olá tudo isso a gente ouve muito muito muito na escrita criativa hoje em dia tudo isso tá na poética olá bem-vindo a fixamos eu só vi lanche eu já tô aqui para falar do livro mais antigo que eu já li na minha vida que é a poética de aristóteles a famosa poética que você pode ver também o título como arte poética ou sobre a arte poética ou poética de aristóteles não são antigos mas muito importante por isso que ele é estudado até hoje por isso que ele é reeditado até hoje já estou atualizando um dos
filósofos mais estudados nos pensadores né porque as contribuições ele não são só a área da filosofia tanto que a própria poética é meio que um precursor dos estudos literários ou da teoria literária apesar de não ser considerado um livro de teoria literária e ele também é muito usado nos manuais de escrita criativa de hoje em dia então esse livro foi escrito no século 4 antes de cristo não se sabe exatamente a data ao aristóteles nele foi esse filósofo que viveu na grécia antiga a 384 a322 antes de cristo ele foi discípulo de platão o filósofo
também muito estudado até hoje e ele também e mentor ava alguns alunos lá tanto que tem uma teoria que esse livro a poética ele era um conjunto de apontamentos para a aula e quando eu digo uma teoria porque esse livro qual ele foi escrito há muito muito tempo ele passou por várias traduções passou por várias mãos ali e aí tem um ramo dos estudos literários que a filologia que estuda a origem dos textos e daí que vem essas evidências né também tem evidências de que a poética não é um livro completo tipo assim que o
que a gente tem hoje da poética não é tudo que tinha a na primeira versão tem teoria de que tá faltando parte porque por exemplo ela tem hora que ele diz que vai falar de alguma coisa e nunca mais fala consegues que tão mal desenvolvidos rasamente desenvolvidos né tem capítulo que talvez não seja de autoria e eu atendi são também é muito comum você encontrar edições esse livro que você tem um prefácio explicando essas coisas e que você tem notas né comentário até a questão da tradução também ela tem muita importância nesse livro porque os
conceitos originalmente em grego eles têm traduções diferentes a edição que eu li ela é uma edição portuguesa editado em lisboa pela fundação calouste gulbenkian eu não sei se é assim que se fala então assim tá esse livro é importante é deixar ele é importante mas sobre o que fala poeta poética esse termo arte poética é a arte dos poetas os poetas naquela época não era uma mesma coisa que os poetas de hoje em dia essa esse termo não significava a mesma coisa que significa hoje em dia até porque hoje em dia a gente tem essa
ideia de literatura e de várias categorizações desta da literatura naquela época nem existia tava bem longe de existir um conceito de literatura então naquela o poetas eram as pessoas que criavam a essa arte versus né que a gente chama de literatura hoje em dia você tinha em versos e você tinha em prosa mas a prosa ela era mais a segunda aqui esse esse livro ela tava mais reservada aos textos históricos né eu seja não aos textos de ficção só que temos ficção também não existe não é usado nesse livro agora já está instalado imitação tem
uma arte poética seria um arte de imitação então ele tem assim algumas classificações mas o que ele mais vai falar nesse livro é da tragédia principalmente que é um tipo de teatro é um gênero do teatro grego e também vai falar um pouco da epopeia que seriam aqueles poemas épicos como a ilíada ea odisseia de homero aquela época o teatro ele era feito inversos também então ele disse que essas artes elas se servem do ritmo da melodia e do metro e para as composições não tem essa introdução das artes de imitação é depois ele fala
da tragédia da comédia e é importante a conceituação do que ele faz da tragédia porque ele define como tragédia é o seguinte a tragédia é a imitação de uma ação elevada elevada porque ele diz que se trata de um homem superiores aos reais elevada e completa dotada de extensão numa linguagem embelezada por formas diferentes em cada uma de suas partes ou seja é uma linguagem comum é uma linguagem poética né esse serve da ação e não da narração a tragédia era teatro para sem senado então por isso que eles a ação e que por meio
da compaixão e do temor provoca purificação de tais paixões compaixão e temor são os sentimentos então que a tragédia a deveria evocar né eu disse que pude atenção tá gente tem que colocar esse sentimento já provocar purificação de tais paixões esse e as paixões no final da definição ele não é claro os estudiosos da poética dizem que não se sabe exatamente se contato para fazer quer dizer a compaixão e o temor ou se ele quer dizer outra coisa mais nessa pode fazer um da compaixão do temor e quando ele fala da purificação essa palavra esse
