Gente, vez a gente queria escapar desse momento, né? Mas ser coordenadora de um programa como esse exigeir que a gente coloque as caras, né, a pata e a beijos e abraços também. Eh, uma honra estar aqui com vocês, é uma alegria, é uma satisfação imensa a gente chegar nesse momento desse evento, da inauguração, né, de desse programa. Eh, eu disse para algumas pessoas que nós convidamos aqui que esse é o momento em que a gente vê Que tudo vale a pena, né? Quando a gente encontra com vocês felizes, né? Motivadas, cansadas. >> Mas eh um
ânimo de estar aqui, né? Como eh colocou essa mesa tão linda, né? Depois de 30 anos de experiência, estão aqui motivadas participando desse programa. Então esse é um dos momentos mais educativos para nós. A gente tá preparando esse encontro há muito tempo e a gente pensou em cada detalhe desde a do café que eu espero que vocês tenham Gostado. nossa preparada pela nossa querida Edin Mara, eh, até o momento em que vocês recebam os materiais, chegam aqui confortavelmente, possam escutar músicas que sejam significativas, que afetem, que vejam esse lugar arrumado que foi preparado para vocês.
Pode ter certeza que a gente preparou isso com muito carinho. Ontem a gente estava aqui até 10 horas da noite com uma equipe gigantesca cuidando de Cada detalhe. Eu espero que vocês estejam se sentindo acolhidas, abraçadas, felizes pra gente ter o encontro eh que nós preparamos para hoje. Bem, eu quero agradecer demais essa mesa por falas tão significativas que tocou no meu coração, né? E acho que tocou vocês também. Eh, eu sabia que eu ia ficar emocionada, então eu preparei a minha cola porque é difícil, né? E eu não sou uma pessoa que gosta muito
de falar em público, então sempre fico Muito constrangida. Então eu preparei a minha colinha. Eu quero dizer o seguinte para vocês, eh, deixa agradecer mesmo, parte introdutória, [risadas] né? O Prolei é um programa eh de escalas de formação e vocês estão no meio dessa escala, formando e sendo formadas em em um processo que é repleto de troca, de experiências e de diálogo. Eu não sei se vocês já ouviram essa expressão do, mas nós usamos muito aqui Entre a nossa equipe e lá no MEC, entre as universidades que estão participando do programa, são 28 universidades federais,
não sei se vocês sabem essa informação, participando nacionalmente desse programa. Vocês são o coração do lei. Vocês formadoras estaduais, formadoras municipais são o coração lei. É, é com vocês e a partir de vocês que nós formamos e estamos sendo estamos sendo formadas, né? Então vocês têm uma importância gigantesca nesse programa. Sem vocês nada aconteceria. Outra expressão que nós ouvimos dentro desse programa é que o L instituiu uma certa cultura de estudos que muitas professoras começaram a falar inclusive, né, Verna, quem falou isso foi a Alessandra que trouxe para nós do seu polo, a cultura do
lei. E o que que ela quis dizer, né, dessa cultura do lei? Ela foi trazendo para nós essa mobilização que o lei tem feito em torno da leitura, Em torno do voltar a lei nos tornarmos eleitoras, das provas que nós realizamos, das reflexões sobre as práticas, sobre o repensar as próprias práticas que o lei, né, mobiliza e experimentar outras. Nós também temos vários exemplos aqui nac também já comentou isso de formadoras municipais que voltaram a estudar, a fazer pós-graduação, participar do curso de especialização em educação infantil. Tem alguém que tá, Ah, ó, estão fazendo curso
de especialização em educação infantil e voltaram porque, né, se sentiram mais uma vez acolhida pela universidade, motivadas a voltar a estudar. Então, realmente o lei tem movimentado eh um um outro espaço de discussão, né? Um outro espaço de experimentação e de possibilidades. Eu tenho pensado muito que o Lei é um lugar de encontros, né? Muitas as pessoas da mesa aqui já comentaram também quantos encontros que Nós fazemos. Vocês já pensaram quantos encontros que nós fazemos? Eh, eu vou falar em termos quantitativo para vocês, porque a minha querida N, que está lá no fundo, teve que
calcular quantos encontros, quantos deslocamentos, de quantas formadoras estaduais, de quantas formadoras municipais, para quantos municípios, quem vai, quem volta, quem fica, quem circula. São 44 municípios envolvidos nesse programa só eh na OFCAR, só na OFCAR. Aqui hoje nós Temos 85 municípios presentes, né? Então, vocês já imaginaram quantos encontros nós estamos possibilitando com pessoas que nós nunca imaginaríamos conhecer, né, e que se tornam tão próximas e tão eh tão parceiras nessa jornada que é ser professora da educação infantil, né? Eh, bem, eu penso que o Lei tem feito todos esses movimentos, né? E ele impacta na
vida de vocês, impacta nas nossas, né? A gente tem que, de certa Forma, eh, quase que engolir as outras demandas para dar conta do lei, né? Digo para vocês que hoje lei a centralidade da minha da do meu trabalho, meu fiscar. Não tem, não tem um dia sequer em que as coisas do lei não são resolvidas, demandadas das 8 da manhã às 10 da noite, né? Trocando telefones e resolvendo. Gente, vamos, precisamos ligar pra FI para resolver. Cadê a FA aí? Ali precisamos ligar pra FA para Resolver, né, todas as demandas do programa. Então, não
há um dia sequer que nós não estamos pensando nesse programa, sendo afetadas diariamente por eles, né? E nós afetamos eh aquelas pessoas que não estão aqui, né, que são as demais colegas, professoras, os municípios, as secretarias, mas sobretudo a vida das crianças. Porque a partir do momento que nós nos mobilizamos a desconstruir práticas ou experimentar Outras práticas, é ali na ponta mais frágil e mais potente que essa [roncando] transformação acontece, né? Então, nós precisamos, nós estamos aqui por elas, para elas, e esse programa é para elas também, né? Eh, elas são profundamente afetadas por essas
transformações. O que eu acho que é importante nós pensarmos também é que hoje, eh, o Prolei, ele é os um dos dos programas mais fortes, Mais expressivos, de uma magnitude nunca vista. eh no MEC, né? Nós nunca tivemos isso na época infantil. Alguém já viu o programa nessa escada? Vocês que estão há 30 anos, já viram alguma coisa desse nunca existiu, né? Eu também tenho 25 anos, né, de trajetória na educação infantil. Comecei como professor de educação infantil. Eu não tenho conhecimento de uma política pública nessa escala, né? Então, o lei é um um programa
político central hoje na DIOR, que é a diretoria de formação docente do MEC. Isso é de extrema importância. Nós ganhamos espaço, né? É isso que significa. Então, se hoje estamos trazendo para o centro, né, dessa política pública, eh, o lei, que tem uma vinculação muito forte com o compromisso nacional com a criança alfabetizada, é porque existiu uma envergadura, né, Nos nos últimos anos, uma envergadura para pensar a educação infantil como centralidade das nossas políticas públicas, né? Isso é extremamente significativo para nós no lei. Eh, nós estamos no lei desde 2024, né? Não sei, alguém já
estava lá no lei 2024, quem estava levanta a mão. Nós estávamos lá em 2024, seja como formadora municipal, como cursista. Quem era cursista e hoje é formador municipal? Hum. Veja, esse é o processo dos afetos, né? e dessa dessa desse tamanho, dessa política, uma live escala de, né, nunca vista, né, é sobre essa chave da leitura escrita que faz parte da vida cotidiana das crianças, eh, que o lei vem trabalhar. O lei vem pensar a alfabetização como parte de uma prática social. Então nós não fazemos um programa aqui para ensinar vocês que isso seria muito
contrário de uma extensão. Nós não fazemos um programa Para ensinar vocês a alfabetizar, né? Ninguém nunca falou no lei que o lei é um problema de avalização. Esse não é um problema de avalização. Apesar de nós estarmos vinculados ao compromisso nacional com a criança o que se entende disso é que nós temos um compromisso nesse processo de alfaborganização que se inicia na primeira infância, mas que tem uma continuidade ali até os 8, 9 anos. Então isso precisa ser muito compreendido, Porque o que o que o Leid propor nos nossos contextos formativos é que essas práticas
em educação infantil façam parte do cotidiano. As práticas de lei escrita façam parte do cotidiano da educação infantil. Isso significa que eh para quem participou do aprofundamento também havia uma uma chave que chamava cotidiano como currículo. Porque é isso que nós fazemos na educação infantil é trabalhar com o cotidiano das crianças. Aquilo que está No cotidiano é que traz para nós elementos para usufruir da leitura escrita como parte desse cotidiano. Ou seja, a leitura escrita faz parte da vida das crianças. Não dá pra gente tirar, mas como é que a gente traz essa leitura escrita
sem alfabetizar precocemente. Então esse é o desafio que o lei veem propor, né? Balizando as práticas, equilibrando as práticas em educação infantil, tentando colocar um um Conjunto de concepções que estão postas para essas políticas públicas. E esse é o exercício que nós estamos tentando fazer nesse diálogo, que a gente tenta trazer o máximo possível as experiências de vocês, as realidades, as diferentes realidades de educação infantil pra gente poder de fato fazer a extinção, né? Essa é a proposta do lei. Essa perspectiva do lei também vem ao encontro daiscar, da trajetória dacar, que é uma universidade
que tem buscado Garantir os direitos das da dos estudantes, assim como lei tenta garantir o direit, sobretudo o direito à leitura escrita, à experiência, à brincadeira. E é o Fiscar que tem essa história eh de construção de políticas públicas, né? do Estado Federal tem eh um legado na construção das nossas políticas públicas, como por exemplo a a professora eh Petronilha Petron >> a Petrô, todo mundo conhece a Petrô, a Petrolil Beatriz Gonçalves da Silva, que é uma das relatoras da lei 10639, né, que hoje é uma política aí de 24 anos, né, de consolidação Tá?
E também eh a nós tivemos aqui na Scar a a nós formamos na OSCAR uma das grandes pesquisadoras da área de educação infantil, a professora Ana Lun secular de Faria, que fez mestrado aqui nos anos 70 ao fiscar eh tem um legado na educação Infantil. Nós também temos aqui, né, a professora Anti Abram nos anos 90 abriu o campo da educação infantil naiscar que não era tão presente assim. Então, aiscar traz esse legado de construção de políticas públicas, de participação no campo da educação infantil, na consolidação de direitos das crianças, dos estudantes, indígenas, quilombolas, né?
