ainda tem outro problema, não acabou não. A gente ainda tem os subdiagnósticos, tá? Um dado disponível eh mostra pra gente que a subdetecção, né, de diagnósticos também é um problema muito comum. Subdiagnóstico é quando aquele paciente ele tem um diagnóstico e ele vai embora para casa sem diagnóstico nenhum, tá? Um estudo clínico com adultos descobriu que 29% dos diagnósticos de transtorno depressivo maior não foram realizados em entrevistas estruturadas. Metade dos casos de transtorno
de ansiedade também não foi diagnosticado. O que que isso significa? Significa que o seu paciente ele vai para casa sem um diagnóstico. Ou significa que o seu paciente ele recebe um diagnóstico, mas ele tem outras comorbidades e isso não vai ser identificado, tá? E na psicopatologia, o paciente ter mais de um diagnóstico não é exceção, é regra. É muito comum que pacientes que t um diagnóstico de transtorno mental tenham mais de um, ok? E as comorbidades normalmente elas não são avaliadas e isso também fica comprometido ali no seu tratamento. Outro grande problema que os estudos
mostram é o que acontece no transtorno do espectro autista. As crianças que são mais funcionais e têm sintomas menos graves ou atípicos, elas têm um risco absurdo de não receberem um diagnóstico na primeira infância, de ter um diagnóstico tardio. A gente ainda tem um problema também dos falso positivos, né, que é quando você faz eh um diagnóstico, mas na verdade o paciente não tem diagnóstico nenhum, né? Esse é outro problema grave também, OK? Enfim, a gente tem eh eh muitos problemas aí relacionados, né, a a diagnósticos mal feitos de transtornos mentais. Nos transtornos de humor,
por exemplo, um diagnóstico clínico autorrelatado de depressão teve uma taxa de falso positivo de 62% dos pacientes em um estudo com mais de 5.000 adultos nos Estados Unidos. O que que isso significa? Se eu chegar num médico dizendo: "Doutor, eu me sinto triste, eu não tenho vontade de levantar da cama, eu não tenho mais prazer nas coisas como eu tinha antes, é muito provável que eu saia de lá com diagnóstico de depressão, mesmo que eu não tenha." 62% dos pacientes que não tinham depressão foram diagnosticados como se tivesse. Em um estudo do Reino Unido, com
441 pessoas com um diagnóstico recente, recente eles consideraram nos últimos 5 anos, de transtorno depressivo maior, 15%, não atendia a critérios de nenhum transtorno de humor. E 30% desses 400 Pacientes que foram diagnosticados, na verdade, tinham transtorno bipolar, tipo um ou tipo dois, que não foi diagnosticado. OK? Eh, a esquizofrenia também traz problemas, tá? Apesar de ser um transtorno ali com sintomas mais marcados, no estágio inicial do transtorno há problemas. Tem vários estudos sugerindo que um diagnóstico inicial de esquizofrenia muda depois de uma avaliação mais aprofundada dentro de um curto espaço de tempo em até
51% dos pacientes. Você imagina o que é você ir num profissional da saúde, psicólogo, psiquiatra, não importa. Você recebeu um diagnóstico de esquizofrenia e depois de um mês, dois, três meses você descobrir que tá errado. Nesse meio tempo você já tomou medicação, você tomou antipsicótico, um monte de remédio com efeito colateral. Antipsicóticos, muitos deles fazem o paciente ganhar peso de uma maneira muito significativa. Tava errado. Imagina, né? É, é absurdo. Então, a gente sabe que essas taxas de erros diagnósticos, eles são diferentes, dependendo do transtorno, dependendo do estudo, dependendo da metodologia. a Gente tem percentuais
de erros aí consideravelmente, né, distintos aí, eh, para esses erros diagnósticos, dependendo da condição, paraa depressão, né, para ansiedade, para quadro psicótico, enfim, essa variabilidade ali vai depender do contexto do estudo, se foi em atenção primária, se foi em ambientes especializados como CAPS, né, emergência psiquiátrica. Então tudo isso aí vai mudar, mas o fato é que a gente tem uma precisão diagnóstica muito baixa e isso tem um impacto muito significativo, tá? Porque essa taxa de erro é muito grande. 97% em ansiedade social, praticamente todos os pacientes receberam diagnóstico errado, né? A gente tem um grande
problema. Psiquiatras dão diagnósticos errados todos os dias. Psicólogos dão diagnósticos errados todos os dias e quem sofre o paciente. A literatura científica aponta uma prevalência significativa desses erros diagnósticos no campo da saúde mental. Isso não sou eu quem está dizendo. A gente sabe que mais de 1/3 dos pacientes com transtorno mental Recebem um diagnóstico incorreto ao longo da vida. E isso é um dado alarmante. Eu vou repetir, 1/3 dos pacientes recebe um diagnóstico incorreto. Ou seja, a cada três pacientes, um vai receber um diagnóstico errado. Você entende o absurdo que é isso? Muito bem. Segundo
ponto, quais são as implicações desses erros? Primeiro, o diagnóstico correto em saúde mental tem uma relevância profunda pros pacientes, paraas suas famílias. e pro sistema de saúde como um todo, porque isso tem um custo, né? Vamos voltar pro exemplo lá. Você vai no médico e você recebe um diagnóstico de esquizofrenia. Além de todo o prejuízo que isso vai causar na sua vida, né? Se esse diagnóstico tiver errado, claro, do impacto que isso vai ter, das medicações que você vai tomar, é possível que você recorra ao SUS para conseguir essas medicações. Isso tem um custo pro
governo, pro país. Então, diagnósticos incorretos, eles causam prejuízo. E mais, eles aumentam o sofrimento do paciente. Eles prolongam o sofrimento porque imagina que você recebeu o diagnóstico de esquizofrenia, mas você não tem esquizofrenia. Aí você vai Começar a fazer um tratamento para esquizofrenia e você não vai melhorar dos seus sintomas iniciais porque o seu tratamento tá errado, tá? Então a gente faz eh tratamentos ineficazes quando a gente dá diagnósticos errados, a gente aumenta o custo, porque você vai pro SUS para solicitar atendimento, você vai pro SUS para solicitar medicação, que às vezes são medicações de
alto custo, né? Então, afeta tudo, afeta a pessoa que recebe o diagnóstico, a família e o sistema de saúde, tá? E uma das consequências mais significativas é o atraso no recebimento do tratamento adequado, OK? Porque eh se você recebe o diagnóstico errado, você não recebe o o tratamento correto e isso faz com que a condição do paciente se agrave ao longo do tempo. Então, voltando pro exemplo do bipolar, o atraso no diagnóstico do transtorno bipolar está diretamente ligado ao aumento de recaídas e de hospitalizações deste paciente. E aí esse paciente muitas vezes ele leva anos
ali tendo um tratamento inadequado e não melhora e volta pra internação e sai e piora de novo, né? Então, a gente sabe hoje que o paciente que tem transtorno bipolar, à medida em que ele vai tendo Ali episódios de mania, de hipomania, né, que ele vai tendo, entre aspas, aí crises, né, como se chama no senso comum, ele vai tendo uma perda cognitiva em cada um desses episódios, em cada uma dessas crises. E a gente sabe que quando isso acontece, o paciente com transtorno bipolar, ele desenvolve uma demência precoce, OK? Então, o impacto de tudo
