Olá, pessoal. Boa tarde. Demorei um pouquinho para iniciar aqui.
Tá vendo se a gravação iniciou de fato, né? Essas tecnologias aqui vive pregando uma pecinha na gente. Meus amores, espero que todos estejam bem.
Estamos aqui para mais um encontro, mais uma aula e hoje nós vamos falar sobre sobre memória. Será que vocês estão lembrados o que vocês assistiram na aula passada? Sobre o que que foi falado na aula passada?
Hum, isso tem a ver com memória, hein? tópico de hoje é tão importante quanto os outros, eh, e muito presente na nossa prática, principalmente para quem vai trabalhar aí com crianças e idosos. É um tema, é um construto aí hoje muito eh utilizado e muito requerido para avaliação, tá?
E por que que é um tópico aí tão importante, né? Vocês conseguem se imaginar se nós, eu, você, nós não tivéssemos memória, nós não tivéssemos a lembrança, todo dia a gente amanhecesse tipo zerado. Não sei da onde vim, não sei o que eu fiz ontem, não sei quem são as pessoas que estão à minha volta.
Eh, não sei nada. Então, eh, olha a importância, né, da memória, eh, que é o que nos contextualiza no mundo. Porque se eu perco a memória de hoje para amanhã, perco tudo, cara.
Viro uma tábua rasa. Eu não sei quem são as pessoas, não sei quem sou eu, aonde eu tô, porque eu tô fazendo, nada. Você imagina se não lembrar de nada.
E nós temos muitas eh muitos transtornos, muitas doenças aí que muitas patologias que acometem a memória. Então vamos estudar um pouquinho hoje sobre a memória. Vou passar inicialmente um videozinho aqui para nós.
Eh, vou tentar passar aqui pelo vídeo e também deixarei o link não consigamos ver por aqui, tá bom? Vamos ver então se é possível. Uma das coisas mais impressionantes que nosso cérebro faz é criar memórias.
Elas nos permitem aprender coisas a partir das nossas experiências e predizer eventos do futuro. No cotidiano, dificilmente paramos para pensar em como esse nosso órgão conhecido como cérebro é capaz de reter informações tão detalhadas e abstratas quanto um som, um cheiro, a letra de uma música ou uma equação matemática. Já ficamos tão acostumados a lembrar de tanta coisa que nem paramos para pensar na importância dessa capacidade.
Mas tente imaginar como seria viver sem ela. Um exemplo que nos ajuda a ter uma noção disso foi o caso de Clive Waring. Clive era um músico britânico que teve a infelicidade de desenvolver uma encefalite viral.
A encefalite costuma resultar em danos cerebrais consideráveis e sabemos que quase qualquer dano cerebral pode impactar a aprendizagem das pessoas. Mas a depender da área cerebral danificada, o prejuízo pode ser drástico. Infelizmente isso aconteceu com Clive e isso o tornou um escravo do seu presente.
A encefalite fez com que Clive perdesse a sua capacidade de criar novas memórias sobre seu presente recente. Depois que alguns minutos se passavam, Clive tinha a sensação de que tinha acabado de recuperar a sua consciência como se tivesse acabado de sair de um coma. Durante anos, Clive tinha essa sensação repetidamente, nunca conseguindo lembrar o que tinha acabado de acontecer.
Se, por exemplo, a sua esposa entrasse no quarto dele, Clive recebia sua amada calorosamente, como se não a visse há muito tempo. E bastava ela sair por alguns minutos e voltar para que ele tivesse uma reação praticamente igual à que tinha acabado de ter minutos antes. A sua memória sobre o seu passado mais distante ainda estava preservada, embora não em mínimos detalhes.
Ele sabia quem ele era, por exemplo, mas não consegui lembrar muita coisa sobre um compositor chamado Orlando Delasso. Embora anos atrás ele tivesse escrito um livro inteiro sobre esse compositor. Mas mais estranho ainda era o fato de que as suas habilidades musicais tinham permanecido intocadas pelo que aconteceu.
Ele era capaz de ler partituras de música e tocar o seu cravo tão bem quanto antes. O aprisionamento no presente de Clive trouxe vários prejuízos para ele. Ele, por exemplo, não se interessava mais por livros ou pelos acontecimentos no mundo, já que minutos depois ele mal livraria do que estava lendo ou que ficou sabendo.
Viver sem memórias pode ser realmente devastador. Os últimos 100 anos de pesquisa na psicologia e na neurociência nos permitiram acumular vários conhecimentos sobre o que são memórias e como elas são formadas. Podemos entender a memória como uma capacidade do cérebro de reter informações ao longo do tempo.
Sabemos que existem diferentes etapas para que uma nova memória seja criada. As três principais etapas são a codificação, o armazenamento e a recuperação. E várias coisas podem afetar cada uma dessas etapas de um jeito particular, mas deixar as outras etapas intactas.
Na codificação, informações sensoriais e simbólicas são interpretadas e associadas com as nossas próprias memórias prévias. Depois disso, o cérebro pode reter essas informações ao longo do tempo e posteriormente recuperar essas informações quando isso for necessário. No cérebro, muitas redes neurais estão envolvidas em todas as etapas da memorização, mas algumas são especialmente importantes.