Que e por isso que nós nos sentimos tão privilegiados e ao mesmo tempo eh coerentes com o que esse programa vem Compor, né? Bom, ao fiscal assumi então o lei com esse entendimento de que estamos implementando uma política pública na educação infantil que nós nunca vimos antes. O lei, nós entendemos o lei como uma política de redes, né? Olha, 85 redes presentes aqui e cada um que está aqui faz parte dessa rede, seja na na rede mais próxima do seu município, mas também nas redes que foram se compondo com as formaduras estaduais, com as Formadoras
municipais, né? Mas eu queria dizer também a vocês que não não conhecem os bastidores que nós temos uma rede gigante para esse dia acontecer, como a Tati falou, a equipe, né? Em 2024 era só eu Laura, mas hoje somos muitas. E eu queria eh chamar aqui na frente as pessoas que fazem parte dessa equipe. Eh, em eu não quero chorar, tá respirado. Quero chamar aqui a minha parceira Laura. [aplausos] >> [aplausos] [aplausos] >> falou com a Laura. [aplausos] [aplausos] os encontros lá sai essa mulher. Eu quero chamar aqui eh a nossa querida Marilda, a pessoa
[aplausos] diretora do nosso projeto. Vocês vão Saber tem feito lilares. Venha mulher aqui comigo. Chora. Quero chamar aqui meu parceiro Andréal [aplausos] da tecnologia que cuida alc [aplausos] e também o nosso apoio tecnológico Adriano que também tá [aplausos] mais. [aplausos] Quero chamar aqui a mais nova chegada, recém-chegada do Lei, Kemil, a nossa Secretaria. [aplausos] Quando as pessoas chegam no lei, elas se assustam. Os primeiros dois meses elas falam assim: "Não vai dar não". Depois a gente fala: "Calma, depois todo mundo tiver turmado, vai dar certo, né? É assim as pessoas que vão chegando." Quero chamar
aqui a minha querida Paula, assessora de universidade [aplausos] Lívia. Ah, você tá aí, minha querida Lívia, nossa profissional aos viressual. [aplausos] >> [aplausos] >> Raquel, assessora de monitoramento e avaliação do programa Leitura Crista. [aplausos] Não, estamos aqui com a Edna, eu acho, pelo menos não há de chegar, que é pró-reitora de administração. Ah, nós estamos com a Rosiane, que é gerente de projetos da Fundação de AO Institucional, mas estamos aqui com a Tarine e a Raiane. Cadê? Vem [aplausos] são gerentes do preso na fundação de profissional. E eu também quero chamar as nossas queridas formadoras
estaduais, Giovana [aplausos] [aplausos] Marcinha [aplausos] [aplausos] Simone >> [aplausos] >> e a nossa querida Cleonice. [aplausos] Isso aqui é o link. Essa é a nossa rede que atua nos bastidores para cada uma das coisas saírem direitinho, pro café sair, pra orquestra chegar, para vocês estarem acomodadas. Isso é o lei. Então eu agradeço em nome do programa todas a todas vocês, né, que estão fazendo esse trabalho maravilhoso. E por fim, cadê as Formadoras municipais que são vocês? [aplausos] >> [aplausos] [aplausos] [aplausos] >> É isso, gente. Muito obrigada mais uma vez. que que possamos ter um dia
maravilhoso, cheio de emoções, de encontros. Seguimos novamente. Muito obrigada a mesa. E vamos seguir aqui com acompanhamento. Sabia a Paula para seguir. Vou ser bem breve, mas eu achei necessário que a gente trouesse um pouco eh o contexto histórico e político da PI. fala rápida, até porque eh gostaria de ouvir a Tátia, a est aguardando que a gente tá um pouquinho atrasado, mas vou seguir aqui com com apresentação tentar ser a mais chura possível, tá? OK, pode vir para cá. Tá bem, eh, acho que muitas já conhecem o Le, mas algumas estão chegando. O lei,
Ele é esse programa, né, de formação continuada em educação coletiva que tem esse foco no fortalecimento das práticas pedagógicas em torno da oralidade escrita na educação e vinculado ao compromisso nacional com a criança alfabizada na idade 7. Eh, o decreto que institui, né, o compromisso nacional eh com a criança profetizada é o decreto 11.556 156 de 2023. Então, lei nasce dessa política e desse compromisso que nós assumimos Com a a leitura prescrita na educação infantil e a alcanização da idade sé. O Prolei, ele também vem sendo respaldado por todas as críticas públicas de educação infantil,
né? Então ele tem ressalto das diretrizes curriculares nacionais, da base comum curricular nacional, de parâmetros curriculares nacionais, eh que vão respaldando e construindo todas [limpando a garganta] as perspectivas e concepções que estão presentes no lei fazem parte dessa Política nacional, como a Constituição, o Estatuto da Criação Adolescente, BCC, LBB, são os nossos parâmetros legais. Nós ainda estamos num nível, né, de consolidação das políticas públicas, eh, em que nós não concluímos as metas do Plano Nacional de Educação de 2014, né? Então nós ainda estamos com déficit em relação à autorização, déficit déficit em relação à escolarização.
Então ele aí vem, né, como a professora Jesus falou No início, logo após a pandemia, consolidar o lugar que é bastante complexo, né, dessas lacunas que nós temos em relação às metas que estavam ainda já no Plano Nacional de Educação de 2014. Eh, aqui uma cronologia, né, que nós temos que que que pode fazer parte aí da do repertório, né, eh, do Leim, de dispositivos legais, os dispositivos políticos que vão respaldando tanto a educação infantil como a formação Continuada, como por exemplo ali o decreto 12.000, que eu não enxerve, né, são 12.000 12.000 000 ali,
né? Se eu Richard, imagina você 12.000 que traz da formação continuada, né? Que estabelece a necessidade dos governos municipais, estaduais, eh, e federais se comprometerem com a formação continuada, né? Pode vir. Eh, o que chama atenção para nós, né, no Contexto histórico político da educação educativa, é que esse programa, né, em formação de formação em fiscal, ele já teve alguns, vamos dizer, algumas experiências que aconteceram, mas não na magnitude do lei, né? Então a gente teve o FINAR, que já aconteceu, foi o programa de formação continuado em lá escala também, mas não alcançou assim nem
perto os números do lei. Nós tivemos o programa Parf também, né, que também tinha uma uma um programa em largo Escala. Eh, e o Leo, vem se desesar políticas públicas que são de larga escala, mas em território nacional, envolvendo hoje 28 universidades federais de todos os estados brasileiros. [limpando a garganta] Eh, o le segue uma estrutura organizacional, né, que que vem respeitando as instâncias deliberativas e decisórias dentro do programa. Então, nós temos eh a instância do MEC, Eh dentro do MEC, o lei está vinculado a DIFOR, que é a diretoria de formação da educação básica.
Nós temos a RENTA, né, eh, junto com o CNCA, que está ligado ao CNCA, a RENTA é a rede nacional de autorização. E ali dentro da RENAL, nós temos duas articuladoras, que é a Márcia Bernardes e a Mineia, que se articulam com as articuladoras municipais, né? Nós temos ouvindos as secretarias municipais de educação e eh está sendo Instituído ainda o comitê estratégico estadual de educação. Então, embora já estivesse aparecendo lá na portaria de 31 de janeiro, que é a portaria que institui o lei como política pública, nós ainda não conseguimos constituir esse comitê estratégico. Esse
comer estratégico é importante porque ele estabelece uma relação entre a educação infantil e os anos iniciais, né? Então aquilo que é dever da educação infantil e dever dos anos iniciais para que não Ocorra uma, né, um conflito que vocês sabem bem como que é, né? Então esse comitê ele é fundamental e ele tá sendo constituído. Ainda nós temos aí as coordenações das universidades, né? E a a sob a responsabilidade da professora Mônica Batisas, que é quem, vamos dizer, é uma das mentalizadoras do programa Leitura Escrita na educação infantil. O Lein, eu não sei se vocês
sabem, mas ele iniciou em 2016 na UFMG com algumas ofertas, né, experimentais na região ali Da de VH e depois ele se tornou essa política grande nacional todos os estados, né? Nós tivemos o 2024, o 2025 ainda foi vinculado ao UFMG. Esse ano é o primeiro ano que nós estamos ofertando com gerência total da Universidade Federal de São Carlos, né? Por isso essa equipe gigante que nós temos agora, né? Sobre a responsabilidade da escapar volta um pouquinho, por favor. Eh, na sobre a responsabilidade dacar, nós temos três coordenações adjuntas. Eu que Sou eu mesmo, nós
estamos também sou da coordenação adjunta. a coordenação adjunta no polo de Presidente Prudente, que é a professora Cíntia, e a coordenação adjunta no polo de Rio Claro. Então, muitas vezes pode gerar uma confusão. Ah, você de Rio Claro, da UNESP, da UNESP de presidente do DET. Na verdade, as UNESP são as universidades parceiras, mas os dois coordenadores que estão aqui apresentados são professores e pesquisadores visitantes da UFISCAR. Então o que rege o lei para todas vocês, para nós, é fiscar. A instituição responsável por por esse veículo que vocês estão participando é fiscar, embora nós tenhamos
as universidades parceiras, né? Isso é importante explicar porque às vezes já é uma confusão. Ah, da é do polo de Rio Claro sobre a responsabilidade do professor César que é o coordenação coordenador adjunto ou eh de presente do cliente que é assim. Eh, por aí tem alguns pilares aqui para para nós, né? Para para esse ano que nós estamos com essa eh gestão do NI total responsabilidade sobre o nós temos os quatro pilares dentro da universidade que é a nossa equipe aqui que nós apresentamos. O pilar financeiro, que é a Marilda. Cadê a Marilda de
tá por aí? Estão vendo alguma coisa. o pilar pedagógico que é a Laura e a Paula. Lembrando todos saíram agora pilar tecnológico que é uma Aqui deve tá um parente e o pilar de avaliação e não tratamento que é a raqu e a secretaria, né, que vai trabalhando junto com essa equipe. Eh, e aqui na universidade nós temos envolvidas, né, que compôs um pouco essa mesa, a coordenação geral, sou eu também mesma, a pró-reitoria de administração, que era a hoje aqui não estava presente, a pró-reitoria de extensão, que estava Aqui representada pela Natália, eh, e
a fundação de apoio institucional, que é que está ali atrás apresentada pela eh Raião. é a fundação, né, eh, que veio gerenciar o nosso projeto junto com a Pró-Reitoria de Extensão. E aí esse trabalho ele é muito em equipe mesmo, muito em rede, eh, nós vamos articulando para que tudo aconteça. as nossas queridas formadoras que vocês já viram e conhecem, Giovana, Márcia, Leoniss E vocês inúmeros totais que são 441 formadoras municipais em 444 municípios. É muita coisa, né? Então, eh, esse mapa é para mostrar um pouco a nossa territorialidade. Então, nós temos em vermelho, eh,
coordenado pela Universidade Federal de São Carlos, toda a região de vermelho é coordenada pelo PSC. E aí essa essa região de vermelho é dividida em si e o Córlo, com o César, Presidente Prudente com a Cíntia e São Carlos Coní, né? A região Em azul é dividida com a UNIFESP, com a Universidade Federal de São Paulo. O a portaria de 31 de janeiro de 2005 eh instituiu que somente as universidades federais, porque é um programa político do governo federal, poderiamar o projeto, né? Então o que nós fizemos, nós concorremos ao edital, enviamos o edital, fomos
contemplados com esse edital e aí nós incorporamos as universidades estaduais parceiras que já tinham trabalhado com a gente em 2024 e 2025. Por isso que nós temos essa composição hoje. Então a UNIFES, por exemplo, incorporou a Unespe de Bauru e incorporou a Unicamp. Então, são as universidades estaduais parceiras, né, que estão junto com a gente, mas são as universidades federais que estão se responsabilizando pela gestão do projeto. Deixa pensar aqui, não. Ops, olhei em números, né, só para vocês entenderem em que contexto nós estamos. Nós temos em Nós tínhamos em 2024, eh, que foi a
primeira oferta nossa, mas ainda vinculada ao FMG, nós tínhamos 6.299 1299 cursistas, 120 municípios, 175 turmas, 171 formadoras eh municipais, sete formadoras estaduais, três pessoas na equipe. Ai ai. E nós tivemos 3.698 concluintes. Depois aprofundamento, não sei se vocês Já ouviram falar aprofundamento, aconteceu em 2025, foi voltado para gestores, coordenadores pedagógicos dos municípios, foi uma oferta mais inxuta, né? E aí nós tivemos 212 cursistas só de São Carlos, 48 municípios, sete turmas, sete formadoras estaduais, quatro pessoas da equipe e 1157 cursistas concluentes. E aí o Prolei 2026 nós temos 10.849 1849 cursistas, 311 eh municípios,
44 turmas, eu falei, falei municípios, mas são turmas. 44 turmas e 311 municípios. 441 formadoras municipais, 13 formadoras estaduais, 14 pessoas da equipe e todas vão ser concluentes, né? No total, eh, considerando 2024, 2025 e 2026, que ainda não chegou, mas somando Essas cursistas, nós temos 17.360 360 cursistas envolvidas no fiscal. É muita gente. Eh, aqui é uma divisão por bolos, né? Então são caros 143 turmas, eh, 142 eh, formadoras municipais e 92 cidades envolvidas. E o claro, 105 turmas por município, 105 formadoras municipais e 54 cidades envolvidas. E presidente Prudente, 195 turmas, 193 formadores
