meu nome é Maria inei Silveira moro no bairro Agronômica e sou a mãe da eliceia Silveira que desapareceu dia 18 de Março de 95 nos mais ou menos umas 14 hor da tarde às 14 horas foi planejada eu queria muito a eliceia é minha primeira filha e ela trouxe muita alegria para mim Deus que ela nasceu até a hora que desapareceu nossa vida era boa a eliceia é uma menina muito meiga muito amável quieta vivia mais só comigo assim não gostava muito de brincar com outras crianças e não se não gostava de se misturar muito
no colégio ela era uma menina bem educada estudiosa eh os professores não tinha reclamação nenhuma dela e em casa ela era muito meiga quieta as coisas que chegava ao final da da aula os professores pediam para guardar tudo ela era sempre disposta ela que guardava ela que arrumava tudo isso Deus da creche ela era uma menina muito meiga gostava de se entar com com outras crianças com nada e nem com adultos não gostava muito de falar com com ninguém tia delas aí chamava que ela tava passando da escola que ia sempre ela ia comigo que
eu trabalhava perto e ela ficava na escola mas no dia que eu não ia pro trabalho eu sempre deixava ela ir mas que os alunos maiores as pessoas de confiança maiores sabe aí tava passando a tia chamava para falar com ela nem pra tia ela parava ela chegava em casa e falava para mim a tia tava me chamando mas eu não parei não conversava com estranhos nada eu acordei de manhã ela sempre gostava de ajudar eu cuidar da menor que tinha um aninho eu fazia mamadeira elá da dava pra outra cortava as frutinhas ela dava
pra outra tava tudo normal aí fiz almoço almoçamos almoçamos bem e lembro até que ela tirou a carne do prato dela e deu pra nossa cachorrinha que ela amava muito a cachorrinha ela tirou a carne no prato dela e deu pra cachorrinha Aí comemos daí eu pedi para ela ir no Angelone comprar um remédio para essa menor que tinha um um ano comprar um remédio dei R 10 na época para ela ir comprar o Rem remédio escrevi no papel tudo o remédio que ela comprar daí ela foi pra farmácia quando ela fez uma voltinha assim
ainda joguei um beijo dei um tchau para ela que tinha costume né E só deixei ela aí com essa idade porque não sabia não era muito divulgado de crianças desaparecida que roubavam crianças que né essas coisas assim não era muito divulgado na época ninguém sabia né senão não tinha deixado ela ir buscar o remédio aí ela foi comprou o remédio colocou o troco do dinheiro dentro do saquinho da da farmácia e e diz a mulher da farmácia que ela saiu só que daí naquele momento que ela saiu me deu uma coisa muito ruim no peito
uma dor no meu peito Meu Coração batia forte aí eu pensei na minha família do Paraná alguma coisa de mal que tivesse acontecendo mas não era era a hora que estavam pegando a minha filha porque aí eu não dei tempo dela ir e voltar aí eu saí correndo deixei eu pedi pro vizinho na frente cuida da zaila para mim deixei tudo aberto eu disse eu acho que a za a liceia levou uma batida daí ele falou para mim Vira essa tua boca para lá eu tava sentindo um pressentimento ruim sabe aí eu fui atrás dela
quando eu cheguei na farmácia a mulher da farmácia que fazia nem um minuto que ela tinha saído com remédio e daí foi a última notícia que eu sube daí lá de dentro do Angelone mesmo eu já liguei pra polícia lá pro quinto DP eles me falaram que ela poderia estar com os amigos com o namorado eu disse não minha filha tem 9 anos ela é uma criança a pessoa que tava de plantão me atendeu e falou isto eu disse não ela é uma criança ela não tem namorado e ela não não não sai assim sem
né com amigos aí dali pra frente a a mulher da farmácia dis procura dentro do Angelone quem sabe ela foi tomar um suquinho alguma coisa mas eu eu botei o anúncio mas eu sabia que se ela fosse querer tomar sucar ela ia falar para mim ela é uma menina muito educada muito Meo ela dizer Mãe eu quero tomar um suquinho ver o preço de alguma coisa então dali pra frente daí eu não subi mais dela daí Aí a polícia mandou procurar nos vizinhos comecei a procurar nos vizinhos vizinho ninguém viu ninguém soube mais nada daí
