Aí, nessa nesse processo todo, obviamente, tudo isso que a gente tá falando aqui e do processo de terapia e é é esse tentar esse encontro, essa viagem interna, encontrar na realidade a minha essência, só que encontrar sua essência é encontrar sua criança. E aí vem como >> E como é que tu como em que em que estágio dessa jornada que tu tá, cara? >> Cara, é assim, eu o que eu sou hoje é obviamente é fruto das estratégias que a minha criança criou para eu sobreviver.
>> Aham. E e todos nós temos algum tipo de trauma ao longo da nossa vida. Na realidade, a grande maioria tem um trauma de infância.
Eu eu tenho um trauma de infância muito forte que eu descobri nesse processo de psicoterapia assistida, né, que minha esposa me acompanha, a gente estuda bastante. Eh, eu apanhava muito quando era criança, eu apanhava muito assim de minha mãe era uma japonesa muito rigorosa, então qualquer coisa errada apanhava muito. Eu tinha um irmão mais velho que era sacana, fazia as coisas e jogava culpa sempre em mim, no meu outro irmão.
Então, apanhava muito e e o processo de apanhar era um processo muito metódico. escolheu o cinto, se não escolhi o cinto que que a minha mãe queria, ela escolhiu outra. Aí o meu pai que executava as cintadas, eu não podia ver, eu não podia olhar, eu tinha que ficar olhando pra parede e tipo assim, vai levar 20 sentadas, aí tinha que levar 20 sentadas e não podia chorar, senão apanhava na boca.
Tinha esse negócio quando eu era pequeno, né? Se chorva apanha mais, chorar apanha na boca. Então eu aprendi, eu descobri, obviamente depois de muita psicoterapia que eu quando era criança, eu não chorava, eu não respirava porque eu tinha que trancar a respiração e e tudo isso se reflete no corpo, né?
Eu tenho, eu sou um cara que tem muito, muita força na mão. Aí eu descobri que é porque quando eu apanhar, eu fazia muita força na mão. Eu sou um cara, tenho muita força na mandíbula.
Minha dentista, eu trancava muito, né? Eh, uma vez que eu fui fazer a avaliação no na academia que eles fazem aquela da força da mão, põe um equipamento, tal, o personal lá ficou impressionado com a força que eu tinha na mão, que ele apertou assim, eu tinha quase o dobro da força dele assim na mão. >> Nossa.
>> E obviamente depois de muita psicoterapia eu descobri que é porque quando criança eu eu tinha muito eu botava muita força na mão para suportar. >> E aí descobri uma série de traumas igual eu, eu sempre tive problema com música repetitiva, >> porque como eu não podia ver a cintada, eu aprendi a decorar o ritmo, a cadência. para eu poder me proteger da dor, né?
Então, depois da primeira e da segunda, eu descobria qual que era a cadência. E aí, depois desse processo terapêutico, eu descobri que eu não gosto da música porque ela em de alguma forma ela ativa alguma coisa no meu me deixa angustiado, >> tipo umas músicas que tem umas batidas muito, >> é, esses batidão. Eu fico, cara, uma vez eu fui com minha esposa num restaurante, quando começou a tocar, cara, eu levantei da mesa e quase que eu saí correndo, até deixei a coitada solinha lá, ela foi atrás.
Então trouxe é para valer. >> Nossa, era angustiante assim. E aí eu descobri, obviamente nesse processo de psicoterapia assistida, né, como tem psiquiatras, psicólogos e e minha esposa tá sempre me acompanha, eu fui acessando isso, né?
Então não, eu acessei assim só depois que eu consegui sentir essa dor, eu consegui chorar, é que meio que eu fui comecei a a tratar esse trauma, né, >> cara? Que interessante. >> Então, nas últimas agora que eu fiz, foi até minha esposa que acompanhou assim, eu eu acess porque você tem que ter você tem uma uma série de sessões de preparação, aí você faz a sessão assistida, né?
Depois você tem o que chama de integração, né? Que aí você conversa com psicólogo, seu psiquiatra para tudo aquilo que você viveu nessa sessão, você tentar interpretar aquilo com a sua vida, com a sua ciência. E aí nessas últimas que eu fiz, eu eu nunca tinha uma intenção.