isso, né, o impacto eh pro sistema de saúde, pro tratamento desse paciente é imenso, mas a gente também tem um impacto emocional, psicológico, de um diagnóstico incorreto. Isso também é significativo. Os pacientes eles experimentam sentimentos de frustração, de confusão, de desesperança e de invalidação. Quando eles recebem um tratamento e eles não vem nenhum resultado, eles não melhoram, eles começam a duvidar deles mesmos, eles começam a duvidar da capacidade dos profissionais, não só daquele profissional que o atendeu, mas de todos, né? Isso gera uma descrença na profissão da psiquiatria e da psicologia. E essa falta de
melhora, né, o paciente faz o tratamento, toma o remédio, não melhora, piora a autoestima do paciente. Então essa experiência de receber um diagnóstico errado, passar por tratamentos, não melhorar, né, isso é péssimo pra autoestima do paciente, mas também é péssimo pra nossa profissão, porque isso faz com que o paciente não queira mais buscar ajuda daqueles profissionais no futuro. Não quero mais ir para psicólogo. Eu já escutei isso de muitos pacientes. Olha, você é a minha última tentativa porque eu não aguento mais psicólogo, eu não aguento mais psiquiatra. Eu já fui em 10, em 20, em
30 e eu não melhoro. Então isso prejudica toda a categoria, porque a população fica descrite desses profissionais. Então, é por isso que eu estou aqui há tantos anos, desde 2020, fazendo semanas gratuitas aqui para te ensinar de graça mesmo, para instrumentalizar os profissionais, para que a gente possa diminuir esses erros, porque no final das contas, além de todo o prejuízo que eu já falei aqui, a gente ainda tem uma categoria profissional prejudicada, né, que é a nossa, dos psicólogos e também dos psiquiatras. OK? Então, as consequências de um diagnóstico incorreto, elas vão aí para muitas
esferas, tá? para muitas esferas de sofrimento emocional, eh de questões Financeiras, eh de eh eh problemas relacionados ali a a à própria ao próprio sistema da saúde, atraso no tratamento, enfim, são tantos, né, tantos tantos, tantos problemas que a gente tem ali, eh, em relação a a diagnósticos incorretos, tá? E se a gente pensar em erros ali dentro da própria psicoterapia, né? Eh, se um paciente ele tem transtorno bipolar, você que é psicólogo não identificou isso, mas você identificou que esse paciente tem TDAH, OK? Mas você não conseguiu fazer o diagnóstico correto do seu paciente,
que seria transtorno bipolar. Pode ser até que ele tenha uma comorbidade com TDH. Vou vou te dar essa chance, tá? Seu paciente tem transtorno bipolar, mas ele também tem uma comorbidade que é TDAH. Você só conseguiu diagnosticar o TDAH, OK? O que que esse paciente vai receber em termos de tratamento? Ele vai receber talvez uma medicação para TDAH, né, se ele tiver em acompanhamento com o psiquiatra. E ele vai receber ali dentro da psicoterapia técnicas paraa organização, para foco, enquanto as oscilações de humor lá continuam sem o Manejo adequado. E o pobre coitado do paciente
lá tentando se organizar no meio de uma hipomania, né? Então, tratar o paciente por uma demanda equivocada reforça essa ideia no paciente de que nada funciona comigo. E aí ele cria uma resistência de buscar outros tratamentos no futuro, OK? Então é bastante complicado isso, tá? Uma terapia que é conduzida ali de forma errada, leva o paciente a usar uma medicação de forma desnecessária, eh, por muitas vezes achar que a terapia não tá ajudando, tá? Então, se eu trato um paciente eh como como se ele tivesse um transtorno de ansiedade generalizada, mas na verdade ele tem
toque, eu tô aplicando as técnicas erradas nesse paciente. Eu tô fazendo uma reestruturação cognitiva para reduzir pensamentos preocupados, quando na verdade, né, eu deveria estar trabalhando com exposição a prevenção de respostas nesse paciente. OK? Então, só para eu citar alguns exemplos aí, teria muito mais exemplos, mas acho que você já entendeu, OK? Terceiro ponto, por que que esses erros acontecem com tanta frequência? Quais são os desafios que a gente tem aí no diagnóstico em saúde mental? OK, de Fato, não é fácil, tá? Primeiro ponto, ao contrário de muitas áreas que a gente tem na medicina,
na psicopatologia, nos transtornos mentais, a gente não tem marcadores biológicos. O que são marcadores biológicos? Exames laboratoriais, exames de imagem. OK? Eu não consigo hoje para nenhum diagnóstico de transtorno mental pedir um exame de sangue ou pedir uma ressonância magnética, um eletroencefalograma e a partir desse exame dar o diagnóstico do paciente. Nenhum transtorno. OK? A e tal coisa não. E esquizofrenia? Não. E nenhum transtorno, entendido isso? Nenhum transtorno. A gente faz o diagnóstico através de exames de laboratório, sangue, feeses, urina ou exames de imagem. Nenhum, tá? A gente depende fundamentalmente de avaliação clínica, de entrevistas,
de testes, tá? Então, a gente tem aí muitas vezes um critério subjetivo para avaliar esses pacientes, que é a nossa entrevista, que É o nosso ponto de vista ali sobre aquela história. A gente vai aprofundar nisso aqui ao longo da semana, OK? Outro ponto que dificulta muito o diagnóstico dos transtornos mentais, a gente não tem nos transtornos mentais aquilo que nós chamamos de sintomas patognomônicos. é uma palavra difícil, mas eu vou te explicar o que que isso significa, tá? Eh, eu atribuo e muitos estudos também atribuem que uma das principais causas dos erros diagnósticos em
saúde mental é nessa complexidade aí que a gente tem de sobreposição de sintomas nos diferentes transtornos mentais, ok? Muitos transtornos mentais compartilham manifestações clínicas semelhantes, ou seja, tem sintomas parecidos ali entre eles e isso faz com que o diagnóstico seja muito mais difícil. Então, se a gente fala em dificuldade de concentração, as pessoas de maneira geral tendem automaticamente a dizer TDAH, certo? Não, errado. Dificuldade de concentração acontece em quadros depressivos. acontece em transtornos de ansiedade, Pode acontecer no toque, pode acontecer no transtorno de estresse pós-traumático. Da mesma forma, sintomas de ansiedade, sintomas de depressão podem
coexistir ali em vários transtornos, né? Sintomas de ansiedade não estão presentes em um único transtorno. Não é só no TAG que tem sintomas de ansiedade. Tag tem sintomas de ansiedade, toque tem sintomas de ansiedade. Tept tem sintomas de ansiedade, pânico tem sintomas de ansiedade, eh, que mais? Ansiedade social, fobia específica, são muitos, OK? Então isso acaba gerando aí essa confusão, tá? Além disso, a forma como os sintomas se manifestam pode variar consideravelmente entre os pacientes ali, apresentações atípicas, né? Tudo isso dificulta o reconhecimento do transtorno que o paciente tem. OK? Então, sintomas patognomônicos, o que
