em meio ao caos da cidade dois destinos se cruzaram ela uma garota rica com o mundo aos seus pés ele um garoto de rua invisível para todos um simples ato de bondade os uniu por um instante sem que soubessem que aquele momento mudaria suas vidas para sempre anos depois o destino os colocaria Frente a Frente novamente Mas desta vez em circunstâncias que ninguém poderia prever a tarde estava quente e o ar carregava o cheiro de café e gasolina o fluxo de pedestres seguia seu ritmo apressado cada um mergulhado em sua própria vida Sofia caminhava sem
rumo tentando escapar da rotina sufocante de sempre roupas caras festas exclusivas jantares luxuosos tudo parecia sem propósito Foi então que seus olhos encontraram algo diferente na calçada encostado contra uma parede suja um garoto observava o movimento ao redor a roupa estava gasta os pés descalço sobre o cimento áspero e nas mãos ele segurava um pedaço de papelão como se fosse um escudo contra o mundo ele não pedia nada não estendia a mão apenas olhava com um silêncio que dizia mais do que qualquer Súplica por um instante Sofia hesitou poderia simplesmente seguir em frente como todos
os outros faziam mas algo dentro dela não deixou com um gesto quase automático abriu a bolsa e tirou um sanduíche embrulhado caminhou até ele e se ajoelhou na sua frente ignorando os olhares curiosos ao redor toma ninguém deveria passar fome o garoto ergueu os olhos lentamente primeiro olhou para ela depois para o sanduíche a fome estava lá evidente mas algo mais forte o impedia de pegar de imediato por qu a pergunta a Pegou de surpresa porque eu quero o silêncio se prolongou até que ele finalmente pegou a comida não devorou de imediato comeu devagar mastigando
com cuidado como se saboree algo que não sabia quando teria de novo Sofia não conseguiu se mover Ficou ali sentada ao lado dele na calçada como se aquele momento tivesse mais significado do que qualquer evento chique que já tivesse ido e sem perceber naquele instante ela cruzava uma linha invisível uma que mudaria tudo ah cidade continuava seu ritmo Frenético mas para Sofia algo havia mudado o rosto do garoto de rua ficou em sua mente mesmo depois de ter ido embora ele não era como os outros pedintes que já vira antes não implorava não chorava não
culpava ninguém apenas existia como se já tivesse aceitado que o mundo não se importava com ele no dia seguinte sem perceber que fazia isso de propósito ela voltou ao mesmo lugar o coração acelerou quando viu que ele ainda estava lá sentado no mesmo canto com a mesma expressão de quem não esperava nada dessa vez ela trouxe mais do que um sanduíche ô a voz dela suou estranha até para si mesma ele levantou os olhos reconhecendo-a mas não disse nada ela se sentou ao lado dele sem pedir permissão entregou-lhe a comida que ele aceitou sem hesitar
você sempre fica aqui ele mastigou um Pedaço antes de responder depende as vezes me deixam às vezes não Sofia sentiu um aperto no peito a forma como ele falava como se aquilo fosse norm mal doeu mais do que esperava e quando não deixam eu vou para outro lugar ela franziu atesta como alguém podia viver assim sem ter para onde voltar você não tem ninguém o garoto parou de mastigar por um instante quando respondeu a voz veio baixa não o silêncio caiu entre eles mas não era desconfortável Sofia sentiu que ele não estava acostumado com perguntas
e menos aind aa com alguém que realmente se importasse com as respostas depois de um tempo ela se levantou Talvez eu volte amanhã ele não disse nada mas pela primeira vez ela viu algo diferente em seus olhos algo que parecia um resquício de esperança naquela noite Sofia percebeu que algo dentro dela tinha mudado e talvez sem saber algo dentro dele também os dias passaram e o encontro entre os dois se tornou uma rotina silenciosa toda tarde Sofia voltava para aquele mesmo lugar e toda tarde noa como ele finalmente se apresentou ainda estava lá a princípio