O hipocampo é uma das áreas mais importantes na regulação na memória, especialmente para que novas memórias se consolidem e durem a longo prazo. O cerebelo também é essencial para aprendermos novas habilidades, tais como dirigir um carro ou aprender um novo passo de dança. E as amídalas estão diretamente envolvidas com a codificação e recuperação de memórias afetivas, como as memórias que você tem sobre algo que te dá medo.
Dizemos também que existem diferentes tipos ou sistemas de memória, tais como memórias episódicas, semânticas, procedurais e muitas outras, mas esse é um assunto que merece um vídeo separado. Lembre-se de curtir e compartilhar o nosso vídeo e se inscrever no nosso canal para turbinar a sua memória com conhecimentos científicos sobre excelente. Gente, então, continuando aqui, após assistirmos o vídeo, né, vemos aí o quão importante a nossa memória é.
E aí eu pergunto para vocês, o que devemos considerar mais importante? H, as nossas experiências vividas, né, a nossa história, eh, o momento presente aqui, né, ou as nossas memórias a respeito delas ou aquilo que eu me lembro sobre aquilo que eu vivi. O que é mais importante?
Ou será que uma é mais importante do que a outra ou ambas são importantes? Eh, posso dizer que a nossa memória, ela é a capacidade que nós e todo mundo tem, né? Eh, eh, a memória é a nossa capacidade de armazenar as informações, mas acessá-las assim que eu precisar ou recuperar as informações, né?
Então, de nada adiantaria eu armazenasse, eu não consigo recuperar ela no momento que eu preciso. Nada adianta você estudar paraa prova se no dia, na hora da prova, você não consegue lembrar, acessar essa informação que você estudou, né? Então, nós temos que ter a capacidade de armazenar, mas também de recuperar essa informação quando é necessário.
Então, a recuperação ela é tão importante quanto a o armazenamento, né? pode ser qualquer indicação de que houve algum tipo de aprendizado. Ou seja, quando eu retenho ou quando eu armazzeno, isso tá diretamente ligado à aprendizagem.
Como é que nós hoje associamos eh quando aprendemos alguma coisa? Vamos lá, vocês estão aqui assistindo a minha aula. Como é que vocês vão saber se vocês aprenderam o conteúdo, né, sobre memória?
Se você conseguir se lembrar, né, se você assistir essa aula e tempo depois ou amanhã ou no dia da prova você se lembrar desse conteúdo que foi aprendido. Então nós podemos dizer que a memória e a aprendizagem são duas coisas que caminham juntas, né? é também composta por uma construção pessoal, ou seja, isso é de cada pessoa.
Eh, as nossas memórias, embora elas tenham essa funcionabilidade de forma igualitária, as nossas memórias não são idênticas. Aquilo que eu vou reter na minha memória é diferente do que você vai reter, por mais que nós estejamos numa mesma situação. E vocês vão ver logo mais adiante.
Por isso que a gente diz que a memória ela é uma construção pessoal. Eh, podemos então dizer que a memória ela é um processo, né? Ela é um processo porque ela não é uma única coisa, ela tem etapas.
E quando ela tem etapas, eu posso dizer que é um processo de retenção daquilo que eu aprendo ou daquelas informações ou daquilo que eu vejo, daquilo que eu vivo, né, nas quais as nossas experiências depois são arquivadas e recuperadas. Quanta coisa nós não conseguimos nos lembrar de quando éramos criança, por exemplo, né? Isso é memória.
É um tipo de memória específica que nós vamos ver mais adiante, mas é memória. Então a gente pode dizer que a nossa memória ela é um depósito de aprendizagem acumulada. Ou seja, para eu aprender eh a minha função memória, ela tem que estar funcionando adequadamente, senão ela vai interferir diretamente no meu aprendizado, né?
E a memória, ela está então diretamente ligada com a aprendizagem. São duas coisas que caminham lado a lado. E vamos falar então sobre o processo.
Se eu disse que ele é um processo, porque ele não acontece numa única etapa, ele acontece em três etapas, qual é esse processo? O primeiro processo, né, aqui número um, é o que a gente chama de codificação. É o input.
é o momento que a informação entra, é o momento que eu levo a informação do mundo externo pro meu mundo interno chamado cérebro, né? E a gente já viu que as informações elas entram pro meu mundo interno através dos órgãos do sentido. Então esse input de informação eh pro meu cérebro, essa comunicação do mundo externo com o interno é feita através dos órgãos sentidos eh lá pro meu cérebro.
Então esse input de informação é o que nós estamos chamando aqui de codificação. A etapa dois é a é a o segundo pilar da memória que é o armazenamento, que é eu guardar essa informação, né? É como se eu chegasse com uma compra do supermercado, tô com todas as minhas coisas na sacolinha.
Aí eu vou lá no armário ou na dispensa e vou guardar aquilo ali pra hora que eu precisar, vou precisar agora do arroz, eu vou lá no meu armário e pego, não é? Então o processo é exatamente o mesmo, o input, ou seja, entra a informação, eu vou armazenar, guardar essa informação, mas quando eu precisar, a fase três é o que a gente chama de recuperação. É o momento que nós vamos resgatar a informação.
