Oi pessoal eu sou Ana Paula sou acadêmica de medicina e Sou monitora da disciplina de farmacologia e hoje eu fiquei responsável pela aula de Introdução à Farmacologia do sistema nervoso central e a gente vai começar pelas bases anatômicas da neurotransmissão a base anatômica da neurotransmissão ela é constituída basicamente pelos neurônios e pela conexão entre esses neurônios que é aquilo que a gente chama de sinapse os neurônios eles são células que a gente diz que eles são excitáveis por energia elétrica então eles vão processar e eles vão transmitir informações por meio de um processo que a
gente pode dizer que ele é eletroquímico então eles vão utilizar tanto energia elétrica mas também mediadores químicos para que essa informação ela seja processada e transmitida um neurônio típico ele vai possuir um corpo celular que é aquela região que contém o núcleo da célula portanto é o centro de comando dessa célula e a gente também vai ter alguns lamentos que são especializados e a gente chama eles de dendritos e de axônios os dendritos eles vão receber informação de outros neurônios e vão conduzir essa informação lá pro corpo celular os axônios eles vão Enviar as informações
para outros neurônios então eles vão transportar o sinal de saída ali do corpo celular de um neurônio os neurônios H eles podem apresentar ali centenas de dendritos Mas geralmente eles vão possuir somente um axônio em embora o axônio ele possa se ramificar ali na região mais distal para que ele possa entrar em contato com múltiplos alvos além da gente ter os neurônios nosso sistema nervoso a gente tem algumas outras células que a gente chama de células não neuronais que são denominadas células da glia e elas têm algumas funções essenciais aí no nosso sistema nervoso central
por exemplo os astrócitos eles são algumas células que são muito abundantes no nosso cérebro e eles vão desempenhar alguma função de sustentação além de ter ali o fornecimento de nutrientes metabólicos para os nossos neurônios os oligodendrócito são células que vão envolver os axônios formando a bainha de mielina a bainha de mielina ela isola eletricamente os oxônia dos sinais e já que a gente vai falar sobre fármacos que atuam no sistema nervoso central eu achei importante a gente conversar sobre a barreira hematoencefálica a barreira hematoencefálica ela é uma separação protetora entre a nossa circulação sanguínea e
o nosso sistema nervoso central e ela vai limitar a entrada de algumas substâncias incluindo os fármacos então se eu tiver um psicofármaco para ele chegar no seu alvo que é o sistema nervoso central ele precisa atravessar essa barreira hematoencefálica para isso ele precisa ser ou altamente lipofílico ou ele precisa ser capaz de se ligar algum transportador específico nessa barreira por exemplo os antistamínico de primeira geração eles têm como efeito colateral a sonolência justamente porque esses fármacos eles passam pela barreira hematoencefálica já os antihistamínicos de segunda geração eles não atravessam a barreira hematoencefálica e portanto eles
T não t como efeito colateral a sonolência e a outra base anatômica do sistema nervoso central é aquilo que a gente chama de neurotransmissão sináptica clássica e o que que é essa neurotransmissão sináptica ela é o processo pelo qual dois neurônios vão se comunicar entre si através da liberação de substâncias químicas que são os neurotransmissores Antes de iniciar a explicação de como acontece essa sinapse é importante a gente entender alguns conceitos o que que é o neurônio pré-sináptico vai ser aquele neurônio que vai liberar o neurotransmissor aqui na Fenda sináptica que é o espaço entre
um neurônio e outro e esse neurotransmissor liberado na Fenda sináptica pelo neurônio pré-sináptico ele vai se ligar o seu receptor no neurônio pós-sináptico que é aquele que vem depois da fenda sináptica dito isso como é que acontece esse processo Então a gente vai ter ali a formação de um impulso elétrico no neurônio pré-sináptico que é aquilo que a gente chama de potencial de ação esse potencial de ação ele pode ser gerado por um neurotransmissor essor pela luz por uma substância química por um hormônio enfim esse potencial de ação ele vai se propagar ao longo do