ele falava pouco aceitava a comida respondia suas perguntas com frases curtas e evitava contato visual Mas aos poucos as palavras começaram a fluir Você já estudou Ela perguntou certa tarde observando a forma atenta com que ele Lia as embalagens dos produtos que encontrava no lixo já ele deu de ombros mas faz tempo gostava ele hesitou antes de responder sim era a primeira vez que ele admitia gostar de algo Então por que parou noa riu mas sem humor difícil estudar quando você precisa se preocupar com o que vai comer Sofia sentiu o peso daquelas palavras para
ela escola sempre foi uma obrigação algo que seus pais esperavam que cumprisse Sem questionar para noa era um luxo inalcançável ela queria dizer algo oferecer ajuda mas sabia que ele não aceitaria então apenas Ficou ali ouvindo a cada dia Sofia conhecia mais fragmentos da vida dele as dificuldades que enfrentava os lugares por onde já havia passado as pequenas n alegrias que encontrava em coisas simples e sem perceber noa também começou a conhecê-la não a Sofia das festas caras e dos jantares elegantes mas a garota que sentia que não pertencia a esse mundo de luxo Naquela
tarde pela primeira vez noa fez uma pergunta para ela por que você volta a pergunta a Pegou de surpresa porque eu quero respondeu da mesma forma que havia dito no primeiro dia mas agora ambos sabiam que havia muito mais por trás daquelas palavras Os encontros diários passaram a ser parte da vida de Sofia ela já não via noa como apenas um garoto de rua mas como alguém que de alguma forma fazia sentido no seu mundo mas nem tudo poderia continuar assim sem consequências uma noite durante o jantar na mansão da família Lancaster seu pai a
observava com um olhar afiado Richard Lancaster era um homem que enxergava além das aparências e algo em Sofia havia mudado você tem chegado tarde ultimamente ele comentou cortando um pedaço de carne com precisão cirúrgica tenho saído para caminhar ele ergueu uma sobrancelha caminhar sozinha sim e Onde exatamente ela hesitou por um instante mas sustentou o olhar pelo centro da cidade o silêncio se instalou na mesa Richard largou os talheres e cruzou os dedos observando-a Como se analisasse um investimento de alto risco você sabe que aquele lugar não é seguro não sabe eu sei me cuidar
ele sorriu de canto Mas o olhar não tinha traços de humor não duvido mas você não pertence à aquele mundo Sofia ela sentiu o estômago revirar E se eu não quiser pertencer a este ele ri mas dessa vez não havia nada de divertido no som todos têm um lugar o nosso está aqui e eu sugiro que não se distraia com coisas que não importam havia algo na forma como ele disse coisas que a fez estremecer ele não sabia sobre noa Ainda não mas Sofia Sabia que não demoraria até que descobrisse e quando isso acontecesse ela
não tinha dúvidas de que ele faria de tudo para pagar noa da sua vida Sofia não se afastou pelo contrário Depois da conversa com o pai sentiu ainda mais necessidade de ver noa como se estivesse lutando contra algo invisível algo que tentava tirá-lo dela antes mesmo que tivesse chance de entender o que ele realmente significava Mas o que ela não sabia era que Richard Lancaster já estava dois passos à frente naquela noite Noah sentado no mesmo canto de sempre quando percebeu três homens se aproximando não eram como os policiais que costumavam expulsá-lo das ruas suas
roupas eram impecáveis seus passos calculados ele já havia aprendido a reconhecer o perigo muito antes de sentir o cheiro dele o mais velho do grupo parou à sua frente e o avaliou com um olhar frio você é noa certo noa não respondeu sustentou o olhar tenso o homem suspirou tirando um lenço do bolso e limpando uma poeira invisível da manga do Terno o Senor Lancaster manda lembranças o soco veio antes que noa pudesse reagir um golpe Preciso direto ao estômago o ar fugiu de seus pulmões enquanto ele caía de joelhos no asfalto outro chute veio
atingindo suas costelas ele tentou se levantar mas foi segur pela gola do moleton forçado a encarar o homem mais velho eu sugiro que desapareça agora e nunca mais volte a voz não carregava ódio apenas uma frieza indiferente como se ele não passasse de um problema a ser resolvido Noah Cuspiu sangue no chão mas não disse nada ele sabia o que acontecia com aqueles que desafiavam homens como Richard Lancaster naquela noite pela primeira vez em muito tempo noa fugiu não porque queria mas porque não tinha escolha e Sofia ela voltou ao mesmo lugar no dia seguinte