Você tem que ir com uma intenção. Então na primeira que eu fui, eu não tinha intenção nenhuma. Eu senti só, cara, impressionante.
Senti a dor que eu não senti quando era criança. Minha esposa tava ali com a segura minha mão, eu, eu ficava encolhido igual uma criança e eu sentia a dor e eu chorei. Cara, foi uma coisa impressionante.
E eu fiz várias, né? Já tem mais de anos que eu faço. E nesse >> isso, isso eh é que você falou que tem eh Não, pera aí, deixa eu perguntar melhor.
Isso só por meio da terapia, tu não sei lá, tu não tomou nada, >> não tem a tem a terapia, você faz várias sessões de preparação, aí você tem uma sessão, você toma, tem fiz até com uma que você não toma nada, chama respiração holotrópica. Não sei se já comentei com você. >> Já, já, eu já ouvi falar, >> cara.
Você tem a mesma sensação como se você tivesse tomado alguma coisa. >> Aham. >> Eu fui numa fazenda, minha esposa até que fez um um curso e e foi lá, tem uns amigos e eu fui meio assim, meio incrédulo, né?
Meio cético. F assim, toma nada e >> vou respirar e vou ficar. E é impressionante você, na verdade, você tem um ritmo que eles põe a música que você fica escutando e você altera a velocidade que você respira.
Eu, como um cara muito racional, depois eu fiquei tentando interpretar, porque eu tive a mesma sensação como se eu tivesse tomado alguma substância. >> Inclusive a a sensação que eu tive a primeira vez assim no corpo de lembrei até do filme, depois a psicóloga me perguntou, qual foi a sensação assim, eu lembrei do filme Exterminador do Futuro. >> Hã, >> quando aquele cara vira de metal, né?
Era como se alguma coisa começasse a tomar o corpo assim, eu fosse endurecer. Aí eu senti meu corpo paralisar e eu comecei a sentir dor de novo. Assim, foi só respirando, cara.
Chama respiração otrópica. Então, a respiração da tropa, depois eu fiquei tentando achar uma uma explicação, é como você altera a velocidade de respiração, você de alguma forma ou você tá ou oxigenando de mais o seu cérebro ou jogando mais gás carbônico no cérebro, alguma das duas coisas. E aí a lógica disso, depois de de estudar muito esse negócio de de psicodélico, de da própria respiração eh quando você nasce, né, quando a gente nasce, quando a primeira vez que você respira, >> hã, >> você aprende a respirar num ritmo suficiente só para manter o seu corpo funcionando, concorda?
>> Aham. >> Você não precisa ficar E eu acho que quando você começa a respirar muito rápido e e e alterar a oxigenação do seu cérebro, você ativa partes do seu cérebro que nunca foram ativadas. ou partes do seu cérebro que estavam bloqueadas, né?
Porque a quantidade de oxigênio seu cérebro recebe é o suficiente só para ele continuar funcionando do jeito que a gente conhece. >> Sim. >> Então assim, não sei se é essa explicação, tá?
Tô tirando essa explicação da minha cartola aqui. >> Interessante. É.
>> E aí na respiração latrópica eu é é a mesma coisa de uma sessão psicodélica, né? Mas tem a Iasca que é feito com dentro de um ritual indígena, né? Eh, tem o próprio cogomelo também que você seguia o os preceitos que quem usava eram os índios, né, para para isso.
>> Então, e de toda forma o que o psicodélico faz, ele ativa áreas no seu cérebro e cria novas sinapses. Então, nesses estudos, eu estudei o o manual de A e o manual de da Universidade de John Hopkins. Eram duas universidades que investiam muito nisso e estavam bastante avançadas.
Quando o Nixon, não sei se conhece o teve o Woodstock. >> Aham. E depois veio a guerra do Vietnã.
>> Sim. >> E aquele aquela galera subversiva, inclusive John Lennon tal. Aí o governo americano identificou aquilo, aquele movimento subversível ligado aos psicodélicos.
E aí o governo americano proibiu todos, inclusive retirou a ver que é igual o Trump tá fazendo agora, retirou a verba das universidades que tinham pesquisas avançadíssimas, estudando a psilocibina que tá no cogumelo, o próprio LSD, o governo americano, assim, ele o governo americano utiliza o MDMA para trauma de guerra, os veteranos de guerra. Ele não liberou paraa sociedade como todo, mas utiliza nas pesquisas. Não, mas eles fazem pesquisas com os veteranos de guerra.