a gente procurou durante o dia mais tardezinho eu fui no Sex DP registrar o BO que ela tinha desaparecido aí a polícia começou a a investigar minha vida investigar minha vida eh escutar um vizinho escutar outro gente na rua e outro aí eu acho que lá pela quarta-feira quinta-feira que foram procurar minha filha daí começaram uma delegada que pegou o caos daí começou a a investigação boa mesmo assim procurar qualquer pista que vinha mesmo enganosa ela até chamava eu para ir junto aí começaram depois de quarta-feira elas apareceu no sábado eles ficavam escutando blá blá
blá daqui blá blá blá dali que sabe que tem pessoas que fala tanta coisa né No momento que eu senti aquela angústia no meu peito aquela dor no meu coração e daí eu sabia que algo ruim tinha acontecido que alguém tinha pegado ela eu já nem dei tempo dela voltar da farmácia eu fui atrás quando eu sentia aquele uma coisa ruim eu fui atrás e daí os vizinhos também ajudaram a procurar ficamos procurando né um ia paraa rodoviária outro para aeroporto procurando procurando todas as casas todos o bairro todo virando E aí teve vizinhos muito
bom também que ficou uns 15 dias procurando Saindo pros bairros sabe mostrando foto procurando só a mulher da farmácia que viu ela saindo da farmácia depois ninguém viu mais nada apareceu teve várias pistas várias pessoas falando mas era tudo tudo coisa falsa nenhuma coisa concreta que foi bem investigado daí eu ia na Delegacia todos os dias perguntar se eles não tinham pista se todos os dias eu procurava jornal botava no jornal todos os dias a televisão que eu podia eu fui em vários lugares eu fui no programa do silv Santo naquele programa Em Nome do
Amor para procurar ela e ia pra delegacia todo dia da eu parei um pouco para poder andar atrás dela para todo lado eu trabalhava num condomínio mas eu trabalhava no condomínio só três vezes na semana segunda quarta e sexta 4 horas só E aí o resto eu fazia faxina e lavava roupa para fora na época eu pedi pr pra polícia ver no ML quem sabe que Deus livre tinha acontecido uma batida alguma coisa né nos hospitais procurar Ah eu tava trabalhando um dia isso já fazia eu não lembro bem direito se fazia 2 anos 3
anos que ela tinha desaparecido não lembro é mas daí eu eu morava perto do do Conselho tutel o SOS criança na época era o SOS criança aí eu cheguei em casa do trabalho disse que o ss tinha estado lá me procurando que sabia alguma notícia da minha filha eu da minha casa eu eu não respeitei a rua carro nada eu cheguei do trabalho assim eu larguei tudo eu saí correndo eu fui até SS acho que eu não levei nem um minuto para chegar lá cheguei lá e e daí me falaram o cara que teve eu
procurei ele dele disse Calma você calma eu eu queria saber né aí foi aonde que o Conselho Tutelar lá de Minas Gerais ligou pro SOS dizendo que que a eliceia tava lá aí eu fiquei muito feliz assim eu fiquei emocionada que parece que ia me dar um um negócio muito emocionada aí demorava as passagens demorava ajeitar pra gente ir para lá buscar com a delegada assim e eu ficava naquela agonia naquela agonia meu Deus aí fomos chegamos lá à noite ficamos no hotel no outro dia fo homem de vines que era no interior de Minas
daí chegamos lá e ficamos sentado e nada deles trazer elic e nada e nada aí a gente perguntou PR para uma delegada lá eu falei para ela e a minha filha onde é que tá já vai vir que ela dizia que já vinha né dela dis lá tinha uma moça sentada para lá de eu delegado uma detetive uma moça assim aí quando ela falou tá lá eu já me me botei num pranto de Choro Porque eu já tinha visto que ela goria eu sabia que não era minha filha que eu eu acho que pode passar
30 anos eu acho que eu acho que eu reconheço a minha filha aí eu comecei num pranto de choro daí eu comecei a passar mal e não era a eliceia era uma tal de L Mila como que chegaram à conclusão que poderia ser era porque ela chegou lá e se identificou como elicéia e eu conversava pelo telefone também ela falava alguma coisa meio parecido o que nós conversava as coisas assim mas eu acho que ela pegou num cartaz deve ter pegado no o cartaz internacional né Essa essas informaç que ela tinha a eu voltei para