que isso quer dizer? Um transtorno, um sintoma X significa um transtorno Y. A gente não tem isso quando a gente fala de transtornos mentais. Ansiedade não significa que o Paciente tem tag. Depressão não significa que o paciente tem um transtorno depressivo maior. Eh, falta de concentração não significa que o paciente tem TDAH, OK? Por quê? Porque não temos sintomas patognomônicos. Sintoma X é igual a transtorno Y. Isso não existe. Quer mais exemplos? A gente tem impulsividade. Impulsividade pode ser sintoma de quê? Só de transtorno de controle de impulsos? Não. Pode ser sintoma de transtorno bipolar,
transtorno da personalidade borderline, TDAH. Eh, que mais que pode ter impulsividade? Transtorno explosivo intermitente, muitos transtornos. OK. Desregulação emocional, a mesma coisa. Isolamento social pode ser sintoma de depressão, de ansiedade social, dept, de toque. Eh, irritabilidade pode ser sintoma de quê? Pode ser sintoma de transtorno bipolar, principalmente tipo dois, né, na hipomania. Eh, pode ser, pode ser sintoma de depressão, ah, pode ser sintoma de ciclotimia, pode ser sintoma de transtorno de personalidade borderline, pode ser sintoma de tag, Perturbações no sono, o paciente que não dorme, que que esse paciente pode ter? Ele pode ter um
quadro de mania, né, ou hipomania no transtorno bipolar. Ele pode ter esquizofrenia, ele pode ter depressão, ele pode ter ansiedade generalizada, ele pode ter TDAH, entendeu? Ah, então já sei, sintomas psicóticos é fácil. Se meu paciente tem sintomas psicóticos, então ele tem esquizofrenia, correto? Não. Seu paciente que tem sintomas psicóticos, ele pode ter transtorno psicótico breve, transtorno bipolar, tipo um ou tipo dois. Eh, ele pode ter transtorno esquisoafetivo, né? Isso aqui só para citar alguns, tá? Que eu tô puxando da memória aqui. Eh, que mais? Preocupação excessiva, dificuldade de controlar pensamentos intrusivos. O que que
esse paciente pode ter? Esse paciente pode ter tag, esse paciente pode ter toque, esse paciente pode ter, eh, esse paciente pode ter TDAH, eh, instabilidade emocional, impulsividade, comportamentos autodestrutivos, enfim. A gente tem vários sintomas, OK? Eu poderia passar a noite inteira aqui dando exemplos. A gente tem vários sintomas que não são sintomas de um único transtorno, mas o Mesmo sintoma é sintoma de vários transtornos. OK? Deu para entender, né? Eu dei vários exemplos aqui. Poderia dar muito mais, mas eu acho que você já entendeu o meu ponto. O outro ponto, terceiro ponto, é o seguinte:
por que esses erros ocorrem com tanta frequência? Acho que eu meio que já respondi até essa pergunta, né? Mas eu quero trazer algumas questões adicionais aqui. Os diagnósticos em saúde mental, eles dependem principalmente do histórico que o seu paciente traz, do relato dos sintomas do seu paciente, ok? A tomada aí da história clínica, desse histórico que o paciente vai trazer, ele é essencial pro seu diagnóstico. E aí é que entra o problema. A precisão do seu diagnóstico pode estar comprometida pelo seu pela dificuldade do seu paciente de lembrar, de relatar as informações, né, de forma
completa, com a curácia ou até de mentir. Existem diagnósticos onde a a mentira é uma característica ali, é um sintoma, inclusive, tá? Alguns pacientes não vão te contar tudo por vergonha. Outros pacientes, né, vão ter ali o que A gente chama de juízo de realidade comprometido. Juízo de realidade é uma função psíquica. Eu vou falar sobre funções psíquicas aqui em outra aula aqui da nossa semana gratuita. Você vai aprender comigo esse conteúdo tão importante que são as funções psíquicas, ok? Então, quando o juízo de realidade do seu paciente está comprometido, todo o relato dele está
comprometido, né? Ele não consegue diferenciar fantasia de realidade. A gente tem isso nos quadros psicóticos, OK? Então, a gente tem um problema ali na hora de levantar os dados, tá? Eh, a entrevista diagnóstica, né, e a interpretação clínica também é outro ponto que aumenta muito a frequência desses erros diagnósticos, porque o seu paciente, ele já tem um problema para te relatar muitas informações, mas a interpretação dessas informações que o seu paciente vai te relatar, em grande parte é subjetiva, porque você vai ouvir aquilo e você vai interpretar aquilo, OK? E isso pode levar a conclusões
diagnósticas diferentes entre diferentes profissionais. Isso é o que se chama confiabilidade do diagnóstico, tá? Já falei sobre isso aqui. Então, a gente não tem critérios puramente objetivos pros transtornos mentais, né? De sintoma X, transtorno Y. A gente não tem sintomas patognomônicos, a gente não tem eh marcadores biológicos. Vou fazer um exame de sangue e vou descobrir qual transtorno eu tenho. Não existe isso. OK? O entrevistador, você, psicólogo, psiquiatra, você também pode eh cometer erros ali que vão comprometer a validade das informações do seu paciente. Um exemplo de erro que tem consequências na hora de você
eh eh levantar ali, né, o quadro clínico do seu paciente, é o jeito como você pergunta. Se você pergunta assim pro seu paciente, eh, mas fulano, você não tá pensando em suicídio não, né? Você já tá pedindo pro seu paciente dizer que não. Então, quando a gente investiga temas difíceis, né, ideiação suicida, abuso infantil, que a gente vê ali na pedofilia, que é um transtorno mental, eh uma questão ali de homicídio, de algum crime que o paciente tenha cometido, a gente tende a usar perguntas negativas. E normalmente a gente faz um movimento lateral com a
cabeça igual eu fiz agora, mas você não tá mais pensando nisso não. Então eu tô induzindo o Paciente a me dar uma resposta negativa, porque eu eu já disse para ele qual é a resposta que eu espero, né? Então ele vai me dar, na verdade, uma informação inválida. O paciente ele vai negar mesmo que ele tenha aquele sintoma, porque ele entende que a resposta verdadeira vai me desagradar, tá? Então eu posso perguntar pro meu paciente, por exemplo, mas fulano, você não se sente mais deprimido, não, né? Você tá melhor, não é isso? Eu estou pedindo
para que ele me diga assim, não é? Não me sinto mais, não. Tô melhor assim. Mas deixa eu te falar, você não tá pensando mais em se machucar, correto? Eu estou pedindo para ele só confirmar isso, ok? Isso se chama, gente, sugestionamento. Eu tenho uma expectativa enquanto entrevistadora e isso induz a resposta do paciente para negar ou para afirmar aquilo que eu estou dizendo para me agradar. Então, o risco de sugestão, ele ele é maior se você é um entrevistador eh eh que não é bem treinado. E ele é maior também em áreas sensíveis, quando
a gente fala de sexualidade, quando a gente fala de letalidade, OK? De coisas ali relacionadas à morte. Eu vou te ensinar sobre isso na aula de quinta-feira, onde eu vou falar sobre Entrevista, tá? Diagnóstica. E eu vou te ensinar isso na prática. Eu vou demonstrar isso aqui para você, o que que você deve e o que que você não deve fazer numa entrevista diagnóstica, OK? Ao vivo aqui, quinta-feira vai entrar aqui uma paciente, né, uma pessoa simulando ser paciente e a gente vai fazer isso aqui ao vivo, ok? Outro ponto, perguntas que a gente chama
