é um dos assuntos que a gente tratou em diferentes momentos até agora foi sobre as críticas levantadas as posturas de redecard não sei se você lembra mas quando a gente falou da abordagem de Stuart Hall o de kart foi citado como um dos fundadores daquilo que o hall chama de sujeito Iluminista lembra não pecar tenha sido Iluminista Mas o que ele propunha dialoga muito com essa percepção de um sujeito dotado de uma essência Universal e conduzido por uma razão impessoal e neutra é sobre essa ideia de essência que posteriormente os tais sujeito sociológico e pós-moderno
eles vão para o pouco e nativos Essa é a abordagem do Stuart Hall subir redecard uma abordagem próxima um multiculturalismo ainda pouco quando a gente falava sobre a obra de Aníbal quijano dentro de uma perspectiva de colonial de car apareceu o truque errando o dualismo entre mente e corpo que de cá propunha lá no século 17 fortalecer ia pares de opostos se a racionalidade a mente é o caminho para se atingir uma verdade Universal o corpo o sensível era considerado como fonte do engano essa dualidade é também uma dualidade entre verdade e mentira entre o
civilizado e o primitivo e essa dualidade que se traduziria na colonialidade do Poder analisada pela língua que hum essa forma epistemológica de de card esse modo de encarar a construção de um conhecimento teria alicerçado todo o sistema de categorização a partir da raça classe e gênero uma categorização que supõe dentro cê foras Racionais e irracionais civilizados selvagens Europa e na Europa pois bem Tem uns autor de o tipo de colonial e contribuiria bastante neste debate sobre a epistemologia sobre a forma de construir conhecimento segunda ideia cartesiana indicaria alternativas a ela um pesquisador porto-riquenho chamado Ramon
grosfoguel Bruno Ramon grosfoguel um a proposta de redecard sobre a epistemologia sobre as formas de conhecer é marcada por um ponto fundamental de car supõe a possibilidade do sujeito o sujeito que produz esse conhecimento a possibilidade dele enunciar verdades universais por Grosso áudio isso seria um sinal de uma infância e no eu eu que conseguiria acessar uma verdade é neutra inquestionável por Grosso óleo isso seria um movimento de substituir a ideia do Deus Cristão por essa noção de eu a imagem cristã de Deus é relacionado à une potência e onisciência o eu que acessaria esse
conhecimento absoluto na perspectiva de Decathlon seria uma versão desse Deus a razão cartesiana nesse sentido ela atribuiria características divinas ao sujeito produtor de conhecimento e isso é Central porque Grosso folga ou pretende na sua abordagem sobre a lógica da colonialidade nas palavras dele "para de kart wiiu pode produzir um conhecimento que é verdadeiro para além do tempo e do espaço universal no sentido de que não está condicionado por nenhuma particularidade e objetivo entendido como equivalente a neutralidade a figuras folga eu coloque em evidência aqui é um mito de um sujeito alheio a qualquer condicionamento externo
a ele um eu e pai daria para além de seu próprio tempo o seu espaço suas referências culturais disputas políticas e relações sociais ou qualquer outro tipo de variável uma neutralidade da razão que segundo Ramon grosfoguel aproxima esse conhecimento a imagem criada sobre o Deus Cristão incondicionado pelo mundo e agindo para além dele para chegar essa noção sobre sujeito de cárter EA partir de dois argumentos um de cunho ontológico outro de viés epistemológico e e se deve ser cuidado de quando a gente trator do Franz fanon e falamos sobre ontologia essa Odontologia seria o ser
dos sujeitos o que caracteriza a sua existência do Franz fanon você se acorda a ontologia dos sujeitos sua existência é afetada diretamente pelo colonialismo cinema disso pois bem abordagem ontológica defendida por Rene dekart Ela é bem diferente ele supunha lá no século 17 o que a gente poderia chamar de um dualismo ontológico é como se a gente tivesse uma existência dupla mente e corpo cada uma delas com uma substância distinta haveria uma independência da mente em relação ao corpo ou as coisas sensíveis e ao mundo e ela essa mente independente que se supõe como capaz
de acessar uma universalidade a tal verdade com v maiúsculo para Ramon grosfoguel "sem dualismo ontológico a mente estaria localizada em um corpo seria similar em substância o corpo e estaria assim condicionada pelo corpo Este último indicaria que o conhecimento se produz a partir de um espaço particular do mundo e por isso não existe uma produção de conhecimento não situada Oi e a exatamente curso Por Uma Mente incondicionada Por Uma história pelo tempo e pelo espaço que o dualismo ontológico subentende a possibilidade de naturalizar conhecimentos que no fim das contas são particulares e localizados em relação
à cultura à relações sociais e relações de poder Quando se considera a mente como capaz de ser incondicionada perspectivas historicamente criadas estão naturalizadas é uma das bases da colonialidade como a gente tem conversado considerar nos sonhos sobre trabalho e gênero e Raça não como produto de um determinado contexto mas como características do mundo vence da natureza em si o argumento epistemológico de de kart sobre como conhecimento é possível baseia-se na centralidade desse eu autônomo Oi Ramon grosfoguel se aproxima muito abordagem de Stuart Hall sobre redecard a epistemologia cartesiana ela considera o conhecimento como um monólogo
