as mulheres que correm com os lobos clarissa pinkola éstes continuação capítulo 8 os sapatinhos vermelhos e era uma vez uma pobre órfão que não tinha sapatos essa criança guardava os trapos que pudessem encontrar e com o tempo conseguiu costurar um parte de sapatos vermelhos eles eram grosseiros mas ela usa adorava eles faziam com que ela se sentisse rica apesar de ela passar seus dias procurando alimento nos bosques espinhosos até muito depois de escurecer um dia porém quando ela vinha caminhando com dificuldade para a estrada maltrapilha e com seus sapatos vermelhos uma carruagem dourada parou ao
seu lado e dentro dela havia uma senhora de idade que ele disse que ia levar lá para casa e tratá-la como se fosse sua própria filhinha e acima foram elas para casa da rica senhora e o cabelo da menina foi lavado e penteado deram-me roupas de baixo de um branco puríssimo um belo vestido de lã meias brancas e reluzente os sapatos pretos quando a menina perguntou pelas roupas velhas e em especial pelos sapatos vermelhos a senhora disse que as roupas estavam tão imundas e os sapatos eram tão ridículos que ela os jogara no fogo onde
se reduziram a cinzas e a menina ficou muito triste pois mesmo com toda a fortuna que a cercava os modestos sapatos vermelhos feitos por suas próprias mãos havia lhe dado uma felicidade imensa e agora ela era obrigada a ficar sentada quieta o tempo todo a caminhar sem saltitar e eu não falar a não ser que ia falar assim com ela mas uma chama secreta começou a ar desde o seu coração e ela continuou a suspirar pelos seus velhos sapatos vermelhos mais do que por qualquer outra coisa e como menina atividade o suficiente para ser crismada
no dia do sacramento a senhora levou a um velho sapateiro aleijado para que ele fizesse um parte de sapatos especiais para ocasião e na vitrina do sapateiro avião parte de lindíssimos sapatos vermelhos do melhor couro eles praticamente refulgiam pois apesar de sapatos vermelhos serem escandalosos para se ir à igreja a menina que só sabia decidir com o seu coração faminto escolheu os sapatos vermelhos é a vista da velha senhora era tão fraca que ela sem perceber a cor dos sapatos pagou por eles é o velho sapateiro piscou para menina e embrulhou os sapatos no dia
seguinte os membros da congregação ficaram alvoroçados com sapatos da menina os sapatos vermelhos brilhavam como uma santos polidas como o corações como ameixas tingidas de vermelho e todos olhavam carrancudos até os ícones na parede até as estátuas não tiravam os olhos reprovadores dos sapatos a menina no entanto o gostava cada vez mais deles por isso quando o bispo começou a salmodiar o couro a cantarolar o órgão a soar a menina não achou que nada disso fosse mais belo que o seu sapatos vermelhos antes do final do dia a velha senhora já estava informada dos sapatos
vermelhos da sua protegida nunca nunca mais use esses sapatos vermelhos a minha sua velha no domingo seguinte porém a menina não conseguiu deixar de preferir os sapatos vermelhos aos pretos e ela e a velha senhora caminharam até a igreja como de costume a aposta do templo estava um velho soldado com o braço em uma tipoia ele usava uma jaqueta curta e tinha barba ruiva ele fez uma mesura e pediu permissão para tirar o pó dos sapatos da menina ela estendeu o pé e ele tamborilou na sola dos sapatos uma musiquinha com passada que ele deu
cócegas das solas dos pés e lembre-se de ficar para o baile disse ele sorrindo e piscando um olho para ela e mais uma vez todos lançaram olhares reprovadores para os sapatos vermelhos da menina e ela não entanto adorava tanto esse sapatos que brilhavam como carmim como framboesas como um romance que não conseguia pensar em mais nada que mal prestou atenção no couro estava tão ocupada virando os pés para lá e para cá para admirar os sapatos que se esqueceu de cantar que belas sapatilhas exclamou soldado ferido quando ela e a velha senhora saíram da igreja
e essas palavras fizeram uma menina dar alguns rodopios ali mesmo no entanto depois que seus pés começaram a se movimentar eles não queriam mais parar e ela atravessou dançando os canteiros e dobrou a esquina da igreja até dar a impressão de ter perdido totalmente o controle de si mesma e ela dançou uma gaivota e depois uma sardas e saiu valsando pelos campos do outro lado da estrada o cocheiro da velha senhora saltou do seu banco e correu atrás da menina ele é segurou ea trouxe de volta para carruagem mas os pés da menina nos sapatos
