Olá, meus amigos, minhas amigas. Boa noite para todos. Que a paz do divino mestre abençoe a todos nós.
Que o nosso coração sinta-se aquecido, acolhido por Jesus, pelo seu amor. Possamos partilhar aqui a sua paz e também todos comungar, né, desse espírito de fraternidade, eh, de comunhão, que é a própria essência do evangelho. Sintam-se todos abraçados e aqui especialmente, né, nosso abraço para todos que estão agora conosco ao vivo.
A Flá Castilho, eh, a Leocad, a Ticinha Souza, um abraço, querida. A Cláudia FGS, a Sandrinha Barros, a Eli Zimmer, eh, a Silvia Duncan, Luís Carlos Mendonça, Aureli Bastos, a Silvânia, perdão, a Silvana Ladeia, a Madalena Riche, a Leida Maria, Adriana Feital, a Aline Raal, o Júnior, enfim, a todos o nosso abraço e também aqueles que nos acompanham depois, né, por meio dos vídeos gravados, estamos juntos também, né, não ao mesmo tempo aqui, mas juntos em coração, juntos pelo pensamento, já que estamos partilhando, né, vibrações e reflexões à luz do evangelho. Vamos então para mais uma noite de estudos aqui da obra Pão Nosso.
sem antes nós darmos aqui alguns recadinhos, um recado que nós já trouxemos na terça-feira. É com muita alegria que nós anunciamos o retorno da série depois da morte, depois de muito tempo, né, o pessoal já solicitando, perguntando. Só agora a gente conseguiu encontrar aí um tempinho, né, um jeito da gente encaixar eh as gravações.
E se Deus nos permitir, vamos então com tudo, nessa reta final, nesse, digamos, fecho dourado da obra. O caminho reto, um dos capítulos, ou melhor, uma das partes mais belas de toda a literatura espírita, nós teremos nessa parte da obra de Leão Deni, que vai tratar do aspecto moral da doutrina espírita. As quatro partes anteriores a gente viu um aspecto mais filosófico, aspecto mais científico.
E agora Leondeni deixa para o final a cereja do bolo, as reflexões em torno do aspecto moral. Então fica aí o convite. Os episódios serão lançados a priori quinzenalmente, voltando agora neste domingo às 10 horas da manhã.
Domingo dia 17, portanto, às 10 manhã, teremos lá a estreia no canal desse episódio, eh, acho que é o episódio de número 56 do capítulo 42, que é o primeiro capítulo desta última parte. Então fica aí o convite. Lembrando também que nós seguimos com as nossas vibrações eh diárias, né, matinais às 8 horas pelos nossos irmãos em sofrimento na região da Ucrânia, na região do Yemen, da Síria, em toda parte, que as nossas vibrações possam ser usadas pelos espíritos para amparar aqueles que sofrem encarnados ou desencarnados.
Então, os que puderem estar conosco em seus lares, no santuário de suas consciências, estaremos juntos. E aqueles que não puderem nesse horário também, lembremo-nos, né, de orar. Lembremo-nos da oração, como nós vimos aqui no capítulo de número 17, intercessão, o valor da oração por outros corações.
Beleza? Então, dados os recados, vamos aqui ao nosso estudo. Eh, mandando um abraço aí para todos que foram chegando aqui depois também.
o Rubens Alves, a Maria, Maria Iris, eu acho, eh, a Laura Inês, a Luciana Ferezim, a Elizabete e todo mundo que tá aí. capítulo de hoje, capítulo de número 19, falsas alegações. Então, nós vamos eh tratar aqui de um assunto importante, a gente vai ver ao longo do texto, que diz respeito à nossa falta de compromisso com a verdade.
Em outras palavras, o nosso apego ainda às ilusões. Porque o que que é ilusão? senão a fuga à verdade.
O que que é a desilusão senão a visita da verdade? E Jesus, por excelência, representa em nossas vidas a visita da verdade. Mas muitas vezes não estamos dispostos a acolher essa visita.
Queremos ainda nos manter, digamos, acomodados, insulados, estagnados em nossas mentiras, em nossas ilusões. Há inclusive uma mensagem muito interessante do espírito, né, Lúcio no livro Jesus no Lar, capítulo 25, chamada A visita da verdade, em que ele conta uma história, na verdade contada pelo próprio mestre, que fala de um indivíduo que vivia ali numa caverna muito escura e o ambiente ali era muito, digamos assim, intratável, muito desagradável o ambiente, o próprio cheiro e tal. Ele vivia então orando ao Senhor da vida, eh, reclamando por aquilo, por aquelas dificuldades, porque aquele ambiente, se ele, né, se considerava assim já tão superior, tão, tão consciente da vontade divina, tão fiel, tão devoto, e ele vai orando e tal e aí o o Senhor vai enviando os mensageiros, né, em seu auxílio para o seu consolo.
envia primeiro a fé, que o consola ali por um tempo e tal, daqui a pouco ele tá reclamando de novo. Depois a esperança, a mesma coisa. Fala para ele da vida eterna, do futuro, do povo luminoso.