interno do sujeito consigo mesmo para além de conhecimentos compartilhados o criados coletivamente ele sugere um eu capaz de conhecer sem nenhum contato dialógico com outros para o Ramon grosfoguel you reverter essa ideia e entender o caráter social na construção do conhecimento é de fundamental importância nas palavras do próprio duas fogão "O que aconteceria se os sujeitos humanos produzissem conhecimento de forma dialógica ou seja em relações sociais com outros seres humanos a principal implicação seria o desmoronamento da pretensão de um eu capaz de produzir certeza no conhecimento enviado das relações sociais com outros uma Oi e
aí que tá essas duas concepções de kart sobre a um tô logia EA epistemologia o sujeito dividido entre mente e corpo e a ideia do eu capaz de produzir um conhecimento neutro seria para Ramon grosfoguel a base de uma construção política estruturam relações de poder e hierarquizações no final das contas e presta atenção Grosso folga eu dar um nome engenhoso para isso ele chama isso de uma ego política do conhecimento essa tão ego política do conhecimento a ser baseada em um "por Grosso óleo um eu que supõe produzir conhecimento a partir de um não-lugar isso
seria um mito fundador de uma epistemologia colonial de uma forma de construir e organizar saberes segunda dimensão da colonialidade Não no sentido de um conhecimento o mercado durante o período histórico do colonialismo mas enquanto uma forma de conhecer Colonial que permanece ainda hoje Enfim uma cordialidade sobre essa ideia colonial de produção do conhecimento o grosso óleo se tem um conceito proposto pelo filósofo colombiano Santiago castro-gomez e Indica isso com uma epistemologia do ponto zero é o conhecimento produzido por um ponto de vista que não assumir a si mesmo com o ponto de vista um sujeito
que não é suposto como sujeito ou seja localizado no contexto quando fala quando eu não Cia a quando trata sobre uma suposta verdade a questão que levanto aqui é que essa epistemologia do ponto zero apesar de não se assumir como ponto de vista é geográfica e historicamente localizada é a base de uma perspectiva eurocentrada o que não se não se assume a como feita a partir do contexto europeu mas sim que se pretende Universal a outros saberes restaria apenas a classificação como não saberes e perspectivas europeia sobre trabalho raça e classe são naturalizados para o
Ramon grosfoguel o ego cogito E se eu do qual emana uma suposta verdade ele é do eu penso lado de kart e está relacionado diretamente a um ego com o peru um eu que conquista e domina tanto mundo quanto outros povos ego óbito encontro forma epistemológica forma de conhecimento é concluíram como forma política de imposição conhecimento e política nessa perspectiva são estreitamente relacionados a início acaba se supondo uma a unidade política de certas epistemologia de certos conhecimentos é que entra um conceito proposto por Boaventura de Sousa Santos aliás que a gente vai ficar até em
breve o conceito de epistemicidio epistemicidio seria destruição a pagamento de certos saberes sobre o mundo é a imposição de uma perspectiva única sobre o mundo EA destruição de todas as outras saberes ameríndios e africanos por exemplo tomados como Inválidos e apagados em nome da hegemonia de um saber de origem europeia um racismo epistêmico lembra de uma moda jeans ela trata de como uma história a única uma única perspectiva sobre o mundo ela tende a desumanização de determinados sujeitos Pois então para o Ramon grosfoguel essa e do saber é parte de um sistema de poder um
sistema que ele chama de gel política do Poder o projeto de Colonial proposto Grosso Fábio tenta lidar exatamente com isso vencer esses epistemicídios e essa tentativa de homogeneizar os saberes sobre o mundo para ele esse processo deveria passar principalmente por uma desocidentalização das Universidades segundo ele as Universidades contribuem para esse racismo epistêmico reproduzem saberes eurocêntricos ao mesmo tempo que consideram outras experiências africanas e ameríndias por exemplo consideram essas outras experiências apenas como objeto de estudo a serem analisados ou seja respectiva de saberes eurocêntricos sendo utilizados para compreenderem experiências não a europeia é uma releitura do
dualismo ontológico de de kart o dualismo entre mente e corpo mas aqui em um contexto geopolítico do saber desocidentalização as Universidades seria um movimento para romper com excepção dos vídeos e romper com esses epistemicídios seria romper tanto a pretensão um saber Universal quanto com o dualismo mente-corpo ou seja basear-se na diversidade epistêmica em saberes pluri versais que seriam articulados não em relação a problemas universais mas sim a questões específicas e particulares essa diversidade epistêmica seria reconhecer outras perspectivas como capazes de articular em saberes saberes que seriam aplicáveis a determinados contextos de forma a encontrarem soluções
diversas para diferentes questão a tinta e situações saberes indígenas e africanos portanto compondo junto com perspectivas europeias no sentido de buscar formas particulares de lidar com o mundo assumir que uma solução Universal é inviável e por isso é preciso partir de uma pluralidade de saberes e seu conceito de transmodernidad valer-se da pluriversidade de saberes como forma de colocar em prática no processo de Colonial para além da inclusão a um sistema pré-definido significa reconhecer a capacidade de rir transformar esse mesmo sistema a partir de outras formas de conhecer formas de conhecer que foram invisibilizados submetidas a
epistemicídios e [Música]