municipais, 165 cidades Envolvidas. Eh, ao fiscar, então, acho que vocês já estão entrando no clima do que nós vamos trazer aqui na próxima mesa. Aiscar desenhou um projeto que tem a ver com a história dac, né? Nós temos um legado de políticas de ações afirmativas. Nós temos um reconhecimento da professora Petronilha, um CO nacional de boas práticas relacionadas à educação das relações médicaciais, ou seja, uma professora da Scar teve esse Reconhecimento nacional. Nós temos um um legado da da de ser uma das universidades mais antigas, né, com curso de pedagogia. Nós estamos na a federal
de 1971. Hoje nós temos vários campurso de pedagogia, né? Então tem campo São Carlos, Arara, Sorocaba, Laci, São José Rio Preto e pedagogia a gente tem São Carlos, Sorocaba e eu acho que São José Rio Predo que ainda tá fundando eh pós-graduação e educação na O Fiscar Também é uma das mais antigas desde 1976. Quem foi um dos fundadores foi professor Intervival Saviane todo mundo já. Eh, e na área de educação infantil, quer dizer, desde os anos 90, nós temos constituído um campo de educação infantil aberto aí pela professora Via Dars e depois continuado eh
por outras pesquisadoras. Eh, aiscar também contempla um número de estudos afrobrasileiros que existe desde 1991, ou seja, esse é o nosso chão, né? né? E o projeto que a OFSCAR compôs tem a ver com esse legado, né, com essa história. Por isso que aqui, né, nós trazemos para dentro do Leli uma perspectiva que dialoga com a educação das relações educaciais. Nós temos também aqui o colégio de aplicação, que nos traz experiências eh da leitura escrita como prática social. Inclusive tem uma professora muito Querida aqui que agora eu vi ela chegar, mas agora eu não tô
vendo. Júlia, vocês manda Júlia para todo mundo te ver, que é professora dupla, ela nem sabia que precisava levantar, não tava muito de vergonha, mas ela está aqui. Então é o conhecimento desse lugar, né, desse colégio de aplicação de educação infantil, né, que tem um é um uma referência na área de educação infantil no trabalho que eles realizam. Deixei aqui o o Instagram, né, do do CAL para Vocês conhecerem. Ã, Alcartar Trade tem essa trajetória com as políticas de ações afirmativas, né? que um dos documentos que institui as políticas de ações afirmativas aocar vai dizer
que é o o nosso documento principal, né, de 2006, traz a fidelidade da UPSCAR, a sua função social, compromete-a com a redução das profundas desigualdades do nosso país. Então é nesse lugar que nós vamos instituir o Uni e implementar o, né, Comprometidos com a superação das desigualdades sociais. Eh, e o DEAB, né, o símbolo do DEAB aqui, que é desde 1991, atuando junto na construção dessas políticas e ações afirmativas. [limpando a garganta] Eh, nós temos eh as diretrizes curriculares nacionais, né, de que é o parecer eh a lei 10.639, 1639, que teve como uma das
relatoras a professora Petrolilha, Como eu já mencionei, né? E que vai trazer que a educação das relações éciais impõe aprendizagens entre brancos e negros, trocas de conhecimento, quebra de desconfiança, um projeto conjunto para a construção de uma sociedade justa, igual e equana. Eh, veja, enquanto nós ofertávamos o lei 2024 com todas as universidades envolvidas que faziam parte da UFMG, nós tivemos a implementação da política nacional de Equidade e educação das relações éticaciais e educação escolar que logement 2024. Então, no processo de implementação do lei, nós tivemos a eh umação da festa política, né? E depois
pode passar junto com o lei 2025, nós tivemos a portaria de que é de 31 eh de janeiro de 2025. E essa portaria ela vai dizer o seguinte, que são princípios orientadores da implementação do BR. São vários princípios, são 12 princípios, mas eu trago esse como destaque, princípio oito, que vai dizer a necessidade do lei de trazer a valorização da diversidade e a promoção da equidade educacional, bem como reconhecimento e a mobilização de repertórios culturais de cada região do país para a superação das desigualdades éticora-raciais. Essa é a portaria, né, que institui o programa leitura
escrita. Em 2025, Enquanto foi lançada essa portaria, nós ofertávamos o lei aprofundamento. Eh, o que eu quero dizer com isso é que ao longo, né, desses dois anos que nós tivemos participando do lei, não havia uma correlação direta do lei com outras políticas nacionais, né? Mas a portaria de janeiro de 2025 institui essa obrigatoriedade, ou seja, uma política não se constitui sozinha. Nós temos a necessidade e a obrigação de articular um programa leitura escrita com outras Políticas nacionais vigentes. Isso significa que cada momento de formação em que nós enxergamos práticas fascistas, práticas sexistas, práticas de
discriminação de qualquer natureza, nós temos a obrigação de olhar, cuidar e prestar atenção, encaminhar, educar, formar, desconstruir e reencaminhar, né? Então, dentro dessa perspectiva, é que nós vamos trabalhar com ele. Eh, eu queria chamar eh, para encerrar a minha fala Duas colegas que vão me ajudar a fazer uma leitura. Eh, a professora Giovana tá aqui, e a professora Simon. Nós vamos ler para vocês duas cartas que são escritas dentro desse livro que se chama Democratização do Cas. Esse livro é da Justara Santos, essa pesquisa que ela escreveu eh de doutorado dela e ela trabalha eh
ao final do livro, ela trabalha com as Famílias que são eh mães mães e pais negros. eh com crianças nas creches. E elas na pesquisa dela, ela recolhe cartas dos familiares que escreve para professoras da educação infantil. Elas vão ler essa parte para vocês. Querida professora da educação infantil, talvez você não saiba, mas fará parte de uma das fases mais lindas de uma criança, a fase da descoberta. O primeiro contato da criança com o mundo externo. Você a parte da história dos meus filhos. ajudará a constituí-lo como ser humano na formação de sua autoestima em
seus processos de aprendizado. Hoje lhe entrego meu bem mais precioso, os meus filhos. Eles são lindos, vou te falar um pouco deles. São duas crianças negras de pele retinta. A Hillary é a mais escura com os cabelos crespos e o eitor é mais claro com os cabelos encaracolados. Ambos foram muito desejados e amados. Querida professora, você deve estar se perguntando o porqu destaquei a cor dos meus filhos, sendo que eles para mim são muito mais do que isso. Vou te contar como mãe negra em uma sociedade que nem sempre foi tão acolhedora com crianças e
pessoas pretas. Me sinto à vontade para lhe provocar uma reflexão. Eu vivi em um mundo em que as pessoas comparavam minha pele com as das outras crianças. O meu cabelo era lido como Ruim, difícil de arrumar. Então, talvez por isso eu nunca tenha sido escolhida para ser a noivinha nas festas juninas ou a princesa dos contos de fata. Talvez os cachinhos do Heitor nunca sejam comparados com os dos anjinhos, nem o crespo da Hillary seja visto com uma linda coruga. Não estou aqui para te contar história triste e olha que tenho muitas. Só queria destacar
o quão importante o Seu fazer pedagógico irá impactar as vidas dessas duas crianças à quais gereião pequenas, elas podem sentir todo o seu afeto e também todo o seu desprezo na entonação da sua voz, no seu olhar, nos seus gestos. Você é uma parte fundamental desse processo. Por esse motivo, peço que reveja alguns conceitos já enraizados em nossa cultura que impedem que crianças, como os meus filhos, se sintam aceitas e amadas Igualmente. Gostaria que, apesar de todas as suas demandas, cansaço físico e emocional, consiga entregar o seu melhor aos meus filhos e aos outros que,
assim como eles, só tem a você nesse momento. Que tenha sabedoria para agir da melhor maneira nos momentos de conflitos. Que seja luz na vida de todos os bebês e crianças que por você passarem. Muito obrigada, mamãe Shirley. Cara professora Branca, esta carta é Para você. Pessoa carinhosa, risonha, simpática, que ama crianças, entrega todo o seu amor em cuidados, carinhos e muito cafuné. Opa, olhe só. Vou aproveitar a palavra tão linda para a universidade. Você sabia que a palavra café não tem origem na língua portuguesa? Sim, ela é de origem africana, surgiu em Angola e
compõib. Se você não sabia disso, pode ser que também não saiba algumas outras Curiosidades sobre a população descendente de pessoas do continente africano. Mas vou te ajudar porque vai ser bom para melhorar o desempenho do seu importante trabalho. Você vê esses cachinhos bem juntinhos, apertadinhos, crespinhos na cabeça do meu bebê. Pois bem, sei que você sabe disso, mas vou lembrá-lo mesmo assim. É o cabelinho dele e você pode acareciá-lo Com muito com um gostoso cafuné também, com o mesmo carinho que você acarecia a cabeça das outras crianças, mas não precisa ter receio de tocar. Eles
são tão cheirosos e bem cuidado quanto os vizinhos. Tá bom? E vai deixar o meu menino feliz como as outras crianças. Ah, tenho mais uma importante, uma coisa importante para te contar. Meu filho faz xixi, faz cocô, que assim como outras crianças faz aquela lembrança às vezes. E do mesmo jeito que elas ficam felizes quando estão bem limpinhas, com fraldas secas, sem assaduras, ela fica também. Eu sei que você faz tudo isso com aquele cuidado que aprendeu a ter, lembra? Manter a troca de olhares com as crianças, manipular lance com cuidado, delicadeza e respeito, não
segurar com força, fora parte da preparação do espaço para troca, que eu tenho certeza de que você também sabe melhor do que eu como fazer, Né? Bem, meu pequeno pretinho também gosta muito e como toda criança fica sempre bem calmo quando tá limpinho. Ah, falando em calma, acabei de me lembrar de uma última coisa importante para te dizer. Meu bebê também se sente acomodado, tem sono, fome e até necessidades não facilmente detectadas. Você sabe o tipo de situação que estou me referindo, né? aqueles choros que às vezes fazem sem Fim e até seguidos por outros
um movimento contínuo, produzindo um coro quase enscedor, ensudecedor, sabe? e por e que por vezes é só o colo mesmo que vai resolver, não colinho rapidinho, mas aquele colo que afaga, que aconchega com balancinho gostoso, que aninha a criança, trazendo uma sensação gostosinha de bem-estar, de cuidado que convida para aqueles olhinho tranquilo. [limpando a garganta] Gostaria de lembrar que meu pretinho também gosta e fica muito bem com esse carinho, igualzinho as outras e os outros bebês. Então, quando aconteceu novamente essa situação do choro em couro, se lembre de acolher a todo grupo de bebês que
estiver sobre sua proteção e cuidado, tá bom? Afinal, é sempre bom lembrar que todos dependem de você para terem uma integridade respeitada e eu sei que você sabe disso, tá bem? melhor do que eu. Bem, era esse o recado que eu gostaria de te passar, cara. Lembrá-la que o meu pretinho é tão importante quanto as outras crianças, mas o importante de verdade mesmo. Eu espero que essa verdade vá ao encontro do seu coração e de suas atitudes para que afalha diferenças, diferentes peles, cabelos, corpinhos das crianças do mesmo jeito. Afinal, são todas inocentes, dependente do
cuidado que você e suas colegas entregarão. Meninos, como meu filho hoje são alvo da polícia. e da sociedade que precisam ser respeitado desde seus e precisam ser respeitados desde o nascimento para terem sua autoestima, confiança e principalmente seus direitos preservados. E por isso sua dedicaços e distinção distinções [roncando] é tão importante para eles e para os para os outros e as outras bebês. Também pretinhos. Espero que essa carta seja Comprometida e que ajude a refletir sobre o compromisso de um trabalho tão valioso posso seu. >> [limpando a garganta] >> eh com essas cartas que eu
queria iniciar a mesa convidando a professora Tatiane e a professora Elell para fazer a palestra eh relações educarciais educação infantil. O que pode a literatura? >> [aplausos] >> Obrigada, professora Andreia. Obrigada, Simone. Obrigada, Giovana. Nesse momento, daremos continuidade ao seminário com a palestra Educação Infantil e Relações étnico-raciais no Lei. O que pode a literatura infantil? Em grande honra e felicidade, convidamos as palestrantes, professora D. Tatiane Concentino Rodrigues, professora mestra Aodelli Floriano Silva. Peço uma salva de palmas, por favor. [aplausos] >> [aplausos] >> Tatiane é doutora em educação pela Universidade Federal de São Carlos, mestra em
ciências sociais e graduada em pedagogia. Realizou pós-doutorado na Universidade de Paris, Nanté. É professora do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas e do Programa de Pós-Graduação em Educação doiscar. é líder do grupo de pesquisa CPq Educação e Relações étnico-raciais. A Iodelli é é doutoranda em educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da OFSCAR, mestra em educação e graduada em pedagogia pela OFISCAR. Faz parte do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros NEAB e participa do grupo de pesquisa Educação e Relações étnico-raciais da Universidade Federal de São Carlos. Sejam muito bem-vindas. Gente, bom dia novamente a todas as pessoas.