Daqui a pouco ele está reclamando de novo, eh, desgostoso com aquele ambiente, com aquela situação. Daqui a pouco vem a caridade como mensageira do alto. Mais uma vez, ele é consolado, ele é amparado, mas mesma coisa.
Envie então o Senhor a verdade. Depois da fé, depois da esperança, depois da caridade, que expressa também misericórdia, vem então a verdade. E aí a verdade adentra aquela caverna e a verdade é luz.
A luz se acende e o indivíduo vê então a realidade. Ele percebe que aquele mau cheiro que tornava aquele ambiente, aquela situação tão desagradáveis, na verdade vinha dele próprio, de feridas, de pústulas que ele trazia consigo mesmo. Ou seja, ele vê a realidade que o seu sofrimento era causado por si e não pelos outros ou pelas circunstâncias, né?
Claro que é uma metáfora. E aí, desesperado diante da verdade, impactado por aquela visão, por aquele contato com a verdade, ele foge em desespero em busca de uma nova caverna, onde pudesse então se esconder mais uma vez, onde pudesse novamente manter-se ali naquela sombra, né? manter-se ali naquela estagnação.
Então, é um símbolo, é uma parábola muito interessante do que representa aí esse contato com a verdade. Muitas vezes nós não estaremos dispostos porque a verdade ela nos desnuda, o contato com a luz, contato com o evangelho nos revelam, digamos assim. E aí para não lidar com isso e com os deveres que isso nos pede, com as mudanças que isso nos solicita, a gente prefere muitas vezes fugir, voltarmos novamente às falsas alegações, né, voltarmos às nossas ilusões para ali nos mantermos, né?
Então, a gente vai falar dessas falsas alegações como uma série de ilusões de eh eh de descompromissos com a verdade que nós vamos assumindo em nós mesmos ou para nós para para com nós mesmos e que nos custam muito em termos de energia, em termos de equilíbrio, manter capas, manter aparências, manter falsas alegações, né, criando responsabilidades eh imaginárias de outros que na verdade são nossas ou criando assim lamentos e e justificativas imensas para as nossas posturas, terceirizando geralmente responsabilidades. Tudo isso nos custa muito, né? Manter essas falsas alegações.
Então, seremos convidados a deixá-las. É, de certo modo isso que Jesus quer dizer com a fala, né? E conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.
Enquanto a gente manter o compromisso com as nossas ilusões e não com a verdade, nós estaremos sempre andando em círculos, alimentando uma série de tormentos voluntários. O contato com a verdade é desafiador, é até doloroso no primeiro momento, mas é único, efetivamente libertador. Então, é sobre isso que nós vamos conversar a partir de um versículo muito interessante do Evangelho, no caso do Evangelho de Lucas, capítulo 8, versículo 28.
em que está dito: "Que tenho eu contigo, Jesus, filho do Deus altíssimo? Peço-te que não me atormentes. " Que fala é essa, né?
Para alguns corações e talvez que não conheçam essa fala, ela parece até estranha. Como assim? O indivíduo tá pedindo para que Jesus não atormentasse?
Tem algum momento em que Jesus atormenta alguém no evangelho? E aí vamos entender então o contexto. Nesta passagem, Jesus encontra um indivíduo que há muito tempo encontrava-se, entre aspas, possesso por demônios.
Naturalmente que o espiritismo vai renovar em muito o nosso entendimento acerca dessas passagens, né, aquelas que envolvem os ditos endaimoniados, mostrando-nos ali indivíduos como nós outros que estão passando por processos obsessivos em maior ou menor grau. E aqueles que são chamados demônios nada mais são do que espíritos desencarnados. Espíritos como nós, com a única diferença, nós estamos encarnados, eles estão desencarnados.
espíritos que ainda têm as suas paixões, que ainda têm os seus vícios, que às vezes nutrem em relação a outros espíritos encarnados ou não, antigos ódios, eh processos de vingança. E aí eles acabam muitas vezes eh sujeitando determinados indivíduos a um processo de influência perniciosa, que claro, só encontrará espaço se ou indivíduo der alguma brecha para isso. A obsessão, precisamos entender, nunca é unilateral.
Não existe só vítima na obsessão. É sempre um processo ali em que existe alguma sintonia. Caso contrário, os espíritos inferiores não encontrariam ascendência no Cristo, por exemplo, nem de perto, né?
A possibilidade de um processo obsessivo. Em espíritos equilibrados, mais adiantados, as brechas são mínimas, né? espíritos puros, espíritos superiores, já não mais existem essas brechas.