é o termo grego catar se x também pode ser traduzido de outras formas dependendo da tradução do pendendo da edição e também é um conceito muito estudado aqui nessa no prefácio da edição que eu li tem uma parte que se destina falar sobre esse conceito de katharsis tendo que acatar sem que seria a experiência psicológica gerada pela tragédia é uma experiência como a dimensão afetiva alguns teóricos dizem que se trata de um alívio das emoções outros dizem que se trata a dilma acerta um certo sentimento terapêutico mas tem a ver com esse efeito psicológico no
público e o aristóteles diz que a tragédia ela deve causar isso o termo mais importante e se envolve bastante ele pega vários capítulos para falar disso é o enredo enredo aqui o que a gente entende como enredo até hoje é a estruturação dos acontecimentos sempre com essa ideia de ação né então vai fazer vários capítulos sobre o enredo a maior parte dos capítulos em que de fato a tragédia ele tá falando sobre enredo ele diz então que os acontecimentos a tragédia eles devem ser ordenados e eles devem ter uma dimensão ou seja um tamanho mas
tensão que sirva a obra e não que seja definida ao acaso e essa extenção do enredo tem que ter um tamanho suficiente para que o público consiga ter uma noção de unidade e totalidade essa noção de unidade totalidade é muito importante até hoje em dia porque tipo mais comum de trama que a gente vê que é a estrutura clássica né e eu já falei em vários e vários vídeos sobre a estrutura clássica a narrativa clássica narrativa clássica ela é muito de aristóteles parte muito da noção de enredo dentro da tragédia grega então essa ideia de
unidade e totalidade essa ideia de início meio e fim isso tudo é aristóteles assim como também dois conceitos muito importantes que são a verossimilhança ea necessidade ou seja a verossimilhança as coisas que acontecem no enredo tem que ser verossímeis e só acontece o que é necessário para aquela unidade para que ao totalidade e que não faz parte sai tudo isso a gente ouve muito muito muito na escrita criativa hoje em dia tudo isso tá na poética e isso é interessante mas ao mesmo tempo e sabe o que a gente tem que tomar um certo cuidado
a gente tem que ter certo de critérios por quê porque isso é tragédia grega isso é teatro isso é uma coisa muito antiga a literatura contemporânea ela tem muito mais possibilidades do que essa estrutura da tragédia grega só que hoje em dia a gente tem muita gente que acha e que e até passa isso para os outros de essa esse tipo de estrutura é a única possível ou é a mais importante ou é a melhor tudo bem a gente pode dizer sim que ela é a mais vista não exatamente a futura da tragédia grega mais
essa arquitrama né como a gente chama hoje em dia esse tipo de estrutura que pega lá essas essas normas do aristóteles porque eu vivo daí só tem z normativo e aí hoje em dia esse tipo de enredo aparecendo como norma isso é perigoso no sentido de que pode acabar tô lindo as possibilidades que são muito vastas da literatura contemporânea são muito mais baixas do que essa estrutura principalmente porque a gente tá falando de texto e quando a gente fala de texto a gente já tá no negócio totalmente diferente do teatro grego porque não é a
encenação que vai para o público é o texto e é o texto em prosa não é o texto em versos falando no caso de romances né é o jeito principal como a gente escreve narrativas na literatura contemporânea1 azul contos mas enfim prosa então é importante ressaltar que o que está aqui na poética não são regras universais da narrativa são análises normativas sobre a tragédia que é um gênero do teatro grego e própria fato de o livro provavelmente está incompleto e de muitos conceitos serem só explicados rasamente contribui para essa obra ser limitada quando a gente
vai falar da literatura contemporânea então essa é uma obra importante sim é uma obra interessante mas eles têm que ser criterioso ao falar dela hoje em dia e ao absorver ela hoje em dia então depois de vários capítulos sobre o enredo ele tem dois capítulos sobre os caracteres né os personagem e ao mesmo tempo o caráter dos personagens e diz que os personagens tem que ter quatro aspectos tem que ser bons apropriados c os anões e coerentes essa parte deles serem boy as palavras e as ações tem que mostrar que esse personagem ele tá atrás
de um objetivo e subjetivo tem que ser bom tem que ser do bem essa ideia de bem e mal naquela época dentro da ética daquela daquela época daquela sociedade grega a ideia de bem e mal ela é muito preto no branco sabe hoje em dia quando a gente pensa infecção quando a gente peça representar personagens em escrever personagens isso defasado essa coisa de bem e mal que o próximo passo dos personagens serem semelhantes a nós hoje em dia ele tem muito a ver com não ser sentiment bom ou mau e na poética olha só atualizar