Então, o processo da memória, ela se dá, pessoal, nessas três fases: codificação, armazenamento e recuperação. Aí vamos começar falando um pouco aqui sobre a codificação, que é a etapa um, né? Então, eh, a entrada de informação, o input, né, aqui, ó, ela pode acontecer com esforço ou sem esforço.
O sem esforço é o que a gente chama de codificação automática, né? E uma coloquei até aqui uma frase, né? É verdade que podemos ler uma frase embaralhada?
Veja se é difícil para vocês lerem isso ou é automático. Não é automático. Não foi uma leitura sem esforço.
Por quê? Porque existe uma memória. Por isso ela é sem esforço.
Quando a gente fala de eh uma codificação, ou seja, entrada de informação que é automática, é aquela que não vai exigir esforço, né, de nós, ela tem três características. A primeira dela é o que a gente tá chamando de espaço. O que que é, né, esse espaço?
Ele refere-se à localização onde algo aconteceu, né? Como, por exemplo, se você se lembra aí automaticamente de onde deixou um objeto, onde você estava sentado durante uma aula, mesmo sem você tentar memorizar. Veja que não teve esforço.
E mesmo assim você se lembrar naquela aula da Cláudia, eu estava sentado na sala assistindo a aula sobre memória. Veja que não teve esforço, foi uma memória automática sem esforço, né? Eh, outra característica dessa dessa codificação, né, dessa entrada de informação na memória que é automática, é a questão do tempo, de eu me lembrar eh se ela foi de manhã, se ela foi à tarde, foi à noite.
Eh, essa questão da temporalidade, ela também utiliza essa codificação automática que não exige esforço de nós. E a frequência está relacionada à quantidade de vezes que algo aconteceu, né? Como, por exemplo, eh, perceber que você vê aquela pessoa várias vezes ao dia.
Eh, eu encontro essa pessoa várias vezes ao dia, mesmo sem eu ficar contando, nossa, encontrei ela 10 vezes, mas eu sei que eu encontrei ela várias vezes, mas por quê? Porque eu existe, porque existe a memória. Veja como isso é automático.
Todos nós fazemos. E nós não temos que ficar parando para se esforçar para lembrar de onde eu tava sentado, se era de manhã ou à tarde, quantas vezes eu vi essa pessoa. Tem coisas que a informação ela entra e fica ali memorizada de forma automática, né?
E isso é difícil de ser desligado. Então ele é considerada a codificação aí automática. E aí a gente diz então que é o processamento sem esforço, tá?
Eh eh o processamento com esforço, as informações que lembramos com esforço e atenção tem aquelas que eu tenho que me esforçar, né? A gente viu no slide anterior que a gente tem o input, a codificação automática, que é sem esforço, né? E agora o processamento com esforço, que é aquela que requer que eu preste atenção e me esforce mais.
Então, quando aprendemos, por exemplo, informações ou nome de alguém, eh, como que eu posso estimular a memória, quando, por exemplo, você me passa o número de telefone, eu sei que eu vou te ligar daqui a pouco ou eu vou chegar, vou pegar meu celular para anotar o seu número. O que que a gente faz? A gente não fica repetindo quando você tá estudando algo que você não tem a a o input, né, a entrada da informação de forma automática, que é sem esforço, você tá estudando a matéria da Cláudia lá sobre memória.
Então você tem que se esforçar e prestar atenção. você não repete a informação, você lê, relê, lê de novo, relê de novo e faz o que a gente chama aqui de repetição consciente. Então, quando essa repetição consciente acontece, eh, eu estou fazendo a codificação, que é o processamento com esforço, tá?
Então, ficou claro, com esforço e sem esforço, que é automática. e o processamento então automático que nós falamos lá um pouco eh atrás, que é aquele que não vai exigir pouco ou nenhum esforço da nossa parte para poder realmente relembrar e memorizar aquela informação. O que que nós codificamos?
O que que nós fazemos o input? o que é que entra dentro, eh, que vai do mundo externo pro nosso mundo interno, chamado cérebro, e vai lá pro nosso cantinho da memória, né? Eh, nem sempre nós vamos lembrar de tudo exatamente como nós vimos, exatamente como ela aconteceu, mas nós vamos lembrar dela como eu a codifiquei, como ela fez sentido para mim.
Então, por isso, gente, que às vezes, eh, duas pessoas vão ver a mesma coisa. Ah, você viu? Vamos lá, nós vimos um acidente de carro.
O nosso relato nunca vai ser idêntico. Você vai contar um relato, você tá contando a história, você não tá inventando, você não tá mentindo, né? Eh, você tá contando aquilo que você viu e aquilo que você codificou.
E eu também vou contar aquilo que eu vi, que eu codifiquei. Ou seja, você vai contar o que a sua memória pensou e eu vou contar o que a minha memória pensou. Muitas vezes eu vou dizer: "Nossa, não me lembro disso".
Nossa, porque eu não prestei atenção nisso? Então, obviamente, não teve um input na minha memória. Como tem aulas minhas que vocês já assistiram ou vão assistir, que no dia da prova você comentando esse conteúdo com alguém, com algum colega, esse colega pode dizer: "Nossa, eu não me lembro da Cláudia falar isso".