Eh, enquanto eles vão preparando, a gente preparou um material de apoio. Eh, mais diante de tudo que já foi dito nessa manhã e considerando Também que nós estamos com um pequeno atraso, a gente vai dar alguns saltos. Eh, e a gente disponibiliza os materiais para vocês, se vocês acharem que é pertinente, que pode ser de repente até mobilizado nos processos formativos. Eh, bom, dizer primeiro da minha alegria de compartilhar esse momento com a Iodelli, que eu chamo carinhosamente por Aô. A gente trabalha muito juntas, então é quase a dupla dinâmica por aí. E eu fiquei
pensando, né, vendo algumas Pessoas que a gente já nós já estivemos juntos e juntas em outros processos formativos. Fiquei me perguntando ali durante o coral que que eu tenho de novo, né, para dizer sobre esse tema, já que a gente já se encontrou, a gente já fez esse diálogo. Então, eh, vou partir de uma experiência dessa semana. Essa semana tive numa banca de doutorado eh de um estudante da USP que Entrevistou crianças do Mali, que é um país africano, eh que são crianças hoje em escolas públicas de São Paulo, da cidade de São Paulo, né?
E uma das coisas que me chamou atenção no nos dados que ele reuniu na fala das crianças, que para mim é o coração da tese, assim, é que as crianças estão dizendo coisas que a gente já viu lá da década de 90, sabe? As crianças estão repetindo experiências de racismo, de Discriminação e no caso delas de xenofobia, porque são crianças africanas no Brasil, né? Então, tudo aquilo que a gente leu lá no livro da Ilha Cavaleiro, eh, se repete agora com com o atravessamento da xenofobia, né? Porque as crianças dizem para elas: "Ah, a gente
não quer, eh, brincar com vocês porque vocês são pretos africanos, né?" né? Eh, então, diante dessa memória, desse trabalho e até em diálogo com essas crianças do mal, eu dedico, né, Acho que a nossa fala, eh, de alguma forma como uma resposta permanente, né? Nós temos um compromisso permanente com a questão da equidade, com a questão da igualdade étnico-racial. Então, por mais que tenha algumas coisas repetidas, o que eu gostaria de deixar como mensagem é essa permanência. As coisas não estão eh estamos com 20 anos de diretrizes, 20 anos de lei 10639, mas eh a
necessidade de formação, de falar nesse tema, ela é permanente Porque as crianças estão dizendo que essa questão não está equacionada, né? Ela não está equacionada. com diferenças. Claro, eu tô falando de uma experiência lá de São Paulo, eh, de escolas ali da região do centro que concentram crianças bolivianas, haitianas, eh, de diferentes países e que são tão racializados quanto as crianças eh africanas, né? Então, a nossa conversa hoje é sobre educação infantil e educação das relações Ético-raciais, o que pode a literatura infantil? Então, já adiantando, acho que a literatura infantil ela tem a potência, né,
de criar novos imaginários, de construir possibilidades no momento em que a criança está encontrando a primeira instituição de socialização, que é a educação infantil, né? Então, a gente vai passar por essas eh diferentes etapas, o Fiscar, IERER, educação infantil, Erer, literatura infantil eer. Eu vou passar mais Rapidamente pela primeira porque de alguma forma a Andreia já comentou e o próprio Casimiro, né? Então assim, veja, o encontro de hoje, sem combinar, ele trouxe algumas narrativas eh muito importantes, porque o Casimiro, eh, digamos, ele está na base eh da formação do do movimento negro da cidade, da
formação do próprio NEAB. O NEAB é formado na década de 90 a partir de uma reivindicação eh de pessoas da cidade, né, de Professores, estudantes, servidores e militantes do movimento negro eh de São Carlos. E desde a sua formação criação desenvolve ações articuladas de pesquisa, ensino e extensão. E eu diria, os NEABS são estruturas que estão em diferentes universidades e institutos federais. Eu acho que o que caracteriza a neável fiscal é muito o eixo da formação continuada, né? Antes mesmo da lei 10639, a gente sempre fazia muitos cursos de formação continuada, Especialmente no entorno eh
de São Carlos. Então aqui são os eixos de ação, os objetivos produzir estudos e pesquisas que contribuam paraa formulação de políticas públicas de promoção da equidade, investigar e divulgar a realidade histórica, social e cultural da população afro-brasileira, analisar as relações ético-raciais e desenvolver mecanismos de enfrentamento ao racismo e as discriminações. Preservar e registrar a memória social Afro-brasileira. promover a formação de de educadores e a produção de programas e materiais pedagógicos que fortaleçam o diálogo intercultural e educação antiracista. E dizer também que o NEAB começou ali numa salinha que era a sala da professora Petronilha, né?
né? Quando as pessoas pensam, ah, o neá fiscar, as pessoas imaginam, eu penso às vezes que nós somos um grande centro de pesquisa, um prédio, deveríamos ser, mas nós sempre atuamos de alguma forma na Informalidade, porque do ponto de vista estrutur do ponto de vista do organograma da universidade, nós não existíamos enquanto núcleo, mas nós tínhamos uma ação e continuamos tendo, Neab hoje tá em processo de institucionalização. Não, né? Mas a gente sempre atuou, digamos, com as forças e com as pessoas que nós tínhamos. Eu acho que eu entendo como fruto desse processo. Eu era
estudante de graduação, cheguei e no segundo ano De graduação tive na disciplina de sociologia da educação, tive aula com o professor Walter Silvério e aí fui atrás dele, Walter, eu quero estudar com você, eu quero, né? Você tem um grupo de pesquisa? Ele falou: "Não tenho, mas podemos formar, né?" né? E aí a gente formou um grupo e acho que essa é uma outra natureza também, né? O NEAB não é central, ele reúne diferentes grupos. E um dos, eu acho que isso é interessante, né? a gente pensar que nós estamos na Instituição de alguma forma
que teve a Petrô, mas que também reuniu essa história da escrita das diretrizes. Então, esse documento ele foi debatido internamente aqui, eh ele foi escrito, eh, com muitas reuniões que ocorreram eh nessa universidade. E com isso dizer, gente, que acho que hoje a gente vive um momento primeiro da necessidade da permanência, da resistência em relação ao tema, mas também da interconexão. E o programa Leitura Escrita, ele tem uma Força de transversalização importante de diferentes temáticas, né? Acho que essa é o segundo momento da política nacional da gente poder fazer uma agenda compartilhada da leitura e
escrita, sempre pensando a questão da equidade, da gente trabalhar de forma articulada, que quando a gente vai fazer formação sobre erância, né? Ah, de novo esse tema, mas não sei o quê, não, na educação infantil é difícil, n? Mas quando a gente tá Falando de leitura escrita e a gente traz de forma articulada outros temas, essa é a grande potência, né? Isso que nós gostaríamos eh de provocar a partir desse encontro, né? Então, a Alfiscar, ela também foi uma das primeiras universidades a adotar o programa de política de ação afirmativa. Esse foi um momento eh
não, digamos um momento de muito debate interno, de grande resistência a um programa de ação afirmativa que tivesse o recorte racial. Então, havia consenso em relação ao recorte de escola pública, mas não havia consenso em relação ao recorte étnico racial. E essa foi uma construção mesmo. Então, a gente tinha que dialogar com pequenos grupos, com movimento estudantil universitário, que naquele período era contra a política. Eh, foi um trabalho muito eh de eh de formação interna à universidade e também de trazer os dados, né? A gente tinha Naquele momento 80%, se eu não me engano, mais
de 80% dos nossos estudantes, eles eram estudantes que se declaravam brancos e estudantes que vinham de escolas particulares, né? Então, a pergunta que a gente fazia naquele momento, como é que nós podemos ser uma universidade pública que atende majoritariamente apenas, né, egressos do sistema particular da das escolas particulares e com um recorte eh de 90% de estudantes Que se autodeclaravam brancos, né? Então, e o modelo da Fiscar, o modelo, quando eu falo os percentuais, eles foram base para a construção da política nacional eh de ações afirmativas, né? A Lei 12.711, se eu tô me lembrando
certamente, que é a lei de ação afirmativa eh no ensino superior, eh foi muito construída a partir do modelo, do desenho de percentuais eh da Oficisc. Pode passar. Eh, acho que pode passar também. Eh, bom, e aí entramos então na educação infantil. Aqui vocês, claro, vocês já tão digamos quase decoraram, né, esses trechos normativos, todos esses princípios, mas o que eu queria convidar vocês é pra gente pensar esses princípios articulados à educação da das relações éticociais, né? Então, quando a gente, quando o campo normativo afirma que a educação infantil é a primeira etapa da educação
básica, se se configura como um direito constitucional A todas as crianças de 0 a 5 anos, que para além da garantia do acesso e da permanência das crianças nas instituições escolares, cabe também priorizar a qualidade social e pedagógica do atendimento oferecido. a gente tá falando do direito ao acesso, mas de um direito à qualidade social, que significa o projeto educacional que tá sendo desenvolvido, né? Quando a gente fala em qualidade social, é qual é a qualidade eh do projeto, dos Princípios, das diretrizes e qual é a articulação desse projeto com o nosso projeto de nação,
né? Eh, pode passar eh das finalidades da educação infantil. Então, são lá definidas nas diretrizes, né, eh, que consiste em busca promover o desenvolvimento integral da criança de zero a 5 anos de idade em todos os aspectos da formação e do desenvolvimento humano, físico, social, intelectual, socioemocional, afetivo e Linguístico, articulando essa formação com ação da família e da comunidade social. Toda vez que a gente pensa em educação integral, na integralidade, não existe integralidade dissociada do pertencimento étnicora racial, das vivências culturais, das vivências comunitárias das crianças. Então, não existe, não, não é possível pensar a integralidade
sem pensar este pertencimento, eh, e sem pensar em diálogo com as Cartas, né, que que as famílias encaminham, que essa integralidade não existe sem eh esta consideração. E só lembrar que a Jusara também éa, né, fez doutorado aqui na OFISCAR. Eh, de acordo com o artigo sexto das diretrizes, então, eh, as propostas pedagógicas de educação infantil devem respeitar os seguintes princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade, do respeito ao bem comum, ao meio ambiente, às diferentes Culturas, identidades e singularidades, políticos, dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade, do respeito à ordem democrática e
estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade, da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais. Então, quando a gente pensa nesses três políticos, nesses três princípios: ético, político, estético, como é que esses três princípios também não existem dissociados da educação das Relações étnico-raciais, né? Ou seja, quando a gente tá falando de educação das relações étnico-raciais, a gente tá falando de qualidade da educação e a gente tá falando de atendimento a todas as crianças com qualidade. Não existe qualidade sem diversidade. Eh, e aqui eu vou passar para eu que vai falar sobre infância ou infâncias.
