[Música] bom nós estamos fazendo a discussão né do do do livro serviço social na justiça de família e estávamos aqui discutindo alguns pressupostos e um checklist né de questões para os nossos estudos e os registros né na nas demandas aí de processo de guarda de filho na busca né de compreender se eu tô conseguindo me aproximar das expressões da questão social que não tão postas às vezes no imediato eh se eh eu consigo analisar direitos protegidos e violados daquela criança e adolescente eh se eu tenho privilegiado ali A análise não uma excessiva descrição e se
ao descrever algo eu eh não não tô valando aí na exposição né das pessoas e no acirramento de litígio eh Veja tudo esse livro ele na verdade ele vai tá dando subsídios paraa elaboração do estudo e da perícia em serviço social nas demandas da Justiça de família mas para fins didáticos a gente foi discutindo só o Capítulo dois é que tem esse título Né estudo e perícia em serviço social mas tudo com conteúdo do livro ele é pensado como é a atribuição central do assistente social na justiça de família né a elaboração eh do estudo
e e e da perícia é um trabalho às vezes muito isolado muito diferente da Vara da Infância em que você tem que est sempre articulado em rede eh esse trabalho às vezes acaba sendo muito isolado e às vezes o nosso contato é só com a família mesmo eh em Foco né quando muito com a escola da criança eh né Quanto mais rica for a família menor o acesso aí à rede de serviços públicos e as possibilidades de troca porque em geral serviços privados eh Tem muito receio né de se posicionar e de trazer informações e
de acirrar um litígio que também acaba chegando para ele né Eh vocês imaginam e e vivem né quantos de nós aqui já não vivemos eh conflitos familiares e litígios processuais que H se você mora em prédio a primeira instância é a portaria que vai receber isso a escola dos filhos recebe isso né por vezes os médicos que acompanham as crianças recebem essa dimensão do litígio a delegacia de polícia recebe muito isso e Conselho Tutelar também né Eh e nesse terceiro capítulo esse o terceiro e o quarto capítulo Eles foram de elaboração mas da da alva
go como especialista incrível aí na no estudo e nas pesquisas sobre famílias e Ele oferece pra gente de uma maneira sintética gente um Arc bolso tão rico pra gente pensar o nosso trabalho que eu fico Mega orgulhosa assim eh da Dalva go e dela ter conseguido sintetizar de uma maneira tão eh tão gostosa tão dialogada né E aí eu eu começo então com uma questão eh com um pensamento dela né a investigação da realidade social de indivíduos e família indica geralmente um nível de complexidade não abrangido na legislação e que transcende a aparência dos fatos
ou das narrativas que são inicialmente dadas a conhecer então Olha ela já tá dizendo sabe a gente primeira coisa que a gente fala de família na contemporanidade O que que a gente sabe da diversidade né Então essa é uma fala comum a gente sabe que eh São múltiplas formas de se constituir família né E e aí ela vai olha investigar essa realidade social pressupõe partir de que ela é complexa né que a lei não dá conta dela né E que aquilo que aparece no imediato eh também é muito pouco né então os profissionais têm o
desafio de contextualizar a situação apresentada em busca do desvelamento de como aquelas pessoas estão singularizando questões que são fruto de um de um momento histórico né Elas estão ali no âmbito do privado eh daquelas famílias Mas elas têm eh uma hiper relação né Eh macrossocial eh e das determinações sociais deles dele decorrentes além das relações intergeracionais E de gênero que estão estabelecidas nas famílias então conhecer famílias em profundidade implica conhecer Eh toda essa transformação histórica né E aqui eh vai aparecer eh ela vai fazer a escolha eh de trabalhar com autores que enfocam nas transformações
que foram muitas e foram muito ricas a partir da década de 60 né então metade do século XX para frente não vai se reportar a a questões né Eh anteriores eh e aí ela fecha não raro as situações vividas pela família no momento presente resultam de que questões que vê se adensando H duas ou três gerações eh Portanto vamos estudar né gente porque há uma cada que vários autores quando foi o ano teve um ano que eu não vou lembrar se foi 79 foi o da criança eu não lembro 79 Acho que foi o ano