Você sabia que quase 90% dos veterãos de guerras em algum momento vai se suicidar? >> É, >> é os caras com PTSD. >> É PTSD.
Então, o MDMA é utilizado pelo governo americano nas pesquisas para estress pósturumáticos, né, que é o PTSD. Então, eh, esses, eh, esse psicodéli, na realidade ele que ele faz, ele ativa algumas áreas no seu cérebro. Nesses estudos eu traduzi do do manual de AO, que é o manual que fala exatamente como tem que ser feitas as sessões, é preparação, né?
Sessão, depois integração. É um, eles estavam avançadíssimos na década de 70, cara. >> E voltou agora.
E a gente não tá falando de de usar cogomelo para ficar doidão e curtir. >> Não, não, não é não é de forma recreativa, é de tratamento de saúde mental mesmo. Tratamento de saúde mental que é muito menos agressivo do que o que é usado hoje.
O que a psiquiatria usar hoje é tudo viciante, opioide, tudo se vicia. Psicodélico não já a gente já provou que não vicia, >> né? Mas é feito sobre ambiente de pesquisa, ambiente controlado e ambiente acompanhado por psicólogos, psiquiatras.
É como é um tratamento médico de saúde mental, né? Então assim, eh, nesse manual de ele, ele fala que ao longo da vida a gente cria caminhos no nosso cérebro, nas nossas estratégias sobrevivendas, a gente vai criando caminhos que eles chamaram de trilhas de ski, né? >> Então, por mais que você queira, tudo que você faz tá indo nessas trilhas de ski.
>> Você tá tão aquele caminho ali, ele já foi construído e percorrido tantas vezes que é se torna natural para você percorrer por ali. >> Sabe você nem sabe que existe outro caminho. >> Aham.
E na realidade quando você faz uma sessão dessa e você cria nova sinapses no seu cérebro, você tá criando novos caminhos. Você cria novos caminhos no seu cérebro. Você potencializa o seu cérebro para criar novos caminhos, achar novas soluções, fazer novas reflexões e eventualmente acessar os traumas.
Porque como o mecanismo de defesa, quando você sofre um trauma, o seu cérebro, isso é isso é provado pela ciência, o seu cérebro bloqueia aquele acesso à aquilo ali para te proteger, para você sobreviver. E quando você faz essas sessões para se autodescobrir, na realidade ele tá desbloqueando, porque teoricamente você precisa acessar os seus traumas para você resolver, >> você resolver, senão você vai ficar com trauma ao resto da vida. Ele sempre vai te influenciar o seu comportamento ao resto da vida.
Então o o que se descobre nesse processo de psicoterapia assistida, você pelo menos no meu caso, eu acesso, eu tô acessando essa minha criança e ao acessar essa minha criança, eu começo a entender a minha essência. >> Aham. >> Né?
Então o, a gente tava até falando de Pink Freud, engraçado que o Pink Freud é reconhecidamente uma banda progressiva psicodélica, né? E rock progressivo psicodélico, porque eles eram dessa época aí que eles criavam as músicas e as músicas dele tem muita relação com isso, né? Então assim, nessas últimas sessão que eu fiz com a com a minha esposa, eu eu consegu fui com uma intenção de encontrar minha criança.
Então, minha intenção era encontrar minha criança, porque eu não consigo lembrar nada, cara, da minha infância. Antes antes dos se anos, eu não lembro nada, zero. >> E obviamente eu descobri que é um bloqueio que eu tenho para eu não acessar esses traumas, né?
>> Aham. Eh, >> a minha esposa conta uma história, ela fez, ela, eu não sei exatamente qual foi o processo que ela, que ela fez, mas ela conta que, eh, teve um momento de uma numa terapia que ela encontrou ela mesmo criança e ela teve oportunidade de se abraçar e de se consolar em alguma situação e que isso fez bastante diferença. >> Mas legal, muito muito parecido.
que eu tive na na penúltima que minha esposa tava comigo, eh, que eu tava falando de Pink Freud, que como eu fui com a intenção de encontrar a minha criança, >> eu sempre tive músicas do Pick FR que eu sempre me identifiquei muito, mas nunca nunca sabia a razão. Aí tem uma um coisa talvez espiritual, né? Uma que eu as músicas que eu gostei muito além do do álbum do Pink Freud, o Confortable Num tá no Pink Freud, tá no no álbum, mas foi a Confortable Number e a W Shear.