Gente, eu vou levantar. Vocês viram que tem uma diferença de altura, né? Ela pode ficar sentada, eu não. Bom, Para quem não me conhece, meu nome é Aodelli. Quem me conhece levanta a mão que já vi esse slides, tá? Só para mais. A gente mudou, tá? O meu nome é o nome africano que significa alegria que vem para casa. Eu gostava desse nome, não. Eu queria chamar Giovana, Ariana, Camila, mas eu entendi ao longo do processo porque os meus pais escolheram esse nome. Significava ser resistente, trazer o continente africano para o Brasil. De fato, alegria
que vem para casa. Muito bem. Quando a gente pensa em educação infantil, a gente pensa em infância. Só que a gente não pode pensar em uma só infância. Pode passar, por favor. Tá andando para lá e para cá. Acho que a gente tá de microfone. Não é isso? É porque tá gravando >> porque tá gravando. Nós estamos gravando. Quero ver, né? Eu falar para cá. Então, quando a gente pensa em educação infantil, a gente Pensa o quê, gente? >> Infâncias no plural. Olhem para essas duas imagens. Essas duas imagens são obras de arte, uma pintura
e uma fotografia. Na primeira pintura do reno o que que a gente vê aí? Duas meninas. Como é que elas são, gente? >> São meninas brancas e ricas. A gente vê o tamanho do frufru. E aí a gente tá no contexto europeu, certo? Beleza. A outra imagem é uma fotografia de uma obra dessa fotógrafa que se chama Bárbara Wagner. A obra dela não é a fotografia que chama a obra se chama Brasília Teimosa. O que que a gente tá vendo aí nesta fotografia? >> Dois meninos. >> Dois negros. >> Dois meninos negros. Dois meninos pretos.
Em que contexto? Onde eles estão? na praia, no espaço externo, enquanto Aquelas meninas parecem que estão dentro de algum lugar, dentro de casa, dentro de um espaço interno. Qual é a diferença entre essas infâncias? O que traz que que que marca as diferenças dessas infâncias? A gente entende que são crianças que estão vivendo suas infâncias. Elas vivem as suas infâncias do mesmo jeito? Fato. Certo. Pode passar. O que vai diferenciar? Primeira coisa, o tempo histórico. Aquelas meninas estão vivendo No período de 1800. São meninas em 1800 vivendo no contexto europeu. Outro ponto, classe social. Outra
diferença, ó, o cai para lá. O gênero. Nós temos meninos e meninas. A gente tem uma diferença de país e de região, porque aqui no nosso país a gente também vive diferença nas infâncias. A infância que está lá em Brasília, por exemplo, vivendo num apartamento, é diferente da infância de De jaba de cabalco, tá? Vamos, vamos, vamos valorizar a nossa região. E a gente tem uma outra diferença, uma outra forma de viver as infâncias, o pertencimento étnico racial. Pode passar, por favor. Bom, dado esse contexto, a gente vai dizer que crianças, como aqueles dois meninos,
vão adentrar o ambiente escolar, ambiente escolar que essas crianças vão viver as primeiras experiências de racismo. Não sou eu que estou dizendo, Isso são as pesquisas. Então, aquela criança negra que as professoras leram aqui, aquela criança negra que a mãe sempre cuidou, ai meu amor, meu filho, olha, você é o meu rei, minha rainha, ela chega dentro da educação infantil e ela vai viver a primeira experiência de racismo. E aí eu trouxe aqui duas notícias. Uma é um dado de pesquisa, né? Uma a cada seis crianças de até 6 anos foi vítima de racismo no
país. Isso são dados que as famílias Foram lá e ofertaram os dados. Imaginem quando o assunto fica quietinho, a criança passa por uma situação. E a gente também tem que eh levar em conta os bebês. Tem coisas que acontecem dentro da creche, os bebês não falam e fica por ali tá. E aí uma outra notícia que é uma criança de 3 anos, essa notícia aconteceu numa creche é de São Paulo, mas não é é não é direta. conveniada, >> conveniada. Então era o dia do circo, certo? educação infantil, o dia do circo. A professora mandou
um recado e diz: "Olha, para todas as crianças virem fantasiadas, tema de circo, imaginem você, vocês mães e pais, comprou uma fantasia de palhacinho pro seu filho. Vestiu essa criança com todo amor, todo respeito. A criança foi pra escola. A mãe, quando acessou as redes sociais Viu um vídeo. O filho dela foi fantasiado de macaco e filmaram, colocaram nas redes sociais o menino junto com duas educadoras e a musiquinha dança o macaco. Vira macaco. Você virou um macaco. Que alegria você virou um macaco. Imagina o que significa isso para uma mãe, que agora eu tô
pensando na perspectiva das famílias e para uma criança. O direito dessa criança de ser protegida, de ser bem cuidada. Bom, a qualidade da educação infantil de atender essa criança na integralidade dela acabou. Pode passar, por favor. Bom, e aí a gente vai ter vários referenciais teóricos, né? E a gente trouxe dois, que é um livro que se vocês quiserem partir para entender o que é racismo dentro da educação infantil, o primeiro livro que eu indico é O silêncio do lar ao silêncio escolar da Professora Eliane Cavaleiro. E o outro livro que também é um artigo
que também é fruto de uma pesquisa que foi feita aqui na Oiscar, que é paparicação. Aí agora a letrinha miuda, tá? paparicação da professora Fabiana de Oliveira, certo? E aí tem um artigo dela, raça para aparicação com a professora Net. Pode passar. Bom, linhas gerais, porque o tempo passa, né? O que que a Fabiana vai fazer? Ela vai adentrar a educação infantil, só que na pré-escola. E o que Que a Fabiana vai fazer? vai observar, porque todo bom pesquisador e pesquisadora observa, toma nota e a Fabiana também vai entrevistar as professoras, tá? >> Ah, Eliane,
Fabiana, calma. A Eliane vai entrevistar as professoras. Que que ela vai perceber? que as professoras em seu discursos carregam fortes estereótipos em relação à população dele. Para além disso, ela também vai observar como as crianças estão interagindo. Então, no Momento do parque vai ter uma cena que uma criança branca não vai deixar uma criança negra brincar. Você não vai brincar por ser preta, tá? E aí, o que que a a Eliana vai falar? Que existe dentro da educação infantil ali não, né, no dia a dia, uma premiação para o silêncio. Então, uma senha, professora Van
está lá e uma criança diz assim: "Professora, ele me chamou de macaco. Eu sei que a Vai fazer isso, mas imagine Ela dizer: "Ah, não, não liga, deixa para lá. O que essa professora está fazendo neste momento? Ela está silenciando. Ela está dizendo: "Olha, isso não aconteceu, isso não importa. Imagina a dor para aquela criança, ela vai carregar pro resto da vida, certo?" E aí ela está parabenizando esse silêncio e aquela criança que ofendeu está impune. Eu posso dizer o que eu quero. Bom, nessa perspectiva também ela Vai pensar a família e nos discursos das
professoras, quando acontece alguma coisa referente à questão racial dentro da escola, a família se preocupar. Ah, não, mas eles aprenderem isso na família. A escola também é é o lugar educativo, né? Enfim, vamos passar. Ah, não vou bem, tá? Gente, eu vou passar porque ela vai falar sobre uma das coisas do racismo, que é uma crença, uma crença, né, de achar e até Hoje muitas pessoas pensam, não é que achar que pessoas negras têm um cheiro diferente de pessoas negras, isso existe, gente? Não tá? Então a gente combinou que isso não existe. A professora vai
para esse estereótipo e dizer: "Ah, não, porque hoje não tem racismo, porque as pessoas negras já sabe que tem desodorante". Ela chega a este ponto. Pode passar. [limpando a garganta] Bom, eu recomendo fortemente a leitura desse Livro. Esse livro da Fabiana de Oliveira é fruto de uma pesquisa dela que foi feita aqui em São Carlos e ela trabalha com BPS, certo? Bom, o que que ela vai dizer? Primeiro de tudo, que a escola não é neutra nem com os bebês. A questão racial aparece nas interações cotidianas. Há uma diferenciação no cuidado, no afeto e nas
expectativas dirigidas para crianças de diferentes Pertencimentos étnicora-raciais. Que quer dizer isso? Eu cuido melhor, eu dou muito mais atenção, muito mais acolhimento para uma criança branca. Então, ela vai descrever cenas ali e que ela vai chegar a essa confusão. Eu vou passar, gente, porque eu preciso passar. Pode passar. Bom, vamos pr as normativas. T, você quer? Pode ser. a gente a gente vai trocando para para descansar, né, gente? Eh, também sabemos Que que esse mapa tá aí com vocês, mas é muito importante, gente, o campo normativo, as diretrizes, a lei, elas atuam como auxílio, especialmente
no processo de resistência, né? Então, vou contar uma experiência. tem uma escola de São Paulo que tava desenvolvendo uma atividade com festividades brasileiras e uma delas o Bumbi, e eles estavam usando tambores. Depois que eles realizaram uma festa com tambores, a escola apareceu pichada com uma suástica no muro Escrito: "Precisamos cuidar do futuro das crianças brancas, né? e ela foi também denunciada eh por ter feito um trabalho que a denúncia associou como uma pumba. eh para responder ou para lidar com essa resistência, o campo normativo nos ajuda muito, porque ali nas diretrizes, né, é que
a gente tem, digamos, toda a sustentação, eh, toda a possibilidade de fundamentar a nossa defesa em relação a esse tipo de Resistência e a esse tipo de resposta ao processo de implementação. Eh, quando a gente foi apresentar dados de uma pesquisa que a gente realizou em São Paulo, eh, que foi um mapeamento da da implementação da lei na educação infantil na rede, eh as diretoras e coordenadores pedagógicos que estavam presentes disseram que hoje a intolerância religiosa é uma das principais, digamos, dificuldades do processo, das principais resistências no Processo de implementação. Então, a gente precisa lidar
muito com essa questão da intolerância religiosa. Eh, e a gente precisa aprofundar o debate sobre essa questão, né? Eh, então, só aqui o campo normativo, a Constituição, LDB, a Lei 10.639 altera a LDB, a 11.645 altera a LDB de novo, eh, trazendo a questão da obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e dos povos indígenas. e as Diretrizes regulamentam a alteração da LDB, né, das da do artigo 26 da LDB. E neste momento o MEC tem feito o debate das diretrizes da questão indígena. Então, embora a gente utilize as diretrizes tanto paraa mudança
da da da obrigatoriedade do ensino de história afrobrasileira e africana, e a gente trabalha articulado da questão indígena, mas hoje a gente tem um processo de escrita de diretrizes para a implementação da questão indígena, né? Pode passar. E só uma coisa também que é importante, mas é uma lembrança, né? Eh, geralmente também as pessoas atribuem a o início do trabalho sobre a questão étnico-racial a lei 10639. Mas se a gente volta ao artigo 5º da Constituição Federal, que é o artigo eh que diz, né, sobre a educação, o direito à educação, vejam que ali já