axônio do neurônio pré-sináptico atingindo o final do axônio lá no final do axônio vai acontecer uma abertura de canais de cálcio Esse aumento de cálcio no final do axônio vai promover a fusão entre algumas vesículas que armazenam armazenam neurotransmissores com a membrana final do axônio e esse neurotransmissor contido nessas vesículas vai ser liberado lá na Fenda sináptica E vai encontrar o seu receptor lá na membrana do neurônio pós-sináptico quando esse neurotransmissor se liga lá no seu receptor na membrana pós-sináptica vai acontecer abertura de alguns canais causando uma mudança ali na permeabilidade dos í íons dessa
membrana o que vai formar Então como se fosse um sinal de excitabilidade pro neurônio pós cinap e na neurotransmissão sináptica é importante a gente comentar sobre como que acontece a remoção de neurotransmissores da fenda sináptica h para que a comunicação entre os neurotransmissores ela seja breve e o sinal não fique ali permanentemente ligado os neurotransmissores eles precisam ser removidos ali da fenda sináptica essa remoção ela pode ocorrer eh por recaptação pelo neurônio pré-sináptico então o neurônio pré-sináptico ele libera o neurotransmissor e depois por depois que ele estimulou por um tempo suficiente o neurônio pós-sináptico esse
neurônio pré-sináptico faz essa recaptação e recicla esse neurotransmissor outra maneira de fazer a remoção desse neurotransmissor da fenda sináptica é por meio de uma degradação enzimática onde algumas enzimas vão ali quebrar esse neurotransmissor é importante a gente lembrar também que as sinapses elas podem surgir em muitas partes do neurônio não apenas nos dendritos mas também ela pode acontecer ela pode se iniciar pelo corpo celular e até mesmo no início ou na extremidade dos axônios mas apesar de poder surgir em vários locais a comunicação entre os neurônios ela é chamada de anterógrada ou seja sempre na
mesma direção a direção ela deve ser sempre dendrito corpo axônio nunca se inverte essa ordem apesar da gente poder se iniciar em qualquer parte dessas estruturas tá bom existe aqui também um conceito que a gente fala que é a sequência Temporal da transdução de sinais ou então a cascata de transdução de sinais Vamos tentar entender o que que é isso ã a neurotransmissão ela pode ser considerada uma parte de um processo que é muito mais complexo do que simplesmente a comunicação entre neurônios porque todo toda essa transdução de sinais ela é considerada como se fosse
uma comunicação entre o Genoma de dois neurônios portanto também pode haver uma resposta que é a nível genômico dessa sequência de sinais com ativação de genes e portanto como a gente tem essa ativação de genes a gente faz a síntese de novas proteínas então isso gera uma resposta que a gente diz que ela é duradoura Então as consequências dessa resposta ela pode ser a longo prazo justamente porque houve a síntese de novas proteínas porque essas proteínas eh sintetizadas elas podem ser proteínas estruturais ou então enzimas ou até outros fatores que promovem ali uma mudança um
pouco mais duradora como por exemplo uma plasticidade sináptica um crescimento celular ou até mesmo vamos pensar numa numa adaptação metabólica Então essa transdução de sinais ela vai começar ali com o primeiro mensageiro vai prosseguir pro segundo terceiro quro quarto e outros mensageiros provocando então uma cascata de sinais e essa resposta ela é duradoura justamente porque ela também é a nível genômico então aqui a gente tem listado alguns locais de ação dos fármacos tá praticamente todos os fármacos que atuam no sistema nervoso central eles vão produzir alguns efeitos eh modificando algumas etapas da neurotransmissão sináptica então
por exemplo os fármacos que vão atuar na síntese no armazenamento no metabolismo e na liberação de neurotransmissores eles vão est influenciando um mecanismo ali pré-sináptico por exemplo a anfetamina ela é um estimulante então ela vai induzir a liberação de catecolaminas na Fenda sináptica a toxina botulínica ela vai bloquear a liberação de neurotransmissores outro exemplo ã a cocaína ela ela bloqueia a recaptação de catecolaminas Na Fenda sináptica Portanto ele vai potencializar a ação dessas catecolaminas que vão ficar disponíveis por mais tempo ali na Fenda sináptica estimulando por mais tempo os seus receptores ã a anticolesterol e
portanto vai prolongar a ação da acetilcolina também a gente tem fármacos que vão atuar ali na região pós sináptica como por exemplo atuação sobre os receptores Então os fármacos eles podem se ligar em receptores atuando em semelhança a uma substância endógena já produzida pelo nosso organismo ou então ele pode se ligar no receptor inibindo a ligação dessa substância endógena e quando o fármaco eh ele tem como alvo os transportadores pré-sinápticos o que que vai acontecer os transportadores pré-sinápticos eles são transportadores que depois que o neurotransmissor foi liberado na Fenda sináptica e ter tidda a sua