Você vai dizer: "Não, mas ela falou, né? " Eh, porque é o jeito que a nossa memória é a forma que nós fizemos o input da informação do mundo externo para o nosso mundo interno. E nós fazemos essa codificação de uma forma que faça sentido para nós.
Por isso que é diferente de pessoa para pessoa. As informações têm que ter sentido pra gente, né? Senão a gente inclusive tem dificuldade de memorizar isso daí.
Assim como nós temos as memórias eh mentais, eu posso visualizar a informação. Eu acho que vocês já viveram algo parecido de, por exemplo, chegar no dia da prova, falar: "Nossa, eu tô lembrando da Cláudia falar disso". E me lembrando, lembrar da Cláudia lá na frente falando ou lembrar da Cláudia escrevendo alguma observação lá na lousa, né?
Então, a gente tem também essas imagens mentais e que é aí a maneira como nós organizamos dentro do nosso mundo interno. Vamos falar um pouco aqui das lembranças, que também obviamente tá ligado com a nossa memória. Então, nos lembramos melhor de palavras que conduzem à elaboração de imagens mentais.
Ou seja, se eu for tentar lembrar de quando eu era criança, que eu andava de bicicleta, eh, eu vou ter uma memória melhor se eu conseguir puxar essa imagem mental também. Não apenas, ah, eu lembro de quando eu era criança, né? Mas você consegue, além de lembrar que você tinha amigos, que você brincava, você consegue trazer imagens mentais, né, paraa sua memória, que cor era a sua bicicleta, quem é que tava brincando, a cor da roupa que essas crianças, esses coleguinhas usavam.
Então, todas essas imagens mentais nos ajudam também a recobrar a memória e elas são mais fáceis de ser lembradas, né? Um exemplo aqui, eu coloquei alguns exemplos. Eh, digitador, ou seja, uma pessoa digitando.
Você consegue visualizar isso mentalmente? Consegue. E se eu pedir para você visualizar mentalmente um vazio, não é mais difícil?
Hum, parece que a memória fica mais difícil de ser puxada porque é algo muito abstrato. Então, olha como as imagens mentais elas nos ajudam nesse quesito memória. Por exemplo, cigarro eu consigo puxar uma imagem mental, o fogo eu consigo puxar uma imagem mental.
Mas tenta puxar uma imagem mental para inerente e para processo, como é mais difícil. Não é? Então, as imagens mentais, me lembrar da professora Vanessa falando na frente, me lembrar da professora Cláudia, me lembrar daquele local com aquela árvore, com aquela casa, aquela cor.
eh as lembranças visuais, as memórias visuais, elas eh colaboram e facilitam aí a nossa a nossa lembrança. Eh, toda todas as técnicas, né, eh, envolve processamento acústico e visual, que é as técnicas de lembrança. Então, todas as técnicas que eu vou trabalhar para eh lembranças, para memória, que eu vá usar alguma história, algum momento do passado com meu paciente, por exemplo, se eu associar eh e pedir para que ele vá buscar em sua memória um momento que tenha som e que ele consiga visualizar, fica muito mais fácil de ele encontrar essa cena e esse momento que eu preciso que ele traga paraa memória dele, né?
Então lá eu posso trazer, por exemplo, o método dos lugares. Me diga onde você está nesse momento, né? Se eu pedir para você fechar os olhos e você ir para um lugar onde você gostava muito de ficar quando criança, você vai fazer isso.
Em seguida, vou te perguntar aonde você está. Então, colocar você naquele lugar, né? Outra forma é fazer associação de palavras conexas.
Também facilita a nossa memória, ou seja, quando eu tenho as rimas. Isso é muito utilizado por professores de cursinho. Eh, eu não sei quantos de vocês fizeram cursinho para vestibular, mas eu fiz.
E eu me lembro muito do professor criar musiquinhas para ensinar química, para ensinar matemática. E hoje nas escolas ainda se utiliza um pouco das rimas e das musiquinhas, porque isso é estudado e comprovado que isso facilita a nossa memória. Eh, temos algumas outras facilidades, né, pessoal?
Quando eu vou recordar e vou aprender aquilo que é mais organizado, é sequencial, eh é mais fácil de eu aprender quando eu crio um significado para aquilo, né? Se eu fosse fazer, por exemplo, uma sequência de múltiplos de três, né? 3, 6, 9, 12, 15, então, eh, fica muito mais fácil.
Então, quando eu atribuo significados, né, por exemplo, tem pessoas que utilizam as senhas, alguns números que são sem fim, que são grandes, mas que para elas tem um significado. Por mais que o número seja grande, ela se lembra, ela tem facilidade de memorizar porque tem um significado. Então, colocar significado nas coisas sempre vão facilitar as nossas lembranças, a recuperação aí da nossa memória, como por exemplo também facilita a nossa recuperação eh os agrupamentos, né, que nós chamamos de agrupamentos.
Então, veja eu falar 1942, se eu falar 1942, é mais fácil de eu memorizar do que falar 1942. Então, já existe muitos estudos acerca da memória, da recordação, da momento de buscar lá informação. Já existe alguns estudos que nos retratam, que nos trazem o que é mais fácil no momento da lembrança, no momento da gente recuperar essa informação.
