Olá pessoal tudo bem com vocês hoje a gente vai falar de um tema que é um pouco mais teórico mas super importante vamos falar de Radiologia da mama essa primeira aula a gente vai abordar alguns aspectos mais teóricos e também alguma coisa prática da mamografia Olha só falar de câncer de mama e de rastreamento do câncer de mama é um tema super importante porque é uma doença muito prevalente então vocês precisam entender os aspectos básicos da mamografia a sua interpretação e principalmente o birads que é a classificação que vai determinar a conduta O que fazer
com aquela paciente depois do rastreio do câncer de mama depois da mamografia o que que eu devo fazer Qual o próximo passo Então se tem uma mensagem para ficar dessa aula é gravar o bads mas também a gente vai falar um pouco da parte teórica da importância do exame da técnica do exame e como interpretar algumas imagens maravilha então vamos seguir em frente a gente vai falar primeiro dos exames que são usados para avaliação da mama o o principal deles é a mamografia existe também a tomossíntese que é um exame pouco usado em casos muito
específicos a gente nem vai falar sobre ele também a ultrassonografia que é super importante geralmente é o segundo passo para complementar uma mamografia que não foi conclusiva e também existe a ressonância magnética a ultrassonografia a ressonância magnética a gente vai falar nas aulas seguintes agora hoje a gente vai falar de mamografia que é o exame mais importante por quê ele é o passo Inicial ele tem a melhor relação custo benefício um exame baratinho super disponível que tinha que atingir aí toda a população feminina que deve fazer o rastreio do câncer de mama Olha só exatamente
por ser mais básico ser mais disponível é que ele é utilizado no rastreamento Mas quem deve fazer esse rastreamento do câncer de mama pelo Inca Quem deve fazer o rastreamento do câncer de mama é as mulheres de 50 a 69 anos então devem fazer a mamografia a cada 2 anos pela referência do INCA Essa é a conduta agora cuidado é controverso isso a sociedade americana preconiza que a mulher deve fazer o rastreamento do câncer de mama a partir dos 40 anos de idade Então nem sempre a referência é a mesma oficialmente pelo Inca 50 anos
até 69 anos de idade não confunda isso com a população de alto risco quem é a população de alto risco para câncer de mama são aquelas mulheres que T mais do que dois parentes de primeiro grau com câncer de mama por exemplo são as mulheres que TM risco do Gene brca1 brca2 que são genes que predispõe ao câncer de mama endométrio e ovário não é a mesma coisa de ter fator de risco pro câncer de mama por exemplo a mulher utiliza anticoncepcional oral ela tem fator de risco não quer dizer que ela tem a alto
risco são coisas diferentes alto risco vocês vão ler depois as definições são várias mas geralmente está associada a fator genético familiar mais do que dois parentes de primeiro grau ou um parente de primeiro grau e dois de segundo grau com câncer de mama ou pacientes que TM parentes com câncer de mama precoce abaixo dos 40 anos de idade esse são grupos que podem configurar o alto risco no alto risco o rastreio é feito de forma diferente e aí a a gente vai mostrar para vocês em outros conteúdos como é feito o rastreio na população de
alto risco Hoje a gente vai falar de mamografia que é para todo mundo mesmo quem tá no baixo risco Olha só compressão da mama é feita no aparelho de forma de cima para baixo Então a gente tem aqui a incidência crânio caudal o raio entra aqui penetra na mama e impregna aqui o filme e é feita essa imagem por que que é importante essa compressão da mama porque a mama ela é um tecido que pode ser denso quando a gente comprime a gente espalha esse tecido para que possa ser visto tudo que é possível ali
de lesão microcalcificação nódulo assimetria então é super importante que a gente diminua diminua aí a sobreposição das imagens para diminuir isso a gente comprime a mama por isso que é feita essa compressão a segunda incidência que é feita de rotina é a médio lateral oblíqua Então ela pega a mama lateralmente E comprime então a gente consegue ver aí quase 70% do tecido mamário nessa incidência médio lateral oblíqua e agora eu vou mostrar para vocês um pouco da anatomia da mama quando a gente coloca vai analisar as imagens a gente tem que colocar nessa posição seja
no computador seja lá no negatoscópio então a mama direita a mama esquerda ficam paralelas aí na incidência médio lateral oblíqua e do ladinho ali tá a incidência crânio caudal E aí a gente faz a seguinte transformação aqui Ou seja é uma divisão em tudo que tá acima da linha Média a gente vai chamar de quadrante superior o que tá para baixo é quadrante inferior e a linha média na incidência crânio caudal vai dividir os quadrantes laterais e mediais da mama para que que serve isso serve pra gente poder localizar as lesões então por exemplo se