internacional da criança teve um ano não sei se foi 90 foi o ano internacional da família e aí a gente teve publicações bem legais assim na nossa área tal que sempre caíram no concurso e foram tiradas vez eh E H ali já se muito se fala né muitos autores da Psicologia também falam que ã uma das ciladas né de se trabalhar com famílias é justamente porque nós ou viemos de uma família ou constituímos uma família que nós vivemos família Então esse nosso distanciamento esse conhecimento que é acumulado do senso comum e das vivências ele ele
não pode eh ele vai com a gente óbvio né para esse trabalho mas ele não pode ser o nosso trabalho né então por isso que exige de nós ainda mais ainda mais esse estudo teórico né pra gente poder trazer um olhar que seja para além do imediatismo para além eh do senso comum ou dos valores pessoais Tá certo então a gente precisa tomar muito cuidado com isso por isso que todos nós precisamos estudar sobre famílias né Eh então essa a gente vai trazer aqui essa perspectiva do O que seria uma abordagem social né das famílias
então obviamente eh a questão Econômica ela é determinante né ela no no modo capitalista de viver e a questão Econômica ela é um determinante importante para se constituir famíli e esse capítulo ele vai fazer então essa contextualização social das famílias a partir de dois eixos das determinações advindas da localização socioespacial então aqui a gente vai encontrar dados estatísticas eh dados do IBGE são são eh eh enfim pesquisas que vão né nos trazendo e lamentavelmente a gente não tem aí uma um uma mais recente né que já Deveríamos ter tido do IBGE pra gente entender como
que as famílias Vivem como que qual é o rendimento delas mensal Qual é a constituição a configuração delas Qual é o acesso ao trabalho eh nesse nessa conjuntura né de acirramento neoliberal e enxugamento aí das políticas sociais eh qual tem sido essa inserção dela né em programas assistenciais e eh como a gente já E aí vem essa discussão do quanto que a centralidade da família ela na verdade existe não como centralidade para ser apoiada mas na Perspectiva da Ultra responsabilização das famílias na proteção dos seus membros o que eh Mioto e dapra vão trazer né
no conel de familismo né então a gente tem uma política nacional de assistência social uma constituição federal eh e várias outras legislações que vão dizer que a família é central e deve ser protegida mas o que acontece é que ela não é Central nas políticas públicas né então ela só é Central na hora da responsabilização eh para assumir ali os cuidados e a culpabilização quando eh não não cuida né supostamente não cuida direito dos seus membros né Eh Então essa é uma discussão que toma parte desse Capítulo e uma outra discussão é a discussão que
ela chama com base num num autor tiborne não sei se é exatamente assim que que se fala né Eh que ele vai ele faz a discussão que o patriarcado está em declínio mas o declínio do patriarcado não na sua não na realidade né da das famílias e das sociedades mas eh no âmbito da formalidade das leis e mais pouquinho a gente vai vai a gente fez um quadrinho de leis ali quando a gente for discutir guarda compartilhada e alienação parental que a gente vai vai perceber isso de fato desde a nossa Constituição Federal e e
um pouco antes disso você a gente vinha de um patriarcado legitimado né pela lei só em 62 com estatuto da mulher casada a mulher pode eh fazer alguns negócios sozinha porque antes ela precisava de autorização do marido para trabalhar para né estabelecer alguns negócios eh até 77 casamento era uma obrigação não se podia não se podia ser desfeito né eh e aí com a Constituição Federal a a gente tem ali um um essa questão né da Igualdade entre homem e mulher entre pai e mãe ela no âmbito formal ela é colocada Tá certo eh Então
é isso e E aí acho que uma das falas aqui do texto na página 75 também dá essa dimensão esse ideário patriarcal que tem como marca a dominação do outro ele tá tão bem constituído que ele ainda permanece nos modos de ser família a apesar dessas mudanças sociais Ilegais que apontam para uma certa Equidade entre homens e mulheres e por vezes a ausência do homem nas famílias mesmo com a ausência do homem nas famílias de forma geral a gente pode dizer que na família as ideias patriarcais se traduzem na hierarquia entre o homem e a
