Olá, pessoal! Esse é o nosso primeiro vídeo temático no canal, e o assunto escolhido é um tema bem frequente, muito comum no nosso cotidiano como urologistas. Não é uma patologia essencialmente cirúrgica, mas é uma condição que demanda um tratamento clínico e um seguimento continuado.
Para você, mulher, que sofre de infecção urinária de repetição, a famosa cistite de repetição, sabe que o quadro clínico é bem doloroso e traz muito desconforto à qualidade de vida. Assista a este vídeo; a gente vai abordar os fatores de risco, formas de prevenção e tratamento da infecção urinária de repetição. Olá, pessoal!
Sejam bem-vindos ao canal. Eu sou Samira Bossi, sou urologista, atendo em São Paulo e atendo tanto a urologia feminina quanto a masculina. Hoje, o tema do nosso vídeo vai ser infecção do trato urinário de repetição, a famosa cistite aguda de repetição.
A cistite aguda é a infecção do trato urinário inferior mais comum em mulheres. Ela pode causar alguns sintomas, como, por exemplo, dor e desconforto ao urinar, aumento da frequência urinária e dor na região pélvica e hipogástrica. A definição de cistite aguda de repetição é aquela infecção que apresenta uma frequência de três ou mais episódios dentro de um ano ou dois ou mais episódios dentro de seis meses.
A principal bactéria causadora da cistite aguda de repetição é a Escherichia coli, que é uma bactéria que habita naturalmente o nosso corpo. Ela faz parte da flora intestinal e, por alguns desequilíbrios do organismo, ela se prolifera, tornando-se um patógeno no trato urinário. Os principais fatores de risco da cistite aguda são sexo feminino e, no que diz respeito à anatomia da mulher, a uretra da mulher, que é mais curta e a proximidade com o ânus, facilitam a translocação de bactérias, causando facilidade na ascensão e no desenvolvimento da cistite aguda.
Também podemos citar a atividade sexual; muitas mulheres, principalmente na idade fértil, relatam o início da cistite aguda depois de sequências na sua vida sexual, e muitas vezes precisamos iniciar um tratamento pós-coito, pois a atividade sexual pode ser um gatilho para a cistite aguda. Outros fatores de risco que podemos citar incluem imunossupressão, diabetes mellitus, uso de contraceptivos hormonais, como anticoncepcionais orais ou hormonais, o próprio envelhecimento, e a diminuição de estrogênio, que causa atrofia vaginal. Isso resulta na perda da defesa natural da mucosa do trato geniturinário.
Outros fatores de risco são o uso exacerbado de produtos de higiene íntima, como perfumes e sabonetes, que alteram o pH da vagina, facilitando a proliferação de bactérias patógenas. Em relação ao tratamento da infecção urinária de repetição, ele envolve o uso de antibióticos, e precisamos nos atentar principalmente ao diagnóstico. A mulher que apresenta um quadro de infecção repetida, já arrastada, deve ter qualificada a bactéria, qual é o germe causador daquela infecção e se realmente é uma infecção bacteriana, pois muitas vezes esses quadros são confundidos com inflamações ou quadros de dores crônicas.
É crucial identificarmos a bactéria para que o tratamento faça sentido. Portanto, é muito importante lançar mão da urocultura com antibiograma, além da urina; muitas vezes o paciente vai ao pronto-socorro e faz uma urina simples, e isso não é suficiente. Precisamos identificar o germe e o perfil de sensibilidade para direcionar o tratamento para aquele paciente.
Pessoal, este é um assunto de suma importância. Vamos destrinchar ele em novos vídeos; inclusive, vai ter um vídeo com as sete principais formas de evitar a infecção urinária e a cistite aguda. Esse será um vídeo separado, pois é muito importante.
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