Então, sempre atribuir significados àquela experiência, sempre trazer em agrupamentos, né, ele fragmentado em pedaços, eh, e agrupamentos e também uma hierarquia, né, algo que acontece primeiro, depois em segundo, depois em terceiro. Então, essa hierarquia, o nosso cérebro também tem mais facilidade de fazer o arquivamento e a recuperação da informação. Depois o armazenamento, eh, que é a retenção da informação, né?
Eh, eu vou reter, guardar essa informação. São as minhas prateleiras. Então, eu tenho aqui três tipos de memória.
Eu tenho a memória sensorial, a memória de curto prazo e a memória de longo prazo. Possivelmente sejam nomes aí conhecidos por vocês todos, principalmente a de curto e longo prazo. Vamos falar um pouquinho de cada uma delas.
Eu tenho a memória imediata e tenho a memória do trabalho que nós vamos ver já sobre o que é. Quando eu falo de memória de longo prazo, ela elas vão se dividir em memória declarativa e memória não declarativa. E por último, a memória que é declarativa, que eu declaro, ela vai ser dividida em memória semântica e memória episódica.
Vamos entender um pouquinho sobre cada uma delas, que ela fazem parte da nossa vida profissional. Todos os testes e todos os protocolos e avaliações de memória, ele inclui todos esses tipos de memória. Então, essas palavrinhas aqui, seja memória imediata, de trabalho, declarativa, não declarativa, semântica, episódica, isso vai aparecer muito na vida profissional de vocês e vai fazer parte de toda a jornada de vocês na vida da psicologia aí, tá?
Então vamos lá falar sobre a memória sensorial. Obviamente, como o próprio nome diz, é uma memória que tem a ver com os órgãos dos sentidos. Então eu tenho uma memória ali de quando eu vejo, de quando eu sinto gosto, de quando eu escuto uma música, de quando eu como alguma coisa e sinto um sabor, né, de quando eu tenho uma sensação sinestésica na pele.
Então tudo isso é informação sensorial que tem a ver com os órgãos dos nossos sentidos, né? Então, são informações que são obtidas pelos sentidos que são armazenados por um curtíssimo espaço de tempo. Olha quanto tempo eh eh essa informação é armazenada de 1 a 2 segundos, tá?
Depois, se essa informação eh for armazenada, né? Então, eu escutei uma música, eh, e essa música na memória sensorial que me gerou essa sensação, ela foi armazenada. Se ela for armazenada, ela vai pra minha memória de curto prazo.
Se ela não foi armazenada, eh, a gente perde essa informação, né? Ou seja, eu não vou me lembrar depois dessa música. Por isso vai acontecer de alguém virar para você e vai dizer: "Sim, como que você não lembra dessa música?
A gente escutou juntas". você vai dizer: "Não, não me lembro dessa música, né? " Por quê?
Porque ela é rápida, ela tem um espaço curtíssimo de tempo. Ou você memoriza ela e ela vai paraa sua memória de curto prazo, ou você perde essa informação. Você perde e não recupera, tá certo?
Perfeito. Vamos adiante. E aí, então, vamos falar sobre a memória de curto prazo.
A memória de curto prazo, ela também retém a informação por um período de tempo limitado, por um período curto de tempo, podendo depois dessa informação, na memória de curto prazo, ela ser esquecida ou se ela é memorizada, ela vai para onde? Ela vai para um outro lugar chamado memória de longo prazo, tá? Então, eu tenho uma informação, por exemplo, eu preciso de uma informação para fazer a prova da cloud.
Ã, você foi, estudou, ela tá na sua memória de curto prazo. Nós vamos entender se ela tá na sua memória imediata ou na memória de trabalho, né? Mas é a sua memória de curto prazo.
Eh, você fez a prova, se você reter essa informação, ela vai paraa sua memória de longo prazo e você vai se lembrar disso por um longo período de tempo, tá? Mas se por alguma razão depois da minha prova você não retém essa informação que tava na sua memória de curto prazo, ela deixa de existir, ela passa a ser extinguida, né? E é uma memória que você não recupera depois, tá?
A memória de curto prazo, ela é dividida, como nós vimos lá naquele organograma, em memória imediata e memória de trabalho. As duas, os dois tipos de memória imediata e de trabalho fazem parte da memória de curto prazo, tá? A memória imediata, então ela é uma informação que fica retida ou fica armazenada por um período muito rápido, cerca de 30 segundos, tá?
Então, seu chefe te pede alguma coisa, eh, se diz assim: "Ah, está na minha mesa, eu vou lá pegar e já volto". Às vezes até você ir à sua mesa, deu mais de 30 segundos e chega lá você nem se lembra do que ele pediu. Então, memória imediata é aquela que eu tenho que me lembrar, tipo, agora, né?
Eu acabei de te falar eh alguma coisa. Vamos brincar, por exemplo, de telefone sem fio. Eu te falo uma palavra, você vai falar para outra pessoa.
Eh, nós usamos a memória imediata. Se essa brincadeira do telefone acabar daqui meia hora, 40 minutos, pode ser que você não se lembre disso. Se você se lembrar, é porque ela já virou memória de curto prazo, né?
Mas se você não se lembrar, ela acabou-se, ela foi deletada. Então, a memória imediata é para aquelas informações que eu tenho que utilizar de forma imediata, como o próprio nome diz. Já a memória de trabalho, essa informação eu costumo trabalhar eh eh equiparar, desculpem, a memória de trabalho com a nossa área de trabalho do computador.