>> Aham. E eu escutei essa música na nessa penúltima sessão. Obviamente eu fiz, você sempre faz uma playlist, né, para você escutar.
Eu escutei músicas que eu gosto muito. A própria trilha sonora do The Legend of Berger Evence. É uma [ __ ] linda a trilha sonora do filme.
Eu eu sempre ponho na minha playlist uma que conta da mitologia japonesa que é o Kojik, que conta são sete músicas que conta a história da criação do Japão, né? Que na realidade é a famosa jornada do herói que o Campb conta, né? Esse KIC são sete músicas que conta e como se fosse a jornada do herói, né?
Tem a criação, a formação, é o amor, o mito, depois o pesar e o renascimento. >> [ __ ] maneiro. Kojque.
>> Kojik, ele ganhou até o Grêmio com esse com esse música. O Kojque, na verdade, são os manuscritos mais antigos que já foram encontrados no Japão, que conta essa mitologia, né? Eh, isso nona Sinfonia de Beethoven, para mim é uma coisa espetacular.
E aí depois no final eu coloquei essas duas músicas, a Confortável Nambre e o Willi e R. E aí cara nessa nessa sessão essas músicas fizeram todo sentido com essa intenção de encontrar criança, porque você deve conhecer bem essa música. Eh, para mim na música A Confortável Number era eu mesmo nas três funções, como se fosse o ego, o alterego e o superego, né?
É como se aquela parte que é falada fosse uma supraconsciência, fosse eu exatamente no momento de transição de criança para adulto, né? Fosse um falando, ó, sabendo que você tá, né, deprimido, vem cá, vou te fazer, né? Vê a parte que eu gosto do cantado pelo David Giler, né?
>> Tá >> que ele fala: "Tes no pain you areing, né? " Então não existe mais dor. Aí seria na a supraconsciência falando depois quando a parte que eu que é cantada pelo Dio Gilmar é o adulto e a criança conversando, >> né?
>> Fala: "Não tenho mais dor, você tá se afastando, né? Só uma fumaça no horizonte, né? Do navio no horizonte, seus lábios se movem, mas eu não consigo te entender.
" É o a criança virando adulto e tentando reencontrar a criança, entendeu? >> Entendi. Fal assim: "Quando era criança eu tive uma febre, minhas duas mãos pareciam dois balões, né?
que aí na realidade a minha interpretação durante a sessão era era uma criança olhando pra mão de adulto, né? Tipo, sou uma criança, mas eu tô me vendo adulto já, entendeu? E você não vai entender, não vou saber explicar, né?
E aí na segunda parte da supraconsciência, ela falando, ó, levanta, né? Tá na hora do show. Tipo assim, você tem que viver, né?
Vamos em frente, você tem que viver, né? Se tipo, não adianta ficar chorando seu trauma, você tem que viver, né? E aí na segunda parte a mesma coisa, né?
Essa dor tá se afastando só. E no final ele fala assim: "Quando era criança eu tinha uma visão fugaz, né? Eu vi te vi pelo canto dos meus olhos, mas não pude te alcançar.
A criança cresceu e o sonho se foi e eu me tornei confortavelmente entorpecido nessa parte que ele fala. >> Então assim, isso para mim fez todo sentido, né? Aí eu não consegui encontrar, né?
Por mais que eu interpretei a música, eu não consegui encontrar criança, que exatamente é na parte final que ele fala, né? Eh, >> e aí tu tá nessa nessa aí depois veio a Youir. A Sheir era o adulto cantando pra criança, mas cobrando a criança.
Por que que a criança fez aquilo? Por que que ela virou adulto tão cedo, né? Que é so you thinking can tell, né?
