as mulheres que correm com os lobos clarissa pinkola éstes continuação capítulo 8 os sapatinhos vermelhos feitos a mão na história sabemos que a menina peste os sapatos vermelhos criados por ela mesma aqueles que a faziam se sentir rica ao seu próprio modo ela era pobre porém criativa estava encontrando o seu jeito de ser havia passado da condição de não ter sapato nenhum a deter sapatos que lhe proporcionavam sentido de força espiritual apesar das dificuldades da sua vida concreta os sapatinhos feitos a mão são símbolos da sua ascensão de uma existência e psíquica insignificante para uma
vida emotiva projetada por ela mesma seus sapatos representam um passo enorme e literal no sentido da integração da sua engenhosa natureza feminina na rotina do seu dia a dia não importa que sua vida seja imperfeita ela tem sua alegria ela irá evoluir e nos contos de fadas podemos compreender essa personagem tipicamente pobre porém criativa como um motivo psicológico daquele que é rico em espírito e que lentamente adquire maior conscientização e maior poder com o passar do tempo seria possível dizer que essa personagem retraia exatamente todas nossas pois todas avançamos lentamente mas com segurança e sobre
o aspecto social os sapatos transmitem um sinal são um meio de distinguir um tipo de pessoa de outro tipo e os artistas costumam usar sapatos que são completamente diferentes daqueles usados digamos por engenheiros e os sapatos podem expressar algo a respeito de como somos às vezes até de quem aspiramos ser da persona que estamos experimentando e o simbolismo arquetípico dos sapatos remonta à antiguidade quando os sapatos eram um sinal de autoridade os governantes os possuíam os escravos não o mesmo hoje em dia grande parte do mundo moderno aprende avaliar exageradamente a inteligência e a capacidade
de uma pessoa com base no fato de ele ou ela usar sapatos ou não assim como no fato dessa pessoa que possui sapatos estar bem calçada ou não e essa versão da história tem origem nos free os países do norte nos quais os sapatos são vistos como instrumentos de sobrevivência e quando os pés são mantidos secos e aquecidos e se permitem a sobrevivência da pessoa em condições extremas de frio e umidade e lembro-me de que minha tia me contava que roubaram o único par de sapatos de uma pessoa no inverno era um crime equivalente ao
assassinato e a natureza apaixonada e criativa da mulher corre o mesmo risco se ela não pudesse agarrar as suas fontes de alegria e crescimento e elas são o seu calor a sua proteção é o símbolo dos sapatos podem ser interpretado como uma metáfora psicológica eles protegem e defendem o que é a nossa base os nossos pés no simbolismo dos arquétipos os pés representam mobilidade e liberdade e me sentido ter sapatos para cobrir os pés é ter convicção nas nossas crenças e ter os meios necessários para segui-las e sem sapatos psíquicos a mulher em capaz de
transpor ambiente os subjetivos ou objetivos que exijam perspicácia bom senso cautela e firmeza e a vida e o sacrifício ou não juntos o vermelho é a cor da vida e do sacrifício é para levar uma vida vibrante precisamos fazer sacrifícios de diversos tipos e se você quer ir para a universidade deverá sacrificar tempo e dinheiro e dedicar uma concentração enorme essa opção se você quiser criar precisar a sacrificar a superficialidade com alguma segurança e com frequência seu desejo de ser apreciada para fazer vir à tona seus insights mais fortes suas visões mais amplas e os
problemas surgem quando há muito sacrifício mas nenhuma vida brota disso tudo nesse caso vermelho é a cor da perda de sangue em vez de ser a cor da vida do sangue é exatamente isso que ocorre na história perde desse um tipo de vermelho vibrante amado quando os sapatinhos feitos a mão são queimados isso detona da menino anseio uma obsessão e finalmente uma dependência do outro tipo de vermelho o das emoções baratas e velozes o do sexo sem alma aquele que leva a uma vida sem significado portanto ao interpretar todos os aspectos do conto de fadas
como componentes da psique de uma única mulher podemos concluir que a confecção dos sapatos vermelhos pela própria criança representa um feito importante e a menina retira sua vida do status de escrava descalça a de quem cuida da própria vida com os olhos voltados para o chão sem olhar nem para a direita nem para a esquerda para uma conscientização que faz uma pausa para criar que nota beleza e sente alegria que sente paixão e registra a satisfação bem como tudo o que compõem a natureza essencial que chamamos de selvagem o fato de um sapato serem vermelhos
indica que o processo será de uma vida vibrante o que inclui o sacrifício e isso é justo e correto o fato desse sapato serem feitos a mão e formados de retalhos demonstra que a criança simboliza o espírito criativo que sendo órfão e não tendo recebido ensinamentos por quaisquer motivos conseguiu reunir os pedacinhos e formar os sapatos usando sua percepção e nata muito bem uma dela e veemente afirmação e se ela tivesse sido deixado em paz essa situação teria um progresso agradável para o self criativo e na história a menina está feliz com sua obra com
o fato de ter conseguido executá-la o fato de ter tido paciência para procurar e acumular retalhos e para criar a forma reunir os pedaços e combiná-los para manifestar suas ideias não importa que a princípio o resultado seja grosseiro é muito dos deuses da criação em todas as culturas e através dos séculos não criaram com perfeição logo da primeira vez a primeira tentativa pode ir sempre receber aperfeiçoamentos assim como a segunda e muitas vezes a terceira e também a quarta isso não tem nada a ver com a nossa habilidade talento é simplesmente a vida eu vou
com ativa e em evolução contudo se a criança for deixada em paz ela fará outro parte de sapatos vermelhos mais um e ainda outro e até que eles não saiam tão grosseiros ela irá progredir no entanto ainda superior a sua maravilhosa exibição de engenhosidade ea capacidade de prosperar em circunstâncias difíceis o fato notável é que esse sapatos feitos por ela lhe proporcionaram uma alegria imensa e alegria é a seiva da vida o alimento do espírito ea vida da alma reunidos num só a alegria é o tipo de sensação que a mulher experimenta quando ela põe
as palavras no papel daquele jeito exato ou há certas notas ao ponto como queria logo da primeira vez o uau incrível é o tipo de emoção que a mulher sente ao descobrir que está grávida quando é isso que deseja é o tipo de alegria que a mulher sente quando vê as pessoas que ama se divertindo é aquela alegria que ela sente quando realizou alguma coisa na qual insistiu muito que envolveu sentimentos fortes algo que a fez se arriscar algo que a fez se esforçar e se superar para conseguir talvez com elegância talvez não mas com
sucesso criou aquele algo aquele alguém a arte a luta um momento sua vida e esse é o estado de ser natal e instintivo da mulher a mulher selvagem transparece nesse tipo de alegria situações comoventes dessa natureza convoca uma mulher selvagem pessoalmente no entanto na história como preferir o destino um dia para se contrapor diretamente aos modestos sapatos vermelhos feitos de retalhos a simples alegria de viver chega rolando e instalando a vida da menina uma carruagem dourada