mas noa não estava mais lá nem no outro dia nem no outro noa havia desaparecido sem aviso Sem Explicação como se nunca tivesse existido a noite caiu sobre a cidade trazendo consigo um vento frio que cortava as ruas escuras noa sentia a mudança no ar um tipo de alerta silencioso que sua vida nas ruas havia lhe ensinado a reconhecer algo estava errado ele se encolheu no canto de sempre as costas pressionadas contra a parede fria os olhos atentos ao movimento ao redor era apenas mais uma noite igual a tantas outras Ou pelo menos deveria ser
os passos ecoaram antes que ele os visse diferentes dos Passos apressados dos transeúntes ou do caminhar lento dos bêbados procurando um lugar para cair estes eram calculados firmes predatórios três homens surgiram da Escuridão não eram policiais suas roupas eram elegantes demais para isso suas expressões implacáveis eles não estavam ali por acaso o mais velho deles parou bem à sua frente as mãos enluvadas segurando um lenço branco como se estivesse preocupado em não se sujar seus olhos escuros pousaram sobre noa com um misto de tédio e superioridade você é noa certo noa não respondeu seu corpo
inteiro ficou rígido o homem suspirou como se Esperasse aquela reação vamos facilitar as coisas ele inclinou a cabeça para o lado estudando noa o senr Lancaster manda lembranças o primeiro golpe foi tão rápido que noa nem viu De onde veio o soco atingiu seu estômago como uma marreta roubando lhe o fôlego ele caiu de joelho Z ofegante tentando recuperar o ar que parecia ter sido arrancado de seus pulmões não teve tempo um chute forte acertou suas costelas jogando-o contra o chão a dor explodiu em sua lateral mas ele não gritou não daria esse e prazer
a eles uma mão firme o puxou pela gola do moletom forçando-o a encarar o homem mais velho você precisa entender algo garoto a voz dele era calma fria sem qualquer traço de emoção algumas pessoas pertencem a lugares diferentes Sofia Lancaster pertence ao mundo dela e você bem você não pertence a lugar nenhum os olhos de Noa queimavam de raiva mas ele não disse nada sabia que não adiantava eu vou dizer uma única vez o aperto em seu moleton ficou mais forte você vai desaparecer agora e nunca mais vai olhar para ela nunca mais vai cruzar
o caminho dela nunca mais vai pensar nela noa arrange os dentes sua mente girando com as implicações daquela ameaça Richard Lancaster não estava brincando ele queria que noa sumisse e se noa não fosse embora sabia exatamente o que aconteceria não com ele com Sofia ele foi jogado no chão o p e Impacto forçando um gemido dolorido para fora de seus lábios os homens se afastaram como se ele já não fosse mais uma preocupação Considere isso um aviso da próxima vez não seremos tão gentis os passos ecoaram na calçada enquanto eles desapareciam na noite deixando noa
ali caído sozinho o peito ardendo e a mente fervilhando ele sabia que não tinha escolha se ficasse Sofia pagaria o preço com as costelas latejando e os pulmões Ainda tentando puxar ar ele reuniu o pouco que tinha e fugiu não olhou para trás não podia Sofia desceu apressada do carro o coração acelerado sentia-se ansiosa desde a noite anterior como se algo estivesse errado seu olhar percorreu a calçada noa não estava lá seu estômago revirou ela esperou olhando ao redor como se ele fosse aparecer a qualquer momento mas o tempo passou o café da esquina abriu
o trânsito começou a aumentar pessoas vieram e foram e noa não apareceu talvez estivesse em outro canto da cidade talvez tivesse dormido em outro lugar Talvez os dias passaram ela voltou Todas As Tardes no mesmo horário no mesmo lugar mas a calçada onde ele costumava estar agora era apenas um espaço vazio o silêncio gritava mais alto do que qualquer resposta e no fundo algo dentro dela sussurrava a verdade que ela não queria admitir noa havia desaparecido e talvez ele nunca mais voltasse os dias passaram lentamente cada um pior que o anterior Sofia voltava ao mesmo