de tiro ao alvo também induzem respostas erradas no paciente. Então, a gente já sabe, né, a gente já se convenceu ali de qual é o diagnóstico daquele paciente. Então, a gente passa a buscar confirmação daquilo que a gente acredita e a gente passa a ignorar outras alternativas. Isso também é chamado de viés de confirmação. Então, se eu acho que o meu paciente tem ansiedade, eu só investigo questões relacionadas a ansiedade. Eu só investigo aqueles critérios diagnósticos. Eu não considero nenhuma outra hipótese, inclusive comorbidades, como eu já expliquei aqui, que é um problema também. OK? Outro
erro bastante comum é que existe uma tendência entre os profissionais de diagnosticar os transtornos que eles se Sentem mais confortáveis de tratar, é óbvio, né? Ou que ah são diagnósticos que eles conhecem mais. É o que eu sempre digo, se você nunca viu na sua vida a cor rosa, você não vai saber identificar quando você estiver diante da cor rosa, que você nunca viu, você não sabe o que é o rosa, você não sabe o que é. Do mesmo modo, se você não sabe que Tept, transtorno do stress póst-traumático, se você não sabe que Tept
existe, se você não conhece esse transtorno, se você não sabe quais são os sintomas, quais são os critérios diagnósticos do Tept, como é que você vai identificar TEPT no seu paciente? Como que você vai saber que aqueles sintomas que o seu paciente está se queixando são sintomas de TPT? Você não vai. Simples assim. Você vai dar um outro diagnóstico com o qual você está familiarizado, ansiedade, depressão, qualquer coisa, só que é o diagnóstico errado. Você entende a importância de estudar e conhecer todos os diagnósticos do DSM? Algumas pessoas tentam me criticar na Internet e dizem:
"Ai, você não precisa decorar todo o DSM. É claro que você não precisa decorar. São 900 páginas que tem no DSM. É óbvio que você não precisa decorar, mas você precisa sim conhecer, você precisa sim estudar, porque senão não tem como você identificar a cor rosa se você não sabe o que é rosa, se você nunca viu a cor rosa na sua frente, você pegou essa analogia? Então eu não vou identificar um transtorno que eu desconheço a existência, ok? Quarto ponto, em que contexto esses erros mais acontecem? Primeiro, a precisão diagnóstica, ela vai variar dependendo
de algumas coisas. Dependendo do que, Fernanda? Dependendo da gravidade, dependendo do transtorno específico em questão. OK? Até já falei sobre isso aqui quando eu trouxe, né? A questão eh dos erros diagnósticos, casos mais graves, eles apresentam sintomas mais evidentes, né? como quadros psicóticos, por exemplo, isso facilita a identificação e o diagnóstico, OK? Casos que tm sintomas ali mais sutis, mais inespecíficos, compartilhados com vários outros transtornos, aí a gente tem um Risco aumentado de confundir essas condições ou mesmo de o paciente sair de lá eh ou com diagnóstico errado ou sem diagnóstico nenhum, tá? E e
na verdade tem até mais a ver com o fato de que eh transtornos com sintomas menos evidentes ou que compartilham ali entre eles, né, sintomas, características com outras condições, estão mais suscetíveis a erros diagnósticos, tá? Especialmente quando comparados a transtornos com manifestações clínicas mais específicas, como os quadros psicóticos. Além disso, existem certos transtornos que são mesmo mais difíceis de diagnosticar. Um exemplo disso é o transtorno bipolar. Tem até profissionais na internet aqui que falam que o transtorno bipolar ele leva 10 anos para ser diagnosticado. Não é que ele leve 10 anos para ser diagnosticado, ele
pode ser diagnosticado numa primeira consulta. A questão é que muitos profissionais não sabem investigar corretamente a história desse paciente para chegar no diagnóstico de transtorno bipolar, tá? Então, diagnósticos como transtorno bipolar, eles são mais difíceis de diagnosticar. Por quê? Porque eles Dependem não só daquilo que a gente chama da avaliação transversal. O que é avaliação transversal? é olhar paraa foto do paciente, pro momento presente dele. Agora eu olho pro meu paciente agora e eu consigo ver sinais e sintomas neste meu paciente. Você vai aprender o que é isso aqui comigo durante essa semana, ok? O
que são sinais, o que são sintomas. Fique tranquilo. Eu olho pro meu paciente, eu identifico sinais e sintomas, mas eu estou olhando pra foto agora do momento presente. Alguns transtornos, olhando para o momento presente, para essa foto, eu consigo dar o diagnóstico correto. Ou seja, só com a avaliação transversal eu consigo. Mas tem transtornos que com avaliação transversal você não vai conseguir. Você depende da avaliação longitudinal, tá? Longe, lembre disso, longitudinal, da história de vida dele, muitas vezes da infância, como é o caso de diagnóstico de transtorno do espectro autista na vida adulta. Você vai
precisar de um relato da infância desse paciente. Teve atraso do desenvolvimento na fala, tudo isso. OK? Então, se o paciente chega para você com um quadro depressivo, você olha para esse paciente, você tem uma foto dele agora No momento presente. Se você não levanta detalhadamente toda a história de vida dele, essa essa avaliação longitudinal, o diagnóstico que você vai dar para esse paciente vai ser de transtorno depressivo. Mas você não investigou se esse paciente teve episódios de aumento de energia, de irritabilidade, tá? E aí você não deu o diagnóstico de transtorno bipolar porque a sua
avaliação foi transversal, foi a foto do momento presente, não foi longitudinal, fazendo o levantamento de toda a história de vida do paciente. E você sempre deve fazer, você precisa fazer essa avaliação longitudinal em todos os casos, OK? Segundo ponto, as taxas de erro diagnóstico, elas também variam significativamente, dependendo do contexto em que o diagnóstico é realizado. As taxas, elas eh tendem a ser mais altas em ambientes de atenção primária, porque se tem ali uma menor especialização em saúde mental, né? né? Normalmente na atenção primária você tem médicos clínicos gerais, você tem enfermeiras que não são
especializadas, né, em saúde mental. Quando você vai Para ambientes como CAPS, como emergências psiquiátricas, hospitais psiquiátricos, né, ambientes ali especializados, aí você tende a e eh ter taxas de erros um pouco menores, ainda que sejam assustadoras também, OK? profissionais da atenção primária, eles não recebem, obviamente, o mesmo treinamento, eles não têm a mesma experiência nos diagnósticos de transtornos mentais. Normal isso aí, né? Esperado até. É, só que isso tem um problema. Os médicos, os enfermeiros, eh, da atenção primária, eles são normalmente o primeiro ponto de contato do paciente com os seus problemas ali de saúde
mental. Então, o paciente que tem um problema de saúde mental, ele vai procurar primeiro, muitas vezes uma UPA, né, um sistema ali de atendimento de emergência geral. E se ele recebe ali um diagnóstico errado, muitas vezes o profissional que vai dar seguimento ao acompanhamento, talvez erroneamente não reavalie e tudo a partir daí vai ficar comprometido, até porque esse paciente ele já vai sair dali da atenção primária, muitas vezes Medicado, ok? E esse problema de falta de conhecimento especializado é muito, muito grave, porque compromete todo o tratamento do paciente. Para vocês terem noção, na nossa pesquisa