Mas nós, espíritos imperfeitos, que ainda somos, que ainda temos egoísmo, que ainda temos o orgulho, temos as nossas paixões, vamos seguindo muitas vezes de maneira negligente, invigilante na vida e daqui a pouco estamos envolvidos por um processo como esse, que pode ir desde uma obsessão simples, aquela que gera apenas um incômodo, não é algo tão grave, até obsessões mais complexas e graves, como um processo fascinatório de um médium, por exemplo, ou até tem um processo de subjulgação em que o espírito assume ali momentaneamente até o controle da vontade do indivíduo e e e dos seus movimentos, né, em casos gravíssimos de obsessão que não se dão assim da noite para o dia. Naturalmente, para chegar a esse nível, existe toda uma história até se chegar até lá. E era mais ou menos esse o caso do indivíduo, um processo ali meio que de subjulação mesmo.
Há muito tempo ele passava por isso, vivia nas regiões ermas, né, nos cemitérios e tal. Então, algo que foi muito, de certo modo, muito comum, por exemplo, no início do espiritismo no Brasil, a gente vê aqueles relatos, né, ali em Santa Maria, por exemplo, ali na região de Sacramento, lá mesmo em Sacramento com Euipetes, em outras regiões, principalmente rurais, que o Espiritismo, na medida que ele foi se difundindo, era muito comum, né, aqueles primeiros médiuns, aqueles primeiros doutrinadores, seu Mariano mesmo, tio de Euríped, receberem ali inúmeros indivíduos que eram taxados de loucos, mas que na verdade estavam passando por processos obsessivos graves. Eurípedes, por exemplo, acolhia muitos desses lá no colégio, os amparava com tratamento, eh, seja pelo passe, seja pela doutrinação ou pelo diálogo, né, pela orientação aos espíritos subcessores com toda a força do seu amor.
Enfim, o espiritismo nos esclarecem muito essa questão. Então, é isso o que estava acontecendo. Esse indivíduo que falou aqui não é nem o indivíduo encarnado, é o espírito que falou por meio dele.
Ao ver o Cristo, naturalmente que ele reconhece quem é aquele espírito, porque qualquer espírito inferior reconhece a ascendência de espíritos mais elevados. Eles sabem, podem até relutar, revoltar-se, mostrar mostrarem-se ali iraíveis, agressivos, né? mas reconhecem a autoridade, a ascendência de um espírito mais elevado que dirá do Cristo.
Então ele vê o Cristo, você imagina ele vendo espiritualmente a cena, né? Vendo o Cristo, não só o corpo, mas vendo a aura ali, enfim, parte disso, né? Porque Jesus também não se mostrava como um todo, caso contrário, não cegaria com tamanha luz, mas enfim, ele vê aquela luminosidade e aquilo naturalmente o incomoda.
Ele um espírito, como naquele conto que nós trouxemos na escuridão da caverna dos seus vícios e paixões, quando aquela luz se acende na sua frente, aquilo o fere entre aspas. até uma mensagem muito interessante no livro Céu e Inferno, quando Kardec fala dos espíritos eh endurecidos naquela segunda parte, né, que ele fala dos dos espíritos ali que se equivocaram, que estavam em condição dolorosa no mundo espiritual, tem uma mensagem lá em que o espírito menciona o castigo pela luz. Com incômoda é a visita da luz pro espírito que está nas trevas de si mesmo, porque a luz o desnuda, a luz revela, né?
Isso faz com que ele veja coisas que ele quer esconder de si mesmo. Ele quer manter falsas alegações sobre si, sobre os motivos dele estar ali. Não é por culpa dele.
Ele fez tudo que devia para conquistar o céu. Ele foi muito virtuoso, mas foi incompreendido. Falsas alegações, né?
Eh, enfim. E aí o indivíduo tem que lidar com a luz, com a verdade. E isso é doloroso.
Então a gente começa a entender aqui o que que é o contexto. A gente começa a entender porque que ele fala: "Não me atormentes". Porque a simples presença do Cristo já, né?
Gerava aquele encontro. E aí Emanuel vai dizer o seguinte, então, para nós. O caso do espírito perturbado que sentiu a aproximação de Jesus, recebendo-lhe a presença com furiosas indagações, apresenta muitos aspectos dignos de estudo.
Olha que interessante, muitos aspectos dignos de estudo. é o que reiteradamente nós temos buscado destacar aqui nos estudos da obra de Emanuel, que na verdade nos apontam para os estudos do Evangelho, do Novo Testamento, de cada passagem da vida de Jesus. Cada passagem, às vezes cada frase do mestre, apresentam-nos vários, muitos aspectos dignos de estudo.