vermelhos continuavam a dançar no ar como se ainda estivessem no chão a velha senhora e o cocheiro começaram a puxar e a forçar a tentativa de arrancar os sapatos vermelhos dos pés da menina foi um horror só se vê um chapéu os caídos e pernas que isso conhecer a vão mas no final os pés da menina se acalmaram e de volta à casa a velha senhora enviou os sapatos vermelhos no alto de uma prateleira e avisou a menina para nunca mais calçados no entanto a menina não conseguia deixar de olhar para eles e ansiar por
eles oi para ela eles eram o que havia de mais lindo no planeta há não muito tempo depois o destino quis que a velha senhora caísse de cama e assim que os médicos saíram a menina entrou sorrateiro no quarto onde eram guardados os sapatos vermelhos a ellus contemplou lá no alvo da prateleira seu olhar tornou-se fixo e provocou nela um desejo tão forte que a menina tirou o sapato da prateleira e os caos ou na crença de que eles não lhe fariam mal algum só que no instante em que eles tocaram seus calcanhares e seus
dedos ela foi dominada pelo impulso de dançar e saiu dançando posta fora e escada abaixo primeiro uma da volta depois uma cartaz em seguida giros arrojadas de volta em rápida sucessão e a menina estava no momento de glória e não percebeu que enfrentava dificuldades até que teve vontade de dançar para a esquerda e os sapatos insistiram em dançar para a direita e quando ela queria dançar em círculos os sapatos teimavam em seguir em linha reta e como eram os sapatos que comandavam a menina em vez do contrário eles a fizeram lançar a estrada abaixo a
atravessar os campos em lameados e penetrar na floresta soturno em sombria e ali encostado numa árvore estava um velho soldado de barba ruiva com o braço na tipoia e usando sua jaqueta curta e puxa desse ele que bela sapatilhas tô apavorada a menina tentou tirar os sapatos mas por mais que puxasse eles continuavam firmes e ela soltava a primeira no pé depois no outro para tentar tirá-los mas o pé que estava no chão continuava dançando assim mesmo e o outro pé na sua mão também fazia o papel na dança ah e assim ela dançava e
dançava sem parar por sobre os montes mais altos e pelos vales a fora na chuva na neve e ao sol ela dançava ela dançava na noite mais escura amanhecer e continuava dançando também ao escurecer só que não era uma dança agradável era terrível não havia descanso para menina e ela entrou no adro de uma igreja e a língua espírito guardião não quis permitir que ela entrasse eu vou sair a dançar com esses sapatos vermelhos porque alma o espírito até que fique como uma alma penada como um fantasma até que sua pele pareça suspensa dos ossos
até que não sobre nada de você a não ser entranhas dançando se você irá dançar de porta em porta por todas as aldeias e bater a três vezes a cada aposta bom e quando as pessoas espiarem quem é verão que é você e temeram que seu destino se abata sobre elas dancem sapatos vermelhos vocês devem dançar a menina entrou misericórdia mas antes que pudesse continuar a suplicar os sapatos vermelhos a levaram embora e ela dançou um por cima das urzes através dos riachos por cima de cercas vivas sem parar ainda dançava quando voltou a sua
antiga casa e viu pessoas de luto é a velha senhora que havia abrigado estava morta mesmo assim ela passou dançando dançava porque não podia deixar de dançar totalmente exausta e apavorada ela entrou dançando numa floresta onde morava o carrasco da cidade e o machado na parede e começou a tremer assim que pressentiu que ela se aproximava por favor implorou ela o carrasco quando passou pela sua posta por favor corte fora meus sapatos para me livrar desse destino horrível o carrasco cortou fora as tiras dos sapatos vermelhos com machado mas os sapatos não se soltaram dos
pés da menina e ela se lamentou então dizendo que sua vida não valia mesmo nada e que ele deveria amputar-lhe os pés foi o que ele fez com isso sapatos vermelhos com os pés neles continuaram dançando floresta fora e morro acima até desaparecerem a menina era agora uma pobre aleijada e teve de descobrir um jeito de sobreviver no mundo trabalhando como criada e nunca mais ansiou por sapatos vermelhos