casa decepcionada da e o bairro todo tava esperando ela fizeram cartaz iam fazer festa tudo que eu fui buscar né aí eu fiquei desesperada de novo tanto sofrimento daí Uma emoção enganosa e depois voltar tudo e passou-se ser anos essa mesma guria de novo em Daí foi em Natal ligo ou de novo pra delegacia dizendo que era Il que tava lá foi buscado de novo essa menina chegou aqui era mesma l de Vila era a mesma l de Mila que eu tinha ido buscar H anos atrás dizer se passando pela eliceia ela falou que queria
ser minha filha que gostou de mim queria ser minha filha queria que eu adotasse ela aí a gente se combinou com Delegados daqui delegada para para eu conversar particular com ela eu até disse que adotaria ela que eu tinha muita coisa e dava um monte coisa para ela e tudo para ver se ela sabia alguma coisa sobre a eliceia sabe mas não falou nada a gente nem sabe a idade porque acho que ela nem documento tinha da a gente não sabe nem a idade sabe se batia a idade ou não mas assim na hora eu
vi que não era minha filha totalmente diferente uma moça mineira diferente até o sotaque você teve medo depois que essa moça apareceu pela segunda vez eu tive um pouco de medo eu tive um pouco de medo e e e às vezes eu penso Será que a sag guria mesmo não sabia alguma coisa sobre a eliceia hoje na real que eu tenho feito é orar eu oro de manhã antes sair pro trabalho oro à noite pedindo ela para Deus porque eu fiz muita coisa tanta coisa que eu não sei agora hoje eu não sei o que
mais fazer daí eu peço ela para Deus eu quero ter uma resposta ou uma notícia dela Quero rever minha filha que é muito triste faz 24 anos que que a minha filha desapareceu mas é é duro eu tenho ela no meu coração e na minha mente ainda se eu estou viva se estou vivendo é com esperança ainda de encontrar ela dói eu tenho a roupa dela guardada Ten o caderno que ela escreveu na sexta-feira guardada a mochila dela guardada na minha casa tudo eu até quando vim aqui eu troue a roupa que ela mais gostava
dentro da minha bolsa eu amava muito minha filha minha primeira filha e eu tenho outra filha mas uma não substitui a outra eu tenho amor pras duas até hoje eu sofro muito muito muito muito perdo noites e noites de sono pensando aonde pode estar minha filha quem fez isso tirou um pedaço do meu coração eu ando na rua eu vejo moças mais ou menos da idade dela eu fico imaginando minha filha pode est assim que daí eu não vi mais ela crescer ficar mocinha junto comigo a irmã também sofre a irmã fala sempre que daí
essa outra que eu tenho vai nos lugares né todo mundo meu irmão minha irmã e ela sabe que tem uma irmã mas não sabemos onde está a gente não sabe onde tá e eu peço ela todo dia para Deus que foi Deus que me deu ela Ele vai ajudar a encontrar através da televisão alguma maneira ele vai ajudar a encontrar ela e se a minha filha tiver ouvindo ou alguém que ouve pelo amor de Deus se alguém vê e souber o paradeiro dela que entre em contato né pode entrar em contato com a polícia aqui
de Florianópolis que nada vai acontecer pra pessoa e a minha filha querida se estiver ouvindo pelo amor de Deus entre em contato com a mãe a mãe te ama muito a mãe tá esperando você ainda e meu telefone tá a dispor também meu telefone é é 48 984 31377 se alguém souber alguma coisa pode entrar em contato comigo qualquer hora que às vezes não vai querer Ligar pra polícia mas ligue para mim vou continuar procurando a minha filha passe 20 30 40 anos vou continuar procurando Se ela entrar pela porta da minha casa hoje eu
não sei o que que eu faria a emoção ia ser tão grande que de eu não sei o que que que ia acontecer comigo mas eu acho que eu ia abraçar muito né erguer pegar no colo como se fosse um bebê de [Música] volta [Música] [Música] [Música]