É como um diamante cada frase de Jesus ou cada passagem do evangelho que tem uma unidade, né? Ele ele é composto ali de muitas faces a representarem várias perspectivas de abordagem, mas ele tem humanidade. São perspectivas que se complementam e não que se contradizem entre si.
Mas cada passagem é como um diamante. Eu posso abordá-la em vários aspectos que se complementam, que se integram num todo. Então essa passagem, por exemplo, eu pode eu posso estudar sobre mediunidade, eu posso estudar ela sobre a perspectiva dos processos obsessivos, eu posso estudar ela sobre a perspectiva da escala espírita, eu posso estudar ela sobre a perspectiva do processo de desobsessão ou de tratamento fluídico, né?
compasse, por exemplo, eu posso estudar ela sobre a perspectiva da evolução, eu posso estudar ela, enfim, sobre uma série de aspectos, a depender da finalidade que eu tô buscando ali, né, do daquilo que me eh atrai mais propriamente naquele momento, daquilo que me interessa mais propriamente. E aí eu vou em relação a cada passagem aos poucos agregando novas perspectivas, novas visões, de modo que eu vou compondo assim um quadro magnífico de cada um desses textos, de cada um desses momentos de Jesus. Então essa é a riqueza do evangelho.
Ele nunca se esgota, ele nunca termina de nos revelar, ele nunca cessa eh de nos revelar novas e novas perspectivas, novas e novas considerações. Então isso é é maravilhoso, né, a gente poder pensar nesses termos. E aí o Emanu continua aqui dizendo, ó, a circunstância de suplicar ao divino mestre que não o atormentasse requer muita atenção por parte dos discípulos sinceros.
Muita atenção dos discípulos sinceros. Quem serão os discípulos sinceros? os que já estão se preparando, tê se preparado para um encontro com a verdade, para processos graduais de aprofundamento na luz da verdade.
Aquele que tá ainda muito imaturo na experiência do evangelho, que tá ainda muito na condição de multidão e não propriamente de discípulo, se aproxima do evangelho não buscando propriamente a sua luz, mas buscando o que o evangelho pode lhe dar em termos de interesses pessoais muitas vezes. E ele não vai conseguir enxergar ou acessar com mais clareza essa luz. Ele vai ficar na superficialidade em torno do entendimento do evangelho, porque é a superficialidade em que ele tem se colocado.
Agora, o discípulo sincero, ele vai indo mais fundo. Então, ele precisa se preparar para lidar com a luz da verdade, para conhecer a realidade sobre si, conhecer as suas imperfeições, admiti-las, identificá-las para que possa se libertar. Porque diante da luz do evangelho, geralmente os que não estão comprometidos são duas as posturas.
Ou a fuga, como lá no conto que nós trouxemos na historinha de Jesus, o indivíduo vê a verdade, sai correndo desesperado em busca de uma nova caverna para se esconder ou a agressividade, o ataque, parte pro ataque porque a luz o fere e ele quer retrucar. Então, geralmente são essas as posturas dos corações que ainda não estão dispostos. A multidão geralmente vai tomar mais o caminho da fuga, né?
Os que ainda estão muito remitentes no mal, muitas vezes tomarão o caminho da agressividade. Agora, o discípulo sincero, ele precisa encarar a luz, lidar com aquele choque inicial e seguir. E aí a luz vai se revelando cada vez mais intensa.
Ela vai sendo graduada conforme a sua disposição em avançar. Quem poderá supor o Cristo capaz de infligir tormentos a quem quer que seja? Por porque nos atormentando?
Mas como assim Jesus atormentando? É óbvio que Jesus não tinha intenção de atormentá-lo. Jesus não buscava ferir a ninguém.
Mas é que ali era a própria consciência do indivíduo bafejada pelo contato com o mestre que o feria. E ele reputava essa esse ferimento, esse sofrimento a Jesus, mas na verdade era sua própria consciência. Jesus, ele só accionava um processo, era como que um gatilho a presença do Cristo, mas na verdade quem o fazia sofrer era ele mesmo.
O contato com a verdade revelava isso e ele não queria subir. Então ele projetava a responsabilidade em Jesus, dizendo que era o mestre que o fazia sofrer, mas na verdade era a consciência culpada que diante da luz se via com clareza e não queria se reconhecer. Então, quem poderá supor o Cristo capaz de atormentar a quem quer que seja?
E no caso, trata-se de uma entidade ignorante e perversa, que nos íntimos desvarios muito já padecia por si mesma. Então é isso que ela não percebia e que ali, ao contato de Jesus, ela começava a perceber o quanto ela sofria, o quanto o mal lhe custava, o quanto a ignorância, o endurecimento, a estagnação lhe custavam em termos de sofrimento, de dor. Porque os espíritos que se colocam assim, operando nas sombras, muitas vezes se julgam triunfantes, né, vitoriosos pelo que fazem, pelos seus malfeitos, pelas perseguições, pelos sofrimentos que geram, muitas vezes em processos de vingança ou de ódio, mas eles vão indo num processo assim de tal cegueira que não percebem, não conseguem visualizar o quanto aquilo está lhes custando, mas chega uma hora em que eles começam a se exaurir.