Interessante. >> Em geral, quando os cara fala para mim aqui, eh, [ __ ] tu e que eu falo assim, não, cara, pô, já sou velho já para fazer essa [ __ ] aí que não sei o que e tudo mais, o cara, pô, tu não é velho não? Aí eu falo: "Cara, eu sou velho desde sempre, porque assim, com 11 anos eu, [ __ ] levava meu irmão na escola, inclusive tem uma ladaainha, porque vira e mexe eu tô falando essa porra".
Eh, eu levava meu irmão na escola, já resolvi os problemas de casa, tipo, tem que ir ao banco, era eu que ia no banco, era eu que ia no mercado, era eu que fazia as parada toda e tal. Então, eu fiquei velho cedo, assim, responsabilidades, eh, vieram cedo. Eh, e isso com certeza moldou quem eu sou e como eu como eu ajo, né?
>> Cerza. Com certeza. [ __ ] interessante.
Vou procurar saber tudo isso aí que tá falando. E a o Steir era o adulto questionando, então você consegue distinguir, né, paraíso do inferno, um céu >> azul da dor, né? Você trocou os seus heróis por fantasmas, tal, e naquela parte que ele fala, você deixou de ser, você trocou ser um codjuvante na guerra para ser um protagonismo, o protagonista de uma cela.
Então isso tem muito mais ligado a ao campo das emoções, né? >> Você preferiu se >> se abster das emoções, né? Ser um prisioneiro numa célula do que viver a guerra das emoções, né?
Então, e aí no final o que ele fala é: "Somos só, como como eu gostaria que você estivesse aqui, né? O adulto cantando pra criança, né? Nós somos só duas almas perdidas dentro de um aquário, ano após ano, correndo sobre o mesmo velho chão e sentindo os mesmos velhos medos, né, como eu gostaria que você estivesse aqui.
Então, essas últimas sessões foi muito baseado nisso do adulto conversando com a criança. Então, a minha busca é justamente essa, né, que quando eu encontrar essa criança, eu eu encontro a minha essência, né, que já que eu me descolei desse ego, né? >> Aham.
Não tenho mais essa necessidade de ter sucesso profissional. Como eu falei, quando aconteceu eu tava no auge, né, assim, sei lá, eu pelo menos Uhum. >> Olhando hoje, tá no auge, né?
Tá na na Globo toda semana, tem uma [ __ ] de uma empresa de MN, né? Tem >> tudo indo bem e tal, família legal, cinco filam legal, cinco filhos, moram na casa. >> Então, e aí fui desconectado disso, né?
Que eu falei, perdi tudo isso. Isso na realidade nunca foi meu, né? Se foi tirar de mim, nunca foi meu.
O que é meu é minha essência, né? Então eu tenho que encontrar ela. Eu só vou encontrar minha essência quando encontrar a minha criança, né?
>> Isso é isso é bem interessante na do ponto de vista de eh dá para dizer que em geral todo mundo acha que é aquilo que faz, aquilo que tem eh o o ambiente que habita e tudo mais. Eh, e é interessante isso. Eu anotei aqui, tudo que pode ser tirado de você >> nunca foi seu.
>> Nunca foi seu. Tá aqui. É porque isso é uma parada bastante interessante para refletir no fim das contas assim qualquer ser humano, porque é fácil você entrar nessa de que para mim, por exemplo, e eu vou precisar repensar isso aí, porque eu falo assim, pô, eu sou isso aqui, eu sou isso aqui, eu sou flow, eu sou eh, sem isso aqui eu não, eu não sei.
E e pra mim tem uma outra coisa que isso daí eu tento trabalhar de verdade mesmo, porque é um é uma certa, chamaria de dependência emocional da minha família, que aí eu não sei se é bom ou ruim, tá? Eh, lá em casa, cara, se alguém não tiver bem, eu tô na merda também, sabe? Isso não é, apesar de de bom, para mim, do ponto de vista prático, só atrapalha no fim das contas, né?
Mas eu não sei se é bom ou ruim essa parada aí. Depois eu vou conversar com a tua esposa que ela vai me ajudar. >> Com certeza.