mulher e entre adultos e crianças eh caracterizada então pela sub internidade né e uma definição Clara e dicotômica desses papéis masculino feminino pai e mãe nossa isso sintetiza muitas expressões da questão social muitos litígios muitas muitas questões eh quando a gente vai elaborar o estudo né nas famílias que passam pela separação ao se considerar a convivência do ideário patriarcal com outro porque é isso que tá presente na nossa sociedade contemporânea né então a gente tem a convivência do ideário patriarcal que ainda ele ele ele tá dentro de nós ele também tá dentro de mim de
alguma maneira com outro que contempla a Equidade entre o homem e a mulher e uma definição menos rígida desses papéis né eh não só entre as famílias pobres essa é uma pergunta crucial do que pode significar esse essa essa mescla e onde ela aparece na vida e no dia a dia das pessoas das famílias nas formas nas maneiras como elas se organizam e cuidam dos seus filhos e da casa e tal nos litígios de família questões podem Advir desse descompasso entre o que tá na lei né Essa igualdade e no plano social e ainda um
ideário no plano social um ideário ainda ambivalente contraditório sobre essa Red definição de papéis que interferência tem esse descompasso em relações estabelecidas naquela vivência conjugal que são matizadas por questões de gênero como que isso se manifesta no Exercício da parentalidade são questões para a gente tentar trazer eh no estudo social dessas famílias porque se eu for buscar uma família classicamente patriarcal ou uma família classicamente que Contemple essa Equidade eh e eu eu tô eu tô apenas numa numa imediaticidade num traço da Constituição e organização dessa família porque em geral o que vai existir é é
é essa mescla e é Muitas vezes os traços patriarcais que eh que que que podem inclusive constituir né e da margem a separação né ã a gente vai nesse capítulo então três fazer uma discussão de relações de gênero e de gerações e também questões étnicas mas eh São é uma discussão apenas que Ancora a necessidade de estudos porque essas relações elas estão postas dentro das famílias mas nem foi aprofundada a discussão de gênero porque ela é complexa ela tem diferentes Vertentes né de análise e a gente se pautou né na nossa altura do serviço social
que fez estudos e pesquisas aí brilhantes nessa área que é a Mirla Cisne que tem né o livro dela tá na biblioteca básica do serviço social mas a gente já tem eh eh demarca né a centralidade aí das questões de gênero na reprodução das famílias Tem um errinho aqui e no Exercício da parentalidade eh também a gente eh precisa discutir e e Teoricamente tem até não tem tantas pesquisas sobre essas relações intergeracionais que se dão né Eh nas famílias então para além dessas trocas entre a as gerações mais novas e as mais velhas né que
uma contribui com a outra eh Há também a questão fundamental do cuidado de uns com os outros e fizemos um levantamento uma vez nas eh nos processos em alguns estudos que membros do nosso grupo de estudo tinha feito na verdade alguns registros né alguns laudos e relatórios E aí a gente criou fez um levantamento do perfil de cuidados né daquelas pessoas que se separavam como que elas viviam com quem viviam então a gente fez um perfil de configuração das famílias e eh modos de cuidados com as crianças e aí chegamos à conclusão que a gente
já sabe majoritariamente as pessoas a se separarem Retornam paraa sua família de origem e contam com os cuidados para os seus filhos da figura feminina sempre a figura feminina né Eh em primeiro lugar da avó materna em segundo lugar da avó paterno né então isso ficou muito claro e E isso também vai demonstrando né Toda essa questão do não acesso aos direitos fundamentais eh seja o trabalho trabalho decente seja eh os espaços aí educacionais e socioeducativas paraas crianças né E sinaliza algo que eh gos discute com muita propriedade que é longe do ambiente familiar né
e do convívio familiar que a gente muitas vezes tende nesse olhar do imediato olhar compreender a família como um espaço de Harmonia de bom entendimento de solidariedade eh é óbvio gente só que a gente precisa tirar essa romantização da família né que a a convivência intergeracional ela é suscetível a conflitos né e o conflito faz parte do viver em família eh às vezes é um conflito que enfim tá presente o tempo todo mas por vezes são conflitos mais graves que precisam ser compreendidos né Então essa a Inter gerera e as relações de gênero elas vão