ação ali no neurônio pós-sináptico esse neurotransmissor ele vai ser recaptado para dentro desse neurônio pré-sináptico para que a atividade dele seja cessada então quando eu tenho um fármaco que tem como alvo esse esse ess transportador para sináptico ele vai bloquear a ação desse transportador mantendo Então esse neurotransmissor por mais tempo na Fenda isso vai prolongar a ação desse neurotransmissor como esses fármacos eles aumentam a a a disponibilidade desse neurotransmissor Na Fenda eles podem ser utilizados por exemplo para ajudar aliviar sintomas de depressão ansiedade por exemplo eh eu posso ter um fármaco que bloqueia a recaptação
de serotonina naora adrenalina então ele vai aumentar os níveis de serotonina adrenalina eh prolongando o tempo de ação desses neurotransmissores e se eu tiver como alvo os os transportadores vesiculares o que que são esses transportadores vesiculares eh eles são eles armazenam neurotransmissores em vesículas então esses neurotransmissores que estão ali na Fenda sináptica vão ser transportados para dentro dessas vesículas com uma com uma bonda usando ali uma bomba de prótons então se eu bloquear esse transportador vai acontecer o mesmo Proc Esso ali dos transportadores press sinápticos ele vai manter por mais tempo o neurotransmissor Na Fenda
já que ele não vai ser eh transportado para dentro dessas vesículas ele vai ficar ali por mais tempo e a gente vai prolongar a ação desses neurotransmissores e a gente também pode utilizar ele como monte depressivos ou ansiolíticos tá se eu tiver como alvo os canais iônicos a abertura desses canais iônicos pode ocorrer de duas maneiras principais ou ele vai abrir eh por voltagem ou ele vai abrir por um ligante sendo que esse ligante ele vai ser qualquer substância que se liga a um receptor Então esse ligante se liga ao receptor e abre um canal
de íon então por exemplo um fármaco que age eh num canal iônico regulado por voltagem são os anestésicos locais e os anticonvulsivantes porque eles se ligam ao canal de sódio regulado por voltagem e vai inibir a abertura Desse Canal o que vai reduzir a excitabilidade desses neurônios porque não vai ter entrada ali de íons de íons positivos que no caso seria o sódio sendo útil então pra gente controlar as crises epiléticas e reduzir a percepção de dor já um exemplo de fármaco que vai atuar em canais iônicos regulados por ligante é por exemplo o diazepan
então o fármaco ele vai se ligar ali num sítio do receptor tá e juntamente com o gaba ele vai promover a entrada de íons cloreto que é um íon que ele é negativo então ele vai diminuir a excitabilidade neuronal Então vai intensificar a ação desse gaba como ansiolítico e um sedativo porque o gaba ele é o principal neurotransmissor ã que ele diminui a excitabilidade neuronal se o fármaco ele tiver como alvo o receptor ligado à proteína G os receptores ligados à proteína G eles são chamados de metabotrópicos Porque em vez deles atuarem diretamente sobre os
canais iônicos eles vão ativar uma uma série de eventos intracelulares mas também vão interferir na abertura de canais iônicos e eles também podem ser utilizados como antipsicóticos e antidepressivos se eu tiver um fármaco que tem como alvo as enzimas a ação desse psicofármacos e ela vai envolver a inibição de certas enzimas que regulam ali a disponibilidade de neurotransmissores do sistema nervoso central os inibidores dessas enzimas eles podem ser tantos ser tanto reversíveis quanto irreversíveis um inibidor reversível ele é um tipo de psicofármaco que vai se ligar temporariamente a uma enzima então ele vai inibir a
ação dela sem causar um dano permanente a estrutura daquela enzima por exemplo a floxetina ela vai inibir ali enzima mal temporariamente vai aumentar disponibilidade de neurotransmissores como a serotonina já o inibidor que a gente fala que ele é Irreversível ã ele vai se ligar ali de forma permanente a enzima alterando toda a estrutura e função daquela enzima então de maneira que aquela enzima ela não vai mais poder desempenhar a função dela mesmo que o fármaco seja removido e a gente tem aqui alguns exemplos H dos principais neurotransmissores que são alvo de fármacos psicotrópicos Tá então