Chega uma hora em que a luz os alcança. E aí é que eles começam a ver o preço. Não só o que sofrem agora já pelo mal que trazem consigo, mas também eles começam a divisar o que eles espera depois em termos de reparação.
E aí muitos se desesperam porque também ainda não conseguem sentir a misericórdia. Porque por trás disso, ah, misericórdia, mas é que eles estão ainda tão enseguecidos que não conseguem ver. para além das dores e das lutas reparatórias que terão de encarar a misericórdia, a esperança que lhes convida.
Então, nos íntimos desvarios, aquela entidade já muito padecia por si mesma. A vizinhança do mestre, contudo, trazia-lhe claridade suficiente para contemplar o martírio da própria consciência atolada num pântano de crimes e defecções tenebrosas. Entendem a passagem lá no livro Seu Inferno, o castigo pela luz?
Deixa eu até ver se eu consigo encontrarla aqui. Acho que vai ser bem difícil, porque no livro aqui direto é mais difícil. Mas enfim, eh, a luz do mestre que ali era graduado, hein?
Porque Jesus não se revelou na terra com a sua luz total. Talvez o o momento em que ele mais revelou a sua luz foi na transfiguração. E aí os discípulos ficaram estupefatos, ficaram ficaram tão assim, né, fora de si que queriam nem descer mais, não queriam nem descer mais da montanha.
Não, mestre, vamos fazer aqui três tendas e a gente já fica por aqui adorando a você, a Elias e Moisés, porque ficaram tão atordoados com a luz de Jesus que ali ainda era limitada pela matéria, mas ali ele se revelou um pouco mais que, né, quase que perderam juízo. Então Jesus, mesmo graduando a sua luz, essa luz envolvia aquele coração, aquelas vibrações envolviam aquele coração. E aí achei aqui, ó, o cche pelo, olha só, achei, abri aqui e achei.
Tá no capítulo 7 da segunda parte. O espírito se chama lapomera. Esses espíritos endurecidos, castigo pela luz.
Aí, eh, uma hora ele diz assim, ó, a vida é uma lúgubre comédia. Desastrados aqueles que se demitem da cena antes da queda da cortina. A morte é um terror, um castigo, um desejo, segundo a fraqueza ou a força daqueles que a temem, a desafiam ou imploram-la.
Para todos ela é uma amarga zombaria. A luz me ofusca e penetra como uma flecha aguçada a sutileza do meu ser. castigou-se-me pelas trevas da prisão e acreditou-se castigar-me pelas trevas do túmulo ou aquelas sonhadas pelas superstições católicas.
Pois bem, e aí ele segue falando aqui eh dessa questão da luz. E aí mais adiante ele diz assim, ó, eh não, mas é que a justiça de Deus se cumpre de todas as formas. Ah, não.
Aqui é um comentário de Kardec, né, na verdade, eh, a justiça de Deus se cumpre de todas as formas. E o que faz a alegria de uns, no caso, por exemplo, a luz, eh, o que faz a alegria de uns para outros é um tormento. Essa luz faz o seu suplício contra o qual se obstina, e, apesar de seu orgulho, confessa-o, quando disse: "Eu me basto e saberei muito lutar contra essa odiosa luz".
E nesta outra fase, a luz me ofusca e penetra como uma flecha aguçada a sutileza do meu ser. Estas palavras sutileza do meu ser são características. Ele reconhece que o seu corpo fluídico é penetrável à luz da qual não pode escapar e essa luz o transpassa como uma flecha aguçada.
E aí mais adiante tem um comentário, né, de de Lamené falando sobre essa questão da luz. Também o espírito erasto vai dizer mais adiante, ó. Portanto, o espírito que se comunicou na última sessão exprime bem a verdade de situação quando exclama, eh, ó, eu me livraria bem desta odiosa luz.
Com efeito, essa luz é tanto mais terrível, tanto mais pavorosa quanto o atravessa completamente e que torna visíveis e aparentes os seus mais secretos pensamentos. Então, revela o que ele quer manter o culto, destrói, digamos, as suas falsas alegações, né, suas falsas justificativas tentando abafar a sua consciência. E aí, bom, acho que é acho que é isso assim da da parte da luz mais propriamente que a gente poderia destacar para vermos como é interessante, né, a luz que é alegria dos espíritos elevados.
eh, dos espíritos já desmaterializados, para os espíritos ainda materializados acaba sendo sofrimento. Por isso que Jesus diz: "Vê, pois, para que a luz que há em ti não sejam trevas". É preciso avançar, progredir a partir do conhecimento recebido para que a luz não seja ou a visita da luz e da verdade não seja fonte de aflição, mas antes um complemento ainda um maior desenvolvimento da felicidade.