a gente pediu para vocês avaliarem o grau de dificuldade relacionado ao diagnóstico em saúde mental. 36% trouxe como maior dificuldade dominar amplamente as categorias do DSM. Então, não conhecer em profundidade as categorias diagnósticas é sim um grande problema. Você precisa conhecer, OK? 25% trouxe a dificuldade em fazer um diagnóstico diferencial. Meu paciente é borderline ou bipolar? Meu paciente tem tag ou ansiedade social, né? Então, muitos tiveram essa dificuldade também. 13% trouxe a dificuldade de falar sobre o diagnóstico dos seus pacientes com o psiquiatra deles, conversar, discutir o caso ali com outro profissional. 10% trouxe a
dificuldade de fazer uma entrevista diagnóstica. Eu não sei avaliar o meu paciente. Meu paciente chega, eu não sei o que perguntar, como perguntar, o que fazer. 9% trouxe a dificuldade de fazer o exame Psíquico no paciente. 7% trouxe a dificuldade de compartilhar o diagnóstico com o paciente. Tá bom? Trouxe muitas más notícias, né? Muitos dados aí negativos, mas tem uma boa notícia. Sabe qual é a boa notícia? A boa notícia é que você que está aqui comigo vai entender todos esses pontos aqui na nossa semana da psicopatologia, tá? Tudo isso de graça. Hoje é só
a nossa primeira aula, então, por favor, fique aqui comigo, não só hoje, mas amanhã, quarta, quinta, sexta, ok? Quinto ponto, como é que a gente pode evitar esses erros? De que modo eu, o que que eu posso fazer para eu não errar no diagnóstico dos meus pacientes? Primeira coisa, você precisa se especializar, você precisa desenvolver a expertise em transtornos mentais, OK? Que passa por entender alguns pontos fundamentais, como a diferença entre o normal e o patológico, que eu vou explicar nessa aula de hoje ainda, tá bom? Não me abandone, por favor. Isso aqui é um
ponto fundamental para você entender. Você também precisa entender os fundamentos da psicopatologia e o Modelo psicopatológico vigente em saúde mental, que eu vou te explicar na aula de amanhã, na nossa aula dois. Você precisa ter domínio do manual diagnóstico estatístico atual em saúde mental, que é o DSM5TR, que eu vou te explicar sobre ele na aula três, OK? Isso basta não. Você precisa fazer uma boa entrevista diagnóstica, uma entrevista diagnóstica com excelência. Isso aí eu vou te explicar na aula quatro de quinta-feira, inclusive na prática, ok? E você ainda precisa saber fazer um bom diagnóstico
diferencial. O que é o diagnóstico diferencial? Meu paciente tem o transtorno X ou Y? Esse é um assunto mais avançado e por isso, né, vai ficar pro pro último dia aqui de aulas da nossa semana, pra sexta-feira, pra aula cinco. E na sexta-feira só os fortes sobrevivem, né? Porque a maioria das pessoas sexta-feira 8 horas da noite está cestando. Então você, por favor, não faça o seu cestou essa semana. Aliás, faça, mas venha fazer aqui comigo, tá bom? Pode chamar seu marido, sua esposa, seu namorado, sua namorada. seu crush, qualquer pessoa que você quiser, chame,
traga um vinho, traga Cerveja, traga um chá, traga o que você quiser, mas fique aqui comigo até sexta-feira, tá? Então, começando aí a sua jornada para desenvolver a sua expertise nesse tema tão importante, hoje é só o primeiro passo, a gente precisa começar entendendo a diferença entre o normal e o patológico. O que que separa alguém que tem um transtorno mental de uma pessoa que não tem? O que que separa alguém que é extremamente organizado de uma pessoa que tem toque? O que que separa alguém que é desatento de uma pessoa que tem TDH? Como
é que é essa separação? Tá? A questão dessa separação do que é normal e do que é patológico não é uma fronteira fácil de delimitar quando estamos falando de transtornos mentais. OK? o que é patológico e o que é uma variação normal do comportamento. Esse debate é complexo, é amplo, gigantesco. Quando é que uma criança agitada ela se torna hiperativa? Quando que limpar demais a casa vira toque? Quando é que comer saudável vira um transtorno alimentar? Quando que estar ansioso se torna um transtorno de ansiedade? Essa fronteira, como é que ser definido? É o que
a gente vai aprender aqui agora, tá? Esse é um debate imenso. Eu vou jogar uma luz aqui sobre isso, OK? Eu vou trazer alguns pontos aí que são definidos na literatura, mas assim, isso é um mundo, OK? O normal e o patológico é um universo, tá bom? Existem muitas formas da gente tentar identificar ou ou chegar próximo ali do que seria esse limite entre normal e patológico. E muitas tentativas foram feitas, OK? Nenhuma dessas tentativas sozinha dá conta de delimitar o que é normal e o que é patológico. Eu vou falar aqui para você algumas
dessas tentativas, algumas que a gente usa até hoje, inclusive, eh, para traçar essa fronteira. do que é um comportamento normal e do que é um transtorno mental. A primeira tentativa para definir o que é patológico seria pela estatística. Transtorno é aquilo que é raro. Esquizofrenia, por exemplo, ocorre em 1% da população. Mas somente a estatística não explica o que é normal e o que é transtorno mental. A estatística é um modelo, tá? Mas sozinho é um modelo que não explica toda a variação. Primeiro, a primeira coisa que a gente pode questionar é o seguinte: o
que que É raro? É 1%, 10% é raro ou não é mais raro? 20, 2%, 5%. Quais dimensões são relevantes pra realidade? Altas habilidades, superdotação, né? Que tá se falando muito agora nas redes sociais. É raro, poucas pessoas tm. Apesar de que hoje nas redes sociais todo mundo diz que tem, mas é raro. Só que não é patológico. Altas habilidades, ser superdotado, né? Não é um transtorno mental. OK? Outro critério que a gente usa para definir normal e patológico é o sofrimento. Se a pessoa sofre por um determinado comportamento, por uma determinada questão, então aquilo
é patológico. A pessoa com depressão, ela sofre, tá? Mas aí a gente tem um problema se a gente adota só esse modelo, porque existem transtornos mentais inclusive que não tm sofrimento. O antissocial não sofre, o narcisista não sofre. Alguns pacientes com quadro de mania, não todos, tá, mas alguns pacientes com quadro de mania se sentem incrivelmente bem. Eh, pacientes com quadro psicótico também não tem consciência, não tem insight sobre o seu problema, juízo de realidade comprometido, também não há sofrimento. Então, eh, somente o sofrimento não é suficiente para distinguir aquilo que é normal do que
é patológico, tá? Outro critério que é usado para definir normal e patológico é a necessidade de tratamento. Então tem um transtorno teoricamente quem necessita de um cuidado ali de profissionais da saúde. Em partes, sim, né? Em partes a gente poderia dizer que sim, mas nem todo mundo que tem uma doença, né, que tem uma questão ali, eh, e nem todo mundo que precisa de tratamento tem transtorno mental, OK? Então isso aí, né, eh eh eh te dar um exemplo aqui, gravidez. Gravidez é transtorno mental, não, mas precisa de acompanhamento, né? Nem é doença, na verdade.