está dito, né, que que a educação eh deve ser prestada sem preconceito de origem, Raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Então, de alguma forma, a lei 10.639 a 11.645, 1645, ela está aprofundando um debate por conta da persistência dos nossos indicadores de desigualdade e desigualdade étnico-racial, mas de alguma forma a própria Constituição já tinha, digamos, garantido o acesso de uma forma equitativa, né? Embora ele não ocorra na Prática. Pode passar. Eh, acho que pode passar esse também. as diretrizes, eh, a PNERC, que a Andreia já falou, daí a possibilidade da gente
pensar sempre de forma articulada o desenvolvimento do trabalho no programa, no lei com a PINEC. Então, toda a oportunidade que vocês tiverem e eh como eu fui formadora estadual, né, conheço o material, conheço eh inclusive a própria estrutura dos slides. Então aquela, não sei como como está o material hoje, né, Mas o material que a gente utilizou na primeira experiência, então ele é representado por uma criança, por exemplo, com síndrome de D, por uma criança branca, por uma criança indígena, por uma criança negra, da gente pensar na construção dessa transversalidade em todo o material que
a gente prepara, né? Então, quando a gente vai colocar lá, por exemplo, uma um exemplo de prática que tem uma criança lendo, que tem uma criança Manuseando o material, da importância que nosso material tenha essa pluralidade, que a gente pense as diferentes experiências de contato com a leitura escrita em diferentes culturas, né? Então, por exemplo, uma imagem de uma criança quilombola, eh, lendo o material ou, enfim, da gente pluralizar, inclusive do ponto de vista imagético, né? Porque o nosso a nossa imagética, ela também está dominada eh por recortes étnico-raciais, né? Então, a PNEC, que é
A política que a Andreia falou, e agora vou voltar a bola para >> Bom, que que é educação das relações? Todo mundo tá conseguindo ver os livros que estão aqui embaixo? >> Não, >> não, né? Vou mostrar um. Não, não precisa. Eu vou mostrar um que eu ganhei recentemente. O mundo no Black Power tá aí, ó. Quem conhece esse livro? O que que a literatura infantil tem a Ver com educação das relações étniciais? Para mim tem tudo, né? Pode passar. Bom, quando a gente fala em literatura infantil e educação das relações étno-laciais, eu vou fazer
uma inflexão lá de cá, porque a gente também tem que pensar a literatura indígena, certo? Só que hoje eu vou fazer uma inflexão, tá, pra literatura e africanidade. Vamos pensar que é essa literatura que vai trazer personagens letras, certo? Bom, só que aí o campo Teórico, principalmente da literatura, vai dizer assim: "Ó, o professor Eduardo de Assis Duarte, lá de Minas Gerais vai dizer: "Olha, existe uma literatura afrobrasileira". E aí vai vir um outro ator, um outro autor que é o CUT, vai dizer assim: "Não, existe uma literatura negro-brasileira". A partir desses dois autores e
pensadores da literatura adulta, vão ter vertentes que vão pensar a literatura Infantil com personagens negras que tematizem as africanidades. A gente vai ter Eliane Debus, que vai dizer: "Olha, existe a literatura infantil de temática africana e afro-brasileira". Mas aí terá outra autora que também é autora de livros, que aqui o San vai dizer: "Olha, a literatura que eu faço". Então, a Kilsan, ela é uma pensadora da literatura e também é escritora. Ela vai dizer: "Ó, a literatura que eu faço é uma literatura negroira do encantamento Infantil e juvenil." Mas aí a Sônia Rosa, que também
é uma autora e pensadora, Sônia Rosa. Gente, na dúvida, eu não sei que livro eu vou comprar, tem que ter uma personagem livra. Sônia Rosa e o S. Tem outros, mas na dúvida essas são a referência. A Sônia Rosa vai dizer: "Olha, a literatura que eu faço é uma literatura negroafaetiva para crianças e jovens. Só para dizer Que esse campo é um campo de pesquisa, esse é um campo de pensamento, tá? Mas pra gente vai cortar quais são os bons livros e como escolher os bons livros. Pode passar, por favor. Bom, quando eu falo de
literatura infantil e africanidades, eu tô pensando então em livros com personagens negras que tematizem a cultura africana ou a cultura afro-brasileira. Deixa parada nisso. Bom, aqui tem uma pegadinha. Eu gosto de pegadinha. Tem três estranhos no ninho. Quem já me conhece sabiu, tá? Olhem bem, olhem bem. Que livros vocês acham que não são recomendados, que foram muito utilizados, OK? Mas que não são recomendados para que a gente utilize? Menina bonita do la fita. Cabelo de lelê. Quem dá mais? Menino. Mam. Bom, vocês desvendaram. Deve ter. Tem gente que tá com cara de nossa, o Ziraldo.
Nossa, mas o cabelo de lelê eu usei. Gente, esse é um momento que é um momento educativo. Aqui não é o momento do tribunal. As professoras que usaram menina bonita do laço de pita vão não, nós vamos refletir sobre aqui. Ninguém é juiz e juíza e ninguém vai mandar preso, tá? Nada disso pode passar. Bom, pra gente pensar então a literatura infantil com africanidades negro brasileira, enfim, a gente precisa olhar para esse livro e ver se ele carrega algum estereótipo. A gente precisa ter um olhar crítico para o texto e para a imagem. Às vezes
a imagem tá linda, mas o texto tá falando: "Ah, então vocês vão ver". vai chegar essa parte, né? Vou falar isso. Bom, e aí eu vou dizer que para além desses livros que a gente já utilizou muito, existe uma nova e vasta produção de qualidade, tá? Que foi muito influenciado pelas leis, né, de educação das relações étnices. Pode passar. E aí a minha pergunta, né, será que todos esses livros são indicados para trabalhar com educação infantil? Algumas pessoas já deram pistas aqui, disseram que não. Então, menino marrom Tem problemas. Eu não vou me aprofundar em
todos eles. Eu vou me aprofundar em uma e um outro que não tá aí, tá? Esses outros livros Amoras do Demicida. Então, passando ali, tá? Pula o Pequeno Príncipe Petro Rodrigo França. Enquanto o almoço não fica pronto da Sônia Rosa. Chupim, que é o livro do Itamar Vieira. O Italaramar escreveu tortoarado escreve livro para as crianças. Esse é o primeiro livro dele. E ele inaugura um pouco um campo da Literatura infantil que é pensar a criança no ambiente rural. Para além da ideia do Chico Bento, mas essa criança real vivendo sua infância no ambiente rural.
A gente tem Carolina, que é de uma coleção, meu pequeno Black Power. A gente tem Betina, que é um livro de uma, como é que eu vou dizer essa pessoa? Bom, da professora Nima Lino Gomes, que é uma pessoa essencial pro campo da educação das relações étnico-raciais. A gente vai ter os tesouros de Bonifa Sônia Rosa. A gente vai ter outros pontos afrontados para crianças brasileiras do Rogério Andrade Barbosa. A gente vai ter a princesa Arabela Mimada que só ela. E tem um outro ali que deu uma polêmica ontem. A polêmica foi essa semana. Uma
pessoa resolveu fazer uma versão do defeito de cor da Ana Maria Gonçalves, o livro, né? Essa pessoa resolveu usar a versão para a literatura infantil e o negócio não ficou bom, tá? Mas vamos passar. Pode passar. Bom, eu trouxe aqui, eu acho muito importante colocar o rosto dessas mulheres. Essas são algumas pesquisadoras que ajudaram a pensar a literatura infantil com personagens livres. Então, a gente tem a Guomar de Matos, que era uma advogada e professora que participou teatro experimental do negro lá nos anos 1954, tá? A Guomar já vai ler alguns livros e perceber os
estereótipos. A gente tem a Fúvia Rosemberg. Nossa, mas a Fúvia não Estrutou só educação infantil? Não, a Fúvia escreve um livro literatura infantil e ideologia, porque ela vai perceber as diferenças e quantificar essas diferenças, principalmente nas personagens. A gente tem a Eloía Pires Lima, que é uma autora e também pesquisadora. A gente tem a Andreia Lisboa Souza Johnson, que é uma professora que também escreveu um texto sobre a Débora Araújo, que é professora da UFS, a professora Ione Jovino, que Também foi formada nesta casa, fez eh mestrado e doutorado e a Ilha Devos da Ufsk,
certo? Eu gosto de gostar o gosto, porque quando pensa ai, a pesquisadora quem que é? Por isso que é importante a gente colocar o primeiro nome. A Eliane Cavaleiro, a Elone Jovin são mulheres, em sua maioria, neste caso, mulheres negras. Pode passar. Bom, o que que essas mulheres, esse é um grande compilado, tá? Que que elas perceberam quando a gente fala de literatura Infantil brasileira e personagens negras? Primeiro não aparece >> porque a literatura vem lá de Portugal. não tinha personagem negra. Tudo bem, né? Aí depois quando aparece, que bom, apareceu a personagem negra, ela
era depreciada, ela era animalizada, ela sempre era a maioria, a minoria, sempre era o quadrilante que não tinha nome, não tinha família, que era chamado pelo apelido, ai é o Benedito, ah, é o Tizil, Sempre esses apelidos, né? Eh, a personagem quando ela aparecia, ela era associada à escravidão, sujeira, pobreza e violência. Então, existia um processo de hierarquização. Sempre as personagens brancas eram as mais bonitas, as mais legais, as que tinham nome, as que tinham histórico, tá? Então, elas vão concluir que existe um processo de hierarquização. Pode passar. Chegamos no momento ápice. Agora eu gostaria,
eu acho que eu posso escolher aqui. Tem várias amigas minhas aqui. Não pode? São pratos. Já tá escolhida. Quem são as quatro? O Priscila, você tá aí, Priscila? Uma sala de palmas para [aplausos] >> o William. O William de Ribeirão Preto, da Caravana de Ribeirão Preto. [aplausos] >> Amanda da caravana de onde? >> Da caravana de Barretos. >> [aplausos] >> Gente, vocês t que dar o crédito que eu sou uma criança dos anos 80, 90 queada, entendeu? São quatro, né? >> Catanduv. Caravana de Catanduva. Quem é Patrícia da Caravana de Catandrava? [aplausos] Gente, esse é
um momento muito delicado, é um momento que assim é um momento de sinceridade. Nós estamos aqui estudando, Tá? Nós estamos refletindo sobre e aí já tudo armado aqui para Andreia, André precisa de pessoas sensadas. André pode deixar. Essas pessoas vão fazer leitura, vocês vão ler os slides, fiquem tranquilos, tá? Eu trouxe alguns trechos para que esses professores e professoras leiam e vocês sintam como que isso como que bate vocês, como que isso atravessa vocês. Tá bom? Você apreci primeiro slide, por favor. Priscila, você vai ler o primeiro Parágrafo. Isso, gente, vocês acertar se vocês quiserem.