gerar conflitos a dimensão étnica eh também foi trazida menos na Perspectiva racial e menos focada na nas questões das famílias negras mas trazendo a dimensão ética como elementos da cultura que estão presentes hum desde a socialização dos membros da família e que em geral quando as quando as famílias compõem a para além da relação conjugal a relação parental aí muitas vezes vão emergir né conflitos eh é muito comum você eu eu já ouvi assim o algumas vezes olha parece eh aquela expressão quando eu me tornei mãe caiu a ficha mas não caiu a ficha dele
Eh Ou eu virei a chave mas ele não virou a chave né em geral ouvindo isso né de mulher ouv já essas essas duas expressões E então muitas vezes aquele que era um par conjugal ele não consegue se transformar numa fazer uma parceria parental e a aí vão surgindo coisas que eram antes diferenças pequenas que não impactavam tanto cotidiano são diferenças de valores diferenças que que vão ali eh eh impactar ponto de não possibilitar mais a convivência né e a Dalva lembra uma questão que a gente também atende muito que é com relação a a
globalização gerou facilitou enfim todo esse processo eh vem ampliando aí a Constituição de famílias multiculturais né uniões multiculturais com pessoas de países diversos que por meio né da seja por conta de trabalho seja por conta enfim desses processos todos de circulação de deslocamento das pessoas eh eh vão constituir né famílias que também vai significar uma riqueza multicultural mas também um grande desafio eh na hora de olha Quero voltar pro meu país quero levar a criança comigo e aí o serviço social é acionado para opinar a respeito disso vejam bem então aqui também vai se adotar
né Quais são os conceitos vai se explicitar Quais são os conceitos de família eh adotado né sempre nessa perspectiva de que eh a família embora seja considerado como espaço do do privado do singular eh a perspectiva analítica parte do entendimento de que é um espaço que não se dissocia dos dos aspectos universais Então essa é uma perspectiva crítica né de análise das famílias porque isso é o que permite apreender a incidência sobre elas dos determinantes socioeconômicos consideramos que as famílias permanecem então elas são referência social pros indivíduos mesmo em contínuo movimento de desagregação agregação seja
por divórcio seja por processos migratórios né Elas são expressões do seu meio social são expressões do momento histórico em que vivem e eh e os expressam né Eh as mudanças de 60 abarcam dimensões de sexualidade procriação conviv vivenciadas de forma ambivalente contraditória e tensa então sempre pra gente chamar a atenção de Que família não é o espaço da unívoco de Harmonia né Ele é o espaço da contradição do conflito da tensão né e da ambivalência então famílias elas se formam a partir de Laços isso já também tá dado na lei vínculos de inesco Mas também
de afinidade e reciprocidade elas são a referência social pros indivíduos eh como já dito né expressam são expressão desse meio social do movimento histórico que vivem constitui-se como unidades de convivência E aí é muito importante pra gente eh vejam quando a gente faz o estudo social é muito diferente de um IBGE um IBGE tem que tomar muitas vezes o conceito de família como a unidade do domicílio nós enquanto assistente sociais Precisamos sim compreender quem é a família naquele domicílio mas também compreender quem é a família para além do domicílio né E a família tem então
esse papel importante de ser a mediadora portanto um papel importantíssimo na socialização das crianças né porque elas são am mediadoras dos seus membros com o espaço público né E aqui eh também é feita porque eh cremos que esse é um indicador importante né para o serviço social sobre o processo de socialização o que que é um processo de socialização E como que isso acontece naquelas famílias eh que estão se separando tanto lá atrás né daquele pai daquela mãe quanto n crianças que eles estão criando né então eh esse aqui há uma definição né segue-se aí