O que é que nós normalmente colocamos aí na nossa área do computador, na nossa área de trabalho, aquelas coisas que são mais importantes, né? Aquilo que eu uso com maior frequência, eh aquilo que eu não posso me esquecer. Eh, então a nossa memória de trabalho é exatamente a mesma coisa.
Ela fica na nossa memória ali de curto prazo, enquanto ela é útil, enquanto elas nos servem, né? Depois que ela não nos servir mais, possivelmente eu vá descartar essa informação, tá? H, esse tipo de memória, gente, é bastante utilizada, por exemplo, ó, quando o seu chefe solicita que você chegue uma hora mais cedo no trabalho no dia seguinte, né?
Eh, você vai manter essa informação. Nossa, amanhã eu preciso entrar uma hora mais cedo. Amanhã eu preciso entrar uma hora mais cedo.
Amanhã eu preciso entrar uma hora mais cedo. Depois que você acordou e já tá indo pro trabalho, chegou no trabalho, essa informação não precisa mais ficar na sua memória e ela será esquecida, ela será deletada, né? Então isso é um exemplo de memória do trabalho.
Continuando, hum, então, memória de trabalho, né? Eh, chama-se, chama-se memória de trabalho, atividade de armazenamento e de utilização de informação ligada à realização de uma tarefa. Refere-se, portanto, a um tipo de memória que trabalha, né?
Então, para eu realizar uma tarefa, eu preciso muito da memória de trabalho, que é algo que eu tenho que me lembrar ali, é algo que eu vou utilizar para poder realizar, né? Ou seja, qualquer informação que tenha, né, estado ou entrou paraa minha memória de curto prazo e que se perca. Eh, isso serve, gente, para isso que eu venho dizendo em relação às memórias anteriores.
Se perdeu, está perdida para sempre, né? Eh, eu só vou manter essa informação, só vou ter ela ali armazenada se ela passar paraa minha memória de longo prazo. Então, a memória de trabalho, lembrem-se também no dia da prova, vocês vão fazer a minha prova, vocês estão utilizando memória de curto prazo, memória de trabalho.
Por quê? Porque vocês estão fazendo uma tarefa. Que tarefa?
Prova. E vocês precisam recordar dessas informações, né? ali acabou a prova, ou essa informação vai pra memória de longo prazo ou ela é deletada e perdida.
Espero que não seja, porque senão como é que a gente seria aí um profissional, não só na nossa área, mas qualquer outra área, se após a prova eu deletasse essas informações, né, gente? Pelo amor de Deus. Eh, e vamos falar agora um pouco sobre a memória de longo prazo.
E a memória de longo prazo, nós vimos lá naquele primeiro organograma que ela pode ser declarativa e não declarativa. Vamos ver o que é isso. A memória declarativa, eh, a gente pode dizer que é uma memória de uma memória com registro e que implica consciência do passado.
Geralmente é uma memória que vai me levar a reportar fatos e pessoas que conhecemos e coisas que aconteceram no nosso passado, né? Então é devido a essa memória declarativa que eu consigo me lembrar, por exemplo, de um livro que eu li, que eu consigo lembrar eh do nome dos meus amigos, dos meus familiares, do de aniversário das pessoas, né? Então isso é memória declarativa.
O que mais? Eh, esse tipo de memória, de memória declarativa, ela eh recebe esse nome por é tudo que eu posso declarar por meio de palavras, né? daí o termo declarativo.
Então, é tudo aquilo que está na minha memória, eh, da minha história, do meu passado, de fatos e pessoas que eu consigo traduzir em palavras essa memória, né? Então, tudo que eu consigo fazer declarações do que eu aprendi e do que eu tenho na minha memória, do que eu tenho de lembrança, eu estou falando que é uma memória declarativa. Dentro da memória declarativa é muitos subitens, né, meu salão, mas com o tempo vocês vão se familiarizando também com esses termos.
Dentro da memória declarativa, eu tenho mais dois tipos de memórias. a memória episódica e a memória semântica. Vamos ver o que é cada uma delas.
Vamos lá. A memória episódica, como o nome diz, diz respeito ao episódio. Memória de um episódio, né?
Então, é memória de algum evento específico, de uma recordação específica, um rosto de amigo específico, uma música, uma experiência que você teve. Então está relacionada, são coisas relacionadas ao tempo. Eu coloquei um exemplo aqui, por exemplo, né, que a gente utiliza aqui a memória episódica, que foi ao ataque terrorista lá no 11 de setembro, né, que foi eh memorizado por todo mundo ou meu primeiro dia de aula, meu primeiro dia de trabalho.
Então veja que ele tem uma data, ele tem um marco, né? Mas eu me lembro, é uma memória. Então essas memórias que eu tenho, que são de fatos, nossa, eu me lembro um dia que eu caí da bicicleta, eu me lembro o dia da minha formatura.
Eu me lembro o dia do meu casamento, que foi incrível, eu me lembro o dia que eu fui promovido. Então ele tem a ver com episódios e fatos específicos. Isso é memória episódica, tá?