ele ponto é muito essa coisa do bem e mal como coisas opostas e extremas como se só pudesse ser uma coisa ou outra ele disse que se o propósito do personagem sobre o tio do personagem for bom esse personagem vai ser bom e o personagem tem que ser bom quando ele diz que o personagem tem que ser apropriado é só fala uma linha sobre isso ele falou isso aqui um caráter pode ter valentia mas não é próprio de uma mulher ser valente esperta assim até o sociedade ele está refletindo o pensamento extremamente machista mas a
ideia geral que ele passa faz sentido não não precisa conhecer exemplo tosco de que a mulher não pode ser esperta nem valente mas teria que pensar por exemplo idade o que o que é próprio de uma criança o que é próprio de um idoso sabe como é que a gente vai pensar nessas características do personagem de acordo com quem ele é então apropriado é basicamente isso quando ele semelhantes a nossa ele não não fala o que seria semelhante ao norte mas fica livre para gente a interpretar com a gente quiser e apesar de também tem
que ser coerente que é o quarto aspectos dos quatro que ele fala a coerência tem a ver com o personagem ser ter um caráter a característica pré-estabelecida do personagem então por exemplo seu personagem e mal ele vai ser malta é o personagem conveniente onde vai ser inconveniente o tempo inteiro sempre que ele aparecer nessa nessa peça nessa história isso também faz sentido hoje em dia eu acho importante a gente pensar nisso na criação dos personagens hoje em dia tem um capítulo em que ele fala sobre método de criação vamos dizer assim que a gente um
passo a passo para você escrever uma peça uma tragédia você faz primeiro argumento que é a mesma coisa que argumento que a gente fala muito em roteiro da escrita de roteiros de um dia que você fazer um resumo da história do início ao fim aí você vai criar todo o enredo estruturado e depois você vai escrever os episódios como eram chamados os partes da tragédia mais a gente pode dizer hoje em dia capítulos do seu livro então isso é interessante porque esse método que ele fala é muitas vezes o que a gente faz hoje em
dia lá no final do livro aí vai falar sobre a epopeia e esse formato épico ele diz coisas interessantes da terra ele basicamente compara é que eu pego a tragédia diz que a epopeia tem essa coisa da narração que a tragédia não tem e que a epopeia ela esse formato épico é o formato as múltiplas histórias ao contrário da tragédia da narração por ele não ser uma encenação ele é é permitido ao épico tem metido não é mais apropriado ao época do que o trágico você tem múltiplas histórias porque você consegue ter mais história você
consegue ter uma extensão maior mais ao mesmo tempo ele também fala que o épico em um sentido de unidade também não exatamente igual da tragédia mas se o bom épico ele tenha uma unidade também e aí dá exemplo de homero e não se aprofundou tanto nisso quê que eu tô falando agora mas ele cita o homero né aí ele ia daí eu dicéia ele fala que o homem era ele o que o homero fez muito bem foi não ter contado toda a história da guerra de tróia o homem era ele se concentra mais na história
do aquiles na guerra de tróia e aristóteles diz que isso é bom porque se ele tivesse falado toda guerra ficaria muito grande e difícil de abranger num só relance ou seja seria difícil do a entrar em contato com aquilo ter uma ideia de totalidade de unidade ea epopeia também segundo aristóteles tem que ter essa coisa de início meio e fim e nessa comparação entre a tragédia é epopeia o aristóteles ele dedica um capítulo inteiro que é o último capítulo a dizer que a tragédia é evidentemente melhor do que a epopeia ele coloca a tragédia como
o maior gênero maior forma de contar uma narrativa mais isso é aristóteles dizendo sabe não quer dizer que se a gente pegar hoje em dia pensando no épico hoje em dia e pensando na nessa nesse nessa estrutura da tragédia hoje em dia seria o que arquitrama versus a trama épica arquitrama não é necessariamente melhor do que à época e aí é que tá é muito passado como se fosse a melhor porque a que mais se faz é que os blockbusters de hollywood fazem é que os livros best-sellers fazem muito mas nem por eles foi a
melhor e também não é só porque ela está feliz é melhor que ela é de fato é melhor mas o que importa de verdade a gente saber que escrever hoje em dia é uma gama inteira de possibilidades e a gente não tem que se prender a um só tipo de estrutura que enfim esse vídeo acabou ficando bem maior do que eu queria era se você quiser comprar o livro tem link na descrição você quiser conhecer meus livros também tenho tudo na descrição e aí nos comentários se você já leu a poética o que que você
achou e até a