uma definição da socialização que tem então a família como um agente primário né Fundamental e a escola o trabalho outros espaços aí né a igreja pode ser um os espaços eh de lazer e sócio educativos secundários para a socialização dos indivíduos e é tão interessante quando a gente lembra na essa história né o quanto que a gente foi socializado por por esses espaços né o quanto de novidade a gente eu lembro assim de algumas coisas quando eu tinha 17 anos quando eu comecei a trabalhar eh num grupo numa numa empresa né que tinha várias pessoas
tal e quantas coisas eu aprendi ali que tinha a ver com com coisas mais do cotidiano mesmo né da hábitos alimentares [Música] expressões ou ou mesmo questões que eu sequer pensava que eu fui aprendendo eh naquele espaço e eu fui socializada por ele mesmo achando que eu já tivesse completamente socializada né E E isso se dá a nossa vida inteira né aqui nesse espaço também né mas eh a família é um espaço fundamental né de de de a família o convívio com os adultos mas também o convívio com os pares com aqueles que são da
mesma idade busquem na memória também eh o quanto se aprende com aqueles que são da nossa idade né que tem coisas que a gente aprende que ficam tão marcadas que você não esquece né Eh e a socialização é essa transmissão de valores de crenças de papéis sociais de modos de vida que vão né vão tomar né ela não acaba quando a gente torna adulto vão prep passar toda a vida do indivíduo e vai influenciar no modo como a gente se integra a outros grupos né e eh no processo intergeracional ela é um processo de de
troca né de de Mão Dupla aí entre as gerações né e o conceito de sociabilidade que tem a ver com essa capacidade ontológica do ser humano né de realizar o trabalho de transformar por meio do trabalho eh [Música] a atingir aí né por meio do trabalho seus fins E com isso eh ir para uma dimensão mais Ampla né da sociabilidade e da reciprocidade social essas formas de sociabilidade elas podem ser mais mais ou menos competitivas elas podem ser cooperativas mais ou menos competitivas e isso isso tem muito a ver também com a inserção de classe
com a cultura né E isso impacta nas relações conjugais e parentais e a sociabilidade também eh né conforme o seu tempo histórico ela vai se transformando com a as transformações sociais com a ampliação né de convívio com os grupos com a a inclusão né dos diferentes e não essa privação de conviver só com os o mesmo grupo né só com a camada social a que pertence que é muito típica da nossa realidade aqui em São Paulo que a gente vai ver que os espaços né de de de socialização de crianças em geral né de adolescentes
acabam eh eh sendo segregados né pela classe social algo que a gente precisaria muito romper e ampliar né Por uma sociedade menos classista racista e machista a gente teria que ter esses espaços mais compartilhados né esses temas propiciam identificar por exemplo valores socioculturais e características interacionais de cada um dos conj que cada um deles assimilou n suas De suas famílias de origem ou dos agrupamentos né anteriores ao casamento e possibilita entender como é que esses aspectos estão compostos na vivência conjugal e no Exercício das responsabilidades como pais a composição da bagagem sociocultural de cada um
dos cônjuges na formação de uma nova família vai alicerçar juntamente com outros aspectos o desenvolvimento desse novo agrupamento vejam que coisa né quando muitas vezes se constituem é muito comum se constituir um par conjugal eh a partir da gravidez não planejada né às vezes com pouco tempo de relacionamento onde nem se conhecem né Essas essas essa esse processo de socialização de cada um a formação de uma nova família quando realizada de forma democrática respeitando o que é peculiar a cada cônjuge pode que existe entre eles certa Equidade cooperação e diálogo o que pode favorecer o
equacionamento das questões por eles próprios sem necessidade de se recorrer à justiça nas situações em que se conclui pela finalização da An da da União geralmente são maiores as possibilidades de construção de acordos quando existe essa forma democrática eh que podem ser validados né né na na justiça de família mas eh via de regra o que chega pra gente é é uma desigualdade de poder né muito presente e aí nós terminamos esse capítulo com essas questões né temos conseguido nos aproximar da realidade social das famílias de modo a aprender esse contexto social no qual se