Já a memória semântica é uma memória pessoal, né, que eu vou trazer eh experiências e recordações pessoais da minha vida. Ah, e aí abrange a memória um pouco mais do significado. Esse tipo de memória, ele tem a ver com o nosso conhecimento geral de vida, né, de tudo que eu aprendi.
Por exemplo, né, eu coloquei aqui também fórmulas de matemática. Você não lembra qual foi o primeiro dia que você viu a primeira fórmula de matemática, mas você aprendeu, ela tá na sua memória. É uma memória semântica.
As regras gramaticais, as leis de químicas, fatos históricos, né? Nesse tipo de memória, que é a memória semântica, não existe localização e tempo. Na episódica, existe.
Na episódica existe ah, há mais ou menos 2 anos atrás ou quando eu tinha 5 anos. Eu estava em na casa de uma tia, eu estava dentro do ônibus. Então ela existe localização e tempo.
Na semântica não, né? A semântica, ela tá associada ao nosso conhecimento adquirido com o passar da vida, com o passar do tempo. Eh, coloquei alguns outros exemplos aqui ainda de memória semântica, como por exemplo, 1 + 1 é 2.
Eu tenho essa memória. é um conhecimento que usa da memória semântica, mas que também faz raciocínio ao que também faz referência ao seguinte raciocínio. Ela poderia, eu poderia pensar, quem é que me ensinou fazer contas?
Foi a minha professora do primário. Eh, e foi a Maria, a dona Maria. Então, quando eu me lembrei que eu estava no primeiro ano e foi com a dona Maria, ou seja, ela tem lugar e ela tem pessoa envolvida, ela é uma memória episódica, né?
Mas eu me lembrar e eu saber que 1 + 1 é 2 é uma memória semântica, tá? Então, a memória semântica, ela ocorre quando envolve conceitos atemporais. Eu não eh lembro quando eu aprendi um mais um, né?
Eh, eu não lembro quando eu aprendi a andar de bicicleta, jogar bola, amarrar os cordões do meu tênis, escovar os dentes. Vejam que são memórias que eu fui adquirindo, eu fui tendo, né? Eh, e eu não me lembro, não tem datas corretas para isso, né?
e as memórias não declarativas, né, que difer. Isso deixa muito claro para nós que é uma memória automática, né? Então, como eu vinha dizendo aqui, a questão de eh algumas coisas que nós aprendemos ao longo da vida, como por exemplo, andar de bicicleta, escovar dentes, ler livro, eh é uma coisa que eu não preciso declarar ou falar para mostrar que eu sei, né?
Eu não vou dizer para você: "Ah, viu? Ou eu sei escovar os dentes, ó, eu sei andar de bicicleta". Eu não digo isso.
Eu não preciso declarar. Por isso ela é não declarativa, né? Então a memória não declarativa também pode ser aí atribuída a uma memória implícita ou sem registro.
Não existe registros de datas, horas e não precisa ser declarada. pelas minhas atitudes, você percebe que eu tenho uma memória, um aprendizado. Pode ficar um pouco estranho, né, gente, isso, mas eh quando você percebe a pessoa que tem um um AVC, por exemplo, [Música] você então eh a memória não declarativa é aquela que eu não preciso obrigatoriamente verbalizar para demonstrar que eu registrei, que eu aprendi, que eu tenho essa informação, tá?
é uma memória implícita que acontece de forma automática e que eu não preciso ficar verbalizando a todo momento. Aqui eu coloquei um pequeno escopo só sobre a a memória, que foi tudo isso que nós falamos, né, que existe, né, a memória sensorial, a memória de curto prazo e a memória de longo prazo. Para que a memória sensorial vire uma memória de curto prazo, ela requer tensão.
E para que a memória de curto prazo vire de longo prazo, ela tem que ter uma codificação, tá? E você vai perceber aqui que eu deixei que a informação a qual não se presta atenção, ela é perdida. Na memória de curto prazo, a informação que não é repetida é perdida.
Ou seja, quando a informação está na memória de curto prazo, requer que eu fique repetindo essa informação. E por isso, às vezes a gente repete aquilo que eu aprendo na aula, na hora de estudar, eu fico repetindo na minha cabeça, né? E aqui alguma informação pode ser perdida com o passar do tempo, certo?
Perfeito. Vamos lá, continuando algumas alterações, então, da memória, algumas coisas que podem acontecer aí, alguns lápis, alguns transtornos em relação à memória, né? E tem uns nomes realmente diferentes, tá bom, pessoal?
Mas é importante a gente ir se familiarizando com esses nomes. Hiperminésia. O que que é hiper?
Como próprio nome diz, né? Vão por associações, lembrem-se que fica mais fácil de memorizar, tá? Vamos usar eh a nossa aula de memória para ter facilidades aí para memorizar, tá?
Então, a hipermésia, como diz o próprio nome, hiper vende muito, né? é de lembrar muitos eh muito mais conteúdos ou com mais vivacidade, pessoas que lembra muitas coisas com muitos detalhes. Isso é hiperminésia.
Hipomnésia é lembrar muito pouco ou com pouca vivacidade. Eh, então, lembrem-se sempre de associar o início das palavras. do hiper, que é lembrar-se muito, com muitos detalhes.