Então, a claridade do mestre fazia ele contemplar o martírio da própria consciência. Então, não era Jesus que eu fazia sofrer. O mestre apenas acionava nele a consciência que estava abafada, que é algo divino que todos trazemos desde o instante da nossa criação, que vai sendo eh desenvolvida, esclarecida, mas que muitas vezes, pelo orgulho o espírito tenta bafar.
Ali o mestre acionado. A luz castigava-lhe as trevas interiores e revelava-lhe a nudez dolorosa e digna de comiseração. Então a gente entende por que ele diz ao mestre: "Rogo, não me atormentes".
Porque ali ele entrava em contato com essa realidade sobre si. O quadro é muito significativo para quantos fogem das verdades religiosas da vida. categorizando-lhe o conteúdo a conta de amargo elixir de angústia e sofrimento.
Então, tem muitos espíritos, né, que naquelas justificativas, nas falsas alegações, vão falar: "Ah, não, isso é coisa de gente que gosta de sofrer, esse negócio de espiritismo, de cristianismo, de cruz, de sacrifício. Isso é coisa de quem gosta de sofrer. Isso é, isso é coisa para quem, né, fraco, para quem, na verdade, isso é essas falsas elegações que o indivíduo vai mantendo, por ele sente, ele intel espirituais, ele vai ser incomodado, ele vai ser chamado a mudar de perspectiva.
Às vezes ele até observa, né, pessoas que começaram a frequentar e que a vida parece não ter melhorado. Parece até que piorou, né? O indivíduo arrumou mais tormento ainda.
Por quê? Porque um monte de coisas que o indivíduo não percebia antes do contato com a luz, agora ele passa a perceber. Mas isso é parte da cura, como o medicamento que num primeiro momento acentua os os sintomas, né?
destaca ainda mais assim esse medicamento moral que é o evangelho de Jesus no primeiro momento é amargo, acentua mais que é para trazer à tona, que é para ver o que tava oculto lá no fundo, né? o adoecimento mais profundo, trazê-lo à superfície para que ele seja trabalhado, para que ele seja visto, para que ele seja identificado. Então, tem muitos indivíduos que intuitivamente percebendo isso, preferem dizer: "Ah, não, isso aí tá com nada, isso é desnecessário, isso aí é coisa do passado, coisa de de fé, de de religião.
" E aí vai fugindo disso, né? Mas tem até uma outra mensagem de que ele fala assim, chama pior para eles a mensagem que Jesus já deu o recado, que a visita da verdade já ocorreu. Se não quiserem aproveitar, pior para eles, como diz Emanu no título.
Ou seja, quem prefere abraçar a ilusão, não lamente depois a visita da verdade na forma da desilusão. Quem prefere abraçar a verdade, o compromisso de amadurecimento, pode até chorar agora, mas depois há de encontrar liberdade, felicidade. Esses espíritos indiferentes e gozadores costumam afirmar que os serviços da fé alargam o caminho de lágrimas renevoando o coração.
Então, para que mexer com isso? A vida tá bem, tá tudo certo, né? vai vivendo aquela tranquilidade que é a tranquilidade do mar morto, dizem os espíritos no Evangelho Espiritismo, parece por cima tranquilo, mas por baixo, né?
esconde ali a podridão, tem uma falsa tranquilidade. Enquanto que aquele outro que teve contato com isso e a vida pareceu parece se tornar mais tormentosa, na verdade ele tá encontrando mais paz porque ele tá começando mesmo a trabalhar aquilo que não lhe permitia ainda sentir essa paz mais durada. E aí o Emanuel conclui então pra gente, tais afirmativas, no entanto, denunciam-nos, ou seja, fala, falam essas afirmativas da sua postura interna, do seu estado de amadurecimento, da sua lareza de visão ou da sua cegueira.
conforme que o indivíduo fala acerca do evangelho, tem-se uma medida moral dele. Há até uma mensagem no Bert Campos, acho que chama Jesus e o homem, algo nesse sentido, eh, ou Cristo e vida, enfim, agora não me recordo o título, mas ele está ouvindo uma préeleção de um benfeitor em que o benfeitor basicamente fala isso. Olha, conforme a visão que nós temos do evangelho ou do Cristo, nós denunciamos a nossa posição íntima.
a nossa posição espiritual. Quem vê no evangelho só superficialidade, só coisas sem sentido ou retrógradas, né, denuncia a sua posição espiritual. Quem já consegue ver no Evangelho uma imensidão de valores e e traduzir isso em vida, denuncia o quão ampla e profunda já é a sua experiência de conhecimento íntimo em maior ou menor escala.
são companheiros do irmão infeliz que acusava Jesus por ministro de tormentos. Então ele pega aquele caso ocorrido lá atrás com o indivíduo num processo grave de obsessão e transporta para algo mais próximo de nós. Não somente aqueles que estão num tal nível, né, de endurecimento ou de sombras, mas esses que estão fugindo dos compromissos com a verdade, do conhecimento da verdade em menor escala, né?