lugar no mesmo horário esperando encontrar noa mas a calçada continuava vazia o silêncio da sua ausência era mais alto que qualquer barulho da cidade ela tentou perguntar para algumas pessoas da região Comerciantes que poderiam tê-lo visto mas as respostas eram sempre as mesmas o garoto não o vejo faz dias crianças de rua vem e vão talvez tenha ido para outro canto da cidade sumiu como todos somem nada nenhuma pista nenhuma explicação ela sentia no peito que aquilo não era uma simples mudança de rotina noa não apenas Decidiu ir embora algo o fez desaparecer mas o
qu as dúvidas começaram a corroer sua mente o olhar vago do pai no jantar daquela noite voltou à sua memória o Tom frio a forma casual com que mencionou Que certas coisas não importavam uma suspeita começou a se e se não seu pai não faria isso Faria naquela noite sentada na mesa de jantar mal conseguiu tocar na comida a voz de Richard soava distante enquanto ele falava sobre negócios investimentos e reuniões ela não conseguiu mais segurar você fez alguma coisa com noa o silêncio e caiu na mesa o garfo de Richard parou no meio do
caminho Antes de ele usá-lo com calma sobre o prato ele ergueu os olhos analisando-a como um Predador que avalia uma presa quem o coração de Sofia acelerou ele sabia exatamente de quem ela estava falando Noah o garoto que eu via todos os dias ele sumiu Richard inclinou-se levemente para a frente apoiando os cotovelos na mesa seu olhar era gélido calculado sumiu ou finalmente entendeu seu lugar ela sentiu o sangue gelar você mandou ele embora não mandou Richard suspirou pegando o guardanapo e limpando os lábios como se estivesse entediado com a conversa eu apenas cuidei para
que você não se distraísse com coisas sem importância o estômago de Sofia revirou ele não é uma coisa Claro que não Richard sorriu mas era um sorriso vazio ele é um problema as mãos dela tremeram sobre a mesa o que você fez com ele ele Balançou a cabeça levemente como se ela fosse uma criança birrenta apenas deixei claro que sua presença não era desejada o que ele fez Depois bem isso não me diz respeito Sofia sentiu a garganta fechar ele realmente fez isso ele afastou o noa dela e pior sem qualquer remorso a raiva subiu
por sua pele como fogo ela se levantou da mesa abruptamente empurrando a cadeira para trás você não pode controlar tudo na minha vida Richard apenas sorriu minha querida claro que posso Sofia saiu antes que pudesse dizer Algo pior naquela noite enquanto segurava o lençol entre os dedos percebeu que nunca havia sentido um ódio Tão Profundo antes e acima de tudo prometeu a si mesma uma coisa se havia um jeito de encontrar noa ela contraria o tempo não esperava por ninguém os dias viraram meses os meses se transformaram em anos Sofia Lancaster seguiu em frente ou
pelo menos tentou ela se formou cumpriu todas as expectativas impostas pelo pai e se tornou uma jornalista respeitada mas no fundo uma parte dela nunca esqueceu noa durante anos procurou discretamente por qualquer Rastro dele vasculhou abrigos falou com assistentes sociais buscou em relatórios de pessoas desaparecidas mas era como se ele nunca tivesse existido o vazio que sua ausência deixara nunca se preencheu por completo e então o destino agiu era uma noite chuvosa quando tudo mudou Sofia dirigia de volta para casa depois de uma longa reunião as ruas estavam molhadas a visibilidade era péssima seus pensamentos
estavam distantes como sempre acontecia quando pensava demais no passado ela não viu o outro carro vindo o impacto foi violento o mundo girou os pneus derraparam no asfalto encharcado o vidro estilhaçou em mil pedaços e a dor tomou conta de tudo o gosto metálico de sangue encheu sua boca o som abafado das sirenes ecoava a a longe a última coisa que viu antes de a consciência sumir foram luzes piscando e vozes urgentes chamando seu nome quando abriu os olhos novamente tudo era branco e frio o cheiro de hospital a envolveu antes mesmo que pudesse registrar
onde estava as luzes fluorescentes brilhavam forte demais e sua cabeça latejava tentou mexer os braços mas sentiu o peso dos fios e monitores presos ao seu corpo foi quando viu a silhueta ao lado da cama alguém em um jaleco branco segurando uma prancheta analisando os números no monitor ao seu lado o coração dela parou por um segundo ela conhecia Aquele olhar a voz saiu fraca mas carregada de anos de saudade confusão e um milhão de perguntas não ditas noa ele congelou devagar abaixou a prancheta e virou o rosto para encará-la os anos haviam mudado suas