Ipo, lembrar-se muito pouco com pouca vivacidade. E a amnésia, que é uma palavrinha mais conhecida por todo mundo, que é o não se lembrar de nada. Anterógrada.
Anterógrada quer dizer dificuldade de adquirir novas memórias. Então, anterógara quer dizer novas memórias, dificuldade de aprender novas coisas, retrógradar, dificuldade de recuperar memórias antigas, né? De recuperar memórias antigas.
E retroanterógrada é a dificuldade de recuperar memórias antigas e de adquirir novas memórias. alterações da memória generalizada. É quando eu tenho todas as memórias comprometidas, né?
As memórias de eh de curto prazo, de longo de longo prazo, memória sensorial e todas as subdivisões delas eh eu tenho elas comprometidas. Lacunar, existe uma lacuna de um tempo, né? exemplo, um dia ou um período.
Então, tem um período X lá que a pessoa deletou a informação, né? Então ela não consegue se lembrar nada daquele período. E por último, a alteração que a gente chama de seletiva é a perda de memória relacionado a um tema específico, né?
Então, eh, principalmente de temas, eh, muito aversivos. Então, o falecimento do meu pai, tipo, deu um apagão. Eu não me lembro de nada de como foi.
Eu sei que ele é falecido, mas eu não me lembro de nada que aconteceu naquele dia, tá? Então eu perco a memória relacionado a um tema específico, a um acontecimento. Alôésia, quantos nomes, né, gente?
Haja memória para tudo isso, né? É como se fosse uma ilusão da memória. Olha isso, que coisa maluca, né?
Existe um evento que realmente aconteceu, é real, ele aconteceu, mas quando a memória vai ser reconstruída, ela é lembrada de uma forma muito diferente do que aconteceu, né? Então, é como se eu reconstruísse a história, mas eu reconstruo a história de uma maneira muito diferente. Sabe aquelas pessoas que vão contar algo perto de você e a pessoa do seu lado diz: "Nossa, não foi nada disso que aconteceu".
Você fala: "Claro que foi, né? " Então isso chama-se aluminésia. memória falsa, que é a paramnésia, lembrar-se de algo que nunca de fato aconteceu.
Nossa, eu me lembro um dia que você eh me falou determinada coisa. Você fala: "Cara, nunca falei nada para ela, meu. Lembra aquele dia que nós saímos, somos num bar, aconteceu?
" Você fala: "Meu, nunca aconteceu isso". Não é que ela lembra de uma coisa que nunca aconteceu, né? Isso é a paramnésia e criptomnésia, que não vem de criptomoeda, tá?
Criptomnésia é uma lembrança que não é reconhecida como tal, ela é vista como uma ideia original. Um exemplo para ficar mais fácil de vocês compreenderem o que é a criptomnésia. Você lê um livro, né?
Em vez de você dizer que se lembra da história, que você leu eh num livro, você cria essa história, né, como se fosse sua. E gente, tudo isso é inconsciente, tá? Então, a criptomnésia é o que a gente chama de plágio inconsciente, porque você não tem consciência do que você tá fazendo.
Então, você eh já leu um livro, você já viu isso em algum lugar e você vai reproduzir como se fosse a primeira vez e que você tivesse criando aquilo. E não que você leu ou já viu isso em algum lugar, tá? O que é importante é vocês saberem que isso é inconsciente, dejavu.
Ah, isso vocês já tiveram e tem com frequência, né, a sensação de que determinada situação ou experiência que você tá passando ali naquele momento já aconteceu. Fala: "Nossa, já passei por isso, já vi isso, já vivi isso, né? Isso é uma alteração de memória.
" OK, pessoal? Jamais vu que é o contrário do dejavu, né? É o inverso do dejavu.
Você vive uma situação que é repetida, ou seja, você já passou de fato por aquilo, mas não se lembra que ela já aconteceu antes. Então, você já viveu aquilo, você já assistiu aquele show, você já foi naquele lugar, você já foi naquele estádio, você já foi naquela cidade, você já foi naquele parque e você não se lembra de já ter ido naquele lugar. Equinésia.
Equimésia é um distúrbio também da memória em que a pessoa revive experiências passadas como se ela estivesse acontecendo agora no presente. Então é algo que está na minha memória, mas que é lá da minha memória de longo prazo, porque ela já aconteceu faz tempo e eu trago ela pros dias como se elas estivessem acontecendo agora, né? Eu perco a noção temporal dessa minha memória.
Eu não lembro se ela é uma memória lá de trás ou se ela memória algo de algo que tá acontecendo agora. Isso é muito comum a gente ver esse tipo de quadro de equimnésia nas demências e nos Alzheimers da vida. E assim finalizamos a aula de memória.
Então pessoal, de memória é bastante coisa. Sei que a aula ficou um pouco mais longa, um pouco mais extensa, mas assistam, revejam, são bastante nomes, são bastante nomenclaturas e são nomenclaturas importantes para nós. Nós utilizamos esses nomes técnicos no nosso dia a dia e nas nossas avaliações, eh, sejam com crianças ou adultos ou idosos, nós utilizamos muito a avaliação da memória, tá certo?
Então, nos vemos em breve. Obrigada pela atenção aí de vocês. Um grande abraço.
Fiquem com Deus. M.