Mas também estão ainda mantendo falsas alegações, estão também perdendo oportunidades no contato com a luz e buscando fugir, encontrar aí novas cavernas onde poderão permanecer alentando, cultivando as suas ilusões. Beleza? Então, muito interessante, né, o estudo de hoje, como Manuel traz esse símbolo desse espírito e e conecta com algo muito presente na vida.
hoje ainda, né, na sociedade e nas nossas experiências religiosas, que a gente possa pensar nisso, quantas falsas alegações ainda temos mantido conosco e quanto tem sido ou qual tem sido já o nosso compromisso efetivamente com a verdade que liberta. Beleza? Vejamos aqui eh os comentários das pessoas, as perguntas.
A dais Quirino diz aqui para nós, né, no seu inabitável, imagino talvez que seja indubitável ou incomparável sacrifício, Jesus fez-se exemplo para todos os que vieram depois e permanece como lição viva do não tormento. Alguém poderá fazer isso? Como assim?
Ele passou pela paixão, né? Amanhã é sexta-feira da paixão, a gente rememora isso, né? Então, como assim não tormento?
é que Jesus é o grande mestre que nos ensina a nos libertarmos dos tormentos voluntários, que são a maior carga de aflições na jornada do espírito. Porque existem naturalmente as dores evolução, como vai definir Emânuel, definir André Luiz, aquelas dores estímulo. Agora, boa parte das nossas cargas de aflições nascem de tormentos e aflições voluntariamente criados por nós, por meio da rebeldia, do orgulho, do vício, da preguiça e outras tantas formas, né?
Falta de disciplina, enfim, falta de estudo, ignorância. Então, uma imensa carga de tormentos voluntários. Jesus é o mestre do caminho reto, do caminho otimizado, do caminho mais rápido e menos dispendioso, menos doloroso para Deus.
Claro que ele disse para todos os discípulos que existiria uma cruz, porque ninguém vence a si mesmo, ninguém supera o seu velho eu sem imensas lutas internas que são dolorosas. Mas é muito menos carga, é muito menos aflição do que seguir os caminhos tortuosos. das ilusões.
Por isso que Jesus fala que com ele o fardo é leve e o julgo é suave. Porque você passar por por uma experiência de dor, de desafio com Jesus, é incomparável você passar por uma experiência de dor mantida ali pelos seus vícios, pelo seu orgulho. Lá dortesmaga.
Lá não há consolo, lá não há esperança, lá não há visão de horizonte de amanhã com Jesus. Por mais que a dor nos visite, a esperança nunca nos abandona. O consolo também não.
Aquele envolvimento, aquele amor, aquela inspiração. Então, com Jesus, gente, por mais que tenha cruz, é um caminho muito menos doloroso. O fardo é muito mais leve, o jogo mais suave.
A gente dispensa, a gente deixa para trás ali um uma montanha de aflição desnecessária quando segue com o mestre. Agora, quem escolhe outros caminhos, mais cedo ou mais tarde chegará aos mesmos fins, mas com muito mais custo. Os espíritos deixam isso claro para nós.
Questão 117, por exemplo, do livro dos espíritos, que trata do progresso, né, da velocidade de progresso de cada espírito. E aí Kardec pergunta se depende, né, do espírito progredir mais ou menos rapidamente. E os espíritos dizem que sim, depende da sua vontade e da sua submissão à lei divina ou a vontade divina.
Então, quanto mais resolução para ele nessa caminhada e quanto mais ele se submeter à lei divina, que para nós significa seguir o evangelho, mais rápido ele progredirá, menos ele precisará de experiências expiatórias tão dolorosas, de longas curvas, de tantas e tantas encarnações quase que infrutíferas, porque ele vai estar otimizando o seu processo com Cristo. E quanto maior, quanto mais conhecimento, maior a demanda. Como diz aqui o Thiago César, né?
A Ângela Augusto acrescenta: "A luz do Cristo ilumina a consciência que percebe o erro. Pode sentir a misericórdia e buscar a reparação, ou pode sentir a culpa e negar o auxílio persistino aí. " E é geralmente o que acontece mesmo, Ângelo, a gente vê, acompanha muito dessas cenas numa reunião mediúnica, por exemplo, quem quer que tenha participado de uma reunião de mediúnica de desobsessão, por exemplo, a gente vai ver que muitas vezes o espírito é colocado nessa encruzilhada ali.