feições endurecido seus traços mas os olhos os olhos eram os mesmos um silêncio pesado pairou entre eles e Então finalmente Ele respondeu Oi Sofia o tempo pareceu parar Sofia piscou algumas vezes tentando ter certeza de que não era um sonho o noa diante dela era diferente daquele garoto que conheceu o ano atrás seus traços estavam mais maduros seu olhar mais sério mas ainda era ele ele que havia sumido sem deixar rastros ele que seu pai havia afastado ele que agora estava parado ali como um médico o choque e a emoção se misturaram na voz dela
é você no aprendeu a respiração como se estivesse esperando que ela dissesse algo mais mas não precisava estava tudo ali no olhar dela Sofia tentou se mexer mas um gemido de dor escapou noa deu um passo instintivo em sua direção não se esforce você sofreu um acidente ela riu sem humor fechando os olhos por um momento um acidente e o destino me jogou justo para você ele não respondeu os minutos se arrastaram no silêncio havia tanto para ser dito mas as palavras pareciam não caber naquele quarto de hospital foi Sofia Quem Quebrou o silêncio primeiro
onde você esteve noa desviou o olhar longe eu procurei por você a voz dela saiu mais baixa agora carregada de dor durante anos Ele engoliu seco eu sei as emoções tomaram conta de Sofia e a raiva surgiu no meio da dor Então por que nunca me procurou porque desapareceu noa passou a mão no rosto suspirando pesado seu pai ele me entrou mandou que eu sumisse disse que se eu não fosse embora algo ruim aconteceria o coração de Sofia bateu forte Ela sempre soube sempre suspeitou mas ouvir a confirmação era como uma lâmina atravessando seu peito
e você simplesmente aceitou noa finalmente a olhou nos olhos eu fui embora para te proteger Sofia ela sentiu as lágrimas queimando seus olhos você não tinha esse direito ele fechou os olhos por um instante como se aquelas palavras o atingissem mais do que ele gostaria de admitir eu fiz o que achei que era certo Sofia respirou fundo tentando acalmar o turbilhão dentro de si e agora você acha que pode simplesmente reaparecer e fingir que nada aconteceu noa deu um passo para trás como se estivesse ponderando aquela pergunta não eu sei que nada pode apagar o
ne passou mas eu estou aqui agora ela o encarou e vai ficar o silêncio entre eles foi diferente desta vez Então noa finalmente sorriu de leve Sim e pela primeira vez em anos Sofia sentiu que algo dentro dela havia se encaixado de volta no lugar o passado havia sido roubado deles mas o futuro ainda estava ali esperando para ser escrito o silêncio no quarto do hospital não era mais de dor ou dúvida eraa o peso de anos perdidos de perguntas finalmente respondidas e de uma história que contra todas as probabilidades ainda não tinha chegado ao
fim Sofia observou noa tentando gravar cada detalhe ele já não era o garoto que conheceu na calçada Mas de alguma forma ainda era o mesmo o mesmo olhar intenso o mesmo silêncio carregado signicado o mesmo noa que ela nunca esqueceu ela respirou fundo sentindo a dor do corpo mas também a leveza de saber que apesar de tudo ele estava ali então e agora a pergunta saiu baixa mas cheia de significado noa não desviou o olhar agora A escolha é sua Sofia sabia que ele estava certo por anos procurou respostas por anos completa roubada de algo
que nunca deveria ter sido tirado dela agora a verdade estava ali diante dela não havia mais desculpas não havia mais dúvidas Ela fechou os olhos por um instante sentindo o peso de tudo que haviam perdido mas quando os abriu novamente encontrou apenas uma certeza eu nunca quis que você fosse embora noa soltou um pequeno sorriso o primeiro verdadeiro em muito tempo e eu nunca quis ir Sofia estendeu a mão e noá assegurou firme era ali que tudo começava de novo o destino os separou uma vez mas agora pela primeira vez ele os deixava escolher e
dessa vez eles escolheriam ficar