Então, eh vão ter outros transtornos também, transtornos mentais, por exemplo, que são transtornos, mas que não necessariamente precisam de um acompanhamento. Vou te dar um exemplo. Você sabe qual é o transtorno mental mais comum? As pessoas acham que é depressão, né? Ansiedade, talvez. Não, não é. É um quadro de ansiedade, mas é muito específico. O transtorno mental mais prevalente na população geral chama-se fobia específica. O famoso medo de barata, Medo de avião, medo de elevador, né? Uma fobia específica. É o transtorno mental mais comum e o que menos as pessoas buscam tratamento. Por quê? Porque
se eu tenho uma fobia específica, eu posso simplesmente evitar aquele objeto ou aquela situação. Fobia de barata, por exemplo, eu conheço centenas de pessoas que têm fobias de barata, nunca trataram. Porque toda vez que aparece uma barata, o marido mata. Eh, detetiza a casa de três em três meses. Então, não encontra barata, não tem problema para tratar, tá? Então, necessitar de cuidado não necessariamente significa que a pessoa tenha um transtorno mental. A gente também tem o conceito de normalidade baseado em aspectos funcionais. E aí aqui dentro desse conceito, algo seria considerado patológico quando traz um
sofrimento para si ou pros outros. OK? Aí a gente ampliou mais um pouco. Esse é o tipo de normalidade que além da estatística a gente também usa bastante hoje, é bem aceito hoje dentro da psicopatologia. Se você não sofre como antissocial, por exemplo, você faz pessoas sofrerem, né? né? O antissocial ele ele viola o direito dos outros e isso faz as pessoas Sofrerem. Eh, se você consegue estudar, se você consegue trabalhar, eh se você consegue fazer suas atividades sem sofrimento, sem prejuízo, em tese você estaria dentro da normalidade, ok? A gente ainda tem o conceito
de normalidade ideal, ideal, entre aspas, seria a algo do tipo, temos aqui um sujeito sadio, tem a ver com o conceito anterior também. Ele é funcional, ele trabalha, ele tem família, ele tem relações amorosas, ele tem amizade, eh ele tem uma vida aí organizada e estruturada. OK? Mas se a gente se basear unicamente nesse modelo, né, de normalidade ideal, pra gente dizer o que que seria normal, o que que seria patológico, isso se torna complicado. Porque veja bem, se eu não tenho família, porque toda a minha família morreu num acidente, então eu eu tenho um
transtorno, eu não sou normal. Se eu não me casei, eu não sou normal. Entende como é complicado? Então, nada é é simples, é tudo muito complicado da gente estabelecer essa fronteira entre normal e patológico, mas existem alguns notes que ajudam, eh, existem eh pontos que são mais ou menos um consenso aí entre os especialistas, tá? Geralmente, Quando a gente pensa em psicopatologia para definir essa fronteira de normal e patológico, a gente pensa nos 4Ds, OK? Os 4 Ds são vem do inglês, de quatro palavras que começam com a letra D em inglês, que ajuda um
pouco a gente a entender essa diferenciação do normal e do patológico. O primeiro D é o deviance, que é aquilo que desvia da norma ou da regra de maneira comum, aquilo que desvia significativamente, OK? O outro D é o distress, que é o sofrimento. O terceiro D é o dysfunction, que é a disfuncionalidade, o prejuízo clinicamente significativo que esse paciente tem. E o quarto D é o danger, que é o perigo, tá? Esse essa pessoa causa risco para si ou para os outros, OK? Então, a gente usa bastante esse conceito aí, aquilo que desvia da
regra da norma social, né? Então, eu dizer que eu sou a reencarnação de Tegevara, isso desvia da regra da norma. Ninguém acredita. Eu posso dizer aqui que eu sou a reencarnação de Tegevara ou de Madre Teresa de Cautá. Provavelmente vocês não vão acreditar em mim. Então isso desvia da norma, da regra social, Daquilo que é compartilhado naquele grupo socialmente, né? O outro D é o distress, que causa sofrimento. O outro D é a disfunção, né? Um prejuízo, a disfuncionalidade na realidade, né? Fica melhor a tradução, né? Disfunction, mas disfuncionalidade, que é um prejuízo clinicamente significativo.
E o último D é o danger, tá? O perigo. Eu causo perigo para mim mesma. ou para os outros. O DSM atualmente ele define transtorno mental como um conjunto de sinais e sintomas caracterizado por uma perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de uma pessoa que reflete uma disfuncionalidade nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento ali subjacente ao funcionamento mental. Então, os transtornos mentais, eles atualmente são frequentemente associados a sofrimento, a prejuízo, a incapacidade significativa que vai afetar a vida desse paciente de uma maneira ampla. vai afetar atividades Sociais, relacionamentos, atividades
profissionais, eh familiares, qualquer área importante da vida do indivíduo pode estar afetada por essa disfuncionalidade, tá? Então, de maneira resumida, a gente diz que para ser transtorno, anote isso aí, por favor, vou até deixar você pegar sua caneta, seu caderno, para você anotar que isso aí é muito importante. Você precisa sair dessa aula sabendo isso, ok? Atualmente a gente tem um consenso que pra gente dizer que alguém tem um transtorno mental, essa pessoa precisa ter uma frequência alta, uma intensidade alta e um sofrimento clinicamente significativo, tá? Eu preciso fazer aquele comportamento num intensidade alta todos
os dias ou praticamente todos os dias e aquilo precisa me causar sofrimento ou prejuízo para mim ou para alguém que está próximo a mim, tá certo? Então, decore isso. Frequência, intensidade e prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, tá bom? A gente também precisa entender o que não é um transtorno mental. Não é. Quando a gente vê isso, a gente já sabe. Não, Aqui não é um transtorno mental. Aqui não estamos falando de um transtorno mental. Não estamos falando de algo patológico. Estamos falando de algo normal. O que não é um transtorno mental? Não é um transtorno
mental uma resposta esperada ou aprovada culturalmente a um estressor. Por exemplo, se eu perdi alguém que eu amo muito, é esperado que eu esteja chorando toda hora. Concorda? Meu marido morreu semana passada. Seria esperado que eu tivesse dando uma festa hoje? Não, né? Somos casados há 50 anos. Seria esperado que hoje eu tivesse dando uma festa? Não. Seria esperado socialmente o quê? Que eu tivesse triste, que eu tivesse falando sobre isso, que eu tivesse chorando. Ok? Então, alguém que perdeu um marido, uma esposa, um filho, é natural que essa pessoa fique triste por meses, tá?