Ele é levado à reunião geralmente por espíritos que o amam, por, né, espíritos familiares, uma mãe, um pai ou um benfeitor espiritual que acompanha, que o acompanha há tanto tempo. Geralmente ele é levado até ali para isso, quando eles percebem que já há uma certa abertura e ele é colocado diante desse contato com a luz, porque ali ele recebe uma orientação amiga, ali ele percebe, mesmo que ainda não veja, talvez, mas ele percebe a presença de espíritos mais elevados, da luz. E aí ele tem basicamente esses dois caminhos, ou ir cedendo no orgulho e realmente deixar o arrependimento aflorar com humildade, reconhecendo o caminho equivocado e abrindo-se pela esperança à renovação e então será acolhido e e vai ser conduzido no processo preparatório para uma futura encarnação, por exemplo.
ou muitos outros acabam ainda se aferrando mais e mais no erro, na revolta, na raiva, tornam-se agressivos porque o contato com a luz ainda os fere muito e não querem realmente acolher a verdade. Mas cedo ou tarde o momento chega. Cedo ou tarde o arrependimento desabrocha e a consciência se abre à luz.
Então é como se um castelo, uma muralha, uma fortaleza ruísse, né? que foi a fortaleza que ele precisou construir para se manter ali preso dentro, resistindo à luz, né, fechada em si mesmo. É uma imensa energia que ele gastava para permanecer no mal.
E aí rui tudo aquilo e ele vai então começar a reconstrução. Uma cena muito clássica disso nós vemos no livro Libertação, já no final da obra, né, quando o Gregório ali encontra sua mãe e aquele momento muito belo, muito emocionante em que ele, enfim, cede, em que ele, fim deixa de resistir, eh, né, abandona ali momentaneamente, pelo menos, ou em parte, né, o seu orgulho e se arrepende. E é muito bonito, né, aquele acolhimento da sua mãe que por tantos séculos, se eu não me engano, sete séculos ou até mais, estava lhe esperando.
Então é, é muito bonito mesmo. Eh, o Renato Marques diz, né, como um relâmpago que rasga o véu da escuridão, da obscuridade de nossos pensamentos. É bem isso.
Vai rasgando, né, aquele vel de ilusão, vai desvelando, vai removendo as escamas, como aconteceu com Saulo, né? Ele foi ferido pela luz espiritual de Jesus, de tal modo que ele ficou cego. Eh, o o véu ali se se rasgou de tal modo que ele ficou cego.
E depois ele foi removendo as escamas com auxílio de Ananias para então poder eh reconstruir a sua visão espiritual, sua maneira de ver o mundo agora à luz do evangelho. Então, é o que nós todos vamos passando no contato com o sol espiritual de nossos destinos, que é Jesus, que se gradua por amor a nós, mostrando-se com uma intensidade gradativa para que a gente possa aos poucos e cada vez mais acostumar-nos com a sua luz e então passarmos a acolhê-la para um dia refleti-la. Beleza?
É, a Vera Portos ainda acrescenta, o sentimento que eu tenho na presença do Cristo denuncia o que eu tenho na minha consciência. Então é revelador o contato com o mestre, revelador. Então é isso, meus amigos.
Creio que por hoje ficaremos aqui agradecendo o comentário de tantos, né? como a gente sempre diz, infelizmente não podemos eh trazer todos os comentários aqui. O o Paulo ainda traz um uma reflexão interessante falando do véu, né, do templo que se rasga quando da desencarnação de Jesus.
É bem esse símbolo mesmo, Paulo. É como se o mestre, a presença do mestre na terra viesse rasgar esses véus da nossa ilusão e da nossa ignorância. que a gente saiba então ir nos acostumando com essa luz para não sermos colhidos, colhidos de surpresa, que a gente busque diariamente a luz do evangelho para que nos momentos da prova mais intensa, das provas de fogo, não venhamos a ficar cegos, perdidos, né, apenas deslumbrados, sem fazer o que nos compete.
Que Jesus nos abençoe, nos ampare nessa caminhada. Um abençoado feriado para todos. Que seja reflexivo, que a gente lembre da figura do mestre, né?
Essa data que rememora a paixão, a crucificação também a ressurreição. Que a gente se lembre de Jesus, como nós comentamos na última palestra lançada no grande dia do Calvário. Lembrem-nos do seu exemplo para nos estimularmos na caminhada.
Que ele abençoe, console e inspire a cada um de vocês. E se Deus nos permitir, estamos de volta então na semana que vem, na terça-feira, dando continuidade aos nossos estudos. Grande abraço, meus amigos.
Paz e bem.