processaram as questões que desencadearam a situação atual Então qual é né Quais os indicadores Vamos pensar no declínio do patriarcado ao mesmo tempo na ambivalência entre traços patriarcais e traços eh de Equidade vamos lembrar em toda a contextualização social dessa família a partir eh da sua inserção como classe como renda como trabalho eh como acesso a políticas públicas né Eh e também Lembrando que concepção eu tenho de famílias né O que que que é família para mim eu tô nesse conceito que é mais amplo ou eu tô para um conceito que é mais fechado h
o capítulo 4 ele vai falar sobre algo que a gente hã até identifica hoje é muito comum a gente dizer que existe uma configuração variada né de de há uma variação na Constituição das famílias eh a gente enfim tá careca de saber isso né Isso tá Tá na mídia Isso tá na vida né mas Hã o quanto a configuração a Constituição da família e a forma como ela se organiza podem eh gerar né mais conflito seja para conjugar idade ou para a parentalidade é algo que exige um pouco mais eh do nosso conhecimento e do
nosso olhar Então nesse capítulo basicamente vai se discutir as configurações familiares e algumas de suas expressões eh a parentalidade os desafios né no nessa sociedade contemporânea aqui foi feita uma a uma uma grande teve a dáva Teve uma grande sacada de trazer essa esse livro ou desculpa gente esse filme esse filme que é incrível quem não viu veja quem já viu reveja e e é bem instigante pra gente pensar né a diversidade na configuração familiar e a ambivalência ali entre eh o patriarcal e e e a ousadia né da dessa mulher que é Eu Tu
Eles que é um filme antiguinho em que a Regina Casé interpreta uma mulher que vive na mesma casa com três homens né e aqui a gente vê uma figura bem clássica a casa é de quem é do eh do personagem do Lima Duarte e vejam tem duas crianças né né uma no colo do Lima outro no colo deste outro homem então ela se relaciona eh de formas diferentes com cada um desses homens todos morando na mesma casa e tendo ali como o patriarca né o personagem do Lima Duarte é super legal de vocês poderem eh
ouvir assistir E e esse capítulo fica mais gostoso com com com essa informação né então esse capítulo ele discute um pouco essas mudanças que se processam no século XX eh Principalmente as mudanças legais o casamento e dissolução do casamento Lembrando que no início do século não se podia dissolvê-lo né havia ali um um confronto posto né a liberdade individual não contava nada né Principalmente se ela fosse da mulher né E algo que ainda tem reflexo traz reflexos pros dias aí atuais né os profissionais que têm entre suas atribuições a identificação e análise de situações familiares
inclusive as litigiosas tem o compromisso ético de abordar o assunto contextualizando historicamente de modo que a defesa dos direitos seja segurada eh no filme por exemplo e não se busca né um filme que se reporta a uma realidade dos anos 70 60 70 tenta no filme por exemplo todo o embrolho lá que envolve a família acaba não se buscando o estado para resolução desses conflitos e se mantém ali né tudo no âmbito da resolução privada que Diferentemente do que hav colocado anteriormente L numa relação democrática se dava pelo pelo acordo pela Escuta aqui se dava
pela resolução do Patriarca né então a hoje né Essa ade dos modos de ser família ela é entendida e e acho que é isso que é a grande riqueza aqui deste Capítulo numa conjugação eh de que a configuração familiar ela resulta da composição Então quem são os membros que compõem aquela família e a sua organização Então qual é a forma que essa família composta por Tais membros estabelece para conviver né entre eles e e e deles com o meio social então vejam o quanto isso fica mais complexo né e o quanto algumas formas eh a
composição ela dá alguns indicativos para se eh compreender a organização Mas isso não pode ser feito uma leitura linear então por exemplo eh cada vez mais cada vez que sai bge a gente vê que o número eh aumenta o número de homens de famílias monoparentais masculinas mas ele ainda é muito pequeno comparado com o número de famílias monoparentais femininas né então o que que é ser família monoparental masculina feminina significa que é necessariamente uma pessoa um adulto cuidando só né desses desses seus filhos ou eh implica na coabitação com outros familiares ou com outras pessoas