vamos começar aqui pela serotonina a serotonina eu posso ter alguns fármacos que que que vão interferir nessa neurotransmissão serotoninérgica como por exemplo os inibidores seletivos da recaptação de serotonina como por exemplo a floxetina ela vai aumentar os níveis de serotonina para aliviar sintomas depressivos e ansiosos já a noradrenalina a gente tem alguns fármacos que vão interferir ali na neurotransmissão noradrenérgica que vão atuar como antidepressivos com por exemplo o inibidor da recaptação tanto de serotonina quanto de noradrenalina que vão aumentar esses níveis de nora e de serotonina e eles podem ajudar na depressão mas também no
TDH a dopamina hã os fármacos que atuam na neurotransmissão dopaminérgica a gente pode ter ali antipsicóticos que eles vão reduzir a atividade dopaminérgica para tratar esses sintomas psicóticos já eu vou ter alguns estimulantes que vão aumentar a dopamina para melhorar sintomas como por exemplo TDH a gente também até que tem um destaque que a gente tem algumas disfunções na dopamina na dopamina que estão ligadas à esquizofrenia ao TDH e a doenças como Parkinson então a gente também vai ter alguns fármacos que vão interferir nessa neurotransmissão dopaminérgica para tratar esse tipo de doença e a gente
também tem aqui o glutamato o glutamato é o principal neurotransmissor excitatório tá E ele é sintetizado a partir da glutamina e ele possui dois tipos de receptores a gente tem receptores que são ionotrópicos e receptores que são metabotrópicos os ionotrópicos vai ser o ampa o cainato e o nmda os receptores metabotrópicos vão ser aqueles que são ligados à proteína g e vai do mglu R1 ao mglu R8 tá são oito receptores e é importante a gente lembrar que o excesso de glutamato na fend C sináptica pode levar um fenômeno chamado excitotoxicidade em que a ativação
excessiva de receptores de glutamato vai levar a morte desses neurônios esse citotoxicidade ela tá associada a algumas doenças neurodegenerativas com por exemplo o Alzheimer e também a ela que é a esclerose lateral amiotrófica e também vai acontecer em caso de algumas lesões cerebrais como por exemplo na isquemia ou também numa numa hipoglicemia Ali vai ter bastante liberação também de glutamato que vai reduz eh Vai resultar ali num influxo elevado de cálcio que é justamente esse processo de influxo de cálcio que vai causar esse citotoxicidade podendo levar essa morte neuronal tá e a gente tem fármacos
que eles ã tem tem eles são antagonistas do receptor nmda a gente tem como exemplo a quetamina que atualmente eles têm sido estudados e investigados para depressão resistente o neurotransmissor gaba é o principal neurotransmissor inibitório do nosso sistema nervoso central e ele vai reduzir a atividade neuronal excessiva a gente tem como exemplos aqui os conhecidos bem Zod diazepínico que eles potencializam a ação do gaba ajudando no controle de ansiedade e também de convulsões e por diminuir essa excitabilidade neuronal eh eles têm uma grande importância Clínica né Eh tanto como ansiolíticos E hipnóticos aí no caso
dos benzodiazepínicos mas também quanto como anticonvulsivantes utilizados para epilepsia E também como relaxantes musculares a gente também tem a acetilcolina Então a gente vai ter ali os fármacos que atuam como inibidores da acetilcolinesterase a acetilcolinesterase ela vai degradar A acetilcolina então um fármaco vem inibindo essa enzima ele vai aumentar então os níveis de acticol na fena sináptica sendo utilizados no tratamento do Alzheimer existem dois tipos de receptores de acetic Colina a gente tem ali os nicotínicos que são os ionotrópicos e a gente vai utilizar eles por por causa de dependência de nicotina a gente também
tem os muscarínicos que são receptores metabotrópicos e eles no cérebro eh eles estão muito Associados à doença do Alzheimer com ela são estamina ã os fármacos que atuam ali na neurotransmissão estamin ég eles podem ser antipsicóticos e podem ser antistamínico tá que vão bloquear al os receptores de de stamina causando sedação a gente tem quatro tipos de receptores de estamina o H1 ele tá relacionado ao processo alérgico Mas ele também tá relacionado a áreas ligadas ao sono e a vigília ao controle do do sono e vigília a gente fala que é o interruptor sono vigília