eu tenho uma lesão que tá aqui ela tá no quadrante superior direito mas se ela tá aqui e ela tá aqui ela está no quadrante supero Medial entenderam vamos fazer o exercício de novo Olha só Digamos que a lesão tá aqui na incidência médio lateral oblíqua então eu sei que ela tá no quadrante inferior da mama esquerda aí eu vou pra crânio caudal se na crânio caudal Ela tá aqui ela está no quadrante lateral então é uma lesão ínfero lateral do quadrante lateral da mama esquerda assim eu consigo localizar as lesões tá professor e se
tiver em cima da linha se tiver em cima da linha Ela está na junção dos quadrantes aqui na crânio caudal eu tenho a junção dos quadrantes e aqui na médio lateral aqui a junção dos quadrantes junção dos quadrantes superiores se tiver aqui e junção dos quadrantes inferiores se tiver aqui por exemplo então se tiver em cima da linha é assim que a gente interpreta seguindo em frente Olha só vamos olhar agora o aspecto da imagem na anatomia da mama como que ela se apresenta na mamografia olha só que interessante Então a gente tem aqui a
papila mamária tá aqui em azulzinho para vocês de um lado e do outro a papila mamária isso aqui é o tecido fibroglandular Então veja que ele é meio heterogêneo mesmo tem áreas mais densas que a glândula mamária aqui em amarelo tá a gordura retr Ária eu vou tirar o amarelo para vocês verem melhor e aqui mais denso e lá atrás o músculo peitoral no crânio caudal e na médio lateral oblíqua vamos voltar para ver de novo olha só presta atenção agora na imagem e ver a anatomia da mama é bem simples A anatomia então lá
atrás tá o músculo e entre o músculo e a glândula tem essa gordura retromamaria e o tecido glandular que é heterogêneo com as áreas mais brancas e mais escuras as áreas mais brancas é glndula e as áreas mais escuras gordura a mama Ela é formada de glândula e gordura ao mesmo tempo Olha só então grava essa imagem mamografia normal segue em frente a imagem ela muda da senhora mais jovem pra senhora mais idosa na medida que a mulher vai envelhecendo ela vai perdendo a glândula mamária e vai sendo lipossubstituído vai sendo substituído por gordura Então
olha o que que acontece na mulher mais jovem aquele parenquima mais mais denso então é muito mais difícil detectar um nódulo por isso que não adianta pedir mamografia na paciente muito jovem porque vai ser difícil de ver alguma coisa nesse parenquima denso é isso que se fala a mama é densa é difícil de ver já na mulher mais velha a gente vê uma mama mais fácil de interpretar porque ela praticamente toda substituída aí por gordura a única coisa que a gente vê aqui é a Trama vascular são os vasos no meio aí do tecido gorduroso
tranquilo vamos seguir em frente Olha só agora a gente precisa prestar atenção em como classificar a mamografia a gente até brinca mamografia tem praticamente duas doenças ou é câncer ou não é câncer a importância maior tá na gente diferenciar esses dois grupos aqueles que são suspeitos e a gente vai prosseguir a investigação fazer biópsia fazer um outro exame e aqueles que não tem nada vai seguir no rastreamento anual ou bianual a depender da referência então para isso a gente vai detectar algumas coisas que coisas são essas calcificações nódulos assimetrias ou distores da arquitetura Vamos dar
um exemplo de cada uma delas mais para frente com base nessas lesões nessas alterações a gente vai classificar com o birads que é o que vai dar conduta E aí eu quero muita atenção de vocês aqui porque a parte mais importante da aula é saber o birads é o que que eu vou fazer com essas informações ou seja a mulher vai lá faz a mamografia ela sai com um número um birads que vai determinar o próximo passo tá aqui eles para vocês olha só zero incompleto preciso de avaliação adicional Ou seja eu fiz uma mamografia
veio Brad zero significa não consegui chegar a uma conclusão preciso de um outro exame pode ser um ultrassom pode ser uma compressão específica uma magnificação que é usar uma lente de aumento praticamente para ver melhor uma pode ser uma compressão localizada para espalhar aquele tecido melhor e eu ver se não tem um nódulo não tem nada ali tá um negativo Segue o jogo rastreamento dois é um achado Benigno que que é um achado Benigno pode ser qualquer coisa uma calcificação vascular uma calcificação grosseira uma lesão antiga porque a mulher tomou uma sutura na mama qualquer