Pode entrar. >> Pois cá comigo disse Emília. Só só aturo estas histórias como estudos da ignorância e burrice do povo. Prazer não sinto nenhum. Não são engraçadas, não tem humorismo. Parecem-me muito grosseiras e até bárbaras. Coisa mesmo de negra peiçuda como tia Anastasia. Não gosto, não gosto e não Gosto. Agora eu quero que vocês imaginem um contexto de educação e infantil em que a professora e o professor são a referência. Quem é que já foi professor de educação infantil sabe, a gente é sempre linda, sempre, né? A gente é linda, a gente ganha florzinha, a
gente tem uma importância. A mãe chega no portão e fala assim: "Olha, o que você fala é lei na minha casa". Imaginem uma professora que é referência Para essa criança lendo este parágrafo. Você acha, Patrícia? Por favor, a Patrícia vai agora. Eu quero que vocês imaginem uma sala de educação infantil. A Patrícia é uma super Patrícia, você pode bem se vê que é preta e beçuda. Não tem a menor filosofia esta de aba Cina é o seu nariz, sabe? Todos os viventes têm o mesmo direito à vida. E para mim matar um carneirinho é crime,
ainda maior do que matar um Homem. Fascinora. Que que você sentiu? >> Eu falei para ela que eu estou tremenda, emocionada. mexe muito tudo isso. Eu posso falar mais um pouquinho? Eh, eu sou de Catanduva, mas eu nasci em Paramirim, um povoado chamado Canabravinha, no interior da Bahia. E o Lei mexeu comigo desde os outros encontros e hoje [limpando a garganta] mais ainda quando eu vejo tudo isso que Foi colocado, porque como que eu digo, eu vejo o preconceito até na minha família. Eh, muit a minha mãe é negra, ela não se ela não se
declara negra. E teve um tempo, há alguns anos, eu resolvi parar de alisar o cabelo e a mudança é de dentro para fora, né? Até hoje as minhas irmãs falam: "Você não vai fazer o permanente?" Não, eu me aceito assim, eu sou feliz assim e tenho orgulho da minha história. O meu pai fez com que o Esforço dele eu conseguisse estudar e olha onde eu estou. eh sempre escola pública e eu acredito que um dia, quem sabe melhora toda essa situação, né? E que a gente consiga enxergar essa literatura para que a gente não passe
pros pras nossas crianças esse esse crime, né? É crime, gente. A gente tem que aceitar o ser humano como ele é. E na educação infantil, eu tenho certeza que todos aqui que trabalham, a gente agacha na Mesma altura o olhar de cada criança e enxerga um outro ser humano. E é assim que a gente tem que tentar passar pra frente, né? que ainda tem sim professoras que que colocam apelidos e e a criança não consegue se defender e ficam marcas na alma que eh só depois com muito tempo terapia para conseguir eh se reerguer. E
eu estou aqui feliz, muito feliz por participar. [aplausos] >> [aplausos] >> Pode passar. Sim, era o único jeito. E tia Anastasia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma maca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida se não trepar em mastros. Emília diz: "É guerra, é guerra das boas. Não vai escapar ninguém, nem tia Anastasia, que tem carne negra". Bom, esses são trechos retirados dos Livros do Monteiro Lobato, certo? Globato é um escritor brasileiro, não só escritor, mas editor brasileiro, inclusive do
interior de São Paulo. Como é que bate para vocês? E assim, eu quero que vocês pensem, ninguém precisa ver, dizer e dar o testemunho aqui. Essas palavras, essas frases dentro de um ambiente da educação infantil e saindo da boca de professores e professoras que são a referência. Eu não estou aqui para colocar o Monteiro Lobato também no tribunal. [limpando a garganta] Esse não é a minha função. O Monteiro Lobato é um escritor brasileiro que escreve bem, sabe, né, usar a linguagem e a linguagem para as crianças. E e a palavra é e e não é
e é um homem racista. Ah, mas era um homem de seu tempo. Não tem mais. O Monteiro Lobato, quando ele coloca essas frases, seja na boca da Emília, seja na Escrita direta dele, ele está sendo racista e não escondeu isso para ninguém. Então, o que eu peço para vocês é que vocês façam escolhas. Eu não estou aqui dizendo que a gente tem que rasgar e queimar livros alguns pelo contrário, isso jamais. Mas que nós, enquanto professores e professoras façamos escolhas, porque palavras como estas que foram lidas e frases impactam Diretamente as crianças. Não só crianças
negras, mas crianças brancas vão se sentir no direito de repetir palavras como essa. Mas aí a Anastasia não era negra, o problema não está aí. O problema é dizer que ela é uma negra abença. Isso não é uma um conjunto de palavras afetuosas. Certo? Eu quero pedir uma salva de palmas. [aplausos] Pode passar. Bom, isso não ficou em pum, né? Porque a nossa queridíssima Nilma Lino Gomes estava no Conselho Nacional de Educação na época em que surgiu eh uma questão no livro Caçadas de Pedrinho sobre a está caçando onças. Isso seria o caçar animais silvestres
seria um crime. É, ia falar anticológico, não é crime. Aí a língua estava no conselho e Falou: "Ah, então quer dizer que assim, claro que caçar animais é silvestes é um crime, mas olha isso aqui, olha o que tem nesse trecho, certo? Então a Nilma tava no conselho e ela faz um parecer. Pode passar. Bom, aqui só a título ilustrativo, né? Neta do Monteiro Lopato, exclui passagens racistas em adaptação do clássico. Ali é a capa da revista Bravo. Bravo. Vocês qu é de dupla, gente? Porque uma esquece a outra lenda, Tá? País de mexiços, onde
o branco não tem força para organizar uma CUX clã, é um país perdido. Monteiro Lobato. Essa revista vai trazer as cartas do Monteiro Lobato para pessoas eh na época, né? né? Homens, homens de ciências que eram os eugenistas da época. Pode passar. Bom, Monteiro Lobato, eu acho que tá combinado que a gente vai fazer escolhas ao ler o Monteiro Lobato, certo? Mas chegamos numa outra celuma da educação Infantil, que é ela, gente, a menina bonita do laço de fita. Mas a eu já usei. Qual que é o problema? Eu nem trouxe ela. Qual é o
problema com a menina bonita do laço de fita? Primeira coisa, anotem aí na cabeça de vocês. Primeira coisa, alguém conhece o livro? Eu estou nessa pesquisa árvore já faz um tempo. Que question o por uma criança é branca. Alguém conhece esse livro? Chega um coelhinho preto, um gatinho Preto, sei lá, um cachorrinho preto, fica pra criança branca. Por que que você é branco? Por que que você é branco? Por que que você é branco? Esse livro questiona a negritude da menina. como se ser negro fosse algo anormal, não universal. Então, já tá aí primeiro ponto.
Segundo ponto, quem é o protagonista da história? Não é a menina. A menina só vai na onda do coelho. O coelho pergunta e ela tenta achar a Resposta. O coelho pergunta: "Quem conduz a trama não é a menina, ela não é a protagonista". Bom, pode passar, porque essas autoras são da área da literatura. A Luana Passos e a Cláudia Maria Nigro são da UNESP, eu acho que é de Rio Preto, se eu não me engano. E elas vão no artigo delas esmçar todo esse livro e elas também vão trazer uma contraposição com o livro da
Kan, que é o mundo no Black Power de Taiola, tá? Pode passar. Ah, pegar. >> Ah, tem o carode. Você chamam direto. Não, gente, aqui é, ó, pode passar. Kod vai direto no artigo. E gente, vocês acham que é bom? O que que elas vão dizer, entre outras coisas? Primeiro vai falar sobre a representação. Alô, alô. Bom, que que elas vão falar sobre a Aparência da menina, sobre a representação dessa menina negra usando o batom vermelho? Elas vão falar sobre o cabelo, que tem uma frase que diz que a mãe domava o cabelo da menina.
Gente, quando eu falo a palavra domar, vocês pensam em quê? em animal. Eu vou domar o boi, eu vou domar o cavalo bravo, certo? E isso sendo associado a um cabelo crispe. Pode passar. Agora vou dar uma corridinha que vocês vão ler, tá? Depois do artigo. Sobre o protagonismo, sobre a erotização infantil. Eu nem imaginava isso. Elas vão dizer que essa fissura do coelho tem a ver com a erotização de uma menina negra, tá? A exaustão da obra. Elas vão dizer que essa obra foi muito utilizada e que existem outras obras. Pode passar. Bom, aqui
eu vou falar sobre imagem. Vocês lembram que a Tati falou? O quanto é importante nos nossos slides a gente ter uma diversidade de crianças, a gente Ter uma diversidade de imagens? Bom, a literatura infantil, metade dela é ilustração e a ilustração tá dizendo coisas pra gente, tá? Então, eu trouxe aqui alguns livros em que as ilustrações têm problemas e eu vou dizer porquê. Pode passar. Bom, vamos voltar aí. Ai, ai, mas não foi o Monteiro que desenhou, mas ele escolheu o ilustrador. E aqui a Eloía Piris Lima vai fazer um estudo e ela vai Perceber,
ela vai analisar essa imagem que o rosto da tia Anastasia é muito parecido com o rosto do porco, do animal. E a outra coisa que ela vai dizer na primeira imagem ali de cima que a tia Nastia é um borrão preto, ela não tem rosto, é um borrão. Pode passar aqui. É um livro e que se chama Xixi na Cama. É um livro antigo dos anos 70 e ele tem uma cena de extrema humilhação. Que que acontece nesse livro? Um garoto Negro é adotado por uma família branca. E a gente tem essa cena do irmão
fazendo xixi do outro irmão. Isso aqui é para acabar, né, gente? Pode passar. Bom, quando eu tô pensando em texto, então lembra do texto que os formadores, as formadoras leram aqui. Primeiro tem termo racista. Eu tenho que ler. Ver se tem termo racista. Mulata. para designar mulheres pardas é um termo Racista, tá? Existe um questionamento da negritude, existe contexto de humilhação, existe a ausência do nome dessa personagem. Ai ai o livro amoras que não tá aqui não tem o nome da personagem, mas tem fala racista, mas tem contexto de humilhação, não tá? Eh, existe uma
associação a escravidão, pobreza, sujeira, ignorância, violência, falta de inteligência e tem o protagonismo que aí você vê na Capa, uma vez eu fui comprar um livro, viu, Natália, um livro para bebês. Ah, tinha um bebezinho preto lindo na capa e eu abro a história do bebê branco, enfim, né? Pode passar. Quando eu olho para imagens, gente, isso aqui é muito sutil. O que vai acontecer em alguns livros de literatura infantil? Eles vão trazer a personagem negra um borrão preto, uma boca vermelha e olhos esbugalhados. Isso é considerado black face. O que que é o black
face? Vamos voltar lá pro passado, lá nos Estados Unidos, onde o país era um país segregado. Que que é segregado, gente? dividido, branco pro lado, preto pro outro. Não pode eh estudar na mesma escola, não pode beber no mesmo bebedouro, não [roncando] pode. Os o ônibus até dividia, né? Só que aí era um povo no fundo, um povo na frente. Aqui se Revoltou, né? E e conseguiu mudar as coisas. O que que eles faziam nos teatros? Então, nos teatros, os atores negros e os atores brancos não se misturavam, né? nem tinha teatro para ator, enfim.