Então os bloqueadores do receptor H1 e especialmente os de primeira geração eles vão causar sedação justamente porque eles atravessam a barreira hematoencefálica Então vão induzir a sedação enquanto aqueles bloqueadores eh de H1 de segunda geração eles não vão atravessar facilmente a barreira Mat encefálica então eles são usados para alergia sem causar um efeito sedativo os receptores H2 eles influenciam na plasticidade sináptica e nos processos cognitivos e o receptor H3 ele tem sido alvo de estudos hã para TDH para esquizofrenia e paraa narcolepsia que é aquilo que a gente chama de sonolência de urna de urna
o receptor H4 ele não tem tanta importância aqui para nós ã porque o nosso objetivo aqui é estudar os psicotrópicos né E no caso receptor H4 ele tem uma uma um papel ali na regulação da Resposta imune então não vemha ao caso nesse momento e com relação aos neuropeptídeos e hormônios a gente tem como exemplo de neuropeptídeos as endorfinas e as encefalinas que elas modulam a dor e humor e como exemplo de hormônios a gente tem o cortisol que ele tá ligado ali à nossa resposta ao estess Então a gente tem alguns fármacos que vão
agir sobre esses neuropeptídeos e hormônios e a gente pode ter eles como analgésicos E também como antidepressivos pessoal em com relação aos canabinoides é importante a gente saber o que que é o thc o thc ele é o principal composto psicoativo da cannabis tá e a gente tem dois receptores canabinoides no nosso organismo a gente tem o cb1 e o cb2 sendo que o cb1 é o mais abundante no nosso cérebro especialmente nas áreas que são responsáveis pela memória pela cognição e pela percepção da dor e a gente tem também canabinoides endógenos que é aquilo
que a gente chama de endocanabinoides que são substâncias produzidas naturalmente pelo nosso corpo como por exemplo a anandamida e o archidon glicerol que eles ativam também os receptores cb1 de Diferentemente dos neurotransmissores clássicos os endocanabinoides eles não são pré-formados e armazenados eles vão ser sintetizados rapidamente em resposta a certos estímulos esses endocanabinoides também tem uma característica que é única H eles atuam como mensageiros retró retrógrados Isso significa que após serem liberados pelo neurônio pós-sináptico eles viajam de volta pro neurônio pré-sináptico e eles ativam os receptores cb1 o que Vai resultar na inibição Da liberação de
neurotransmissores isso então vai suprimir a liberação de neurotransmissores no neurônio pré-sináptico essa supressão ela pode ser tanto transitória quanto duradora dependendo do tipo de sinal e também do padrão de atividade neuronal ã os principais efeitos ali do uso de canabinoides é importante a gente falar sobre o efeito sobre a memória e a cognição eles podem sim prejudicar a memória e as funções cognitivas porque eles vão ter uma ativação dos receptores cb1 inibindo a comunicação entre os neurônios em regiões do cérebro que estão ligadas a esses processos Como por exemplo o hipocampo e eles também podem
alterar a nossa percepção de dor já que eles vão modular a percepção de dor ao diminuir né a liberação dos neurotransmissores excitantes na via da dor a gente também tem algumas substâncias que são reguladoras do nosso sistema nervoso central como por exemplo as neutrof finas as neutrof elas são algumas proteínas tá que elas são bem importantes no processo de plasticidade sináptica um processo de eh de plasticidade sináptica ela ele permite pro cérebro a gente modificar algumas conexões neuronais em resposta a algumas experiências ou então algum aprendizado o a principal neutrof eh estudada atualmente é o
bdnf que ele tá amplamente envolvido na plasticidade cerebral no processo de aprendizagem de memória e ele também ajuda na Regeneração de alguns neurônios danificados os neuroestetica nosso sistema nervoso central e eles vão modular a função de alguns receptores de neurotransmissores especialmente o receptor gaba A então eles vão ter um papel importante na regulação do m e da ansiedade já que o gaba é o nosso principal neurotransmissor inibitório justamente porque eles agem nesse nesses receptores de gaba Vai resultar em efeit efeitos calmantes e ansiolíticos já AC citocinas elas são proteínas que são secretadas ali pelo nosso
sistema imunológico né que eles vão se regular alguns processos inflamatórios do nosso cérebro então eles vão participar de alguns processos inflamatórios Associados a algumas doenças neurodegenerativas e também transtornos psiquiátricos pessoal então com relação à introdução da farmacologia do sistema nervoso central por hoje é isso se vocês precisarem de ajuda com qualquer dúvida podem me procurar aqui para ajudá-los Tá bem foi um prazer tê-los mais uma vez na monitoria até a próxima e bons estudos