que não são família né que é uma tendência é uma tendência que inclusive pode atingir a classe média de ao se tornar família eh monoparental o que muitas vezes acontece a partir da separação e monoparentalidade pode não ser um estado cristalizado né Eh a coabitação com a família de origem ou com outros familiares ou mesmo com outras pessoas conhecidas Por uma questão Econômica pode se tornar necessária e daí advém eh muitas formas de organiz de organizar esse convívio diferente que pode ser mais ou menos sujeita a conflitos a riscos para crianças e adolescentes por exemplo
ã as famílias multipara né que que se fala muito especialmente paraas classes médias né e ao mesmo tempo ainda é um baita desafio quando a gente pensa na necessidade de que o Brasil eh postul asse adoções que não fossem tão fechadas e tão restritas como nós temos na lei né Eh e a multiparentalidade poderia ser também uma forma muito mais protetiva para certas crianças e adolescentes que que são adotadas bom mas isso é uma discussão de outra esfera a multiparentalidade que significa mais de um pai ou de uma mãe no registro de nascimento e obviamente
na vida né na organização e nos cuidados aí nas responsabilidades dessa criança e adolescente eh aqui também tem a questão da família parental que eh em geral ocorre também muito nesse contexto de de de uniões homoafetiva de fertilização em que algumas pessoas se unem eh mas com objetivo não de construir uma relação conjugal mas de ter um filho né Eh mas também é uma constituição que pode ser pensada para aqueles eh que convivem conjugalmente como a par parental Então ela família parental pode ou não pressupor o convívio conjugal eh também que pode ser chamado de
biparental coparental que obviamente vai contar com mais de uma pessoa né Maior chance de divisão de responsabilidades de deveres mas que vai obviamente também exigir maiores negociações com o pai né as famílias reconstituídas né que são aquelas de novos recasamentos às vezes dos os dois cônjuges e também com filhos existentes das uniões anteriores e por vezes até com filhos da da União atual né um aspecto que também é debatido aqui é o aspecto eh se as famílias se organizam enquanto um núcleo fechado em que as as as obrigações os cuidados ele acaba fechado naquele núcleo
ou se a a há uma organização em rede né que às vezes a gente pensa assim olha é uma família M parental feminina aí Nossa aquela mulher na conta de tudo sozinha tal tal tal tal tal tal se eu fico nesse conceito fechado e não vou ver como ela se organiza eu não percebo que que nem ela é sozinha né porque aí você vai ver a filha mais velha que cuida dos filhos menores você vai ver tem um uma vizinha que pega um na perua e fica até a hora que ou a filha ou a
mãe chega Eh Ou você vai ver tem um que fica um tempo vivendo na casa de outro familiar e e ele circula entre as casas então assim a constituição a organização em rede nas famílias eh ela STI a sarte diz que é uma tendência né dada pela necessidade das famílias populares mas também é uma forma é um eixo de compreensão de organização das famílias para além né da da classe média eh da classe Popular eh todos esses temas essas eh curiosamente o serviço social na sua história de profissão é é engraçado isso né A gente
trabalha estuda tanto família e lá no serviço social tradicional fazia isso muito mais mas não tem eh temas eh a gente não tem estudado e não tem aí produzido né A esse respeito e a respeito dessas diferentes configurações aí que apareceram mais como temos estudados pelo direito numa pesquisa breve que foi feita na internet então a aproximação à realidade social das famílias quer em nosso convívio social quer no exercício profissional indica que a gente tá ali frente a muitos desafios porque a gente tá no meio de mudanças sociais culturais ainda não processadas né por nós
todos e portanto Esse é um Desafio que exige que a gente tenha clareza dessa travessia desse momento de muitos não seis do não conhecimento do que existe na outra margem do rio talvez eh isso favoreça análise que evitem interpretações reducionistas e coloa em movimento reflexões sobre o que na atualidade compõe esse desafio da busca da liberdade de autonomia e ao mesmo tempo de segurança do convívio porque esse é um conflito posto na sociedade né contemporânea onde cada vez mais a gente valoriza a liberdade autonomia Mas cada vez mais a gente precisa desse dessa segurança do