E aí que os atores brancos tiveram uma brilhante ideia. Vamos nos fantasiar de pessoas negras? Fácil. Ser nego é fantasia, gente. Pode sair no carnaval de peruca Black Power, todo pintado de preto, só para não tá, não Pode. O carnaval já passou, mas não pode. Eles começaram a se fantasiar, mas não uma caracterização, de fato, uma caracterização, era uma caracterização estereotipada, boconas, vermelho, olhos esbugalhados. Isso é o black face. e que vai reverberar não só no teatro, mas em várias imagens pelo mundo, representando pessoas negras. Então, se vocês virem Black Face no Livro infantil um
borrão preto, uma boca vermelha, já fica. Eu trouxe ali a capa de um livro que é um livro do France Fanon, não fala sobre black face, mas ele traz várias imagens de black face, tá bom? Outro ponto na imagem, animalização. O que que é isso? Parecer com animal. Então aqui e também ter partes do corpo disformes, como um pé de elefante, por exemplo. Aqui é o livro Cabelo de Lelê, que vai trazer a lelê com o pé totalmente deforme. Ai, ai, ô, mas é o traço. Sempre tem, né? É o traço, é o traço da
ilustradora. Para uma criança negra que está em formação, para uma criança branca que está em formação, é muito importante que elas vejam imagens bonitas associadas a pessoas negras, porque a gente já vê na nossa sociedade muitas coisas eh associadas a algo ruim e feio. Então, esse é um esforço que a gente vai fazer, tá bom? a gente tem eh Associação da Pobreza, sujeira escravidão, eh os Personagens representados sem sapato sempre. Então, tomem cuidado com isso. Isso tem a ver com o processo de escravização, que quando os escravizados estavam, a diferenciação entre um escravo, o escravizado
liberto e o escravizado não liberto era o uso de sapato. Então, o sapato é algo que marca uma humanidade, vamos dizer, tá? E ali eu tenho a ilustração da Aventuras do Avião Vermelho, do Érico Veríssimo, que essa pessoa negra está ilustrada de Forma monstruosa. Ninguém quer abraçar uma pessoa assim. Ninguém quer ser como uma pessoa assim. Pode passar. Bom, a literatura infantil vai mudar muito por influência do movimento negro. E aqui eu já deixo a indicação de um livro que é o Movimento Negro Educador da professora Nilmaino Gomes. E aí com a movimentação do movimento
negro da legislação, as editoras vão começar a falar: "Opa, a gente precisa mudar, tem essa lei aí, A gente precisa colocar livro dentro das escolas". Editora não ganha dinheiro vendendo para mim, pra Giovana, pra Cléon. Elas ganham dinheiro vendendo para prefeituras. Então, doeu no bolso das editoras que começaram a mudar e a colocar personagens negras, né, na no seu rol de livros. E aí vão aparecer livros eh A presença de Contos Africanos, Associação de Situações não discriminatórias, vão aparecer livros em Que as personagens negras estão vivendo a sua vida sem falar de racismo, porque a
gente não fala só de racismo, né? A gente vai na padaria, a gente fica doente, a gente paga conta, a gente faz doutorado, né? A gente faz, né? a gente faz outra. É isso. As pessoas também, é claro que a minha vida enquanto mulher negra é atravessada muitas vezes pelo racismo, mas eu não vivo só isso, tá bom? Vão aparecer personagens negras como narradoras, a Presença de famílias negras é algo muito importante, os traços físicos e comportamentais idealizados. vão aparecer muitos livros de cabelo. Ah, mas de novo vai falar de cabelo? É claro, durante muito
tempo falaram mal do meu cabelo. Até na música, a música é bonita, mas não tem nada de cabelo duro. O que a gente tem é cabelo crespo, cabelo cacheado. A gente precisa mudar o nosso vocabulário. Pode passar. Tô acabando, tá, gente? Aí a Professora Débora Araújo lá da Federal do Espírito Santo vai dizer: "Olha, eu consigo hoje pensar essa nova literatura em três tendências. Pode passar, por favor. Primeira tendência são livros em que as personagens estão vivendo conflitos humanos. Elas estão vivendo a vida delas, entendeu? As crianças estão sendo plenas, sendo crianças. Então eu tenho
vários exemplos. do menino Nito, cheirinho de neném enquanto o almoço não ficar pronto e letras de carvão. Pode Passar. Aí eu vou ter a segunda tendência que é a valorização da estética e da identidade negra. Eu tenho amoras demicida que essa menina vai dizer: "Ai, papai, que bom que o pai dela fala assim: gente, ah, quando vou passear no pomar, porque a as amoras, né? As amoras, as pretinhas são melhor que a E a menina chega à conclusão e fala pro pai: "Papai, que bom que eu sou pretinha também. O ser pretinho é algo bom,
tá? A Gente tem as tranças de Vintol, os mil cabelos de Ritinha, Betina da professora Nilma Nino Gomes e Sului. Pode passar. A terceira tendência é o resgate da ancestralidade africana. Muitas das histórias africanas a gente não conhece, porque na escola, na nossa família, a gente sabe muito mais os contos de fada do que histórias africanas, afro-brasileiras, indígenas. Então, tem um resgate desses contos. A gente vai Ter o Rogério Andrade com outros contos africanos, ele é o segredo da chuva, chuva de manga, a menina e o tambor. Pode passar. E aí, para além das tendências
que a Débora colocou, a gente também tem livros que vão trazer biografias. Quem aqui sabe quem é Solano Trindade. Quem aqui sabe quem é os irmãos Rebolsas? Simone, você não vale. Então, você vale. Você vale sim. Tô brincando. Quem aqui Sabe? Ó, foi carnaval, hein, gente. Leia Garcia. >> Uma cidade ganhou. Leia Garcia é uma atriz que inclusive foi parceira lá da Guomar lá no Teatro Experimental do Negro. Por que vocês acham que a gente pouco sabe, pouco sabe dessas pessoas, dessas pessoas negras que contribuíram? Porque na nossa época de formação não tinha educação das
relações étniciais, né, como deve ser feito, é claro, né? [limpando a garganta] Bom, então as biografias vão trazer essas pessoas, trazer essas histórias. E aí a gente vai ter também livros que falam sobre famílias interraciais. Isso foi um trabalho também de uma aluna da Tati que estudou literatura infantil, personagens negras e famílias interraciais. As crianças vão se perguntar, mas se a mamãe é de uma cor e o papai é de outra, que cor que eu sou? Como é que é minha família? Isso é muito importante, tá? Pode passar. Tô terminando. Bom, aqui eu trouxe pequenas
eh sugestões de atividades que a gente pode fazer com os livros. Então, a gente tem os tesouros de Monífa, que a gente pode trabalhar com a caixa das memórias. Eu não vou contar a história, mas enfim, a gente pode trabalhar com caixa de memórias, a boneca, os versinhos, pode passar. E aí, pensando em práticas, bom, pulei, eu nem preciso, né, falar, mas a gente Não vai ler o livro e falar assim: "Ah, agora desenha". A gente pode simplesmente ler, ler por pura aflição, mas a gente também pode fazer uso dessa leitura para fazer leitura literária,
trabalho pro projeto, teatro, brincadeira, tá? Pode passar. Bom, aqui eu trouxe um trabalho de uma professora, professora da rede de São Carlos, a professora Ana Paula Peruzi, que fez um trabalho com pequeno príncipe preto. Ela fez o príncipe, ela mandou Para casa numa sacolinha e aí as famílias liam, conversavam com as crianças, tomavam nota. Pode passar. Esse é um trabalho que o professor Lucas também da rede fez. E ele trabalhou com contos africanos. Junto com esses contos tinha um mapa no continente africano. Hoje nós vamos ver o conto do Mali. Crianças, onde está o Mali?
E a brincadeira era achar o país Mali. Pode passar aqui. Foi uma professora também, a Professora Regina. Eu também fui formadora em 2024, mas ela não eh ela não era professora da minha turma, ela era de uma outra turma. E ela trabalhou com amoras e ela esticou quase três meses trabalhando com esse livro, incluiu a merendeira que fez geleia de amora na escola. Ela pintou, ela fez tinta com as amoras. Enfim, pode passar. Finalizando, quando que a gente deve usar livros com personagens negras que tematiza a cultura africana e Afro-brasileira? Sempre. Não é para esperar
novembro chegar, é sempre. Tem que colocar na rotina sempre, tá? Livro de literatura indígena sempre. Não é para esperar o abrigo chegar. Pode passar. Com quem, gente, que eu devo utilizar? Mas eu só ten crianças brancas na minha turma. porque essas crianças estão no contexto brasileiro Em que a população indígena e africana tiveram sua contribuição e elas precisam se entender nesta diversidade. Então, com todas as crianças, com todas as professoras, com toda a comunidade escolar, pode passar. Por que utilizar? Porque todo mundo aqui segue as leis. E a gente tem uma lei, tem duas, né?
né, que é a lei 10.639 e a 11.645 que estabelece e obriga. É obrigatório a gente fazer. Ah, mas eu é obrigatório, tá? O ensino de história e cultura é pequenin afro brasileira. Pode passar. E aí, para terminar, eu trouxe ela maravilhosa. Quem gosta de literatura? A shimamanda escreve o livro para adultos, mas também ah, esse livro é escreve livro para as crianças. Ela escreveu esse aqui, o lenço de cetim da mamãe. Olha essa ilustração, gente. Olha que coisa linda, Bem cuidada. Tá bom. Mas a Shimamanda fez uma palestra com Ted e depois Ted virou
um livro e ela diz assim: "Pode passar, as histórias importam, muitas histórias importam. As histórias foram usadas para caluniar, para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar." Fecha aspas. Pode passar. Bom, a gente termina Agradecendo e convidando todas vocês a passarem aqui para dar uma olhada nos livros, tirarem fotos, buscarem referências. Eu trouxe aqui um conjunto de livros, trouxe duas bonecas e uma inclusive André que eu ganhei das professoras qual eu fui formadora do lei. Olha que coisa mais linda, fofinha, né? E uma outra que eu comprei no congresso da
USP. Então vejam a textura do cabelo, isso é Importante, e a diversidade. Então aqui tem um boneco e uma boneca, tá? Você vocês vão ver que ela tá meio pintadinha, ela tem algumas sagardas aqui também em diversidade. Então a gente finaliza agradecendo a atenção. Eu sei que tá todo mundo cansado, a gente tá vendo aqui, né, Tati? Mas vocês ficaram aqui assim, é aquele olhar que não, E aí eu começava a falar mais alto, né? Tinha a gente tava dava aquela acordada. Mas eu agradeço a atenção e o Carinho de vocês. E Andreia, você sabe
que você tem todo o meu respeito assim. Muito obrigada pelo convite, tá bom? Obrigada, gente. [aplausos]