O que que a gente tem hoje? O novo transtorno aí que o DSM5TR trouxe, o transtorno de luto prolongado. Quando uma pessoa fica triste acima de 2 anos, aí a gente passa a considerar isso o transtorno. OK? Mas se eu perdi o meu marido e a gente era Casada 10, 20, 30, 50 anos e ele morreu semana passada, é esperado que hoje eu esteja muito triste. É esperado que eu venha dar essa aula aqui e eu chore ou que talvez eu nem consiga dar essa aula. OK? Agora tem 18 anos que meu marido morreu e
eu continuo chorando a cada 10 minutos. É esperado isso? Não. Tá? Então, dito tudo isso, como se define um transtorno mental na psicopatologia? De maneira geral, essa definição, ela vai partir da observação clínica, da entrevista diagnóstica, onde a gente vai levar em consideração os sinais, os sintomas do paciente que constituem ali aquilo que a gente chama de semiologia do transtorno, OK? A gente vai ver isso de forma mais aprofundada na aula dois, que é amanhã, tá? Além de tudo isso que eu já trouxe aqui, o que que está nesse meio entre o normal e o
patológico? Só existem esses dois extremos? Ou eu tenho um transtorno ou eu não tenho um transtorno? Ou existem outras coisas aqui no meio, 50 tons de Cinza entre o preto e o branco? Então, queridos, a discussão do normal e do patológico é imensa, é interessantíssima. Eu poderia facilmente ficar aqui até meia-noite, até 1 hora da manhã, até 2 horas da manhã falando sobre isso. É um tema que eu amo, que eu adoro, que eu estudo há muitos anos, mas eu trouxe aqui alguns pontos pra gente começar a pensar sobre isso, OK? E para fechar a
aula de hoje, eu gostaria de trazer um ponto também extremamente importante e que algumas pessoas costumam questionar. Será que realmente vale a pena estudar diagnósticos, já que a minoria das pessoas tem transtorno mental? Eu quero discutir isso aqui com você, tá? Mas antes eu vou pedir pra minha equipe liberar o chequin agora aqui no chat do YouTube, tá? QR code na tela. Se você está ao vivo e somente para quem está ao vivo, você faz o chequinho agora para você concorrer às bolsas de estudo e para você receber o e-book aqui no final da nossa
semana, Ok? Então faça o seu chequin para você não perder isso, tá? Mas voltando aqui, se quem tem transtorno mental é a minoria da população, então por que que eu vou estudar tanto? todo esse rolê aí que você explicou e só explicou uma pequena parte, diga-se de passagem, né? Para compreender uma coisa tão complexa que se aplica à minoria das pessoas, ok? Eu entendo o seu raciocínio. Eu quero que você preste atenção aqui, porque a gente tem vários vários pontos aqui que são muito importantes e que eu preciso esclarecer aqui para você, ok? Primeiro ponto,
se a gente pensar em termos gerais, a minoria da população talvez de fato tenha um transtorno, mas existe uma diferença que é a população geral e a população clínica, ok? O que é a população clínica? As pessoas que vão chegar no seu consultório. Quando a gente fala de população clínica, a gente não está falando em minoria, OK? Quem você acha que é a maioria das pessoas que procura psicoterapia? as pessoas que estão ótimas, tipo assim, ah, eu vim aqui só porque eu quero me conhecer mesmo, mas assim, minha vida, ai, minha vida perfeita, não tenho
nenhum problema, entendeu? Boletos todos Pagos, a felicidade reina, impera na minha residência, problemas de relacionamento, nunca nem ouvi falar, meu casamento é perfeito. Vocês acham que são essas pessoas que procuram psicoterapia? Claro que não. Quem é a maioria das pessoas que procura psicoterapia? Pessoas que estão em sofrimento, certo? Meio óbvio, né? Então, qual é uma das coisas que eu falei aqui para você que nos ajuda a definir o que é e o que não é um transtorno mental? Justamente sofrimento clinicamente significativo, não foi? Eu sei que você anotou aí que você é uma pessoa que
está prestando atenção. Então, veja bem, a maioria das pessoas, quando a gente fala em população geral de fato não tem transtorno, OK? Mas quando a gente fala em população clínica, que são as pessoas que procuram atendimento psicológico e psiquiátrico, aí sim estamos falando de uma grande parte, OK? Então, uma coisa é a população geral, outra coisa é a população clínica, tá? E essa, inclusive é uma realidade até que tem mudado. Eu falei aqui no início Dessa aula, as pessoas estão buscando mais ativamente consultas para diagnósticos, mesmo aquelas que não t, mas diagnósticos viralizam no TikTok.
Eu não sei se vocês têm acesso ao TikTok, se vocês vêm TikTok, usam TikTok, eh, eu uso, né, até para ter uma ideia assim dos fenômenos que estão acontecendo na população. Diagnósticos viralizam no TikTok. Há um tempo atrás foi um diagnóstico de eh transtorno da da como é que fala? Que foi até parar no Fantástico aquele dissociativo de identidade, né? um monte de gente dizendo que tinha dissociativo de identidade. TDAH cada hora viraliza um. Então as pessoas elas vão buscar atendimento psicológico para saber se elas têm aquilo ou não, OK? Isso antes não acontecia e
esses números são cada vez maiores, OK? A gente tem uma revisão sistemática de estudos populacionais no Brasil e esse estudo encontrou uma prevalência de transtornos mentais na população adulta de 20 a 56%. Dependendo do transtorno aí aumenta, diminui, afetando principalmente mulheres e trabalhadores. Ou seja, já não é tão minoria assim, tá? Os números estão crescendo, estão crescendo muito, Tá? Segundo ponto, mas vamos partir do pressuposto que a minoria dos pacientes que te procuram no consultório tem transtorno. OK? Não, Fernanda, na minha realidade é assim sim. As pessoas que vão no meu consultório são pessoas que
estão ótimas, felizes, satisfeitas, com boletos pagos, relacionamentos perfeitos, mas elas vão lá só porque elas querem se conhecer. Tudo bem, essa pode ser a sua realidade, tá? O que que você faz com quem tem transtorno e vai te procurar? Mesmo que seja minoria, mesmo que seja um ou dois, você ignora essas pessoas, você encaminha elas, você trata essas pessoas com base em que, tá? Terceiro ponto, se essa pessoa não tiver um transtorno mental, ela não tem um diagnóstico, mas ela tem ali uma perspectiva do traço, OK? que a gente tá falando aqui de um espectro.