>> Porque sabe é tudo tá ligado a alguma coisa da nossa formação, da nossa criação, né? de alguma coisa que você viu na >> a ideia de que eu preciso a a ideia de que [ __ ] eh como é construída a a a sociedade no fim das contas que é [ __ ] eu sou quem protege, eu sou quem eu sou quem eh provê, eu sou quem eh mas não não além de não precisar ser assim, talvez nem seja real tudo isso, é só uma projeção de como eu tô enxergando a realidade e que pode ser, sei lá, um pouco Minha minha esposa trabalha, ela não, ela é formada para [ __ ] já fez eh umas pós aí, então ela não precisa de mim para [ __ ] nenhuma, graças a Deus. Inclusive, uma das meus maiores orgulhos é ser casado com a Mariana, porque ela é [ __ ] Então, mas sabe que que eh fui construído assim?
Sim. >> Então, traz um um senso de de não é de responsabilidade, é um é sei lá, uma um senso de obrigação que talvez na prática ele nem seja real, né? é como a gente constrói, como a gente é ensinado.
>> E isso é é isso é interessante porque eu só fui ter tempo para pensar nessas coisas e olhar por esses ângulos que que mais filosóficos da coisa. Eh, velho. Então, assim, depois de depois que eu que sei lá, deve ter uns poucos anos que eu comecei a prestar atenção eh no por que eu faço o que eu faço, porque eu opero como eu opero, né?
E boa parte disso teve a ver com com a minha esposa me obrigando aí no psicólogo. Ela eh eu fui eh mas assim, faz um tempo, hoje eu já hoje eu reluto um pouco, mas não muito por causa do de tempo. Eu sei que é só uma desculpinha, ela vai brigar comigo, mas é mas é eh eu diria que eu aprendi com essa minha primeira passagem eh lá no no no psicólogo lá que eh a a olhar as coisas de outro ângulo.
>> Sim. E ao aprender a olhar as coisas de outro ângulo, isso facilitou outras questões que não a que eu estava tratando naquela ocasião, sabe? Eh, eh, [ __ ] muita coisa mudou do jeito que eu enxergo a vida e a minha relação com as minhas com as pessoas mesmo.
Dá para dizer que eu sou que que eu considero que eu melhorei bastante, sabe, do até como como marido, como pai, como sabe, eh, com certeza tem um monte de coisa para consertar, mas eu sou maior cagão, cara, porque assim, eu sei que tem um monte de merda para eu tratar, sabe? Eu sei que tem. Eh, e eu guardo essas merdas eh com a desculpa de que um dia eu vou olhar para elas.
Agora eu eu preciso estar 100% funcional. Agora eu tô eu tenho que tá aqui. Eu eu eu depois eu presto atenção nessa parada aí, entendeu?
Porque eu sei que ao começar essa jornada aí eu vou eu vou tirar tanta coisa debaixo do tapete que eu sei que tá lá que putz vai tem o potencial de me derrubar, sabe, emocionalmente. Então depois eu vejo, depois eu vejo. Agora não, agora eu preciso estar 100% operacional aqui, tá?
Por isso que eu te falo que eu tenho um pouco de cagaço de fazer esse tipo de viagem aí. É, lembra da da música? Os mesmos velhos medos.
Você tem uma hora você tem que enfrentar, né? >> É, uma hora eu vou enfrentar uma hora. >> Eu acho assim, esse processo, esse processo todo é é muito é muito bom de buscar você fazer essa viagem interna, buscar a sua criança, buscar a sua essência.
Eh, hoje eu tento às vezes até tava falando do processo de mudança assim, pensar como criança, sabe? >> Porque a criança sempre tem um monte de porquê, né? >> Você tem filhos, sabe.
>> Ele pergunta as coisas mais assim inocente. Mas por quê? Porque e a gente às vezes não sabe responder, né?
Aham. >> O adulto não sabe responder e >> ou não sabe dar a melhor resposta, né? Porque >> não, não tem resposta, não sabe responder, não sabe dar melhor.
E quando a gente perde a paciente, a gente fala: "É porque sim, né? Por que não por sim? " >> Acho que felizmente acho que eu nunca respondi um por sim pras minhas filhas, cara.
Outro dia elas vieram me perguntar de sobre o universo, sobre gravidade. Aí eu falo: "Ó, eu acho que é assim, não sei quê. O o o por sim me incomodava quando eu era moleque.
Mãe, por que não sei quê? " "Por que sim? " "Ah, porque sim, porra?
" Aí não.