coisa desse tipo achado Benigno muito comum então tranquilo segue em frente o três é aquele achado que vai ser na esmagadora maioria das vezes Benigno porém eu não consigo ter 100% de Certeza então eu faço o rastreamento um pouco mais curto ao invés de levar lá um ou dois anos eu encurto para se meses para ficar olhando aquela lesão mais de perto o quatro já é um achado suspeito eu vou pra biópsia o cinco mais suspeito ainda muito provável ser câncer eu vou pra biópsia e o seis já é quando a paciente já tem câncer
diagnosticado e eu tô fazendo a mamografia de controle ali para ver se eu tirei toda a lesão ou não então é o birad 6 então é uma conduta específica vai depender de cada caso tranquilo vamos seguir em frente agora vamos pra parte legal ver imagem e interpretar Olha só mamografia aí birads um achados normais benignos não tem nada olha só então aqui a pele a papila a Trama vascular lá no meio não tem uma calcificação aí não tem um nódulo não tem uma simetria mama bonitinha tranquilo Olha lá achados que são bades dois são vários
achados que podem ser bades dois porque são os achados benignos é uma série de coisas que são benignos não vai mudar nada então eu vou dar alguns exemplos aqui para vocês olha só calcificações vasculares estão vendo aí Isso aqui é ateromatose aterosclerose tá calcificada aí as artérias Então isso é muito comum nos pacientes idosos então achado Benigno quer ver outro aqui um nódulo com calcificação em pipoca isso aqui é um fibroadenoma calcificado parece uma pipoca basta ter um pouquinho de imaginação achado Benigno birads do não precisa fazer nada outro aqui essa calcificação parece uma casca
de ovo isso é um cisto oleoso ou uma calcificação grosseira aqui embaixo são achados benignos gente grava isso tudo que é grosseiro calcificação gorda grosseira bem definida isso é birads 2 é benigno outro achado Benigno cada vez mais frequente prótese mamária prótese mamária achado Benigno lembrando a mamografia não é o exame ideal paraa avaliação se a prótese tá íntegra muito melhor usar o ultrasson ultrassom ou a ressonância magnética então fica essa dica aí para vocês assimetria que que é a simetria um tecido diferente de um lado do outro então por isso que a gente sempre
olha os dois lados para comparar a assimetria tá aqui olha só um tecido que tem aqui e desse lado aqui não tem por que que a simetria é um bades TR provavelmente é só um tecido mamário num lugar onde não deveria ter que não tem do outro lado é só isso porém o câncer inicialmente pode se manifestar como uma assimetria focal Então eu preciso olhar de perto essa lesão por isso é um bades 3 daqui a 6 meses eu vou repetir se tiver igual mais 6 meses se tiver igual tranquilo é uma simetria Só Mais
nada eu volto pro B 2 e sigo o rastreamento normal a simetria que tá estável não tá mudando com o tempo tranquilo Olha só agora birads 4 biópsia Olha aí com calma com paciência vê se vocês acham Por que é isso aqui é umad 4 viram aí microcal ações agrupadas nesse caso microcalcificações amorfas agrupadas algumas delas são amorfas e talvez até pleomórficas que que significa pleomórficas de várias formas pode assumir formas de Y de letra Então várias formas diferentes nesse caso é amorfa então é B4 se for pleomórfica agrupada vai ser B5 Não muda muito
porque todosos dois B4 ou B5 vai ter que cair na biópsia tem que tirar essas microcalcificações porque por trás dessas microcalcificações nesse local pode est se formando um tbor maligno Então tem que biopar então aqui calcificações amorfas agrupadas não é isolada uma somente tem que tá agrupada para ser bades 4 aí então olha só tá lá elas agrupadas ali formando aí esse cluster né esse agrupamento de microcalcificações e o c ele calcifica ele causa isso exatamente por isso que é suspeito pode não ser câncer pode mas eu tenho que descartar e para descartar eu preciso
ir lá tirar um pedacinho bom birad 5 o clássico é esse né é o nódulo denso espiculado porque o câncer quando ele vai crescendo ele vai gerando uma reação desmoplásica fibrose ao seu redor E por isso vai causando aquelas espículas densas na mamografia vamos ver no detalhe olha lá ele é denso ele é mais denso do que o parena ele tem uma forma irregular eu não consigo definir bem os contornos desse nódulo aqui a transição com parena não é nítida eu eu não sei onde o nódulo começa e onde ele termina e ele tem esse
Contorno espiculado basta eu seguir aqui que eu vejo essas traves essas espículas ao redor dele então é um birad C então a chance de câncer é altíssima nesse caso assim a a gente abordou aí as principais lesões como que é feito o rastreio como que eu organizo a mamografia interpretar as principais técnicas né a incidência CR caudal médio lateral oía desse ex que é o mais important na próxima aula a gente vai mostrar um pouco de ultom e ressonância magnética para vocês e aí a gente termina por aqui Um grande abraço