A gente vai falar sobre isso durante a semana para você entender melhor. Quando a gente fala de um espectro ali, que vai do leve até o muito grave, a gente fala de traços também e aí vai englobar muito mais gente. Em que lógica você vai tratar esse paciente? Você vai tratar ele como? Porque a lógica de tratamento para quem tem um traço leve e para quem tem um Transtorno é a mesma. OK? Aí você vai fazer como tá? Às vezes um paciente ele te procura com uma demanda de emagrecimento. Ah, eu quero emagrecer, mas eu
não consigo emagrecer, já fiz dieta e não emagreço. OK? Aí você começa ali a entrevistar esse paciente, você não identifica que esse paciente tem um transtorno alimentar, um transtorno da compulsão alimentar, ok? Esse paciente ele tem compulsão, mas eh você não identifica isso. Ou você avalia esse paciente e você vê que ele tem traços de compulsão, mas não preenche os critérios pro transtorno. Traços já contribuem para uma dificuldade desse emagrecimento no seu paciente. E aí, como é que você vai tratar esse paciente? Você vai ignorar esse contexto? Ah, não, não. Ele não tem transtorno da
compão alimentar. Ele não preenche critérios, ele tem só traços. Você vai deixar isso para lá, essa informação. Ou você vai trabalhar com qualquer coisa da sua cabeça, ou você vai seguir a linha de raciocínio ali do mais grave para o menos grave, mas dentro da mesma lógica de tratamento. Fica aí o questionamento para você. Se uma pessoa tem traços de ansiedade, eu vou tratar ela na linha de raciocínio de Um transtorno de ansiedade generalizada ou do que eu quiser, do que eu inventar, ou do transtorno de personalidade borderline, sei lá, porque eu achei legal. Se
eu recebo um paciente que não tem um diagnóstico fechadinho ali de borderline, mas tá quase lá, né? precisa ter cinco sintomas para ser border. Mas o paciente tem três, tem quatro. Chegou com uma demanda de relacionamento, com uma desregulação emocional muito grande. Eu vou tratar esse paciente com base em quê? Logicamente eu vou tratar ele com algo que dialogue ali com o tratamento de borderline, uma vez que ele tem três dos cinco sintomas necessários, tá? Então assim, a gente eh eh entende, né, que esses critérios diagnósticos ali dos transtornos, o paciente pode não fechar, mas
ele tem traços e traços inclusive partilham do mesmo raciocínio clínico quando a gente fala de psicoterapia. Acima de tudo isso, entenda o seguinte: saber sobre diagnóstico significa entender sobre o transtorno, sobre o conjunto de sinais e sintomas que o quadro daquele paciente representa. Então, compreender um diagnóstico de Depressão, por exemplo, significa saber quais são as características daquele quadro, quais são os sinais, quais são os sintomas, quais são as funções psíquicas que estão comprometidas naquele paciente, possíveis diagnósticos diferenciais, se esse paciente tem comorbidades ou não e muitas outras coisas. E o tratamento que você vai fazer,
olha que impressionante, vai ser justamente em cima disso, que é o que caracteriza o quadro do seu paciente. Tudo bem? Então, enquanto psicólogos clínicos, né, que nós somos, a gente precisa entender de uma vez por todas que a nossa área de atuação é a saúde mental e que nós somos profissionais da saúde, tá? E eu quero, eu desejo, eu luto todos os dias nas redes sociais e em eventos gratuitos que eu faço aqui a cada 3 4 meses na internet, eu luto por uma psicologia valorizada, por uma saúde mental que seja prioridade. E talvez agora
pela primeira vez a gente de fato tá começando a ver essa valorização da psicologia e essa prioridade da saúde mental que as pessoas estão começando a dar. Eu fico muito feliz, Mas para que as pessoas tenham a saúde mental como prioridade e para que elas continuem cada vez mais valorizando a psicologia, eu preciso de vocês. Eu preciso que vocês sejam profissionais capacitados, que estudem, que realmente entendam de diagnóstico, de psicopatologia, de sinais e sintomas dos transtornos para avaliar o sofrimento das pessoas que procuram vocês pedindo ajuda. Sem isso, a gente não vai conseguir ver uma
psicologia cada vez mais respeitada, que é o meu desejo, que é pelo que eu estou aqui. há anos fazendo a minha parte, dividindo o pouco que eu sei nas semanas gratuitas, nos meus cursos, na minha rede social. Quem me acompanha aqui há muito tempo sabe, desde 2017 eu estou nas redes sociais, desde 2017 eu luto pra gente ter uma psicologia valorizada, mas eu não consigo fazer isso sozinha, eu preciso de você. Então vamos batalhar por essa psicologia reconhecida, valorizada, ocupando este lugar que ela Sempre mereceu ocupar. Eu escolhi ser psicóloga, gente, aos 14 anos. Eu
me apaixonei por essa área e eu falei: "Cara, que coisa fantástica que é você entender o comportamento de alguém, entender porque uma pessoa faz uma coisa que ela faz e que claramente não tá funcionando, mas ela continua fazendo, né?" E eu não entendia quando as pessoas olhavam para mim e eu entrei na faculdade de psicologia em 2002, né? 2001 por aí. E eu não entendia quando as pessoas olhavam para mim meio que com pena assim, tipo, ai você faz psicologia, né? Nossa. E eu dizia: "Como assim? É, é a coisa mais fantástica do mundo? É
o que eu faço? É o que eu estudo. Como que você não acha isso fantástico? As pessoas não achavam, hoje elas acham, tá? Então assim, eu fico muito feliz, mas a gente precisa continuar deixando a psicologia neste lugar que, na minha opinião, ela sempre mereceu. Na minha primeira semana gratuita lá em 2020, eu realmente achava que o psicólogo que entendesse de diagnóstico sairia na frente. Mas hoje entender de diagnóstico em psicopatologia é para você não ficar para trás. É uma questão de sobrevivência no mercado hoje para quem deseja ser um profissional valorizado e colher os
benefícios disso. E é muito justo que você colha os benefícios disso. A competitividade hoje na psicologia é alta e não vai diminuir nos próximos anos porque as pessoas descobriram o quanto que é fantástico estudar isso. Gente, não é possível que as pessoas não achassem isso fantástico. Hoje elas acham, tá? Então a competição vai aumentar. E enquanto profissionais medianos, profissionais desatualizados, né, vão ter cada vez mais dificuldade, vão ter um preço de sessão mais baixa, vão ter mais dificuldade para captar pacientes. Por outro lado, profissionais realmente competentes vão se destacar cada vez mais e colher os
frutos disso. Então, este é o momento da psicologia e este também é o momento de você decidir em qual grupo você quer estar e decidir pagar o preço para colher os frutos dessa decisão, tá? Nessa semana aqui comigo, a forma de você pagar o preço aqui é se comprometendo em assistir todas as aulas aqui comigo, OK? É um preço baixo, eu considero pro retorno Que você vai ter. Hoje foi só a primeira aula, OK? Eu tive que fazer uma contextualização aí um pouco mais ampla para que todo mundo pudesse acompanhar as próximas aulas. Mas nas
próximas aulas a gente vai ter muito, muito mais conteúdo ainda do que a gente já teve hoje, ok? O seu compromisso aqui é seguir comigo a semana toda para que você consiga mudar a sua realidade profissional para o melhor. E de novo, essa é sua primeira aula. A primeira de seis aulas imperdíveis que a gente vai ter aqui ao longo de toda a semana. Então, amanhã ao vivo a gente segue juntos aqui nessa missão. E para você garantir o seu e-book exclusivo e concorrer à bolsa de estudos do meu curso de formação ou de pós-graduação
em psicopatologia e mais uns presentinhos aí que a gente vai enviar para você, você precisa fazer o chequinho em todas as aulas, tá? Então, esteja ao vivo em todas as aulas. Para quem não conseguir assistir ao vivo, infelizmente você vai perder alguns benefícios, mas as aulas sim ficarão gravadas, ficarão disponíveis aqui até o encerramento do nosso evento. Depois todas as aulas vão sair do Aí quem viu viu, quem não viu Não vai ver mais porque esta é a última semana gratuita da psicopatologia. Sim. Então aproveite de verdade, tá? Se você ficou com qualquer dúvida sobre
a aula de hoje, amanhã eu vou estar lá no meu Instagram respondendo as perguntas de vocês nas caixinhas. Não deixe de entrar na comunidade do WhatsApp, o link tá aqui na descrição deste vídeo para você receber o código, para você ter prioridade nas respostas do meu Instagram amanhã, ok? E o mapa mental da aula de hoje você também consegue amanhã nos stories lá do meu Instagram. Então não deixa de passar por lá e você vai receber de graça este material incrível, lindo, todo ilustrado, com resumo da nossa aula em forma de mapa mental, tá bom?
Era isso, meus amores. Eu espero vocês amanhã na nossa segunda aula, cujo tema o modelo psicopatológico, que todo psicólogo precisa entender para não ficar para trás. Mais uma aula imperdível para você aprender muito, tá Bom? Eu te espero amanhã aqui mesmo, 20 horas. Um beijo, boa noite. Ciao