você certamente já ouviu falar de eutanásia hoje nós vamos falar de de instalar na ásia você não sabe o que é vai aprender agora no programa e vai aprender condutor daniel deusser lã daniel médico pneumologista uma longa experiência e unidades de terapia intensiva e e um médico que trata de doentes potencialmente graves doentes com problemas pulmonares crônicos que acabam muitas vezes evoluindo para quadros de grande sofrimento especialmente na faixa das fases mais avançadas da doença não começar explicando então o que é de está na ásia a definição de uma definição mais simples assim a manutenção
da vida de uma forma artificial tá certo e o termo de estar mas essa aplica quando essa manutenção artificial não têm a perspectiva de deixar de acontecer mas existe uma série de condições clínicas em que isto acontece por exemplo a diálise é uma forma de manutenção artificial da vida fica melhor que a diálise porque é uma forma de manter o que esse com a diálise é uma terapia de substituição do rio a pessoa tem problema renal ela não consegue mais usar alguém como filtro em que situação a diálise entra nesse conceito da distanásia porque quando
você pega uma pessoa com deficiência renal crônica 25 anos de idade faz e vai absorver até fazer um transplante e morrer com 80 anos aí vem o segundo que é por isso que a explicação não é tão simples quer dizer a distanásia acontece quando eu tenho uma perspectiva de que a pessoa vai favorecer muito próxima à mente eu só tô estendendo isso artificialmente não tem uma perspectiva como eu tenho na situação de insuficiência renal crônica e que eu faço diárias a pessoa vai levar uma vida normal ela vai passar a fazer diálise três vezes por
semana quatro semanas de acordo com o caso mas ela vai levar uma vida produtiva normal esta pessoa na qual se caracterizado está na cela não está tendo uma vida produtiva e ela não tem expectativa de uma vida ela tem uma expectativa aliás de morrer num curto período de tempo e aquilo que eu estou fazendo artificialmente só prolonga uma situação que é irreversível como é que se caracteriza a distanásia seria o oposto da eutanásia na se tem uma pessoa ligada no aparelho que a cena mais dramática na mais explorada no cinema na televisão é certo que
a pessoa ligada no aparelho e aí você vai lá desliga o aparelho se caracteriza como uma eutanásia ea distanásia é o oposto disso você mantenha seu oposto mas ela ela deriva do mesmo conceito que existe uma é você interromper a vida de forma assistida e algumas vezes até com participação ativa em alguns lugares com infusão de medicamento e assim por diante a outra é a manutenção artificial e o grande problema é que o limite dessa manutenção artificial é dado pela hora em que você percebe que aquela situação clínica é irreversível dali para diante você está
provocando uma destinada à manutenção nessa situação está na então por exemplo sim quando que é irreversível você tem morte cerebral se eu pegar um paciente que tem morte cerebral que está não tem porque teve um derrame porque teve uma ferramenta porque teve um trauma cranioencefálico uma num acidente de carro ele está em morte cerebral não tem mais a atividade cerebral eu mantenho ele vivo artificialmente então isso é um exemplo claro da nasa por outro lado é essa situação que permite por exemplo que esse indivíduo seja um doador de órgãos então eu vou fazer essa manutenção
até que lhe dou o órgão dali pra dentro não vou fazer mais é então os limites do que a gente chama de distanásia não são limites claros muito bem estabelecido olha até aqui não era daqui pra frente vai ser isso é uma coisa dinâmica que vai conversar no dia a dia já aconteceu de você tem um paciente que você na hora avalia que não vou levar proteína vou fazer tudo o que precisa entubar ventilá ligar droga na veia para manter a pressão e depois de alguns dias você cria uma expectativa familiar com isso também de
que o doente melhore e que saia e depois os dias é você se certificar de que não aconteça melhor e aí você fala eu errei no evento trazendo esse doente proteína bom é bom primeiro isso acontece frequentemente vou te dar um exemplo o chefe da uti do hospital do câncer durante o tempo que não tem hospital do câncer a gente tratou de pacientes com tumores de pulmão avançado desses pacientes com tumores de pulmão avançado que um proteína portanto pacientes o estádio 4 um estágio bem avançado e praticamente incurável 25% dos pacientes viveram mais de um
ano mas 75% dos pacientes não viveram mais um ano ea maioria morreu dentro da terapia intensiva el então isso acontece frequentemente a questão é que eu não vejo isso como um erro eu vejo isso como uma tentativa e o que precisa acontecer para não criar uma expectativa falsa é que isso seja colocado como uma tentativa porque acho que a gente erra a gente cria uma expectativa de que vai dar tudo certo mas que na verdade é o tudo se resume num ponto só que todo mundo quer viver mais né não se eu puder ter um
dia a mais de vida porque do mas eu acho que o que nenhum de nós quer viver mais a qualquer preço e isso às vezes se perde um pouco nessa relação conturbada de médicos pacientes e familiares eu acho que sim eu acho que a gente perde um pouco o foco não é não é o mais relevante mas a questão do preço só um dado que é muito interessante que eu também sou um estudo sistemático qualquer indivíduo esse é um estudo muito grande publicar no jornal américas ou seja alguns anos o gasto com saúde nos últimos
seis meses de vida é muito maior do que no restante da vida inteira dependendo da idade do que aconteceu então a quantidade de recursos que você lança mão para viver esse dia mais é um negócio brutal e isto é ter essa parafernália toda essa estrutura todo tem envolvimento emocional que se carregue assim por dentro não é discutido acho que esta é a grande questão da distanásia nós vamos fazendo porque não param para conversar em momento nenhum e se a gente não parar para conversar em um dado momento um se perguntar pra você o que você
quer que eu faça com sua mãe fala quero você cuide dela que se trata dela ela mas hoje quero mas eu quero a minha mãe do meu lado como ela tava fazendo uma carta na semana passada é verdade que eu tenho condições de botar a fazer um macarrão como ela tava semana passada inúmeras vezes não mas essa expectativa expectativa de você tem e pra mim médico fica muito fazer não mas a família não quer a família não sabe que ela está lidando quem tem que saber que somos médicos nós é que temos que informar nós
aqui temos que informar o que está acontecendo então a terapêutica para a distanásia é conversar existem autores muito importantes e terapia intensiva aqueles que você tem que ter um período de tratamento intensivo então você tem um paciente grave com uma complicação e você não sabe se aquilo vai reverter ou não você deveria sempre botar esse paciente num período de tratamento intensivo e aí tem uma desculpa tem uma concordância são dois três quatro dias mas vê tratar intensivamente ver o que está acontecendo ea ideia por trás que se não tiver acontecendo nada só tiver piorando para
muito obrigado eu é que agradeço