convívio quando a gente não vai ter tudo isso por meio da inserção no mercado de trabalho não é isso então e nem de um estado de bem-estar social que nunca existiu aqui então go vai dizer Cabe nos examinar as diferentes situações em suas dimensões macro e micro de modo a desvelar o que tá Expresso e o que Expresso os diferentes modos de ser família então é um baita e complexo desafio né o mesmo vai se dar com relação parentalidade não há pesquisa não há o serviço social não se debruça sobre parentalidade não se produz sobre
isso né então este subtítulo aqui vai discutir a origem do conceito vai discutir o que que é a parentalidade com base nos deveres né que que estão postos na lei as mudanças históricas né com relação a esses deveres e eh essa equidade aí formal entre pai e mãe mas que ainda produz uma tremenda desigualdade de gênero né primeiro porque embora hoje nas na contemporaneidade nós tenhamos muitos homens querendo se tornar eh querendo ser pais querendo eh cuidar assumir os cuidados então para além dessa figura de provedor essa figura de cuidado de convívio sim isso a
nova paternidade ele é também uma expressão né contemporânea mas uma expressão muito mais Ampla numericamente é dos pais que continuam escapando né desse seu papel e se desobrigando né a o que alguma a turler que é uma antropóloga chama de deserção da paternidade o número de crianças sem o reconhecimento paterno no Brasil ele ainda é muito alto né então a centralidade dos cuidados femininos ainda prevalece a desresponsabilização ainda prevalece na nossa sociedade mas ao mesmo tempo a gente tem um movimento né de de pais eh que querem cuidar e conviver né então vejam se eh
tudo isso no convívio familiar tava ali posto como conflito e tensão aqui não é diferente né são muitos aspectos que podem provocar tensão no Exercício parental principalmente nas situações nas quais pai ou mãe ou responsáveis estão afastados seja ou porque nunca conviveram né conjugalmente E isso também é um número considerável de pessoas que vão estabelecer uma relação parental sem nem sequer conhecer direito sem ter conhecido as famílias né respectivas eh seja porque se separaram enfim às vezes estão a tempo sem sem contato e por serem muitos deles reflexos de movimentos sociofamiliares da atualidade não temos
conhecimento acumulado que impele assistentes sociais a se a se movimentarem nessa situação desconfortável do não saber e assim indagar sobre o significado sem pré-julgamento né ancorado aí nos princípios eh da nossa profissão né então aqui também eh temos que nos fazer essa essas perguntas as diferentes composições familiares são bem visíveis o que não ocorre com as diferentes formas de organização familiar Tem observado nelas a convivência do velho e do novo o que isso pode significar pro cuidado e para proteção de crianças e adolescentes como pais e mães estão vivendo esse possível do Papel parent esse
da provisão do Cuidado da educação o compartilhamento desses aspectos tem tensionado as relações conjugais e parentais isso é muito claro quando a gente observa por exemplo um pai que só foi se tornar pai depois que se separou porque a organização do cotidiano era muito focada na mulher na mãe e este pai só foi ter um tempo às vezes nunca teve um tempo privado com o seu filho o tempo que ele tinha com o filho era sempre compartilhado com a mãe eh e aí quando se separa essa criança ganha um pai às vezes fica encantada embevecida
com essa relação com essa tensão com a brincadeira com presente com passeio coisa que antes não faziam parte do cotidiano em geral tem uma uma questão assim de como assim essa pessoa nunca foi pai agora ele quer a guarda compartilhada Agora ele quer per noites durante a semana Como assim e e é uma dificuldade poder entender que sim é possível isso né é possível porque a organização que estava dada mudou e que isso inclusive pode ser bom paraa criança né então eu costumo sempre ajudar a pensar refletir sobre isso e a pensar mas como é
que a criança tá vivendo isso ah tá adorando né então não é melhor ele ter o pai do que não ter o pai do que ser um desses da da deserção da paternidade Bom agora eu vou fazer mais uma pausa e depois a gente retoma então com o último capítulo tá bom